130 anos da consagração do Padre José Kentenich aos 9 anos de idade

Hoje, a Família de Schoenstatt recorda que há 130 anos, então com 8 anos e meio, o menino Pedro José Kentenich foi consagrado por sua mãe à Maria, na capela do orfanato St. Vincenzhaus, na cidade de Oberhausen/Alemanha.

Catarina Kentenich, mãe de José Kentenich, movida pela dificuldade financeira e pelo novo emprego que exigia de si disponibilidade quase integral, busca auxílio junto a seu confessor Padre Savels.  Orientada por ele, ela decide, então, levar seu pequeno filho ao Orfanato St. Vincenzhaus.

Antes de iniciar uma nova fase em suas vidas, mãe e filho vão à Capela do Orfanato buscar refúgio junto a Nossa Senhora, ali personificada por meio de uma estátua. Imersa em aflição por saber que em poucos minutos chegaria o momento da despedida, Catarina consagra à Mãe de Deus o que possuía de mais valioso: seu filho. Esta vivência abre José para a consagração e a experiência de fé adquirida por este ato ameniza a dor da separação.

 

Um momento marcante na vida do menino José Kentenich

Naquele 12 de abril de 1894, José Kentenich oferece, conscientemente, seu próprio coração a Nossa Senhora. E adota, livremente, Maria como sua mãe.

“No entanto, nosso Pai (Padre Kentenich) afirmou que em toda a sua infância e juventude, ninguém exerceu uma influência importante sobre ele. Foi como se Deus tivesse querido guardar seu coração intocado para que a única educadora de sua vida fosse Nossa Senhora. Resumindo: exteriormente, nosso Pai era normal no trato com os outros, mas ninguém atingiu o fundo do seu ser; só Nossa Senhora foi o único e grande amor de toda sua infância e juventude.” [1]

Pela consagração feita há 127 anos, em Oberhausen, o bom Deus já começara a atuar em vista do futuro de Schoenstatt. “A consagração a Maria foi, certamente, fruto de uma misteriosa condução divina. Anos mais tarde, falando por ocasião de uma consagração a Maria, Padre Kentenich relaciona o acontecimento na capela do orfanato com a entrega total a Deus: ‘a minha insegurança entrega-se agora às mãos mais seguras que se possa imaginar, às mãos maternais (de Maria) e assim, às mãos de Deus’”.[2]

Tal vivência de filialidade abrangeu tão profundamente seu ser que, anos depois, como sacerdote, José Kentenich quis transmitir a todos essa experiência filial. A partir dessa Aliança de Amor, selada em 12 de abril de 1894 e da sua renovação em 18 de outubro de 1914, junto aos jovens congregados, na Capelinha em Schoenstatt, a Igreja e todos nós presenteados com a fundação da Obra de Schoenstatt. Ninguém poderia imaginar que aquela consagração a Nossa Senhora de um pequeno menino de menos de 9 anos, traria tantos frutos para a Igreja e tantas bênçãos a milhares de pessoas, no mundo inteiro.

Neste 12 de abril de 2023 “(…) peçamos à Mãe que nos dê a graça de um profundo contato filial com ele; peçamos-lhe que nos permita sentir que Deus nos quer em unidade com ele; que a vida de nosso Fundador pode tornar-se nossa vida, para que possamos dar seu espírito à Igreja e ao mundo do futuro, e nos transformarmos em homens construtores de história como ele o foi.”[3]

[1] ALESSANDRI, Pe. Hernán. Um Fundador, um Pai, uma missão. Santa Maria: Palotti, 2001. Tradução: Pe. Gilberto Cavani.

[2] SCHLICKMANN, Dorothea M. Os anos ocultos: Padre José Kentenich Infância e Juventude (1885-1910). Santa Maria: Sociedade Mãe e Rainha, 2008. Tradução: Maria da Graça Sales Henriques.

[3] Cf. ALESSANDRI, Pe. Hernán. Um Fundador, um Pai, uma missão. Santa Maria: Palotti, 2001. Tradução: Pe. Gilberto Cavani.

A pessoa de São José para o Padre Kentenich

Ir. M. Ana Paula Ramos Hyppólito – José, um homem justo, silencioso e oculto. Sua discrição é tão singular, que ele faz questão de permanecer nos fundos e deixar que toda a luz brilhe unicamente sobre Jesus e Maria. Ele permanece nos fundos, silenciosamente… Porém, hoje, queremos que uma clara luz faça brilhar a sua face sobre nós. Queremos desvendar um pouco do seu brilho e contemplar o crescimento de sua importância em nossa Família de Schoenstatt, a importância que lhe conferiu nosso Pai e Fundador.

Em 1928, Pe. José Kentenich retoma a história da devoção a São José na Igreja: “A Igreja também conheceu um crescimento neste sentido, na devoção a São José. A partir de um reconhecimento teológico houve ainda um longo caminho até que a veneração a São José penetrasse mais profundamente em toda a Igreja. No Oriente esta veneração surgiu mais cedo do que no Ocidente. Um Martirológico de Reichenau, por volta de 1850, nomeia São José pela primeira vez. Os místicos e teólogos do final da Idade Média começam a se ocupar com sua posição na história da salvação. Somente em 1479 foi incluída sua festa no breviário romano”.

