Pe. Kentenich nos ensina a confiar na Divina Providência

 

Ir. M. Inácia Bett – A fé prática na Divina Providência é uma mensagem de Schoenstatt e o Pe. José Kentenich viveu dessa fé, em todos os momentos de sua vida. A confiança na Providência Divina lhe dava clareza, força e tranquilidade em aceitar e viver a vontade de Deus, mesmo nas situações mais difíceis, tanto em Dachau, como no longo exílio de 14 anos.

Gostaria de relatar um testemunho de um jovem sacerdote, recém-ordenado, que conheceu o Pe. Kentenich no campo de concentração de Dachau. Este sacerdote estava angustiado e deprimido pelo ambiente que ali reinava. Pe. Kentenich descrevia Dachau como uma cidade de morte, uma cidade de escravos, uma cidade da fome.

Um dia, tocam as sirenes, anunciando ameaça de bombardeios e, na barraca dos sacerdotes, todos se atiram ao chão. Somente um permaneceu de pé, imperturbável, como se nada houvesse. Ao vê-lo assim, aquele jovem sacerdote pensou: esta pessoa não tem medo, ela pode me ajudar a superar a minha angústia. Perguntou quem era e lhe disseram: “É o Padre Kentenich, Fundador de um Movimento mariano e de uma comunidade de Irmãs”. Aproximou-se do Padre Kentenich e lhe disse: “Padre, desculpe, quero apenas fazer-lhe uma pergunta muito importante para mim. A única coisa que lhe peço é que não me engane e me diga a verdade”. O Padre Kentenich respondeu: “De que se trata, meu irmão? Se posso ajudá-lo, farei com muito prazer”. Então veio a pergunta: “Diga-me, o senhor crê que sairemos vivos deste inferno de Dachau?” Pe. Kentenich sorriu e lhe disse: “Irmão, creio que essa não seja a pergunta mais importante neste momento”. O sacerdote, decepcionado, perguntou: “Se não é essa, qual é, então?”

O Pe. Kentenich respondeu: “A pergunta mais importante, neste momento, é se estamos ou não estamos fazendo a vontade de Deus aqui, neste inferno de Dachau”. O sacerdote foi embora, desiludido. Sentiu que seu mundo desmoronava e, naquela noite, não conseguiu dormir. Ficou interiormente magoado, porque pensava: para ele, talvez a vida não seja importante, mas para mim é o mais importante que tenho. Por outro lado, dizia consigo: se não me consolou, ao menos não me enganou… Afinal, como poderia responder à pergunta que lhe fiz? Quem sabe se sairemos daqui vivos ou não? Se me tivesse dito que sim, como o saberia? E se dissesse que não, também, como o saberia? Ao menos que tivesse uma revelação. Na verdade, só Deus o sabe. E o que disse ele? “O importante é fazer a vontade de Deus”. Começou assim a reconciliar-se. No dia seguinte, voltou a encontrar-se e assim, começou sua amizade com o Fundador.

Ele sempre nos ouve

Hoje, muitas vezes recorremos à intercessão do Pe. Kentenich com nossas aflições e necessidades físicas ou espirituais.

Ao recorrer à sua intercessão, esperamos sair com a resposta, ou melhor, com a graça alcançada, assim pensamos que seja a vontade de Deus. O Pe. Kentenich sempre nos acolhe, sempre ouve nossos pedidos, porém nem sempre somos atendidos, da forma como pedimos, porque essa talvez não seja o melhor para nós. Se ele não nos atende como pedimos, também não nos engana. Ele nos ensina a crer no plano de Deus, a crer que a Divina Providência guia nossa vida, conforme a vontade de Deus. Por isso, não desanimemos. Sigamos confiantes de que ele sempre nos atenda e nos ajude a realizar a vontade de Deus e, quanto possível, também intercede a Deus pela realização de nossos pedidos.

 

Referências: Padre Kentenich e a nova ordem social

 

Fonte: schoenstatt.org.br

Uma missão dada, em Schoenstatt, é uma missão cumprida!

Fernando Valderrama – Cada momento na história do Movimento Apostólico de Schoenstatt, com suas ações e seus representantes, marca profundamente o curso dos acontecimentos. O dia 31 de maio de 1949 não passa desapercebido neste sentido, visto que esse momento histórico revela mais do que um marco, mas a própria missão do nosso Movimento Mariano.

