Sábado do Imaculado Coração de Maria

A liturgia propõe para o sábado após a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a memória do Imaculado Coração de Maria. Esta memória não é nova na Igreja; tem as suas profundas raízes no Evangelho que repetidamente chama a nossa atenção para o Coração da Mãe de Deus. Por isto na Tradição Viva da Igreja encontramos confirmada pelos Santos Padres, Místicos da Idade Média, Santos, Teólogos e Papas como o nosso João Paulo II.

“Depois ele desceu com eles para Nazaré; era-lhes submisso; e a sua mãe guardava todos esses acontecimentos em seu coração”. Este relato bíblico que se encontra no Evangelho segundo São Lucas, uni-se ao do canto de Louvor – Magnificat – a compaixão e intercessão diante do vinho que havia acabado e a presença de Maria de pé junto a Cruz, para assim nos revelar a sintonia do Imaculado Coração de Maria para com o Sagrado Coração de Jesus.

Dentre os santos se destacou como apóstolo desta devoção São João Eudes, e dentre os Papas que propagaram esta devoção de se destaca Pio XII que em 1942 consagrou o mundo inteiro ao Coração Imaculado de Maria.

As aparições de Nossa Senhora em Fátima, Portugal, no ano de 1917, de tal forma espalhou a devoção ao Coração de Maria que o Cardeal local disse: “Qual é precisamente a mensagem de Fátima? Creio que poderá resumir-se nestes termos: a manifestação do Coração Imaculado de Maria ao mundo atual, para o salvar”. Desta forma pudemos conhecer do Céu que o Pai e Jesus querem estabelecer no mundo inteiro a devoção do Imaculado Coração que encontra fundamentada na Consagração e Reparação a este Coração que no final Triunfará.

Imaculado Coração de Maria, sede a nossa salvação!

Fonte: Canção Nova

Vamos rezar pela Santificação dos Sacerdotes?

Anualmente, por ocasião da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, comemorada na segunda sexta-feira após a solenidade de Corpus Christi, celebramos também o Dia Mundial de Oração pela Santificação do Clero.

Instituído pelo Papa João Paulo II em 1995, a iniciativa nos sugere e motiva a rezarmos de forma especial neste dia por aqueles que foram chamados ao ministério ordenado. Neste dia, somos convidados a uma prática piedosa chamada “Hora Santa pela santificação do Clero”, um tempo de adoração diante do Santíssimo em intenção dos sacerdotes.

Todos podemos oferecer este momento de adoração ao Santíssimo, como também outro momento de oração ao logo do dia por aqueles que são chamados a, em nome de Cristo, serem pastores nas comunidades católicas.

“Mãe e Rainha de Schoenstatt, abençoa, conduz e proteja os sacerdotes”!

Foto: cathopic.com

João Pozzobon e a devoção ao Sagrado Coração de Jesus

Ir M Rosequiel Fávero – Todos os peregrinos que visitam a Casa Museu João Luiz Pozzobon, onde viveu o Servo de Deus e iniciador da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, veem um quadro do Sagrado Coração de Jesus no Santuário Lar da família Pozzobon. Por isso, hoje, em que celebramos a solenidade do Coração de Jesus e também 40 anos do falecimento de João Pozzobon, podemos nos perguntar: o que significa este fato?

Imigrante italiano, João Pozzobon cresceu num ambiente religioso, fortemente impregnado desta devoção, que – com certeza – marcou a sua personalidade. Normalmente, a piedade popular de então em relação ao Sagrado Coração de Jesus se expressava na prática das ‘primeiras sextas-feiras’ (com a adoração ao Santíssimo e a Santa Missa), na entronização da imagem do Sagrado Coração nas famílias (muitas vezes, juntamente com o Imaculado Coração de Maria) e na consagração ao Sagrado Coração de Jesus.

