Ir M Rosequiel Fávero – O Evangelho deste domingo nos recorda a parábola da videira.
Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais frutos ainda. Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.

Uma videira junto ao Santuário Tabor
Que conhece o Santuário Tabor, ao ouvir e refletir sobre o Evangelho de hoje, deve ter se recordado da videira plantada pelo Padre José Kentenich no já longínquo 15 de abril de 1948. As Irmãs de Maria que vivem junto ao Santuário Tabor recordam que a época não era propícia ao plantio de uma videira, no entanto, ela não só ‘pegou’, mas resiste até hoje ‘agarrada’ ao Santuário Tabor, presenteando seus frutos anualmente. Em 1998, por ocasião das celebrações dos 50 anos do Santuário Tabor, foram feitas mudar da ‘videira do Pai e Fundador’, que foram presenteadas aos representantes dos Santuários presentes na festa. Assim, suas ‘herdeiras’ estão em vários Centros de Schoenstatt no mundo.

O Padre Kentenich falou sobre a parábola da videira no Brasil?
É provável que ele tenha falado diversas vezes sobre esta parábola nas muitas palestras e homilias que fez nas suas visitas à nossa Pátria, entre os anos 1947 e 1952. Em 2 de setembro de 1947, em Santa Maria, ele disse às Irmãs de Maria, durante um retiro:
“Aqui, Jesus revela-nos o grande mistério entre ele e nós. Conhecem o mistério: ‘Eu sou a videira, vós sois os sarmentos’ (cf. Jo 15,5). (…) Qual é cerne da parábola? Mas para verem como devemos entender esta comunhão, escutem primeiro a seguinte expressão: trata-se de uma união orgânica de vida, tal como existe entre a videira e o sarmento, não apenas moral. Se agora me perguntarem, mais exatamente, como é esta união orgânica de vida, se então perco minha personalidade, direi: não. Permaneço sempre uma pessoa e, no entanto, todo o meu ser está aberto para Cristo. Tão profundamente estou unido a Jesus, quanto é possível tal comunhão (com ele). É uma união mística de vida, uma união orgânica de vida”.*
Todos estes anos, a ‘videira do Pai e Fundador’ está ali, silenciosa, nos recordando esta realidade imensurável da nossa pertença a Cristo pelo Batismo. A videira é podada, brota, da seus frutos agridoces… fazendo-nos pensar sempre de novo: ‘Eu sou a videira, vós sóis os sarmentos e meu Pai é o agricultor’.
*Padre José Kentenich, Tabor Nossa Missão, Coleção Brasil Tabor, p. 114 e 115.
Fotos: Ir M Rosequiel Fávero













