Pe. José Kentenich: Uma semente para nós

Valeria de Morais Parizotto – “Queremos ser semente da MTA. Semear é algo de grande, mas talvez seja maior ainda: lançar-se a si mesmo como semente, semente dum novo mundo” (Pe. José Kentenich) [1]

Desde a antiguidade, na história da humanidade, Deus quis falar conosco, fazer alianças até a Aliança definitiva quando ofereceu seu Filho Jesus para nossa salvação.

Apesar de o homem se afastar de Deus, Ele não desiste de nós; está sempre nos apontando caminhos e falando conosco. Na nova história, depois de Cristo, Ele tem semeado santos, doutores da Igreja e apóstolos para manter viva a Revelação Divina.

Ao exercitarmos o conhecimento dos planos de Deus para o tempo de hoje, devemos estar com o “ouvido no coração de Deus e com as mãos no pulso do tempo”, como disse o Pe. José Kentenich, fundador da Obra de Schoenstatt.

Uma semente

 

         

               (Fotos: Arquivo histórico)

Em 16 de novembro de 1885, nasce o Pe. José Kentenich em Gymnich, Alemanha. Para nós, schoenstattianos, é uma nova semente que Deus lança para apontar a formação do novo homem na nova comunidade.

Pe. José Kentenich teve muitas dificuldades desde a sua infância. Inicialmente, foi deixado num orfanato por sua mãe, por não ter condições de criá-lo. Foi quando ela o consagrou à Mãe de Deus, para que o educasse. Esse fato foi muito importante para ele, pois sentiu que realmente a Mãe de Deus o conduziu durante a vida, como também o usou como instrumento para a missão de apontar Cristo para a humanidade, através dela. Foi um apóstolo de Maria, porque entendia que, na sua pequenez, Maria aceitou ser a mãe de Jesus, para nossa salvação, sendo um exemplo e modelo a ser seguido.

Pe. Kentenich sempre teve o anseio de abrir novos horizontes para o homem e para a Igreja e isso lhe custou muitos sacrifícios, desde sua ordenação como sacerdote, sua prisão pelos nazistas e seu exílio pela Igreja. Sempre obediente, sabia que Deus se revelaria, que o tempo mostraria novos caminhos e se tudo o que se formava era bom e para o bem, ou seja, se era uma “resultante criadora”. Sempre quis que as coisas se confirmassem por Deus e não por sua vontade. Então, a Obra de Schoenstatt se confirma pelo mundo afora.

Seus frutos

 

      

                    (Foto: Schoenstatt Araraquara)

 

Vejo o Pe. Kentenich como esta semente que Deus quis que brotasse para nós, uma força que ele nos trouxe por meio de sua pedagogia e devoção mariana, para enfrentarmos os desafios atuais. Uma semente que implica uma responsabilidade missionária em cultivarmos o apostolado cristão por meio de Maria.

Hoje, nós somos as flores e os frutos desta semente que germinou em 16 de novembro de 1885. E, como representantes e continuadores da missão do nosso Pai, temos a tarefa de fazer da Igreja e da sociedade um lindo jardim de Maria, uma nova terra mariana.

 

[1] Pe. José Kentenich. Solenidade de envio das primeiras Irmãs de Maria ao Brasil, 12.05.1935. Fonte: crônica das Irmãs de Maria

Foto destacada:  pixabay.com

Fonte: schoenstatt.org.br

Lançamento no Brasil: A vida do Pe. Kentenich em filme

 

Neste dia de aniversário do Pe. José Kentenich, 16 de novembro, a Família de Schoenstatt oferece um presente especial: o lançamento, no Brasil, do filme “Alguém deve ir à frente” (título original: Einer Muss Vorgehen).

Este documentário foi produzido pela Ir. Francine Marie Cooper, do Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt, na Alemanha, como parte de seus estudos em design de comunicação na Universidade de Ciências Aplicadas de Aachen.

O filme estreou na Alemanha em 13 de setembro de 2018, exibido na Casa Padre Kentenich. Na semana seguinte, milhares de pessoas o assistiram. É um drama-documentário, ou seja, um documentário complementado com encenação, apresentada por atores. A Juventude de Schoenstatt atuou nas gravações, tendo vários cenários adaptados – para as cenas principais, chegaram a pintar parcialmente de azul o Santuário de Herxheim, assim como era o Santuário Original em 1914.

A diretora fala:

 

 

Muitas vezes, me perguntaram como eu cheguei a isto, um filme sobre o Padre Kentenich. Pensando bem, devo dizer que é a Divina Providência quem dirigiu tudo.

No decorrer dos estudos, nunca pensei em me ocupar com tal coisa, que para mim representa um projeto muito ousado. Estava bem consciente que um Filme de média duração é algo muito grandioso. Realmente: o mundo mediático e as técnicas atuais, com suas possibilidades, nos oferecem grandes chances para transmitir a mensagem da fé em amplos círculos – e para nós, schoenstattianos, transmitir a mensagem de Schoenstatt.

Ao aproximar o jubileu de 50 anos do falecimento do Pe. Kentenich, eu não conseguia afastar essa ideia: Ah, se eu pudesse… Então, coloquei tudo nas mãos da Mãe de Deus e disse: “Vou tentar! Mas, você deve cuidar que surja algo disto e que eu encontre tudo o que preciso”.

