Vós sois um santuário de Deus

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – Jesus, na liturgia deste domingo, está no alto do monte e continua seu “Sermão da Montanha”. Mais uma vez ele acentua a necessidade de cumprir a lei, mas não apenas o seu cumprimento literal (cumpri-la de maneira exterior, por meios de ritos) mas aprofundar sua espiritualidade, ou seja, cumpri-la com o coração e a alma, tendo em vista o amor a Deus e ao próximo.

E mais uma vez ele vai a fundo na Lei, dá um passo profundo: amar também nossos inimigos, aqueles que nos fazem mal, aqueles que são de difícil convivência.

Não basta amar os que fazem parte do nosso grupo ou que conosco comungam nossas ideias. O discípulo missionário de Jesus deve ter as mesmas disposições de seu Mestre e Senhor, amar sem medida, amar sem esperar retribuições… Aos olhos do mundo isso sempre parecerá loucura! O amor nos assemelha a Deus, nisto consiste a palavra de Jesus neste domingo ao nos dizer para sermos perfeitos como seu e nosso Pai o é!

Amando-nos uns aos outros, nossa comunidade será este “santuário de Deus”, no qual, unidos a Cristo, seremos fortes contra todo ódio e vingança que o mundo nos oferece e amarga as nossas relações. Somos de Cristo, somos seus ministros e a ele estamos unidos, de maneira a nos tornarmos uma comunidade forte, sem divisões e preferências (2ª leitura). Num mundo que sofre com um forte individualismo, distanciamento de Deus, nós, cristãos, somos chamados, pelo amor entre nós, a vencer essa cultura de morte (1ª leitura).

 

Maria forma Cristo em nós!

No último dia 18 celebrávamos a Aliança de Amor com nossa Mãe e Rainha, relacionando este domingo com a Aliança, Maria é a nossa Educadora nas atitudes pedidas pelo seu Divino Filho. Quem com Ela sela a Aliança de Amor é fiel a Cristo e na escola de sua Mãe assemelhar-nos-emos a Jesus, transformando as realidades num paraíso possível de ser vivido aqui na terra. Por isso, façamos muitas contribuições ao Capital de Graças para que os muitos que chegarem aos nossos Santuários neste fim de semana recebam a graça da transformação interior.

Antes da quaresma esta liturgia já nos prepara para este tempo penitencial rumo à Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Fica aí a dica: na vivência do amor nos tornamos perfeitos como nosso Bom Deus, assemelhando-nos ao seu Divino Filho com a ajuda de Maria, nossa Rainha e Educadora de Schoenstatt.

Leituras deste 7º Domingo do Tempo Comum:

  • 1ª Leitura – Lv 19, 1-2.17-18
  • Salmo – Sl 102, 1-2.3-4.8.10.12-13
  • 2ª Leitura – 1Cor 3, 16-23
  • Evangelho – Mt 5, 38-48

Foto: Márcia Kazumi

Fonte: schoenstatt.org.br

Como celebrar a Quaresma no Santuário Lar?

 

Karen Bueno – Sabia que você e sua família são uma extensão da Igreja e formam a chamada “Igreja doméstica”? E o Santuário Lar, para aqueles que o instituíram, é um sinal visível e concreto, o coração dessa comunidade familiar. Por isso, também no Santuário Lar vive-se a liturgia da Igreja em todas as suas fases.

Estamos para começar, com a Quarta-feira de Cinzas, um novo tempo litúrgico. Por isso, apresentamos algumas sugestões para viver a Quaresma com mais profundidade em nossos Santuários Lares. Em cada casa a Mãe habita com uma missão específica, por isso é interessante se atentar para essa missão (o “nome” que foi dado ao Santuário Lar) e criar vivências que respondam a isso. Nessa hora cabem criatividade e amor filial.

Conversar com outras famílias e trocar experiências ajudam a ter inspiração para viver a Quaresma no Santuário Lar, por isso, apresentamos algumas sugestões. Quem traz essas dicas é Flávia Nunes Costa Ghelardi, da União de Famílias de Schoenstatt, que compartilha sua vivência com o marido e os filhos de maneira bem prática.

 

Acompanhe algumas sugestões e ideias que ela apresenta para o Santuário Lar na Quaresma:

– Vivência da coroa de espinhos
Tecer uma “coroa de espinhos”, que pode ser feita com um isopor cortado em círculo (se desejar, pintar esse círculo de marrom ou verde escuro) e depois colocar vários palitos de dente espetados ao redor.
Durante a Quaresma, a cada sacrifício que fizermos por amor e gratidão a Jesus, colocamos um algodão na ponta dos palitos de dente, com o sentido de “amaciar” a coroa.

