Venerável João Luiz Pozzobon, uma inspiração ao diaconato permanente

Venerável João Luiz Pozzobon, uma inspiração ao diaconato permanente

Entre os dias 26 e 28 de junho, a cidade de Santa Maria (RS) sediou o Encontro Inter-Regional de Diáconos Permanentes. Promovido pela Comissão Regional dos Diáconos do Rio Grande do Sul (CRD Sul 3), o evento reuniu 115 diáconos e 55 esposas vindos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de contar com a presença internacional de um participante de Ushuaia, na Argentina.

Com o tema “Missão Diaconal da Igreja Contemporânea e a Vida do Venerável Diácono João Luiz Pozzobon” e iluminados pelo lema “Avançar para águas mais profundas” (Lc 5,4), os participantes vivenciaram intensos dias de formação, espiritualidade, oração e convivência fraterna.

A programação foi intensa, com uma imersão no testemunho de vida e na caminhada missionária do Venerável Diácono João Luiz Pozzobon. Os diáconos e suas esposas tiveram a oportunidade de refazer os passos do peregrino da Mãe e Rainha de Schoenstatt, visitando sua terra natal, a igreja onde ele recebeu os primeiros sacramentos e locais marcantes de sua trajetória.

41 anos de sua partida ao Lar Eterno

Um dos momentos mais emocionantes foi a caminhada luminosa realizada da casa onde viveu as últimas décadas de sua vida, hoje transformada em Casa Museu, até o Santuário Tabor, onde o Venerável recebeu a imagem Peregrina Original, em 10 de setembro de 1950, iniciando a Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt. 

A peregrinação fazia parte das celebrações do 41º aniversário de falecimento de João Luiz Pozzobon, occorrido a 27 de junho de 1985, enquanto peregrinava ao Santuário de Schoenstatt para a Santa Missa diária.

Formação e renovação de compromissos

A reflexão central sobre o papel e os desafios da missão do diácono na Igreja atual foi conduzida pelo arcebispo de Santa Maria e presidente do Regional Sul 3 da CNBB, dom Leomar Antônio Brustolin. O encontro também proporcionou momentos profundos de fortalecimento familiar e eclesial, incluindo a renovação das promessas do Batismo e do Matrimônio por parte dos casais.

As celebrações eucarísticas do evento foram presididas por dom Leomar e pelo referencial para o diaconato permanente do Regiona Sul 3, dom José Gislon, momentos nos quais os diáconos aproveitaram para renovar publicamente os seus compromissos ministeriais.

O Encontro Inter-Regional dos Diáconos Permanentes foi concluído no domingo, 28 de junho, com a Missa Solene de São Pedro e São Paulo na Basílica Nossa Senhora Medianeira. A celebração também marcou o encerramento da Assembleia Regional da Ação Evangelizadora do Regional Sul 3 da CNBB.

Com informações da Comissão Regional dos Diáconos do Rio Grande do Sul (CRD Sul 3) e da CNBB Sul 3

Recordar João Luiz Pozzobon e o início da Campanha nas Escolas

A novena missionária, realizada em preparação ao 41º aniversário de faleciemento do Venerável Diácono João Luiz Pozzobon, contou com diferentes atividades que uniram fé e vida, seguindo o exemplo do Venerável.

Na última quarta-feira, 24 de junho, recordou-se a Campanha das Escolas, iniciada por João Luiz Pozzobon em 1954, na então Escola Municipal de Ensino Fundamental Lourenço Dalla Corte, em Santa Maria/RS, que na ocasião recebeu uma placa fazendo menção a esta história.

Fundada em 1950, a Escola Lourenço Dalla Corte passa a fazer parte do conjunto de locais históricos ligados à missão de João Luiz Pozzobon. Para a diretora, Simone Dias Leal, a homenagem representa o reconhecimento de uma história que, até pouco tempo, era desconhecida pela própria comunidade escolar.

“Ficamos muito felizes quando descobrimos, por meio do Pe. Vitor Hugo Possetti, que a nossa escola foi a primeira a sediar essa peregrinação. Quando surgiu a proposta de inaugurar a placa, aceitamos prontamente, porque é um legado que permanece para a escola e para as futuras gerações”, afirma.

