Há sete décadas: Padre Kentenich na ‘Quarta Colônia Italiana’

Hoje, a Família de Schoenstatt de Santa Maria recorda com alegria que, no início dos anos 50, o Padre José Kentenich peregrinou a alguns oratórios nos arredores de Santa Maria, numa região conhecida por ‘Quarta Colônia’, onde diversos grupos de imigrantes italianos se estabeleceram.

      

 

Como surgiram estes oratórios?

Em 18 de abril de 1948, exatos oito dias da inauguração do Santuário Tabor, o Padre José Kentenich estimulou as Irmãs de Maria a promoverem uma celebração de renovação da Aliança de Amor, convidando as famílias vizinhas para participar. Ele mesmo deu ideias do que poderia ser feito, sobre quais temas falar e de como era importante aproveitar o amor do povo brasileiro à Mãe de Deus para fazer crescer a vinculação ao Santuário. Assim, com uma procissão luminosa até o Santuário foi realizada a primeira celebração do Dia da Aliança no Brasil.

Os poucos vizinhos do ‘primeiro dia 18’ tornaram-se centenas em bem pouco tempo e a ideia de celebrar o Dia da Aliança se propagou pelas paróquias atendidas pelos Padres Palotinos nos arredores de Santa Maria. Um ano mais tarde, em São João do Polêsine, com a concordância do Pai e Fundador, foi construído um oratório da Mãe e Rainha, uma verdadeira miniatura do Santuário, onde o povo acorria para as celebrações do Dia da Aliança. Conta-se que naquele ano, num dia 18, reuniram-se mais de duas mil pessoas.

Assim, no ano seguinte já foi inaugurado o ‘segundo santuário’ na paróquia vizinha de Nova Palma. De 1949 a 1952, foram construídos 19 oratórios da Mãe e Rainha de Schoenstatt nestas paróquias.

Inauguração do oratório da Mãe Três Vezes Admirável em Nova Palma, em outubro de 1950.

 

Os passos do Pai e Fundador na Quarta Colônia

Em abril de 1951, no decorrer da sua nona e penúltima estada no Brasil, o Padre José Kentenich visitou os pequenos oratórios nas paróquias de Nova Palma, Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Polêsine e Vale Vêneto, na assim chamada “Quarta Colônia”. Nesta oportunidade falou aos padres, seminaristas e ao povo destas paróquias.

Cerca de um ano mais tarde, ao voltar a Santa Maria/RS, já a caminho do exílio, Padre Kentenich enfatizou a importância pastoral dos pequenos Oratórios paroquiais, que designou como “Santuários filiais” e “postos avançados” de evangelização do povo e das famílias, através da vinculação à Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt:

“Precisamos de guardas, de guardas do Santuário. (…) Precisamos deles como postos avançados. Todos os que peregrinam a estes santuários filiais participam do caráter de guardas do Santuário. Se não tivéssemos estes santuários filiais e tivéssemos apenas o Santuário em Santa Maria, precisaríamos temer que, mais tarde ou mais cedo, o amor à Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt esmorecesse…” (24.2.1952).

Em muitos destes ‘Santuários paroquiais’ a vida schoenstattiana se mantém viva, especialmente pelas celebrações do Dia da Aliança.

Muitos grupos de peregrinos do Brasil e do exterior visitam estes oratórios, tendo a oportunidade de ler e ouvir o que o Padre Kentenich falou naquele lugar. Esta peregrinação se torna, literalmente, seguir os passos do Pai e Fundador.

          

Uma criança nos ensina como falar com o Pai e Fundador

 

Contarei a vocês uma experiência…

Fui a Áustria, em Viena. Estive ali numa jornada para casais da Liga. Uma criança, o menorzinho, ensinou aos demais a falar com o Pai e Fundador (Pe. José Kentenich):

Ela vai à frente, diante da imagem do Santuário Lar, e lhe diz:
– Pai, escuta…
Então, fala em voz baixa para que sua mãe não o escute e depois de um tempo diz:
– Entendeu? Obrigada!
E vai embora.

Entendem? A criança tem uma receptividade e uma percepção incrível, que olha a imagem do Pai e fala: “Escuta, agora vou lhe dizer algo!” Depois se certifica: “Entendeu?” Certamente o Pai lhe disse que sim, logo o menino lhe agradeceu e vai embora. Era um menino de três ou quatro anos, qualquer coisinha que não lhe agrada ele diz ao Pai, se queixa com o Pai, ri com o Pai…

Sejam muito simples diante de nosso Pai e Fundador, porque somos uma Família diferente das demais fundações. O Pai é Pai para sempre, para todos, não somente para aqueles que viviam em sua época.

É seu Pai, é meu Pai e vai ser Pai dos que vivam 50 anos mais tarde, mas a única coisa que temos de fazer é nos abrirmos a ele, falar-lhe, olhar sua foto, porque ele é um santo*.

