Pe. José Kentenich, um grande comunicador

Ir. M. Nilza P. da Silva – Há pessoas que simplesmente antecedem ao seu tempo em seu modo de pensar e de responder questões. Deus lhes concede o dom de pré-viver em seu tempo, situações que ainda virão. Uma dessas pessoas é nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich. Entre tantas dádivas recebidas de Deus e colocadas a serviço da Igreja, da sociedade, desde a juventude, ele percebe a importância do uso das mídias para a evangelização.

Ele não se graduou como jornalista, publicitário, relações públicas, no entanto, é um modelo de comunicador. Desde o começou de sua Obra utilizou os modernos meios de comunicação de seu tempo para difundir a mensagem da Aliança de Amor. No período da fundação de Schoenstatt, 1914, a mídia impressa – revistas, jornais, panfletos, etc. – era a principal ferramenta de comunicação social.

O apostolado e a inspiração pela Mídia impressa

Desde 1912, como diretor espiritual, Pe. Kentenich motiva os seminaristas, que faziam parte da Associação Missionária, a se empenharem pela “propagação da boa imprensa”. Em seu apostolado eles divulgam as publicações da Sociedade Palotina e conseguem assinantes para a revista “A Estrela da África”. Cita a crônica de 1913: “Temos que trabalhar com palavras e obras para os interesses da Sociedade, especialmente na divulgação da nossa revista”. O quanto o Fundador valoriza a mídia se comprova também no fato de que, em dezembro de 1912, o jornal de Koblença traz um artigo em destaque, escrito por ele, sobre a fundação da Associação Missionária, em Schoenstatt.

O jovem sacerdote lê os jornais e procura interpretar as notícias com fé na Divina Providência. A inspiração para fundar a Obra de Schoenstatt, por meio da Aliança de Amor, Deus lhe enviou por meio da leitura de um artigo de jornal. A reflexão de uma simples leitura – o que Deus quer me dizer com isso? – desenvolveu-se na fundação do Santuário e de um admirável sistema pedagógico para a educação do homem livre e a renovação do mundo.

Pe. Engelbert Monnerjahn conta: “No ‘Panorama Geral’, jornal semanal de Munique, na edição de 18 de julho, Pe. Kentenich leu um relato do conhecido capuchinho, Pe. Cipriano Froehlich, sobre a origem de um lugar de peregrinações no Vale de Pompéia, perto de Nápoles. Este relato despertou nele uma série de perguntas, principalmente esta: O que aconteceu no Vale de Pompéia não poderia se tornar realidade também em outro lugar, por exemplo, em Schoenstatt?”.

Um comunicador da Aliança de Amor

No entanto, durante a Primeira Guerra Mundial, a edição de periódicos era algo complicado, geralmente limitada a grandes corporações. Ainda assim, a ousadia e confiança na Divina Providência fazem com que o Pe. José Kentenich lance, em 5 de março de 1916, a revista “Mater Ter Admirabilis”. A primeira revista oficial do Movimento Apostólico de Schoenstatt é uma ferramenta utilizada para formar, informar e vincular o nascente movimento, a juventude schoenstattiana, que estava nos campos de batalha. Deus abençoou o uso da mídia.

Pe. Monnerjahn conta: “Dentro de poucos meses essa revista alcançou uma divulgação extraordinária. Os primeiros números foram impressos em litografia, com uma tiragem de 200 exemplares. Em meados de agosto de 1916, Pe. Kentenich comunicou ao presidente da Congregação que, devido à procura, fora aumentada para 300. Em fins de agosto, a edição passou a 400 exemplares, em fins de novembro a 600, e no começo do segundo ano, em março de 1917, atingiu a tiragem de 1.000 exemplares. Deve-se notar que a revista não era uma leitura amena, superficial, mas exigia a colaboração e o esforço mental de seus leitores ”.

Com a grande procura pela Revista MTA, que chegava a 2.000 assinaturas, em dezembro de 1917, foi preciso recorrer a uma tipografia em Vallendar e depois a outra maior em Coblença. O conteúdo escrito pelo Pe. Kentenich chama a atenção, é algo novo e coerente: “A Mater Ter Admirabilis era lida por outras pessoas fora do círculo schoenstattiano, tornando conhecida a muitos jovens idealistas a Congregação Mariana de Schoenstatt, seus objetivos e seu Santuário. Alguns deles não só quiseram assinar a revista, mas também colaborar ativamente na comunidade da Congregação de Schoenstatt e em sua Organização Externa ”.

No início de 1918, a revista sai além das fronteiras da Alemanha e se torna o material de formação para os congregados marianos militares da Holanda. A revista é usada, como fonte de informação e pesquisa, em palestras para as associações juvenis e para as aulas do professor universitário de Bonn, Arnoldo Rademach.