Conhecer e tornar viva a história

Antes da procissão, os alunos participaram de uma atividade sobre a vida de João Luiz Pozzobon, conduzida pelo Pe. Vitor Hugo Possetti e por estudantes da Escola Mater Educatrix. A iniciativa buscou aproximar as novas gerações da história vivida pela própria comunidade.

Hoje, a instituição atende alunos da Educação Infantil ao 9º ano e já recebe netos e bisnetos de estudantes que frequentaram suas salas de aula nas primeiras décadas de funcionamento. Para a direção, preservar essa memória ajuda as crianças a reconhecer que também fazem parte dessa história.

“Nós conhecíamos a história de João Luiz Pozzobon, mas não sabíamos que ela começava aqui. Mostrar isso para as crianças é importante porque elas entendem que fazem parte dessa história. É um legado que permanece, independentemente do credo ou da religião de cada um”, ressalta Simone.

A vice-diretora Tatiane Fontana também acredita que apresentar essa trajetória aos estudantes valoriza uma história construída com simplicidade e perseverança.

“É muito importante que eles conheçam a história do João Luiz Pozzobon e entendam a importância das peregrinações que ele realizou. Hoje tudo parece mais fácil, mas, naquela época, essas caminhadas exigiam muito esforço. É uma história que vale a pena ser conhecida e transmitida às crianças”, afirma.

As primeiras peregrinas das Famílias

Após, os alunos da Escola Lourenço Dalla Corte e da Escola Mater Educatrix, caminharam em procissão até a Capela Santo Antônio, para ali também decerrar uma placa comemorativa, marcando o início da peregrinação das imagens peregrinas das Famílias, a partir de 1959, que se deu nesta pequena Capela. . A programação, realizada em memória dos 41 anos de falecimento de João Luiz Pozzobon, também marcou a inauguração de uma segunda placa histórica na capela, lembrando o envio da primeira Peregrina das Famílias, em 1959.

Para o Pe. Vitor Hugo Possetti, vice-postulador da Causa de Beatificação de João Luiz Pozzobon, preservar esses lugares significa manter viva uma história que alcançou milhões de pessoas.

“Marcar esses lugares fortalece nossa identidade e ajuda a compreender como tudo começou. É também uma responsabilidade nossa preservar essa memória para que outras gerações conheçam a vida de João Luiz Pozzobon e tenham acesso a histórias tão transformadoras quanto a dele.”

O sacerdote recorda que foi na Capela Santo Antônio que teve início a distribuição das pequenas imagens da Mãe Peregrina para visita às famílias.

“Hoje são mais de 200 mil imagens percorrendo comunidades em todo o mundo. Só no Brasil, mais de três milhões de famílias recebem a visita da Mãe Peregrina. Tudo isso começou ali.”

A placa da capela foi inaugurada por Milton Dalla Corte, filho da missionária que recebeu a primeira imagem da Mãe Peregrina das Famílias. Ele acompanhou João Luiz Pozzobon em missões pelas comunidades do interior e testemunhou os primeiros passos da Campanha da Mãe Peregrina.

Fotos: Vinicius Becker (Diário)

Com informações de Diário de Santa Maria

41º aniversário de falecimento de João Luiz Pozzobon

“Partirei com as riquezas que me foram proporcionadas, e, nesta grande caminhada (final), apresentarei a Deus todas as cooperações e encontros que resultaram no grande crescimento desta Campanha. Um adeus! E a Deus quero levar todos que ingressarem na grandiosa Campanha, originada na Obra de Schoenstatt.”   

Assim se expressa João Luiz Pozzobon, na primeira parte de seu testamento espiritual, datada de 17 de março de 1982. E de fato, a manhã do dia 27 de junho de 1985, a Mãe e Rainha havia preparado a caminhada final para o pobre peregrino. Ao dirigir-se para a Santa Missa no Santuário Tabor, em Santa Maria/RS, após sofrer um acidente e ser levado ao hospital, ele fez o seu retorno ao Lar eterno, ao encontro definitivo com sua amada Mãe Peregrina.

