Padres Pallottinos em Schoenstatt
Fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt
José Kentenich nasceu em Gymnich, Alemanha, no dia 16 de novembro de 1885. Desde a mais tenra infância foi animado por um profundo e íntimo amor a Maria. Em 1894, quando contava nove anos de idade, não podendo tê-lo consigo por causa de grandes dificuldades familiares e econômicas, sua mãe o levou ao orfanato de Obernhausen. Nesse momento de profunda dor, dirigindo-se à capela do orfanato, ela rezou diante da imagem de Maria: “Educa tu o meu filho. Sê para ele plenamente mãe!” Tal acontecimento marcou profundamente o menino José Kentenich. Sempre de novo pôde experimentar o que ele mesmo testemunhou na celebração do jubileu de prata do seu sacerdócio: “Ela (a Mãe de Deus) formou-me pessoalmente desde os nove anos de idade. Minha educação foi exclusivamente obra da Mãe de Deus, sem nenhuma (outra) influência humana profunda. Sei que com isso digo muito”.Em 1914, sendo diretor espiritual de um seminário dos Padres Pallottinos em Schoenstatt, Alemanha, fundou o Movimento Apostólico de Schoenstatt, um dos primeiros movimentos eclesiais da história da Igreja, hoje presente em todos os continentes.
A cruz e o sofrimento foram uma constante na sua vida, porém ele se empenhou em viver e ensinar aos seus filhos espirituais a descobrir através de cada acontecimento a mão amorosa de Deus Pai. Nessa atitude enfrentou a perseguição do Nazismo que o condenou à prisão e a mais de três anos no campo de concentração de Dachau, e suportou os 14 anos de separação de sua Obra, impostos pela Igreja. Com seu exemplo e ensinamento procurou infundir em cada membro da Família de Schoenstatt o lema que ele mesmo escolhera para a sua lápide sepulcral: ‘Dilexit Ecclesiam’ – Ele amou a Igreja! Deus o chamou para a eternidade no dia 15 de setembro de 1968, dia da festa de Nossa Senhora das Dores, logo depois da Santa Missa que ele acabara de celebrar na Igreja da Santíssima Trindade em Schoenstatt, onde também está sepultado.
Em 1974 a diocese de Treves abriu o processo para a sua canonização.
Presença do Padre José Kentenich
O Santuário e seu entorno
Todo o entorno, como o próprio Santuário, fala da presença do Padre José Kentenich. Muitas vezes ele entrou no Santuário, deixou-se fotografar com sacerdotes, Irmãs, pessoas do Movimento.
Atualmente, muitas pessoas se alegram quando, em oração, notam no lugar onde estão ajoelhados uma plaquinha que assinala o lugar onde normalmente o Padre José Kentenich se ajoelhava para rezar.
Especialmente a imagem da Mãe e Rainha coroada como Rainha da Filialidade Heroica pelas mãos do Padre Kentenich, em 20 de agosto de 1949, é uma preciosa herança do Santuário Tabor.
Quarta Colônia
Oratórios da Mãe e Rainha
Em 18 de abril de 1948, exatos oito dias da inauguração do Santuário Tabor, o Padre José Kentenich estimulou as Irmãs de Maria a promoverem uma celebração de renovação da Aliança de Amor, convidando as famílias vizinhas para participar. Ele mesmo deu ideias do que poderia ser feito, sobre quais temas falar e de como era importante aproveitar o amor do povo brasileiro à Mãe de Deus para fazer crescer a vinculação ao Santuário. Assim, com uma procissão luminosa até o Santuário foi realizada a primeira celebração do Dia da Aliança no Brasil.
Os poucos vizinhos do ‘primeiro dia 18’ tornaram-se centenas em bem pouco tempo e a ideia de celebrar o Dia da Aliança se propagou pelas paróquias atendidas pelos Padres Palotinos nos arredores de Santa Maria. Um ano mais tarde, em São João do Polêsine, com a concordância do Pai e Fundador, foi construído um oratório da Mãe e Rainha, uma verdadeira miniatura do Santuário, onde o povo acorria para as celebrações do Dia da Aliança. Conta-se que naquele ano, num dia 18, reuniram-se mais de duas mil pessoas.
Assim, no ano seguinte já foi inaugurado o ‘segundo santuário’ na paróquia vizinha de Nova Palma. De 1949 a 1952, foram construídos 19 oratórios da Mãe e Rainha de Schoenstatt nestas paróquias.
Em abril de 1951, no decorrer da sua nona e penúltima estada no Brasil, o Padre José Kentenich visitou os pequenos oratórios nas paróquias de Nova Palma, Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Polêsine e Vale Vêneto, na assim chamada “Quarta Colônia”. Nesta oportunidade falou aos padres, seminaristas e ao povo destas paróquias.
Cerca de um ano mais tarde, ao voltar a Santa Maria/RS, já a caminho do exílio, Padre Kentenich enfatizou a importância pastoral dos pequenos Oratórios paroquiais, que designou como “Santuários filiais” e “postos avançados” de evangelização do povo e das famílias, através da vinculação à Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt:
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