Ele venceu e nós também venceremos!

Romulo Romanato – Neste dia 6 de abril, celebramos 75 anos da libertação do Padre José Kentenich, nosso Pai e Fundador, do Campo de Concentração de Dachau. Essa data é um convite de Deus, para refletirmos sobre a atuação do Fundador ali.

Essa é uma bela oportunidade para refletirmos sobre o que ele viveu e o momento que estamos vivendo. Verás que ele foi vencedor e seremos nós também, na força da Aliança de Amor!

Logo ao chegar no Campo de Concentração em Dachau, nosso Pai e Fundador, Padre José Kentenich foi conduzido, em fila, a um lugar, onde os dados pessoais do prisioneiro eram registrados. Ali, o prisioneiro sentava-se em uma cadeira, era fotografado e registrava-se. Ao final, simplesmente para não pronunciar a palavra “seguinte”, o guarda apertava um botão que acionava uma agulha, que saltava do assento da cadeira e feria o prisioneiro. A reação de todos os prisioneiros era que, imediatamente, davam um salto, pois além do susto, tinha a dor.

Quando chegou a vez do Padre Kentenich e foi acionado esse botão, mesmo sendo machucado, ele permaneceu sentado e aparentemente tranquilo, obrigando o guarda, muito admirado, a dizer-lhe que podia prosseguir. Essa era apenas o início da vivência de um Santo, no Campo de Concentração de Dachau.

“Nunca vi uma pessoa tão tranquila”

Ele foi conduzido, inicialmente, ao pavilhão 13, o pior de todos. A tática dos nazistas era simples: quebrar toda consciência moral dos prisioneiros, tirando-lhes a dignidade. Assim se esqueceriam de quem eram, de suas personalidades, e dominados pelo medo, dos castigos e sofrimentos ou da morte, seguiriam apenas e de modo desordenado os instintos humanos.

Nessa situação, testemunha o Reitor Heinz Dresbach que “nunca tinha visto uma pessoa tão tranquila como o Padre Kentenich. Os presos novos tinham muito medo e ele podia tranquiliza-los. Ensinou-lhes como podiam se comportar, para que não tivessem problemas com os responsáveis”. (Escritos de Dachau). Padre Kentenich sentia muita alegria, quando podia partilhar as partículas consagradas que recebia, clandestinamente, dos outros sacerdotes. Ficou cinco meses nesse pavilhão e, na sequência, foi transferido para os pavilhões 13 e 24, chegando finalmente, no pavilhão 26, onde ficou a maior parte do tempo em Dachau.

Tornar o pavilhão 26 um Farol

O pavilhão 26 abrigava os sacerdotes, principalmente os alemães. Padre Kentenich os encontrou moralmente abalados, vivendo pelo instinto do medo, da fome, da sobrevivência. A moral e a personalidade da maioria daqueles Sacerdotes, praticamente, estavam comprometidos, pois não pensavam e nem agiam como personalidades. Mas, a força mental do Padre Kentenich era tamanha, que absolutamente nada o fazia temer, nada o fazia vacilar, tampouco reclamar, pois tinha a confiança absoluta na proteção da Mãe Três vezes Admirável e a Fé pratica na Divina Providência. Ele sabia que o bom Deus falava, com ele, por meio dos acontecimentos.

Sua missão era objetiva: transformar cada pavilhão, por onde passava, num Farol de Luz, no meio das trevas daquele Campo de Concentração. Se o Campo era um pedaço do inferno, Padre Kentenich construía, desde o primeiro momento, um pedaço do céu. Fez muitas coisas lá, a começar pela restauração moral dos sacerdotes, mostrando a eles a dignidade que tinham e que o Senhor, ao qual serviam, jamais os abandonou. Seriam eles os faróis para que, tantos quanto possível, pudessem ter suas mentes e almas iluminadas.

Ele era esse Farol

No início, muitos nem deram muita atenção, porque logicamente pensaram: esse discurso não suportará algumas semanas nesse inferno. Logo descobriram que ele seguia firme e que sua paternidade abrasava todos. Organizou o pavilhão, tinham as orações, celebrações, tudo as escondidas. Partilhava até a sua ração (assim era chamada a alimentação) para aqueles que necessitavam mais. Mostrou-lhes que a Mãe de Deus iria se Clarificar, a Mãe de Deus seria a Vencedora. Aliás, a palavra vencedora não lhe saia dos lábios e, tampouco, do coração. Prestem atenção: Ele pregava retiro, em latim, aos sacerdotes naquele pavilhão. Repito: Ele pregava Retiro Espiritual, no meio do pedaço do inferno aqui na Terra. Escreveu o mais lindo documento de Schoenstatt, o Rumo ao Céu, no Campo de Concentração. O Hino da Minha Terra, sua obra predileta, iniciou numa noite em que a Pandemia do Tifo indicava a morte certa naquele Campo. Esse hino “foi escrito na noite mais sombria da prisão”, disse ele.

