Porto Alegre: um presente para o Pai e Fundador (e sua Família)

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O que este tempo (tão prolongado) de pandemia não tem inspirado nos integrantes da Família de Schoenstatt!!! São tantas as iniciativas que não conseguimos acompanhar todas. Por isso, vale a pena chamar a atenção para uma muito bonita.

A Família de Schoenstatt de Porto Alegre/RS fez para o nosso Pai e Fundador, por ocasião do aniversário de 52 anos de sua morte, uma série de três videos de testemunhos de schoenstattianos sobre como eles experimentam e vivem em vinculação com o Padre Kentenich.

Julio e Jane Machado, do Instituto das Famílias de Schoenstatt, conta para nós como tem sido a experiência de ‘virar comunicador de Schoenstatt’ neste tempo de pandemia.

“Neste tempo de pandemia muitas inquietações e desafios se apresentaram em nossa experiência vivida. No campo do apostolado, depois de um momento de inércia logo no início do isolamento social, o Espírito Santo começa seu trabalho de inspiração. Nesse momento o horizonte era explorar e aproveitar os recursos do instrumental tecnológico a nossa disposição.

Logo no início, a primeira ação foi transmitir pelo Facebook a missa do dia 18 de abril, para que pudéssemos renovar nossa Aliança de Amor. A partir dessa iniciativa muitas iniciativas e possibilidades se descortinaram. Uma delas foi a de produzir vídeos com conteúdo sobre Schoenstatt. Estamos procurando dominar ferramentas de produção e edição e hoje produzimos a colocamos no ar o primeiro de três vídeos da série: PE. KENTENCIH COMO NÓS O CONHECEMOS: UM PAI, UM AMIGO, UM PROFETA.

Nos vídeos trazemos a voz de padres, de irmãs de Maria e, de leigos que dão um testemunho de relação vital com o Padre Kentenich, apresentando esse sacerdote especial que inspirou e continua a inspirar a vida de muitas pessoas, animando-as a serrem mais Igreja de Jesus Cristo no nosso tempo, conforme pede e inspira o nosso querido Papa Francisco”.

Vale a pena conferir a série no canal do Santuário Maria Cor Ecclesiae no Youtube.

 

15 de setembro: Corações ao alto

Kennedy Rocha – Hoje toda a Igreja celebra o dia de Nossa Senhora das Dores. A Virgem Maria sempre foi fiel ao plano de amor do Pai aceitando, de forma livre e voluntária, participar do projeto salvífico de amor encarnado em seu seio. Da anunciação até os pés da cruz, se manteve fiel discípula de seu Filho Amado e sem deixar de ser Mãe se tornou a primeira Colaboradora, formada por Cristo e formando Cristo em nós. Para a Família de Schoenstatt este dia se reveste de uma nobreza toda especial, pois celebra também a nova presença do Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, que do Schoenstatt Eterno intercede por sua Família.

Durante a sua vida, os passos do Pai geraram vida por onde ele passava. Quantos filhos encontraram um novo sentido para a sua vida e sua caminhada de fé?!

Ele teve uma ideia predileta: Convidar a Mãe de Deus para se estabelecer na pequena Capela de São Miguel, no Vale de Schoenstatt – E a Mãe aceitou o seu convite. Ela estabeleceu ali o Seu Trono de graças, (e também em muitos Santuários Filiais, Santuários Lares e Santuários Corações), distribuindo dons e graças em abundância; e dali, atraindo os corações juvenis e educando-os como instrumentos aptos nas suas mãos. E como São Pedro, no Monte Tabor, podemos dizer: “Aqui é bom estar”!
Como padre, ele assumiu a sua missão de pai e sacerdote, um transparente de Deus Pai, revelando o seu amor infinito que abraça e acolhe e, diante das adversidades da vida, ele convidava a dizer à Deus: “Eu sei que Tu és o meu bom Pai, em cujo amor estou abrigado”. O Pe. Kentenich colocava seus filhos na palma da mão de Deus, acolhidos pelo seu olhar misericordioso, pois, como ele ensinou: “Deus é bom, Deus é Pai e bom é tudo o que Ele faz”.

Como João Batista ele foi a voz em meio ao deserto do coletivismo alertando sobre o perigo da massificação do homem em uma sociedade mecanicista. O ideal de liberdade foi sua bandeira, pois o homem deve ser livre para amar a Deus e fazer a sua vontade, não pela opressão de preceitos e leis vazias, mas por amor sem perder a sua originalidade. Seu maior anseio, por meio de sua pedagogia, era educar o homem interiormente livre, capaz de decidir-se com ousadia e convicção pelos mais elevados ideais. Destituído de sua liberdade exterior na prisão, o Pe. Kentenich mantinha intacta e inabalável sua liberdade interior e sempre educou personalidades livres. Já como professor de latim e alemão, deixava os alunos sem vigilância durante as provas. “Nunca se viu tal coisa!” [1]

O Pai e Fundador foi para o Schoenstatt eterno, mas permanece no seio da Família através de sua nova presença: “Estou inteiramente à vossa disposição com tudo o que sou e tenho: com meus conhecimentos e capacidade e com minhas limitações; mas, sobretudo, vos pertence o meu coração” [2]. Não estamos sós, o Pai permanece no meio de nós com o seu fogo e espírito de Fundador. Ele orienta e guia através de seus escritos e também de sua intercessão
junto à Mãe Três Vezes Admirável, como ele disse várias vezes: “Jamais me vejam separado da Família. Devem considerar-me sempre unido com a Família”. Através da Aliança de Amor, que ele deixou por herança, unido em um só coração com o Pai, entrelaçando os destinos de todos os schoenstattianos.