O lançamento da revista MTA exigiu uma fé e confiança heroica. Pe. Kentenich fala, aos casais nos Estados Unidos, em 13 de setembro de 1953: “Nossa reflexão foi esta: se a Mãe de Deus realmente quer um movimento assim, também podemos arriscar algo. Nossos jovens estavam sozinhos, lá fora nos quartéis (…) pensei comigo: os jovens precisam se manter unidos. Não tínhamos dinheiro. Se não me falha a memória, havia 23 centavos no caixa. Começamos, então, com os 23 centavos. Com isso, fundamos uma revista, baseada na confiança: (…) Se for a tua causa, terás de ter o cuidado pelo sucesso! Realmente, a revista vingou. A partir dela, posteriormente apareceram muitas outras. Tudo a partir do nada”.

Mídia como complemento e não como substituição do relacionamento pessoal
Pe. Kentenich é um grande comunicador que se fez ouvir em inúmeras palestras, conferências, congressos, utilizando todos os meios que eram possíveis na época. Contudo, sua forma mais eficaz de comunicação é a relação pessoal, individual, humana, com cada um que se apresenta diante dele. Na década de 30, mais da metade do clero da Alemanha foi para Schoenstatt, a fim de ouvi-lo, em seus retiros. Ele investe na mídia como um complemento e não como substituição de seus contatos pessoais. Justamente nos anos de maior sucesso e crescimento da revista MTA está a história de vida dos primeiros heróis de Schoenstatt, da primeira e segunda geração (1917-1942). Lendo as suas biografias vê-se a influência decisiva que o vínculo pessoal ao Fundador teve para cada um dos que o contataram.

No período do Exílio do Fundador nos Estados Unidos (1951-1965) isso também se comprovou. Recém assumiu a tarefa como pároco da comunidade alemã, Pe. Kentenich funda o Jornal Paroquial, para circular informações entre os paroquianos, noticiar sobre seu país de origem, interter e orientar. O informativo paroquial complementava a sua dedicação pessoal no atendimento a cada um da comunidade, as suas palestras e homilias. Ele não se isolou de sua comunidade porque fazia uso da mídia, mas, formou família, cultivou vínculos pessoais, mesmo que a mídia consumisse seu tempo para o anuncio de sua missão.

Hoje, Deus continua a usá-lo como seu meio, seu instrumento, para se comunicar com seus filhos, interferir em suas consciências e formar suas opiniões. Suas publicações e seu exemplo de vida continuam a inquietar e a responder questões fundamentais de nosso tempo. Certa vez, perguntaram ao Fundador de Schoenstatt como ele gostaria de ser recordado, qual imagem deveriam guardar dele. Em sua resposta estão os traços de comunicador: “Com a mão no pulso do tempo e o ouvido no coração de Deus.” Eis nossa missão de comunicadores: ajudar o público a formar opinião: ouvir e interpretar o que Deus nos diz por meio dos acontecimentos atuais.

“Acende em mim a luz da fé”

Ir. M. Isabel Cristina Benedetti – Em cada dia 15 recordamos a vida abençoada do Pe. José Kentenich e agradecemos a Deus por todas as graças recebidas por sua intercessão e pelos ensinamentos que recebemos por meio de seu exemplo e de suas palavras. No início deste mês, celebramos a festa da Apresentação de Jesus no Templo, também conhecida como festa de Nossa Senhora da Luz. Para o Pe. Kentenich, essa festa tinha grande significado.

Jesus, a grande Luz dos povos e nações! E a Mãe de Deus, a portadora da luz, do Filho de Deus. Para ele, era natural que a Mãe e Rainha se manifeste no Santuário como luz para muitas pessoas. Numa oração que ele compôs, em 1941, a invoca como “Luz da fé”:

“Mãe, é tua tarefa. Acende em mim a luz da fé. Ó Mãe, acende a luz da fé em muitíssimas pessoas que contemplam tua imagem numa medalha ou que de algum modo entram em contato com teu Santuário. Eu te agradeço, Mãe, que acendeste a luz da fé. Amém.”

Que tenhamos uma fé sempre crescente em Deus, na intercessão e no poder educativo de Maria. O Pe. Kentenich quer nos ajudar para que sejamos pequenas luzes na vida de outras pessoas. Peçamos sempre sua ajuda:

Deus, nosso Pai, atende-nos em nossas intenções por intercessão do Pe. José Kentenich (pedir a graça). Realiza sinais e milagres, como testemunho de sua santidade, concedendo-lhe em breve a honra dos altares, a fim de que muitas pessoas encontrem o caminho que conduz a ti. Por isso te pedimos, com Maria, nossa Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, por Cristo Nosso Senhor. Amém!

 

Foto: Campanha da Mãe Peregrina (maeperegrina.org.br)

schoenstatt.org.br

 

O que foi o campo de concentração de Dachau?

 

Juliana Dorigo – Neste dia em que recordamos a decisão do Padre José Kentenich de aceitar ir para o Campo de Concentração de Dachau, renunciando à sua liberdade exterior como penhor pela liberdade interior de seus filhos espirituais, é interessante saber o que foi este lugar.

Dachau foi o primeiro campo de concentração construído pelos nazistas. Ele foi inaugurado nas proximidades de Munique, na Alemanha, em 22 de março de 1923, antes da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O campo recebeu cerca de 200 mil pessoas e estima-se que mais de 50 mil morreram no local.