Sagrado coração de Jesus: fonte de misericórdia, perdão e ternura de Deus

O Papa Francisco, na sua alocução por ocasião da oração do ‘Angelus’ do primeiro domingo deste mês (06/06/2021) afirmou: “O Coração humano e divino de Jesus é a fonte onde sempre podemos haurir a misericórdia, o perdão, a ternura de Deus. Podemos ir à esta fonte detendo-nos sobre uma passagem do Evangelho, sentindo que no centro de todo gesto, de toda palavra de Jesus está o amor, o amor do Pai. E podemos fazê-lo também adorando a Eucaristia, onde este amor está presente no Sacramento. Então – conclui Francisco –, também o nosso coração, pouco a pouco, se tornará mais paciente, mais generoso, mais misericordioso. ”

A partir do que o Papa Francisco expõe e a leitura de alguma biografia de João Pozzobon não será difícil identificar na sua vida e testemunho das virtudes da paciência, da generosidade e da misericórdia. Também não será difícil encontrar na sua piedade eucarística – expressa de maneira especial na sua participação diária na Santa Missa e nas horas de adoração diante do Santíssimo Sacramento – um eco da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, vivido deste a infância, no seio de sua família.

Podemos então concluir que como a oração do terço em família se tornou semente e expressão de sua entrega à Mãe de Deus, a prática da devoção ao Sagrado Coração de Jesus mostrou a João Pozzobon o caminho da intimidade com Cristo.

A imagem do Sagrado Coração e o Santuário Lar

Todos que temos um Santuário Lar, sabemos que cada símbolo tem um significado especial e uma razão para estar ali. Isso não foi diferente com João Pozzobon. Por isso, para a sua alma filial, foi fácil unir a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, que lhe era tão cara, com a Aliança de Amor e com o Santuário.

É bem possível presumir que no início de sua vida matrimonial, como era costume nas boas famílias católicas, tenha feito a entronização do Sagrado Coração Jesus em seu lar, consagrando-lhe sua jovem família. Ao selar a Aliança de Amor com a MTA e, mais ainda, quando institui o Santuário Lar em sua casa, seu pensar genuinamente orgânico encontrará um lugar para a imagem do Sagrado Coração junto da cruz, da imagem da Mãe e Rainha e da foto do túmulo do Pai e Fundador, Padre José Kentenich, na sala de sua casa. E diante deste Santuário Lar, juntamente com sua família, terá feito ecoar muitas vezes a jaculatória ‘Jesus, manso e humilde de coração, fazei nosso coração semelhante ao vosso’.

São Luiz Gonzaga: patrono da juventude

São Luís Gonzaga nasceu no ano de 1568 na Corte de Castiglione, Itália. Era o primogênito de Marta Tana di Sántena e de Ferrante Gonzaga. Pertencente à nobreza, recebeu, por parte de sua mãe, a formação cristã e, da parte de seu pai, a motivação a ser príncipe.

Sua família tinha muitas posses, mas, graças ao amor de Deus, Luís desde cedo deixou-se possuir por esse amor, nunca se deixando influenciar pelo luxo e o poder.

Consagração a Virgem Maria

Com dez anos de idade, na corte, frequentando aqueles meios, dava ali testemunho do Evangelho e se consagrou a Nossa Senhora. Descobriu seu chamado à vida religiosa e queria ser padre. Seu pai, ao saber disso, o levava para festas mundanas, na tentativa de fazê-lo desistir de sua vocação. E diante das zombarias e das incompreensões, ele dizia: “Busco a salvação! Busquem-na vocês também!”.

Tinha 14 anos quando decidiu renunciar aos bens materiais e seguir os caminhos da fé. Entregando-se à caridade, ingressou no noviciado jesuíta. Após essa etapa, ele foi para Roma iniciar os estudos de Teologia. Entrou para a Companhia de Jesus onde viveu durante seis anos.

Epidemia e páscoa

Neste período, uma grande epidemia de várias doenças se espalhava por Roma, deixando muitas vítimas. Compadecido com os doentes, com apenas 23 anos, Luís adoeceu e acabou falecendo, antes mesmo de tornar-se padre, no dia 21 de junho de 1591.

Foi canonizado pelo Papa Bento XIII em 1726, sendo proclamado “Patrono da Juventude”. Depois, foi nomeado protetor dos estudantes. São João Paulo II o nomeou, em 1991, padroeiro dos pacientes de AIDS. Suas relíquias estão na Igreja Santo Inácio, em Roma, e é venerado no dia de sua morte.