 

 

Pe. Kentenich continua: “Na história da Igreja, São José não se encontrava também no canto? No século quarto começaram a pintar imagens dele e a cuidar para que ele saísse do seu canto. Somente no século XIX, século da grande veneração a Maria, o Espírito Santo cuidou que ele chegasse ao centro e fosse reconhecido solenemente como protetor da Igreja”.

Nosso Pai e Fundador sempre vê São José em perfeita unidade com a querida Mãe de Deus. Por isso ele diz em 1950: “Deus fala através das situações. Será que por elas a Mãe de Deus não nos quer dizer expressamente e chamar a atenção sobre São José?”.

Desde as origens de Schoenstatt

No começo da história de nossa Família de Schoenstatt as aflições e preocupações eram enormes, por isso, naturalmente, é cultivada a confiança na ajuda de São José. Em 1950 o Pai Fundador fala da feliz realidade de “que São José – desde que o proclamamos como administrador de todas as nossas preocupações financeiras – realizou brilhantemente a sua tarefa”.

Ele acrescenta: “Com tudo isso, nós não só nos equiparamos com a Igreja, mas, em parte, até a superamos, particularmente também por causa da visão orgânica da figura de São José e do modo abrangente de venerá-lo. Nós não o veneramos somente em um ou outro sentido, só como protetor da vida interior e da pureza, somente como construtor, ministro das finanças, ou só ministro da economia. Esta abrangência confere um caráter especial à veneração a São José em nossa Família”.

 

Imagem de São José no Santuário Tabor (foto: Ir M Rosequiel Fávero)

 

A forma de veneração a São José em Schoenstatt, a qual se refere o Pe. Kentenich, é ampla. Nosso Fundador apresenta diversas características do esposo de Maria. São José é aquele que mais amou Nossa Senhora e que foi seu esposo fiel, ele é também o pai de Jesus, quem o protege e educa; assim sendo, José é um modelo de chefe de família, modelo de pai, esposo, companheiro, tem todas as virtudes para ser parte da Sagrada Família. Pe. Kentenich reflete ainda como Deus age pelas “causas segundas”. Na história da Salvação, Jesus é o personagem principal, e Maria aquela que dá o ‘sim’ para que essa história aconteça. Porém, é São José, um personagem “secundário” na história, que se torna o chefe da família. Mesmo em sua pequenez, ele se torna uma “peça-chave” para a salvação da humanidade.

Quanto mais importante for para nós a vida espiritual e nossa vida interior, o crescimento nas virtudes e a aspiração à perfeição e à santidade, tanto mais asseguramos para nós a ajuda de São José e tanto mais olhamos sua santidade, suas virtudes e aprendemos com seu exemplo.

A ele confiar

Quanto mais numerosos forem os perigos para o corpo e a vida, quanto mais o espírito mundano quiser penetrar em nós e nos afastar do Ideal, tanto mais confiamos na proteção de São José.

Quanto maiores forem os problemas econômicos e financeiros ou quanto mais graves eles se tornarem, tanto mais procuramos o auxílio de São José, também nestas aflições e preocupações.

Quanto mais experimentamos nossas limitações e incapacidades em nossa responsabilidade profissional e nos cargos que ocupamos, quanto mais numerosos forem os problemas que nos oneram, tanto mais procuramos refúgio em São José.

Quanto mais nos afligem e amedrontam a idade, a doença ou a aflição da morte, tanto mais nos colocamos sob a proteção de São José e confiamos na sua assistência.

 

 

Contudo, o Pai e Fundador nos dá um alerta: “Seria rude, quer dizer, não seria delicado de nossa parte se pensássemos: quando precisamos dele, então o queremos bem” (1928).

Sim, podemos e queremos amar São José! E quanto mais o amamos e fazemos dele nosso amigo, mais a Mãe de Deus e Jesus estarão próximos de nós, pois os três formam uma unidade de corações, são uma Família, a Sagrada Família!

Assim confirma nosso Pai e Fundador: “Certa vez, São Tomás de Aquino formulou muito claramente: cada santo possui certa autoridade em sua tarefa – de cada um podemos alcançar uma determinada graça. De São José, no entanto, podemos alcançar TUDO! […] Chegará o tempo no qual São José ocupará uma posição de muito mais força e glória do que a que possui até agora”.

“Ele deveria ser incluído no círculo de amor de nossa Família”

Deixemos que continue a crescer nosso relacionamento com São José, ou seja, que primeiramente ele se torne de novo bem vivo, vigoroso e original. Isto corresponde bem ao sentido de nosso Pai e Fundador, pois ele mesmo diz: “É muito importante para São José que o amemos pessoalmente muito mais do que até agora” (1934).

E, para isso, Pe. Kentenich nos dá as seguintes indicações já em 1932: “O que nós queremos fazer? Ter mais confiança em São José. Valorizar mais suas imagens e estátuas. Ele deveria ser incluído no círculo de amor de nossa Família”.