Em toda parte o projeto foi abençoado e eu me alegro que consegui terminar o filme, que até agora encontrou uma grande aceitação dos espectadores. (fonte: s-ms.org)

 

Lançamento no Brasil

O filme será exibido em Atibaia/SP, neste dia 16 de novembro, às 20 horas, aniversário de nascimento do Pe. José Kentenich. Todos são convidados a assistir!

Em breve, à medida em que os assessores encomendarem, o DVD chegará aos demais Santuários e centros de Schoenstatt no Brasil.

Para saber como assistir ou adquirir, entre em contato com seu assessor ou com o Santuário mais próximo (contatos).

Todo o projeto do filme foi feito com base em “não-comercial” e sem fins lucrativos. Por isso, ele não será vendido por um valor fixo, mas por meio de doação espontânea. O objetivo é tornar o Pe. Kentenich mais conhecido e colaborar na causa da sua beatificação.

Importante: O filme é protegido por direitos autorais, logo, não será permitida qualquer outra utilização ou reprodução além dos DVD’s (ou seja, não é permitida a veiculação do vídeo na internet). Este cuidado é para evitar que se corte partes do filme ou até que o modifique.

 

Para saber mais:

– Veja a entrevista com a Ir. Francine Marie Cooper

 

Mais fotos

 

Einer muss vorangehen

Fotos: s-ms.org

Fonte: schoenstatt.or.br

Um coração sacerdotal ancorado na verdade e no amor

 

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – Neste mês de julho, há 109 nove anos, o Pe. José Kentenich foi ordenado sacerdote e presidiu sua primeira santa Missa. Em sua lembrança de primícias, colocou esta frase lapidar, escrita acima (“Concede, ó Deus, que todos os espíritos se unam na verdade e todos os corações no amor”).

Unir os espíritos na verdade e os corações no amor, só Cristo pode fazer, Ele que é a Verdade e o Amor verdadeiro! Em tempos tão conturbados, esta frase profética é uma súplica muito atual e necessária para que Deus conceda à humanidade aquilo que ela, de fato, mais busca: unidade na verdade e no amor.

 

 

A vida do Pe. Kentenich é resposta, como aponta esse exemplo:

Um sacerdote, diante de dificuldades em seu trabalho pastoral, em muitas ocasiões pensou até em abandonar o ministério. Mas, certa vez, atraído pela Mãe e Rainha, conheceu os escritos do Pe. José Kentenich. Ao ler sobre sua vida, identificou-se muito com ele. Isso foi renovando seu amor vocacional, a ponto de pedir ao Pe. Kentenich que, a partir do céu, fosse seu diretor espiritual. Desde então, esse sacerdote sempre encontra uma palavra amiga do Pe. Kentenich em seus escritos e orações (especialmente as do Rumo ao Céu). Com o Pe. Kentenich, celebra com mais ardor a santa Missa e deu à Mãe de Deus os cuidados por sua via sacerdotal.

Neste dia 15, peçamos pela beatificação do Pe. José Kentenich. Que seu exemplo de vida seja uma contribuição eficaz para os tempos em que vivemos.

Rezemos:

Deus nosso Pai, atende-nos, em nossas intenções, por intercessão do Pe. Kentenich (pedir a graça…). Realiza sinais e milagres, como testemunho de sua santidade. Concede-lhe em breve a honra dos altares, a fim de que muitas pessoas encontrem o caminho que conduz a ti. Por isso te pedimos, com Maria, nossa Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, por Cristo, nosso Senhor. Amém!

Para todo sacerdote, a primeira missa é muito especial

 

Pe. Júlio Fabiano Rodrigues Afonso – No dia 10 de julho de 1910, o neossacerdote Pe. José Kentenich celebrou sua primeira missa em Limburgo, Alemanha, na Capela da Missão. E que tremenda missão ele recebeu! Ser o fundador de um Movimento de renovação espiritual para a Igreja. O que estaria passando em sua mente e em seu coração nesse dia? Sabemos que para todo sacerdote a primeira missa é um momento muito especial, mas como foi para o Pe. Kentenich?

No santinho que distribuiu na sua primeira missa, escolheu uma frase que revela o que ele pedia: “Conceda, oh meu Deus, que todos os espíritos se unam na verdade e todos os corações no amor”. Em 2019, depois de 50 anos de sua partida à casa do Pai, sabemos que ele foi um homem com um grande senso da “verdade” e movido por um grande “amor”. A fidelidade à verdade o fez não abdicar da mensagem de Schoenstatt mesmo nos momentos mais difíceis, como quando esteve no campo de concentração e no exílio em Milwaukee/EUA.

Verdade e amor aplicados à vida

Somente com a força de um grande amor a Jesus, à Maria e à Igreja pôde ser fiel à verdade que escutava de Deus. E isso já estava presente na frase de sua primeira missa, como se fosse um programa de vida: pedia a Deus que a verdade e o amor fossem suas forças condutoras.

Isso também nos fala da missão que deixou a Schoenstatt em 31 de maio 1949: a do pensar, amar e viver orgânicos. Certamente ele não poderia imaginar isso em 1910, mas o que ele pediu em sua primeira missa e estampou para que todos soubessem foi a graça para que ele e as pessoas pudessem viver unidos na verdade e no amor. E no Brasil, em 1949, ele percebeu que para cumprir essa missão era preciso viver a “filialidade heroica”, por isso coroou Maria como a Rainha da Filialidade Heroica, fazendo assim seu pedido à Mãe de Deus e, ao mesmo tempo, convidando a todos nós para vivermos nesse espírito: filhos que, com heroísmo, pensam, amam e vivem de forma harmônica.