Assim, tratem de ser muito singelos diante de nosso Fundador, olhem sua foto e pensem nele, falem com ele sobre seu problema diário e esperem a resposta […]

 

Ir. M. Petra Schnuerer
Livro: Um Encontro com o Pe. Kentenich – Fui em busca de um Fundador e encontrei um Pai

*Expressa opinião da autora

Fonte: schoenstatt.org.br

Padre José Kentenich nos fala sobre a oração

 

Como Jesus rezava? Como nós devemos rezar? São essas perguntas que o Pe. José Kentenich deseja responder na seguinte reflexão:

E se agora perguntarmos: “Como era a oração de Jesus?” Qual é a resposta?

Oh, foi algo admiravelmente belo o modo como Jesus rezava. Bem, agora deveríamos estudar este modelo de oração que é Jesus.

Certa vez alguém se admirou como o povo simples entendia o que Jesus ensinava. Então Jesus disse: “De quem eles aprenderam tudo isso?” E a resposta: do Pai. Por fim Jesus rezou: “Pai, eu te agradeço porque revelaste estas coisas aos pequeninos”, mas para os entendidos, para os saciados, fechaste a porta e por isso não captam nada disso (cf. Mt 11, 25).
Portanto, a quem Ele se dirigia na oração? SEMPRE AO PAI!

Sim, mas se agora quiserem olhar, mais uma vez, com profundidade para a vida de Jesus, devem examinar com atenção a oração sacerdotal que ele rezou (Jo 17). […] Vamos agora repetir essa oração. É maravilhosa. Ele sempre se volta para o Pai: Pai justo! Pai bondoso!… E então presta contas de si mesmo. “Pai – diz Ele – todos os que me deste eu os guardei. E eu te devolvo todos, exceto um, o filho da perdição” (cf. Jo 17,12).

Vejam, e de outro lado, novamente a prestação de contas: sim, o que fiz? Pai, dei a conhecer o teu nome de Pai, para isso vim ao mundo, para proclamar o teu nome aos homens (cf. Jo 17,26). Ele sempre se voltou para o Pai, em tudo, tudo, voltou-se para o Pai. No trabalho girou em torno do Pai, na oração girou tem torno do Pai.

[…] Quando voltarem para casa, ou quando tiverem oportunidade, por favor, rezem a oração sacerdotal de Jesus, o discurso de despedida de Jesus, que se encontra em São João (Cap. 17), e examinem quantas vezes Jesus diz: “Pai”, “Pai”. É como se Ele não soubesse pronunciar outra palavra a não ser sempre: Pai, Pai, Pai. (…)

E no último suspiro, a última oração de sua vida foi: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46). Portanto, sempre: Pai, Pai, Pai.

E agora devem refletir: A quem se dirige a minha oração?

Em todo o caso, agora entendemos bem melhor […] porque também a oração que Ele nos recomendou também se dirige ao Pai.

É singular. Os apóstolos eram judeus e por isso, como judeus, tinham aprendido a rezar. Observavam muitas vezes Jesus que se retirava em oração, para rezar. Por isso, certa vez fizeram a pergunta: Senhor, Mestre, ensina-nos a rezar como o fazes (cf. Lc 11, 1). E o que diz Jesus? “Quando orardes, dizei: Pai nosso” (Lc 11,2). Tudo se dirige ao Pai. E a vontade de quem deve ser feita? O Reino de quem deve se estender aqui na terra? “Pai nosso que estais no céu, santificado seja o vosso nome” (Mt 6,9), o nome do Pai. O vosso Reino deve acontecer, o Reino do Pai. Vossa vontade deve ser feita como no céu, assim também na terra (cf. Mt 6,10). Os senhores compreendem, tudo gira continuamente em torno de Deus Pai. É quase como se Jesus quisesse dizer: fora com o eu, tudo para o Pai!

Por isso, novamente a pergunta: E comigo, como se dá? Não me preocupo demasiado com meu pequeno eu? Não estou sempre no centro? E quem deveria estar no centro? O Pai do céu!

“Sede perfeitos como é perfeito vosso Pai celeste” (Mt 5,48).

 

 

Conferências para Casais em Milwaukee/EUA, 9 e 23 de julho de 1956
KENTENICH, Pe. José. Cristo Minha Vida, Textos escolhidos sobre Cristo. Instituto Secular Padres de Schoenstatt, 1997, 1ª edição.

Fonte: schoenstatt.org.br

Os 4 passos do Padre Kentenich para analisar o tempo presente

 

Karen Bueno – Logo pela manhã, você abre um site de notícias e encontra manchetes variadas sobre a sua cidade, o país e o mundo. Em seguida, vai para o trabalho e se vê diante de novos desafios para resolver. Ao voltar para casa, qual momento vive sua família? Podem estar em busca de uma casa nova, podem estar pensando em ter outro filho, ou talvez estejam enfrentado uma situação de enfermidade. Parando sozinho para refletir, mais tarde, você pensa sobre seu mundo interior e exterior, naquilo que é e que gostaria ser.