Hoje, 41 anos já se passaram desta data, que anualmente é celebrada, fazendo memória da vida e missão do então Venerável Diácono João Luiz Pozzobon. Às 6h, parte da casa Museu João Luiz Pozzobon II, em Santa Maria, uma procissão até o Santuário Tabor, recordando a última romaria de Pozzobon. Mas, diferentes comunidades e grupos, em muitos locais marcados pela presença do Movimento de Schoenstatt, esta data é especialmente vivenciada.

O testemunho de sua vida cristã credível e a fecundidade de seu apostolado que rompeu fronteiras e continua se expandindo progressivamente, cativa aqueles que entram em contato com sua história. Sua busca pela santidade, vivida na vida diária em meio à rotina familiar, ao trabalho e ao apostolado, convence que este é, além de um chamado para todos, também um caminho viável para todos, com o auxílio da graça de Deus.

Em nossas famílias, grupos e comunidades, aproveitemos esta data para divulgar a vida de virtudes heroicas de João Luiz Pozzobon e motivar a oração pela sua beatificação.

Deus, nosso Pai, fizeste de João Luiz Pozzobon
um esposo e pai exemplar, um amigo dos pobres e
um incansável peregrino. Ele dedicou sua vida a
levar a Mãe e Rainha às famílias, hospitais,
escolas e presídios, rezando o terço.
Por isso, Pai, confiante peço que, se for da tua
vontade, este teu servo seja beatificado e, por sua
intercessão, eu possa receber a graça de que tanto
necessito (pedir a graça).
Assim rezo com Maria, a Grande Missionária,
para a tua glória, o florescimento da Igreja e a
santificação das famílias. Amém.

Pai nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.

Para mais informações, entre em contato com a Causa de Beatificação de João Luiz Pozzobon.

Um convite à visitar os locais marcados por João Luiz Pozzobon

Estar em Santa Maria é uma oportunidade especial para visitar os locais ligados à história da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, missão de vida do Venerável Diácono João Pozzobon.

O Santuário Tabor é o lugar de origem deste apostolado que se estende aos 5 continentes, em aproximadamente 100 países. No Santuário, João Luiz Pozzobon recebeu de Maria, a Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, a missão de levar sua imagem de graças a todos os lugares, e assim conduzir as pessoas de volta ao coração de Deus, numa grande obra evangelizadora.

O casal Ricardo Fernando Becker e Adriana Quevedo Gonçalves, de Santa Cruz do Sul, convidados pela coordenadora da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt de sua diocese, peregrinaram ao Santuário Tabor e visitaram pela primeira vez a Casa Museu João Luiz Pozzobon II, localizada no Bairro Km3, em Santa Maria, na qual o venerável viveu as últimas décadas de sua vida.

À esquerda, o casal Ricardo e Adriana

 

Adriana compartilha a experiência que fizeram ao conhecerem mais de perto a história de vida do Venerável: “Estivemos no encontro de coordenadores a convite da Janícia Vogt, que nos conhece a algum tempo do Santuário aqui de Santa Cruz do Sul. Não somos coordenadores, tampouco conhecíamos mais profundamente a Campanha, mas aceitamos o convite, pois confiamos naquilo que Deus coloca em nossas vidas. Estivemos pela primeira vez na casa do Venerável João Luiz Pozzobon e ficamos surpresos com a simplicidade da casa. Mas também impactados com a vida que ele levou. Cada cômodo tinha um significado. Os quadros com os temas da romaria da primavera, os quadros com a bênção apostólica, o jardim. Vimos naqueles cômodos simples, que a santidade é possível no dia a dia. Esse foi um estímulo para começarmos a nossa caminhada ajudando na Campanha da Mãe Peregrina, por isso, temos a certeza que foi Deus quem nos chamou.”