– Deixar uma toalha roxa na mesinha do Santuário Lar, ou uma fita roxa ao redor da Cruz, no quadro da Mãe, em alguma parte que achar interessante.

– Colocar frases ou textos para reflexão sobre a Quaresma, ou então uma caixa com pequenas mensagens para ir retirando a cada dia. Podem ser palavras do Papa, do Pe. José Kentenich, dos herois de Schoenstatt, dos santos, etc.

– Rezar em família a Via-Sacra uma vez por semana, de preferência às sextas-feiras. A oração pode caminhar pelos cômodos da casa e começar e terminar no Santuário Lar.

– Durante a Semana Santa, cobrir as imagens do Santuário Lar com um pano (podem ser usadas até fronhas de travesseiro ou tecido TNT). Retirar na noite do Sábado Santo e enfeitar para a Páscoa.

– Na Semana Santa celebrar também um “lava-pés” em família, perdoando uns aos outros. Podem-se lavar as mãos se preferirem.

– Estimular os filhos a escolherem uma renúncia para esse tempo. Por exemplo: menos tempo assistindo televisão ou jogando no vídeo game; ficar sem comer balas ou beber refrigerante; não brigar ou discutir com os irmãos; etc. OBS: Não subestimem a capacidade das crianças de fazer sacrifícios. Se forem bem estimuladas, são capazes de grandes atos e renúncias.

– Os adultos podem jejuar às sextas-feiras e contar para as crianças o que estão fazendo e o porquê. Veja como a Igreja indica o jejum.

– Abster-se de carne todas as sextas-feiras da Quaresma.

– Escolher um dia durante a Quaresma (de preferência um dia que seja mais tranquilo para toda a família, como o sábado ou domingo) para conduzir um exame de consciência com todos os presentes. O pai ou a mãe podem ler algumas perguntas para reflexão e todos apenas pensam na resposta ou anotam individualmente. Depois todos pedem perdão juntos, rezando a oração: “Confesso a Deus Todo-Poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes, por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. Peço a Virgem Maria e aos anjos e santos que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém”.

Sugestões de perguntas para o exame de consciência (adaptado para quem tem crianças)
– Eu rezo todos os dias? Lembro de agradecer a Deus e à Mãezinha por tudo o que fazem por mim?
– Eu tenho sido amoroso, bondoso, generoso, paciente com as pessoas?
– Eu fico irritado com facilidade?
– Eu brigo com meus pais ou meus irmãos?
– Eu respeito meus pais, professores ou meus colegas de trabalho?
– Eu faço minhas obrigações com amor?
– Eu tenho dificuldade em dividir os meus brinquedos, as minhas coisas?
– Eu ajudo meus pais e meus irmãos quando eles precisam?
– Eu passo mais tempo na TV, computador, celular do que conversando com minha família?
– Eu ofendi alguém e ainda não pedi desculpas?
– Eu falo palavras feias ou xingamentos?
– Eu grito muito quando estou nervoso?

Para a Páscoa: Colocar flores e outros símbolos que indiquem a grande festa da Ressurreição.

Saiba mais sobre o Santuário Lar

 

Foto: Sueli Vilarinho, via santuariosiaojaragua.com.br

Fonte: schoenstatt.org.br

Da lei ao amor, do dever ao doar-se

Reflexão para o 6º Domingo do Tempo Comum

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – Na liturgia deste domingo, Jesus eleva a prática da lei à perfeição, não somente cumprindo ritos externos, mas externando a lei no amor ao próximo. Jesus não quer que a vivência da religião seja apenas um cumprir normas, preceitos, entre outras coisas; tudo isso tem sua importância, mas se torna vazio se não tem amor. Ele mesmo viveu os preceitos, mas colocou amor em tudo o que fez, passou por este mundo fazendo o bem.

Vejamos sua atitude diante da mulher pega em flagrante adultério. A lei mandava apedrejar tais mulheres. Mas Jesus vai à raiz deles: “Quem não tiver pecado atire a primeira pedra”. Jesus não julgou aquela mulher, amou-a e recomendou que não pecasse mais. Assim vemos na primeira leitura deste domingo, Deus deseja que escolhamos o bom caminho e nesta escolha podemos contar com sua ajuda. Escolher o caminho do mal trará consequências, assim como a escolha do caminho do bem; Deus nos dá e respeita a nossa liberdade. Escolhamos o que é bom e conforme a vontade de Deus.

Jesus eleva a lei ao amor, a ter cuidado com o próximo, cuidar daquilo que lhe pertence. Por isso, é necessário ter no coração sentimentos que sejam os de Cristo. Se tais sentimentos habitam em nós, saberemos usar bem nossos sentidos e nossos sentimentos.