O que esses momentos todos têm em comum?

Em cada uma dessas situações, Deus está falando com você: “É o bom Deus que fala. Como nos fala? Por meio de todas as situações de nossa vida, de todos os acontecimentos da história. Prestem atenção: ele fala a mim, não a qualquer outra pessoa”, ressalta o Pe. José Kentenich [1].

O grande desafio, no entanto, é conseguir ouvir e compreender a voz de Deus no cotidiano, a fim de aplicá-la na vida. Para tornar isso mais simples, o Pe. Kentenich utilizava um método próprio. Ele aprimorou muito, ao longo da vida, sua capacidade de enxergar a Deus por trás de todas as situações. O seu método se resume em quatro etapas, vejamos.

Os 4 passos para estudar os sinais de Deus

1º Passo: Observar

Não importa se você está refletindo, por exemplo, sobre a fome na África ou se deve ou não mudar os filhos de escola; nos dois casos, vale a mesma receita: é necessário observar e conhecer a realidade. Procurar se informar, saber os pontos positivos e negativos de cada situação, pesquisar, conversar com quem sabe mais do que você sobre o assunto, buscar fontes confiáveis. Isso leva a ter profundidade, aprender mais, ter a cabeça aberta a novas ideias.

2º Passo: Comparar

A outra etapa é analisar a situação comparando com outros fatos e momentos que você já viveu ou com o que a ciência autêntica já verificou e que tem relação com o caso; quais são os princípios da filosofia que se aplicariam aqui? Comparar também com as palavras do evangelho: O que Jesus falou sobre isso? Quais são os fatos bíblicos relacionados a isso? Que relação isso tem com os dez mandamentos? Relacionar com documentos e a tradição da Igreja: O que os Papas refletiram sobre isso, quais são as orientações da Igreja a esse respeito? E comparar com aquilo que aprendemos em Schoenstatt: quais são os princípios schoenstattianos que se poderiam aplicar aqui? Como se aplica, neste caso em questão, a pedagogia de Schoenstatt? Há algum fato da vida do Fundador ou de nossos heróis que se relaciona com isso?

3º Passo: Sintetizar

Com todas as análises feitas, é importante resumir em poucas ideias aquilo tudo que foi estudado. Você pode fazer uma frase aplicando as respostas acima num resumo da situação. Isso ajuda a ter um olhar mais focado naquilo que é essencial.

4º Passo: Aplicar

O quarto passo consiste em buscar uma lição prática de tudo o que você descobriu, para que a análise não fique apenas no mundo das ideias. A lição tem que ser aplicável à vida diária: Que tipo de comportamento posso ter para que essa conclusão seja prática na vida e ajude na transformação dessa situação?

“Deus fala-me, quer desprender-me interiormente de todas as coisas terrenas e orientar meu coração inteiramente para si. Através de tudo isto, ele quer conduzir a minha inteligência e o meu coração ao seu coração de Pai” [2].

Esse método parece ainda confuso? Vamos então para a prática!

Estudo de um caso concreto

Para mostrar como funciona a interpretação das vozes do tempo e enxergar a realidade pela luz da fé, vamos ver como o Pe. José Kentenich fazia isso. No ano de 1961 ele menciona três exemplos de vozes do tempo e faz uma interpretação, junto com um grupo de casais. Vejamos um resumo desse processo aplicado numa situação concreta da época [3]:

Situação: Em 1961, pela primeira vez o homem viajou ao espaço.

1º Passo – Observar

O Pe. Kentenich, como primeiro passo, analisa a situação, olhando os lados positivos e negativos. Entre outras coisas, ele observa que, na conquista do espaço: Há nesse fato grandes avanços tecnológicos que podem trazer benefícios à humanidade; por outro lado, sem religião, os russos acreditavam que conquistaram tudo sem Deus e que não precisavam de Deus para alcançar o universo (a análise, obviamente, é mais extensa que isso).

2º Passo – Comparar

Comparando a situação com fatos conhecidos na época e documentos da Igreja, ele faz essa análise:
“Que se pensa hoje do mundo? A terra, sobre a qual vivemos, é pequena, é minúscula. Ouve-se dizer muitas vezes que além dela existe um número infinito de espaços celestes. … O que nos chama a atenção nesta infinidade, nesta grandeza do mundo? Se o mundo é tão grande, como será grande aquele que o chamou à vida, que tudo criou e tudo conserva! A grandeza do mundo não é uma prova contra Deus, mas sim da grandeza de Deus. Gravem esta palavra, que pode ajudá-los muitas vezes a resolver problemas: Deus sempre é maior. Deus é sempre maior do que tudo o que ele criou. Estas conquistas, e tudo o que as precedeu, também fazem cair luz sobre a grandeza do ser humano. Se pensamos, por exemplo, no que vemos na televisão, temos que nos inclinar profundamente diante das atuais descobertas e conquistas da razão humana”.

