São Paulo me ensina a ser testemunha de esperança

São Paulo

Pe. Carlos Padilha – Hoje, dia da conversão de São Paulo, sou convidado a olhar para o meu coração e pedir a Deus que me transforme. Vejo tudo o que preciso para crescer.

Me vejo pequeno e preciso de um milagre. Sim, preciso me converter, mudar por dentro, deixar-me fazer por Deus. Maria opera esse milagre no Santuário. Lá me recebe com amor e sua misericórdia vai me transformando até que eu me torne instrumento de seu amor, em testemunho de sua esperança.

 

Ao chegar, Maria me acolhe como sou, com um sorriso, um abraço cheio de ternura, de paz

O Santuário é aquele lugar onde Maria quer fazer de mim seu filho. Ela me chama pelo nome e me faz sentir como se eu fosse dela. Conhece minhas entranhas, vê meus sonhos, se admira ao ver minha pureza de alma. E me sentindo amado por ela, me deixo levar por sua voz. Eu ouço dentro de mim seu chamado, sua voz clara e firme. Quando chego, me recebe como sou, com um sorriso, um abraço cheio de ternura, de paz.

Logo começa a educar pacientemente meu coração. Estou tão longe do que posso dar, do que posso me tornar. Preciso de muitos milagres em meu coração. Esses milagres diários que preciso para mudar minha alma por dentro. É por isso que vou ao Santuário. Não só para me sentir em casa, mas porque desejo alguma ordem no meu coração.

 

Tento mil maneiras para superar minhas fraquezas

Quero que as minhas paixões, meus instintos e minhas fraquezas não me dominem. Não quero me deixar levar pela minha escravidão. Como é possível que minha fraqueza seja mais forte que minha força? Se impõe em meu coração a tendência de me querer mal, de me amar de maneira errada, de me entregar de forma egoísta. Eu tento milhares de maneiras de superar minhas fraquezas. Inclusive desmascaro meus erros quando tento justificar tudo com mil argumentos. Porque é verdade que não quero me ver tão pecador, tão sujo. Quando sou confrontado com o meu pecado, gosto de procurar culpados distantes de mim para assumir minha responsabilidade. Alguém que justifique minhas atitudes negativas. Coloco a culpa no mundo, nos outros. Eu não sabia o que estava fazendo, como era ignorante. E assim, outra vez, me justifico diante de mim mesmo, diante de Deus.

 

Deus quer que eu não tenha medo e me mostre como sou, frágil

Quem sabe toda a verdade? Quem sabe a história completa da minha vida? Quem viu minhas intenções ocultas? Ninguém sabe tudo, ninguém viu como sou pobre. Só Deus sabe disso. Só existe Deus e eu diante da mesma verdade. Eu querendo cobrir minha nudez inutilmente e Deus querendo que eu não tenha medo e me mostre como sou, frágil e despretensioso. Por que insisto em parecer perfeito, sem mostrar meus defeitos? Por que tanta tensão para salvar minha vida se é Deus quem me salva e me sustenta? Quanta fragilidade, quanta pobreza! Conto uma história para Deus adornando meus comportamentos, justificando minha mesquinhez, disfarçando meus erros.

 

Não importa como eu chego, Maria me olha emocionada e me abraça

É assim que eu chego ao Santuário todos os dias: quebrado, ferido, confuso, sujo. Não importa como eu chego, Maria me olha emocionada e me abraça em silêncio. E eu, de joelhos, peço a Ela que faça milagres da graça em mim e mude meu olhar. E assim, pouco a pouco, dia a dia, Jesus vai agindo na força do Espírito Santo. Ele vai fazendo pequenos milagres, aparentemente insignificantes, mas muito grandes para mim que sou tão pequeno.

 

Ela me envia porque me ama e precisa de mim para ser seu dócil instrumento

E assim, de repente, começa uma mudança em meu coração que mal percebo e Maria sussurra em meu ouvido: Vá, saia pelo mundo, não tenha medo, eles estão esperando por você. Tento arranjar desculpas para não me expor, para não dar tudo o que tenho. Tenho vergonha, tenho medo. Quem sou eu para ser enviado aos homens? Falta-me fé na palavra de Maria. É ela quem quer me enviar. Eu não quero ir. Mas ela precisa de mim.