Nosso “pavilhão” atual

A vivência do Padre Kentenich, no Campo de Concentração, durou praticamente quatro anos. É impossível escrever todas as experiências, nessas poucas linhas, e nem é o sentido do texto. Podemos falar disso em outro momento. O objetivo dessas linhas é fazer um paralelo entre o que ele viveu e a transformação que ele promoveu no Pavilhão 26, versus o momento que estamos vivendo. Não estamos em um Campo de Concentração e não desejo fazer nenhuma comparação, porque experiências de um Campo são inigualáveis e completamente diferentes da nossa situação, pois muitos de nós estamos em nossas casas e, de algum modo, temos acesso a quase tudo. A nossa casa jamais pode ser considerada uma prisão.

Entretanto, essa Pandemia, que trouxe um pânico mundial, está mexendo com as estruturas econômicas do planeta e esse medo pode fazer brotar em nós, algo que normalmente surge nesses momentos de temor e pânico: o nosso instinto animal, o instinto irracional de sobrevivência. O medo e o pânico, diante da possibilidade da morte, faz o homem cometer atrocidades, barbaridades nunca vistas e ele passa a ter um pensamento egoísta. “Não é justo comprometer 99% da população por conta de 1% dos vulneráveis”, dizem muitos. No Irã, nesses dias, tentaram colocar fogo em um hospital que abrigava os contaminados pelo COVID 19. Tudo isso me faz lembrar a passagem em que Caifás, numa reunião no Sinédrio, sentencia: Não é justo que todo o povo pereça. O texto diz assim:

“Entretanto, um dentre eles, chamado Caifás, que naquele ano era o sumo sacerdote, disse a eles: ‘Vós falais do que não compreendeis. Nem considerais que é do vosso interesse que morra um só homem pelo povo, e não pereça toda a nação.’” (Jo 11, 49-50) Assim foi decidida a morte de Jesus.

É possível transformar o “inferno” num pedaço de céu

Voltemos ao Campo de Concentração: O que o Padre José Kentenich nos ensinou naquele Campo? Que não importa o inferno que estejamos vivendo, podemos sempre transformar esse inferno num pedaço do céu aqui na terra: podemos ser sempre um pavilhão 26.

Diante desse turbilhão de opiniões, decisões, decretos e leis, como eu, cristão schoenstattiano, me comporto? Como posso, nesse isolamento em que estamos vivendo, transformar o meu lar, o meu escritório, o meu comércio, a minha família, a minha fábrica, a minha comunidade, no Farol Luminoso do pavilhão 26? Ou seja, ser um luzeiro nessas noites escuras.

Podemos fazer a diferença nessa pandemia. A Mãe de Deus pode irradiar muita luz, por meio de nossos Santuários Lares, do nosso cantinho de oração. Basta que deixamos ser usados, como instrumentos, pela Mãe de Deus. Ela deseja, ainda mais do que antes, ajudar seus filhos.

Ela será a Vencedora

Não entre na onda do mundo, do que pensa um e do que acha o outro. Pense como um cristão, pense como um schoenstattiano. Padre José Kentenich selou uma Aliança de Amor com a Mãe de Deus, no Santuário em Schoenstatt, e nós estamos inseridos nessa Aliança. Ela está cuidando, particularmente, de cada filho seu. Ela será a Vencedora, pois ela é a Rainha três vezes Admirável. Isso não pode sair de nossa mente nem por um instante: o mundo não está desgovernado e jamais estará. Deus sempre o está conduzindo, mas, muitas vezes a tinta de suas linhas, no escrever, é um pouco mais forte.

Nunca vivenciamos tanto a família como Igreja Doméstica

Olha o que essa Pandemia resgatou: a Igreja doméstica. Estava adormecida e estava esquecida. Estava nas literaturas, mas o povo tinha se esquecido disso. Nunca tínhamos vivenciado, na prática, a experiência de ser a Igreja doméstica, onde estamos, hoje, assistindo as Celebrações Eucarísticas, onde estamos rezando como nunca rezamos.

Padre Kentenich passou três Páscoas e três Natais no Campo. Ali foram as suas celebrações. O mesmo não acontecerá conosco nessa Páscoa? Cada família está passando unida a maior Celebração da Igreja, que é a Ressurreição do Senhor. Já passamos o domingo de Ramos e passaremos o Tríduo Pascal: Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor! Estaremos reunidos em família, em nossa Igreja doméstica, como os primeiros cristãos celebravam esse momento! Ninguém jamais poderia imaginar.

Como conseguir tamanho equilíbrio durante essa pandemia?

Precisamos mais do que nunca “romper as talhas” com tantas contribuições ao Capital de Graças, que moveremos a Mãe de Deus a Clarificar-se nessas trevas. Cada oração deve ser um brado: Clarifica-te Mãe! Mostra-te Vencedora! Empunha o Cetro, Mãe, protege essa tua Igreja, protege os teus filhos!

Não perca a chance, porque tudo vai passar!

Esse momento, por pior que possa ser, irá passar. Podemos, então, refletir: Como estarei, quando ela acabar? Estarei mais consciente, estarei mais solidário, estarei com valores da nossa vida na ordem de grandeza que realmente deve ocupar? Onde estará esse Deus que tenho tanto clamado? Aliás, o que o bom Deus está nos falando a cada dia? Não perca essa oportunidade única.