Dachau era considerado o “campo modelo” do regime nazista, pois, por ser o primeiro, com base nele foram construídas todas as outras prisões desse mesmo formato. Foi assim que seu nome se tornou conhecido em toda a Alemanha e os campos de concentração em geral eram chamados de ‘Dachau’, como conta o historiador Eugen Cogon: “Em sua qualidade de campo mais antigo da Alemanha, deu seu nome à coisa em todo o país. Quando falava de alguém enviado para um campo, a população alemã em geral dizia: ‘Ele está em Dachau’”.

O perfil dos prisioneiros

Os nazistas destinaram para Dachau as pessoas que tinham maior influência sobre a população, como prisioneiros políticos e religiosos. Inicialmente, os internos eram alemães comunistas, sócio democratas, sindicalistas, sacerdotes cristãos, entre outros adversários políticos do regime nazista, pessoas intelectuais e com apoio popular.

Cerca de 2.720 religiosos foram aprisionados nesse campo e 1034 sacerdotes encerraram ali sua vida terrena – incluindo alguns membros da Família de Schoenstatt. “Possuir um livro proibido, guardar recortes de jornais tendenciosos ou cartas pessoais críticas ao regime, apresentar indícios de proselitismo religioso: a Gestapo (polícia nazista) utiliza todos os pretextos possíveis para justificar a prisão de sacerdotes”, escreve o pesquisador francês Guillaume Zeller.

Terra de santos

Dachau também era utilizado como centro de treinamento para os guardas de outros campos de concentração. Ele foi dividido em alas, como os pavilhões de dormitório, a praça da chamada, o crematório, a área onde ficavam os quartéis. Na ala reservada para as experiências médicas, os prisioneiros eram utilizados como cobaias – como é o caso do Pe. Albert Eise, a quinta “cruz negra” de Schoenstatt.

Dachau tornou-se extremamente importante para a produção de armamentos da Alemanha. No ano de 1944 foram criados os campos satélites que ficavam sob sua administração.

O fim do campo de concentração

Com o avanço dos americanos à Alemanha, os prisioneiros foram obrigados a iniciar a marcha da morte, em uma caminhada que partia de Dachau a Tegernsee. As tropas americanas libertaram o campo no início de maio de 1945, liberando também os presos que haviam sido levados para a marcha da morte. No dia 6 de abril de 1945, pelas 9 horas da manhã, o Pe. Kentenich pôde deixar o campo de concentração de Dachau, levando na mala um testemunho de amor e fidelidade e a conquista de um grande crescimento mundial para sua Obra.

 

Fonte: schoenstatt.org.br

Pe. José Kentenich um apóstolo da liberdade!

Ir. M. Dioneia Lawand – Hoje, 15, recordamos o dia de falecimento de nosso Pai e Fundador. Também neste mês recordamos o segundo marco da história de Schoenstatt: o dia 20 de janeiro de 1942, quando o Padre Kentenich se decide livremente para o Campo de Concentração de Dachau, apesar de ter a chance de escapar. Sua atitude, assumida à luz da fé, acerta com a vontade divina e assim ele oferece sua prisão a fim de conquistar a liberdade interior para seus filhos espirituais.

Seu maior anseio, por meio de sua pedagogia, era educar o homem interiormente livre, capaz de decidir-se com ousadia e convicção pelos mais elevados ideais.

Destituído de sua liberdade exterior na prisão, o Pe. Kentenich mantinha intacta e inabalável sua liberdade interior e sempre educou personalidades livres.

 

Rezemos por sua beatificação:

Deus, nosso Pai! Atende-nos, em nossas intenções, por intercessão do Pe. José Kentenich (pedir a graça) Realiza sinais e milagres, como testemunho de sua santidade. Concede-lhe, em breve, a honra dos altares, a fim de que muitas pessoas encontrem o caminho que conduz a ti.

Por isso, te pedimos, com Maria, nossa Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Schoenstatt.org.br

Retorno do exílio: eles estavam lá e nos contam como foi

Era 23 de dezembro de 1965 quando a Família de Schoenstatt recebe o anúncio de um grande presente, algo que se pode chamar de “milagre de Natal”: pela primeira vez, depois de 14 anos de exílio, o Pe. José Kentenich celebraria a Noite Santa em Schoenstatt, no Santuário Original.

Às vésperas do Santo Natal de 1965 Pe. Kentenich estava em Roma aguardando as decisões da Igreja sobre seu futuro e o futuro da Obra de Schoenstatt. Como foi recordado, o dia 22 de dezembro marcou a história do Movimento Apostólico de Schoenstatt, pois foi o dia no qual o Papa Paulo VI recebeu o Pe. Kentenich em uma audiência, dando-lhe sua bênção e agradecendo pela fidelidade ao longo dos anos de exílio.

De fato a Igreja reconheceu a origem divina de Schoenstatt e aprovou sua espiritualidade, mesmo assim Pe. Kentenich ainda não poderia deixar a cidade de Roma sem autorização do Santo Ofício, por conta da burocracia.