Sua verdade e seu amor ele os encontrou em Jesus e em Maria. Por isso lemos na parte inferior desse mesmo santinho da primeira missa: “Coração de Jesus eu confio em vós. Doce coração de Maria seja minha proteção”. Confiança e proteção, verdade e amor, estavam sempre unidas, assim como descobriu que a missão de Maria estava sempre unida a de seu filho Jesus. No dia 10 de julho de 1910 seu coração devia estar bem unido ao coração de Jesus e ao de Maria.

Primeira à última missa

Para todo sacerdote, a primeira missa é muito especial. Além da ansiedade e dos nervos, da alegria pela presença dos familiares e amigos, o mais forte e significativo é a consagração do pão e vinho em corpo e sangue de Cristo. Ousaria dizer que a ordenação sacerdotal é como uma aliança de amor com Cristo, e que a celebração da missa é a vivência mais profunda dessa aliança. Padre Kentenich, um homem de aliança, não diminuiu a força dessa experiência, senão que a renovava todos os dias e a aprofundou durantes os anos.

Ele realmente “rezava” a missa diariamente com consciência, como testemunhou: “Devo aproveitar a santa missa para rezar realmente, para ter um intercâmbio vital com Deus, para elevar meu coração, com tudo o que levo em meu interior” [1]. Em sua primeira missa, essa deve ter sido uma oração muito forte e especial!

No dia 15 de setembro de 1968, Pe. Kentenich faleceu logo após celebrar sua última missa. Tanto na primeira como na última missa celebrou o dom de sua vocação e missão para a Igreja. Acredito que a frase proferida muitas vezes por ele, como um pequeno lema, foi a que ele viveu: “A missa do dia deve chegar a ser a missa da vida” [1]. Com isso, ele nos quis dizer que “o que nos interessa é que toda a nossa vida diária se transforme, em última instância, em uma prolongação da eucaristia” . A sua última missa deve ter sido, assim como a primeira: a missa de toda uma vida. Ao partir para a casa do Pai, as palavras que tanto rezou agora adquiriam um significado pessoal: “Este é meu corpo entregue por vós”.

Na última linha do seu santinho de ordenação, ele escreveu o pedido: “Por favor uma Ave Maria”.Vamos rezar uma Ave Maria também nós, para que a mensagem que Deus nos deu por meios dele chegue às nossas mentes e aos nossos corações. Ave Maria, cheia de graça…

 

Santinho da Primeira Missa do Pai e Fundador (frente e verso)

Fonte: schoenstatt.org.br

Vocação Sacerdotal inspirada no Pe. Kentenich

 

Neste dia 8 de julho, a Família de Schoenstatt recorda a data da ordenação sacerdotal de seu fundador, o Pe. José Kentenich. Sua missão como sacerdote e pai inspirou e inspira muitos que se entregam ao chamado do Senhor numa vocação ordenada. Sobre isso, o Pe. Diogo Fogaça partilha hoje conosco seu testemunho:

 

“Sou agradecido para com aquele que me deu força, Cristo Jesus, nosso senhor, que me considerou digno de confiança, tomando-me para o seu serviço” (1 Tm 12).

Olá, este é o lema de ordenação que escolhi para acompanhar minha vida, como uma forma de me educar sempre no serviço da Igreja, assim como o Pe. José Kentenich nos relata nos livros. Sou o Pe. Diogo Fogaça, da Diocese de Itapetininga/SP, natural da cidade de Pilar do Sul/SP; tenho um ano e dez meses de padre e fiz toda minha formação no Seminário Diocesano. Atualmente atuo como vigário e uma das minhas motivações a ser sacerdote é o estar a serviço de anunciar a alegria de servir a Deus no próximo.

Ser padre, para mim, é ser um ‘outro Cristo’ para as pessoas; é saber orientar quando precisarem do amor e do carinho de Deus e ser irmão para poder participar do mesmo sentimento com eles. Assim, me coloco não apenas como um sacerdote, mas como filho, para estar sempre no cuidado de Deus. Pe. Kentenich sempre fala do ser filho, para nos lembrarmos de que, mesmo como padres, sempre precisamos buscar em Deus o refúgio.

Sobretudo, com o meu coração

Sendo um padre jovem de ordenação e sem muita experiência, mas já experimentado a dificuldade do ministério e contemplando as inúmeras alegrias de servir como sacerdote, vejo o quanto temos que buscar uma orientação espiritual para ter uma vida sacerdotal saldável e assim gastar essa vida em favor de muitos que buscam Deus em nós.

Para sermos ‘um outro Cristo’, é necessários ter linhas espirituais que colaborem no desenvolvimento de um bom padre. Nesse sentido, eu me encontrei muito na espiritualidade que Pe. José Kentenich nos comunica com o testemunho de vida, a ser padre chamado por Deus, consagrado a Deus, enviado por Deus. Uma frase que me chama muito a atenção é esta: “Ponho-me inteiramente ao vosso dispor, com tudo o que sou e o que tenho: com o que sei e o que não sei, com todas as minhas capacidades e incapacidades, mas, sobretudo, com o meu coração”. Esta fala do Pe. José me inspira muito a realizar a missão de ser ‘um outro Cristo’, inspira a me dedicar ao chamado de Deus que respondi seguindo minha vocação sacerdotal, sem ter medo dos momentos escuros e da solidão, mas sim clarear a escuridão e ser amigo da solidão para encontrar Deus nela.