Esta é a nossa hora!

Como ocupo esse tempo que me foi dado?  Será muito triste se passarmos essa Pandemia e não termos aprendido nada. Não conte com o mundo. O mundo é que conta com você, como um farol, como um luzeiro na noite escura. Essa é a nossa hora. Por isso, estamos nesse momento da história, para fazer a diferença. Somos schoenstattianos e fomos forjados na guerra, ou seja, nascemos para isso.

Seja Luz nesse momento: você pode!

Você pode até pensar, mas não tenho essa força de ser um farol, sou tão fraco, também estou com muito medo. Eu digo, coragem: lembre-se também que um pequeno farolete e até a luz dos nossos celulares são capazes de romper a escuridão e iluminar uma noite escura. Faça aquilo que está ao seu alcance, porque a fonte dessa Luz não é nossa, vem do Alto. A Mãe de Deus precisa nesse momento de instrumentos, dóceis e que se colocam a disposição. Isso todos nós podemos.

Esses dias estava a maior discussão no grupo de whatsapp do condomínio em que moro e ninguém se entendia. Eu entrei na conversa e escrevi: “Gente, perda de tempo discutir quem está certo, porque como diz um ditado antigo: ‘Em casa que falta o pão, todo mundo grita e ninguém tem razão.’ Nesse momento, muitas casas estão sem pão. Que tal nos unirmos e doarmos alimentos para as famílias necessitadas, do bairro vizinho?” Foi uma onda positiva no grupo: Todo mundo topou! Conseguimos arrecadar 102 cestas básicas e doamos para essas famílias. Agora, os membros do grupo estão dizendo que irão continuar a arrecadar.

Ela impera em nossa terra

Para finalizar relembro um dos escritos prediletos do nosso Pai e Fundador, nas noites escuras de Dachau, em homenagem a ele, por ser um filho heroico, que confiou plenamente na Mãe, Rainha e Vencedora de Schoenstatt e hoje são tão atuais em nossas vidas:

“Conhece a terra tão rica e pura, reflexo da beleza eterna, onde almas nobres e fortes desposam o Cordeiro de Deus; onde olhos brilhantes irradiam calor e mãos bondosas aliviam sofrimentos; onde mãos puras se unem constantemente em oração, para banir os poderes do inferno? Sim, eu conheço esta terra maravilhosa, é o prado de sol no brilho do Tabor, onde nossa Senhora Três Vezes Admirável impera no meio de seus filhos prediletos e retribui fielmente todos os dons de amor, revelando sua glória, sua infinda e rica fecundidade: é minha terra natal, minha terra de Schoenstatt”  (Rumo ao Céu 601).

Fotos: Ir. M. Nilza P. da Silva

Fonte: schoenstatt.org.br

” no ouvido

“O ‘Ave’ no ouvido (Lc 1,26-38). De onde vem ‘Ave’? Do próprio Deus! Quem envia a saudação a Maria? O Deus eterno, a Santíssima Trindade, através de um mensageiro. E os teólogos fazem questão de destacar que o Anjo não vem com uma ordem, mas com uma proposta. Portanto, o Deus eterno se dirige à livre vontade da querida Mãe de Deus.

“Queres? Nós gostaríamos, e tu estás disposta?” o Anjo do Senhor anunciou a Maria. E aqui, como dizem mais uma vez os teólogos, Nossa Senhora está como representante da natureza humana. Nela a humanidade, a natureza humana deve dar o seu “sim” livre para a encarnação da Palavra eterna.

O ‘Ave’ no ouvido, o que isso quer dizer? Admiremo-nos, apesar de Nossa Senhora ter uma posição profundamente sobrenatural, admiremos seu “sim” original e humilde! O que foi que Ela fez? O mesmo que deveríamos fazer ao perguntar como, quando e onde Deus nos manifesta, de algum modo, um desejo. São três pontos: primeiro ela refletiu no que o Anjo lhe dizia. Naturalmente, era algo incompreensível. Ela nunca tinha pensado em ser mãe do Verbo Eterno, do Redentor. Refletiu. E como não conseguiu entender, perguntou: “E como se fará isso?” Quando recebeu a resposta sobre o como, (recebeu) uma resposta singular. – Qual foi essa resposta? “Para Deus nada é impossível”, – simplesmente uma indicação da onipotência de Deus. O seu espírito se aquietou e Ela pronunciou seu “sim” decidido, de coração.

Caros ouvintes, o que seria de nós sem esta cena da Anunciação! O que seria do mundo, o que seria de nós se Nossa Senhora, em nome do gênero humano, não tivesse pronunciado o “sim” ? (…) Será que também nós, numa alegria sincera, a cada dia, sempre nos alegramos com Ela?”

Sermão para a Comunidade Alemã de São Miguel, Milwaukee/EUA, em: Com Maria ao Novo Milênio, p.44.