Deixemos, então, que aumente nosso amor a São José! Procuremos renová-lo, aprofundá-lo e vivificá-lo! Não permitamos que São José fique no canto, no canto de um Santuário ou de um Santuário-Lar. Vamos dar-lhe o lugar de honra que lhe compete, acima de tudo, um lugarzinho de predileção, um cantinho de predileção em nosso coração.

Do mesmo modo, depositamos nossa confiança no sentido de que ele conduza numerosas e boas vocações para a santa Igreja e para a Obra de Schoenstatt, que cuide de conservar em todos os consagrados a alegria pela vocação e garanta em cada um o crescimento no ideal e na santidade.

 

Foto: caminhada com São José ao Santuário Tabor (2014). Arquivo Santuário Tabor.

 

Por isso queremos dizer com toda a confiança: São José, rogai por nós!

Queremos mostrar nossa gratidão a São José por tudo o que diariamente recebemos em bênçãos materiais e espirituais. Como podemos, então, retribuir-lhe? Como podemos causar-lhe alegria?

São José, que presente tu queres receber em teu ano especial?

Sem dúvida, a resposta de São José é: “Torna-te semelhante àquela que mais amo! Torna-te uma pequena Maria! Cada filho de Schoenstatt, cada um é para mim o maior presente! Cada filho de Schoenstatt deve ser como Maria!”.

Fonte: santuariodeatibaia.org.br

Há 77 anos: Pai e Fundador celebrou seu onomástico no Brasil

Ir. Marita Löhle / Karen Bueno – É tradição, em alguns países, as pessoas serem saudadas no dia do santo que tem o seu nome, é o dia do seu “onomástico”. Logo, o dia de São José, 19 de março, é também a data do onomástico do Pe. José Kentenich. Com semelhanças que vão além do nome – como o amor a Maria e a paternidade instintiva – o Pai e Fundador recordou a pessoa de São José em muitas ocasiões, tendo-o como modelo.

No ano de 1947, quando visitava pela primeira vez o Brasil, o Pe. Kentenich celebrou aqui, com sua Família de Schoenstatt, a data de seu onomástico.

A crônica relata:

“Grande dia de Festa: onomástico do Pe. Kentenich. Foi cantado a missa de Schubert. O superior provincial dos Padres Palotinos celebrou a Santa Missa com outros dois sacerdotes”. Mais tarde, o Pai e Fundador conheceu o terreno, em Santa Maria/RS, acompanhado por algumas Irmãs de Maria.

Durante a noite houve uma singela celebração familiar. A apresentação das noviças e candidatas das Irmãs de Maria, em português e alemão simultaneamente, tinha um tom alegre e espontâneo. As candidatas ofereceram o seu coração ao Pe. Kentenich, para que ele o levasse ao Santuário Original, em Schoenstatt, e ainda apresentaram um bailado que encerrou com o canto do Hino de Minha Terra. Antes de dar a bênção, o Pai e Fundador lhes disse:

“Não nos é difícil transportar-nos a Schoenstatt e a toda a parte onde filhos de Schoenstatt se reuniram hoje para uma celebração semelhante. Tal como aqui, em toda a parte a mesma singeleza da forma exterior, a mesma espontaneidade, a mesma originalidade, a alternância entre gracejos e elementos mais sérios…. O pequeno Santuário esteve no centro da celebração. Eu me alegro por terem feito tudo tão belamente, representando de forma tão singela e bonita o Ofício de Schoenstatt. Sim, a Capelinha é o lugar predileto da querida Mãe de Deus. Esta realidade já se comprovou muitas vezes. Toda a história é uma única prova de que a Mãe de Deus escolheu este lugarzinho como seu lugar predileto. Ela quer manifestar aqui de modo especial suas glórias”.

Fonte: schoenstatt.org.br

Há quase oito décadas o Padre José Kentenich chegava a Porto Alegre

A Família de Schoenstatt de Porto Alegre recorda hoje a primeira passagem do seu Fundador pela capital gaúcha.

Como foi a primeira visita do Padre Kentenich em Porto Alegre?

Em 17 de março de 1947, ele partiu de avião, às 6 horas, do Rio de Janeiro rumo a Porto Alegre, onde chegou por volta do meio dia. O nosso Pai e Fundador e Ir. M. Norberta Schulte foram acolhidos na casa das Irmãs da Divina Providência.

Um acontecimento interessante que ocorreu nessa chegada foi que, sem perceber, o Pai perdeu sua carteira no aeroporto. Mas, esta logo foi entregue a ele por dois funcionários, que pediram para conferir se continha tudo: documentos, dinheiro… Ir. M. Norberta contou que o Fundador ficou impressionado com a sinceridade das pessoas e que levaria uma ótima impressão do povo brasileiro.