Para ela bastam a minha pobreza e minha fraqueza para que Ela faça milagres. Bastam meu olhar sombrio, meu mau humor, meu orgulho, minha mesquinhez. Ela se aproveita até dos meus pecados, não sei como. E quer me enviar no meio dos homens para salvá-los. Como é vazia minha pretensão quando me considero importante e penso que eles precisam de mim! Eu não posso salvar ninguém, não consigo levantar nenhum caído. Mas, também não posso me recusar a ir. Ela me envia porque me ama e precisa que eu seja seu instrumento transparente e dócil. Ela quer que quando olharem para mim vejam Maria. Deseja que, quando me ouvirem, ouçam sua voz. Pretende que, ao estarem na minha presença, eles sintam que é Ela quem está com eles.

 

Sendo fraco, mostrará sua força

Sei que sendo transparente tudo será possível na minha vida. Eu sei que sendo fraco, virá sua força. Sendo filho se manifestará o poder de Deus. Maria me envia para proclamar as maravilhas que Deus tem feito em mim. Deseja que eu não olhe para trás com medo, que eu não pense no meu passado confuso. Que eu não fique nos fracassos vividos. Quer que eu volte a confiar e sorria feliz. Maria fará os milagres, Ela é a grande missionária. E eu só tenho que me deixar ir onde ela me pede. Sem medo, sem angústia. É seu trabalho e eu sou apenas um instrumento em suas mãos.

Essa forma de ver minha vida me dá paz. Maria olha para mim como seu filho precioso. E eu me deixo levar pela força do seu abraço. Seu amor infinito faz de mim um apóstolo, capaz de anunciar as maravilhas de Maria. Eu sou enviado como testemunha de seu amor.

Fotos: cathopic.com

Fonte: schoenstatt.com

Santuário Tabor na luz do Natal

 

A celebração solene do Natal na noite de 24 de dezembro, na Capela Tabor, foi bem participada, com muitas famílias e seus filhos pequenos. A Santa Missa foi presidida pelo Pe. Leônidas Cardoso, capelão militar da Base Aérea de Santa Maria. O coral das Irmas de Maria abrilhantou a celebração com lindos cantos.

 

 

Um dos pontos altos da celebração foi a procissão de crianças no momento do cântico do Glória, trazendo a imagem do Menino Jesus para o presépio, que foi acolhida com muita alegria pelo presidente da celebração e pelos presentes.

 

 

No final da Santa Missa todos foram convidados para peregrinarem até o Santuário para, nesta noite santa, consagrarem-se à Mãe de Deus.

A celebração foi encerrada num alegre clima famíliar junto ao Santuário, em que ao som de cantos natalinos, todos puderam cumprimentar-se de se desejarem mutuamente muitas graças de Natal.

 

 

Mais fotos (Ir M Rosequiel Fávero)

Dia da Aliança… às portas do Natal

Silvina e Raúl Viñas – 18 de dezembro. Como acontece todos os anos, nessa data nós nos encontramos finalizando o tempo do Advento e às vésperas do Natal. É um período especial de graças, importante, favorável.

Ontem, na missa do Domingo Gaudete (da Alegria), todas as leituras faziam referência a um evento extraordinário, há muito esperado e anunciado pelos profetas: a vinda do Messias, o Salvador. No início, a antífona nos dizia: “Alegrai-vos sempre no Senhor! Novamente eu vos digo: Alegrai-vos! Que todos conheçam sua misericórdia. O Senhor está próximo” (Filipenses 4,4-5).

Por sua vez, no Salmo ouvimos o Magnificat, esse cântico de alegria recitado pela Virgem Maria ao receber o anúncio do Anjo e dar seu confiante sim ao plano de Deus.

O Natal requer uma especial preparação interior

No Natal, a história da salvação atinge seu clímax em Cristo. Ele é o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o Senhor da história e do tempo.

Muitas vezes, talvez por força do hábito ou devido ao ritmo acelerado de nossas vidas, deixamos de apreciar a grandeza desse acontecimento que a Igreja celebra ano após ano, oferecendo-nos uma nova oportunidade de alegria e conversão.

Como toda manifestação de Deus, o Natal também requer uma preparação interior especial. E não há nada melhor do que olhar para nossa querida Mãe, a cheia de graça, para nos ajudar a viver profundamente o Advento.