Fazia nessa ocasião 14 anos que o Pai e Fundador não visitava o Santuário Original. É impossível imaginar a saudade que existia em seu ser de estar ali fisicamente, apesar de seu coração permanecer abrigado permanentemente no lar original da Família de Schoenstatt.

 

Quando contemplamos um milagre

No período que passaram em Roma, os membros do Movimento que acompanhavam o Pai tinham muita esperança de que ele pudesse passar o Natal em Schoenstatt, mas conforme os dias iam correndo, se convenciam de que isso era impossível. Somente o Pe. Kentenich parecia não estar totalmente convencido disso.

O dia 23 de dezembro, uma quinta-feira, desponta sem muitas expectativas, tudo era silencioso na casa onde estavam abrigados. Algumas Irmãs de Maria vão à cidade para comprar os presentes de Natal e todos começam a se preparar para celebrar o nascimento do Menino Jesus ali mesmo, em Roma.

Porém, esse sentimento não duraria por muito mais tempo, já que uma grande notícia, algo que parecia impossível, tornaria a Noite Santa de 1965 inesquecível. Mathilde Thorae, da União Feminina, estava entre o grupo que acompanhava o Fundador em Roma e conta:

Pouco antes das 12 horas, eu e outra unionista queríamos pedir ao Senhor Padre (Pe. Kentenich) para falar algumas palavras no gravador para o nosso congresso de dirigentes. Encontramos o Senhor Padre no corredor a caminho do telefone. […] Depois de alguns minutos, ele voltou. Alegre e comovido, ele estendeu suas mãos e disse: ‘O Pai pode ir para a Alemanha!’.
Ele recebeu esta notícia, pelo Cardeal Hildebrando Antoniutti. Seus olhos brilharam como eu nunca tinha visto antes. Quando algo tão esperado de repente se torna realidade, a gente quase não pode compreender.
Nós perguntamos apenas: “Quando???”
Ele respondeu: “Como o Pai quer, logo, imediatamente!”
Dissemos: “Podemos contar isso aos outros?”
“Sim!”
Corremos até o quarto mais próximo, que era do Pe. Franz Betzler, que logo foi ao quarto do Sr. Padre. Depois, subimos depressa a escada, procuramos as Irmãs. Num instante todos se encontravam no quarto do Senhor Padre, imensamente felizes. Quase não é possível contar este acontecimento. Alegremente falamos e planejamos.
O Senhor Padre disse: “Mas foram desmarcadas todas as passagens de avião”. “Não” – respondeu Ir. M. Edelgart [Detscher] – “estas eu deixei reservadas até amanhã, às 13 horas”.

 

Agradecemos e corremos para preparar a viagem

Diante dessa notícia e depois de agradecerem juntos à Mãe e Rainha, todos começam a se organizar para a viagem, arrumar as malas, documentos e tudo mais. A novidade é recebida em tom de festa na Alemanha, agora todos desejam ir a Schoenstatt para a Noite Santa. No dia 24 de dezembro tudo estava pronto. Ir. M. Erika Molitor, que também estava em Roma, narra:

Às 12 horas, o ônibus que nos levaria ao aeroporto estava na frente da casa. Todos os passageiros esperavam com sua bagagem no hall da entrada. Eles foram solicitados a preparar sua passagem e seu passaporte. Faltava o passaporte do Senhor Padre. Ir. M. Winfriede tinha ido com todos os passaportes ao aeroporto para comprar as passagens. Parecia que ela não havia devolvido o do Senhor Padre. Todos os olhares caíram sobre Ir. M. Winfriede. Ela começou a procurar e tirou tudo de sua mala, mas sem êxito. Então, ela foi até a capela e rezou. O Senhor Padre permaneceu bem silencioso em nosso meio. De repente, ele disse: “Então, vou ficar aqui!”. Espontaneamente, o Pe. Betzler foi ao seu encontro e disse: “Eu também não preciso viajar”, o Senhor Padre respondeu: “Sim, Franz, então o senhor fica comigo!”. Entretanto, Ir. M. Winfriede voltou, tirou tudo da mala novamente e, finalmente, encontrou o passaporte do Senhor Padre.

Durante a viagem para o aeroporto, reinava uma atmosfera alegre e feliz no ônibus. Cantamos um canto após outro e estávamos felizes como crianças. Íamos ao encontro do “Milagre da Noite Santa”.

Hoje, […] lançando um olhar àquele tempo, podemos confessar com gratidão: “Sim, vivenciamos o ‘Milagre da Noite Santa’. Podíamos quase pegar com as mãos o poder de Deus e da Mãe de Deus”.

O ‘Milagre da Noite Santa’ é o selo divino na missão de Schoenstatt, pela qual nosso Pai viveu, sofreu e se sacrificou. Ele nos compromete por todos os tempos, em todos os lugares, a uma contínua e profunda gratidão, a um empenho incansável e a uma fidelidade inquebrantável.

Fonte: Congressos de Outubro em Schoenstatt

Disponível em Secretariado Pe. Kentenich

schoenstatt.org.br

Assim terminaram os 14 anos de exílio

No dia 22 de dezembro de 1965, Pe. José Kentenich encontra-se com o Santo Padre, Papa Paulo VI, que lhe faz um agradecimento muito especial e reconhece seu empenho e fidelidade à Igreja, que se sustentou de maneira distinta durante os 14 anos de exílio.

