Iniciamos o mês da Bíblia

Estamos em setembro, e no Brasil já é uma tradição que este mês seja lembrado como o “Mês da Bíblia”. Setembro foi escolhido pelos Bispos do Brasil como o Mês da Bíblia em razão da festa de São Jerônimo, celebrada no dia 30.

São Jerônimo, que viveu entre 340 e 420, foi o secretário do Papa Dâmaso e por ele encarregado de revisar a tradução latina da Sagrada Escritura. Essa versão latina feita por esse santo recebeu o nome de Vulgata, que, em latim, significa “popular” e o seu trabalho é referência nas traduções da Bíblia até os nossos dias.

Ao celebrar o Mês da Bíblia, a Igreja nos convida a conhecer mais a fundo a Palavra de Deus, a amá-la cada vez mais e a fazer dela, a cada dia, uma leitura meditada e rezada. É essencial ao discípulo missionário o contato com a Palavra de Deus para ficar solidamente firmado em Cristo e poder testemunhá-Lo no mundo presente, tão necessitado de Sua presença. “Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-lo. Se queremos ser discípulos e missionários de Jesus Cristo  é indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus. É preciso fundamentar nosso compromisso missionário e toda a nossa vida cristã na rocha da Palavra de Deus” (DA 247).

A Bíblia contém tudo aquilo que Deus quis nos comunicar em relação à nossa salvação. Jesus é o centro e o coração da Sagrada Escritura. Em Jesus se cumprem todas as promessas feitas no Antigo Testamento para o povo de Deus.

Ao lê-la, não devemos nos esquecer de que Cristo é o ápice da revelação de Deus. Ele é a Palavra viva de Deus. Todas  as palavras da Sagrada Escritura têm seu sentido definitivo n’Ele, porque é no mistério de Sua Morte  e Ressurreição que o plano de Deus Pai para a nossa salvação se cumpre plenamente.

Fotos: pixabay.com

Fonte: Canção Nova

O poder como serviço

Padre Cesar Augusto, SJ – Nesta liturgia do XXI domingo do tempo comum, se reflete sobre o tema do poder. De acordo com a leitura do profeta Isaías, aquele que usa do poder em seu próprio benefício e deixa o povo passar necessidades, deve ser destituído, pois não honra a confiança nele depositada por Deus. Isso é o que se entende com a deposição de Sobna, administrador do rei de Jerusalém, que deixa o povo na miséria e constrói para si um túmulo de alto luxo. Em seu lugar é empossado Eliacim, investido de poderes para abrir e fechar a Casa de Davi, ou seja, para que todos tenham vida.

As ‘chaves do Reino’

Do mesmo modo, Jesus, estando com seus discípulos, dá a eles o poder de abrir e fechar as portas do Reino dos Céus. Todo e qualquer poder cristão é dado para servir, para dar vida ao Povo. Mas Jesus só entrega esse poder aos apóstolos depois de ser identificado por eles como Messias, como aquele que tem a missão de redimir. Portanto ter poder na Igreja , no mundo cristão, significa identificar-se com a missão de Jesus, daquele que lavou os pés de seus discípulos, daquele que disse ter vindo para servir e não ser servido, daquele que não tinha onde reclinar a cabeça.

O hino de louvor colocado por Paulo em sua Carta aos Romanos, nos fala da misericórdia de Deus, que supera nosso conhecimento, nossa justiça, sempre nos servindo, sejamos cristãos ou não.

Dentro da perspectiva cristã o poder deve acabar com o egocentrismo, com a imaturidade e despertar na pessoa generosidade, esquecimento de si e radical entrega à causa da vida.

Fotos: cathopic.com

Texto: Vatican News

 

Celebramos hoje a Assunção de Maria ao Céu

Ir. M. Neiva Pavlak – “Munificentissimus Deus” é o nome da Constituição Apostólica, escrita pelo Papa Pio XII, que proclama o dogma da Assunção de Nossa Senhora em corpo e alma ao céu, na data de 1° de novembro de 1950, festa de todos os Santos.

O texto da definição do dogma, contido na Constituição, é o seguinte:

“Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a luz do Espírito de verdade, para a glória de Deus onipotente que à Virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra de seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta Mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Bem-aventurados Apóstolos S. Pedro e S. Paulo e com a Nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: A IMACULADA MÃE DE DEUS, A SEMPRE VIRGEM MARIA, TERMINANDO O CURSO DA VIDA TERRESTRE, FOI ASSUNTA EM CORPO E ALMA À GLÓRIA CELESTIAL” (n. 44).