O Pai e Fundador inspira e abrasa a fidelidade à Mãe de Deus por meio da Aliança de Amor, impulsionando o ser Schoenstatt em saída para salvar a família custe o que custar. Ele é o um grande companheiro de caminhada. Ele continua sendo um Pai educador, zeloso e fiel, e cada filho é convidado a aprofundar a amizade e a vinculação com Ele. Faça uma experiência de fé, convide o Pe. Kentenich para acompanhá-lo em seu dia, converse com ele, peça que ele te aponte o caminho, reze a oração por sua beatificação. Ele é Pai.

Celebrar a nova presença do Pai e Fundador da Família de Schoenstatt é muito mais do que se lembrar de alguém querido que não esteja mais, fisicamente, aqui na terra, renovando a Aliança de Amor com a Mãe de Deus e o compromisso de ser Schoenstatt em saída contemplando as magnificências de Maria, fazendo do mundo um novo Tabor.

Ainda hoje o Padre Kentenich passa novamente o seu chapéu e refaz sua pergunta: “Vais comigo?”

Rezemos a oração do Jubileu que marcou os 50 anos da morte do Pai e Fundador (2018)

Deus, nosso Pai, tu nos concedeste na pessoa do Pe. Kentenich um pai e profeta abrasado do Espírito Santo, testemunha e mensageiro do teu Evangelho para o nosso tempo. Dá-nos de seu fogo! Dá-nos de seu espírito de Fundador! Faze que seu carisma esteja tão vivo em nós, que possamos plasmar o futuro da Igreja e da sociedade. Sua visão seja a nossa visão: que na força da Aliança de Amor surja um mundo novo, no qual possamos gerar uma cultura da Aliança em todos os lugares onde vivemos e atuamos. Pai do céu, nós te pedimos: inclui o Padre Kentenich nas fileiras dos santos reconhecidos pela Igreja. Abre as portas para ele e sua missão em todos os lugares, para que ele possa conduzir muitas pessoas no caminho à plenitude da vida, o caminho para ti. Nós te pedimos, unidos a Maria, nossa Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, por Cristo nosso Senhor. Amém.

 

[1] Ir. M. Anette Nailis, Padre José Kentenich Como nós o conhecemos, p. 69
[2] Documento de Pré-Fundação, nº 4.

 

* Kennedy Rocha pertence ao Ramo da Liga de Famílias de Schoenstatt do Santuário Tabor da Liberdade

Congresso dos Amigos do Padre Kentenich – desta vez online

A pandemia da Covid-19 e tudo o que ela ocasionou na nossa sociedade tem causado muitos problemas, mas tem também despertado novas iniciativas, na necessidade de ‘reinventar’ eventos e atividades. Neste caminho, também o já tradicional ‘Congresso dos Amigos do Padre José Kentenich’ (na sua 34ª edição) será realizado pela primeira vez online.

As atividades acontecerão em quatro noites, de 15 a 18 de setembro, das 19h às 21h, com colaboradores de Santa Maria e de diversas outras cidades. E os participantes? Muitos, do Brasil e do mundo. Programa resumido das atividades AQUI.

As atividades do Congresso serão transmitidas pela página do Secretariado Padre José Kentenich de Santa Maria/RS no Facebook e pelo canal do Santuário Tabor no Youtube. O congresso é aberto a todos que quiserem participar e será totalmente gratuito.

Se você já é devoto do Padre José Kentenich e deseja saber mais sobre ele e a espiritualidade do Movimento de Schoenstatt, participe deste evento. Se você ainda não conhece o Padre Kentenich, mas deseja saber algo sobre ele, você é muito bem vindo.

Leia, curta e compartilhe esta notícia!

Formulário de inscrição e maiores informações CLIQUE AQUI.

 

3ª Maratona Internacional – 48h de oração do Santo Terço

 

Suplicando a pronta canonização do nosso Pai e Fundador

Flávia Ghelardi – Nos dias 14 a 16 de agosto de 2020 foi realizada a 3ª edição da Maratona Internacional de 48h de Oração do Santo Terço, organizada pela Família de Schoenstatt do Paraguai. Ela teve como intenção principal o pedido pela pronta canonização do Pe. José Kentenich.

Participaram dessa jornada os diversos Ramos do Movimento, com representantes de 20 países, incluindo o Brasil. O início foi às 22 horas do dia 14 (horário do Brasil) e a cada hora dois países eram responsáveis por conduzir a oração – enquanto um país conduzia, o outro respondia.

Os organizadores elaboraram um guia com a meditação de cada terço, que incluía também uma jaculatória específica pedindo a canonização do Pai e Fundador: “Mãe e Rainha, manifeste seu poder e amor, interceda pela canonização do Pai e Fundador”, e a oração pela canonização.

O encerramento se deu no dia 16, a partir das 20h30min, com a transmissão da Santa Missa no Santuário Jovem, que fica em Assunção, no Paraguai.

O Brasil ficou responsável por 6 horas e rezava junto com os representantes de Portugal. Foram 14 participantes brasileiros: Família Melquiades e Família Ghelardi (União de Famílias), Família Camelo e Família Pessoa (Liga de Famílias), Denise Barbeto, Estelita Augustinho e Diva Silva (Liga das Mães), Katia Manicardi, Solange Sales e Maria Aparecida Vaz da Silva (Campanha da Mãe Peregrina), Pe. Alexandre Awi, Ir. M. Dionéia Lawand, Ir. M. Inácia Bett e Ir. M. Nelly Mendes.

Toda a maratona foi realizada pela plataforma Zoom, onde cada participante podia se conectar no horário que desejasse, além daquele em que deveria rezar. Tudo foi transmitido pelo canal do Youtube do Secretariado do Pe. José Kentenich do Paraguai. O saldo final das 48h ininterruptas de oração foi: 2.483 terços completos, 7.138 orações de canonização e, em média, 27 Santuários Lares conectados a cada hora.