 

 

Indicadores do amor de Deus

Uma das grandes maravilhas do testemunho deste homem é a intimidade que ele teve com a Mãe de Jesus, fazendo dela sua mãe e nos mostrando que Nossa Senhora é nossa Mãe, como refúgio dos pecadores. A partir do Movimento de Schoenstatt, criado por Pe. José Kentenich, aprendi a me aproximar mais de uma Mãe que me refugia em seu coração e me ensina como devo amar e ser amado pela minha dedicação ao meu próximo. Como padre, preciso saber transmitir o amor de Deus com sabedoria por meio de uma fidelidade à Igreja e amor a Nossa Senhora, para completar a missão que recebi no dia 19 de agosto do ano 2016, pela imposição das mãos de meu bispo, Dom Gorgônio Alves da Encarnação, no dia da minha ordenação. Com essas palavras, gostaria de transmitir a todos o quanto sou feliz e realizado como sacerdote, aquilo que se passa em meu coração e o quanto sou grato pela vida e testemunho do Pe. José Kentenich, que tanto colabora, com seus ensinamentos, em nossa busca constante de nos autoeducar segundo os ensinamentos de Jesus.

Termino pedindo que rezem por mim e por todos os sacerdotes, para que sejamos sempre indicadores do amor de Deus através da intimidade, da simplicidade de Nossa Senhora. Antes de me despedir, quero fazer memória de um padre que, para mim, foi uma ponte para conhecer o Pe. José Kentenich. Lembro-me de um retiro espiritual em Atibaia/SP, no ano de 2012, com o Pe. Ottomar Schneider, no qual ele me disse a seguinte frase: “Minha sorte repousa nas mãos do Senhor”. Esta frase me acompanha todos os dias, para me lembrar de que estou no coração de Deus. Esta frase também remete sempre à figura do Pe. Ottomar, que foi para mim um grande sinal de Deus para a minha vida de sacerdote e sei que ele está lá, diante de Deus, olhando por nós.

Agora, ao me despedir de vocês, meus irmãos, contem com minhas orações e rezem por mim… A bênção de Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo desça sobre todos e permaneça! Abraço fraterno, Pe. Diogo Fogaça.

 

Foto: Pascom Paróquia Nossa Senhora Aparecida, Porto Feliz/SP

 

Publicado em schoenstatt.org.br

Uma missão com o Padre Kentenich no Ceará – parte 2

Na sua primeira semana de ‘missões’ na diocese do Crato/CE, Ir M Raquel Mainardi passou 8 dias no município de Mauriti, mais propriamente em Gravatazinho, onde já a alguns anos tem um Santuário Paroquial, com uma ativa vida schoenstattiana.

 

O Schoenstatt que encontrei em Mauriti e Milagres/CE

Ir M Raquel conta: “Nos oito dias que fiquei morando em Gravatazinho, pude ver e sentir bem de perto o grande e vasto Movimento de Schoenstatt ali edificado. Dei-me conta de que atrás daquelas 19 comunidades que visitei, com os grupos da Família de Schoenstatt lá existentes, havia um líder inspirador. Seria um outro ‘Diácono João Pozzobon’?  Lá vi um Diácono, que denominei algumas vezes de “Diácono João Pozzobon nordestino”, só com o nome de Diácono Francisco Alves de Souza, ou “Diácono Chiquinho da Mãe Rainha”, como é carinhosamente chamado.

Tomado de um profundo amor à Mãe Rainha e ao Pai e Fundador, com aguçada percepção capta com rapidez o sopro do Espírito, que se manifesta nas correntes de vida, pelas ideias que surgem da fé e religiosidade daquele povo. Com um dinamismo que lhe é peculiar, sem ter algum cargo de coordenação, impulsiona as 13 organizações existentes em torno do Santuário Lar Paroquial de Gravatazinho, é a alma da vida schoenstattiana que lá borbulha.

 

Conte-nos algo dos encontros com a Família de Schoenstatt local.

Nas palestras que fiz e nas celebrações, pude ver bem de perto a vida schoenstattiana que lá se desenvolve. Em uma noite participei de uma celebração da palavra, quando 42 pessoas provenientes de duas comunidades selaram a Aliança de Amor junto ao Santuário Paroquial. Tinham se preparado através de 9 encontros feitos pelos coordenadores, sendo que o último, um dia de recolhimento, o Diácono Francisco o reserva para si, para o cultivo de uma espiritualidade mais intensa.

Em minhas idas e vindas pude ver também pessoas do Círculo dos Guardas Nobres do Santuário, caminhando quilômetros a pé pelo asfalto e mais 3km de estrada de chão, para fazer, conforme a escala, seu dia de guarda no Santuário Paroquial. No dia da Aliança, todos os que podem, vem fazer sua guarda e participar da Missa da Aliança às 17h junto ao Santuário Lar Paroquial (são 231 Membros ativos).