“Pelo que, se alguém, o que Deus não permita, ousar, voluntariamente, negar ou pôr em dúvida esta Nossa definição, saiba que naufraga na fé divina e católica” (N. 45).

A festa da Assunção da Mãe de Deus é celebrada pela Liturgia no dia 15 de agosto, mas, no Brasil, celebra-se no terceiro domingo do mês vocacional, que coincide com a comemoração da Vida Consagrada. Assim, vemos Maria como modelo de todas as vocações, e especialmente da vida consagrada já que, desde sempre, como Imaculada Conceição, pertenceu toda a Deus, e confirmou sua pertença e entrega total, ao pronunciar o Sim decisivo ao chamado de Deus na hora da Anunciação.

 

“Que significa a fé na assunção de Maria ao céu – para nós?”

Padre José Kentenich, grande venerador de Maria, não se cansou de proclamar as suas magnificências. Muitas vezes repetiu as palavras de São Bernardo: “De Maria nunquam satis”, isto é, de Maria nunca se diz o suficiente! No Congresso de Outubro de 1950, ano da proclamação do dogma, ele pergunta: “Que significa a fé na assunção de Maria ao céu – para nós? E responde em três pontos:

  • Significa um grande acontecimento dogmático!

Padre Kentenich explica que, com a proclamação do dogma da Assunção, a pessoal grandeza e dignidade da Mãe de Deus chegou à culminância e, com isso, temos estabelecida a ponte para a sua grande missão no reino de Deus, a Igreja. Ele sinaliza que “a imagem da querida Mãe de Deus apresenta duas linhas: a primeira caracteriza sua relação com Deus, e a segunda, sua posição na Igreja.” Seu relacionamento com Deus: Ela é a Mãe de Deus! Esta é sua maior dignidade e grandeza. Ela é Imaculada, sempre virgem, genitora de Deus, assunta ao céu. Por isso, o Grande Sinal no Céu é um acontecimento dogmático. Além disso, foi estabelecida a ponte da posição da Mãe de Deus em relação aos homens. Ela quer ser, ao mesmo tempo, vista, vivenciada, experimentada, venerada e reconhecida como a Mãe da Igreja, como a nossa Mãe.

Mesmo se a Igreja desde sempre creu nestas verdades, com a proclamação do dogma da Assunção, a Igreja coloca o selo definitivo e pede aos fiéis o obséquio da fé. A assunção de Maria ao céu deve aquecer o nosso coração de um grande amor por ela. O nosso grande amor nos leva a selar uma Aliança com Ela.

  • Um grande acontecimento pedagógico!

Por que um acontecimento pedagógico? Porque, como seres humanos, temos o sentido a necessidade de não só assimilar verdades abstratas, porém, queremos vê-las numa grande imagem, numa grande doutrina intuitiva: ver a Mãe de Deus como a viva e grande doutrina intuitiva! O homem de hoje é muito mais dependente de material intuitivo do que antigamente; ele quer ver, não só pensar, quer ver claramente, os sentidos querem movimentar-se. Por isso, o acontecimento da assunção deve ser visto como um compêndio de todas as grandes verdades católicas e ser apresentado com grande ardor…

Na época do analfabetismo (referia-se à Alemanha), a imagem da Mãe de Deus supria as necessidades dos que não sabiam ler nem escrever (imagem intuitiva). Hoje, quase não existem analfabetos, mas existem numerosas pessoas dependentes dos seus sentidos. Através da imagem da Mãe de Deus, o homem-filme tem uma profunda doutrina intuitiva sobrenatural, um compêndio intuitivo de toda a teologia, de toda a doutrina da fé. Podemos continuar e dizer: de toda a moral e de toda a ascese! A Mãe de Deus manifesta a dignidade antropológica e ontológica do ser humano, desejada por Deus.

  • Um grande acontecimento no mundo social!