Os participantes foram unânimes em dizer que foi uma experiência maravilhosa e transformadora. Alguns testemunhos:

 

“Para mim foi uma experiência muito enriquecedora. Éramos um só coração, unidos pela oração do terço e com a finalidade tão clara: beatificar o nosso Pai”, comenta a Ir. M. Nelly Mendes.

“Foi uma bonita experiência de Família internacional em torno à Mãe. Uma família que reza unida e que, portanto, permanece unida”, diz o Pe. Alexandre Awi.

“Participar da maratona foi uma experiência única. Entramos em inúmeros lares e fomos também visitados, pude sentir o perfeito cuidado de nossa Mae e Rainha Três Vezes Admirável, o ‘nada sem vós e o nada sem nós’. Estou convicta de que somos uma Família autenticamente schoenstattiana, que renova e ama a Igreja e que devemos estar sempre ‘com a mão no pulso do tempo e o ouvido no coração de Deus’, como dizia o Pe. José Kentenich”, afirma Diva Silva.

“A minha experiência foi única, pois saber que estamos contribuindo para ajudar na canonização do nosso Pai e Fundador é realmente uma benção de Deus. Eu estava preocupada pois estava longe de casa e não sabia como utilizar direito a plataforma, mas um detalhe importante: entreguei ao Capital de Graças e tudo correu bem com a graça de Deus. Fico honrada em dizer que a Mãe conta com a gente”, resume a Maria Aparecida Vaz da Silva.

“Para mim foi uma experiência única. Sabemos que o Movimento é internacional, mas poder rezar juntos, cada família em seu Santuário Lar, em sua pátria, e rezarmos juntos em vários idiomas, que beleza!”, conta Denise Barbeto.

“Foi uma grande experiência participar deste terço rezando junto com Portugal, em especial sentir a força da Aliança de Amor com nossa Rainha de Schoenstatt fazendo de nossa casa uma pequena igreja doméstica através do nosso Santuário Lar Rainha Estrela Guia”, diz Yara Camelo.

“Foi uma experiência inesquecível. Senti-me honrada em atender ao chamado de nossa Mãe e Rainha. Minha casa está em estado de graças”, acrescenta Solange Sales.

“Tivemos a experiência da união pela oração, onde mais do que nunca percebemos que não existem barreiras e distâncias para a nossa querida MTA! O passaporte da oração nos levou a viagem do amor em prol do nosso querido Pe. Kentenich, nos vinculando ainda mais à nossa Aliança de Amor”, afirma Ester Pessoa.

“Para mim o que mais marcou na Maratona é estar unida a toda Família de Schoenstatt, todos os ramos, pela causa de canonização de nosso Pai e Fundador. Isso fortalece o espírito de Família que ele tanto prezava e nos une, mesmo com a distância. Foi uma alegria poder conhecer e conversar com cada uma das participantes. Ver como são fiéis e pessoas de muita oração. Isso me fortalece e incentiva”, diz Elaine Melquiades.

 

Certamente essa grande união da Família de Schoenstatt de tantos países fará uma “suave violência” no trono da Mãe de Deus para que a causa de beatificação do Pe. Kentenich siga agora com mais rapidez. Santo o queremos!

 

Fotos da participação do Brasil

Fonte: schoenstatt.org.br

Grupos de Silêncio e Oração Pe. José Kentenich

Flávia Nunes Costa Ghelardi – Os Grupos de Silêncio e Oração PJK fazem parte de um projeto que já existe desde 2017, que surgiu no Equador como uma Corrente Internacional de Oração para se alcançar um milagre físico em prol da canonização do Pe. José Kentenich.

Atualmente os Grupos de Silêncio e Oração PJK estão presentes em vários países da América e Europa, com mais de 1.800 participantes até o momento. Esses grupos estão vinculados ao Secretariado do Pe. José Kentenich de cada país.

Os grupos operam no WhatsApp com regras de silêncio e são oferecidas as seguintes orações como contribuição ao Capital de Graças: oração de canonização, terços, minutos de adoração ao Santíssimo Sacramento e o número de graças que alcançamos por sua intercessão. Os pedidos e graças alcançadas por sua intercessão são registrados em um formulário digital.

Mês a mês, as orações oferecidas são contadas e nos dias 18, Dia da renovação da Aliança dê Amor, são apresentadas como contribuições ao Capital de Graças nos Santuários Filiais e no Santuário Original.

Propósitos

Um dos mais importantes propósitos deste apostolado é a vinculação ao Fundador, de tal forma que as pessoas sintam verdadeiramente que há um pai espiritual e intercessor que as assiste em suas preocupações e necessidades. Os pedidos e agradecimentos pelas orações atendidas por sua intercessão são colocadas em um formulário digital.

As graças alcançadas são recebidas diretamente pelo Secretariado Internacional do Padre Kentenich na Alemanha e constituem um apoio muito importante para a fundamentação da reputação de santidade do nosso Pai e Fundador no âmbito do processo.

Pe. Eduardo Aguirre Cancine, atual postulador da causa de beatificação do Pe. Kentenich, nos diz: “Ao rezarmos pela canonização do Pe. Kentenich, rezamos para que a Igreja reconheça, valorize e assimile o seu carisma; a mensagem e a missão de Schoenstatt para a Igreja do 3º milênio. Por esta razão, é Deus que tem de nos mostrar o momento e abrir as portas para que ele possa ser canonizado”.

As pessoas que participam desse projeto, ao longo do tempo, testemunham sobre a confiança que vão criando; por meio do vínculo diário ao nosso Pai e Fundador, rezando por sua beatificação, se sentem confiantes para pedir a sua intercessão pelas necessidades físicas, espirituais, emocionais e materiais. Sentem-se unidos como uma só família no coração do Pai e Fundador!

Como participar?