3º Passo – Sintetizar

A terceira etapa é tentar resumir e retirar uma conclusão, baseada na análise geral. No caso estudado, contemplando com o olhar da fé, o Pe. Kentenich faz esse resumo: “O que nos revelou (a conquista do espaço)? Duas realidades: a grandeza de Deus e a grandeza do ser humano”.

4º Passo – Escolher um princípio e aplicar

Depois de todas essas etapas, o desafio é encontrar um ponto prático e aplica-lo à vida, como explica nosso Fundador: “Não devemos deixar as grandes ideias de que falamos apenas na cabeça. Precisamos aplicá-las a tudo o que atualmente nos pode tocar na vida. Que devo dizer de mim, resumindo o que já mencionei brevemente (sobre a conquista do espaço)? Devo respeitar minha grandeza, não só como ser espiritual, mas porque participo da vida intratrinitária da Santíssima Trindade”.

 

 

[1] KENTENICH, Pe. José. Às Segundas-feiras ao Anoitecer, vol 21 – Nossa vida à luz da fé. Sociedade Mãe e Rainha, 2008. Texto de 29 de maio de 1961.

[2] KENTENICH, Pe. José. Às Segundas-Feiras ao Anoitecer, vol 21 – Nossa vida à luz da fé. Sociedade Mãe e Rainha, 2008. Texto de 1º de maio de 1961

[3] Exemplo retirado de: KENTENICH, Pe. José. Às Segundas-Feiras ao Anoitecer, vol 21 – Nossa vida à luz da fé. Sociedade Mãe e Rainha, 2008. Texto de 1º de maio de 1961

 

Fonte: schoenstatt.org.br

Padre Kentenich nos ajuda a viver bem o Advento

 

Ir. M. Inácia Bett – Numa conferência para a Família de Schoenstatt de Aschaffnburger/ Alemanha, em 28 de novembro de 1937, com o título: “O objetivo de vida do autêntico cristão”, nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, dá orientações para vivermos bem o tempo de Advento, preparando a festa do Natal. Suas indicações são realmente proféticas, pois nos mostram, com tanta clareza e segurança a situação daquele tempo, que é a mesma situação do tempo em que vivemos hoje.

Ele nos dá três indicações para vivermos bem o tempo do advento:

 

1º) Aproveitar os exercícios ordinários de oração, como escola de amor. O tempo do Advento nos ensina a amar. E, se amamos, somos capazes de vencer a situação do tempo.

2º) Em segundo lugar, devemos fixar tempos exclusivos para o bom Deus. Que tempos poderíamos reservar para isto? Em casa não vivemos sozinhos, por isso precisamos ser engenhosos para conseguir retirar-nos diariamente ao menos por cinco ou dez minutos para o cultivo da oração interior, para estar exclusivamente com o bom Deus. Fixar um tempo de oração aos domingos ou durante a semana!
Quanto tempo o mundo, hoje, exige de nós! O homem moderno está em contínua agitação, está sempre a caminho.
Precisamos, pois, educar-nos para, com mais ardor, dedicar tempo a Deus!

3º) O tempo atual assemelha-se a uma fábrica. Ali a fumaça é tanta que compenetra a roupa das pessoas. O mesmo acontece com a poluição que há no mundo. Ela penetra na alma. Nossa missão de vida é ser um sinal, uma indicação a Deus! Se não nos esforçarmos para estar muitas vezes, também no correr do dia, em santa solidão com o bom Deus, podemos ouvir quantas homilias quisermos, ler tantos livros, quanto pudermos, mas eles não nos atingirão em profundidade.
Por ex: uns minutos antes de adormecer, procuremos desligar-nos dos meios de comunicação, estando por momento offline, em contato direto com o bom Deus.

 

O Fundador pergunta:

Quais são nossos primeiros pensamentos, ao acordar, e qual a sua importância? Um barril conserva o odor do primeiro líquido nele colocado. O mesmo vale também para mim. Quais são meus primeiros pensamentos, ao acordar? Geralmente os mesmos com os quais adormeci. Isto porque durante a noite o subconsciente continua a atuar na alma. Um pensamento saboreado com interesse, à noite, continua a atuar durante o sono e, pela manhã, ao acordar, é o primeiro que surge na consciência.

Que devemos, então, fazer? Dar grande importância aos últimos e aos primeiros momentos do dia. É costume na Família fazer o sinal da cruz, ao despertar. Porém, devo fazê-lo com alma. Coloco-me, assim, sob a proteção do Crucificado. Quem cultiva intensa vida interior, também tem oportunidade, aqui, de renovar sua consciência do batismo: sou cristão, sou batizado, sou filho do Pai Celestial! Depois, deveríamos recordar nosso Ideal Pessoal, renovar nosso horário espiritual e o propósito particular.

Para refletir:

Como posso aproveitar o tempo de advento em preparação à festa do Natal?