Maria da Aliança nos prepara para o Natal

Somente um coração cheio de fé, como o dela, poderia consentir em um plano que ultrapassava toda a compreensão humana e que a levaria da gruta de Belém até o pé da cruz no Gólgota. Desde a Anunciação e diante de muitas perguntas, Maria esperou pacientemente e com alegria o momento de dar à luz o Messias, para segurá-lo em seus braços e tê-lo em seu regaço. Pouco depois de seu nascimento, Maria generosamente coloca o Menino Jesus na manjedoura para ser contemplado pelos pastores. E é isso o que ela tem feito desde sempre, mostrar seu Filho ao mundo para nos conduzir a Ele.

Aqui estão três exemplos sublimes de como viver a fé, a esperança e o amor.

Agradeçamos hoje por um dia termos sido atraídos por ela para selar nossa Aliança de Amor no Santuário. Toda vez que a renovamos, seu rosto materno, sereno e digno aparece diante de nossos olhos, segurando o Menino Jesus e convidando-nos, como aconteceu na noite de Natal com os pastores, a abrir espaço para ele em nossos corações simples e filiais.

Fonte: schoenstatt.com

Domingo da Alegria!

Pe. Francisco Lemes – A Coroa do Advento fica cada vez mais iluminada… Ele está chegando! Preparai os caminhos de seu coração, endireitai seus caminhos, Ele está a porta e bate! Este Domingo é chamado de Domingo da Alegria e já na antífona de entrada da missa somos assim chamados: “Alegrai-vos sempre no Senhor…” tirada da Carta de Paulo aos Filipenses. A cor rosa usada nos paramentos do padre e o uso moderado de flores nos introduz nesta alegria do Nascimento de Jesus e nos prepara para sua segunda vinda gloriosa!

Neste Domingo a figura ainda é de João que é entrevistado para saber se é ele o Messias que havia de vir. Ele diz que não é o Messias, mas é a voz que clama no deserto da vida humana para que endireite e o que está torto, ou seja, nos chama a uma sincera e verdadeira conversão de vida. Ele o faz no simbolismo do Batismo nas águas do Jordão. Um batismo que lava preparando para o batismo de fogo do Espírito Santo que purifica e este quem o fará é Jesus na sua entrega ao Pai na Cruz! Somos convidados por João a gritar nos desertos do mundo, acordar quem está sonolento ou a dormir no pecado. Somos chamados a ser vozes para preparar para ouvir a verdadeira Voz que é de Cristo o Bom e Belo Pastor de nossas almas.

João nos dá uma lição de que sabe o seu lugar. Poderia aproveitar a ocasião e se auto promover a Messias; mas, sabe que é apenas a voz e o que faz é uma preparação Àquele que dará cumprimento de toda a Promessa feita a nossas pais na fé até os dias de hoje. João é modelo de humildade, num mundo onde caminhos para um crescente egoísmo, num mundo de “você sabe com quem está falando? ”, num mundo onde quem tem dinheiro e fama se julga no direito de humilhar ou fazer das pessoas seus serviçais…. Conversão destas atitudes somos chamados. Quem faz opção por Jesus deverá viver no seu alcance os gestos de Jesus!

Que nossos Santuários de Schoenstatt sejam estas “margens do Jordão” onde renovando nossa Aliança de Amor com Maria, a Senhora de Schoenstatt, sejamos inflamados pelo Espírito Santo; pois nossos Santuários de Schoenstatt são estes “pequenos cenáculos” onde Ela como Boa Mãe implora sempre a renovação deste Batismo no Espírito que nos faz imagens de Cristo a percorrer este vasto mundo! Com nosso Pai e Fundador, Padre José Kentenich, peregrinemos com ele à sombra de nossos Santuários e ali, corajosos na graça de Deus, decidamos sempre pela conversão sincera e diária de nossa vida.

Foto: Santuário de Schoenstatt em Garanhuns/PE (Edineide Maria)

Fonte: schoenstatt.org.br

Neste Natal, 800 anos do primeiro presépio

 

Dom Murilo S.R. Krieger, scj – Arcebispo Emérito de São Salvador da Bahia – Na noite de 24 de dezembro de 1223 – portanto, há oitocentos anos -, na cidade de Greccio – Itália, nascia a tradição de se fazer presépios. Por trás dessa iniciativa estava Francisco de Assis, que queria representar a cena do nascimento de Jesus em Belém, para que todos pudessem compreender melhor a grandiosidade daquele acontecimento que, aparentemente, é tão simples: uma criança que nasce em uma gruta.