Desta mesma forma, muitas pessoas são tocadas pelo testemunho de virtudes heroicas de João Luiz Pozzobon. Conhecer sua história e vivenciar nos lugares que ele viveu a força de irradiação de alguém que buscou a santidade como única grande meta de vida, torna-se um estímulo para seguir seus passos e buscar a santidade na vida diária, em meio aos desafios e chamados que Deus nos faz pessoalmente.

Faça você também sua peregrinação ao Santuário Tabor e visite a Casa Museu João Luiz Pozzobon. Entre em contato:

  • Santuário Tabor

Aberto todos os dias das 7h às 19h

@santuariotabor_santamaria

Hospedagens: (55) 9 8100-2712

santuariotabor.informa@gmail.com

Avenida Nossa Senhora das Dores, 849, Bairro Dores, Santa Maria/RS

  • Casa Museu João Luiz Pozzobon I

Agendar visitação: (55) 9 9976-1260

Ribeirão, São João do Polêsine/RS

  • Casa Museu João Luiz Pozzobon II

Agendar visitação: (55) 9 9172-1611

Av. Osvaldo Cruz, 697, bairro Km Três, Santa Maria/RS

@joaoluizpozzobon / @reitoria.nsadasgracas

Venerável João Luiz Pozzobon, “Fraternidade e Moradia”

Pe. Vitor Hugo Possetti* – A Campanha da Fraternidade 2026 propõe a reflexão sobre o direito à moradia digna. Falar de moradia é falar de família, dignidade e direito à cidade; para os cristãos, é também falar do lugar onde Deus quer habitar.

Nesse horizonte, a vida do Venerável João Luiz Pozzobon, diácono permanente e pai de família, oferece um testemunho luminoso e atual.

Santa Maria/RS, crescimento urbano e periferias

Entre 1950 e 1985, período de intensa atuação do Pobre Diácono com a Campanha do Santo Terço, Santa Maria passou de cerca de 40 mil para mais de 180 mil habitantes. O crescimento acelerado não foi acompanhado por políticas públicas suficientes de habitação e infraestrutura. Multiplicaram-se ocupações e periferias marcadas por precariedade, como o Cerrito e a Vila Bilibio – locais onde João instalou capelas, organizou comunidades e desenvolveu forte ação evangelizadora e social.

Da Capela do Capim à Vila Nobre da Caridade

Em 1952, ao visitar uma família que vivia numa casa muito precária no Cerrito, João soube que, para acolher a imagem da Mãe Peregrina dentro da casa, haviam ido dormir fora com os cabritos. Comovido, mobilizou a comunidade e ergueu uma capela de madeira coberta de capim – seria mais tarde a Capela Azul.

Ao redor dela, em 1º de maio de 1954, fundou a Vila Nobre da Caridade, chegando a construir 14 casas. Seu objetivo era claro: “construir moradias para quem nada tinha, oferecê-las gratuitamente por tempo determinado, ajudar na regularização civil e eclesial, apoiar a educação das crianças e promover um espírito de família.”

João afirmava ter escutado no coração: “Aqui construirás casinhas para os pobrezinhos… meio prático de conquistar almas para o céu.” E completava: “Também o corpo deve ser cuidado para cumprir a vontade do Pai.” Um lugar para o “acolhimento espiritual e material”.

Para garantir organização e dignidade, Pozzobon criou um regulamento com orientações do Ministério do Trabalho: cuidar da casa, manter a limpeza, plantar, respeitar os vizinhos e renovar o pedido de moradia. Cada casa recebia o nome de uma flor, que devia ser cultivada.

Alegrava-se quando as famílias se estruturavam, economizavam dinheiro que gastariam no aluguel, compravam terreno e construíam seu próprio lar. Nesses casos, davam lugar à outra família na Vila Nobre.

Direito à cidade, educação e cuidado integral

João intuía que a periferia precisava de mais do que teto. Na Vila Nobre, fundou a escolinha “Vicente Pallotti”; na Vila Bilibio, construiu uma sala de aula para evitar que crianças atravessassem o viaduto do Vacacaí, em risco. Articulou-se com o poder público para garantir professores e alimentação. Também perfurou poços para assegurar água potável nas duas vilas.