Padre Kentenich nos ensina sobre Maria: o ‘Ave’ no ouvido

“O ‘Ave’ no ouvido (Lc 1,26-38). De onde vem ‘Ave’? Do próprio Deus! Quem envia a saudação a Maria? O Deus eterno, a Santíssima Trindade, através de um mensageiro. E os teólogos fazem questão de destacar que o Anjo não vem com uma ordem, mas com uma proposta. Portanto, o Deus eterno se dirige à livre vontade da querida Mãe de Deus.

“Queres? Nós gostaríamos, e tu estás disposta?” o Anjo do Senhor anunciou a Maria. E aqui, como dizem mais uma vez os teólogos, Nossa Senhora está como representante da natureza humana. Nela a humanidade, a natureza humana deve dar o seu “sim” livre para a encarnação da Palavra eterna.

O ‘Ave’ no ouvido, o que isso quer dizer? Admiremo-nos, apesar de Nossa Senhora ter uma posição profundamente sobrenatural, admiremos seu “sim” original e humilde! O que foi que Ela fez? O mesmo que deveríamos fazer ao perguntar como, quando e onde Deus nos manifesta, de algum modo, um desejo. São três pontos: primeiro ela refletiu no que o Anjo lhe dizia. Naturalmente, era algo incompreensível. Ela nunca tinha pensado em ser mãe do Verbo Eterno, do Redentor. Refletiu. E como não conseguiu entender, perguntou: “E como se fará isso?” Quando recebeu a resposta sobre o como, (recebeu) uma resposta singular. – Qual foi essa resposta? “Para Deus nada é impossível”, – simplesmente uma indicação da onipotência de Deus. O seu espírito se aquietou e Ela pronunciou seu “sim” decidido, de coração.

Caros ouvintes, o que seria de nós sem esta cena da Anunciação! O que seria do mundo, o que seria de nós se Nossa Senhora, em nome do gênero humano, não tivesse pronunciado o “sim” ? (…) Será que também nós, numa alegria sincera, a cada dia, sempre nos alegramos com Ela?”

Sermão para a Comunidade Alemã de São Miguel, Milwaukee/EUA, em: Com Maria ao Novo Milênio, p.44.

“Sim, eu conheço esta terra maravilhosa”

Álvaro Coutinho – Hoje é um dia muito importante para toda Família de Schoenstatt do Brasil Tabor, pois recordamos os 73 anos da primeira visita do Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, em terras brasileiras.

Ele chegou ao nosso país em 16 de março de 1947. Nessa ocasião, Pe. Kentenich realizou essa grande viagem missionária para visitar as Irmãs de Maria de Schoenstatt que haviam chegado aqui há 12 anos, em junho de 1935. E também, como ele mesmo afirmou: “Por que vim até aqui? Vim para experimentar as glórias da querida Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt” (Santa Maria/RS, 18 de março de 1947).

 A estadia no Brasil durou quase cinco meses, do dia 16 de março a 8 de agosto. Essa primeira viagem se deu, para o Pe. Kentenich, após um período de duras provas no campo de concentração de Dachau e também de vitoriosidade da Mãe de Deus. Junto com os desafios da guerra, ele experimentou a proteção extraordinária da Mãe e a fidelidade dos filhos de Schoenstatt à Aliança de Amor, então estava ainda mais certo de que Schoenstatt era verdadeiramente uma Obra de Deus. Assim, decidiu difundir sua Obra à toda Igreja e para todo o mundo, realizando diversas viagens mundiais.

 

Aqui é bom estar

Então, no dia 16 de março de 1947, Pe. José Kentenich pisa pela primeira vez na “Terra de Santa Cruz”, o Brasil. Na cidade de Recife/PE acontece uma parada rápida para o abastecimento da aeronave. Continuou viagem até o Rio de Janeiro/RJ e pousaram na Ilha do Governador, onde hoje encontra-se o Aeroporto Internacional do Galeão. Lá, à sua espera, estava a Ir. M. Norbeta Schulte, que, com muito sacrifício, chegara do Rio Grande do Sul para acolher o Pai e Fundador. “A barquinha atracou, mas devíamos ficar onde estávamos, por causa da interdição… De repente, vi seu rosto pela janela e pude abanar para ele pela primeira vez. Mais um pouco e ele desembarcou. Ereto, livre e intrépido era o seu passo. Julguei ver um prodígio vivo. O nosso fundador logo me viu e acenou”[1], contou ela sobre esse marcante momento de reencontro – podemos imaginar tamanha emoção que ela sentiu, não é?

No dia seguinte, Pe. Kentenich e Ir. M. Norberta seguiram viagem rumo a Santa Maria/RS, passando ainda por Porto Alegre/RS e Santa Cruz do Sul/RS.

 

Sintonizados no mesmo tom

Depois de uma longa viagem, em 18 de março, Pe. Kentenich chega a Santa Maria, onde estavam as Irmãs de Maria. “É verdade que os rostos são estranhos, que a língua é estranha, mas nossa vida interior está sintonizada no mesmo tom”. Essas foram algumas das primeiras palavras que o Pe. Kentenich dirigiu à Família de Schoenstatt do Brasil. Podemos claramente perceber, nessa primeira saudação, a sua confiança vitoriosa na Mãe de Deus e a grandiosidade da missão de Schoenstatt para a Igreja e o mundo. A linguagem de Schoenstatt, da Aliança de Amor com Maria, é o que nos une e torna-se universal.