Re-ligar

Na segunda leitura Paulo exorta-nos a escolher a sabedoria que vem de Deus, Cristo Jesus. A sabedoria do mundo tem seu valor, mas é provisória e por vez enganadora. Com Jesus, a sabedoria do Pai iluminará nossas ações, tornando-as luz do mundo e sal da terra e fazendo nossas boas ações darem testemunho da presença de Deus e sua atuação no mundo.

Ao acorrermos aos Santuários de Schoenstatt, escola de Maria, que é formadora de santos, homens novos para estes tempos, queremos aprender a viver nossa religião com ações e atitudes que espelham o verdadeiro amor. Na Casa da Mãe queremos celebrar a fé no ouvir a Palavra e nos fortalecer com o Corpo e Sangue de seu Divino Filho e sermos enviados para nossas realidades. Que a prática de nossa religião seja mesmo este “re-ligar”, ou seja, ligar o céu à terra e a terra ao céu, inspirados em nossa Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt ir ao encontro de nossos irmãos e irmãs, estando atentos às suas necessidades e a eles estarmos unidos na celebração litúrgica em nossas comunidades.

Leituras do dia (16 de fevereiro de 2020):
1ª Leitura – Eclo 15,16-21
Salmo – 118,1-2.4-5.17-18.33-34
2ª Leitura – 1Cor 2, 6-10
Evangelho – Mt 5,17-37

Foto: Jaqueline Montoya

Fonte: schoenstatt.org.br

“Vós sois o sal da terra… vós sois a luz do mundo”

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – Domingo passado celebrávamos a Apresentação do Senhor. Ali, Jesus era visto pelo velho Simeão como “Luz que ilumina as nações”. Jesus é luz do mundo e Maria a portadora dessa Luz; e as obras boas de Jesus deram testemunho do Pai e o glorificaram!

Neste domingo Jesus fala-nos que somos “sal da terra e luz do mundo”.

Que é ser sal?

Ora, o sal dá sabor à comida, conserva certos alimentos sem deixar que estes percam seu saber e eficiência, o sal dá aquele tempero que quando passamos pela cozinha exclamamos: “hummm que cheiro bom!”; o sal também é medicinal quando usado com moderação. Então… somos chamados a dar esse tempero na nossa vida e em nossas relações. Dar gosto bom àquilo que fazemos, permitir que as pessoas saboreiem o melhor de nós. Não podemos ser, no dizer do Papa Francisco, cristãos com cara de “vinagre e pimenta”. Em nossos ambientes devemos exalar o cheiro bom do tempero de nossa fé!

Ser luz do mundo

Essa nossa luz vem a partir da Luz que é Cristo, tal qual a Lua, que nos ilumina com a luz do sol que a banha – e como é lindo contemplá-la nas noites de lua cheia, quando está no seu esplendor iluminada pelo Sol. Assim devemos ser: iluminados pelo sol, que é Cristo, iluminar as trevas em que muitos vivem ou insistem em viver. Não podemos esconder a luz de Cristo que nos ilumina, foi assim no simbolismo da vela acesa no Círio Pascal que, no dia de nosso Batismo, nossos padrinhos seguravam com cuidado, uma vela simbolizando a luz que devemos ser, sempre a partir de Cristo. A luz própria gera cegueira e egoísmo!

Daí que nossas boas obras sejam vistas e deem glória ao Pai que está nos céus! As nossas boas obras devem ser feitas com plena caridade, quando assim são feitas dão sabor e iluminam. Precisamos ter cuidado para não fazermos as nossas boas obras na expectativa de: sermos vistos, elogiados, esperando recompensas ou compensações; já na primeira leitura de hoje (09/02/2020) Isaías nos adverte e nos mostra como devemos fazer nossas boas obras para que as mesmas agradem a Deus: sejam feitas sem grandes pretensões. Na segunda leitura, Paulo se decepciona com sua pregação em Atenas, foi frustrante! Mas em Corinto muda seu jeito de fazer a evangelização: com humildade e linguagem simples para os seus ouvintes. E o fruto… saboroso e luminoso!

Olhando nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, ele nos é modelo de uma vida que deu sabor e luz por meio da Obra de Schoenstatt, que por sua vez dá glória ao Pai pelo bem que fez e faz para a Igreja e seus filhos. Na escola de Maria, em seus Santuários de Schoenstatt espalhados pelo mundo, queremos aprender a lição: sermos bons temperos nas nossas realidades e circunstâncias; iluminar as situações de nossa vida e as das pessoas que estão sob nossos cuidados; que nossas boas obras deem testemunho da filialidade com o Pai do Céu.