Fé, moradia, educação, saneamento e evangelização estavam interligados. A casa e toda a comunidade eram lugares de promoção humana e de encontro com Deus.

Para João, a Vila Nobre, as pequenas capelas, os poços, também faziam parte da Campanha do Santo Terço e eram obras da Mãe Rainha, pertenciam à “Missionária”. Ele se considerava o “burrinho de Maria”, um instrumento em suas mãos.

Evangelizar nas casas e nas periferias

Todos os fins de semana, João peregrinava às capelas Azul, Branca e Rosa. Com simplicidade, visitava as famílias, tomava um cafezinho, rezava o terço com elas, organizava catequese, mediava conflitos, encaminhava processos civis, celebrava batismos, assistia matrimônios e levava a comunhão aos enfermos.

Na Campanha do Santo Terço, visitava “pequenas casas e grandes palácios”, mas acentuava especialmente as “fronteiras das paróquias”, como ele dizia. A partir das visitas domiciliares, identificava necessidades espirituais e materiais e promovia campanhas a partir das necessidades, como cobertores, alimentos, contatos de emprego, entre outras iniciativas.

Entrar nas casas era um meio para que “a misericórdia de Jesus” alcançasse todos os lares.

Método da proximidade

Dom Leomar Antônio Brustolin sintetiza sua ação como método da “proximidade”: Primeiro passo: Ir ao encontro da dor real; logo, Incluir, integrando os pobres na rede evangelizadora; e então Gerar processos que humanizam e evangelizam, rezando o Rosário, estimulando corresponsabilidade comunitária, “A visita deixa de ser assistencialismo para tornar-se Aliança”.

O arcebispo de Santa Maria postula que “da experiência de Pozzobon derivam critérios operacionais: a) Primado das pessoas: pastoral com nomes e rostos; b) Rede comunitária: fazer da piedade popular plataforma de inclusão; c) Integração liturgia-caridade: toda ação social nasce e retorna à mesa da Palavra e do Pão; d) Conversão missionária: “sair da comodidade” para alcançar periferias reais e e) Processos de justiça: a caridade pessoal anima estruturas de tutela da vida e dos direitos.

Entre esses, identificamos, por exemplo, o direito à moradia digna e o direito à cidade.

Na missa de corpo presente de João, Dom Ivo Lorscheiter afirmou que os 140 mil quilômetros percorridos por Pozzobon com a imagem de Nossa Senhora rezando o Terço e seu serviço aos pobres revelam um apostolado “completo e global”.

Um testemunho para CF 2026

Num contexto de crescimento urbano e carências estruturais, João não esperou soluções ideais. Começou com a oração do santo terço, a imagem peregrina, madeira, capim e coragem.

A moradia digna é direito humano e expressão concreta da caridade cristã. É também campo privilegiado de evangelização, já que “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14).

Que a Campanha de 2026 e o exemplo do Venerável João Pozzobon inspirem a cada um de nós e nossas comunidades a uma reflexão e atuação concreta em vista do direito à moradia digna e de uma igreja em saída, a partir de nossas realidades e possibilidades.

Como dizia o Pobre Diácono Peregrino sobre a Vila Nobre da Caridade: “É um meio prático de conquistar almas para o céu”.

“Por apenas uma alma, já valeria a pena.”

 

* Pe. Vitor Hugo Possetti é Vice-Postulador da Causa de Beatificação do Venerável Diácono João Luiz Pozzobon

Fonte: schoenstatt.org.br

Referências

ARQUIVO DIÁCONO JOÃO LUIZ POZZOBON. Documentos históricos, manuscritos e registros da Vila Nobre da Caridade. Santa Maria/RS.

BRUSTOLIN, Dom Leomar Antônio. Conferência no Congresso Acadêmico sobre João Luiz Pozzobon. In: Congresso Internacional: Nos passos do Peregrino: sobre vida e obra do Diácono João Luiz Pozzobon. Santa Maria: UFN, 2025.

CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Texto-Base da Campanha da Fraternidade 2026. Brasília: Edições CNBB, 2026.

