A videira do Santuário Tabor e sua homilia silenciosa há 76 anos

Ir M Rosequiel Fávero – O Evangelho deste domingo nos recorda a parábola da videira.

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais frutos ainda. Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.

 

 

Uma videira junto ao Santuário Tabor

Que conhece o Santuário Tabor, ao ouvir e refletir sobre o Evangelho de hoje, deve ter se recordado da videira plantada pelo Padre José Kentenich no já longínquo 15 de abril de 1948. As Irmãs de Maria que vivem junto ao Santuário Tabor recordam que a época não era propícia ao plantio de uma videira, no entanto, ela não só ‘pegou’, mas resiste até hoje ‘agarrada’ ao Santuário Tabor, presenteando seus frutos anualmente. Em 1998, por ocasião das celebrações dos 50 anos do Santuário Tabor, foram feitas mudar da ‘videira do Pai e Fundador’, que foram presenteadas aos representantes dos Santuários presentes na festa. Assim, suas ‘herdeiras’ estão em vários Centros de Schoenstatt no mundo.

 

 

O Padre Kentenich falou sobre a parábola da videira no Brasil?

É provável que ele tenha falado diversas vezes sobre esta parábola nas muitas palestras e homilias que fez nas suas visitas à nossa Pátria, entre os anos 1947 e 1952. Em 2 de setembro de 1947, em Santa Maria, ele disse às Irmãs de Maria, durante um retiro:

“Aqui, Jesus revela-nos o grande mistério entre ele e nós. Conhecem o mistério: ‘Eu sou a videira, vós sois os sarmentos’ (cf. Jo 15,5). (…) Qual é cerne da parábola? Mas para verem como devemos entender esta comunhão, escutem primeiro a seguinte expressão: trata-se de uma união orgânica de vida, tal como existe entre a videira e o sarmento, não apenas moral. Se agora me perguntarem, mais exatamente, como é esta união orgânica de vida, se então perco minha personalidade, direi: não. Permaneço sempre uma pessoa e, no entanto, todo o meu ser está aberto para Cristo. Tão profundamente estou unido a Jesus, quanto é possível tal comunhão (com ele). É uma união mística de vida, uma união orgânica de vida”.*

Todos estes anos, a ‘videira do Pai e Fundador’ está ali, silenciosa, nos recordando esta realidade imensurável da nossa pertença a Cristo pelo Batismo. A videira é podada, brota, da seus frutos agridoces… fazendo-nos pensar sempre de novo: ‘Eu sou a videira, vós sóis os sarmentos e meu Pai é o agricultor’.

 

*Padre José Kentenich, Tabor Nossa Missão, Coleção Brasil Tabor, p. 114 e 115.

Fotos: Ir M Rosequiel Fávero

 

Mês de Maio está chegando… parte 1

Em poucos dias inicia o mês de Maio, no Brasil e em grande parte do mundo, mês dedicado a Maria.

Por que se celebra maio como o mês de Maria? Este costume começou na Europa, onde maio é o mês da primavera. Desde tempos muito remotos, surgiram cantos especiais para o ‘mês das flores’, enaltecendo a natureza e sua beleza multicor. Também surgiu o costume de escolher entre as jovens uma ‘Rainha da Primavera’. Durante a Idade Média, despertou-se entre os católicos o desejo de louvar no já consagrado ‘mês das flores’ a ‘maior de todas as flores da cristandade: Maria’. Os primeiros registros que se tem história de celebrações marianas de maio são da Alemanha e da Itália.

Embora, no Brasil, o mês de maio não seja o ‘mês das flores’, muito rapidamente ele conquistou o coração do povo brasileiro que, em muitos lugares, costuma enfeitar os altares de Nossa Senhora nas igrejas e levar-lhe muitas flores. Em muitas paróquias mantém-se também o costume de coroar a imagem de Nossa Senhora no última dia de maio.

 

O que o Magistério da Igreja nos diz sobre o mês de maio?