 

  • Ir. M. Inácia Bett é responsável pelo Secretariado pela Beatificação do Fundador e de Ir. M. Emilie, em Atibaia/SP

Como está com a causa de beatificação do Padre Kentenich? O postulador explica

Durante o Conhresso de Outubro, realizado em Santa Maria e reunindo lideranças do Movimento de Schoenstatt dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, foi apresentado um vídeo feito exclusivamente para o evento pelo postulador da causa de beatificação do Padre José Kentenich, Pe. Eduardo Aguirre.

Falando um ‘potunhol’ muito claro, Pe. Aguirre deu importantes insformações sobre a situação atual do processo. Dada a importância e utilidade do seu pronunciamente, reproduzimos aqui na íntegra.

Vale a pena escutar e compartilhar com nossos amigos e grupos do Movimento de Schoenstatt.

 

[vc_video link=”https://youtu.be/Pm8XGaHoy5U” align=”center”]

Padre Kentenich: um sacerdote segundo o coração de Deus

Ir. M. Nilza P. da Silva – “O sacerdote vizinho, que caminha no meio do seu povo com proximidade e ternura de bom pastor (e, na sua pastoral, umas vezes vai à frente, outras vezes no meio e outras vezes ainda atrás), as pessoas não só o veem com muito apreço, mas vão mais além: sentem por ele qualquer coisa de especial, algo que só sentem na presença de Jesus” (Papa Francisco) ¹

Mais do que “um sacerdote vizinho”, o Pe. Kentenich foi um “sacerdote Pai”. Seu coração tornou-se um Tabor, no qual muitos vivenciam o amor de Deus Pai e podem afirmar: “Deus é amor!” Seu coração sacerdotal atua além de seu tempo e de sua nação! Deus o fez reflexo de seu amor para milhares de pessoas. Por meio de seu amor sacerdotal, muitas pessoas, sacerdotes e leigos, realizam um encontro com Deus Pai. Seu sacerdócio é uma manifestação de Deus Amor que intervém e modifica a vida de muitas pessoas.

Pe. Heinz Dresbach, companheiro do Pe. Kentenich no Campo de Concentração de Dachau, revela que Pe. Kentenich era sempre capaz de ver e valorizar o positivo nas pessoas, mesmo em situações complicadas:

O Senhor Padre (Pe. Kentenich) “vive nos corações e sabe de todos os problemas que eles carregam. Sabe sorrir e o faz muitas vezes, porém, nunca perdendo a profundidade. Sua pessoa sempre irradia uma luminosa alegria, como se percebe em poucos. (…) Com a alegria, ele pôde abrir corações e, muitas vezes, bastava uma palavra sua para produzir um efeito mágico nas pessoas (…)”

“Em Dachau, havia um sacerdote que reclamava de tudo, até daquilo que o Senhor Padre fazia. Certa vez, disse isso ao próprio Senhor Padre. Este lhe respondeu, do modo mais amigável possível, e lhe deu razão em tudo o que podia. Sempre que o via, o Senhor Padre lhe dirigia palavras bondosas. O amor acolhedor do Senhor Padre transformou esse sacerdote… É admirável como ele se adapta a cada um. Às vezes, com uma simples palavra, toca o coração de uma pessoa e a transforma totalmente.” ²

 

 

Muitos encontram o coração paternal de Deus, por meio do Pe. Kentenich, justamente quando vivenciaram seus limites e fracassos. O amor misericordioso de Deus parecia transbordar, por meio do sacerdócio do Pe. Kentenich, para preencher o vazio e o afastamento causados por faltas e pecados.

Ir. M. Annette Nailis narra um exemplo, entre tantos, dessa realidade feliz e transformadora:

“Um sacerdote, quando estudante, era fiel à pessoa e Obra do Pe. Kentenich. Assim continuou também durante os primeiros anos de seu exílio. De repente, se distanciou e até afirmou, aos que conviviam com ele, que não era mais seu discípulo.

Quando Pe. Kentenich voltou, após quatorze anos de exílio, encontrou esse sacerdote desenganado pelos médicos e internado num hospital de outra cidade.

Então, Pe. Kentenich muitas vezes o procurou e dialogou com ele, por telefone. Conta a enfermeira que, pouco antes de sua morte, umas dessas ligações durou mais de uma hora. E o sacerdote faleceu tranqüilo e pacificamente!” ³

 

O coração sacerdotal do Pe. Kentenich facilita, para muitos, a entrega do próprio coração a Deus e o convívio familiar. Um pai de família, dos Estados Unidos, descreve e seu efeito dos encontros com o Pe. José Kentenich na vida de sua família:

Pe. Kentenich “tornou a nossa vida mais agradável. Ele era para nós um exemplo de bondade, tolerância e paciência. Levava uma vida silenciosa e nunca demonstrava antipatia. Nunca se queixava. Ele nos compreendia. Quanto mais o conhecíamos, tanto mais percebíamos a sua benevolência e a força magnética que ele irradiava. (Muitas vezes) não era necessário dizer nada (…) porque ele lia nossos pensamentos e abria o nosso coração (…) percebia o que estávamos precisando, naquele momento”. 4