Foto: Ir. Marcia Maria Gusmão

Fonte: schoenstatt.org.br

Cada dádiva traz consigo uma tarefa… e, muitas vezes, uma ‘espada no coração’

Ir. M. Ana Paula Hyppólito – Cada dom, cada dádiva traz consigo uma tarefa, um desafio e, muitas vezes, uma “espada no coração”. Podemos ver essa realidade na vida de Maria, a Mãe de Jesus. Podemos bem imaginar o que significa ser escolhida para ser a mãe do Filho de Deus, a mãe do Messias, o esperado por tantos séculos e milênios! Que presente da misericórdia de Deus, que dom, que dádiva imensa e imerecida! Muito provavelmente, a Mãe de Jesus refletia sobre tudo isso, ao levar seu pequeno filho ao Templo, junto com São José.

Ela já havia percebido que sua vida e sua missão não seriam fáceis, pois teve que dar à luz num estábulo, sem o conforto do lar que havia preparado com tanto carinho para seu filho. Mas, ali no Templo, ela tem uma nova surpresa: a profetiza Ana e o velho Simeão reconhecem, na criança, o Messias, o Filho do Altíssimo, a Luz das Nações! E Simeão deixa bem claro que junto a esse tão grande dom, Maria receberá também a espada no coração.

 

Quanto maior é o amor tanto maior é a dor

 

Faz parte da vida de todos nós

Acontece também ao recebermos uma tarefa, um cargo ou a própria conclusão dos estudos. Com o “prêmio”, com alegria pela vitória, vem também a responsabilidade para realizar, do melhor modo possível, o que nos foi incumbido. Também nossos talentos e boas qualidades têm seu lado de desafio, o lado de sombra que precisa ser educado! Quanto maior a luz, maior é a sombra que faz! Por exemplo: uma pessoa com grande talento para a arte ou muito inteligente ou com extrema clareza de ideias, precisa saber valorizar os talentos dos outros, não se tornar vaidoso ou autossuficiente e isso exige autoeducação para a humildade, o que pode ser difícil.

Descobrir um ideal de vida, a vocação, a profissão, são presentes de Deus. Com eles vem também o sacrifício, a renúncia, o esforço e, não raras vezes, uma cruz ou uma espada.

Se considerarmos essa realidade da “espada no coração” como algo natural em nossa vida, teremos mais resiliência e não nos assustaremos tanto diante das provações que surgem. A vida é assim: não existe amor sem dor, alegria sem sacrifício, dom sem tarefa. Assim foi na vida da querida Mãe de Deus e é na vida de cada um de nós. Cada “espada” pode se tornar uma bênção em nossa vida, de acordo com nossa avaliação que fazemos dela, como a encaramos.

 

Ela está conosco!

A Aliança de Amor com a MTA, o exemplo de nosso Pai e Fundador e de nossos heróis de Schoenstatt nos ajudam a viver essa realidade. Quando nos entregamos inteiramente à Mãe e Rainha de Schoenstatt, ela nos toma pela mão, nos concede suas dádivas de amor e, acima de tudo, a serenidade necessária para trilharmos o caminho de nossa vida, mesmo que inclua a “espada no coração”. O Fundador nos diz:

“Colocando nossa vida inteiramente ao dispor da Mãe de Deus, de modo semelhante ela também nos presenteia a si mesma: dar-nos-á seu braço poderoso – expressão da Onipotência Suplicante; dar-nos-á o Filho que traz em seus braços, as Línguas de Fogo sobre a cabeça, o Ave no ouvido, o Magnificat nos lábios e a sétupla espada no coração.  (…) Não estamos sozinhos. De todo o coração, podemos rezar e cantar: se geme o vento e brame a tempestade, se os relâmpagos cortam os céus, penso como o filho do timoneiro: Pai e Mãe estão no leme.”[1]

[1]  Segundo Documento Fundação, p. 74  n° 37

Fonte: s-ms.org (Irmãs de Maria de Schoenstatt)

”

Ir. M. Ana Paula Hyppólito – Cada dom, cada dádiva traz consigo uma tarefa, um desafio e, muitas vezes, uma “espada no coração”. Podemos ver essa realidade na vida de Maria, a Mãe de Jesus. Podemos bem imaginar o que significa ser escolhida para ser a mãe do Filho de Deus, a mãe do Messias, o esperado por tantos séculos e milênios! Que presente da misericórdia de Deus, que dom, que dádiva imensa e imerecida! Muito provavelmente, a Mãe de Jesus refletia sobre tudo isso, ao levar seu pequeno filho ao Templo, junto com São José.

Ela já havia percebido que sua vida e sua missão não seriam fáceis, pois teve que dar à luz num estábulo, sem o conforto do lar que havia preparado com tanto carinho para seu filho. Mas, ali no Templo, ela tem uma nova surpresa: a profetiza Ana e o velho Simeão reconhecem, na criança, o Messias, o Filho do Altíssimo, a Luz das Nações! E Simeão deixa bem claro que junto a esse tão grande dom, Maria receberá também a espada no coração.