Uma Família ‘Coração da Igreja’

Em sua visita a nossa cidade, na capital gaúcha, nesse mesmo dia, Padre Kentenich foi recebido pelo arcebispo de Porto Alegre, Dom Vicente Scherer, que, muito entusiasmado, ofereceu ao Pai e Fundador vários campos de trabalho na Diocese de Porto Alegre. Esse primeiro contato com uma autoridade eclesiástica brasileira marca, até hoje, a história da Família de Schoenstatt na cidade, tanto que o Santuário tem como missão ser o “Tabor Maria Cor Ecclesiae”, onde a Mãe de Deus atua como coração da Igreja.

A crônica daquele tempo continua relatando: “O Pe. Kentenich poderia ter ficado em Porto Alegre, pois eram tantos os convites que já recebera, mas adiou tudo para mais tarde… E, na manhã seguinte, dia 18 de março, tomou o trem rumo a Santa Maria/RS”.

Mensagens do Padre Kentenich para os enfermos

 

O que nosso fundador diz àqueles que sofrem por doenças? Trazemos abaixo alguns trechos e mensagens do Padre José Kentenich para membros do Movimento que se encontravam hospitalizados ou, então, estavam sob tratamento médico:

 

Para Ir. M. Emilie: “Procure viver a vinculação ao sofrimento no sentido da santidade da vida diária”

Ir. M. Emilie Engel sofreu por muitos anos com as consequências da tuberculose. Enquanto permaneceu reclusa, numa clínica de recuperação, recebeu essas mensagens do Pe. José Kentenich:

“Certamente a senhora deve ter muitas dores. Predisponha-se agora para um tratamento de repouso absoluto que, provavelmente, vai requerer um tempo mais prolongado. Não se perde nada se, com isso, causamos maior alegria ao Pai Celeste”

“Que pretende o bom Deus com sua enfermidade? Seguramente deve estar no plano como o melhor para a senhora e a Família [das Irmãs]. Procure viver a vinculação ao sofrimento no sentido da santidade da vida diária. Assim, irá se purificando e se tornará mais sobrenatural, mais bondosa e atrairá o amor e a solicitude de Deus sobre nós.”

“É verdade que quando se é assinalado por um sofrimento e solidão tão grandes, a vida recebe uma tonalidade totalmente diferente. Neste sentido, quase me sinto tentado a invejar seu estado. Que passe bem! Torne-se novamente simples e singela, senão o bom Deus não terá alegria.”

“É um consolo, para mim, saber que a senhora… apesar de toda a distância física, está espiritualmente sempre ali onde o bom Deus a quer. Agradeço-lhe por tudo o que significou para a Família [das Irmãs] nos últimos anos. Permaneça simples e singela. A senhora sabe quão fino e, ao mesmo tempo, quão forte é o fio do qual pende sua vida de aspiração à santidade: ‘Se não vos tornardes como as crianças’”.

 

Para Fritz Esser: “A única norma é o seu ideal pessoal”

Em novembro/dezembro de 1918, mais uma vez Fritz Esser adoeceu gravemente, devido à pneumonia. Por vários dias, esteve entre a vida e a morte. Num momento um pouco mais calmo, o Pe. Kentenich o visitou. Nessa ocasião, Fritz perguntou-lhe: “Padre, vou morrer ou devo rezar por minha saúde?” A resposta foi: “Reza por tua saúde”. Obediente e confiante nesta palavra, dirigiu-se em oração à Mãe de Deus – e foi atendido.

Mais tarde, porém, a doença voltou a agravar-se. Pe. Kentenich escreve, então, a ele: «Caro Fritz, como devo responder à sua carta? Deus o guiou pela noite escura da alma. Foi bom! Agora, com mais facilidade, você pode voltar àquela simplicidade e sinceridade no aspirar à virtude, como outrora em Schoenstatt. Faça-o logo. Isto significa em concreto: Não se deixe abalar espiritualmente por tudo o que você ouve e lê. A única norma para você é o seu ideal pessoal. De resto, permaneça aquele filho despreocupado nas mãos de nossa Mãe celestial, como você era em Schoenstatt. A Mãe cuidará! O amor a Maria foi o fundamento da sua santificação. Quando o fundamento é abalado ou descuidado, o edifício todo está em perigo. Tudo o que você recebe para a vida espiritual facilmente poderá assimilar no seu ideal pessoal e no amor a Maria… Pode estar seguro da minha oração junto à Mãe. Peço o mesmo de você. Agradeço a você e aos outros noviços as contribuições ao Capital de Graças. Cordial saudação e bênção sacerdotal, em amor sincero, J. Kentenich.»