No atuar do amor de Deus em seu coração sacerdotal, em sua profunda vida de oração e união com Deus, se encontra a resposta à pergunta que alguém lhe fez, ao terminar uma conversa: “Senhor Padre, como se explica que a gente sempre se despede do senhor melhor do que quando chegou?” 5

 

 

Bibliografia:

¹ HOMILIA DO PAPA FRANCISCO, Santa Missa do Crisma. Basílica Vaticana. Quinta-feira Santa, 29 de março de 2018
² Luz e Trevas – Dachau – manuscrito – p. 109
³ NAILIS. M. Annette, Padre Kentenich – Como nós o conhecemos, Ed. Pallotti, p. 24
4 MONNERJAHN. Engelbert, P. José Kentenich Uma vida pela Igreja, Ed Pallotti, p. 303¹
5 MONNERJAHN. Engelbert, P. José Kentenich Uma vida pela Igreja, Ed Pallotti, p. 239

Fonte: schoenstatt.org.br

31 de maio: Uma carta em três países!

 

Ir. M. Nilza P. da Silva – É possível vencer as crises atuais? Como viver os valores da fé nesse tempo? É possível uma unidade entre fé e ciência? Entre fé e vida? Entre fé em Deus e o relacionamento de amor entre as pessoas? Haverá um novo mundo? Como construí-lo?

As respostas para estas perguntas estão na longa carta (epistola perlonga), escrita pelo Pe. José Kentenich aos Bispos da Alemanha, na pessoa do bispo de Treves, Dom Franz Bonnewasser. A primeira parte, 73 páginas – a carta tem no total 280 páginas – ele coloca sobre o altar do Santuário de Schoenstatt, em Bellavista/Chile, no dia 31 de maio de 1949, portanto, há 70 anos. Consciente da reação negativa que poderia vir e das graves consequências que isso poderia trazer para a Obra de Schoenstatt, o Fundador está consciente que é desejo de Deus que ele responda as perguntas do visitador do Santo Ofício e apresente para a análise da Igreja toda a ascese e o sistema pedagógico de Schoenstatt.

A coragem de apresentar a verdade

Nessa primeira parte, o Fundador apresenta suas análises sobre os perigos de uma fé desvinculada da vida, assim como eram apresentadas nos ensinamentos e em várias pastorais da Igreja. Ele apresenta aos bispos como as crises da sociedade tem sua origem nessa ruptura entre fé e ciência, fé e vínculos humanos, fé e vida… Trata-se de um racionalismo da fé, que desconsidera o lado afetivo do ser humano, por isso, se torna uma fé frágil, incapaz de dar sentido a vida, de entusiasmar e dar forças nas horas difíceis. Trata-se de algo muito perigoso para a existência da Igreja, pois uma fé que não considera o ser humano em sua íntegra foge dos planos de Deus e traz resultados desastrosos para a vida, as pessoas e a Igreja.

Acompanhado por muitas orações das Irmãs, confiante na atuação do Espírito Santo que o impulsiona a cumprir a missão dada por Deus, na Argentina, ele escreve mais 48 páginas. Nelas, esclarece as várias realidades de Schoenstatt, que havia sido motivo de críticas no relatório lhe enviado pelo visitador apostólico, como exemplo, as orações do Rumo ao Céu (Orações escritas pelo Pe. Kentenich quando esteve preso no Campo de Concentração de Dachau).

Do Paraná partem as respostas

As 159 páginas escritas no Brasil – mais da metade da carta – Pe. José Kentenich escreve na atmosfera de coroação da Mãe e Rainha, no Santuário Tabor, em Santa Maria/RS. Enquanto as Irmãs preparam espiritualmente a coroa, com a  qual irão entregar-se ainda mais profundamente na Aliança de Amor, à Mãe de Deus, Pe. José Kentenich trabalha quase dia e noite: durante o dia prega dois retiros para as Irmãs, participa da realidade da comunidade no Brasil, acolhe o que se realiza nas almas de suas filhas espirituais, e, ao mesmo tempo, continua a ditar a grande carta aos bispos, na qual apresenta agora as respostas para as situações de crises da Igreja e da sociedade daquele tempo, que hoje ganharam uma dimensão ainda maior.

Tal conteúdo é enviado pelo correio do Paraná, em três partes: a primeira é concluída e enviada de Londrina, no dia 10 de julho de 1949; outra é concluída e enviada de Jacarezinho, em 25 de julho, do mesmo ano, e a conclusão é enviada também de Londrina, em 31 de julho de 1949.

Desse modo, vemos que o Terceiro Marco da história de Schoenstatt abrange três países: Chile, Argentina e Brasil, indica, assim, que Schoenstatt é uma parte viva da Igreja, forjando uma nova cultura: a cultura da Aliança de Amor.