Contemplamos a Mãe de Deus assunta ao céu em corpo e alma. Ela que viveu como nós neste mundo e sofreu tanto. Aqui na terra nunca conseguiremos resolver perfeitamente a questão social, por mais que nos empenhemos. As consequências do pecado original sempre concorrem com os nossos esforços humanos. A solução perfeita quer ver o aquém e o além, bem como na vida da Mãe de Deus, como uma grande unidade, uma totalidade orgânica. Desaprovações e injustiças têm um profundo sentido aqui na terra, e devem ajudar para que o homem chegue à transfiguração. Uma vez que aqui na terra não é possível um equilíbrio como o desejamos, esperamos a recompensa eterna. Esta é a primeira impressão que o grande Sinal no céu deixa em nossa alma. Esperar a recompensa eterna não significa, porém, conformar-nos com situações de injustiça, indiferença e falta de solidariedade. Devemos fazer valer o “nada sem vós, nada sem nós!”. Na vida da Mãe de Deus foi assim, ela sempre precisou colaborar com a sua parte na realização do plano de Deus.

 

Como este dogma impactou a história de Schoenstatt?

Como schoenstattianos nos vemos ligados à festa da Assunção da Mãe de Deus, de modo todo especial, quando recordamos o início da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, há 70 anos. Ela surge precisamente de um empenho espiritual em preparação à proclamação do dogma da Assunção. No mês de setembro, surgiu no Movimento a ideia de fazer peregrinar três grandes imagens da Mãe e Rainha em forma de capelinha durante o mês de outubro. Uma dessas fora entregue, pela Irmã M. Teresinha Gobbo, ao Sr. João Pozzobon. Este a recebeu com muito amor e devoção e, após passar o mês de outubro visitando as famílias e rezando o Terço, sentiu-se chamado a continuar este apostolado junto às famílias, tendo em vista o desejo das mesmas em recebê-la. Portanto, celebramos os 70 anos da Campanha da Mãe Peregrina e da proclamação do dogma da Assunção de Maria ao céu.

Que a festa da Assunção de Maria seja um novo estímulo para que vivamos, como Maria, com o olhar voltado ao nosso Deus, que é a plenitude da nossa felicidade; que Ela nos visite todos os dias e nos prepare para a volta ao nosso lugar originário: Deus Pai.

 

Bibliografia

Pio XII, Papa. Munificentissimus Deus. Carta Apostólica da proclamação do dogma da Assunção, 1950.

Pe. J. Kentenich. Congresso de Outubro de 1950, Irmãs de Maria (Não publicado).

 

Foto destacada: @malenymedina em chatopic.com

 

Transfiguração: restaurados pela força do Espírito divino

Jane Nogara – Cidade do Vaticano – A festa da Transfiguração do Senhor faz parte do mistério da salvação e recorda quando Jesus, depois de ter anunciado a Sua Paixão, chama os seus três apóstolos ao monte Tabor. Jesus transforma-se diante deles, e seu corpo fica luminoso e suas vestes resplandecentes.

Jesus, Filho de Deus

A página evangélica narra que os apóstolos Pedro, Tiago e João foram testemunhas deste acontecimento extraordinário. Jesus levou-os consigo “e conduziu-os em particular a um alto monte” (Mt 17, 1) e, enquanto rezava, o seu rosto mudou de aspecto, brilhando como o sol, e as suas vestes tornaram-se cândidas como a luz. Apareceram então Moisés e Elias, e entraram em diálogo com Ele. A este ponto, Pedro disse a Jesus: “Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias”. Ainda não tinha acabado de falar, quando uma nuvem luminosa os cobriu.

Desapegarmos das coisas mundanas

Na festa da Transfiguração de 2017, o Papa Francisco fez uma bela reflexão sobre o que podemos aprender com esta passagem do Evangelho. “A subida dos discípulos ao monte Tabor – disse Francisco –  leva-nos a refletir acerca da importância de nos desapegarmos das coisas mundanas, a fim de fazer um caminho rumo ao alto e contemplar Jesus. Trata-se de nos pormos à escuta atenta e orante de Cristo, o Filho amado do Pai, procurando momentos de oração que permitem o acolhimento dócil e jubiloso da Palavra de Deus”.

Redescobrir o silêncio regenerante da meditação do Evangelho

Francisco continua sua reflexão dizendo: “Nesta ascensão espiritual, neste afastamento das coisas mundanas, somos chamados a redescobrir o silêncio pacificador e regenerante da meditação do Evangelho, da leitura da Bíblia, que leva rumo a uma meta rica de beleza, de esplendor e de alegria. E quando nos pomos assim, com a Bíblia na mão, em silêncio, começamos a sentir esta beleza interior, esta alegria que a palavra de Deus gera em nós”.