URIBURU, Pe. Esteban J. João Pozzobon: Peregrino e Missionário de Maria. Argentina: Editora Patris, 1999.

ALBARELLO, Tales Henrique. O Programa CURA I em Santa Maria (1979-1985). Anais do XI Encontro Estadual de História – ANPUH-RS. Rio Grande: FURG, 2012.

Via-Sacra nos passos do Venerável João Luiz Pozzobon

Com profunda fé e devoção aproximadamente 90 pessoas, participaram da Via-Sacra do Santuário Tabor até a Vila Nobre da Caridade seguindo os passos do Venerável Diácono João Luiz Pozzobon. Este momento de oração já é uma tradição que acontece no primeiro domingo da Quaresma e na Sexta-feira Santa há décadas.

Silvia Cristina Paslauski Nunes partilhou sua experiência ao participar da Via-Sacra: “Foi uma vivência muito forte, no qual percebi a atuação de Deus. Quando ajudei a carregar a cruz (processional) foi como sentir um pouquinho do que Jesus passou ao carregar a Cruz. Neste momento também olhei para a cruz que estou carregando neste momento.”

A memória de João Luiz Pozzobon ainda é muito viva e presente especialmente nos lugares marcados pela sua ação apostólica e por aqueles que o conheceram. Cleia Maria Poerschke, sobrinha do Venerável, assim descreve esta caminhada de fé e oração: “Um momento para fortalecer a fé. Todos os anos procuro participar e esta experiência de oração da Via-Sacra, contemplando a natureza que acompanha todo o caminho, é muito gratificante, especialmente porque percorro os passos de João Pozzobon, recordando a sua vida e tudo o que pude viver e aprender com ele.”

Ao concluir a Via-Sacra junto à Capelinha Azul, foi celebrada a Santa Missa pelo Padre Maike Andrade (ISch), que em sua homilia refletiu sobre o chamado à conversão que Deus nos faz no hoje de nossa vida. Recordando o exemplo de João Luiz Pozzobon, frisou que, precisamos assumir com ousadia o ideal: “Herói hoje, não amanhã”, lutando diariamente contra as tentações.

Patrícia Conceição da Rosa, membro da comunidade da Capelinha Branca, outra capela construída pelo Venerável, participou pela primeira vez da Via-Sacra e trouxe consigo a sua família. Ela relata: “me senti em casa aqui na Capelinha Azul. Foi uma experiência de paz e de fé para minha vida e para minha família.”

Patrícia e sua família, ao final da Santa Missa

 

Sem dúvidas, todos os participantes puderam fazer sua, a súplica da Marlene Machado Mendes, que assim resume o que vivenciou nesta Via-Sacra: “Foi um momento especial de oração, penitência, devoção e fé. Pedi mais humildade para aceitar certas situações do dia a dia e continuo rezando: Jesus, manso e humilde de coração, fazei meu coração semelhante ao Vosso. Amém”

 

Via-Sacra nos passos de João Luiz Pozzobon

“Ocupei meu tempo com Aquele que morreu na cruz” (João Luiz Pozzobon)

No primeiro domingo da Quaresma se realizará a tradicional Via-Sacra, partindo do Santuário Tabor até a Vila Nobre da Caridade, seguindo os passos do Venerável Diácono João Luiz Pozzobon.

No dia 22 de fevereiro, domingo, com saída será às 8h30min, do Santuário de Schoenstatt Tabor em direção à Vila Nobre. Ao encerrar a Via-Sacra haverá Santa Missa às 10h30min, na Capelinha Azul.

 

Encontro anual dos Padres de Schoenstatt nos passos de João Pozzobon

 

Pe. Gabriel Oberle – Em cada início de ano, a Província do Instituto dos Padres de Schoenstatt no Brasil faz seu Encontro Anual, buscando reconhecer a voz de Deus e traçar os caminhos para o próximo tempo. Normalmente o Encontro acontece no Jaraguá, junto ao Santuário Sião, mas também já aconteceu em Londrina, por motivos de ordenações.