 

Quanto maior é o amor tanto maior é a dor

 

Faz parte da vida de todos nós

Acontece também ao recebermos uma tarefa, um cargo ou a própria conclusão dos estudos. Com o “prêmio”, com alegria pela vitória, vem também a responsabilidade para realizar, do melhor modo possível, o que nos foi incumbido. Também nossos talentos e boas qualidades têm seu lado de desafio, o lado de sombra que precisa ser educado! Quanto maior a luz, maior é a sombra que faz! Por exemplo: uma pessoa com grande talento para a arte ou muito inteligente ou com extrema clareza de ideias, precisa saber valorizar os talentos dos outros, não se tornar vaidoso ou autossuficiente e isso exige autoeducação para a humildade, o que pode ser difícil.

Descobrir um ideal de vida, a vocação, a profissão, são presentes de Deus. Com eles vem também o sacrifício, a renúncia, o esforço e, não raras vezes, uma cruz ou uma espada.

Se considerarmos essa realidade da “espada no coração” como algo natural em nossa vida, teremos mais resiliência e não nos assustaremos tanto diante das provações que surgem. A vida é assim: não existe amor sem dor, alegria sem sacrifício, dom sem tarefa. Assim foi na vida da querida Mãe de Deus e é na vida de cada um de nós. Cada “espada” pode se tornar uma bênção em nossa vida, de acordo com nossa avaliação que fazemos dela, como a encaramos.

 

Ela está conosco!

A Aliança de Amor com a MTA, o exemplo de nosso Pai e Fundador e de nossos heróis de Schoenstatt nos ajudam a viver essa realidade. Quando nos entregamos inteiramente à Mãe e Rainha de Schoenstatt, ela nos toma pela mão, nos concede suas dádivas de amor e, acima de tudo, a serenidade necessária para trilharmos o caminho de nossa vida, mesmo que inclua a “espada no coração”. O Fundador nos diz:

“Colocando nossa vida inteiramente ao dispor da Mãe de Deus, de modo semelhante ela também nos presenteia a si mesma: dar-nos-á seu braço poderoso – expressão da Onipotência Suplicante; dar-nos-á o Filho que traz em seus braços, as Línguas de Fogo sobre a cabeça, o Ave no ouvido, o Magnificat nos lábios e a sétupla espada no coração.  (…) Não estamos sozinhos. De todo o coração, podemos rezar e cantar: se geme o vento e brame a tempestade, se os relâmpagos cortam os céus, penso como o filho do timoneiro: Pai e Mãe estão no leme.”[1]

[1]  Segundo Documento Fundação, p. 74  n° 37

Fonte: s-ms.org (Irmãs de Maria de Schoenstatt)

Pe. Kentenich alerta para um risco de “infecção global”

Karen Bueno / Ir. M. Diná Batista de Souza – Pensar mecanicista: a doença mais perigosa que o coronavírus.

Wuhan, cidade do centro da China onde o novo coronavírus foi detectado, e quase toda a província de Hubei estão isoladas do mundo desde quinta-feira passada (23 de janeiro de 2020), por ordem das autoridades, para tentar frear a epidemia. Quase 56 milhões de habitantes estão confinados. Até esta terça-feira (28), o coronavírus provocou 106 mortes na China e há mais de 4,5 mil pessoas infectadas. Os casos da doença também já se espalharam por outros países.

Assustador, não é? Chama a atenção pensar que um ser vivo tão pequeno, invisível ao olho nu, possa causar tanto dano. Com essa infecção, que tende a ser global, muitos partem em busca de um tratamento e de maneiras para prevenir a doença, como lavar as mãos, evitar lugares lotados, tomar vitaminas, etc.

 

Pe. Kentenich e os “bacilos da alma”

O Pe. José Kentenich, fundador de Schoenstatt, também conviveu com epidemias e doenças bem próximas dele, especialmente quando estava no campo de concentração. E ele se preocupava com isso? É provável que sim, especialmente porque muitas pessoas próximas e queridas sofriam com certas doenças, mas, além dos cuidados naturais, ele sempre confiava tudo à Mãe de Deus e aos cuidados da Divina Providência.

No entanto, ao longo da vida, o que mais assustava o Pe. Kentenich não era o grande número dos casos de tifo ou de tuberculose, mas sim um “vírus” discreto, uma “doença” preocupante que também atinge a nossa época. Estamos falando do “pensar mecanicista”, uma doença da alma que desfigura a personalidade e destrói a sociedade toda.

Pensar mecanicista: quais são os sintomas desta “doença”?