 

Para Fritz Kühr: “Este (seu) sacrifício é mais fecundo do que toda a minha atividade pessoal”

O Dr. Friedrich Kühr, ao receber o diagnóstico de um grave câncer no fígado, sem chances humanas para a recuperação, escreveu contando ao Pe. Kentenich sobre isso. Em 18 de agosto de 1950, Fritz recebeu a resposta do Padre Kentenich:

“Que posso te dizer agora? Tudo que as suas poucas linhas dizem, queria eu te escrever com outras palavras. É a mesma atitude da ‘Carta Branca’ e ‘Inscriptio’, que o ajudou a suportar os graves sofrimentos, em Dachau. Agradeço a Deus, agradeço também a ti que ficaste fiel a esta tua maneira de ver as coisas, agradeço-te, principalmente, que o fogo do teu amor por Schoenstatt, apesar de todos os teus outros interesses, continue tão forte, que ofereces tua vida pela Obra de Schoenstatt. Sei que levas a sério, sei também que este sacrifício é fecundo, mais fecundo que toda a minha atividade pessoal. Deus te abençoe por isso.
[…] Mais do que para ti, a situação deve ser pesada para tua estimada esposa. Espero que teu exemplo também a eleve, para que se liberte cada vez mais de tudo o que é mundano. Uma atitude heroica assim é perfeitamente compatível com o fato de sentidos sofrimentos e as dores que não podem ser evitados. Primeiro, a Mãe de Deus teve de ser Mater Dolorosa, antes que fosse Gloriosa”.

 

⇒ Leia também: Oração pelos enfermos

 

Referências:
→ Ir. M. Emilie Engel
WOLFF, Margareta. Meu sim é para sempre. Sociedade Mãe e Rainha

→ Fritz Esser
BAUER, G. M. Servus Mariae nunquam peribit. Publicado pelo Instituto Secular dos Irmãos de Maria de Schoenstatt, 1978.

→ Friedrich Kühr
MARTIN, Norbert. Dr. Friedrich Kühr – uma biografia.

Fonte: schoenstatt.org.br

20 de Janeiro de 1942: Filialidade Heroica vivida

Ir. M. Rosequiel Fávero – A Família de Schoenstatt celebra amanhã, 20 de janeiro, um marco de sua história: a decisão do Pe. José Kentenich de renunciar à possibilidade de não ser enviado para o Campo de Concentração de Dachau.

Ao comentar este fato, nosso Pai e Fundador sempre ressaltou que a grandeza do 20 de Janeiro não estava no ato em si, que equivalia – praticamente – a caminhar deliberadamente para uma morte quase certa no campo de extermínio, mas sim na busca e decisão livre pela vontade de Deus, mesmo que ela incluísse o caminho mais difícil.

Neste ano celebramos também 75 anos da coroação da Mãe como Rainha da Filialidade Heroica – o Pai e Fundador a coroou no Santuário Tabor, em Santa Maria/RS, no dia 20 de agosto de 1949. Com muitas visitas que ele realizou ao país, temos a grande alegria de possuir algumas palestras do Pe. Kentenich no Brasil, em que ele fala sobre o significado do 20 de Janeiro. Esses textos encontram-se na coletânea ‘Brasil Tabor’. No terceiro livro desta série, nosso Pai e Fundador fala sobre o tema, nos retiros em preparação à coroação da Mãe de Deus como Rainha da Filialidade Heroica.

 

Com o 20 de Janeiro se vive o Tabor

O Pai explica que a “filialidade é o elemento essencial de nossa espiritualidade” (Brasil Tabor 3, p. 35) e apresenta a filialidade heroica como meta da ação educadora de Maria, no Santuário. Jesus, o ‘Filho amado do Pai’, assim proclamado no Jordão e no Tabor, é o Filho heroico, nosso ideal de vida, que sempre buscou ouvir e realizar a vontade do Pai.

A filialidade em grau heroico está intimamente ligada à Fé Prática na Divina Providência. Significa crer que Deus fala conosco, expressa a sua vontade por meio dos acontecimentos do dia a dia e busca dar-lhe a resposta em nossa vida. Pe. Kentenich nos diz: “Qual é a resposta da vida? Filialidade heroica! O elemento essencial de nossa espiritualidade é a filialidade, que responde à fé na Providência. Devem ter clareza a este respeito. Viver a fé na Providência exige ousadia da inteligência, da vontade e do coração. É preciso ousadia para decifrar a vontade de Deus” (Brasil Tabor 3, 74).

Referindo-se ao acontecimento de 20 de janeiro de 1942, Pe. Kentenich afirmou repetidas vezes que foi ‘ousado’, e que a partir dele aprendera mais profundamente a ‘ousadia na fé’: “Já tive ocasião de lhes dizer porque sou tão ousado. Por minha singela fé, a partir de 20 de janeiro de 1942 (…) sinto-me como um equilibrista sobre a corda, mas com singular confiança. (…) O meu cálculo (no 20 de janeiro) era sempre: já te desprendeste inteiramente…? Então está tudo certo. Deus pode atuar. Se Deus quer assim, eu também o quero. Não por mim, não pela minha vitória, quero somente o que Ele quer” (Brasil Tabor 3,72 e 73).