Há poucos dias antes do Natal, em 21 de dezembro de 1965, chega a notícia de que o Santo Padre deseja receber o Fundador de Schoenstatt em uma audiência. O convite impresso é entregue por um mensageiro do Vaticano, já de noite.

No dia seguinte, logo pela manhã, Pe. Kentenich vai de taxi ao Vaticano para a audiência geral das 11 horas. Com outros convidados, ele fica em uma sala privada, esperando a chegada do Santo Padre. Cerca de 60 a 75 pessoas participam desse encontro particular.

Um pedido do Papa: fique por último!

No final dessas audiências é comum as pessoas saudarem o Papa pessoalmente, por isso, as autoridades ficam por último, sentam-se ao fundo, para terem um momento mais demorado com o Santo Padre. Pe. Kentenich, quando entra na sala, senta logo à frente, nos primeiros bancos, pois não se julga uma autoridade para quem o papa disponha de mais tempo. Porém, um dos responsáveis se aproxima e pede que ele sente ao fundo, entre os que teriam mais tempo, lhe explicando que ele deveria ficar por último, pois o Papa queria dedicar-lhe mais atenção e dizer-lhe algo especial.

Pe. Kentenich conta mais tarde: “A maioria se ajoelhava e recebia a bênção, dava a mão ao Santo Padre e a beijava, logo, tudo estava encerrado. Outros se ajoelhavam todos juntos e trocavam algumas palavras com o Santo Padre. Evidentemente, isto foi uma audiência para determinadas pessoas que tinham alguma missão especial, para que fossem fortalecidos interiormente, estimulados e encorajados”.

São Paulo VI faz um hino de louvor ao Pe. Kentenich

Quando chegou a sua vez, Pe. Kentenich fica sozinho na sala com o Papa Paulo VI e algumas autoridades do Vaticano e vem um momento muito comovente. Nosso Fundador se ajoelha por um momento e beija o anel papal, em sinal de respeito e reconhecimento. O Papa lê então um texto em alemão (ele era italiano, mas em consideração ao Fundador preparou o texto em alemão). Segundo o Pe. Kentenich, “do começo ao fim, foi um único louvor (…)”. O que o Papa disse exatamente não se sabe, pois, em sua humildade, o Pai e Fundador nunca contou de fato quais elogios o Papa lhe dirigiu. Mas, ele relata: “Parado ali, escutei o Papa atentamente… Se tivesse que lhes reproduzir algo do discurso, seria pouco o que poderia dizer. Sabem por quê? Porque eram só elogios”.

Em resposta a sua Santidade, o Pe. Kentenich agradece e se compromete: “Em nome da Família de Schoenstatt agradeço (…) Vossa Santidade, cordialmente, por todos os benefícios que presenteou, em medida extraordinariamente rica, à Obra, mas agradeço também a minha reabilitação pessoal. Em gratidão por tudo o que se realizou por meio de Vossa Santidade, queremos nos esforçar para colaborar assiduamente na (…) missão pós-conciliar da Igreja, para o tempo de hoje. Mas, tudo isso sob a proteção da Mãe de Deus. Em recordação a isso e para firmar o propósito, entrego-lhe um cálice para a Igreja que será edificada com o título Mater Ecclesiae”.

Depois, todos os presentes se reuniram para ver o cálice e o admiraram. Logo o ato estava encerrado. Esse relato é baseado nas palavras de Mathilde Thorae, da União Apostólica Feminina de Schoenstatt, que esteve em Roma junto com o Pe. Kentenich e acompanhou seu relato sobre essa audiência.

O que isso significa para nós?

Conhecendo a história de Schoenstatt mais a fundo e refazendo os passos do Pai em Roma, percebe-se como a Divina Providência foi tecendo os fios da história e cuidou para que tudo corresse bem. Desse encontro com o Papa, vem a confirmação oficial de que a Igreja reconhece Schoenstatt como obra do Espírito Santo, sendo um novo carisma eclesial. Podemos viver a Aliança de Amor sem preocupações, pois ela é um aprovado caminho de santidade.

Muitas vezes, a Família Internacional de Schoenstatt se reuniu com os Papas seguintes, reafirmando as palavras do Fundador, mantendo-se fiel aos representantes da Igreja e colocando-se a seu serviço. Cabe a cada filho de Schoenstatt, hoje e sempre, tornar real o compromisso selado pelo Pai e Fundador com o Papa, de viver o espírito da Igreja pós-conciliar. Isso nada mais é do que ajudar a edificar a Igreja da misericórdia que o Papa Francisco pede. Ser “misericordioso como o Pai” é viver a promessa do Pe. Kentenich perante a Igreja e tornar viva a nova imagem de Deus, que é Pai e ama a cada um, apesar das misérias humanas.