Atendendo a esse chamado, foi formado o primeiro grupo no Brasil, que está sob a responsabilidade da Elaine e do Fabio Melquiades (União de Famílias, Londrina/PR) e no momento já conta com mais de 200 participantes, membros dos Institutos, Uniões, Ligas e Peregrinos de Schoenstatt. A expectativa é em breve iniciar um segundo grupo, que estará sob a responsabilidade da Flávia e do Luciano Ghelardi (União de Famílias, Campinas/SP).

Este novo grupo está aberto a todas as pessoas interessadas em ingressar. Para participar, basta preencher um formulário eletrônico com alguns dados pessoais, como o nome e o ramo a que pertence. Depois, a pessoa receberá uma mensagem com as regras para participação e, assim que concordar, será adicionada ao grupo.

⇒ Clique para se inscrever e participar

Para aqueles que não gostam muito de participar de grupos de WhatsApp, existe a possibilidade de mandar suas contribuições diretamente para os administradores dos grupos, assim ninguém fica de fora. Caso escolha essa opção, podem entrar em contato com a Elaine (43) 9.9863-1823 ou com a Flávia (19) 9.8124-1055). Elas estão à disposição para o esclarecimento de qualquer dúvida.

Iniciativas: Uma novidade para o Brasil

O Sr. Tony Gazel, da União de Famílias da Costa Rica, inspirado por esses grupos de oração e silêncio e depois de um processo de oração e estudo, compôs uma música pedindo pela canonização do Pe. José Kentenich. A letra foi revisada pelo diretor nacional do Movimento na Costa Rica e aprovada pelo Secretariado Internacional para a Canonização do Pai. Com a autorização do autor, foi criada e lançada a versão em português, produzida pela Ir. M. Ana Paula Hyppólito e Ir. M. Carolina Montedori. Ouça aqui:

 

Letra e Cifra

Outra iniciativa surgida a partir destes grupos foi a elaboração de uma jaculatória específica pedindo pela canonização do Pe. Kentenich, que foi sugerida para ser acrescentada a todos os Santos Terços rezados pela Família de Schoenstatt: “Mãe e Rainha, manifeste seu poder e amor; interceda pela a canonização do Pai e Fundador”!

Os idealizadores desse projeto, todos ligados ao Secretariado Internacional pela Causa do Pe. Kentenich, esperam que em cada país onde a Família de Schoenstatt esteja, nasça um Grupo de Silêncio e Oração PJK, que permita a todos se unirem em oração pela pronta canonização do nosso Fundador, pelas necessidades da Família, da Igreja e do mundo inteiro.

Fonte: schoenstatt.org.br

Todo dia 15, recordamos o Fundador

Todos os meses, no dia 15, a Família de Schoenstatt se recorda do seu Fundador, Padre José Kentenich, remetendo-se ao 15 de setembro de 1968, dia de sua partida para a eternidade. E também renova o compromisso de assumir o carisma e missão do Fundador, com o qual cada schoenstattiano se compromete a cooperar pela fidelidade à Aliança de Amor com a Mãe e Rainha de Schoenstatt.

Conhecemos o Padre Kentenich? O que sabemos sobre ele?

Integrantes da Juventude de Schoenstatt, no ano passado, fizeram um vídeo sobre o Pai e Fundador, respondendo à pergunta: ‘Quem é o Padre Kentenich’?

Vamos nos deixar estimular por este trabalho dos nossos jovens.

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Nota da Diocese de Treves/Alemanha

A Diocese de Treves/Alemanha vai estabelecer uma nova Comissão de historiadores para o processo de beatificação do Pe. José Kentenich, a qual terá a tarefa especial de “reunir todos os documentos, agora acessíveis do Arquivo do Vaticano que de alguma forma dizem respeito a este processo de beatificação, e avaliar a sua importância”. Isto é o que diz um esclarecimento da Diocese de Treves, publicado hoje, após uma reunião entre o Bispo Dr. Stephan Ackermann, o Dr. Georg Holkenbrink, Delegado Episcopal para Assuntos Oficiais de Treves, e representantes do Movimento Internacional de Schoenstatt. O Movimento de Schoenstatt expressa sua satisfação com este passo, confiando que, desta forma, chegar-se-á, o quanto antes, a uma transparência e clareza quanto à pessoa, a vida e a Obra do seu fundador.

 

Processo de Beatificação Kentenich: Avaliar o material recentemente encontrado

Bispo Ackermann anuncia a nomeação de uma nova comissão de historiadores

Treves/Vallendar-Schoenstatt – O Bispo Dr. Stephan Ackermann anunciou a nomeação de uma nova comissão de historiadores para ocupar-se com o Processo de Beatificação do Pe. José Kentenich. A razão, diz ele, é o fato de que após a abertura dos arquivos do Vaticano (agora até o final do pontificado do Papa Pio XII, em 1958), documentos, antes não acessíveis para a investigação diocesana no processo de beatificação do fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt, agora se encontram à disposição. Assim esclarece Ackermann, o bispo diocesano responsável pelo Processo de Beatificação, em 7 de julho, em Treves.

As normas atuais preveem tal comissão histórica para cada Processo de Beatificação. A nova Comissão se baseará nos resultados de uma anterior, que concluiu seu trabalho em 2007. A tarefa da nova Comissão de historiadores, cujos membros ainda serão nomeados, será, especialmente, reunir todos os documentos agora acessíveis do Arquivo do Vaticano, que de alguma forma dizem respeito a este processo de beatificação, e avaliar a sua importância. Estes documentos podem ser do próprio Pe. Kentenich ou referir-se a ele e a sua obra.

Será tarefa da Comissão também comparar o material recentemente encontrado com o já existente e avaliado pela comissão anterior. No final de seus trabalhos, a Comissão elaborará um relatório – incluindo os resultados da Comissão anterior – no qual constará uma declaração sobre a personalidade e a espiritualidade do Pe. José Kentenich.