No decorrer dessa primeira viagem, Pe. Kentenich também ajudou as Irmãs de Maria a descobrirem o ideal de sua província no Brasil. Juntos, eles perceberam que o “Tabor” seria o cerne de toda a identidade nacional de Schoenstatt (a princípio, um ideal somente para o Instituto das Irmãs de Maria e, posteriormente, para toda a nação). Este ideal contêm a essência daquilo que hoje é missão para toda nossa pátria. Uma missão para nós!

Nessa data histórica em que recordamos, com gratidão, o dia no qual nosso Fundador veio até nós, peçamos a graça de que ele nos visite hoje novamente! Que ele nos sinalize o caminho, que, como Pai, nos ensine a andar sempre! Não parar! E cumprirmos a cada dia nossa missão.

 

REFERÊNCIAS:

– Passos de um Pai. Pe. Estevão J Uriburu

– Tabor nossa Missão, col. Brasil Tabor, vol 1

 

[1] Crônicas das Irmãs de Maria de Schoenstatt

Foto: 9 de abril de 1947, Padre Kentenich parte para o Uruguai, finalizando sua primeira visita ao Brasil.

Fé, atitude, confiança: Pe. Kentenich e as epidemias

 

Karen Bueno – “Mãe, acolhe-nos solícita sob teu manto, que nosso viver seja sempre no céu.
Protege-nos da fome, de epidemias e incêndios, a nós que, em grande aflição, recorremos a ti” (Rumo ao Céu, 501)

Imagine que você é um prisioneiro inocente e foi confinado, por um regime autoritário, em uma cadeia superlotada. Ainda por cima, está desnutrido pela fome e surge uma grave epidemia mundial. Se o coronavírus assusta em 2020, mais difícil ainda é imaginar essa situação que aconteceu no início da década de 1940 – e foi justamente ela que o Pe. José Kentenich vivenciou ao ser levado para o campo de concentração de Dachau.

Medo? Não! Fé Prática na Providência

Essa situação descrita acima permite aprender muitas coisas diante da atitude do Fundador de Schoenstatt, destacamos três delas…

1. Fé na Providência: Pe. Kentenich interpretava a situação do tempo e mostrava que Deus só permite o mal para trazer um bem ainda maior. Por exemplo: cada vez que uma crise dessas inicia, torna-se também um momento de reavivamento, da empatia, da solidariedade.

2. Atitude: Se nosso Fundador vivesse (fisicamente) em 2020, certamente seguiria todas as orientações de higiene e prevenção, pois ele não era “de ficar parado”, como vemos na sua biografia: “Devido às suas múltiplas e boas relações, o Pe. Kentenich foi um dos prisioneiros que, logo após a irrupção da epidemia (de tifo), estava a par da gravidade da situação. Sem hesitar, pediu a Schoenstatt, pelo correio secreto, que mandassem, o mais depressa possível, vacinas contra o tifo. Em consequência desse pedido, as Irmãs de Maria, que tinham a seu encargo um hospital militar aparelhado para o combate de epidemias, mandaram a Dachau soro suficiente, de modo que já no fim de dezembro de 1944, todos os padres do bloco 26, tanto alemães como de outras nacionalidades, tinham sido vacinados”. [1]

3. Confiança: Quando a situação se complicou pelas epidemias, Pe. Kentenich continuou seu trabalho espiritual em favor dos companheiros de prisão, “sem temor e sem alteração”. Confiava no poder e no cuidado da Mãe de Deus. Preocupava-se principalmente em preparar seus companheiros para as dificuldades que poderiam surgir.

 

Com fé, confiança e prontidão, pedimos a intercessão do nosso Fundador, diante das dificuldades do nosso tempo, rezando:

Deus, nosso Pai! Atende-nos, em nossas intenções, por intercessão do Pe. José Kentenich (pedir a graça) Realiza sinais e milagres, como testemunho de sua santidade. Concede-lhe, em breve, a honra dos altares, a fim de que muitas pessoas encontrem o caminho que conduz a ti. Por isso, te pedimos, com Maria, nossa Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

Curiosidade: O “Hino da Minha Terra” foi escrito pelo Pe. José Kentenich no terrível período da epidemia de tifo, no inverno de 1943, quando centenas de prisioneiros morriam e a insegurança existencial para muitos se tornava insuportável. Na festa da Candelária, em 2 de fevereiro, o Pe. Kentenich compôs as quatro primeiras estrofes, a sexta e o refrão. A quinta estrofe foi escrita mais tarde, em data, que não se pode precisar. O autor salientou muitas vezes que este cântico luminoso surgiu na mais escura noite de Dachau. O Hino da Minha Terra é uma das orações mais conhecidas presentes no Rumo ao Céu (livro de orações escrito pelo Pe. Kentenich no campo de concentração).