Fonte: Secretariado Pe. Kentenich

schoenstatt.org.br

 

“Alguém deve ir à frente” – um filme sobre Padre José Kentenich

No decorrer dos 50 anos da morte do Padre José Kentenich, surgiu um novo filme sobre ele,  sua vida e sua obra. “Alguém deve ir à frente“, assim é o que se entende no título. Em 13 de setembro de 2018, esse filme estreou na Casa Padre Kentenich. Na semana seguinte milhares de pessoas o assistiram.  O filme tem alguns aspectos interessantes e especiais. É um drama-documentário, ou seja, um documentário complementado com encenação, apresentada por atores. Ele foi produzido por uma Irmã de Maria, Irmã Francine-Marie Cooper, que há mais de três anos estuda design.

A diretora fala

Muitas vezes, me perguntaram como eu cheguei a isto, um filme sobre o Padre Kentenich. Pensando bem, devo dizer que é a Divina Providência quem dirigiu tudo.

No decorrer dos estudos, nunca pensei em me ocupar com tal coisa, que para mim representa um projeto muito ousado. No primeiro ano do curso, criei três curtas metragens, mas eu não me sentia ainda capaz de fazer algo assim, tão grandioso.

Havia pensado nisto, isso sim, mas quem sabe para bem mais tarde. Estava bem consciente que um Filme de média duração é algo muito grandioso. Realmente: o mundo mediático e as técnicas atuais, com suas possibilidades, nos oferecem grandes chances para transmitir a mensagem da fé em amplos círculos – e para nós schoenstattianos – transmitir a mensagem de Schoenstatt. Mas, retornemos ao filme.

Ao aproximar o jubileu de 50 anos do falecimento do Padre Kentenich, eu não conseguia afastar essa ideia: Ah, se eu pudesse… Então, coloquei tudo nas mãos da Mãe de Deus e disse: Vou tentar! Mas, você deve cuidar que surja algo disto e que eu encontre tudo o que preciso.

A primeira coisa que eu precisava era convencer o meu professor de dar permissão para que eu fizesse tão grande projeto e ainda com um tema religioso. Isto aconteceu relativamente depressa. Depois que eu lhe contei alguns fatos da biografia de nosso Fundador, ele pensou: Isto é super interessante! Mas, será bem difícil abranger tudo isso em menos uma hora.

‘Documentário Padre Kentenich’

Assim, no outono de 2017, comecei com este “Documentário Padre Kentenich”, nome provisório que dei ao trabalho. O grande desafio era: o que devo colocar e o que não deve constar? Qual será o fio vermelho?

Na expressão “Ir à frente”, além de ser usada pelo próprio Padre Kentenich, encontrei uma boa imagem daquilo que ele viveu e praticou conscientemente.

Ele viveu em um tempo, impregnado de uma revolução radical, também na Igreja. O homem do século 20 buscou autodeterminação, liberdade, autenticidade e  uma nova totalidade. Padre Kentenich não viu algo de negativo nisso, bem ao contrário! Ele mesmo experimentou, como estudante, as dificuldades do homem moderno e encontrou uma saída para isso. Ele encontrou essa saída, na pessoa da Mãe de Deus, Maria. Ela, a Imaculada, é o caminho que Deus, desde o princípio, havia pensado para toda pessoa humana: toda íntegra, bem genuína, bem integrada consigo mesma,  com o mundo e com Deus.

Vinculado a Ela, na Aliança de Amor, Padre Kentenich descobriu este novo caminho para o homem atual, um acertado caminho para viver a fé  no dia a dia. Deus o utilizou como aquele que vai à frente. Ele nos precedeu. Primeiro, ele próprio trilhou esse caminho e, assim, ele abriu as brechas para os outros.

Poderia ainda relatar muita coisa, como pela ajuda de bons contatos, por meio da nossa Comunidade de Irmãs e do Movimento de Schoenstatt, consegui chegar à filmagem e aos artistas.

Há uma história atrás de quase cada artista.  Como nenhum “Orçamento de Hollywood” estava ao dispor deste filme, em grande parte, trabalhei com artistas amadores. Quase todos os artistas colaboradores surgiram por meio de algum contato pessoal.

Para as cenas principais e as cenas da sala de aula encontramos os artistas na Juventude Masculina de Schoenstatt. Todos os atores, das cenas dos tempos da infância, vieram da região do Palatinado, um local que fica no Sudeste da Alemanha.

Também ali fomos visivelmente conduzidos. Eu estava na busca de cenários e lembrei-me das antigas salas de aula, que foram construídas para o jubileu de 100 anos de Schoenstatt. Uma coirmã sabia em que lugar da região, em Ottersheim, existe uma exposição de carros antigos, um tipo de museu, com um espaço configurado segundo a época, há  mais de 100 anos. Fui para lá e fiquei entusiasmada com o que encontrei.

Para as cenas principais até pintamos parcialmente de azul o Santuário em Herxheim, assim como era o Santuário Original em 1914! Isso foi uma grande vivência!

Em toda parte o projeto foi abençoado e eu me alegro que consegui terminar o filme, que até agora encontrou uma grande aceitação dos espectadores.

Sem a ajuda de muitas mãos aplicadas, de corações generosos e sem o poder da oração que acompanharam a criação do filme, ele nunca teria se realizado. Agradeço cordialmente àqueles que, de algum modo, colaboraram para a realização do filme:

“Alguém tem que ir à frente!