O local escolhido para a apresentação da cena do nascimento de Jesus foi uma gruta no alto de um monte, onde um cardeal celebrou a santa Missa. Francisco, que dava uma grande importância ao Natal, falou, então, aos fiéis sobre Jesus, o Emanuel, o Deus-conosco. Ele queria que o povo, diante do presépio, experimentasse de maneira concreta, viva e atual, a humilde grandeza do nascimento do Menino Jesus. A partir daí, o presépio se popularizou na Europa e rapidamente foi levado para os demais continentes. Isso fez com que o povo de Deus passasse a acolher mais facilmente a mensagem do Natal e, com nova intensidade, amasse e adorasse a humanidade de Cristo. Até as pessoas mais simples começaram a compreender que no Natal Deus nos mostra quanto está próximo de nós, tão próximo que podemos tratá-lo com simplicidade, tendo com ele um relacionamento afetuoso, como fazemos com um recém-nascido que pegamos nos braços.

 

Presépio e evangelização

Com a representação do presépio, o santo de Assis ajudou crianças e adultos a compreender melhor o anúncio do profeta Isaías: “O povo que andava na escuridão viu uma grande luz… Porque nasceu para nós um menino, foi-nos dado um filho” (Is 9,1.5). Receber Jesus como criança, como Menino, nos ajuda a compreender as palavras de Jesus: “Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no reino dos Céus” (Mt 18,3).

 

 

Hoje, não importa de que maneira são feitos, os presépios têm as mesmas características: em seu centro está Jesus. Todas as figuras estão voltadas para ele. Maria está a seu lado; José o protege. Os pastores o visitam e se mostram surpresos com o que veem; os Magos do Oriente trazem seus presentes ao Menino que os levou a fazer uma longa viagem. Jesus, recém-nascido, nada diz. Sua presença, contudo, é um forte grito de amor.

 

Temos um presépio em casa?

A partir do exemplo de São Francisco de Assis, somos convidados a montar um presépio em nossa casa. Ajudaremos assim crianças, jovens e adultos a compreender melhor o presente que o Pai nos dá no Natal:  Seu Filho Jesus. E, diante do presépio, saibamos nos dirigir à Criança de Belém com uma prece, que pode ser assim:

 

 

Aqui estamos para te adorar, Menino Jesus! Ficamos sem palavras diante da grandeza e da simplicidade do teu amor! Tu és o Emanuel, o Deus conosco. Vieste até nós para nos comprovar o quanto tu nos amas. És pobre, és frágil, és pequeno. És divino, és grandioso, és o Príncipe da paz! Tu nos ofereces o perdão, a amizade com o Pai do céu, a vida da graça. Por isso, aqui estamos para colocar sob os teus pés e em teu coração a nossa vida e tudo o que somos e temos. Nós te trazemos muitos irmãos e irmãs que sofrem e que não te amam porque não te conhecem. Já que vieste também para eles, toca seus corações, Jesus. Dá-lhes a graça de descobrirem o quanto tu amas cada pessoa, com um amor sem limites. Queremos que todos te conhecem e te sigam, e possam, um dia, realizar aquilo para o que todos nós fomos criados: adorar a Santíssima Trindade sempre, eternamente.

 

Fotos: cathopic.com e Igreja de Adoração em Schoenstatt/Alemanha

Fonte: Vatican News

Solenidade da Imaculada Conceição de Maria

                 

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – Maria Imaculada, concebida sem pecado original, jardim imaculado de Deus onde foi gerado o Filho de Deus, nosso Salvador Jesus Cristo. Deus a preparou desde toda a eternidade, em vista de seu Divino Filho. Maria é esse jardim de Deus intocado, onde o Salvador não encontrou o estrago que o pecado fez no homem.

O Sim de Maria que ouviremos no evangelho deste domingo é um sim à vida que brota de seu seio Imaculado. O sim de Maria restaura o que nossa primeira mãe (Eva) fizera ao deixar-se levar pela astúcia da serpente. Maria, com seus pés virginais, esmaga a cabeça da serpente que quer nos dissuadir ao mal. O fruto bendito que traz em seu ventre não é mais o fruto proibido; mas dele podemos tomar e comer – a Mesa da Eucaristia se torna a árvore cujo fruto se dá a nós e nos livra do pecado!