Restaurados pela força do Espírito divino

Na ocasião o Papa falou sobre o final do episódio: “No final da admirável experiência da Transfiguração, os discípulos desceram do monte com os olhos e o coração transfigurados pelo encontro com o Senhor. É o percurso que podemos realizar também nós. A redescoberta cada vez mais viva de Jesus não constitui um fim em si, mas induz-nos a ‘descer do monte’, restaurados pela força do Espírito divino, para decidir novos passos de conversão e para testemunhar constantemente a caridade, como lei de vida diária”.

Fonte: Vatican News

Hoje celebramos Santo Inácio de Loyola

Hoje a Igreja celebra um grande santo: Santo Inácio de Loyola, fundador do Jesuítas, cuja espiritualidade orienta muitas pessoas até o tempos atuais.

Iñigo Lopez de Loyola, nasceu em 1491, na Espanha, em uma família nobre, rica e cristã. Ele era o mais novo de treze filhos e cresceu voltado para os luxos da corte.

Iñigo optou pela carreira militar e era um exímio cavaleiro: desde muito cedo se empenhava ao defender o que acreditava e não se importava nem de perder a própria vida dessa forma.

Em uma luta para defender Pamplona, o santo de Loyola foi ferido por uma bala de canhão que lhe fez ficar em convalescença para se recuperar.

Por que não eu?

Essa era a pergunta que Inácio se fez quando, no tempo em que estava repousando e não tendo livros de seu gosto para passar o tempo, ele se deparou com os livros que lhe deram, os quais narravam a vida de santos que deram tudo de si pela causa que acreditavam: o Reino de Cristo.

A partir disso, viveu para defender o Reino. E trocou as coisas dessa terra pelas do Alto. Curado, foi à capela do santuário de Nossa Senhora de Montserrat, pendurou sua espada no altar e deu as costas ao mundo da corte.

 

Peregrino de Cristo

Santo Inácio foi um grande peregrino nessa terra. Viveu a mendicância e grandes batalhas espirituais, mas vivia a santa indiferença: “da nossa parte, não queiramos mais saúde que enfermidade, riqueza que pobreza, honra que desonra, vida longa que vida breve e, assim por diante em tudo o mais, desejando e escolhendo somente aquilo que mais nos conduz ao fim para o qual somos criados”.

Fundador

Em Paris, em 1534, junto à Francisco Xavier e outros companheiros, fundou a Companhia de Jesus. Alguns membros foram enviados para evangelizar o Brasil. Ele preparou e enviou os missionários jesuítas ao mundo todo para espalhar o cristianismo.

Morreu no dia 31 de julho de 1556, em Roma, na Itália. Foi canonizado em 1622.

A sua incessante busca interior e as suas revelações o fizeram escrever os Exercícios Espirituais e ser considerado o santo do discernimento dos espíritos. Foi declarado Padroeiro de Todos os Retiros Espirituais pelo Papa Pio XI em 1922.

 

Recebe, Senhor

Uma das mais belas orações do fundador do Movimento de Schoenstatt, enquanto estava preso pela polícia nazista, se inspirou numa oração de Santo Inácio de Loyola.

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Monumento onde ficava a prisão em que o Padre Kentenich foi preso, em Coblença. Nesta prisão, ele esreveu a oração ‘Recebe, Senhor’.

 

Com informações de Canção Nova e imagens de cathopic.com

26 de julho: dia de São Joaquim e Sant’Ana, avós de Jesus

A Igreja recorda hoje São Joaquim e Sant’Ana, pais da Virgem Maria e avós de Jesus. Em hebraico, Ana exprime “graça” e Joaquim equivale a “Javé prepara ou fortalece”. Em razão desta data, comemora-se também o Dia dos Avós.

Ambos os santos, chamados padroeiros dos avós, foram pessoas de profunda fé e confiança em Deus. Segundo a tradição, o casal já estava com idade avançada e ainda não tinha filhos e a esterilidade causava sofrimento e vergonha, pois para o judeu não ter filhos era sinal da maldição divina. Joaquim e Ana que viviam uma vida de fé e de temor a Deus foram, então, abençoados com o nascimento de Maria.