           Padre Kentenich no Chile

Pe. José Kentenich, que visitava a América Latina nesse período, é informado sobre a visita canônica ao Santuário Original de Schoenstatt. Dentre as autoridades da Igreja surgiam questionamentos naturais e necessários de se fazer sobre o que era o Movimento Apostólico de Schoenstatt, quem era o Pe. Kentenich e o que significava a presença de Maria na capelinha. Era preciso verificar e aprofundar este novo carisma que despontava na vida da Igreja.

Em respostas às perguntas lançadas pelo visitador apostólico, Pe. Kentenich redigiu aquilo que hoje denominamos como Epístola Perlonga. Nesta carta decisiva ele explica à Igreja toda a originalidade, espiritualidade e pedagogia de Schoenstatt. Pe. Kentenich, dentre linhas e palavras, também expressa nesse documento a importância do ser, pensar e viver orgânicos, frente ao pensar mecanicista que crescia pelo mundo.

Uma entrega à missão

Quando Pe. Kentenich estava em sua visita ao recém fundado Santuário de Bellavista, no Chile, juntamente com as Irmãs de Maria que ali frutificavam a vida de Schoenstatt, ele entregou no altar do Santuário, que “ainda cheirava a tinta”, a primeira parte dessa densa e volumosa Epístola Perlonga. Esse gesto foi um pedido para que a Mãe de Deus conduzisse o diálogo com o Bispo de Treves e as portas da Igreja se abrissem, por fim, ao novo Movimento.

 

 

Pe. Kentenich foi cuidadoso e atencioso no esclarecimento de todas as questões levantadas pelo relatório da visita. Questões que hoje soam como triviais e de respostas óbvias – como o Capital de Graças, e a troca de corações com Maria, a relação do Fundador com sua Obra – tudo isso foi questionado e esclarecido.

Na fé prática da Divina Providência, Pe. Kentenich coloca sobre o altar seu “manual do viver orgânico”, buscando, de mãos dadas com Maria, ser um elemento integrador, vinculado, no contato filial com Maria e com Jesus, conduzindo todos a sermos organismos do amor ao próximo e a Maria.

Um herói que viveu a filialidade heroica

E por que não, neste 31 de Maio, expressarmos nossa admiração por alguém que tomou para si a filialidade heroica como estandarte de vida? Mario Hiriart personificou fielmente o viver, pensar e amar orgânico pela Igreja. Iniciou sua caminhada no Movimento pela Juventude Masculina e sua vocação e amor à Maria o conduziram à comunidade dos Irmãos de Maria de Schoenstatt, sendo pioneiro na América Latina.

Mesmo com o corpo tomado pelo câncer, Hiriart faz um “caminho reverso” para ir ao Encontro de Pe. Kentenich. Partindo dos andes chilenos, passou por Santa Maria/RS, Londrina/PR e São Paulo/SP para, por fim, desembarcar em Milwaukee/EUA próximo às festividades de Corpus Christi. Por fim, sua morte e entrega ao Pai Celestial se rompeu em Milwaukee e, reconhecendo sua postura heroica, a Santa Igreja o identifica como Venerável.

Fonte: schoenstatt.org.br

Há 75 anos: retorno do Padre Kentenich do Campo de Concentração

Karen Bueno – 20 de maio é dia de gratidão e de festa para a Família Internacional de Schoenstatt, é a data na qual se recorda a chegada do Pe. José Kentenich a Schoenstatt, ao Santuário Original, depois de três anos e meio preso no campo de concentração de Dachau, na Alemanha. Neste ano, de forma muito especial, pois são 75 anos deste acontecimento.

Que significa o 20 de maio? A Mãe e Rainha se mostra vitoriosa na batalha e fiel à Aliança de Amor, não importa quão grande sejam as dificuldades.

 

Como como nosso Pai e Fundador retornou a Schoenstatt?

Com a chegada dos soldados americanos do exército dos Estados Unidos à região, o campo de Dachau foi evacuado. Assim, no dia 6 de abril de 1945, por volta de 9 horas, o Pe. Kentenich pôde deixar a prisão em liberdade, sadio e com renovado ardor missionário.

A biografia escrita por Engelbert Monnerjahn narra os passos do Fundador a partir dali:

“Sua primeira visita foi ao pároco da aldeia de Dachau, a quem queria agradecer de coração a todo o auxílio que os sacerdotes do campo receberam por seu intermédio. Passou a primeira noite em liberdade no Mosteiro de Schoenbrunn, situado nas proximidades. A seguir passou uma semana com a Família de Schoenstatt da cidade de Freising, que lhe pedira especialmente para chegar até lá. Em Freising teve uma audiência com o Cardeal Michael von Faulhaber, Arcebispo de Munique, com quem conversou sobre os problemas pastorais da Alemanha destruída no pós-guerra”.