 

[1] MONNERJAHN, Engelbert. Padre José Kentenich: Uma vida pela Igreja. III parte, capítulo 2 – A prisão (Terceira etapa)

Fonte: schoenstatt.org.br

Padre Kentenich atento às necessidades

 

Ir. M. Ana Paula R. Hyppólito – Estamos a poucos dias de iniciar a Campanha da Fraternidade que, neste ano, tem o bom samaritano como tema de reflexão. Olhando para a vida do Pe. José Kentenich, podemos perceber que ele foi um “bom samaritano” para inúmeras pessoas. Cada pessoa que Deus colocava em seu caminho, era por ele contemplada mais profundamente, ele sentia compaixão de seus sofrimentos, de suas misérias físicas ou morais e, efetivamente, as ajudava com aquilo que lhe era possível: com palavras de consolo e conforto, com sábias orientações, com o dom do perdão, com acertado aconselhamento. Desse modo, ele fazia “curativos” nas feridas da alma e ajudava a pessoa a reerguer-se, a assumir sua vida, sua condição, sua missão, sempre com liberdade e profunda vinculação a Deus e à Mãe de Deus. O Pe. Kentenich também esteve atento a pequenas coisas que as pessoas precisavam, como um copo de leite, um objeto, um sorriso.

A seu exemplo, queremos fazer desta Quaresma que se aproxima um momento de verdadeiro exercício: ver, sentir compaixão e ajudar quem Deus coloca em nosso caminho. Da eternidade, o Pe. José Kentenich continua a ser um “bom samaritano”, peça a ajuda dele em todas as situações, rezando por sua beatificação.

“Deus, nosso Pai! Atende-nos, em nossas intenções, por intercessão do Padre Kentenich, (pedir a graça…). Realiza sinais e milagres, como testemunho de sua santidade. Concede-lhe, em breve, a honra dos altares, a fim de que muitas pessoas encontrem o caminho que conduz a ti. Por isso te pedimos, com Maria, nossa Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!”

Fonte: schoenstatt.org.br

Dachau: Conheça o projeto “Nomes em vez de números”

Karen Bueno – Recém recordamos que há 78 anos nosso Pai e Fundador, Padre José Kentenich, aceitou livremente ir para o Campo de Concentração de Dachau, onde esteve preso até abril de 1945. No ano passado, em 22 de outubro, o nome do Pe. José Kentenich foi finalmente adicionado ao livro de memórias do campo de concentração de Dachau. Até então, constava no livro apenas seu número de prisioneiro: 29.392.

Esse fato se deve ao projeto “Nomes em vez de números” (Namen statt Nummern), desenvolvido para resgatar a memória dos prisioneiros que passaram pelo campo de concentração (mais de 188 mil pessoas).

Como se conhece sobre a história, cada prisioneiro que chegava ao campo recebia um número tatuado sobre a pele. Esta sequência numérica tornava-se a identidade da pessoa: ela já não tinha nome ou endereço, deixava de ser alguém, era apenas um número.

O objetivo do projeto, como o próprio título indica, é evidenciar “nomes em vez de números”, é contar a história de vida dessas pessoas que por ali passaram.

O que é o livro de memórias?

O livro de memórias é uma coleção de biografias dos ex-prisioneiros do campo de concentração de Dachau.

Ele é escrito por voluntários que pesquisam traços e coletam documentos e fotos. Usando informações de várias fontes, literaturas sobre eventos históricos e lembranças de sobreviventes ou parentes, eles reconstroem a história de vida dessas pessoas. Assim, os indivíduos não desaparecem atrás dos números, como vítimas anônimas, mas dão testemunho de um episódio doloroso e real na história da humanidade.

Cada prisioneiro tem direito a quatro páginas – chamadas “folhas de memória – com um design individual expressando sua identidade.

As “folhas de memória” ficam expostas na Igreja Evangélica da Reconciliação, no campo de concentração de Dachau. Uma tela de leitura digital permite que as páginas sejam visualizadas e lidas. A cada ano, em 22 de março, novas contribuições são apresentadas publicamente e adicionadas ao livro de memórias.

Você também pode ver!

As páginas também estão disponíveis na internet, pelo site: gedaechtnisbuch.org

Para pesquisar os prisioneiros você clica, no menu, sobre a letra do sobrenome do prisioneiro. Por exemplo: para ver a página dedicada ao Pe. José Kentenich você clica na letra “K”, de Kentenich.

Além do Fundador, também há “folhas de memória” de outros prisioneiros schoenstattianos, como o Pe. Albert Eise, o Beato Pe. Karl Leisner, o Dr. Friedrich Kühr e o Beato Pe. Alojs Andritzki.

Acesse o livro e o site do projeto: gedaechtnisbuch.org
Veja as “folhas de memória” dos prisioneiros schoenstattianos:

 

Com informações de s-ms.org e gedaechtnisbuch.org

Publicado em: schoenstatt.org.br

Resiliência: O que aprendemos com nosso Fundador

       

 

Durante toda a vida o Pe. Kentenich foi uma pessoa resiliente e, muito especialmente, o foi no campo de concentração

Joana Louzada – Temas como superação e resiliência, estão sendo bastante debatidos, abordados e estudados nos dias atuais. A capacidade de enfrentamento diante de situações adversas e traumáticas, a reconstrução do indivíduo, a força e a coragem de começar cada vez de novo, são algumas das habilidades de alguém, dito, resiliente, numa visão psíquica e social. Ditos populares, como:

“Quem não tem cão, caça com gato”,
“Do limão, fazer uma limonada”,
etc.,

falam dessas habilidades de maneira mais simples. Falam de adaptação, da capacidade de mudanças para algo melhor de um jeito leve, mas que carregam verdades pelas quais precisamos passar no dia a dia.