Na liturgia, o tempo mariano por excelência é o Advento e Natal. A piedade popular, no entanto, consagrou o mês de maio. Assim, que o Papa Paulo VI escreveu uma encíclica em abril de 1965 (Mense Maio – ‘O mês de maio’), convidando todos os cristãos do mundo a unirem-se em oração, no mês dedicado a Maria, pedindo pela paz no mundo. A introdução desta encíclica revela o apreço do Papa pela devoção popular a Maria Santíssima. Leiamos com atenção:

“Ao aproximar-se o mês de Maio, consagrado a Maria Santíssima pelo piedade dos fiéis, o nosso espírito exulta ao pensar no espetáculo comovente de fé e de amor que, dentro em breve, será oferecido em todas as partes da terra em honra à Rainha do céu. Na verdade, é um mês em que, nos templos e nas paredes domésticas, sobe dos corações dos cristãos até Maria a homenagem mais ardente e afetuosa da prece e da veneração. E é também o mês em que mais copiosos e abundantes descem até nós, do seu trono, os dons da misericórdia divina.

Muito nos agrade e consola este piedoso exercício, tão honroso para a Virgem e tão rico de frutos espirituais para o povo cristão. Maria é sempre caminho que leva a Cristo. Nenhum encontro com ela pode deixar de ser encontro com o próprio Cristo. E que outra coisa significa o recurso contínuo a Maria, senão procurar, entre os seus braços, nela, por ela e com ela, Cristo nosso Salvador, a quem os homens, no meio dos desvarios e dos perigos da terra, tem o dever e sentem constante necessidade de dirigir-se, como a (um) porto de salvação e fonte transcendente de vida?”

 

Como será celebrado o mês de maio pela Família de Schoenstatt do Rio Grande do Sul?

Este é o tema da próxima publicação que estará na próxima semana no nosso site. Não perca!

 

Foto: Dimitri Conjo Sanz, em cathopic.com

Domingo do Bom Pastor

Pe. Francisco José Lemes – “Sou Bom Pastor, ovelhas guardarei. Não tenho outro ofício, nem terei. Quantas vidas eu tiver eu lhes darei” [1]. Todos, ou quase todos, conhecemos essa canção que, com certeza, será cantada em muitas igrejas neste 4º Domingo da Páscoa – denominado ‘Domingo do Bom Pastor’ – e da Jornada Mundial de Oração pelas Vocações.

Jesus é o Bom e Belo Pastor que cuida de nós, suas ovelhas. Mesmo assim, muitas vezes nos tornamos ovelhas rebeldes e fujonas, mas ele vai atrás, querendo nos resgatar para o único redil do Pai, pois não quer perder um que seja daqueles que lhe foram confiados.

Ele e o Pai são um, formam uma unidade e é seu desejo que assim o sejamos, respeitando aquilo que nos difere e nos unindo no amor que se derramou na Cruz por TODOS! Ele é o BOM PASTOR e todos a ele pertencemos, somos seus colaboradores nesse pastoreio. Enviados por Ele, agimos em NOME dele; as nossas ações devem ser pautadas a partir de suas ações quando esteve aqui neste mundo, passando por ele fazendo o bem!

Quem ouve bem a sua voz (por isso, na consagração à Mãe e Rainha, lhe consagramos nossos ouvidos… para ouvir bem a VOZ de seu Divino Filho) não prega a si próprio e tampouco inventa coisas das quais não ouviu sair de sua boca. Faz, ao contrário, como Maria (irmã de Lázaro) e se senta aos seus pés para lhe ouvir. A boa ovelha ouve a voz de seu Pastor e não se deixa enganar por imitadores de sua voz, pois conhece bem o timbre da voz de seu verdadeiro Pastor.

Lançar as redes

Neste dia somos convidados a fazer uma Jornada de Orações pelas Vocações, rezando para que muitos tenham coragem de avançar para as águas mais profundas deste mundo e a não ficarem à beira da praia, com as redes em mão, se acovardando diante de um mundo turbulento e distante de Deus. Fiéis ao Bom Pastor, ouviremos sua voz e sem medo lançaremos as redes, pois não estamos sozinhos, Ele está em nossa barca, Ele está na Barca que é a Igreja.