 

Quero somente o que Ele quer

No dia da coroação da Mãe de Deus como Rainha da Filialidade Heroica, em 20 de agosto de 1949, Pe. Kentenich explica: “(Esta) não é uma coroação no sentido comum. É a coroação da Mãe de Deus como Rainha da Filialidade Heroica. Esta coroação é para nós símbolo do 20 de Janeiro de 1942, é símbolo da filialidade heroica. (…) Recordem 1942. Havia grande perigo que o diretor (o próprio Pe. Kentenich!) morresse de uma morte gloriosa ou inglória. De certo modo, ele tinha nas mãos o meio para alcançar a liberdade. Mas não quis libertar-se, quis desfazer o problema somente pela confiança no poder do amor de Deus e da Mãe de Deus. Eles deviam conduzir a Família (de Schoenstatt) através de todas as dificuldades, no confronto com a onipotência do Estado. O único meio era a filialidade heroica” (Brasil Tabor 3, 84).

O que nos diz hoje essa reflexão, como filhos de Schoenstatt do Brasil? Como aconteceu no contexto de guerra, foi a filialidade heroica o caminho para nosso Pai e Fundador e para os nossos irmãos na Aliança. Da mesma forma, hoje nós somos chamados a seguir os seus passos. Se nosso Pai e Fundador coroou, aqui no Brasil e para o Brasil, a Maria como Rainha da Filialidade Heroica, nossa Mãe tem uma missão especial para conosco: educar-nos, na graça da Aliança de Amor, como filhos heroicos do Tabor. Como filhos sempre atentos à voz de Deus nos acontecimentos da vida, buscamos sempre descobrir e realizar a sua vontade.

Que, neste ano jubilar, nossa Mãe e Rainha nos conceda a todos esta graça!

Fonte: schoenstatt.org.br

10 frases do Padre Kentenich sobre a santidade

Celebramos neste domingo a solenidade de Todos os Santos. Isso pode nos estimular a refletirmos sobre o tema da santidade. Nosso Pai e Fundador, Padre José Kentenich, pode nos ajudar nesta reflexão. A seguir temos 10 frases suas sobre a santidade.

 

 

1) Por santidade de todos os dias não se entende a santidade domingueira, isto é, a do sétimo dia da semana, quando repicam os sinos e vamos à igreja, trajando nossas melhores roupas. É a santidade praticada nos outros seis dias da semana, nos quais não temos o festivo ambiente dominical e nos encontramos com a sobriedade e a monotonia do trabalho a realizar.

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2) O santo do dia a dia santifica seu dia de trabalho, vive santamente durante toda a semana e em tudo o que faz imprime o selo da santidade. Alegrias e tristezas, trabalhos e descanso, orações, palavras e conduta: executa tudo extraordinariamente bem, por amor, isto é, santamente.

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3) Em sua vida, Cristo nos dá o exemplo da verdadeira santidade, de um modo atraente e arrebatador. Portanto, é Deus quem faz o principal, não o esqueçamos. Nossa atividade desempenha apenas um papel secundário, contudo, não deixa de ser importante! Sem nossa cooperação não há verdadeira santidade.

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4) Se a santidade consistisse numa vinculação a Deus somente no âmbito das ideias, então os homens mais inteligentes e sábios deveriam ser os mais santos. No entanto, não é o que sempre ocorre, porque santo é o homem totalmente imerso em Deus, vinculado a Ele pela inteligência, vontade e coração.

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5) Se agora nos perguntarmos o que é santidade, diremos: é a singela resposta do filho ao amor do Pai, nossa resposta ao chamado solícito do Amigo divino.

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6) Sempre admiramos os santos e as pessoas que já atingiram um elevado grau de santidade, entretanto não podemos imitá-los em tudo. Isso também se aplica em nosso caso. Nem todos conseguem intercalar tantas práticas espirituais no seu trabalho diário. Uma coisa, porém, é certa: a oração é a respiração da alma religiosa.

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7) Dois são os fatores essenciais da aspiração à santidade do cristão: provar seu amor a Deus na sobriedade da vida cotidiana e guardar a clausura do coração, conservando-o recolhido e interiormente preservado no meio da agitação dos grandes centros.

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8) Deus espera de nós a santidade pessoal. A Mãe de Deus pede-nos, pessoalmente, elevada santidade […]. Uma pedra preciosa vale mais que toda uma montanha de pedras vulgares. Se a Família não gera pessoas assim, que esperaremos de Schoenstatt? Schoenstatt depende, para a sua existência, da séria aspiração à santidade.

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9) A fidelidade nas pequenas coisas pode ser chamada também de santidade da vida diária. É a santidade de todos os dias. Não é uma santidade dos dias de festa, mas a santidade que usa também os meios ordinários para a configuração da vida diária.

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10) A alegria é uma manifestação essencial de uma profunda aspiração e vida de santidade e a alegria é um meio eficaz para fazer frutificar essa vida e aspiração à santidade.

 

 

Referências:

Frases 1 a 7
KENTENICH, Pe. José; NAILIS, Ir. M. Annette. Santidade de todos os dias – Espiritualidade Laical de Schoenstatt, vol 1.

Frase 8
KENTENICH, Pe. José. Conferência na jornada do Natal, Schoenstatt, 28.12.1933. Disponível em: A sua missão, nossa missão – Textos escolhidos do Pe. José Kentenich. PETER WOLF (Ed.)