São Luiz Gonzaga e Schoenstatt

Talvez muitos não saibam, mas durante alguns anos a estátua de São Luiz Gonzaga esteve no Santuário Original, substituída pela estátua de São Vicente Pallotti.  São Luiz como patrono da juventude e da pureza era também muito venerado pelo jovens seminaristas em Schoenstatt, assim que também esteve no Santuário. Essa mesma estátua (ao lado) está hoje no Monte Schoenstatt, no Santuário do Jardim de Maria, das Irmãs de Maria.

No Brasil, o Santuário Tabor da Esperança, em Brasília/DF, tem uma relíquia de São Luiz Gonzaga no seu altar. Foi colocada lá em 21 de junho de 2004 quando o altar do Santuário foi consagrado e ungido por Dom Geraldo do Espírito Santo Ávila, na época Arcebispo do Ordinariado Militar do Brasil.

 

Com informações de Canção Nova

João Pozzobon e a Eucaristia

   

Ir. Glória Maria Melo – Celebramos hoje a Solenidade de Corpo de Deus. Por isso vale a pena recordar um texto publicado ainda em 2020, no Ano João Pozzobon, sobre o amor do Servo de Deus João Luiz Pozzobon ao santíssimo sacramento.

Como disse o Papa São Pio V: “Se os anjos pudessem sentir inveja, nos invejariam porque podemos comungar”. Maravilhado por esta imerecida graça, João Pozzobon relatou certa vez como aprofundou em si a experiência da comunhão diária: “Eu participava da missa dominical, o que é dever de todos. E quando comecei a entrar na educação de Schoenstatt, do Santuário, então comecei a participar um dia a mais durante a semana. Depois mais dois e assim, aos poucos, cheguei à missa diária”.

 

Primeira peregrinação do dia para Jesus Eucarístico

Com fidelidade, até o seu falecimento, João Pozzobon dedicava sua primeira peregrinação do dia a Jesus eucarístico. Tão significativo tornou-se para ele este ato que, próximo à cabeceira de sua cama, vê-se um quadro com um desenho onde aparece sua casa e o Santuário Tabor. Este foi feito em comemoração aos 30 anos de peregrinação diária à Missa, no Santuário.

E não bastou para ele comungar Jesus, mas seu grande anseio era levá-lo aos irmãos. Assim, em 16 de fevereiro de 1972, na esplanada do Santuário Tabor, João Pozzobon recebeu a missão de ser Ministro Extraordinário da Sagrada Eucaristia, especialmente para levar a comunhão aos doentes. Em dezembro do mesmo ano foi ordenado diácono permanente. Posteriormente, escreveu um relatório ao Bispo Diocesano Dom Érico Ferrari sobre o exercício do seu ministério, onde testemunha: “foi como viver num jardim de flores, onde florescem sempre mais flores de alegria”.

Para João Pozzobon, a presença real de Cristo na Eucaristia era inseparável da presença real de Cristo no pobre ou no doente. Como ele gostava do simbolismo da rosa e de presenteá-la, fazia este gesto em suas visitas, como sinal de alegria. Disse ele, uma vez, a quem o acompanhava: “Não é preciso falar muito, só o sacrifício que fazemos vai convertendo, pouco a pouco, as pessoas. Não importa o que nós fazemos, mas da ação de Deus por meio de nós”.

Nas visitas, recordava às pessoas de sua dignidade de filhos de Deus, da riqueza de terem uma Mãe como a Virgem Maria, da grandeza de seu destino eterno na glória.

 

      

 

Peregrino dos tabernáculos

Também, em sua peregrinação aos tabernáculos da cidade de Santa Maria, levava rosas para Jesus. Assim como rosa e espinho formam uma unidade, amor e sofrimento na vida de João Pozzobon encontravam seu sentido na Eucaristia, onde Cristo, o trigo da humanidade, precisou ser triturado e se tornou alimento. Para João Pozzobon, peregrinar (muitas vezes jejuando a pão e água) para adorar o Cristo nos sacrários das igrejas era vivenciar o que disse Santo Agostinho sobre a presença de Jesus no Tabernáculo: “Ele (Jesus) se esconde porque quer ser procurado”.