Neste ano, pela primeira vez o Encontro aconteceu no Itaara, arquidiocese de Santa Maria, junto ao Santuário Puer et Pater, com o intuito de poder realmente conhecer os lugares em que o Venerável João Luiz Pozzobon começou a “Esforçada Campanha do Santo Terço” com a Imagem da Mãe Peregrina.

 

 

Junto aos trabalhos internos da Comunidade, os padres e seminaristas presentes foram aos lugares em que Pozzobon nasceu e viveu com sua família, mas também os lugares visitados e importantes para ele na Quarta Colônia, as várias das ermidas que foram instaladas nas fronteiras de Santa Maria e as Capelinhas Branca, Azul e Rosa.

Os passos do Venerável estão traçados nos caminhos de Schoenstatt na Igreja de Santa Maria. Dessa forma, a Comunidade também teve um encontro muito enriquecedor com Dom Leomar Brustolin (Arcebispo de Santa Maria) e também com as Irmãs de Maria da Província Tabor. Puderam também celebrar a Santa Missa na Capela São Pedro em Ribeirão, renovando seus sacramentos, também junto ao túmulo de João na Reitoria Nossa Senhora das Graças, onde renovaram suas promessas sacerdotais, e na Basílica da Medianeira.

 

 

De modo especial, agradecemos aos padres Vitor Possetti e Maike Andrade por todo o trabalho de preparação e organização do Encontro e pelas explicações sobre o Venerável Diácono, também a todas as pessoas que receberam os padres e que ajudaram de muitas formas. Que Deus abençoe a cada um e suas famílias. Pedimos que Maria siga acompanhando o trabalho desses irmãos em terras gaúchas e pela beatificação do Venerável João.

Cada passo de João Luiz Pozzobon foi para levar a Mãe Rainha desde o Santuário para as pessoas e, como agradecimento, levar as pessoas até o Santuário. Que sua simplicidade e proximidade nos ajude a levar a Mãe aos demais e ser instrumentos de caminho até o Santuário.

 

Fonte: Padres de Schoenstatt

Padres de Schoenstatt do Brasil são recebidos na Reitoria Nossa Senhora das Graças

A comunidade da Reitoria Nossa Senhora das Graças e representantes da Família de Schoenstatt de Santa Maria lotaram as dependências da capela onde está sepuldado o Venerável Diácono João Luiz Pozzobon, no sábado, 31 de janeiro, para acolher 14 Padres de Schoenstatt e 3 seminaristas, vindos de diversas partes do Brasil, que participam do encontro anual da sua comunidade, junto ao Santuário de Schoenstatt Puer et Pater, no Itaara.

Pe. Antônio Bracht, que a partir de março estará trabalhando também em Santa Maria, presidiu a Santa Missa e na sua homilia explicou porque tantos padres participavam da Missa nessa tarde de sábado. Explicou que escolheram fazer na arquidiocese de Santa Maria seu encontro anual, para fazerem uma ‘imersão’ no tema: João Pozzobon. “Alguns padres tiveram a graça de trabalhar na causa de beatificação de João Pozzobon, mas outros não. E dado que cremos estarmos muito próximos a sua beatificação, quisemos entrar no tema como comunidade”. Explicou que já haviam visitados os lugares históricos em São João do Polêsine, as capelinhas azul, branca e rosa e também  a Imagem Peregina Original. E agora, com alegria, quiseram se encontrar com a Família de Schoenstatt e com a comunidade da Reitoria Nossa Senhora das Graças.