Nos encontros e celebrações das comunidades, contemplei maravilhada o grande número de mães do Círculo de Oração das Filhas Heroicas (grupo de senhoras ligadas ao ‘Círculo Externo de Adoração’, das Irmãs Adoradoras junto ao Santuário Tabor), que muito felizes demonstravam sua identidade com sua camiseta própria. Círculo este, que surgiu inspirado na coroação da Rainha da Filialidade Heroica que o Pai e Fundador fez há 70 anos, no dia 20.08.1949, no Santuário Tabor em Santa Maria. E pasmem, são 32 grupos com aproximadamente 500 mães!

O dia 24 de maio foi muito especial, quando falei aos jovens da comunidade, transmitindo-lhes a esperança que Pai e Fundador deposita na juventude. Deste encontro participou também o grupo do JUMAS, único Ramo da Liga Apostólica de Schoenstatt, por ora, lá organizado. O testemunho daqueles rapazes, sua bandeira e hinos, a convicção de sua missão como Juventude Masculina, despertou tensões criadoras nas jovens, que se entusiasmaram para formar um grupo da JUFEM entre elas.

 Grande foi minha alegria, como responsável pelo Secretariado da Causa de Beatificação do nosso Pai e Fundador, no encontro dos Amigos do Padre Kentenich (57 membros ativos) e poder falar mais extensamente sobre o carisma de nosso Pai e Fundador. Estes Amigos têm a missão de ajudar a cultivar o amor e a vinculação ao Pai Fundador nos seus setores. Como eles fazem isto praticamente? Cuidam que as 47 relíquias do Padre Kentenich, que colocaram em uma moldura com vidro, façam o giro pelas famílias do seu setor, ficando 24 horas em cada casa. Além disto, eles tem a tarefa de ajudar as pessoas a escrever os pedidos e as graças que alcançam através de sua oração ao Padre Kentenich. O Diácono Chiquinho me entregou uma caixa de pedidos que as famílias já fizeram ao Pai e Fundador. O que calou fundo no meu coração foi ver o quanto ele é amado entre o povo, que de modo tão filial assim se dirigem a ele: “Meu querido Pai e Fundador, eu te peço…”

Para ler as conclusões dos Amigos do Padre Kentenich de como colaborar para a sua beatificação clicar aqui.

Pude também visitar algumas casas que já constituíram o seu Santuário-Lar. Fiquei surpresa ao ouvir o testemunho daquelas famílias de como configuram sua vida de oração familiar, e como estão cientes da importância do ideal que escolheram. Atualmente são 175.

Pude participar também da reentronização do Santuário Lar do Diácono Francisco, juntamente com sua esposa Francisca, seu filho José Kentenich e de seu pai José. Nos dias que lá estive hospedada pode ver quanto o ideal que escolheram, “Fé Prática na Divina Providência” os ajuda a superar os percalços do dia a dia.

E o que dizer do encontro com a Campanha da Mãe Peregrina Infanto-Juvenil? Aquelas crianças inocentes e espontâneas, todas com sua camiseta especial com a imagem da Mãe Rainha, que cantavam e rezavam a todos os pulmões, emocionavam a qualquer um e me faziam lembrar as prediletas de Jesus (Cf. Mt. 18,3). Há 14 Grupos com aproximadamente 200 crianças.

Pude ver também a atuação do Terço dos Homens Mãe Rainha na celebração da Palavra junto ao Santuário Lar Paroquial de Gravatazinho, que lá estavam em grande número e com sua banda, animando a celebração da Palavra. São 52 Grupos com aproximadamente 1.000 membros.

Nas paróquias de Mauriti e Milagres pude visitar e ver a vida schoenstattiana que há nas 4 ermidas da Mãe Rainha, onde as pessoas se reúnem especialmente nos dias 18.

As atividades apostólicas se estendem também aos doentes, cujo Apostolado dos Enfermos de Schoenstatt, com 11 grupos, visitam e assistem atualmente em torno de 90 enfermos.

O Padre Kentenich tinha razão

O expressivo amor filial a Maria e ao Pai e Fundador que pude observar e vivenciar no convívio com as pessoas destes grupos, me fez compreender melhor ainda o que Pe. Kentenich constatou e confessou que a alma brasileira tem uma estrutura essencialmente filial. Desde o seu costume tão singelo de pedir a bênção ao me cumprimentar e a devoção expressiva a Maria que demonstram de maneira tão viva são uma manifestação da filialidade inata no coração deste povo.

As lindas coroações das quais participei, eram como uma festa, manifestações eloquentes à Mãe e Rainha de Maio. Aqueles altares nas capelas ou nas ruas, majestosamente ornamentados e repletos de anjos, onde um deles ao som de um canto de coroação, coroava solenemente a fronte de Nossa Senhora, eram uma manifestação viva e vibrante dos filhos à sua Mãe Celeste.

Para ler o 2º testemunho na íntegra clicar aqui

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O pedagogo Padre José Kentenich

 

Rosana de Sousa Pereira Lopes – No dia 20 de maio comemoramos duas datas, a volta do Pe. José Kentenich do campo de concentração de Dachau, depois de três anos e meio, e o Dia do Pedagogo. Para início da nossa reflexão, retomo o Hino de Gratidão, no qual afirmou: “Para que surjam homens novos, livres e fortes aqui na terra
que, nas alegrias e dificuldades, procedam como Cristo”. (Kentenich, 1945)

Pe. Kentenich demonstra, por sua atitude e amor incondicional àqueles por quem era responsável, que os sacrifícios vividos em Dachau não são motivo de lamentações. Em seu retorno, fortalecido pelos sacrifícios, comemora a continuidade da sua missão, pelo ideal maior “educar homens novos, livres e fortes”.