A Imaculada Conceição de Maria é um perfeito equilíbrio para um mundo em desordem e desequilíbrio. Olhar para sua Imaculada é sinal de cura para os tormentos pelos quais passa o homem de hoje. Enchendo-nos das coisas do mundo, vemos o mundo interior desordenado e vazio, e eis a Imaculado a nos socorrer, ela, a Cheia de Graça, nos levará ao Senhor que de novo estará conosco! O Senhor está com Maria, nas palavras do anjo: O Senhor é contigo! Então… os que a Ela se confiarem, estarão com o Senhor; como está ao redor da moldura luminosa do quadro de graças da Mãe e Rainha: Servo de Maria jamais perecerá!

Com nosso Pai e Fundador rezemos:

“Tu, Mãe, estavas livre de instintos desordenados; eles jamais podiam ofuscar o esplendor de tua alma, embora, como Jesus sentiste fome, sede ao longo de toda tua vida. (…)
Cheio de admiração ajoelho-me diante de tua imagem, imagem sublime de graça.
Na casa em que habitaria o Senhor, jamais foi presa dos instintos.
Fostes concebida totalmente imaculada, por isso a concupiscência não podia alcançar-te, por isso não padeceste a tirania das paixões” [1]

 A bandeira da Congregação Mariana, que originou o Movimento de Schoenstatt, tem a imagem da Imaculada, que era sua padroeira

[1] Sexualidad don y desafio – Padre José Kentenich [textos escolhidos]. Editor Pe. Jonathan Niehaus

Fonte: schoenstatt.org.br

Hoje celebramos São Nicolau, padroeiro das crianças e inspirador da lenda do Papai Noel

“Seria um pecado não repartir muito, sendo que Deus nos dá tanto”, costumava dizer São Nicolau, padroeiro das crianças, das moças solteiras, dos marinheiros, dos viajantes e da Rússia, Grécia e Turquia. Sua festa se celebra neste dia 6 de dezembro.

Por se tratar de um santo dos primeiros séculos, pouco se sabe com exatidão a respeito dele, salvo que nasceu na Licia (atual a Turquia), em uma família muito rica. Tinha um tio Bispo que o ordenou sacerdote.

Seus pais morreram ajudando os doentes de uma epidemia e deixaram uma fortuna para Nicolau. Entretanto, o jovem decidiu reparti-la entre os pobres e tornar-se monge. Mais tarde, peregrinou ao Egito e à Palestina, onde conheceu a Terra Santa.

Ao retornar, chegou à cidade de Mira, na Turquia, onde os bispos e sacerdotes discutiam no templo sobre quem devia ser eleito novo Bispo da cidade. Ao final, decidiram que seria o próximo sacerdote que ingressasse no recinto. Nesse momento, São Nicolau entrou e foi eleito Prelado por aclamação de todos.

Mas, teve início uma perseguição promovida pelo imperador Diocleciano contra os cristãos e ele foi preso, sendo libertado apenas quando o imperador Constantino subiu ao trono.

Graças aos ensinamentos de Nicolau, a metrópole de Mira foi a única que não se contaminou com a heresia ariana, a qual rechaçou firmemente, como se fosse um veneno mortal”, dizia São Metódio. O arianismo negava a divindade de Jesus Cristo. Dessa forma, São Nicolau combateu incansavelmente o paganismo.

Defensor da justiça, salvou três jovens de ser executados, vítimas de um suborno do governador Eustácio, que logo se arrependeu ao ser repreendido por São Nicolau.

Três oficiais foram testemunhas destes fatos e, posteriormente, quando estavam em perigo de morte, rezaram a São Nicolau. O santo apareceu em sonhos a Constantino e lhe ordenou que os libertasse porque eram inocentes.

Após os soldados dizerem ao imperador que tinham invocado São Nicolau, ele os libertou, com uma carta ao Bispo, em que lhe pedia que rezasse pela paz no mundo.

O santo é patrono dos marinheiros porque, em meio a uma tempestade, alguns marinheiros começaram a clamar: “Oh Deus, pelas orações de nosso bom Bispo Nicolau, nos salve”. Nesse momento, conta-se, apareceu São Nicolau sobre o navio, abençoou o mar e este se acalmou. Em seguida, o Bispo desapareceu.