 

 

Num gesto marcante, após a ação de graças, Pe. Vitor Hugo Possetti explicou que por onde estavam peregrinando (nos passos de João Pozzobon), os Padres estavam renovando os sacramentos. E nesta capela onde João Pozzobon foi ordenado diácono, queriam renovar seu sacerdócio. Todos ajoelharam-se para, numa oração silenciosa, fazer esta renovação, concluída com a oração do Fundador, Padre José Kentenich:

“Torna-nos semelhantes à tua imagem,
como tu, passemos pela vida:
fortes e dignos, simples e bondosos,
espargindo amor, paz e alegria.
Em nós percorre o nosso tempo,
preparando-o para Cristo.”
Depois da Santa Missa, num clima familiar, foi feita uma pequena confraternização no salão da reitoria, para qual todos os presentes foram convidados.
Fotos: Solimar Costa

Missão Pozzoboniana mantém legado de João Luiz Pozzobon em comunidades do interior

 

Amanda Teixeira – Em momentos de muita oração e fé, missionários percorreram comunidades de Santa Maria e da Quarta Colônia, assim como o Venerável Diácono João Luiz Pozzobon fazia em vida, nos Dias de Adoração. O objetivo era levar a imagem peregrina da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt em casas de famílias, muitas que recebiam o próprio diácono. Durante as visitas, os moradores eram convidados a rezar juntos, refletir, conversar e receber a bênção de sua casa. Além disso, o Santíssimo se mantinha exposto nas igrejas ao longo de todo dia para adoração, nas quais as famílias se revezavam em turnos para fazerem suas orações.

 

 

As missões começaram no final de semana de 16 a 18 de janeiro, em quatro dos seis locais nos quais João Pozzobon anualmente realizava a programação do Dia de Adoração: Vila Ceolin e Ribeirão, em São João do Polêsine, e São Rafael e Três Vendas, em Restinga Sêca. Os missionários foram enviados a partir do Santuário Tabor, de Santa Maria, e levaram duas imagens réplicas da Mãe Peregrina Original, recordando o que o Venerável fazia. Junto com ele, diversas vezes o diácono Ubaldo participava com a Peregrina Auxiliar. Cada dia de missão foi concluído com procissão e missa.

 

 

Segundo o Padre Vitor Hugo Possetti, vice-postulador da Causa de Beatificação João Luiz Pozzobon, a intenção foi reviver a experiência do diácono. “Foi uma experiência muito bonita, para a comunidade, para os moradores, muitos se recordavam com muita saudade e estavam com muita saudade”, afirma. Na época, João Pozzobon realizava este projeto em janeiro para que houvesse a benção das lavouras, com pedidos por chuva. O Padre reflete sobre a ocorrência de chuva nos dias de missão, que, além de beneficiar as plantações, pôde revitalizar espiritualmente a vida dos que puderam participar. 

 

 

Foram dias importantes para os envolvidos com a causa de João Pozzobon, pela oportunidade de viver momentos semelhantes aos que o diácono vivia, passando pelos mesmos locais e pernoitando nas mesmas casas. Para o missionário Joelson Mello, foi uma oportunidade de se impressionar ainda mais pela vida e obra do Venerável: “podemos, assim como ele, nos entendermos como simples instrumentos de Cristo e de sua Mãe, como burrinhos de Maria. Com isso, posso dizer que entendi a beleza e a grandiosidade da missão, e por ela quero, assim como ele, entregar-me totalmente”.

 

 

Nos dias 24 e 25 de janeiro, as ações ocorreram na comunidade da Capela Rosa, na Vila Floresta, construída por João Pozzobon em 1971 e revitalizada em 2025. Conhecida como “Capelinha do Amor”, foi uma das três pensadas pelo Venerável para não só facilitarem o acesso à religião, mas também servirem de escola e local de catequese em localidades mais pobres. Além das visitas às famílias, foram realizadas atividades com crianças e adultos, oração do Terço das Rosas e Santa Missa.

 

 

O atual responsável pela Capelinha, Elmir Luiz Cerezer, relata que os moradores da vila, incluindo crianças e enfermos, ficaram felizes por receberem na sua casa a imagem da Mãe Rainha. “A gente reconstruiu a capela e agora com esse trabalho de evangelização o povo começa a aparecer para rezarmos juntos. Nós do bairro nos sentimos muito felizes e orgulhosos pelo trabalho feito no final de semana”, afirma. Ele ainda reforça que na Capela Rosa ocorre oração do terço todo domingo às 10h30, e missa uma vez por mês.

 

Fonte: página oficial da Causa João Pozzobon