– Abuso da liberdade: Na aldeia global em que vivemos, onde tudo é permitido, é válido e merece ser considerado como a “minha norma” a “minha forma”, o ser humano se vê sufocado por uma atmosfera irreligiosa e acaba afogando ou reprimindo seu anseio de Deus. O abuso da liberdade é real na atualidade? Vejamos um exemplo concreto, quando o excesso de liberdade de um interfere na vida de outros: o álcool responde por 2,8 milhões de mortes anuais no mundo, diz um estudo publicado no periódico médico “The Lancet” [1].

– Perca da capacidade de manter relação interna entre o mundo do além e do aquém, isto é, entre o céu e a terra. “Toda a realidade sobrenatural foi perdida. O homem atual tem atrofiada a sua capacidade de captar e compreender a realidade do mais além” [2]. Com isso o homem perdeu o sentido para os acontecimentos da vida: ele busca vencer as dificuldades sozinho ou somente a partir de uma perspectiva natural. Vemos, por exemplo, que o número de suicídios aumentou em 7% nos últimos seis anos no Brasil [3].

– Incapacidade de grandes decisões sobrenaturais ou, diríamos, para dar o salto na fé e tomar decisões assumindo riscos. Segundo nosso Pai e Fundador, quando se fala demais sobre o assunto é porque na verdade há certa carência neste sentido. Fala-se demais em tomar atitudes, porém há muita falta de compromisso, principalmente de assumir um compromisso para a vida toda, seja para casar-se ou para se consagrar na vida virginal. Um exemplo? Conhece alguém que vai de igreja em igreja, não para em nenhuma, sempre buscando um ‘Deus’ mais adequado para si próprio? Só no Brasil, desde 2010, uma nova organização religiosa surge por hora [4].

– Sentimentalismo imaturo: O coração do homem moderno está atacado por esta mesma atrofia. O homem moderno é um montão de afetos. Onde há sentimento, não amadureceu o afeto pessoal. Os sentimentos não são profundos, não são permanentes, não são calorosos e mudam rapidamente. Isso é fácil de se observar no número de casamentos, que caiu 1,6%, e de divórcios, que aumentou 3,2% entre 2017 e 2018 [5].

 

O tratamento recomendado

 

 

A cura e transformação da nossa vida encontramos na forma e norma da vida de Cristo. E Maria é aquela que forma Cristo em nós e educa-nos para o amor.

 

*Curiosidade: o “Hino da Minha Terra” (Rumo ao Céu, 600) foi escrito pelo Pe. José Kentenich no terrível período da epidemia de tifo no campo de concentração de Dachau, no inverno de 1943, quando centenas de prisioneiros morriam e a insegurança existencial para muitos se tornava insuportável. Na festa da Candelária, em 2 de fevereiro, o Pe. Kentenich compôs as quatro primeiras estrofes, a sexta e o refrão. Ele as dedicou às Irmãs de Maria da Casa de Retiros, em Schoenstatt, cujo ideal era “Prado de Sol”. A quinta estrofe foi escrita mais tarde, em data, que não se pode precisar. O fundador salientou muitas vezes que este cântico luminoso surgiu na mais escura noite de Dachau.

 

Foto destacada:  Steve Buissinne, via pixabay.com

Referências:

[1] https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/alcool-responde-por-28-milhoes-de-mortes-anuais-no-mundo-nao-ha-niveis-seguros-para-consumo-de-bebidas-diz-estudo-23006013

[2] Arquivo da Comunidade das Irmãs de Maria, 8.9.1950

[3] https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/09/10/na-contramao-da-tendencia-mundial-taxa-de-suicidio-aumenta-7percent-no-brasil-em-seis-anos.ghtml

[4] https://oglobo.globo.com/brasil/desde-2010-uma-nova-organizacao-religiosa-surge-por-hora-21114799

[5] https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2019/12/04/numero-de-casamentos-cai-16-e-divorcios-aumentam-32-entre-2017-e-2018.htm

 

Fonte: schoenstatt.org.br

Primeiro “Domingo da Palavra de Deus”

 

Neste dia 26 de janeiro de 2020 a Igreja celebra o primeiro “Domingo da Palavra de Deus”, instituído pelo Papa Francisco. A partir de agora, essa data será celebrada todo III Domingo do Tempo Comum.

Abaixo estão algumas reflexões do Pe. José Kentenich para este dia:

As circunstâncias de hoje oferecem muitas ocasiões de anunciar Cristo pela palavra, quer no recinto profissional, quer no lar ou mesmo na rua. “A luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a compreenderam”.

