Ir M Rosequiel Fávero – Todos os peregrinos que visitam a Casa Museu João Luiz Pozzobon, onde viveu o Servo de Deus e iniciador da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, veem um quadro do Sagrado Coração de Jesus no Santuário Lar da família Pozzobon. Por isso, hoje, em que celebramos a solenidade do Coração de Jesus e também 40 anos do falecimento de João Pozzobon, podemos nos perguntar: o que significa este fato?

Imigrante italiano, João Pozzobon cresceu num ambiente religioso, fortemente impregnado desta devoção, que – com certeza – marcou a sua personalidade. Normalmente, a piedade popular de então em relação ao Sagrado Coração de Jesus se expressava na prática das ‘primeiras sextas-feiras’ (com a adoração ao Santíssimo e a Santa Missa), na entronização da imagem do Sagrado Coração nas famílias (muitas vezes, juntamente com o Imaculado Coração de Maria) e na consagração ao Sagrado Coração de Jesus.

Sagrado coração de Jesus: fonte de misericórdia, perdão e ternura de Deus

O Papa Francisco, na sua alocução por ocasião da oração do ‘Angelus’ do primeiro domingo deste mês (06/06/2021) afirmou: “O Coração humano e divino de Jesus é a fonte onde sempre podemos haurir a misericórdia, o perdão, a ternura de Deus. Podemos ir à esta fonte detendo-nos sobre uma passagem do Evangelho, sentindo que no centro de todo gesto, de toda palavra de Jesus está o amor, o amor do Pai. E podemos fazê-lo também adorando a Eucaristia, onde este amor está presente no Sacramento. Então – conclui Francisco –, também o nosso coração, pouco a pouco, se tornará mais paciente, mais generoso, mais misericordioso. ”

A partir do que o Papa Francisco expõe e a leitura de alguma biografia de João Pozzobon não será difícil identificar na sua vida e testemunho das virtudes da paciência, da generosidade e da misericórdia. Também não será difícil encontrar na sua piedade eucarística – expressa de maneira especial na sua participação diária na Santa Missa e nas horas de adoração diante do Santíssimo Sacramento – um eco da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, vivido deste a infância, no seio de sua família.

Podemos então concluir que como a oração do terço em família se tornou semente e expressão de sua entrega à Mãe de Deus, a prática da devoção ao Sagrado Coração de Jesus mostrou a João Pozzobon o caminho da intimidade com Cristo.

A imagem do Sagrado Coração e o Santuário Lar

Todos que temos um Santuário Lar, sabemos que cada símbolo tem um significado especial e uma razão para estar ali. Isso não foi diferente com João Pozzobon. Por isso, para a sua alma filial, foi fácil unir a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, que lhe era tão cara, com a Aliança de Amor e com o Santuário.

É bem possível presumir que no início de sua vida matrimonial, como era costume nas boas famílias católicas, tenha feito a entronização do Sagrado Coração Jesus em seu lar, consagrando-lhe sua jovem família. Ao selar a Aliança de Amor com a MTA e, mais ainda, quando institui o Santuário Lar em sua casa, seu pensar genuinamente orgânico encontrará um lugar para a imagem do Sagrado Coração junto da cruz, da imagem da Mãe e Rainha e da foto do túmulo do Pai e Fundador, Padre José Kentenich, na sala de sua casa. E diante deste Santuário Lar, juntamente com sua família, terá feito ecoar muitas vezes a jaculatória ‘Jesus, manso e humilde de coração, fazei nosso coração semelhante ao vosso’.