Rezemos por aqueles que se decidiram a entregar suas vidas por inteiro ao serviço do “lançar as redes” em situações muitas vezes adversas e perigosas. Rezemos para que jovens (moças e rapazes) se apaixonem pelo Bom Pastor e, ouvindo sua voz, digam seu “sim” como fez nossa querida Mãe e Rainha. “Eis me aqui… cumpra-se em mim segundo tua palavra”. Não tenhamos medo, saiamos do conforto de nossas “praias”, tomemos nas mãos nossas “redes” e, ao ouvir a voz suave, harmoniosa e firme de nosso Bom Pastor, lancemos as redes!

 

[1] Canção “Sou Bom Pastor”, letra de Dom Carlos Alberto Navarro e melodia de Waldeci Farias

Fonte: schoenstatt.org.br

“Felizes os que creram sem terem visto”

 

Pe. Francisco José Lemes – Neste Domingo temos a aparição do Ressuscitado na comunidade dos apóstolos, mas Tomé não estava entre eles. Quando alegres lhes contaram, ele não acreditou! Queria ver as marcas da Paixão e nelas tocar. Então, no primeiro dia da semana, Jesus Ressuscitado está entre eles e, dessa vez, Tomé ali estava. Chama-o e lhe pede que o toque. Tocando-o, cai a seus pés e professa a sua fé: “Meu Senhor e Meus Deus!”. Ele creu, pois o tocou, felizes somos nós que o vemos sem tocar, diz o Senhor.

Essa passagem do Evangelho nos faz refletir: é na comunidade que, em primeiro, fazemos a experiência do Ressuscitado – “Ele está no meio de nós”. É na comunidade que, juntos, professamos a fé. É na comunidade que escutamos sua voz e experimentamos a sua paz!

Quando estamos longe da vida em comunidade, não acompanhamos os seus avanços e caímos na incredulidade, quando nos falam das novidades que acontecem, queremos provas de que realmente algo novo está surgindo. Ficar de fora da comunidade nos torna doentes da alma e enfraquecidos na fé.

Os relatos da Ressurreição sempre acontecem num contexto de comunidade reunida ou de envio – como Maria Madalena e as outras mulheres – para que lhes anunciem e avisem a comunidade para se reunir, pois Ele estará no meio deles. Na comunidade Ele anuncia a Palavra e parte o Pão, aquecendo o coração, alimentando com seu Corpo e Sangue e os envia em missão para este vasto mundo… anunciá-lo “nos desertos do mundo”, dizia nosso Pai e Fundador Pe. José Kentenich.

“Um com o outro, um no outro, um para o outro”

Na comunidade nos fortalecemos com a presença do Ressuscitado, agora nas espécies de Pão e Vinho. Tomé o tocou… Jesus não era um fantasma… comeu com eles um pedaço de peixe assado… E nós? Também o tocamos! Agora na hóstia consagrada que recebemos em nossas mãos e a levamos ao sacrário do nosso coração; o tocamos nos doentes e aflitos; ele come conosco, nas cruzes de cada dia, e participa de nossas angústias e alegrias. A Profissão de Fé que fazemos na missa é um ato fortalecedor e que nos impulsiona a professar a nossa fé nas dificuldades, provações e provocações.

Que a Mãe e Rainha do Ressuscitado seja nossa inspiradora, a ela queremos nos confiar e nos espelhar em sua imagem: imagem de mulher de fé, imagem de mulher do autêntico testemunho e imagem de mulher missionária!

Também celebramos o DOMINGO DA DIVINA MISERICÓDIA, por isso, mergulhemos nesse oceano da misericórdia do Senhor. Sejamos misericordiosos assim como nosso Pai do Céu o é para conosco. No rosto misericordioso do Filho Ressuscitado vemos o Pai!

Fonte: schoenstatt.org.br

Alegrai-vos, a Páscoa continua!

 

Karen Bueno – O Tempo Pascal, na liturgia da Igreja, é formado pelos 50 dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes. É um período de alegria e de exultação, como se fosse um único dia de festa, ou seja, esses cinquenta dias são como “um grande domingo”. Por isso diz-se que são “dias de Páscoa” e não “dias após a Páscoa”.