E como o fez? Ao longo de sua vida, Kentenich, direta ou indiretamente, indicou as características do processo educativo, que construiu por meio de seus pronunciamentos ou atitudes.

Kentenich, consciente de que não se educa quem não quer ser educado, convida seus educandos para a construção de um processo educativo coletivo. Dos adolescentes, em (1912), até a constituição de todos os ramos da Obra de Schoenstatt, Kentenich convidou, construiu junto, acreditou, serviu, confiou, estabeleceu vínculos, contou com as suas capacidades de transformação e, acima de tudo, amou as pessoas no mundo, objetivando conduzi-las a Deus.

Ensinar, para Kentenich, é um processo que envolve o respeito ao educando.

Não se constitui em uma ação isolada: daquele que sabe para o que não sabe. Ao contrário, a ação de ensinar, para Kentenich, pressupõe respeito ao educando, crença em suas capacidades. O Documento de Pré-Fundação (1912) indica explicitamente esse entendimento: “Não eu, mas, nós queremos”. Ressalta-se que, no início do século XX, tal postura não era a prática nos ambientes escolares. No entanto, em meio aos desafios de educar adolescentes ditos “rebeldes”, Kentenich convida a construção de um processo coletivo, coloca-se a serviço e confia.

Aprender, para Kentenich, é também um processo vital e personalizado.

É iniciativa dos educandos, que devem querer aprender a “autoeducação para o autoconhecimento”. A saber: “Queremos aprender a autoeducar-nos para sermos personalidades” (1912). A aprendizagem é um processo coletivo em que as bases iniciais são a confiança e a vinculação entre educando e educadores.

O saber, para Kentenich, envolve os conhecimentos das ciências, da vida social, o autoconhecimento e o cultivo da vida espiritual. Kentenich compreende que as transformações e as conquistas humanas são benefícios que fortalecem o conhecimento e domínio do mundo interior – o que denomina de “microcosmos” – e alimentam o conhecimento e desenvolvimento do mundo exterior, o que denomina de “macrocosmos”. Ciência, vida social, autoconhecimento favorecem e fortalecem a Vida Espiritual. Reconhece a interdependência que há entre estes mundos e não os concebe como mundos independentes ou isolados.

O educador para Kentenich é uma autoridade,

uma pessoa autorizada a conduzir a vida de seus educandos. No entanto, essa não é a conjugação do verbo “mandar”, e sim do verbo “servir”. Kentenich, por suas atitudes, ao longo da vida, como educador e pedagogo, evitou o mando, indicou a postura de servo, a exemplo de Maria: “Eis aqui a serva do Senhor” (Lc 1,38). Serviu a Obra de Schoenstatt e a Igreja. A sua autoridade decorre do servir para ser respeitado.

 

 

Educar é servir

As estratégias metodológicas demonstram claramente a atitude do serviço. Para Kentenich o processo educativo é construído por meio de cincos estratégias, chamadas de estrelas da pedagogia de Schoenstatt. São elas:

Movimento – indica o reconhecimento a constante transformação dos educandos, do conhecimento, do contexto social e de si mesmo como educador. A vida está em constante transformação.
Confiança – indicação de que não há processo educativo sem relação de confiança entre professor e estudante.
Vinculação – o professor precisa sentir-se corresponsável pelo desenvolvimento do estudante e, por conseguinte, o estudante também responsável. O sentimento de pertencimento é essencial para o processo educativo.
Ideal – por meio do processo de autoconhecimento e autoeducação, estudantes e professores coletivamente almejam a plenitude de seu desenvolvimento, nas dimensões espirituais, psicossociais e científico-culturais. Como decorrência desses processos;
Aliança – Pe. Kentenich aponta para um processo educativo que devem orientar os educandos para Maria e para Deus. Já que somos seus filhos.

A nós pedagogos, cientistas da educação, retomando a etimologia da palavra, “aqueles que conduzem e/ou, guiam”, podemos apender com Kentenich que aquele que guia é o responsável pelos que conduz. No contexto educacional brasileiro, constantemente, vivemos “pequenos dachaus” cotidianos. O que nos cabe? Acreditar na nossa missão. Ainda que os desafios e sofrimentos possam parecer maiores do que podemos enfrentar, Kentenich nos indica que somos capazes, que nosso objetivo não pode ser perdido. E qual é o objetivo? Favorecer o desenvolvimento de homens novos, livres e fortes… por meio do processo de autoeducação, a favor da vida, que ao fim, é a favor de Deus. Essas precisam ser nossas convicções.

 

Prof. Dra. Rosana de Sousa Pereira Lopes, Chefe do Departamento de Educação, Comunicação e Artes na Universidade Estadual de Londrina/PR

 

Fonte: schoenstatt.org.br

Cristo vive em mim

 

Ir. M. Márcia Silva – Jesus “é o centro do meu coração e a Ele me uno totalmente” [1], afirma o Pe. José Kentenich ao falar da importância da intimidade com Cristo, que para ele se tornou mais intensa a partir de sua primeira comunhão, 25 de abril de 1897. Nesse dia o menino José, com 12 anos, revela a sua mãe, Catarina Kentenich, o desejo de se tornar sacerdote.