“São Joaquim e Sant’Ana são representantes da fé que espera a realização das promessas de Deus, representam o povo da Antiga Aliança”, destaca o bispo de Santo André (SP), dom Pedro Carlos Cipolini

Os Santos também são lembrados por terem educado Nossa Senhora no caminho da fé, alimentando seu amor pelo Criador e preparando-a para sua missão. Essa formação, influenciou profundamente na educação de Jesus.

Quando esteve no Brasil para a Jornada Mundial da Juventude em 2013, o Papa Francisco celebrou a data e destacou que “São Joaquim e Sant’Ana fazem parte de uma longa corrente que transmitiu o amor a Deus, no calor da família, até Maria, que acolheu em seu seio o Filho de Deus e o ofereceu ao mundo, ofereceu-o a nós. Vemos aqui o valor precioso da família como lugar privilegiado para transmitir a fé!”.

A festa de São Joaquim e Sant’Ana destaca a importância dos avós na vida da família, principalmente, na transmissão da fé que é essencial para qualquer sociedade. Os avós de Jesus ajudam a cultivar os valores da perseverança e confiança em Deus e também a nossa colaboração na obra da redenção.

Dom Cipolini destaca que São Joaquim e Sant’Ana são “fonte de inspiração na vida cotidiana pois nos ensinam a esperar o tempo de Deus”.

A princípio, apenas santa Ana era comemorada e, mesmo assim, em dias diferentes no Ocidente e no Oriente. Só em 1913 a Igreja determinou que os avós de Jesus Cristo deviam ser celebrados juntos, no dia 26 de julho. É muito antiga a devoção a São Joaquim e Sant’Ana, sobretudo no Oriente. A liturgia de São João Crisóstomo refere-se a eles como “os santos avós de Deus: Joaquim e Ana”.

Fonte: CNBB

Hoje é a festa de Santa Maria Madalena

 

“Apóstola dos Apóstolos”

Deve-se a Santo Tomás de Aquino este título dado a Maria Madalena, cujo nome deriva de Magdala, onde nasceu, aldeia de pescadores situada às margens ocidentais do Lago de Tiberíades. Assim foi chamada pelo fato de ir até os apóstolos anunciar o Cristo ressuscitado, como a primeira a receber esta boa notícia.

Testemunho bíblico

O evangelista Lucas fala sobre ela no capítulo 8: “Jesus andava pelas cidades e aldeias anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os Doze estavam com ele, como também algumas mulheres que tinham sido livradas de espíritos malignos e curadas de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios”. Maria Madalena aparece ainda nos Evangelhos no momento mais terrível e dramático da vida de Jesus: quando o acompanha ao Calvário, com outras mulheres, e O contempla de longe.

Ela aparece também quando José de Arimateia depõe o corpo de Jesus no sepulcro, que fora fechado com uma pedra. Foi ela, depois do sábado, na manhã do primeiro dia da semana, quem voltou ao sepulcro e descobriu que a pedra havia sido removida e correu para avisar Pedro e João; eles, por sua vez, foram às pressas ao sepulcro e viram que o corpo do Senhor não estava mais lá.

Equívocos sobre sua identidade 

Segundo a exegese bíblica, a expressão “sete demônios” poderia indicar um gravíssimo mal físico ou moral, que havia acometido a mulher, do qual Jesus a curou. No entanto, a tradição, que perdura até hoje, diz que Maria Madalena era uma prostituta, porque, no capítulo 7 do Evangelho de Lucas, narra-se a história da conversão de uma anônima “pecadora da cidade, que ungia com perfume os pés de Jesus, convidado de um fariseu; após tê-los banhado com suas lágrimas, os enxugava com seus cabelos”.

Assim, sem nenhuma ligação textual, Maria de Magdala foi identificada com aquela prostituta anônima. Porém, há mais um equívoco, como explica o Cardeal Gianfranco Ravasi, biblista e teólogo: “A unção com óleo perfumado é um gesto feito também por Maria de Betânia, irmã de Marta e Lázaro, em outra ocasião, como diz o evangelista João. Assim, Maria de Magdala foi identificada, por algumas tradições populares, com a Maria de Betânia”.