 

Santuário de Schoenstatt em Bellavista/Chile

Fotos: Ir. M. Nilza P. da Silva

Fonte: schoenstatt.org.br

“Mantenham o seu carisma e o transmitam…”

Ir. M. Nilza P. da Silva – Este é o conselho do Papa Francisco,[1]referindo-se ao que espera da Família de Schoenstatt, em relação ao Pe. José Kentenich. E continua a enfatizar sobre a importância de “manter vivo o carisma fundacional e saber transmiti-lo aos mais jovens. A mim também me preocupa, que mantenham o carisma e o transmitam, de tal maneira que siga inspirando e sustentando suas vidas e sua missão”

Isso vale tanto mais hoje, pois, como continua a dizer o Papa, a “incompreensão e a rejeição que teve que sofrer o Pe. Kentenich”. Segundo ele, “é o sinal dos profetas… suportar na vida ser deixado de lado, rejeitado, sem se vingar com a língua, com a calúnia e a difamação”.[2]

Podemos esperar, como fruto de Pentecostes, o que diz Pe. Kentenich sobre o Espírito Santo, referindo-se aos apóstolos, seguidores de Jesus: “Ele deve conduzi-los a toda verdade e fortalecê-los para ações apostólicas corajosas.”[3] Continuamos alegres e confiantes a testemunhar a autenticidade da vida de nosso Fundador.

 

A causa pela beatificação do Pe. Kentenich

É o que nos estimula também Pe. José Aguirre, ao indicar-nos como podemos colaborar com a causa de beatificação do Pe. José Kentenich, na situação atual:

– É possível continuar a difundir a fama da santidade do Pe. Kentenich, como antes, com normalidade e prudência, respeitando as orientações da Igreja a este respeito, ou seja, sem antecipar o juízo da Igreja sobre a santidade do Pe. Kentenich e tendo o cuidado de não exagerar nas formas de devoção.

– Eu continuo como Postulador, com todas as responsabilidades e funções que me competem enquanto tal.

– Os Secretariados do Pai podem continuar a agir e a difundir orações, novenas, publicações e ter iniciativas, para tornar o Pe. Kentenich ainda mais conhecido e motivar a rezar pela sua beatificação.

– O mesmo se aplica às correntes de vida e formas que surgem na Família de Schoenstatt, para cultivar o vínculo com o Fundador.

– Uma consequência muito importante e muito positiva da situação atual é que estão sendo feitos sérios esforços, em diferentes níveis e com diferentes equipes, para investigar em profundidade o atuar do Pe. Kentenich e para elaborar, de modo profundo, esta fase da história de Schoenstatt.

– O mais importante perante os desafios que enfrentamos, é comprometermo-nos em nos empenhar para conhecer mais profundamente – o Pe. José Kentenich – as razões das suas ações e para assimilar o seu carisma e a sua missão, a fim termos ainda mais convicção e clareza na difusão da sua contribuição profética para o nosso tempo.

– Com um olhar na luz da Fé na Divina Providência, podemos perceber a intervenção de Deus e da Mãe Santíssima em tudo isto. Portanto, é ainda mais valioso e importante oferecer as nossas orações e contribuições ao capital de graças, para que a nossa Mãe e Rainha possa manifestar-se vitoriosa na causa pela beatificação de nosso Pai e Fundador. MPHC et V!

(Postulador – Roma 26.05.22)

 

[1] Encontro com os Padres de Schoenstatt, 3 de setembro de 2015

[2] Audiência para a Família de Schoenstatt, outubro de 2014 –  Veja aqui na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=C5I_FF0Pj7Q

[3] Conferência aos seminaristas, 31 de maio de 1914

 

Fonte: schoenstatt.org.br

20 de maio: A libertação de Dachau

Jaqueline Montoya – Schoenstatt possui muitas datas e momentos especiais, e o ‘20 de maio’ também é uma delas. Neste mesmo dia, em 1945, Pe. José Kentenich chegava ao Santuário Original após mais de três anos preso no campo de concentração de Dachau. “No inferno” de Dachau, Pe. Kentenich experimentou, junto a outros companheiros, toda a miséria humana e, mesmo assim, foi capaz de manter-se interiormente livre, a ponto de, mesmo em condições sub-humanas, manter sua fé inabalável e expandir o Movimento de Schoenstatt.

Pe. Kentenich chegou a Dachau em 13 de março de 1942 e foi liberto no dia 6 de abril de 1945, por volta das 9 horas. Saía como homem livre, íntegro, como ele mesmo expressa “Deus deu-me a liberdade interior em grau extraordinário, por isso saí do campo corporal e espiritualmente são” [1]. Dachau foi a confirmação do caráter divino da Obra de Schoenstatt e o retorno do fundador “são e salvo”, a resposta para muitas orações e sacrifícios ofertados pelos filhos de Schoenstatt pela liberdade do Pai.