O Processo de Beatificação do Padre José Kentenich foi aberto na Diocese de Treves em 10 de fevereiro de 1975, pelo Bispo Dr. Bernhard Stein, e ainda não foi concluído a nível diocesano.

Nota de imprensa da Diocese de Treves/Alemanha
7 de julho de 2020

José Kentenich – Uma Vida à Beira do Vulcão

 

Karen Bueno – Dando continuidade às obras da Dra. Dorothea M. Schlikmamm (Ir. M. Doria), chega ao Brasil o livro JOSÉ KENTENICH – UMA VIDA À BEIRA DO VULCÃO. Uma biografia abrangente e detalhada do Fundador da Obra Internacional de Schoenstatt. Ele, que viveu em períodos marcantes da história, entre duas guerras mundiais, campo de concentração e 14 anos de exílio, sustentado pela confiança vitoriosa e pelo amor a Maria, fez da sua via um dom para todos.

 

Um novo livro, novas perspectivas

O livro abrange toda a vida do Fundador em uma perspectiva narrativa. As citações e os documentos citados baseiam-se em documentação autêntica de arquivo. O diferencial do livro está nas respostas que ele traz sobre questionamentos e acontecimentos do período das duas visitações e do período do exílio do Fundador. O livro, originalmente publicado na Alemanha e agora traduzido ao português, indica suas fontes dentro do próprio texto, não em notas de rodapé, para preservar o caráter de narração.

As publicações de Ir. M. Doria são conhecidas pela profundidade de sua pesquisa histórica. A autora é membro do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt e formada em Alemão, História e Pedagogia. Fez doutorado na Faculdade filosófica da Westfalische Wilhelms – Universität Münster (Alemanha) com tese sobre a Pedagogia de José Kentenich (“Die Idiee von der wahren Freiheit”, Schoenstatt- Verlag Vallendar 2007, 3ªed.). Desde 1999 ela trabalha na área da pesquisa biográfica e de documentação sobre José Kentenich. É membro, desde 2004, do IKF (Instituto Internacional José Kentenich para pesquisa e doutrina). Autora de uma série de livros e contribuições sobre a pedagogia, psicologia e espiritualidade de J. Kentenich. No Brasil já foram lançados seus livros: Os Anos Ocultos / Anos Decisivos – Tomo 1 e Tomo 2 / Tempestades de Outono.

Onde encontrar o livro?

José Kentenich – Uma Vida à Beira do Vulcão
Estará disponível nos Centros de Schoenstatt do Brasil neste mês de julho.

Também é possível adquirir online pela loja do Santuário Tabor – maerainhaartigosreligiosos.com ou no Centro de Schoenstatt mais perto.
– Contatos dos outros Santuários

Entrevista com Ir M Doria: “Talvez não seja sempre aconselhável silenciar”

 

Entrevista de Ir. M. Doria Schlickmann ao Sr. Heinrich Brehm, responsável pelo site oficial de Schoenstatt da Alemanha.

Pela publicação de um artigo num semanal católico na Alemanha entraram em discussão acontecimentos da década de 1950, que colocam tanto o Fundador de Schoenstatt, Padre José Kentenich, como também o Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt em uma luz negativa.

www.schoenstatt.de pediu à Ir. M. Doria Schlickmann, historiadora e autora de vários livros sobre o Padre José Kentenich, assim como excelente conhecedora da história de Schoenstatt, que esclarecesse a situação, com algumas respostas.

Sch.de: Ir. M. Doria, o artigo publicado fala que o Padre Kentenich era o “Pai”, “o Fundador com poder absoluto, frequentemente equiparado a Deus, a ponto de em muitas manifestações e orações não se entender claramente se são dirigidas a Deus Pai ou ao Fundador.” Isso é verdade? Como explicar essa “fusão” entre Deus Pai e Pai Fundador?

Ir. M. Doria: Em última análise, as orações só podem ser dirigidas a Deus, sempre. A experiência de transparentes humanos do amor de Deus pode tornar essas orações ainda mais vivas e ternas. A palavra “pai” usada em relação ao Fundador não é fora do comum, já de um ponto de vista objetivo. Muitas comunidades também chamam seu fundador de pai. A imagem de Deus, para muitas pessoas, se transformou (de modo positivo) depois de um encontro com o Padre Kentenich. De alguma forma, também era surpreendente que homens, jovens e também casais – sem uma motivação exterior e independentemente uns dos outros – de repente, sentissem a necessidade de chamar o Padre Kentenich de pai. Mas, na verdade, isso nunca foi nem é entendido como uma concorrência com Deus.

 

Sch.de: Como a senhora descreveria o relacionamento das Irmãs de Maria com o Padre Kentenich? Como ele vive na sua comunidade?

Ir. M. Doria: Ele é o Fundador, a quem a comunidade deve o seu perfil original e – como o Papa o disse certa vez – “sua forte espiritualidade”. Ele fez sacrifícios extraordinários por essa comunidade, não apenas pela disposição de dar sua vida por ela, em Dachau, mas também pela renúncia à sua honra, durante o seu exílio e seu contexto. O visitador e o Santo Ofício pretendiam separar completamente o Fundador da Fundação. Provavelmente, esta tentativa, ao longo de anos, até intensificou a união com o Fundador. Para nós, é natural que ele permaneça para sempre nosso pai espiritual. Ele vive em nossa comunidade, por meio de sua rica herança espiritual e nós experimentamos sua viva intercessão. Para mim, ele é um grande exemplo para a minha vida: na sua entrega a Deus e no seu grande amor ao próximo. Também me impressiona, sempre de novo, a sua sensibilidade pedagógica e psicológica. Fascina-me a forma como conseguia acolher interiormente, aceitar e favorecer os mais diversos modos de ser e os mais diferentes tipos de pessoas.