Mais fotos

Fonte: s-ms.org

Hoje a festa é dele!

 

Karen Bueno – Imagine o cenário: uma quermesse no povoado, a rua principal repleta de barracas, um desfile diante da paróquia… Assim está a aldeia de Gymnich em meados de novembro de 1885. Apesar do barulho e do alvoroço, um acontecimento quase silencioso trouxe marcas para esse outono europeu. A poucos passos da igreja matriz de Gymnich, caminhando por alguns quarteirões, fica a Praça Kunibertus (Kunibertusplatz). Numa casa simples, construída às margens dessa praça, o silêncio se rompia já bem cedo, às 7 horas, numa segunda-feira de 16 de novembro. O pequeno Pedro José Kentenich chegava ao mundo, portador de uma missão única e muito importante para o mundo todo.

Certamente, ao olhar para o filho, a Sra. Catarina Kentenich nem podia imaginar os capítulos que a Divina Providência escreveria na vida desta criança. Sonhos, projetos anseios… Ela só o amava. “Agradeço ao bom Deus por ele me ter dado a maior felicidade que uma mãe pode ter aqui na terra: um bom filho”(12.10.1926).

É curioso pensar no Pe. José Kentenich ainda criança, totalmente filho. Apesar de ser uma personalidade singular e um Pai espiritual para tantas pessoas, o ‘ser filho’ foi uma característica essencial nele – e somente por isso pode ser Pai. “Da parte do homem é necessário uma profunda filialidade; caso contrário, Deus não pode manifestar sua paternidade”, ele dizia.

E o presente?

Ao recordar o nascimento do Fundador, vem à mente sua pequenez e simplicidade. Ao mesmo tempo, seu pedido para que cada filho de Schoenstatt viva e conquiste a filialidade heroica. “Onde quer que eu vá ou esteja, de algum modo dever-se-ia descobrir em mim o perfume da filialidade”.

No próximo ano, 2019, a Família de Schoenstatt recorda a coroação da Mãe de Deus como Rainha da Filialidade Heroica. Nela, se renova também o ideal e a missão do Brasil: ser Tabor.

Como sabemos, festa de aniversário pede presente e muita comemoração. O que poderíamos oferecer hoje ao Pai? Há muitas ideias e cada um é livre para refletir e deixar a criatividade despontar mundo afora. Dentre tantos presentes, certamente algo que lhe traria grande alegria – especialmente por parte do povo brasileiro – é a vivência do heroico ser filial.

 

Referências:
Pe. José Kentenich. Ser Filho diante de Deus, vol 1 
Dorthea M. Schlickmann. Os anos ocultos – Padre José Kentenich, Infância e Juventude (1885-1910)

Fonte: schoenstatt.org.br

O ‘15 de setembro’ e o dia de nossa morte

 

Ele e nós, unidos num só coração – é assim que a Família de Schoenstatt se vê perante seu fundador, o Pe. José Kentenich. A consciência dessa unidade levou o Pe. Alexander Menningen a uma afirmação interessante, que toca a vida de cada schoenstattiano:

“Da mesma forma que o Pe. José Kentenich, no dia 18 de outubro de 1914, representava cada filho de Schoenstatt na Aliança de Amor, ele também nos representava, no dia 15 de setembro de 1968, no dia de nossa morte”.

Pe. Alexander Menningen foi um dos grandes colaboradores do Pe. José Kentenich na história de Schoenstatt. Uma das frases mais conhecidas do fundador foi dirigida justamente a ele: “Alex, vais comigo?” – lhe disse o Pe. Kentenich no contexto do exílio.
Esse “vais comigo?” continua a inquietar e abrasar muitos corações.

A reflexão sobre a morte do fundador foi extraída da homilia do dia 15 de setembro de 1969, quando todo o Movimento recordava o primeiro ano de falecimento do Pai.

Segundo o Pe. Menningen, no dia 18 de outubro de 1914 o fundador “selou a Aliança de Amor não somente por si próprio, mas em nome, no lugar de toda a Família de Schoenstatt, de todas as gerações vindouras”.

 

“O que aconteceu em 1914 se aperfeiçoou em 1968”

 

Assim afirma:

“Se ele agiu nos representando em um caso, então, também no outro caso, seguramente, nos representou. O acontecimento [o falecimento do Pai] nos envolve, então, a todos. Assim como uma vez em nossa vida selamos a Aliança de Amor porque antes já a havíamos selado nele, assim também todos temos parte nesta hora [de sua morte]”.

 

“O Pai não estava só, toda a Família de Schoenstatt estava em seu coração”

 

“A última hora chegará para todos nós, na qual seremos chamados ao Schoenstatt celestial. Quando chegar essa hora, será então uma “pós-realização” do que aconteceu em 15 de setembro de 1968. E se há uma “pós-realização”, então tem que existir antes uma “pré-realização”. E foi dado que todos nós, toda a Família de Schoenstatt de todas as gerações vindouras, estivemos unidos a ele no momento de seu falecimento em uma união, solidariedade e responsabilidade mútuas misteriosas”.