Um novo início em Pentecostes

Mesmo tendo saído do campo dia 6 de abril, o caminho até Schoenstatt teve seus percalços. “Foram 14 dias de viagem, onde o Padre Kentenich se detinha, geralmente, nas casas paroquiais, onde era logo procurado por membros da Família de Schoenstatt. Todos queriam ouvi-lo e alegrar-se com ele, bendizendo ao Senhor pela proteção maravilhosa durante o tempo da prisão” [2]

Por conta da guerra o transporte estava dificultado. Pe. Kentenich chegou a comprar um coche com dois cavalos para acelerar sua ida a Schoenstatt. Para alegria de muitos, porém, Pe. Alexander Menningen conseguiu arranjar um carro, gasolina e o visto das autoridades policiais para ir buscá-lo. E assim, no dia da festa de Pentecostes, o Pai chega ao Santuário. Marcando um novo início da Obra.

“Com a volta do Pe. Kentenich, a Obra que havia se ocultado nas catacumbas, surgiu vigorosa à luz do dia. Os trabalhos foram reiniciados com mais ardor e convicção. Havia um mundo material e espiritual para reconstruir”[3]

Um dia de gratidão

Em sua primeira alocução, o Pai faz um retrospecto da gratidão pelos anos de provação passados. Suas palavras demonstram a fé inabalável e a confiança na misericórdia de Deus, mesmo depois de toda miséria e dor com a qual conviveu no campo de concentração.

“Propriamente, nada mais deveríamos fazer que ficar em silêncio, um ao lado do outro, e meditar na bondade, no amor e na misericórdia de Deus, ou melhor, no próprio Deus bondoso, amoroso e misericordioso. Conforme as palavras de Santo Agostinho: ‘Videbimus et amabimus, amabimus et laudabimus… in fine, sine fine’ (Veremos e amaremos, amaremos e louvaremos… no fim e sem fim)” [4]

Os frutos de Dachau

 

 

Pe. Kentenich deixa o campo de concentração e, para muitos, seria natural esperar que o Pai buscasse dias de repouso, descanso, um tempo para se refazer. Porém é exatamente o contrário que acontece. A volta do Pai mostra a convicção e a certeza da missão de Schoenstatt para o mundo, o que o impele a agir prontamente, iniciando um trabalho incessante.

Pe. Jonatahan Niehaus [5] resume em três pontos fundamentais os frutos da decisão do Pai de ir livremente ao Campo de Concentração (20 de janeiro de 1942) e este período de prisão:

1) A afirmação da profundidade espiritual de Schoenstatt e a convicção do fundador na sua origem sobrenatural, com a certeza consequente da vitória da Mãe Santíssima, através de Schoenstatt para Igreja;

2) A mudança subsequente de estratégia para se mover com muito mais energia dentro do foco público da Igreja e do cenário internacional;

3) A sua própria mudança de atitude [do Pai e Fundador] com vistas ao seu papel como pai da Família.

Um hino de gratidão

Neste 20 de maio, nos unimos com toda Família de Schoenstatt Internacional, para celebrar e agradecer. Em 2 de fevereiro de 1942, Pe. Kentenich compôs o “Hino de Gratidão”, já convicto de que voltaria são e salvo do campo de concentração. Desde esse dia, o Pai solicitou às Irmãs de Maria que rezassem esta oração diariamente, até sua volta. Quando em 20 de maio de 1945 isso aconteceu, tornou-se este hino o cântico da vitória.

Que possamos renovar nossa gratidão por este dia rezando:

Hino de Gratidão

Caíram as algemas! Da terra sagrada de Schoenstatt se elevem todas as vozes, em jubiloso hino de gratidão…

A desgraça que o poder e a astúcia de Satanás tramaram, o olhar do Pai transformou em nossa maior felicidade… Assim, hoje estamos estreitamente unidos, fundidos no amor de Deus… para que surjam homens novos, livres e fortes aqui na terra que, nas alegrias e dificuldades, procedam como Cristo… Podes enviar até os confins do mundo, os que hoje por ti se empenham, para completar teu Reino aqui na terra.

Maria, recebe esta oferenda em tuas mãos fiéis de Mãe, para que, até o fim da vida, não cesse este hino de gratidão. Amém.
(Rumo ao Céu, 612 a 625)

[1] Um profeta de Maria – Biografia do Pe. José Kentenich – Pe. Esteban J. Uriburu, pág 108

[2] Padre José Kentenich – Pai e Educador Carismático,  M.A. Barbosa, pág 105

[3] Padre José Kentenich – Pai e Educador Carismático,  M.A. Barbosa, pág 107

[4] Padre Kentenich – Uma vida pela Igreja, Engelbert Monnerjahn, pág 172

[5] O 31 de Maio – O Terceiro Marco, Pe. Jonathan Niehaus, pág 32

Fonte: schoenstatt.org.br