 

Sch.de: Padre Kentenich estava convicto de que as pessoas necessitam de vínculos fortes para poderem desenvolver a sua personalidade. Qual é o efeito de vínculos em uma pessoa? Eles a fortalecem ou enfraquecem? E como se integram com isso as anotações do visitador Sebastian Tromp SJ, que afirmou que “entre os dirigentes masculinos e as Irmãs de Maria há poucas personalidades firmes, que tenham um pensar autônomo e a liberdade interior”?

Ir. M. Doria: Em princípio, um vínculo humano sadio fortalece, quando não se deteriora em dependência cega. Toda a criança consciente de ser amada por seus pais, em sua originalidade, desdobra a sua personalidade, se fortalece, se conscientiza de seu modo de ser e conquista uma atitude positiva diante da vida. Isso supõe, naturalmente, que pais, educadores e os que têm a responsabilidade principal pela vinculação sejam desprendidos de si, justamente porque representam, em certo sentido, uma autoridade. Parece-me que uma mulher, mais ainda uma comunidade feminina, possui uma sensibilidade particular para perceber se alguém é desprendido.

Uma coirmã, que trabalhou durante decênios com o Fundador, disse-me, certa vez: “Se tivéssemos percebido nele (Padre Kentenich) o mínimo nesse sentido (egoísmo), nós teríamos nos afastado dele imediatamente.” Em decênios de observação e pesquisa, pude constatar que, até hoje, em todas as comunidades de Schoenstatt, por meio da vinculação ao Padre Kentenich, realmente, amadureceram muitas personalidades fortes e, como me parece, justamente, livres interiormente. Em diversos países, já estão em andamento processos de beatificação de alguns destes modelos, que viveram santamente na história de Schoenstatt.

Pe. Tromp talvez não se tenha dado conta de que, com seu procedimento autoritário, assustou muito algumas Irmãs. Elas não estavam habituadas a um estilo assim com o Padre Kentenich. Além disso, o visitador, previamente, já havia sido influenciado negativamente contra o Padre Kentenich, por algumas poucas Irmãs de Maria, entre elas também nossa primeira superiora geral. O que o Pe. Tromp não percebeu, ou não podia perceber, é que, justamente essa superiora geral, desde o começo, já via no Fundador uma concorrência. Ela recolhia minuciosamente afirmações negativas contra ele e as transmitia ao visitador. O senhor encontra tudo isso, em detalhes, no meu livro biografia do Fundador. (N.T.: “Padre José Kentenich. Uma vida à beira do vulcão”)

O julgamento de Pe. Tromp de que todas as outras Irmãs e Sacerdotes, que não partilhavam a sua opinião, eram fracos, inseguros e não tinham um pensar autônomo, a meu ver, é uma avaliação bastante errônea, que eu explico pela sua falta de experiência na pastoral feminina. Ele era certamente um excelente professor de dogmática. Mas aqui, encontrava-se diante de um campo totalmente diferente. A história, a expansão e o desenvolvimento da Obra de Schoenstatt, levada ao mundo inteiro por Irmãs de Maria ainda jovens, provam o contrário (do que Tromp julgava).

 

Sch.de: Padre Kentenich foi exilado pela Igreja. Que razões deu o Santo Ofício ao Padre Kentenich e à Família de Schoenstatt?

Ir. M. Doria: Antes do Concílio Vaticano II, o Santo Ofício não costumava explicar os motivos. Os diversos decretos contêm apenas as determinações e, do mesmo modo, as Direções (das comunidades) em Schoenstatt também não sabiam os motivos. Durante o seu período de governo, como Superior Geral dos Palotinos, Pe. Adalberto Turowski perguntou várias vezes pelos motivos para a deposição e o exílio do Pe. Kentenich, mas, quanto eu saiba, ele não recebeu resposta.

Nos anos seguintes, progressivamente, se espalhavam boatos, escutavam-se cada vez mais calúnias, mentiras da fantasia, que atribuíam ao Fundador uma falta de integridade moral. No fim de aproximadamente dez anos de exílio, Padre Kentenich ficou sabendo de todas essas acusações. Mas, quando, repetidamente, pediu que se abrisse um processo jurídico contra ele, a fim de poder se defender contra essas acusações e novas suspeitas, isso foi interpretado como desobediência da sua parte. Por isso, no início da década de 60, ele escreveu um posicionamento detalhado sobre a sua própria pessoa, mas que lhe foi devolvido sem ter sido lido. Ele devia se calar e carregar, pacientemente, a sua cruz. Ele não teve possibilidade de se defender.

 

Sch.de: Em outro artigo, a autora apresenta de forma muito depreciativa a prática religiosa do exame filial, que desempenha um papel em sua comunidade. Como se deve entender esse rito e que sentido ele tem? É praticado ainda hoje?

Ir. M. Doria: Padre Kentenich visava sempre uma relação vital e pessoal com Deus. O cerne, o essencial de nossa espiritualidade é ser filho diante de Deus. As perguntas do assim chamado ‘exame filial’ se referem ao nosso relacionamento filial com Deus, ser filhos diante de Deus. Por isso, também se fala de criança (N.T.: “Kind” é uma palavra neutra, em alemão, é a expressão para designar o ser filho diante de Deus – “Kindsein vor Gott”. Kind não significa “filha”, que em alemão é “Tochter”) A quem pertencemos? A Deus. O que pode Deus fazer conosco? Tudo! O que somos diante dele? Na verdade, um pequeno nada e, por isso, tudo.

Esse é um tema que perpassa toda a história da espiritualidade cristã. O amor de Deus por nós é incomensuravelmente grande e pessoal, não simplesmente geral. A palavra pai personaliza a entrega a Deus, como Jesus diz no Evangelho de João: “Pai justo…”, “Pai amado…” e muitas outras passagens. É um diálogo íntimo e pessoal com o Pai.