Já os oito primeiros dias desse tempo  são chamados de Oitava da Páscoa e são celebrados como solenidades do Senhor, segundo as Normas sobre o Ano Litúrgico e o Calendário (n. 24). Isso ocorre porque a Igreja compreende a ressurreição como uma celebração tão importante que um dia apenas é muito pouco para celebrá-la, por isso estende a festa – e com isso suas graças – por oito dias.

“A Páscoa não é simplesmente uma festa entre outras: é a festa das festas, solenidade das solenidades”, diz o Catecismo da Igreja Católica (1169).

A solenidade da Ascensão do Senhor é celebrada no Brasil no sétimo domingo da Páscoa. A semana seguinte, até Pentecostes, caracteriza-se pela preparação à celebração da vinda do Espírito Santo. Em sintonia com as outras Igrejas cristãs, no Brasil se realiza nessa ocasião a “Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos”. Recomendam-se para a ocasião orações durante a Missa, sobretudo na oração dos fiéis, e oportunamente a celebração da Missa votiva pela unidade da Igreja (cf. Diretório Ecumênico, n. 22 e 24).

Isso significa que ainda é Páscoa, tempo de alegria, de gratidão, de sair ao mundo – como os primeiros cristãos – anunciando que Jesus ressuscitou: “Alegremo-nos, pois o sepulcro está vazio! Jesus ressuscitou dos mortos! Que Cristo ressurja ainda mais, viva mais ainda quando for retirada a dura e grande pedra de nosso coração, a pedra da história do mundo!” (Pe. José Kentenich, 1939).

Fonte de pesquisa: Diretório Litúrgico Pastoral 2016 da Arquidiocese Militar do Brasil.

Publicado em: schoenstatt.org.br

Papa no Angelus: Abramo-nos à luz de Jesus

Thulio Fonseca – Mesmo se recuperando de uma “leve gripe”, conforme comunicado ontem (24/02) pela Sala de Imprensa do Vaticano, o Papa compareceu ao seu compromisso dominical: a oração mariana do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro. Em sua reflexão, Francisco meditou sobre o Evangelho deste segundo domingo da Quaresma (25/02), que narra o episódio da Transfiguração de Jesus (cf. Mc 9,2-10).

O Santo Padre recordou que “depois de anunciar sua Paixão aos discípulos, Jesus leva consigo Pedro, Tiago e João, sobe um alto monte e ali se manifesta fisicamente com toda a sua luz, revelando a eles o sentido do que tinham vivido juntos até aquele momento”.

A pregação do Reino, o perdão dos pecados, as curas e os sinais realizados eram, de fato, centelhas de uma luz ainda maior: “a luz de Jesus, a luz que é Jesus”, enfatizou o Papa.

Jamais desviar os olhos da luz de Jesus

Segundo Francisco, é isso que os cristãos são chamados a fazer no caminho da vida: “ter sempre diante dos olhos o rosto luminoso de Cristo”.

“Abramo-nos à luz de Jesus! Ele é amor e vida sem fim. Ao longo das trilhas da existência, às vezes tortuosas, busquemos sua face, repleta de misericórdia, de fidelidade e de esperança.

Cultivar um olhar atento

O Pontífice destacou que a oração, a escuta da Palavra, os Sacramentos, especialmente a Confissão e a Eucaristia, são importantes auxílios para seguir este percurso, e completou:

“Eis um bom propósito para a Quaresma: cultivar olhares atentos, tornar-se ‘exploradores de luz’, exploradores da luz de Jesus na oração e nas pessoas.”

Maria, resplandecente da luz de Deus

Por fim, o convite do Papa a uma reflexão interior:

“Em meu caminho, mantenho os olhos fixos em Cristo que me acompanha? E para fazê-lo, dou espaço ao silêncio, à oração, à adoração? Por fim, busco cada pequeno raio da luz de Jesus, que se reflete em mim e em cada irmão e irmã que encontro? E me lembro de agradecê-lo por isso?” 

“Maria, resplandecente da luz de Deus, nos ajude a manter o olhar fixo em Jesus e a nos olharmos mutuamente com confiança e amor”, conclui Francisco.

 

[vc_video link=”https://youtu.be/wqTxrrgJGqc”]

 

Imagem> Giovanni Bellini, em wikipedia.org

Fonte: Vatican News

Hoje celebramos a ‘cátedra de São Pedro’. O que significa?