Frase 9
KENTENICH, Pe. José. Ser Filho diante de Deus, vol 1. Retiro pregado aos Padres da Sociedade Missionária de Belém, Immensee/Suíça. 8ª Conferência.

Frase 10
KENTENICH, Pe. José. Viver com Alegria, vol 1. Segunda conferência: A Alegria – Um Impulso Fundamental

Fonte: schoenstatt.org.br

Pe. Kentenich e algumas reflexões sobre a hora da morte

 

Neste ‘Dia de Finados’, destacamos hoje duas mensagens que o Pe. José Kentenich dá sobre a hora da morte:

– É o momento mais importante da vida, que deveria nos alegrar pelo encontro com Deus;
– Precisamos rezar e nos preparar para esse momento.

Veja a reflexão do Fundador de Schoenstatt:

 

“Recondução ao lar, regresso ao lar. Vendo assim as coisas, a hora da morte, afinal, não é o pior. Em certo sentido, deveria alegrar-nos. O bom Deus alcançou os objetivos que tinha comigo aqui na terra, agora me agarra e me leva para o céu. A visão verdadeiramente cristã é esta. Por um lado, alegramo-nos quando chega a hora de partir para a eternidade, mas é óbvio que, do ponto de vista humano, é difícil.

Em Dachau diziam-nos muitas vezes, brincando: “Vocês, padres, são cômicos celestes!”.
O que queriam dizer? “Todos vocês querem ir para o céu, mas quando queremos ajudar-vos, defendem-se!”

Talvez todos sejamos (realmente) cômicos celestes: queremos ir para o céu, mas quando chega a hora (dizemos): não, não, tudo menos isso! [1]

 

O momento mais importante

De modo geral nós, católicos de hoje, desaprendemos de pensar na hora da morte. Não esqueçam que a hora da morte é decisiva por toda a eternidade, que é o momento mais importante da nossa vida.

Suponham que estão no leito de morte e olham a vida passada. Receberam uma quantidade imensa de graças e muitas motivações interiores. Que fizeram delas? Não as aproveitaram, é como se tivessem jogado papel no lixeiro. Nesse caso, a hora da morte é difícil.

Recordem como nossos avós rezavam por uma boa morte! Em muitas comunidades religiosas é costume transportar-se todas as noites, antes de dormir, à hora da morte. Que fazemos ao pensar que poderíamos morrer esta noite? A ideia da morte é imensamente valiosa.

Que levaremos para o túmulo? Nem beleza, nem saúde, nem dinheiro. Durante a vida nós nos prendemos às coisas que teremos que deixar para trás. Além disso, nas ordens religiosas costumam-se recordar todos os meses, no retiro, as verdades eternas.

Não é um grande prejuízo envenenar a hora da morte pela superficialidade da vida espiritual? Em geral costuma-se dizer: “Deus é boa pessoa, não leva as coisas tão a sério!” É verdade que Deus é bom e acredito que será bom para nós após a morte. No entanto, estou convicto de que as muitas orações que se rezam tantas vezes e as indulgências que se obtêm reverterão, sobretudo, em favor dos que não receberam tantas graças como nós na vida. Creio que se formos para o purgatório não sairemos de lá tão depressa.

Se formos verdadeiros filhos e filhas do Pai e na vida não nos contentarmos em ser filhos de ferro*, conseguiremos superar muito bem tudo isto. Examinem-se, por favor: rezamos e ensinamos os filhos a rezar por uma boa morte? É importante, porque o momento da morte decide toda a eternidade”. [2]

 

No tapete que fica sobre o local onde o Pe. Kentenich faleceu está gravada a frase “Rumo ao Pai vai nosso caminho” (Heimwaerts zum Vater geht unser weg)

 

*A expressão “filho de ferro” está ligada à palestra do Pe. José Kentenich, neste mesmo livro, na qual ele faz referência ao que ele classifica como três tipos de filhos: de ferro, de prata ou de ouro. Ele estimula cada um a ser um filho de ouro, ou seja, um filho heroico

 

Fotos: Ir. M. Nilza P. da Silva (destacada: Capela do Fundador, onde está sepultado o Pe. Kentenich)

 

[1] KENTENICH, Pe. José. Às segundas-feiras ao Anoitecer – Diálogos com famílias, Vol 21. Nossa vida à luz da fé. Sociedade Mãe e Rainha

[2] KENTENICH, Pe. José. Às segundas-feiras ao anoitecer – Diálogos com famílias. Vol 3. Reflexo do Pai – Palestras para casais em Milwaukee. Sociedade Mãe e Rainha, Santa Maria/RS, 2010. 6 de agosto de 1956 .

Fonte: schoenstatt.org.br

Para todo sacerdote, a primeira missa é muito especial

 

Pe. Júlio Fabiano Rodrigues Afonso – No dia 10 de julho de 1910, o neossacerdote Padre José Kentenich celebrou sua primeira missa em Limburgo, Alemanha. E que tremenda missão ele recebeu! Ser o fundador de um Movimento de renovação espiritual para a Igreja. O que estaria passando em sua mente e em seu coração nesse dia? Sabemos que para todo sacerdote a primeira missa é um momento muito especial, mas como foi para o Pe. Kentenich?