O amor à Eucaristia em João Pozzobon também se fazia perceber nas horas de adoração que passava ajoelhado no Santuário. Ele acreditava naquilo que os santos diziam: “O tempo passado diante do Sacrário é o tempo mais bem empregado da minha vida” (Santa Catarina de Gênova). Além da importância do silêncio para a fecundidade apostólica, conforme diz o Papa Francisco: “O silêncio não se reduz a ausência de palavras, mas, sobretudo, a pré-disposição de ouvir outras vozes, a do nosso coração e mais ainda a do Espírito Santo”.
As tantas iniciativas apostólicas que herdamos de João Luiz Pozzobon só podem ser explicadas pela atuação do Espírito Santo em sua alma. E é a presença do Espírito Santo que tudo santifica e transforma. “O Espírito Santo consagra o pão e o vinho, reúne os fiéis a Cristo ‘num só corpo’ e transforma-os numa oferenda espiritual agradável ao Pai Celestial”, afirmou São João Crisóstomo.

Que o exemplo de João Pozzobon nos inspire a amar e adorar Jesus Eucarístico!

Fotos: (1) Missa celebrada em Roma, numa catacumba, presidida pelo Pe. Rubens Severino em 1979   (2) João Pozzobon recebe a Eucaristia durante a Santa Missa no Santuário

Santuários de Schoenstatt no mistério da Trindade

         

Pe. Francisco José Lemes – Celebramos a Solenidade da Santíssima Trindade, o mistério de um só Deus em Três Pessoas; pessoas estas que invocamos nos inícios de nossas orações particulares e comunitárias. Uma comunidade de Amor, que nos convida a viver em comunhão, respeitando as diferenças, mas unidos no amor que une a Trindade. Iluminados pela Vida Trinitária tudo seria mais harmonioso em todos os aspectos da vida humana.

Os Santuários de Schoenstatt, na sua simbologia, nos levam ao mistério trinitário e o fazemos com nossa Mãe e Rainha, Templo Vivo da Santíssima Trindade. Nossos Santuários de Schoenstatt refletem isso quando neles adentramos. Acima do Trono de nossa Mãe e Rainha vemos uma peça sacra em forma triangular que nos remete ao símbolo da Trindade; essa peça nos conduz ao Pai, que nos olha misericordiosamente! Um olhar acolhedor na casa daquela que ele escolheu como sua morada e quer que, por meio dela, sejamos também nós morada da Trindade.

Na pequena abóboda do Santuário está a representação sacra do Divino Espírito Santo com sete pedras vermelhas simbolizando seus sete dons. Maria envolta pela “sombra do Espírito” gera a Vida que é Cristo. Dócil ao Espírito diz o seu “sim” e o céu vem morar entre nós. Nossos Santuários de Schoenstatt são coberto pela “sombra do Espírito”, ao adentrá-los somos como Maria, geradores da Vida que é Cristo.

 

 

O Divino Filho se faz presente em seus três momentos: no colo da Mãe – no mistério da Encarnação; na Cruz da Unidade – no mistério da Redenção pela morte de Cruz; no sacrário – Vivo e Ressuscitado é Pão Vivo que nos alimenta e fortalece na nossa caminhada como discípulos missionários.

Então… podemos dizer que nossos Santuários de Schoenstatt são escolas trinitárias, nos quais Aquela, a “cheia de graça”, é nossa educadora e nos faz templos da Santíssima Trindade. Celebremos esta Solenidade com alegria. Dos diversos Santuários Filiais e Santuários Lares, nos deixemos formar por Maria. Quem melhor que ela nos modelará e nos fará templos dignos para morada da Trindade? Quem melhor que ela, mergulhada neste mistério Trinitário, nos introduzirá neste mistério e nos ajudará em nossas comunidades paroquiais, religiosas, presbitérios, vida social e política a refletir esse amor que une a Trindade e já aqui na terra poderemos saborear os “novos céus e nova terra?

Rezemos como nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich:

 

“O universo, com alegria, dê glória ao Pai,
No Espírito Santo, em seu esplendor,
Louve-o por Cristo e com Maria,
Agora e na eternidade. Amém!