Segundo o costume do Oriente, os marinheiros do mar Egeu e do Jônico têm uma “estrela de São Nicolau” e desejam boa viagem dizendo: “Que São Nicolau leve seu leme”.

Narra-se também que três meninos foram assassinados e jogados em um barril de sal. Mas, pela oração de São Nicolau, os infantes voltaram para a vida. Por isso, é padroeiro das crianças e costuma ser representado com três pequenos ao seu lado.

Outra lenda narra que na Diocese de Mira havia um vizinho em extrema pobreza que decidiu expor suas três filhas virgens à prostituição para que todos eles pudessem sobreviver.

São Nicolau, procurando evitar que isto acontecesse e na escuridão da noite, jogou pela chaminé da casa daquele homem uma bolsa com moedas de ouro. Com o dinheiro, a filha mais velha se casou.

Quis o santo fazer o mesmo em benefício das outras duas, mas na segunda ocasião, depois de atirar a bolsa sobre a parede do pátio da casa, acabou sendo descoberto pelo pai das jovens, que lhe agradeceu por sua caridade.

São Nicolau partiu para a Casa do Pai em 6 de dezembro, mas não sabe com exatidão se foi no ano 345 ou 352. Mais tarde, sua devoção aumentou e foram reportados inúmeros milagres.

No século VI, o imperador Justiniano construiu uma Igreja em Constantinopla (hoje Istambul) em sua honra e o santo se tornou popular em todo o mundo.

São Nicolau é patrono da Rússia, Grécia e Turquia. Além disso, é honrado em cidades da Itália, Holanda, Suíça, Alemanha, Áustria e Bélgica.

Em 1087 seus ossos foram resgatados de Mira, que já estava sob domínio dos muçulmanos, e levados para Bari, na costa da Itália. Por isso, é chamado São Nicolau de Mira ou São Nicolau de Bari. Suas relíquias repousam na Igreja de “San Nicola de Bari”, na Itália.

Sua figura bondosa e caridosa passou a ser associada em muitos lugares a figura do Papai Noel nos países latinos, que traz presentes para as crianças na Noite de Natal. Na Alemanha, é Nikolaus, e nos países anglo-saxões, Santa Claus. Neste período, este simbolismo deve remeter a São Nicolau e, assim, recordar a todos do amor e caridade para com as crianças e os mais pobres, além da alegria de servir a Deus.

Fonte: Acidigital

Domingo começa o Advento. Vamos nos preparar?

 

No próximo domingo começa o tempo do Advento, as quatro semanas em preparação para o Natal. As lojas já começaram já a bastante tempo as vendas dos enfeites e presentes natalinos, que muita gente nem pensa em advento.

Mas, para nós, cristãos e católicos, o que significa este tempo?

A palavra Advento quer dizer o que está para vir. O tempo do Advento é para toda a Igreja a vivência do mistério de espera e preparação da vinda de Cristo. Neste tempo celebramos nas primeiras semanas a espiritualidade de espera da segunda vinda. Nas semanas mais próximas a seu fim a preparação para as solenidades de sua primeira vinda, seu nascimento.

É Momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes. Precisamos nos preparar alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.

O Advento começa no primeiro domingo de Dezembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos.

 

O que é advento: Duas características deste tempo

As duas últimas semanas, dos dias 14 a 24 de dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.

Tempo de conversão

O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que “preparemos o caminho do Senhor” nas nossas próprias vidas, “lutando até o sangue” contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.

No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus (e não dos bens terrenos), que tem n’Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.

Ao longo do advento teremos alguns artigos sobre os símbolos, figuras e espiritualidade do advento. Vamos aproveitá-los para nos preparar bem para o Natal!

 

Fonte: Comunidade Shalom

“Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga”

Padre Cesar Augusto, SJ – No Evangelho Jesus nos mostra a necessidade de assumirmos nossa cruz se quisermos segui-lo.

Esse seguimento, do Mestre carregando a cruz, de acordo com o Senhor, possui quatro etapas:

ir a Jerusalém: “Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém”, local de resistência e de oposição à sua missão; aceitar os sofrimentos causados pelos membros do Sinédrio – anciãos, sumos sacerdotes e mestres da Lei – ou seja, os ricos, os poderes religiosos e os ideólogos; ser julgado, condenado e morto por esses grupos formadores da opinião pública; e ressuscitar ao terceiro dia.