A ‘cátedra de São Pedro’, em si, é a cadeira que está no centro do altar principal da catedral de São Pedro. Está logo abaixo da famosa ‘glória de Bernini’, que simboliza a atuação do Espírito Santo na Igreja.

Festa para uma cadeira?
É muito mais do que um assento, uma cadeira ou parte de um objeto litúrgico do presbitério: é o reconhecimento de que a história da Igreja Católica, que passa de geração em geração, inicia-se na missão que Jesus deixa para Pedro, ao entregar a ele a autoridade sobre o seu povo.

Significado espiritual
A tradição da Igreja atribui um forte significado espiritual à Cátedra. Ela marca a sede fixa do bispo, localizada na Igreja mãe de uma diocese que, por esse motivo, é chamada “catedral”. Denota a autoridade do bispo. Traduz o ensinamento evangélico que o bispo, enquanto sucessor dos apóstolos, é chamado a transmitir à comunidade cristã.

Origem e sentido
A festa é uma antiga tradição do final do século IV. É uma oportunidade de dar graças a Deus pela missão confiada ao apóstolo Pedro e aos seus sucessores. A “Cátedra” de São Pedro é a representação do escolhido por Cristo como “rocha” sobre a qual a Igreja foi edificada (cf. Mateus 6, 18).

 

As Propriedades da Cátedra de São Pedro

A Grandeza da Cátedra
A Cátedra é um grande trono de bronze, sustentado pelas estátuas de quatro doutores da Igreja. Dois do Ocidente, Santo Agostinho e Santo Ambrósio, e dois do oriente, São João Crisóstomo e Santo Atanásio. A obra, do escultor italiano Gian Lorenzo Bernini, está localizada na Basílica de São Pedro.

São Pedro
Pedro começou seu ministério em Jerusalém, depois da ascensão do Senhor e de Pentecostes. A primeira “sede” da Igreja foi o Cenáculo, em Jerusalém. É provável que, naquela sala, se reservasse um posto especial a Simão Pedro. Em seguida, a sede de Pedro foi Antioquia, na Síria, hoje Turquia. Era a terceira cidade do Império Romano, depois de Roma e de Alexandria do Egito. Naquela cidade, Pedro foi o primeiro bispo da Igreja.

Pedro em Roma
O caminho de Pedro percorre Jerusalém (Igreja nascente), passa por Antioquia (primeiro centro da Igreja, que agrupava pagãos) e, posteriormente, Pedro dirige-se à Roma, centro do Império, onde concluiu, com o martírio, seu serviço de difusão do Evangelho.

A Cátedra de São Pedro e Roma

Roma e os Papas
Por esse motivo, a sede de Roma, que havia recebido a maior honra, recebeu também a tarefa confiada por Cristo a Pedro: estar a serviço de todas as Igrejas particulares para a edificação e a unidade de todo o Povo de Deus. A sede de Roma, depois das migrações de São Pedro, foi reconhecida como a do sucessor de Pedro, e a “cátedra” de seu bispo representou a do apóstolo encarregado por Cristo de apascentar todo seu rebanho. A cátedra do bispo de Roma representa, portanto, não só seu serviço à comunidade romana, mas também a sua missão de guia de todo o Povo de Deus.

Fotos: pixabay.com e wikipedia.com (fotógrafo Ricardo André Frantz)

Texto: Canção Nova

Arco Iris, símbolo da Aliança

Justamente neste Dia da Aliança, a primeira leitura trás a imagem do arco iris como símbolo da Aliança dom Deus, após o dilúvio.

“’Ponho meu arco nas nuvens e este será o sinal da aliança entre mim e a terra. Quando eu reunir as nuvens sobre a terra e aparecer o arco nas nuvens, eu me lembrarei de minha aliança que há entre mim e vós e todos os seres de toda espécie; e não haverá mais as águas do dilúvio para destruir todo ser vivo. O arco estará nas nuvens, e eu o verei e me lembrarei da aliança eterna entre Deus e todos os seres de toda espécie que há sobre a terra.’ Disse Deus a Noé: ‘Este é o sinal da aliança que estabeleço entre mim e todos os seres vivos que estão sobre a terra.’” Gênesis (9, 13-17)

O trecho faz referência à promessa de Deus de não enviar outro dilúvio que destruiria a vida terrena, assim como o fez uma vez.