A resiliência implicaria, então, numa visão psicanalítica, na capacidade do psiquismo em deter aquilo que se apresenta como trauma, despertando novas condições psíquicas de enfrentamento. Nesta situação o sujeito é capaz de apresentar um potencial criador de valor determinante para uma ação transformadora. Por outro lado, a vulnerabilidade tem a ver com uma carência de recursos do eu (ego) aparecendo, desta forma, distorções cognitivas, dificuldade na elaboração de lutos e estilos de enfrentamento inadequados frente às diversas situações traumáticas.

Considerando a construção da estrutura e personalidade de alguém desde os primeiros anos, vê-se claramente a necessidade e a importância dos primeiros afetos, relações, as primeiras construções e referenciais, bem como o ambiente em torno daquele que está sendo formado. Entende-se, aqui, esse ambiente, como tudo aquilo que se apresenta “fora” da pequena criança em desenvolvimento.

Desde a infância…

Pe. José Kentenich tem muito a ensinar a respeito deste tema. Conhecendo sua história mais profundamente é possível perceber como seus primeiros anos de vida não foram fáceis e em sua caminhada apresentam-se situações desafiadoras e traumáticas para uma criança tão pequena. Desde muito cedo foi obrigado a enfrentar momentos de perdas, separações e solidão, porém, também cresceu podendo sustentar-se na certeza de que era muito amado. Mesmo quando precisou realmente separar-se fisicamente de sua mãe, foi tomado de um profundo amor por Maria, que passa a ser a grande educadora de seu coração e a garantia de sua vinculação mais profunda a Deus. A confiança em seus cuidados de Mãe, desde então, se torna o maior alicerce do Pe. José Kentenich para tudo o mais que precisaria enfrentar.

Tudo isso ele conseguiu transformar em caminhos para seu crescimento. Como ele mesmo relata mais tarde: “Se não virem por trás de mim o bom Deus, é evidente que não compreenderão nada” [1].

Decisão heroica

Acompanhando a história de Schoenstatt, nós nos deparamos com o 20 de janeiro: segundo marco histórico da Obra, quando contemplamos a decisão heroica e livre do Pai e Fundador de deixar o bom Deus atuar sobre sua vida, ainda que isso lhe custasse a prisão pelo regime nazista e a ida para o campo de concentração.

Novamente o sofrimento passa a acompanhar o Pai e Fundador de Schoenstatt! Mais uma vez Deus o coloca diante da incerteza, do medo, do perigo, da separação e solidão. E novamente a capacidade de enfrentar tal situação se baseia naquela que desde sempre foi o grande esteio da vida do Pe. Kentenich: Maria, Mãe de Deus e sua (nossa) também.

Transformando o inferno em céu

A história mundial conta os horrores do tempo de guerra! Não é segredo e não podem ser escondidas as atrocidades cometidas com os prisioneiros dos diversos campos de concentração. Em meio aos trabalhos forçados, aos castigos, ao perigo de morrer a qualquer instante, à fome, humilhação e todas as barbáries que eram cometidas e expostas aos prisioneiros, Pe. Kentenich foi capaz de “retirar-se” e aproveitar a situação para continuar sua missão de levar o nome de Maria e fazer conhecer o seu poder. Nas situações adversas ele podia falar do amor misericordioso de Deus, falava aos sacerdotes, compôs o livro de orações “Rumo ao Céu”, cativou outros corações para tudo aquilo que ele amava e tinha certeza de ser sua grande missão: anunciar Maria! Sabemos que Institutos de Schoenstatt foram fundados nesse caos.

O inferno que era Dachau tornou-se um céu, um lugar de criação e de comunhão com Deus. Cada pequena situação, uma oportunidade para provar a confiança nos planos e permissões de Deus. Sem dúvidas, humanamente falando, Kentenich foi capaz de suportar esses anos, uma vez já fortalecido por tudo o que desde cedo precisou enfrentar. Seus anos de infância, suas dúvidas de adolescente, suas batalhas internas o tornaram mais forte para esse momento.

Mais uma vez Pe. Kentenich podia sentir-se o filho amado, apesar da situação de abismo, quando tudo indicava o sofrimento e a morte. Sua confiança inabalável na providência de Deus e nos cuidados de Maria eram seus pilares em meio à guerra e a tudo o que ela trouxe. MPHC! (Mater Perfectam Habebit Curam! A Mãe cuidará perfeitamente!)

Para cada um que deseja ser também resiliente, fica um ensinamento que, na verdade, não é nada de novo para aqueles que se encontram com Schoenstatt e querem viver a doação à Mãe de Deus e ao seu Santuário:

Fé prática na Divina Providência!