Campo de Concentração de Dachau atualmente

 

Pe. Kentenich chegou a Schoenstatt num dia de festa:

“Esperou o fim da guerra nos montes da Suábia, na casa do pároco Kulmus. Aí o encontraram o Pe. Alex Menningen e seu irmão, que tinham ido buscá-lo e estavam à sua procura. Chegou a Schoenstatt na manhã do dia 20 de maio de 1945 e, depois de três anos e meio de prisão, celebrou novamente o santo sacrifício da missa no Santuário da Mãe de Deus. Era o domingo de Pentecostes, festa do Espírito Santo”.

A guerra não abalou seu espírito missionário, ao contrário, o impulsionou. O Pai e Fundador mal chegara de volta e imediatamente começou a trabalhar, depois de retornar da prisão. Sua primeira atividade foi levar a Família de Schoenstatt a um retrospecto, recordando os anos de provação passados. Assim foram suas palavras, exaltando a misericórdia de Deus Pai:

“Propriamente, nada mais deveríamos fazer que ficar em silêncio, um ao lado do outro, e meditar na bondade, no amor e na misericórdia de Deus, ou melhor, no próprio Deus bondoso, amoroso e misericordioso. Conforme as palavras de Santo Agostinho: ‘Videbimus et amabimus, amabimus et laudabimus… in fine, sine fine’ (Veremos e amaremos, amaremos e louvaremos… no fim e sem fim)”.

Da mesma forma que o Fundador sabia que precisava passar pela provação de Dachau, também sabia que sairia de lá vitorioso por obra da Divina Providência e cuidado da Mãe e Rainha. Assim, antes de ser levado ao campo de concentração, ele escreveu o “Hino de Gratidão”, que hoje compõem as últimas estrofes do livro de orações Rumo ao Céu (612-625).

Esses versos foram transformados em melodia algum tempo depois, assim, no dia 20 de maio de 1945, com júbilo, a Família de Schoenstatt entoou este canto que novamente dizemos com gratidão:

 

Hino de Gratidão

Caíram as algemas! Da terra sagrada de Schoenstatt
se elevem todas as vozes, em jubiloso hino de gratidão.

Na dura peregrinação, Deus manifestou à nossa comunidade
sua grandeza e sabedoria, para seu louvor e sua glória.

A desgraça que o poder e a astúcia de Satanás tramaram,
o olhar do Pai transformou em nossa maior felicidade.

O que era terreno no pensar e humano demais na doação,
Deus quis orientar para o alto e submergir inteiramente em si.

Assim, hoje estamos estreitamente unidos, fundidos no amor de Deus,
lutando incansavelmente contra os descendentes de satanás,

para que surjam homens novos, livres e fortes aqui na terra
que, nas alegrias e dificuldades, procedam como Cristo

e somente a Ele vinculem as aspirações de seu coração,
assim como a Mãe e Esposa o fez outrora, em sua vida.

Com gratidão, nossas almas escolham o Cordeiro de Deus,
para desposá-lo eternamente e sermos contados entre os que lhe são fiéis.

Senhor, queres morrer de novo, porque subitamente nos ameaça destruição;
com propostas de amor, procuras conquistar herdeiros da transfiguração?

Eis aqui a tua grei dos pequenos e dos puros;
une-os benignamente a ti e manifesta-te de novo ao mundo.

Neles podes sofrer, lutar e apascentar as almas,
por eles experimentar de novo as alegrias da ressurreição.

Edifica por eles a cidade dos prados celestiais,
para que todos, confiantes, elevem a ela seu olhar.

Podes enviar até os confins do mundo,
os que hoje por ti se empenham, para completar teu Reino aqui na terra.

Maria, recebe esta oferenda em tuas mãos fiéis de Mãe,
para que, até o fim da vida, não cesse este hino de gratidão.
Amém.

Referências: Pe. José Kentenich: Uma vida pela Igreja, Engelbert Monnerjahn. Instituto Secular dos Padres de Schoenstatt. Editora Pallotti, Santa Maria/RS, 1975.

Fonte: schoenstatt.org.br

Às Famílias: Pe. Kentenich ensina o caminho da esperança

 

Ir. Juliana Maria Nogueira – Neste dia 15 de maio celebramos o Dia Internacional da Família e justamente neste tempo somos convocados a permanecer em isolamento social. Vivendo a fé prática na Divina Providência, como o Pe. José Kentenich podemos dizer: temos hoje a oportunidade de lançar um novo olhar para dentro do nosso lar.