Esta entrega podia ser expressa de modo concreto na forma de um diálogo, de pergunta e resposta com o Fundador. Surgiu assim, simplesmente, a partir da vida. Mas, não é, de forma alguma, um costume geral vigente ou um rito que se repita regularmente, que cada irmã pratique ou deva praticar. Era e é uma decisão livre da respectiva Irmã.

Se o deseja, uma Irmã pode expressá-lo diante dos superiores maiores da comunidade. No entanto, o último destinatário é sempre Deus. Caso contrário, se trataria de uma brincadeira indigna. A forma como está apresentado na publicação é uma deturpação total.

 

Sch.de: O que significa a pergunta: A quem pertencem os seios?

Ir. M. Doria: Isso também foi apresentado na mídia de forma muito deturpada e incorreta. Quem lê isso só pode pensar: que absurdo!

Essa pergunta se refere a um único caso. Essa Irmã tinha uma pronunciada angústia em relação à sua estrutura física, por isso, tentava, compulsivamente, esconder o máximo possível suas formas femininas. Deve-se ter em mente que a educação de jovens religiosas, na época, muitas vezes, levava a preconceitos sexuais e a escrúpulos. Padre Kentenich mostrou claramente a essa Irmã a sua obsessão com a intenção de libertá-la. Esclarecendo-lhe, assim, que Deus a aceitava assim como ela era.

 

Sch.de: No artigo do jornal, a sua comunidade é totalmente descrita a partir da visão do visitador. Mas, como as Irmãs vivenciaram o visitador? Que tipo de pessoa era ele? Que efeito isso tinha sobre as irmãs? O que as Irmãs envolvidas falaram sobre ele e seu procedimento? Na verdade, quantas Irmãs ele realmente viu e conversou pessoalmente?

Ir. M. Doria: Como mostram os documentos do arquivo de nossa crônica, ele ficava muito irritado quando uma Irmã defendia uma opinião diferente da que ele queria ouvir. Ele reagia de forma violenta e indominada, punia arbitrariamente com transferências as Irmãs e os Sacerdotes que o contradissessem, decidia sobre os menores assuntos das Irmãs e queria obrigá-las a fazer votos. Determinava tudo de uma forma que a comunidade não estava acostumada. A maioria das Irmãs e Sacerdotes não se deixou intimidar por ele e expressava, com autonomia e coragem, a sua própria opinião, mesmo que isso lhes trouxesse muitas desvantagens.

 

Sch.de: Que o Movimento de Schoenstatt pode fazer agora? Como interpreta este acontecimento atual? Que Schoenstatt deve aprender com isso?

Ir. M. Doria: Primeiramente, creio que as falsas interpretações publicadas e as falsas acusações contra o Padre Kentenich nos obrigam a trazer à luz a injustiça que lhe foi feita durante muitos anos. Que Schoenstatt deve aprender com isto? Talvez deva aprender que nem sempre é aconselhável silenciar educadamente.

Tradução: s-ms.org

Fonte: schoenstatt.org.br

O que falam os Bispos e Papas sobre o Pe. Kentenich?

 

Karen Bueno – Poderia ter sido tudo muito simples, sem complicações, sem sofrimento. Bastava as autoridades da Igreja reconhecerem o atuar divino e Schoenstatt seguiria cumprindo sua missão, levando adiante seu carisma. Mas a Divina Providência traçou caminhos diferentes: o Bom Deus queria revelar, provar por meio dos 14 anos de Exílio, que Schoenstatt é Obra de seu atuar.

Apesar de ser uma época de grande dificuldade para todos os schoenstattianos, o Exílio comprova a grandeza do Pai e Fundador e da Obra ao qual foi inspirado fundar. Todas as provação impostas ao Pe. José Kentenich testemunham a fidelidade e o amor que ele deposita na Igreja.

22 de Outubro é um marco na história do Movimento Apostólico de Schoenstatt. É a data que a Igreja põe fim ao período de Exílio do Fundador, após anos de estudos e avaliações. Essa data marca um novo começo para a Obra, agora com o olhar confiante e terno da Igreja, que aceita e confirma sua vocação, como testemunham seus pastores:

Papa Francisco

Na audiência com a Família e Schoenstatt, o Papa Francisco se diz impressionado com a “incompreensão e a rejeição que teve que sofrer o Pe. Kentenich”. Segundo ele, “esse é o sinal de que um cristão vai à frente: quando o Senhor o faz passar pela prova da rejeição. Porque é o sinal dos profetas. Os falsos profetas nunca foram rejeitados, porque diziam aos reis ou às pessoas o que eles queriam ouvir”. Os falsos profetas concordam com tudo, dizem: “Ah, que bonito”, e mais nada. O Pai e Fundador foi fiel, demonstrou “a capacidade de aguentar”, ou seja, “suportar na vida ser deixado de lado, rejeitado, sem se vingar com a língua, com a calúnia e a difamação”.

No encontro com os Padres de Schoenstatt, em 3 de setembro de 2015, o Santo Padre ressalta sua atenção com a herança deixada pelo Fundador: “Após esses anos recorridos lhes preocupa manter vivo o carisma fundacional e a capacidade de saber transmiti-lo aos mais jovens. A mim também me preocupa, que mantenham o carisma e o transmitam, de tal maneira que siga inspirando e sustentando suas vidas e sua missão”

 

Papa João Paulo II

Também São João Paulo II, na audiência com a Família de Schoenstatt, em 1985, ressalta a importância de se manter o carisma do Pe. Kentenich vivo: “Vós sois chamados a participar da graça que vosso Fundador recebeu e a colocá-la a disposição de toda a Igreja. Porque o carisma dos Fundadores se revela como uma experiência do Espírito, que é transmitida aos seus seguidores, para que vivam, protejam, aprofundem e desenvolvam constantemente em comunhão e para o bem da Igreja, a qual vive e cresce em virtude de sua fidelidade ao seu Divino Fundador” (Roma, 20.09.85).