Cada pequena situação, uma saudação de Deus, um cuidado de Maria. Em tudo procurar enxergar a permissão de Deus. Uma conquista, um desafio, um presente, um sofrimento… procuramos vivenciar a fé que nos indica que o Pai está presente e atua em cada situação. A Aliança de Amor, a entrega ao coração da Mãe de Deus, como um filho confiante, se tornam o segredo, alicerce e fortaleza dos filhos de Schoenstatt, de cada cristão.

“Ficamos nisto, permanecemos FIÉIS!”

 

[1] SCHLICKMANN, Dorthea M. Os Anos Ocultos – Padre José Kentenich, Infância e Juventude (1885-1910), Sociedade Mãe e Rainha, Santa Maria/RS, 2008. Pág 16

 

Fonte: schoenstatt.org.br

 

Unidos ao Pai e Profeta neste novo ano

Ir. M. Franciane Castelani – Iniciamos mais um ano sob o olhar e a proteção divina, sob o manto materno de Maria, Mãe de Deus. Ela, a quem tantos filhos invocam com o título de Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, quer educar cada um de nós como filhos verdadeiros de Deus, que o reconheçam como Pai e se decidam, sempre livremente, para viver seu plano de amor e Redenção.

Quem espera e confia em Maria chega a Deus, assim ensinou o Pe. José Kentenich.

Pedimos sua ajuda e intercessão, para que cresça em nós um profundo amor à Mãe de Deus.
Uma jovem contou certa vez:

“Desde pequena eu amava Maria, a Mãe de Jesus, porque via o quanto meus pais e avós a respeitavam e honravam. Mas ainda era algo como ‘piedade popular’, não era tão profundo e ela não estava assim tão próxima de mim na vida do dia a dia. Quando fiquei adolescente e comecei a frequentar o Movimento Apostólico de Schoenstatt, conheci o Pe. Kentenich, por meio dos seus escritos e do que os outros contavam sobre ele. Eu estava muito impressionada com a sua forma de educar, com seu amor a Deus e sobretudo com seu profundo amor à Mãe de Deus. Em minha sede de conhecer mais e melhor o Pe. Kentenich, encontrei nele um Pai e amigo sábio e bondoso. Ele foi uma ponte que me conduziu a Maria, com quem selei a Aliança de Amor, que para mim é forma e norma de toda minha vida.

Apenas iniciamos um novo ano, por isso, peça ao Pe. José Kentenich que lhe ajude a conquistar um profundo amor à Maria, nossa Mãe. Ele se ocupa de suas preocupações, de suas aflições. Não deixe de pedir que ele lhe ajude em todas as situações.

Reze neste dia 15 e peça que ele interceda a graça ou milagre que necessita hoje:

Oração pela beatificação do Pe. José Kentenich

Deus nosso Pai, atende-nos em nossas intenções, por intercessão do Pe. Kentenich (pedir a graça …).
Realiza sinais e milagres, como testemunho de sua santidade.
Concede-lhe em breve a honra dos altares, a fim de que muitas pessoas encontrem o caminho que conduza ti. Por isso te pedimos, com Maria, nossa Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, por Cristo, nosso Senhor. Amém!

 

Foto: Poliane Bôsco

 

Fonte: schoenstatt.org.br

“Nós precisamos mostrá-la ao mundo”

 

Ir. M. Inácia Bett – Mensagem para o dia 15 de dezembro.

Pe. José Kentenich foi consagrado a Deus desde o seio materno. Sua vida foi inteiramente dedicada à missão de conduzir todos a Jesus, por Maria. Em toda a sua vida ele conduziu as pessoas a Jesus desde o presépio até a consumação de seu amor, no alto da cruz, quando nos deixou sua Mãe, como sagrada herança: “Filho, eis aí tua Mãe”.

Pe. Kentenich consagrou todas as suas forças, numa total confiança na Divina Providência e na perfeita obediência nas duras provações, tanto no campo de concentração, como nos 14 anos de exílio. Em ambas as situações, suplicava, para os seus, um profundo e íntimo amor a Jesus e a Maria, a Portadora de Cristo.

Aqui no Brasil, em 1947, pronunciou palavras que podem ser aplicadas à nossa preparação para o Natal: “A Europa foi privada do fundamento de sua cultura que é Cristo. A consequência é que tudo está desmoronando. Quem foi convocado a restituir Cristo ao mundo? A portadora de Cristo. Nós precisamos mostrá-la ao mundo”.

Estamos no tempo do Advento, aguardando a vinda de Jesus, no Santo Natal. Pe. Kentenich nos introduz no mistério da festa, ensinando a preparar um berço para o Deus Menino, em nosso próprio coração e em nossa família. Ao mesmo tempo, ele indica um objetivo apostólico, pedindo à Mãe de Deus que abençoe a grande Família de Schoenstatt, suplicando que nosso pequeno Santuário se torne um novo Belém, para onde acorram representantes de todos os povos e nações. Que desta gruta de Belém jorre uma torrente de graças para o mundo de hoje, reconduzindo todos a Cristo, o pequeno Rei do presépio. Feliz e abençoado Natal!

Fonte: schoenstatt.org.br