 

 

Encontro com o Ressuscitado

Enquanto os dois discípulos voltam para casa, Maria Madalena permanece diante do sepulcro, em lágrimas. Ali, tem início um novo percurso: da incredulidade passa, progressivamente, à fé. Ao olhar dentro do sepulcro, viu dois Anjos, aos quais perguntou para onde fora levado o corpo do Senhor. Depois, voltando para fora, viu Jesus, mas não O reconheceu, pensando que fosse o jardineiro; este lhe perguntou por que estava chorando e quem estava procurando.

E ela respondeu: “Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar”. Jesus, então, a chama por nome: “Maria!”. E ela, voltando-se, disse: “Rabôni!”, que, em hebraico, quer dizer “Mestre!”. E Jesus lhe confia uma missão: “Não me retenhas, porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. Então, Maria de Magdala foi imediatamente anunciar aos discípulos: “Vi o Senhor! E ouvi o que ele me disse” (cfr. Jo 20).

Madalena proclama a ressurreição de Jesus

Maria Madalena foi a primeira das mulheres que seguiram Jesus, e ao proclamá-Lo como Aquele que venceu a morte; foi a primeira apóstola a anunciar a alegre mensagem central da Páscoa. Quando o Filho de Deus entrou na história dos homens, esta mulher foi um daqueles que mais O amou e o demonstrou. Quando chegou a hora do Calvário, Maria Madalena estava aos pés da Cruz, junto com Maria Santíssima e São João. Ela não fugiu com medo, como os discípulos fizeram; não O negou por medo, como fez o primeiro Papa, São Pedro, mas sempre esteve presente, desde o momento da sua conversão até o Calvário e o Sepulcro.

Festa litúrgica de Maria Madalena

Por desejo do Papa Francisco, a Memória litúrgica de Maria Madalena passou a ser Festa, a partir do dia 22 de julho de 2016, para ressaltar a importância desta discípula fiel de Cristo, que demonstrou grande amor por Ele e Ele por ela.

Fonte: Canção Nova

Foto: Pixabay.com

Em qual terreno cai a semente da Palavra em meu coração?

Padre Cesar Augusto, SJ – A demora na realização das promessas de Deus possibilita aos discípulos e a nós, entrarmos em crise. Percebendo essa situação, Jesus conta para eles e para nós, a parábola das sementes.

A Palavra de Deus é, em si mesma, boa e, se bem apresentada, produzirá muitos frutos; mas isso não depende só da Palavra; depende também das diversas situações em que se encontra o terreno onde ela é depositada, isto é, das diversas respostas.

A Palavra é oferecida e exatamente por ser oferecida, conserva em si todo o risco da negligência, do descaso, da não aceitação, da oposição.

De acordo com a parábola, ela poderá ser comida pelos pássaros, poderá cair entre as pedras e não criar raízes e, finalmente, poderá cair entre os espinhos e morrer sufocada.

 

 

Vamos refletir sobre cada um desses alertas feitos por Jesus. O primeiro se refere à semente que pode ser ciscada pelos pássaros. É o nosso medo do sofrimento, em relação ao caminho da cruz, tantas vezes abordado por Jesus e a busca incessante de realizações, de êxito. É como aquela pessoa que vê na possibilidade de exercer um serviço eclesial, como uma ocasião de prestígio, de ter status.

A semente que caiu entre as pedras e não criou raízes, representa aqueles que só externamente aceitaram a Palavra. Ela não foi aceita com profundidade. Teme-se que a adesão a Cristo seja ocasião de constrangimento, de envergonhar-se.

A que caiu entre os espinhos é a semente sufocada, imagem de muitíssimos cristãos. As preocupações da vida presente, a atração exercida pelo ter, pelo poder, pelo possuir, pelo ganhar se impõem, são obstáculos para o acolhimento da Palavra.

A Palavra não é ineficaz, mas falta o acolhimento. A Palavra se adapta às condições do terreno, ou melhor, aceita as respostas que o terreno dá e que com frequência são negativas. É necessário preparar o terreno, os corações, para que percam o endurecimento causado pelos ídolos das ideologias, do consumismo, do dinheiro, do prazer, das demais riquezas.

Se o terreno, se os corações forem trabalhados pela simplicidade, pela autenticidade, pela educação libertadora daqueles ídolos, a Palavra descerá qual chuva fina, penetrando a terra e fazendo a semente frutificar.