[…] Como a palavra de Deus irradia tanta luz e tanta força, o cristão trabalha com especial amor na difusão do conhecimento sobre a Sagrada Escritura. Em seu estilo acerbo, São Paulo diz: “A palavra de Deus é viva e eficaz e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes; e chega até o ponto da separação entre alma e espírito, entre articulações e medulas, e perscruta os pensamentos e as intenções do coração” (Hebr 4, 12). Isto se confirma muitíssimas vezes na História e na vida. Citamos aqui apenas um exemplo:

“Um estudante, pessoa muito superficial, recebera uma Bíblia de um amigo. Não sabendo valorizar tal presente, quis atirá-lo fora, mas depois resolveu aproveitar suas páginas para fazer cigarros. Zombando, dizia ele: “Vou transformar a palavra de Deus em fumaça!” Assim ia queimando página por página. O Evangelho de São Mateus, o de São Marcos, o de São Lucas e uma parte do Evangelho de São João já se havia convertido em fumaça. Um dia, porém, teve a ideia de ler a página que ia queimar e acertou justamente com o capítulo 10 do Evangelho de São João, no qual se lê: “Eu sou o bom Pastor. O bom Pastor dá a vida por suas ovelhas”. Isto o comoveu profundamente. Continuou lendo mais. Seus olhos se abriram. E desde aquele dia tornou-se outro homem”.

Muito mais do que por suas palavras, o cristão atua pela influência de sua vida. Disse Cristo: “Brilhe vossa luz diante dos homens, a fim de que vejam vossas boas obras e louvem vosso Pai que está nos céus” (Mt6, 16). O calor que ele irradia arrasta muitos atrás de si, reconduzindo-os a um cristianismo vivo e fervoroso. “Não se acende fogo com gelo!” Esta citação é verdadeira. Porém, é igualmente certo que o gelo não resiste muito tempo ao calor do fogo.
[…]

O cristão vive inteiramente o espírito da Sagrada Escritura. Sabe muito bem que não vale tanto aquele que planta ou aquele que rega, mas quem dá crescimento e faz frutificar, e este é Deus. E Deus gosta de unir sua graça às nossas palavras, aos nossos ensinamentos e aos outros esforços apostólicos que façamos, mas de preferência, à nossa oração [1].

“A Sagrada Escritura é uma carta que o Pai Celestial escreveu a seus filhos. O que fazemos com uma carta que recebemos de nosso pai terreno? Nós a lemos e sabemos que nessa carta nosso pai nos fala.
Escutamos aquilo que nosso Pai celestial nos escreveu? Agimos de acordo com as palavras que ele nos comunica? Na Sagrada Escritura encontramos tudo aquilo que devemos saber e fazer em nossa vida” [2] (Pe. José Kentenich)

 

[1] Pe. José Kentenich. Santidade de Todos os Dias. Terceira Parte, cap 3 – Força impulsionadora do amor

[2] No temas! – Um nuevo comienzo desde la fe y en el amor. Novena a partir de textos do Pe. José Kentenich e do Papa Bento XVI, 3º dia.

Fonte: schoenstatt.org.br

Passo a passo para tirar umas “santas férias”

 

Marilsa e Cleber Lima – Férias são sinônimo de descanso, é o período em que nos é possível dar aquela pausa no trabalho, na faculdade, na escola dos filhos. É o período em que planejamos aquela tão sonhada viagem, ou aquele pequeno, porém especial, tempo para descansar.

Enfim, é o momento em que temos um tempo “livre” maior para dedicarmos aos que estão próximos e a nós mesmos.

Como é bom este tempo longe da correria do dia a dia e da “escravidão” da rotina de horários.

Mas algo é bastante importante…

Precisamos organizar este período de tal forma que possamos continuar, e talvez até enaltecer, nossa caminhada de filhos de Deus.

Não podemos deixar que a mudança de rotina nos atrapalhe espiritualmente, afinal, Deus é sempre presente para conosco, Ele “não tira férias”.

Podemos usar o maior tempo livre para:

● Colocar em dia nosso horário espiritual,
● Dedicar um tempo maior às leituras espirituais,
● Frequentar com mais assiduidade os sacramentos,
● Ir à Missa com maior frequência (mais que uma vez na semana),
● Fazer uma Adoração ao Santíssimo Sacramento,
● Ter uma maior dedicação à oração pessoal.

Podemos também aproveitar para:

● Assistir um filme sobre a história de algum santo,
● Visitar aquela Igreja em que diversas vezes passamos por ela, mas não temos a oportunidade de entrar.

E na viagem:

● Podemos escolher rotas que nos proporcionem um turismo religioso,
● Visitar Igrejas históricas,
● Fazer uma pesquisa de localização de Santuários de Schoenstatt que ainda não tivemos a oportunidade de conhecer – há 23 no Brasil (veja os endereços) e mais de 200 no mundo (veja os endereços),
● Fazer o propósito pessoal de não abster-se dos sacramentos.

E como Deus está conosco a todo instante, inclusive para nos proteger nos momentos de lazer, não podemos esquecer de fazer uma oração antes de pegar a estrada.