Nosso Fundador sempre nos indicou a importância de viver em família. Diante do cenário em que nos encontramos, o Santuário Lar se torna ainda mais nosso refúgio em meio as mais diferentes aflições que batem à nossa porta.

Adriana e Ronaldo Cominato (Instituto de Famílias de Schoenstatt) nos contam como têm vivido, em família, este tempo de pandemia:

“Este tempo especial e diferente nos fez refletir muito mais sobre a atitude do Pe. José Kentenich no campo de concentração.
Ele viveu uma situação semelhante à nossa, de angústia, medo, incerteza, morte… Mas ele não se impressionou com tudo isso, pois o seu coração era livre! Diante dos grandes desafios que nos cercam, precisamos ter a mesma atitude dele, ou seja, não se angustiar com a pandemia, mas crescer na fé prática na Divina Providência. Estamos numa guerra, como ele, e temos uma poderosa arma, o Santuário Lar. A Mãe de Deus mora em nosso lar, Ela reina, vence e triunfa!”

No Santuário Lar, a família encontra as mesmas graças que partem do Santuário e, desta forma, a Mãe de Deus pode continuar realizando milagres. Aproveitemos este tempo e façamos novas experiências em família, assim como Adriana compartilha conosco: “Logo na primeira semana de reclusão, diante da Rainha da Nobreza no Santuário Lar ‘Castelo de Vida’, demos um cacto para cada um de nossos filhos e explicamos o significado desse presente: que essa plantinha seja um marco de deserto e resistência, deste período que estamos vivendo.
Unidos como família, esforçando-nos por estar cada vez mais um no coração do outro, possamos caminhar como Jesus, do Gólgota à Ressurreição. Que nossa Mãe e Rainha cuide de nossa vida interior, pois só assim venceremos”.

Rezemos juntos, suplicando pela beatificação do nosso fundador:

Deus, nosso Pai! Atende-nos, em nossas intenções, por intercessão do Pe. José Kentenich (pedir a graça) Realiza sinais e milagres, como testemunho de sua santidade. Concede-lhe, em breve, a honra dos altares, a fim de que muitas pessoas encontrem o caminho que conduz a ti. Por isso, te pedimos, com Maria, nossa Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, por Cristo, nosso Senhor. Amém

Fonte: schoenstatt.org.br

3 letras do Padre Kentenich para superar as crises: MHC

 

Ir. M. Ana Paula Ramos Hyppólito – Tanto se tem lido e ouvido sobre a crise atual… É um turbilhão tanto de informações negativas quanto de bons estímulos para ajudar-nos a não perder a esperança.

Em meio a tudo isso, encontrei, justamente na véspera do início de maio, este trecho de nosso Pai e Fundador, de um Congresso para a Liga Apostólica Feminina, em 1945. O Padre José Kentenich fala exatamente para hoje e ele, como profeta, nos indica o caminho seguro para esta situação em que vivemos. Penso que Deus quer nos dizer isso agora, por meio de nosso Pai e Fundador. Ele diz:

 

“Eu penso que não devo concluir sem abordar a aflição que arde em nossa alma: necessidades da vida, necessidades econômicas e necessidades no campo da saúde. Podemos aparentar vitalidade exterior, mas se percebe em nós as necessidades básicas. Quem conhece um pouco a situação econômica do povo, sabe que provavelmente estamos a caminho de uma grande fome e que podemos esperar por epidemias. Diante deste cenário, tendemos naturalmente a assustar-nos e a estremecer. Permitam-me que recorde as palavras da Sagrada Escritura que, com tanta intensidade, ressoa na alma: “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6, 33). Procuramos o Reino de Deus, o Reino de Schoenstatt no caminho que sempre nos foi apresentado. Todas nós queremos nos empenhar para tornar-nos autênticas filhas de Schoenstatt. Todo o mais nos será dado por acréscimo, também o necessário para comer e beber.

As senhoras sabem como podemos administrar a crise econômica? Um dos meios econômicos mais importantes é e continua sendo a entrega total a Deus. Esta entrega nos protege e preserva de toda a necessidade, ou ainda, ela nos ajuda a sair vitoriosos de cada crise. A Mãe de Deus não é somente a Mãe das Graças, mas também a Mãe do Pão, a Mãe do Lar.

Sendo uma Família, devemos superar juntos as crises e preocupações econômicas e, tanto quanto possível, partilhar o pão de modo mais consciente. A Mãe de Deus seja a nossa Mãe do Pão comum, nossa Mãe do Lar comum.