No santinho que distribuiu na sua primeira missa, escolheu uma frase que revela o que ele pedia: “Conceda, oh meu Deus, que todos os espíritos se unam na verdade e todos os corações no amor”. Agora, depois de 55 anos de sua partida à casa do Pai, sabemos que ele foi um homem com um grande senso da “verdade” e movido por um grande “amor”. A fidelidade à verdade o fez não abdicar da mensagem de Schoenstatt mesmo nos momentos mais difíceis, como quando esteve no campo de concentração e no exílio em Milwaukee/EUA.

 

 

Primeira à última missa

Para todo sacerdote, a primeira missa é muito especial. Além da ansiedade e dos nervos, da alegria pela presença dos familiares e amigos, o mais forte e significativo é a consagração do pão e vinho em corpo e sangue de Cristo. Ousaria dizer que a ordenação sacerdotal é como uma aliança de amor com Cristo, e que a celebração da missa é a vivência mais profunda dessa aliança. Padre Kentenich, um homem de aliança, não diminuiu a força dessa experiência, senão que a renovava todos os dias e a aprofundou durantes os anos.

Ele realmente “rezava” a missa diariamente com consciência, como testemunhou: “Devo aproveitar a santa missa para rezar realmente, para ter um intercâmbio vital com Deus, para elevar meu coração, com tudo o que levo em meu interior” [1]. Em sua primeira missa, essa deve ter sido uma oração muito forte e especial!

 

Capela do Fundador, em Schoenstatt, onde está o túmulo do Padre José Kentenich

 

Em 15 de setembro deste anos vamos recordar 55 anos da partida do Padre Kentenich à casa do Pai eterno. Ele faleceu logo após celebrar sua última missa. Tanto na primeira como na última missa celebrou o dom de sua vocação e missão para a Igreja. Acredito que a frase proferida muitas vezes por ele, como um pequeno lema, foi a que ele viveu: “A missa do dia deve chegar a ser a missa da vida” [1]. Com isso, ele nos quis dizer que “o que nos interessa é que toda a nossa vida diária se transforme, em última instância, em uma prolongação da eucaristia” . A sua última missa deve ter sido, assim como a primeira: a missa de toda uma vida. Ao partir para a casa do Pai, as palavras que tanto rezou agora adquiriam um significado pessoal: “Este é meu corpo entregue por vós”.

Na última linha do seu santinho de ordenação, ele escreveu o pedido: “Por favor uma Ave Maria”. Vamos rezar uma Ave Maria também nós, para que a mensagem que Deus nos deu por meios dele chegue às nossas mentes e aos nossos corações. Ave Maria, cheia de graça…

 

Santinho da Primeira Missa do Pai e Fundador (frente e verso)

 

 

Tradução:

Conceda, oh meu Deus, que todos
os espíritos se unam na verdade e todos
os corações no amor

Lembrança
da minha
Primeira Missa
celebrada na
Capela da Casa das Missões
em
Limburgo do Lahn
(10/07/1910)
P. José Kentenich, PSM
Palotino

Coração de Jesus eu confio em vós
Doce coração de Maria seja minha proteção!

Por favor uma Ave Maria

 

 

 

Referências:

[1] PE. JOSÉ KENTENICH, Cómo hablar con Dios? 4. ed. Santiago do Chile: Nueva Patris, 2007. (homilia pronunciada no dia l° de setembro de 1963).

[1] PE. JOSÉ KENTENICH, Vivir la misa todo el día. 2. ed. Santiago do Chile: Patris, 2005. p. 119 (homilia pronunciada no dia 1 de janeiro de 1965).

Fonte: http://www.schoenstatt.org.br/2018/07/10/para-todo-sacerdote-a-primeira-missa-e-muito-especial/

Há 75 anos: Padre Kentenich em Porto Alegre a caminho para a inauguração do Santuário Tabor.

Por onde andava o Padre José Kentenich, há 75 anos, nos dias que anteceram a inauguração do Santuário Tabor?

A crônica das Irmãs de Maria relata: Em 7 de abril “o Padre Kentenich chegou ao Rio de Janeiro, procedente da África do Sul. Chegou com bastante atraso, porque houve uma falha mecânica no avião. Passou a tarde no convento dos Franciscanos, no Largo da Carioca“, e no dia seguinte: “viajou do Rio de Janeiro a Porto Alegre, onde visitou os Padres Jesuítas. Às 19h25min tomou o trem e viajou para Santa Maria“.

Alegremo-nos com o presente da presença do Pai e Fundador na inauguração do primeiro Santuário de Schoenstatt no Brasil. Ele fez um grande esforço para isso se tornar realidade, empreendendo uma viagem tão loga, para poder chegar pontualmente par a inauguração.

Certamente, da eternidade, acompanha o jubileu dos 75 anos deste momento de graças!

Foto: arquivo Irmãs de Maria (Padre Kentenich na Base Aérea de Santa Maria – a foto não é de 1948).