 

 

Foto destacada: Santuário Sião de La Trinidad, Santiago/Chile, foto de Colegio Mayor Pe. José Kentenich

Reflexão para a Solenidade da Santíssima Trindade

Padre César Augusto dos Santos – Cidade do Vaticano – Hoje, de um modo especial, celebramos Deus. Mas quem é Deus? Como explicá-lo? Como defini-lo? Como conhecê-lo?

Nenhuma pergunta sobre Deus pode ser respondida por nós humanos. Deus nos supera!

Temos noção de quem Ele é, mas não conseguimos defini-lo. É impossível! Ele é a eterna surpresa. Nosso Deus não é o Deus dos filósofos, mas é o Pai de Jesus Cristo, é o próprio Cristo, é o Espírito de Amor.

Para conhecê-lo deveremos abrir a Sagrada Escritura, principalmente o Novo Testamento, e ver o que Jesus, o Verbo Encarnado, nos diz.

O Evangelho de hoje, tirado de São João, nos fala que Deus é o Amigo do Homem, não apenas o seu Criador, mas o seu Redentor, aquele que o protege e que foi capaz de sofrer e morrer para que o Homem tivesse a plena felicidade.

Já São Paulo em sua Carta aos Coríntios nos orienta sobre a resposta a ser dada ao Deus Amigo. O homem deverá deixar-se transfigurar através  dos dons, das qualidades divinas, especialmente pelo amor, pelo perdão e pelo serviço.

Falar com Jesus é falar com Deus. Sua bondade foi tanta que Ele se revelou a nós na pessoa de Jesus.

Filipe, quem me vê, vê o Pai. Dirijamo-nos ao Deus de Amor, a esse Deus que, por amor, rasgou seu coração, e sintamos a plenitude de seu querer bem a nós. Se o mandamento se resume em amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo, do mesmo modo como Ele nos amou, saibamos que antes de tudo o Senhor não só nos criou, mas, por amor a nós, se entregou até a morte.

O Espírito é escuta e disponibilidade.

Fonte: Vatican News

 

Maria e a Santíssima Trindade

 

 

Hoje, sábado anterior à solenidade da Santíssima Trindade nos leva a refletir sobre a relação de Maria com o Deus Uno e Trino.

A relação de Maria com a Santíssima Trindade sempre foi ressaltada pelos cristãos. Ela é muito importante, pois foi por meio de Maria que o plano de salvação de Deus para homens foi revelado de maneira plena por meio de Jesus Cristo. Algumas linguagens que utilizamos para falar da relação da Trindade com Maria são significativas, mas são limitadas e apenas sinalizam a união íntima.

Nos primeiros séculos, Maria era invocada como a “esposa” do Pai. A partir do segundo milênio se desenvolveu a visão de Maria como “filha do Pai, mãe do Filho e esposa do Espírito Santo”.

Contudo, os Evangelhos colocam em relevo a relação de Maria com Jesus. Ela é, sobretudo, mãe. Os outros títulos são utilizados como comparações, enquanto a realidade é de uma relação de maternidade em relação a Jesus.

Maria é filha do Pai no sentido de predileta. Este título ressalta que mesmo sendo Mãe de Jesus, ela não se tornou semelhante a Deus.

A dimensão de Maria como esposa é relevante para compreendermos também sua relação com o Filho. Nos Evangelhos Jesus é apresentado como o novo Adão e, dessa forma, Maria é a figura da nova Eva. As comunidades às quais foram dirigidas as mensagens do Novo Testamento valorizavam a visão de esposa em relação à Igreja para expressar a intimidade e fecundidade da comunidade que crê e adere fielmente a Jesus.

 

 

Atualmente é comum chamar Maria de esposa do Espírito Santo. Esta visão se refere à fecundidade de Maria por obra o Espírito. Os pensadores cristãos dos primeiros séculos viam o Espírito como a ação dinâmica de Deus e, para os padres da Igreja, o título de esposa do Espírito Santo, como damos hoje, não expressaria de forma plena a relação de Maria com o Espírito.