Quantas de nós hoje não têm mais um lar concreto! Quem deve dar-nos novamente um lar, um lar concreto? A Mãe de Deus! Mater habebit curam! (a Mãe cuidará) Quantas vezes nós usamos essa frase na prisão, no campo de concentração, no bunker [1] e em outros lugares: “A Mãe cuidará”!

Como Mãe das Graças, ela cuidará para que nos tornemos novas personalidades, uma nova comunidade.

Como Mãe do Pão, ela cuidará das necessidades físicas e da minha saúde.

Como Mãe do Lar, ela cuidará das demais preocupações.

Por isso, aguardo com muita tranquilidade as preocupações e dificuldades. Se for preciso esperar dezenas de vezes a morte e comprovar a eficácia da expressão: “Mhc!”, como se deve estar convencida agora quando a usamos para superar a crise de pão, crises da vida, crise de saúde, crise de abrigo. Sim, verdadeiramente, ela se comprovou quando dissemos: “Mhc!” Assim foi sempre, assim ainda é hoje, e assim continuará até o fim da nossa vida: Mater habebit curam!”

 

Mater habebit curam! A Mãe cuidará! Sejamos milagres da confiança e busquemos em primeiro lugar o Reino de Deus! Se assim o fizermos, a Mãe nos dará tudo o que de fato necessitamos. O principal é que continuemos a propagar seu nome e o nome de seu Filho Jesus. Não baixemos nossa “imunidade espiritual”, só com ela estaremos protegidos de qualquer vírus!

Neste mês de maio, não concentremos nossa atenção, nossas preocupações e conversas em assuntos financeiros ou em outros que nos dispersem do essencial. Temos, sim, que tomar medidas prudentes tanto no que se refere aos cuidados com a saúde, como nas questões financeiras, mas o centro das nossas ocupações seja como divulgar a Mãe de Deus, torná-la mais conhecida, amada e louvada! Do restante, ela mesma vai cuidar! Se cuidarmos dela, ela cuida de nós. Nada sem nós, nada sem vós!

 

[1] Bunker: Uma estrutura ou reduto fortificado, parcialmente ou totalmente construído embaixo da terra (subterrâneo), feito para resistir a projéteis de guerra. Originalmente construído como abrigo de guerra. Na citação do Pe. Kentenich, ele se refere ao bunker como prisão, ou seja, local em que ele ficou preso: “No dia 20 de setembro de 1941, depois de um interrogatório, o Pe. Kentenich foi preso pela Gestapo em Coblença. Inicialmente ficou detido no porão do alojamento da Gestapo em uma cela escura, onde permaneceu por quatro semanas” (Engelbert Monnerjahn. Uma Vida pela Igreja).

Fonte: schoenstatt.org.br

A primeira comunhão do Padre Kentenich

Edson Mikus – A Eucaristia é o ponto fundamental da vida em Jesus Cristo. É na Eucaristia que Jesus se doa em alimento espiritual para a nossa vida, dando o seu próprio corpo e sangue para permanecer em quem o recebe como alimento. Por isso, é muito importante para o cristão o mistério do corpo e sangue de Cristo, como fonte de vida.
A grande alegria do encontro com Jesus foi vivenciada pelo, então menino, José Kentenich, no dia 25 de abril de 1897.

Naquele domingo, imediatamente posterior a Páscoa, o Fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt recebia pela primeira vez o Sacramento da Eucaristia. Diante do sublime dom de amor, José Kentenich experimenta a plenitude do encontro em seu coração e inicia uma amizade para toda vida.

Amor a Eucaristia

Na eucaristia Jesus se entrega a nós e devemos nos entregar também a Ele, com amor de adoração, de completa entrega e absoluta união a sua vontade. Foi justamente naquele dia, com apenas 12 anos, que José Kentenich recebia a Primeira Comunhão, nessa maior intimidade com Cristo, ele revelou um segredo a sua mãe, o desejo de se tornar sacerdote.

Mesmo diante da resistência e discordância de sua mãe, ele permanece firme em seu propósito e, em seu coração, volta-se para Maria e pede-lhe que interceda junto a Deus a realização de seu mais ardente desejo. E Maria o ajudou, por meio de um Padre que conhecia bem a família, que apoiou a vocação dele, colaborou na solução das dificuldades. Com a concordância da família, José entrou no Seminário dos Padres Palotinos, antes mesmo de completar 14 anos.

Vocação e missão de Pai

Pe. José Kentenich, pelos desígnios de Deus, foi eleito para colaborar na Obra Redentora de Cristo. A essa eleição ele disse um ‘sim’ pronto e generoso e se dispôs ao serviço do reino com todas as suas forças e capacidades.  Deus o presenteou com a missão de ajudar o homem e a mulher do nosso tempo a encontrar em Deus e na Mãe de Deus a solução de seus problemas, sobretudo por meio de sua paternidade sacerdotal. Entregou-se totalmente a Maria, Mãe e Educadora, e deixou que ela o educasse e formasse como instrumento a serviço do Reino de Deus.

