
Em poucos dias inicia o mês de Maio, no Brasil e em grande parte do mundo, mês dedicado a Maria.
Por que se celebra maio como o mês de Maria? Este costume começou na Europa, onde maio é o mês da primavera. Desde tempos muito remotos, surgiram cantos especiais para o ‘mês das flores’, enaltecendo a natureza e sua beleza multicor. Também surgiu o costume de escolher entre as jovens uma ‘Rainha da Primavera’. Durante a Idade Média, despertou-se entre os católicos o desejo de louvar no já consagrado ‘mês das flores’ a ‘maior de todas as flores da cristandade: Maria’. Os primeiros registros que se tem história de celebrações marianas de maio são da Alemanha e da Itália.
Embora, no Brasil, o mês de maio não seja o ‘mês das flores’, muito rapidamente ele conquistou o coração do povo brasileiro que, em muitos lugares, costuma enfeitar os altares de Nossa Senhora nas igrejas e levar-lhe muitas flores. Em muitas paróquias mantém-se também o costume de coroar a imagem de Nossa Senhora no última dia de maio.
O que o Magistério da Igreja nos diz sobre o mês de maio?
Na liturgia, o tempo mariano por excelência é o Advento e Natal. A piedade popular, no entanto, consagrou o mês de maio. Assim, que o Papa Paulo VI escreveu uma encíclica em abril de 1965 (Mense Maio – ‘O mês de maio’), convidando todos os cristãos do mundo a unirem-se em oração, no mês dedicado a Maria, pedindo pela paz no mundo. A introdução desta encíclica revela o apreço do Papa pela devoção popular a Maria Santíssima. Leiamos com atenção:
“Ao aproximar-se o mês de Maio, consagrado a Maria Santíssima pelo piedade dos fiéis, o nosso espírito exulta ao pensar no espetáculo comovente de fé e de amor que, dentro em breve, será oferecido em todas as partes da terra em honra à Rainha do céu. Na verdade, é um mês em que, nos templos e nas paredes domésticas, sobe dos corações dos cristãos até Maria a homenagem mais ardente e afetuosa da prece e da veneração. E é também o mês em que mais copiosos e abundantes descem até nós, do seu trono, os dons da misericórdia divina.
Muito nos agrade e consola este piedoso exercício, tão honroso para a Virgem e tão rico de frutos espirituais para o povo cristão. Maria é sempre caminho que leva a Cristo. Nenhum encontro com ela pode deixar de ser encontro com o próprio Cristo. E que outra coisa significa o recurso contínuo a Maria, senão procurar, entre os seus braços, nela, por ela e com ela, Cristo nosso Salvador, a quem os homens, no meio dos desvarios e dos perigos da terra, tem o dever e sentem constante necessidade de dirigir-se, como a (um) porto de salvação e fonte transcendente de vida?”
Como será celebrado o mês de maio pela Família de Schoenstatt do Rio Grande do Sul?
Este é o tema da próxima publicação que estará na próxima semana no nosso site. Não perca!
Foto: Dimitri Conjo Sanz, em cathopic.com