Fonte: Vatican News

Fotos: pixabay.com

Reflexão para o X Domingo do Tempo Comum

A Palavra de Deus deste X Domingo do Tempo Comum repete, com alguma insistência, que Deus prefere a misericórdia ao sacrifício. A expressão deve ser entendida no sentido de que, para Deus, o essencial não são os atos externos de culto ou as declarações de boas intenções, mas sim uma atitude de adesão verdadeira e coerente ao seu chamamento, à sua proposta de salvação. É esse o tema da liturgia deste dia.

Na primeira leitura, o profeta Oseias põe em causa a sinceridade de uma comunidade que procura controlar e manipular Deus, mas não está verdadeiramente interessada em aderir, com um coração sincero e verdadeiro, à aliança. Os atos externos de culto – ainda que faustosos e magnificentes – não significam nada, se não houver amor (quer o amor a Deus, quer o amor ao próximo – que é a outra face do amor a Deus).

Na segunda leitura, Paulo apresenta aos cristãos (quer aos que vêm do judaísmo e estão preocupados com o estrito cumprimento da Lei de Moisés, quer aos que vêm do paganismo) a única coisa essencial: a fé. A figura de Abraão é exemplar: aquilo que o tornou um modelo para todos não foram as obras que fez, mas a sua adesão total, incondicional e plena a Deus e aos seus projetos.
O Evangelho apresenta-nos uma catequese sobre a resposta que devemos dar ao Deus que chama todos os homens, sem excepção. O exemplo de Mateus sugere que o decisivo, do ponto de vista de Deus, é a resposta pronta ao seu convite para integrar a comunidade do “Reino”.

O relato da vocação de Mateus (vers. 9) não é substancialmente distinto do relato do chamamento de outros discípulos (cf. Mt 4,18-22): em qualquer dos casos fala-se de homens que estão a trabalhar, a quem Jesus chama e que, deixando tudo, seguem Jesus. Os “chamados” não são “super-homens”, seres perfeitos e santos, estranhos ao mundo, pairando acima das nuvens, sem contato com a vida e com os problemas e dramas dos outros homens e mulheres; mas são pessoas normais, que vivem uma vida normal, que trabalham, lutam, riem e choram… No entanto, todos são chamados ao seguimento de Jesus. O verbo “akolouthéô”, aqui utilizado na forma imperativa, traduz a ação de “ir atrás” e define a atitude de um discípulo que aceita ligar-se a um “mestre”, escutar as suas lições e imitar os seus exemplos de vida… É, portanto, isso que Jesus pede a Mateus. Mateus, sem objecções nem pedidos de esclarecimento, deixa tudo e aceita ser discípulo. A esta adesão ao chamamento de Deus chama-se “fé”.

Deus chama todos os homens sem excepção. Os que se consideram bons e justos, frequentemente acham que não precisam do dom de Deus, pois eles merecem, pelos seus atos, a salvação; mas a verdade é que a salvação é sempre um dom gratuito de Deus, não merecido pelo homem… O que Deus pede ao homem (seja ele bom ou mau, pecador ou santo, justo ou injusto) é que aceite o dom de Deus, escute o chamamento de Jesus e, sem objeções, com total confiança e disponibilidade, aceite o convite para seguir Jesus, para ser seu discípulo e para integrar a comunidade do “Reino”.

Pentecostes no Santuário Tabor

Neste domingo de Pentecostes, o Santuário Tabor é também Cenáculo, onde o fogo do Espírito Santo acolhe, aquece, inflama os corações.

Junto da Rainha da Filialidade Heroica, munida de coroa e cetro, ecoam as palavras de nosso Pai e Fundador, Padre José Kentenich, em 28 de julho de 1949, durante o retiro para as Irmãs de Maria, preparando a coroação da MTA no Santuário Tabor: “Só o Espírito Santo pode conceder-nos este elevado grau de filialidade. Com as graças ordinárias não conseguimos alcançá-lo, é impensável. Só o Espírito Santo pode conduzir-nos a este grau de liberdade interior” (Brasil Tabor 2 – Filialidade Heroica, 23).

Peçamos à Rainha da Filialidade Heroica que interceda por nós junto a Deus e abra nossos corações à ação do Espírito Santo.

Às 18h é possível acompanhar o Domingo da Luz, ao vivo do Santuário Tabor, pelo YouTube