O fato é que Maria é a Mãe de Deus. Este título afirma a divindade de Jesus e também a união íntima de Maria com a Trindade. Maria está inserida no mistério de Cristo e tem papel de destaque no projeto de salvação dos homens. Mais do que títulos e comparações, Maria viveu em si a dinâmica de amor da Santíssima Trindade que se expressa de diversas formas e títulos.

 

Fonte: miliciadaimaculada.org.br

Hoje celebramos Santo Antônio. Conhecemos sua história?

Hoje a Igreja celebra um dos seus santos mais populares: Santo Antônio. Vamos conhecer algo sobre ele? Antônio nasceu em Lisboa, no ano de 1195, e morreu nas vizinhanças da cidade de Pádua, na Itália, em 1231. Por isso, é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua. O seu nome de batismo era Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo.

Agostinianos ou franciscanos?

Com 15 anos, entrou para a Ordem dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho e foi ordenado sacerdote, com 24 anos de idade, encaminhado à carreira de filósofo e teólogo. Mas, ao conhecer a família dos franciscanos, que não só o encantou pelo testemunho dos mártires em Marrocos, como também o arrastou para a vida itinerante na santa pobreza, uma vez que também queria testemunhar Jesus com todas as forças, o santo decidiu-se por seguir os passos de Francisco e deixou a ordem de Agostinho.

Antônio, missionário e pregador

Escolheu ser chamado de Antônio em veneração a Santo Antão — anacoreta, no Egito. Logo que entrou na Ordem Franciscana, foi enviado para Marrocos. Ali, Antônio ficou tão doente, que teve de voltar, mas, providencialmente, porque foi ao encontro do “Pobre de Assis”, o qual lhe autorizou a ensinar aos frades as ciências que não atrapalhassem os irmãos de viverem o Santo Evangelho.

Nesse sentido, Santo Antônio não fez muito, pois seu maior destaque foi na vivência e pregação do Evangelho, o que era confirmado por muitos milagres, além de auxiliar no combate à Seita dos Cátaros e Albigenses, os quais isoladamente viviam uma falsa doutrina e pobreza. Ele atraía grandes multidões com as suas pregações, passava diversas horas no confessionário e reservava, para si, momentos de retiro em solidão.

Páscoa

Continuou vivendo para a pregação da palavra de Cristo, servindo à sua família franciscana por meio da ocupação de altos cargos de serviço na Ordem, isso até morrer com 36 anos para esta vida e entrar para a Vida Eterna, em 13 de junho de 1231.

O santo, muito querido, amado e venerado já em vida, foi sepultado no quinto dia após sua morte, depois de uma longa decisão de onde seu corpo seria encerrado. Foi carregado em grande procissão até a Igreja de Santa Maria em Pádua.

Popularidade

Sua popularidade era tamanha, que, imediatamente, o seu sepulcro tornou-se meta de peregrinações que duram até nossos dias. São milhares os relatos de milagres e graças alcançadas rogando seu nome. Ele foi canonizado no ano seguinte ao de sua morte pelo Papa Gregório IX.

Reconhecido pela influência de Santo Agostinho, Antônio conjugou, de modo original, mente e coração, pesquisa teórica, prática das virtudes, estudo e oração.

 

Fonte: Canção Nova

Fotos: cathopic.com

Junho, mês de Santo Antônio, São João e São Pedro

 

No mês de junho, a Igreja celebra a festa de três grandes santos: Santo Antônio (dia 13), São João Batista (dia 24) e São Pedro (dia 29). Essas festividades, trazidas para o Brasil pelos colonizadores portugueses, ficaram popularmente conhecidas como Festas Juninas.

Antes de assumir sua forma cristã, as festas juninas tiveram origem pagã no hemisfério norte, onde se festejava, em junho, o solstício de verão, para comemorar o início das colheitas. Com a expansão do cristianismo, elas foram ganhando novo significado e nova roupagem, tornando-se celebração da festa de São João, chamada de festa joanina (de João) e, posteriormente, junina (de Junho). Nela, Santo Antônio e São Pedro passaram a ser também celebrados.

Vamos aproveitar esses costumes e celebrar os Santos juninos com alegria, mas também com respeito e responsabilidade!