Essa situação proposta por Jesus desagrada aos discípulos e Pedro, encorajado por ter há pouco reconhecido o Senhor como o Filho de Deus e ter recebido um grande elogio por parte de Jesus, permite-se contestar o Mestre.

Jesus discorda radicalmente de um de seus três discípulos preferidos e até o chama de “satanás, pedra de tropeço porque não pensa as coisas de Deus e sim as coisas dos homens!”

Essa advertência de Jesus a Pedro de que ele não pensa nas coisas de Deus e sim nas dos homens, quer dizer que o pensamento e o coração dos discípulos ainda estão tomados pelas coisas mundanas e que por isso ele deseja fazer com que Deus mude de orientação. Para Pedro será Deus que deverá se tornar imagem e semelhança da sua criatura, e não o inverso.

Consequentemente, aceitar a cruz e suas consequências, por este ser o seguimento de Jesus, é divinizar-se, é tornar-se imagem e semelhança de Deus, como quer o Criador. Por isso ela leva à ressurreição.

Disse, então, Jesus: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga. Pois, quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la: e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida?”

Seguir Jesus – e isso deve ser feito livremente pela adesão do coração – significa abrir mão de toda ambição pessoal, aceitar o que Deus enviar, significa assinar uma folha em branco e confiar absolutamente em Deus.

Não importa se seguir Jesus trará mais ou trará menos sofrimentos. Não é por aí que deveremos nos conduzir. Seguir Jesus é segui-lo por onde ele for, livremente, por adesão do coração e aceitando o que vier,  por fidelidade e amor.

Foto: cathopic.com

Texto: Vatican News

Maria na Bíblia: poucas palavras, muito conteúdo

 

Estamos no início do mês em que a Igreja no Brasil recorda a Bíblia. Como podemos fazer uma relação entre a Palavra de Deus e Maria?

Ao longo deste mês vamos publicar algumas reflexões sobre o assunto. Iniciamos com uma reflexão feita por Rafael e Giciane Copello e publicada neste site ainda em 2020. Seu conteúdo permanece sempre atual.

 

Maria foi uma mulher do silêncio. No entanto, nas poucas vezes em que seu silêncio é quebrado, há muito que se aprender. Queremos refletir sobre o que Ela pode nos ensinar na oração.

A primeira fala de Maria nos evangelhos é uma pergunta:

“Como se fará isso, pois não conheço homem algum?” (Lc 1, 34)

Maria não duvida de Deus, apenas quer entender melhor. Mais tarde, quando perde Jesus na peregrinação a Jerusalém, ela também questiona:

“Filho, porque procedeste assim conosco? Eis que eu e teu pai te procurávamos cheios de aflição” (Lc 2, 48)

Nossa Senhora nos ensina, nos momentos de dúvida, de sombras, de confusão, a perguntar: Senhor como acontece isso? O que queres me dizer? O que queres me ensinar? O que devo aprender?

“Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38)

SIM! Na nossa oração deve haver sempre um ‘SIM PAI’: que se faça a tua vontade, pois a tua vontade é maior e melhor que a minha. Que o SIM à vontade de Deus esteja sempre presente quando rezarmos.

Chegamos ao Magnificat, onde a Mãe louva e agradece a Deus, nos lembrando de que louvor e gratidão devem sempre fazer parte da nossa oração. O Magnificat é o hino perfeito de ação de graças.

Nas Bodas de Caná, Maria fala por uma última vez nos Evangelhos.

“Eles não têm mais vinho” (Jo 2, 3)

Oração de súplica: não ter vergonha de pedir, Deus é misericórdia. Orar não somente por nós, mas interceder pelos que precisam. Pedir e suplicar à Mãe e Rainha, sem nos esquecer de que ela é a Medianeira de Todas as Graças.

“Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2, 5)

Maria aqui nos leva novamente à escola do silêncio. Rezar é também silenciar para ouvir. Ouvir o que Deus Pai e Deus Filho, através do Espírito Santo, nos sussurram em resposta e realizar tudo o que Ele nos disser.

No momento de maior dor de Nossa Senhora não há uma palavra sequer. Ao pé da cruz ela silenciou e nos deu a lição mais bonita e profunda que podemos levar para nossa vida de oração, nas horas de dor e angústia: cala-te, silencia e confia.

 

Fonte: uniaodefamilias.com.br