 

Clique para ler a homilia completa

Fonte: schoenstatt.org.br

O 32º Congresso dos Amigos do Padre José Kentenich

Ir. M. Raquel Mainardi – Nos dias 15 e 16 de setembro realizou-se mais um congresso dos Amigos do Padre Kentenich, que neste ano coincidiu com o jubileu dos 50 anos da volta do Padre Kentenich ao lar eterno.

Os congressistas provenientes de diversas cidades começaram a chegar com muita alegria e entusiasmo já no dia 14, a fim de usufruírem melhor da paz do Santuário Tabor e ali se abastecerem espiritualmente com as graças que Maria queria lhes presentear. A alegria estava estampada no rosto de todos que chegavam com as dádivas espirituais, expressas em belos símbolos, que haviam preparado para oferecer ao Pai e Fundador pelo seu jubileu.

Na manhã do dia 15 os congressistas provenientes de Nova Prata, Bento Gonçalves, Cruz Alta, Palmeira das Missões, Campo Verte (MT), Rio Grande e Florianópolis tiveram oportunidade de receber o Sacramento da Reconciliação e terem o tempo disponível para fazerem suas orações particulares no Santuário.

A apresentação dos grupos e a oração de abertura, às 14h, deram início às atividades do congresso propriamente dito. Ir. M. Denise Mendes Ternes abordou na primeira palestra “Deus toca a terra de Schoenstatt, em 15.09.1968”. Através de imagens referentes ao tema, com sua convicção e clareza de ideias, envolveu todos no mistério sagrado que reinou no momento e no lugar da volta do Pai e Fundador à casa do Pai.

Seguiu-se um a hora santa Eucarística, que expressou nosso louvor e gratidão a Deus Trindade, manifestada a nós através da nova presença e intercessão do Padre José Kentenich.

Marcante foi para todos o momento da celebração Jubilar. Paralelamente ao congresso do Padre Kentenich, realizou-se o 2º congresso dos Amiguinhos do Padre Kentenich, que no início da celebração jubilar encenaram a vida do Padre Kentenich, baseada no livro “A estrela de José”, elaborado pelos professores e alunos da Escola de Educação Infantil Jardim de Maria.

Seguiu-se a solene celebração da Santa Missa da qual os congressistas puderam participar ativamente, especialmente do momento das oferendas, quando entregaram os presentes espirituais que haviam preparado para este dia jubilar. Logo após a procissão luminosa ao Santuário, em comemoração ao dia jubilar, os congressistas manifestaram seu compromisso de serem enviados para anunciar o carisma do Pai e Fundador, soltando um quadro de isopor com a imagem da Mãe e Rainha e a foto do Pe. José Kentenich preso a 50 balões. Ao céu subiram os fogos de artifícios ao som do aleluia de Händel, como expressão de nosso louvor e gratidão a Santíssima Trindade, pela bênção que nos deu na pessoa do Pe. José Kentenich.

No segundo dia do congresso, fomos surpreendidos pela brilhante palestra do Pe. Wendell de Mendonça, Capelão do Exército, na Capelania de Bagé/RS. Ninguém queria perder sequer uma palavra da exposição de seu tema: “Chamados a ser carta de recomendação do Pe. Kentenich”.  Armado somente de um esquema, apresentado pelo Power Point, suas palavras borbulhavam do mais profundo do seu coração, animando a todos, ao assinalar a Aliança de Amor como fio vermelho da espiritualidade de Schoenstatt, a importância e atualidade do carisma do Pai e Fundador para a Schoenstatt, para a Igreja e o mundo. Mostrou bem concretamente como ser carta de recomendação do Padre Kentenich. Os ecos positivos de sua palestra logo se fizeram sentir. Alguém confessou: “Se não me transformar agora, não sei quando”.

A Missa solene de encerramento representou a culminância do congresso. Na homilia Pe. Wendell aplicou com muita precisão as 3 leituras a nossa vida, despertando-nos novamente para a grande missão a que fomos chamados como filhos da Família de Schonstatt. No momento das oferendas foram apresentados novamente os valiosos presentes espirituais preparados para o jubileu de Ouro da partida do Padre Kentenich à casa do Pai. Ao encerarmos a Missa no Santuário, Pe. Wendell ajoelhado diante do Santíssimo, rezou espontaneamente, entregando os congressistas aos cuidados da Mãe Admirável. Fez o envio missionário, pedindo para não ter medo, não ter vergonha de anunciar Maria em nossos lares, profissão e comunidade. Ao entregar a lembrança do congresso a cada um, deu sua bênção sacerdotal, fazendo um envio bem pessoal.

No almoço de encerramento ainda celebramos os 5 anos de ordenação sacerdotal e da 1ª Missa do Pe. Wendell, convidando-o a apagar a velhinha da torta que era em homenagem a festa jubilar e ao seu primeiro jubileu de vida sacerdotal. Ficamos muito agradecidos pela sua valiosa contribuição neste 32º congresso, que foi coroado de êxitos e perpassado pelas graças jubilares da partida de nosso Pai e Fundador ao lar eterno.