Por seu intermédio, muitas pessoas vivenciam uma profunda experiência da misericórdia e bondade de Deus como Pai. Em seu estilo mariano de vida procurou, como Maria, em tudo fazer a vontade de Deus Pai, mesmo nos momentos mais difíceis de sua vida; aliás, para ele não havia algo difícil demais, pois vivia na presença de Deus e para Deus.

Dizia ele: “O sacerdote precisa ser essa figura de pai que acolhe, ajuda, orienta… Podemos temer – acrescenta ele – que o mundo caminha para tempos sem ‘pai’ e que este tempo pode se tornar “tempo sem Deus”. Se perdemos o sentido de ser filho, tiramos de Deus a oportunidade de exercer sua atividade paternal”.

Escola de Maria

A essência mariana do Movimento de Schoenstatt tem origem na vida e formação do Pe. Kentenich e, fica evidenciada por ocasião da Aliança de Amor, que é também o inicio desta grande Obra, quando ele coloca sob a proteção de Maria nosso aprendizado e auto-educação. Todavia, Pe. Kentenich sempre deixou bem claro que Maria é o caminho pelo qual somos chamados a revelar ao mundo os traços de Jesus e Ela representa o início pois, a meta é a configuração do mundo em Cristo, para a glória do Pai.

Ao completar 100 anos em 2014, dentre tantos acontecimentos e celebrações, a Obra de Schoenstatt recebe um presente muito especial, um presente que remete a infância do menino José e, certamente, trouxe uma alegria vitoriosa ao fundador, muito provavelmente similar a que sentiu em sua Primeira Eucaristia ao revelar seu desejo mais ardente e sua vocação. Por ocasião do Centenário da Aliança de Amor, a Família de Schoenstatt de Araraquara/SP, dá início a Catequese no Santuário, como um presente para Mãe de Deus.

Ao longo desses 6 anos da Catequese no Santuário Morada da Alegria Vitoriosa, cerca de 80 crianças se prepararam para este encontro com Jesus e receberam a Primeira Eucaristia.  A preparação dos catequisandos é realizada pelos catequistas, integrantes da família de Schoenstatt de Araraquara, sendo divida em três etapas, sendo portanto, três anos de caminhada na Escola de Maria, com encontros semanais.

As crianças, além de receberem formação e participarem das celebrações, tem a oportunidade de vivenciar e integrar grupos de Apóstolas Luzentes de Maria e Pioneiros de Schoenstatt, tendo acesso a pedagogia do Pai Fundador, bem como a espiritualidade do Tabor.

Distantes das aulas de Catequese, mas, bem próximas do amor de Deus

Neste ano de 2020, 82 crianças estão matriculadas e participam nas três etapas da Catequese, junto ao Santuário. No entanto, devido a pandemia de Corona Vírus, as atividades da Catequese foram suspensas preventivamente. A Santa Missa, realizada no 2º. Domingo do mês de Março, e presidida pelo Pe. Afonso Wosny, Diretor Regional do Movimento no Sudeste, marcou o último encontro das crianças da Catequese com os Catequistas e a comunidade. A Santa Missa marcava também o Dia da Mulher, os 6 anos da Catequese do Santuário e o envio dos Catequistas em sua missão evangelizadora.

Hoje, 25 de Abril, as crianças estariam presentes na Catequese mas, permanecem em suas casas, decorrente do isolamento social imposto pela pandemia. No entanto, isso não impede de se manterem espiritualmente conectadas, realizando atividades em família e expressando seu amor a Jesus e nossa Mãe Santíssima!

Fonte: schoenstatt.org.br

O nosso Dachau neste período contemporâneo

 

Fernando Castilho Valderrama – O nosso mundo passa por um momento aparentemente sombrio por conta do Coronavírus. Em meio a essa situação, que ataca silenciosamente e tira tantas vidas, a população mundial foi convocada a ficar em casa. Hashtags, em diversas línguas, se espalharam pelas redes sociais pedindo “#quedateencasa”, “#stayhome”, “#ficaemcasa”.

Trocar uma vida ativa por uma vida de reclusão instantânea deixa qualquer pessoa em estado de nervos sem equilíbrio. Muitos pais não estão habituados a estarem tanto tempo com os filhos, a vontade de sair para encontrar amigos ou mesmo para a prática de exercícios são impossibilitadas e geram stress em muitos.