Dos Cardeais

Na celebração dos cem anos da Aliança de Amor, o Cardeal Giovanni Lajolo ressalta a fé do Fundador: “Voltemos nosso olhar para a origem. No princípio estava somente a fé do Padre Kentenich. ‘Anda na minha presença e sê perfeito’ (Gen 17,1). A ordem de Deus a Abrão, o pai da fé, pelo visto se aplica também ao Fundador da Obra de Schoenstatt, pois a ele foi presenteado uma fé viva na Providência. Ele viu vida e mundo, vida cotidiana e guerra mundial, atualidade e história sob à luz da condução de Deus e seu plano de sabedoria, bondade e poder. Seu passo ousado na fundação de algo novo foi dado à luz e à força desta experiência de fé”.
Dom Francisco Javier Errázuriz, Cardeal Arcebispo de Santiago/Chile, é Padre de Schoenstatt e pode falar não apenas do que ouviu, mas do que viveu, já que ele próprio conheceu o Pai e Fundador: “A atitude de educador é serviço de doação à vida de outro, o educador é um servidor. O Pe. Kentenich se colocava totalmente ao serviço de outra pessoa, como se não tivesse nada mais que fazer”.

A abertura do ano jubilar em Schoenstatt foi presidida pelo Cardeal Stanisław Ryłko, presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, na qual ele afirma: “Em sua atuação pastoral, vosso Fundador pintou continuamente a imagem de Maria nos corações. Padre Kentenich escreveu a seu modo num número incontável de corações o ‘Totus tuus’ do beato [hoje santo] João Paulo II, formando assim personalidades marianas para a Igreja”. Ele recorda ainda o período do Exílio: Além dos muitos acontecimentos felizes e consoladores, não faltaram na história de Schoenstatt provações e até provações muito dolorosas. Não me refiro apenas às duas guerras mundiais e à prisão do Fundador no Campo de concentração de Dachau, mas também, particularmente, ao longo exílio nos Estados Unidos que lhe foi imposto pelas autoridades da Igreja. No entanto, nesses anos difíceis, o amor à Igreja não diminuiu no coração do Padre Kentenich, nem no coração de sua Família de Schoenstatt… Justamente hoje a Igreja necessita de um novo ardor missionário e olha com esperança os movimentos eclesiais. Ela olha com grande esperança para Schoenstatt. A Igreja conta com Schoenstatt!”.

 

 

Bispos do Brasil

O Arcebispo Militar do Brasil, Dom Fernando Guimarães, afirma sobre o Pe. Kentenich: “Vejo, em primeiro lugar, a figura de um sacerdote apaixonado pela Igreja, que procurou viver em plenitude o seu sacerdócio e que, apesar das inúmeras dificuldades e provações que teve de enfrentar ao longo de sua vida de ministério, nunca perdeu a confiança nem a atitude obediente aos superiores e à Igreja. Creio que ele é um modelo de vida sacerdotal, é um modelo de devoção mariana e uma devoção que se abre numa perspectiva missionária, de maneira que a sua Obra permanece viva e atuante na Igreja, sempre moderna”.

Ele aponta, segundo a sua concepção, os dois principais presentes que o Pai e Fundador oferece à Igreja: “Creio que a principal contribuição do Pe. Kentenich é exatamente a sua Obra, além de seu testemunho de vida. Ele traz uma visão que engloba um corpo sacerdotal, pessoas consagradas, famílias, os batizados em geral, cada um em sua entrega pela Aliança de Amor; Schoenstatt é uma presença em todos os níveis que compõem a Igreja Católica, uma presença que a partir de Maria se dirige a Jesus, em vista da salvação, da construção do reino”.

Segundo Dom Fernando, Pe. Kentenich “deixa um exemplo enorme”: “De muitas maneiras ele antecipa o que o Concílio Vaticano II vai falar mais tarde sobre a vocação universal à santidade, sobre a santificação de cada um no seu estado de vida – o leigo como leigo, o pai de família como pai de família, o jovem como jovem… Essa busca da santidade de Deus que se traduz em nós, nessa profunda comunhão e sempre pelas mãos de Maria; o Capital de Graças é uma contribuição sempre atual”.

Dom Eduardo Benes de Sales, Arcebispo de Sorocaba/SP, recorda em seu blog a história do Pe. Kentenich com destaque para o período do Exílio e afirma: “Pe. José Kentenich realizou aquilo que alguns anos depois São Maximiliano Kolbe, que deu sua vida para salvar um companheiro de prisão nazista, ensinou em uma de suas cartas: ‘Pela obediência ultrapassamos os limites de nossa pequenez e conformamo-nos à vontade divina, que nos dirige com sua infinita sabedoria e prudência, a fim de agirmos com retidão… Esta é a vereda da sabedoria e da prudência, este é o único caminho pelo qual possamos dar a Deus maior glória’”.

A lista de autoridades da Igreja que conhece e estima a vida e a Obra do Pe. Kentenich é imensa. Na celebração do centenário da Aliança havia mais de 30 epíscopos – entre bispos, arcebispos e cardeais –, além de uma infinidade de representantes religiosos e consagrados e autoridades civis.

Sua vida é um verdadeiro ‘Dilexit Ecclesiam’ – hoje visto como verdadeiro tesouro – deixado como herança e missão para seus filhos, que agora têm a tarefa de viver esse mesmo amor e fidelidade no novo século de Schoenstatt.

 

 

Fonte: schoenstatt.org.br