No itinerário em preparação para a Aliança de Amor, normalmente iniciamos olhando para as expressões da Aliança de Amor com Deus na Sagrada Escritura e meditamos também sobre o símbolo do arco iris. Ele expressa a unidade entre Deus e a humanidade, entre nossa Mãe e Rainha e seus filhos através do seu Santuário.

 

Mensagens do Padre Kentenich para os enfermos

 

O que nosso fundador diz àqueles que sofrem por doenças? Trazemos abaixo alguns trechos e mensagens do Padre José Kentenich para membros do Movimento que se encontravam hospitalizados ou, então, estavam sob tratamento médico:

 

Para Ir. M. Emilie: “Procure viver a vinculação ao sofrimento no sentido da santidade da vida diária”

Ir. M. Emilie Engel sofreu por muitos anos com as consequências da tuberculose. Enquanto permaneceu reclusa, numa clínica de recuperação, recebeu essas mensagens do Pe. José Kentenich:

“Certamente a senhora deve ter muitas dores. Predisponha-se agora para um tratamento de repouso absoluto que, provavelmente, vai requerer um tempo mais prolongado. Não se perde nada se, com isso, causamos maior alegria ao Pai Celeste”

“Que pretende o bom Deus com sua enfermidade? Seguramente deve estar no plano como o melhor para a senhora e a Família [das Irmãs]. Procure viver a vinculação ao sofrimento no sentido da santidade da vida diária. Assim, irá se purificando e se tornará mais sobrenatural, mais bondosa e atrairá o amor e a solicitude de Deus sobre nós.”

“É verdade que quando se é assinalado por um sofrimento e solidão tão grandes, a vida recebe uma tonalidade totalmente diferente. Neste sentido, quase me sinto tentado a invejar seu estado. Que passe bem! Torne-se novamente simples e singela, senão o bom Deus não terá alegria.”

“É um consolo, para mim, saber que a senhora… apesar de toda a distância física, está espiritualmente sempre ali onde o bom Deus a quer. Agradeço-lhe por tudo o que significou para a Família [das Irmãs] nos últimos anos. Permaneça simples e singela. A senhora sabe quão fino e, ao mesmo tempo, quão forte é o fio do qual pende sua vida de aspiração à santidade: ‘Se não vos tornardes como as crianças’”.

 

Para Fritz Esser: “A única norma é o seu ideal pessoal”

Em novembro/dezembro de 1918, mais uma vez Fritz Esser adoeceu gravemente, devido à pneumonia. Por vários dias, esteve entre a vida e a morte. Num momento um pouco mais calmo, o Pe. Kentenich o visitou. Nessa ocasião, Fritz perguntou-lhe: “Padre, vou morrer ou devo rezar por minha saúde?” A resposta foi: “Reza por tua saúde”. Obediente e confiante nesta palavra, dirigiu-se em oração à Mãe de Deus – e foi atendido.

Mais tarde, porém, a doença voltou a agravar-se. Pe. Kentenich escreve, então, a ele: «Caro Fritz, como devo responder à sua carta? Deus o guiou pela noite escura da alma. Foi bom! Agora, com mais facilidade, você pode voltar àquela simplicidade e sinceridade no aspirar à virtude, como outrora em Schoenstatt. Faça-o logo. Isto significa em concreto: Não se deixe abalar espiritualmente por tudo o que você ouve e lê. A única norma para você é o seu ideal pessoal. De resto, permaneça aquele filho despreocupado nas mãos de nossa Mãe celestial, como você era em Schoenstatt. A Mãe cuidará! O amor a Maria foi o fundamento da sua santificação. Quando o fundamento é abalado ou descuidado, o edifício todo está em perigo. Tudo o que você recebe para a vida espiritual facilmente poderá assimilar no seu ideal pessoal e no amor a Maria… Pode estar seguro da minha oração junto à Mãe. Peço o mesmo de você. Agradeço a você e aos outros noviços as contribuições ao Capital de Graças. Cordial saudação e bênção sacerdotal, em amor sincero, J. Kentenich.»