 

O exemplo de um pai

A arte já nos mostrou algumas formas de driblar os momentos de reclusão. Um exemplo clássico é o filme “A vida é bela”. Mostra um pai que faz com que o filho viva, como se fosse uma brincadeira, a prisão em um campo de concentração. Este tema é conhecido por muitos, no Movimento Apostólico de Schoenstatt.

 

Pe. José Kentenich foi para o Campo de Concentração de Dachau levado como prisioneiro político, por se expressar contra o Nacional-Socialismo. Ele viveu no Campo de Concentração de 13 de março de 1942 a 6 de abril de 1945 quando, ao final da guerra, foi libertado e, em 20 de maio de 1945, chegou de volta ao Santuário Original.

Mesmo assim, nosso Pai e Fundador foi confiante na Mãe de Deus. Entre os pavilhões do campo de concentração, além da selvageria e violência nazista, permeava entre eles muitas epidemias, sendo a de tifo a mais grave. Ou seja, se o prisioneiro não morresse entre pneumonia ou tifo, morria pelas munições dos soldados alemães. Mas, a fé na Divina Providência elevou a espiritualidade e a fé de nosso Pai e Fundador, a qual reconhecemos, também nesses atos, sua santidade e a firmeza de sua pedagogia.

 

 

Alguns relatos de pessoas que conviveram com o Pe. Kentenich no campo de concentração contam [1]:

“O Pe. Kentenich passou pelo campo como um rei sem coroa, livre de algemas! (…). No meio dessa torrente volumosa há um rochedo, as águas não o podem atingir: seu cume fica obscurecido pelas nuvens. Mesmo com o sol ardente, ele vê o brilho das estrelas, e nas trevas da noite, ainda sente dos ardores do sol. Seus pensamentos fundem-se com os planos da Sabedoria Eterna; seus olhos se abrem unicamente para os corações. Seu coração, porém, há tempo, deixou a terra: tornou-se inteiramente amor para aqueles que a ele se confiam” (p.142).

“Eu me recordo do Padre Kentenich com silenciosa alegria e gratidão perene. Ele suportou de modo exemplar as múltiplas aflições do Campo de Concentração. Foi um exemplo luminoso para cada um de nós. Já no primeiro encontro que tive com ele em 1943, pude constatar muito feliz: O Padre Kentenich permaneceu a personalidade vigorosa e lúcida que sempre foi. Não puderam tirar-lhe nada de sua plenitude interna de valores. E, por sua vez, ele também não abandonou nada” (p.142).

Observando essas palavras e outras mais, nesta biografia, nota-se que o Pai e Fundador não permitiu que todo o inferno de Dachau tomasse conta do seu coração. Mesmo presenciando e vivendo tantas atrocidades, que ocorriam no Campo de Concentração, Pe. Kentenich manteve-se forte e firme como um farol a beira-mar. As ondas da maldade colidiam fortemente contra o seu costado, mas ele tinha forças para manter a luz do farol acesa, vigente e viva para todos os que a ele procuravam.

E como o Pai e Fundador conseguiu passar por tudo isso? A resposta para esta a pergunta é: Em seu coração não tinha lugar para o mal, pois ele tinha selado sua Aliança de Amor com Maria; trocou seu coração com o coração Dela. As suas bases estavam edificadas nas mãos da Mãe de Deus, pois ele se tornou um instrumento apto nas mãos da Mãe, deixando-se abandonar e ser conduzido pela Mãe Três Vezes Admirável. Sabia que ele estava em Sua presença maternal. Ele tinha plena certeza que um servo de Maria jamais perecerá. E a confiança filial na divina providência era a luz que ele irradiava e atraia tantos corações a si, os quais ele, copiosamente, encaminhava ao coração da Mãe de Deus.

 

[1] “Pe. José Kentenich – Pai E Educador Carismático”, Maria Augusta Barbosa

Fonte: schoenstatt.org.br

” com o postulador da causa de beatificação do Padre Kentenich

 

“E o Pe. Kentenich, quando será canonizado?” Com essa pergunta a Família de Schoenstatt de Monterrey, México, convida a todos para uma conversa com o Pe. Eduardo Aguirre, postulador da Causa de Beatificação do Pe. José Kentenich.

A Live será hoje,  às 19 horas (horário de Brasília), em espanhol. Os participantes poderão enviar perguntas e tirar as dúvidas sobre a atual etapa do Processo.