Ele reconhece a importância da sagrada comunhão e afirma: “Devemos tornar-nos ‘filhos da Eucaristia’, amantes apaixonados da sagrada Eucaristia. Esta é a raiz. Quanto mais forte for a raiz, quanto mais procurarmos a união com Cristo, como ela se apresenta vivamente na liturgia, tanto mais poderemos e deveremos esperar que Cristo realmente assumirá forma e vida em nós” [2].

 

“Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” [3]

José Kentenich no dia da primeira comunhão

Em Cristo somos filhos de Deus, chamados a viver a santidade. Pe. José Kentenich aponta a participação na eucaristia como um caminho para a vida eterna: “Quem comer deste pão, assim diz Jesus com toda a clareza, viverá para sempre. O pão que eu hei de dar é minha carne para a vida do mundo (cf. Jo 6,51). O Grande mistério: Ele promete sua carne, seu corpo e sangue; Ele promete, devemos comê-lo, devemos saboreá-lo para termos a vida” e explica “Que vida se entende aqui? É a vida do Filho de Deus em nós. Evidentemente, a comida que deveríamos saborear tantas vezes quanto for possível para não morrermos é a Sagrada Eucaristia” [4]. Na sagrada eucaristia “nós somos assimilados, identificados e inseridos na vida de Jesus” [5]

A espiritualidade de Schoenstatt mostra Maria em íntima união com o Jesus. Em diversas ocasiões o Pe. José Kentenich fala de Maria como aquela que é formada por Cristo e que forma Cristo nas almas. Assim ele explica: “Não podem imaginar um ser criado que tenha amado a Jesus de forma tão ardente como Nossa Senhora. Por isso, o meu amor a Maria deve ser, acima de tudo, ligado a Cristo, em intimidade com Cristo e arrebatado por Cristo. E, se o meu amor a Maria não for assim, nele falta algo” [6]

 

 

Maria, caminho que nos leva a Cristo

Schoenstatt é um Movimento mariano, porém, o Pe. José Kentenich deixa bem claro que Maria não é a meta de nossa atuação, mas o caminho pelo qual somos chamados a revelar ao mundo os traços de Jesus. “A Mãe de Deus deve ajudar-nos com sua intercessão para podermos imprimir ao mundo o rosto de Cristo” e continua “Per Mariam, cum Maria et pro Maria (por Maria, com Maria e para Maria). Ela representa o início; a meta é e permanece a configuração do mundo em Cristo, para a glória do Pai” [7].

 

Para refletir:

Qual a importância da eucaristia na minha vida?
Como recebo a comunhão na Santa Missa? Este encontro com Jesus me alimenta e fortalece?
Visito a Jesus no Tabernáculo? Que devemos fazer para tornar nossa vida mais eucarística?

 

Referências:

[1] KENTENICH, José. Cristo Minha vida. Santa Maria/RS: editora Pallotti. Maio/1997

[2] idem

[3] Gal 2,20

[4] KENTENICH, José. Cristo Minha vida. Santa Maria/RS: editora Pallotti. Maio/1997

[5] idem

[6] ibidem

[7] Wolf, Pedro. Chamado por Deus, consagrado a Deus, enviado por Deus: Textos escolhidos do Pe. José Kentenich sobre o sacerdócio. Santa Maria/RS: Sociedade Mãe e Rainha. 2009

Fonte: schoenstatt.org.br

Há 125 anos o menino José Kentenich era consagrado a Maria

Hoje, a Família de Schoenstatt recorda que há 125 anos, então com 8 anos e meio, o menino Pedro José Kentenich foi consagrado por sua mãe à Maria, na capela do orfanato St. Vincenzhaus, na cidade de Oberhausen/Alemanha.

Catarina Kentenich, mãe de José Kentenich, movida pela dificuldade financeira e pelo novo emprego que exigia de si disponibilidade quase integral, busca auxílio junto a seu confessor Padre Savels.  Orientada por ele, ela decide, então, levar seu pequeno filho ao Orfanato St. Vincenzhaus.

Antes de iniciar uma nova fase em suas vidas, mãe e filho vão à Capela do Orfanato buscar refúgio junto a Nossa Senhora, ali personificada por meio de uma estátua. Imersa em aflição por saber que em poucos minutos chegaria o momento da despedida, Catarina consagra à Mãe de Deus o que possuía de mais valioso: seu filho. Esta vivência abre José para a consagração e a experiência de fé adquirida por este ato ameniza a dor da separação.

Naquele 12 de abril de 1894, José Kentenich oferece, conscientemente, seu próprio coração a Nossa Senhora. E adota, livremente, Maria como sua mãe.