E, como bons schoenstattianos, não nos esqueçamos de anotar tudo o que ocorrer neste período (planejamento, metas realizadas e não alcançadas, realizações, alegrias) e oferecer tudo ao Capital de Graças. Boa viagem!

Fonte: schoenstatt.org.br

Teologia do Corpo: Vivendo a alegria do amor

Paulina Lawand – Desafio o leitor com uma pergunta: Quem já ouviu falar sobre a beleza da Teologia do Corpo?

Nós fomos criados para o amor, buscamos o amor, temos SEDE de ser amados, vistos, valorizados e de SERMOS FELIZES. Santo Agostinho nos fala: “O desejo mais profundo do coração humano é ser visto pelo olhar amoroso do outro”.

Deus é tão apaixonado por nós que nos presenteou toda a criação. O pôr do sol, o céu com a lua e as estrelas, as flores… Na primavera, toda a natureza quer se acasalar para gerar vida. As flores e os pólens, os pássaros… A natureza é super abundante – reflete o amor de Deus por nós.

Em contrapartida a esse amor puro e incondicional, muitas vezes o mundo nos oferece como que um “fast food de amor” – rápido e gostoso. Mas, quando comemos muito “fast food”, passamos mal, adoecemos. Deus, ao contrário, quer me presentear um VERDADEIRO BANQUETE DO AMOR.

Desde a criação, fomos destinados ao êxtase eterno, à ALEGRIA ETERNA. Como seres humanos, nosso amor ‘Eros’ (físico) é direcionado ao amor ‘Ágape’ (divino): à sensibilidade, à afetividade, ao desejo do infinito… Mas a cultura diz que isso é bobagem, pois o pecado original inverteu os motores do nosso foguete e, em vez de irmos para o alto (amor Ágape – amor doação), somos direcionados para o instintivo. Isso faz, por exemplo, com que o homem oprima a mulher, a magoe; já ela, por sua vez, nega sua identidade e deseja ser uma cópia do homem.

Nascidos para a complementação

Deus é tão apaixonado por nós que criou nossos corpos – Homem e Mulher – como expressão deste amor enlouquecido. Isso nós vemos no livro do Gênesis: “Homem e mulher os criou” (Gn 1, 27).

Ele é também um Deus que vive em comunidade: o Pai está no Filho e o Filho está no Pai, gerando o Espírito Santo que é amor entre os dois. E a relação entre as três pessoas da Santíssima Trindade é amor, comunhão, doação, íntima união.

Deus criou nossos corpos, Homem e Mulher, para expressar também este amor de comunhão e intimidade. Ele é tão generoso que nos deu os órgãos genitais para viver o amor Eros e o amor Ágape sempre com maior profundidade. “Genitais” significa “gerar”. “Gerar” vem de “generosidade”.

Cada célula do corpo humano tem 46 cromossomos, mas as células genitais têm 23 cromossomos em cada sexo. Portanto, para gerar é preciso a complementação.

O corpo fala a linguagem suprema do amor

Se eu não acredito no amor do Criador, no amor de Deus, então, como vou compreender que o corpo conta a história de amor de Deus por nós?

Opa… Ficamos confusos, pois a cultura de hoje está nos dizendo que nosso corpo não tem significado algum e que nós podemos colocar qualquer significado nele. Nossa cultura separa o corpo da alma, o que leva à morte. VIVEMOS UMA CULTURA DE MORTE.

Nossos corpos foram criados por Deus para serem um sinal dele aqui na terra. O próprio Deus se fez corpo no útero de Maria – TEOLOGIA DO CORPO.

Ele não precisa de coisa alguma, Ele é amor perfeito, alegria perfeita, mas Ele nos ama tanto que quer expandir seu amor, quer compartilhar. O amor de Deus é tão grande por nós, que Ele entrega a sua vida, o seu corpo pela nossa salvação. Cristo assume nosso corpo humano para nos resgatar para o verdadeiro sentido do amor: “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 15, 12).

Por isso, para viver no mundo de hoje, torna-se necessário responder a três perguntas chave:

– DE ONDE VIEMOS?
– ONDE ESTAMOS?
– PARA ONDE VAMOS?

Respondendo a primeira pergunta: Se somos a expressão do amor de Deus, então viemos do Amor. E qual o nosso rumo? Para onde vamos? Nosso rumo nesta vida é o Amor Pleno, o Céu, a Eternidade.

Então, eu vos pergunto: Onde estamos?

 

Dica:

O Papa São João Paulo II desenvolveu nas Audiências Gerais de quarta-feira (entre 5 de setembro de 1979 a 28 de novembro de 1984) alguns temas sobre a Teologia do Corpo. Você encontra essas reflexões no site do Vaticano: vatican.va

Foto: Pixabay

Fonte: schoenstatt.org.br