LIVE
“E o Pe. Kentenich, quando será canonizado? Diálogo sobre a atualidade do Processo”,
com Pe. Eduardo Aguirre

DATA
22 de abril de 2020, quarta-feira

HORÁRIO
23 horas (horário de Brasília)

Para sintonizar e participar acesse:

YOUTUBE – no canal “Schoenstatt Monterrey”

SITE SCHOENSTATT MÉXICO – schoenstatt.mx

ZOOM – https://mymottion.zoom.us/j/484628811

Fonte: schoenstatt.org.br

É hoje: ‘live’ com o postulador da causa de beatificação do Padre Kentenich

 

“E o Pe. Kentenich, quando será canonizado?” Com essa pergunta a Família de Schoenstatt de Monterrey, México, convida a todos para uma conversa com o Pe. Eduardo Aguirre, postulador da Causa de Beatificação do Pe. José Kentenich.

A Live será hoje,  às 19 horas (horário de Brasília), em espanhol. Os participantes poderão enviar perguntas e tirar as dúvidas sobre a atual etapa do Processo.

LIVE
“E o Pe. Kentenich, quando será canonizado? Diálogo sobre a atualidade do Processo”,
com Pe. Eduardo Aguirre

DATA
22 de abril de 2020, quarta-feira

HORÁRIO
23 horas (horário de Brasília)

Para sintonizar e participar acesse:

YOUTUBE – no canal “Schoenstatt Monterrey”

SITE SCHOENSTATT MÉXICO – schoenstatt.mx

ZOOM – https://mymottion.zoom.us/j/484628811

Fonte: schoenstatt.org.br

Pe. Kentenich e o caminho de Via Sacra

 

“Os dados foram lançados… Para mim o caminho atual é, sem dúvida, o melhor; senão Deus não me levaria por ele. Para mim, vale esta frase: ‘Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos’. Desse modo, dirijo e fecundo a Família”.

Este fragmento de carta é de um homem que está prestes a assumir um caminho de cruz e, bem possivelmente, de morte. Como ele entende essa situação? Para ele, se esse caminho é um desejo do Bom Deus, então é “um ato de amor especial”. O seu último conselho? “Quarta-feira vou para Dachau… Permaneçam simples, desprendidos, fiéis e fortes”.

Pe. José Kentenich fez de sua vida um caminho de Via Sacra com o Senhor. Compreendia cada momento do dia como uma oportunidade única de causar alegria ao Pai, sendo, dessa forma, também um filho alegre. Nas muitas conquistas e também no sofrimento, podia dizer: “(Jesus) Eu te agradeço, porque diariamente posso oferecer-te os ombros para a cruz que sustém a vida. Forma-me, assim como teu reflexo, que cumpre filialmente o desejo do Pai” (RC, 273).

Carregar alegremente a cruz

Na vida diária, também se apresentam a nós alguns “momentos de Dachau”, situações que nos colocam como em plena Sexta-feira Santa: quando me fere a injustiça, a falta de liberdade, a perda de direitos, a renúncia do mais querido, a perda de bens, de pessoas, a crise econômica, a falta de dinheiro… O que me diz, então, o exemplo do Pe. Kentenich?

Todo e qualquer sacrifício é para que eu morra para mim mesmo e viva somente para o Pai. Tudo isso, diz ele, pode se unir ao sacrifício de Jesus e ajudá-lo a carregar a cruz: “Por minha vida de sacrifício, dá-me suprir o que falta em plenitude à cruz e ao sofrimento de Cristo” (RC 209).

A Sexta-feira Santa, em sua essência, é tomada de silêncio e memórias de dor, mas, principalmente, de profunda gratidão pela entrega de Jesus. No ‘Ano Pe. Kentenich’, esse dia traz à mente o testemunho do Pai, que pede a cada um dos filhos de Schoenstatt a mesma atitude pronta e filial diante do Bom Deus. “Quero carregar alegremente a lasca da cruz que o Pai me envia, pelas circunstâncias da vida” (Rumo ao Céu, 255).

“De modo misterioso Ele (Jesus) vive mais uma vez sua Sexta-feira Santa com todos e em todos que, como São Paulo, suprem em seu corpo o que ainda falta à Paixão de Cristo (Col 1,24), que ficam calados quando a ‘massa dos Pilatos’ grita com ímpeto tempestuoso: ‘Crucifica-o!’; que não sucumbem quando tipos como Judas os atraiçoam e os vendem por trinta moedas de prata. A cada dia Ele celebra a Páscoa, mesmo que só encontre poucas testemunhas de sua Ressurreição e de sua gloriosa Vitória. A todos que perseveram na oração e na fração do pão, Ele envia o Espírito Santo” (Cristo minha Vida).