“No entanto, nosso Pai afirmou que em toda a sua infância e juventude, ninguém exerceu uma influência importante sobre ele. Foi como se Deus tivesse querido guardar seu coração intocado para que a única educadora de sua vida fosse Nossa Senhora. Resumindo: exteriormente, nosso Pai era normal no trato com os outros, mas ninguém atingiu o fundo do seu ser; só Nossa Senhora foi o único e grande amor de toda sua infância e juventude.” [1]

Pela consagração feita há 125 anos, em Oberhausen, o bom Deus já começara a atuar em vista do futuro de Schoenstatt. “A consagração a Maria foi, certamente, fruto de uma misteriosa condução divina. Anos mais tarde, falando por ocasião de uma consagração a Maria, Padre Kentenich relaciona o acontecimento na capela do orfanato com a entrega total a Deus: ‘a minha insegurança entrega-se agora às mãos mais seguras que se possa imaginar, às mãos maternais (de Maria) e assim, às mãos de Deus’”.[2]

Tal vivência de filialidade abrangeu tão profundamente seu ser que, anos depois, como sacerdote, José Kentenich quis transmitir a todos essa experiencia filial. A partir dessa Aliança de Amor, selada em 12 de abril de 1894 e da sua renovação em 18 de outubro de 1914, junto aos jovens congregados, na Capelinha em Schoenstatt, a Igreja e todos nós presenteados com a fundação da Obra de Schoenstatt. Ninguém poderia imaginar que aquela consagração a Nossa Senhora de um pequeno menino de menos de 9 anos, traria tantos frutos para a Igreja e tantas bênçãos a milhares de pessoas, no mundo inteiro.

Neste 12 de abril de 2019 “(…) peçamos à Mãe que nos dê a graça de um profundo contato filial com ele; peçamos-lhe que nos permita sentir que Deus nos quer em unidade com ele; que a vida de nosso Fundador pode tornar-se nossa vida, para que possamos dar seu espírito à Igreja e ao mundo do futuro, e nos transformarmos em homens construtores de história como ele o foi.”[3]

[1] ALESSANDRI, Pe. Hernán. Um Fundador, um Pai, uma missão. Santa Maria: Palotti, 2001. Tradução: Pe. Gilberto Cavani.

[2] SCHLICKMANN, Dorothea M. Os anos ocultos: Padre José Kentenich Infância e Juventude (1885-1910). Santa Maria: Sociedade Mãe e Rainha, 2008. Tradução: Maria da Graça Sales Henriques.

[3] Cf. ALESSANDRI, Pe. Hernán. Um Fundador, um Pai, uma missão. Santa Maria: Palotti, 2001. Tradução: Pe. Gilberto Cavani.

Papa no Angelus: tentações são ilusões de sucesso e felicidade

Silvonei José – Cidade do Vaticano – Papa Francisco rezou o Angelus deste domingo (10/03) na Praça São Pedro, e comentou o Evangelho do dia sobre as tentações às quais Jesus é submetido no deserto. Nesta noite o início dos Exercícios Espirituais.

As tentações representam “a ilusão de poder obter o sucesso e a felicidade”. Estas são palavras do Papa Francisco no Angelus deste domingo (10/03) na Praça São Pedro, comentando o Evangelho do dia sobre as tentações às quais Jesus é submetido no deserto.

“As três tentações indicam três caminhos que o mundo sempre propõe, prometendo grandes sucessos: a ganância de possuir, a glória humana, a instrumentalização de Deus”, disse o Papa.

“São esses os caminhos que são colocados diante de nós, com a ilusão de poder alcançar o sucesso e a felicidade, enfatizou  Francisco. “Mas, na realidade, esses caminhos são completamente estranhos ao modo de agir de Deus; na verdade, eles nos separam d’Ele, porque são obras de Satanás”.

Falando da ganância de possuir, o Papa explicou que “esta é sempre a lógica insidiosa do diabo. Ele parte da natural e legítima necessidade de se alimentar, de viver, de realizar-se, de ser feliz, para nos impulsionar a acreditar que tudo isso é possível sem Deus, ou melhor, até mesmo contra Ele”.

Sobre a instrumentalização de Deus, o Santo Padre explicou, que se trata da tentação “de querer puxar Deus para o nosso lado’, pedindo-lhe graças que na realidades servem para satisfazer o nosso orgulho”.

“Jesus, enfrentando pessoalmente essas provações, vence por três vezes as tentações para aderir plenamente ao plano do Pai. E nos mostra os remédios: a vida interior, a fé em Deus, a certeza de seu amor. Portanto, aproveitemos da Quaresma, como tempo privilegiado para nos purificarmos, para experimentarmos a presença consoladora de Deus em nossa vida”.

O Papa então concluiu sublinhando:

“ Jesus ao responder ao tentador, não entra em diálogo, mas responde aos três desafios somente com a palavra de Deus. Isto nos ensina que com o diabo não se dialoga, não devemos dialogar, somente se responde a ele com a palavra de Deus. ”

Em seguida o Papa rezou a Oração mariana do Angelus e concedeu aos milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro a sua Benção Apostólica.

Após a Oração e a Benção Francisco recordou que ontem em Oviedo (Espanha), foram proclamados  beatos os seminaristas Angelo Cuartas e oito companheiros mártires, assassinados  por ódio a fé em um tempo de perseguição religiosa. Esses jovens aspirantes ao sacerdócio – disse Francisco – amavam tanto o Senhor, chegando a segui-lo no caminho da cruz. O seu heroico testemunho ajude os seminaristas, os sacerdotes e os bispos a permanecerem límpidos e generosos para servir fielmente ao Senhor e ao povo santo de Deus.

Depois de saudar as famílias, aos grupos paroquiais, às associações e a todos os peregrinos que vieram da Itália e de diversos países, o Santo Padre desejou  a todos que o “caminho quaresmal, recentemente iniciado, seja rico de frutos”. Pediu ainda uma recordação na oração por ele e seus colaboradores da Cúria Romana, que nesta noite iniciam a semana de Exercícios Espirituais.

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Fonte: Vatican News