 

Para Fritz Kühr: “Este (seu) sacrifício é mais fecundo do que toda a minha atividade pessoal”

O Dr. Friedrich Kühr, ao receber o diagnóstico de um grave câncer no fígado, sem chances humanas para a recuperação, escreveu contando ao Pe. Kentenich sobre isso. Em 18 de agosto de 1950, Fritz recebeu a resposta do Padre Kentenich:

“Que posso te dizer agora? Tudo que as suas poucas linhas dizem, queria eu te escrever com outras palavras. É a mesma atitude da ‘Carta Branca’ e ‘Inscriptio’, que o ajudou a suportar os graves sofrimentos, em Dachau. Agradeço a Deus, agradeço também a ti que ficaste fiel a esta tua maneira de ver as coisas, agradeço-te, principalmente, que o fogo do teu amor por Schoenstatt, apesar de todos os teus outros interesses, continue tão forte, que ofereces tua vida pela Obra de Schoenstatt. Sei que levas a sério, sei também que este sacrifício é fecundo, mais fecundo que toda a minha atividade pessoal. Deus te abençoe por isso.
[…] Mais do que para ti, a situação deve ser pesada para tua estimada esposa. Espero que teu exemplo também a eleve, para que se liberte cada vez mais de tudo o que é mundano. Uma atitude heroica assim é perfeitamente compatível com o fato de sentidos sofrimentos e as dores que não podem ser evitados. Primeiro, a Mãe de Deus teve de ser Mater Dolorosa, antes que fosse Gloriosa”.

 

⇒ Leia também: Oração pelos enfermos

 

Referências:
→ Ir. M. Emilie Engel
WOLFF, Margareta. Meu sim é para sempre. Sociedade Mãe e Rainha

→ Fritz Esser
BAUER, G. M. Servus Mariae nunquam peribit. Publicado pelo Instituto Secular dos Irmãos de Maria de Schoenstatt, 1978.

→ Friedrich Kühr
MARTIN, Norbert. Dr. Friedrich Kühr – uma biografia.

Fonte: schoenstatt.org.br

Reflexão para o V Domingo do Tempo Comum

Padre Cesar Augusto, SJ – Por que tantas pessoas sofrem? Por que o justo sofre, enquanto tantas pessoas injustas desfrutam boa saúde, possuem dinheiro, nada de mal lhes acontece?

A 1ª leitura da Missa de hoje, extraída do Livro de Jó, nos leva a refletir sobre o sofrimento, principalmente o do justo. Jó sofre e, no seu sofrimento reflete sobre os limites da vida e reza.

A resposta à nossa pergunta sobre o sofrimento, nos vem com o Evangelho de Marcos, no trecho da cura da sogra de Pedro e de outras pessoas. Ele nos apresenta Jesus diante da realidade da doença e do sofrimento. Jesus não culpa o Pai e nem os doentes por suas desditas, mas se mostra solidário.

O Senhor não foge dos doentes, mas vai até eles, toma-os pela mão e os ajuda a se levantar. Ele não veio para derrubar, mas para dar ânimo. A sogra de Pedro se levanta e começa a servi-los.

O Senhor é a vida que chega!

Com esta atitude, Jesus confirma que sua vinda é para transformar o mundo, eliminar a doença, a dor e a morte. Ele é a vida e, como tal, quer vida plena para todos nós!

O que fazemos quando sabemos que alguém está doente, sofrendo? Vamos até ele, procuramos dar-lhe novo ânimo?

Diante do sofrimento e da doença poderemos ter várias atitudes. Desde tratar do doente, se formos profissionais da medicina, até nos colocarmos à disposição para servi-lo, ajudá-lo de algum modo.

Contudo, existe um gesto que todos poderão e deverão fazer: o gesto da solidariedade, de ser presença, de estar ao lado confortando, animando.

Esse gesto nada custa, a não ser a esmola de nosso tempo, de abrir mão de tantos afazeres muitas vezes inúteis, para ir visitar o Cristo que está sofrendo. “Estive doente e me visitastes!”

Fonte: Vatican News