Hoje celebramos a solenidade da Imaculada Conceição de Maria

 

Em cada 8 de dezembro a Igreja celebra a Solenidade da Imaculada Conceição de Maria.

Origens

A festa litúrgica que celebramos, hoje, exalta uma das grandes maravilhas da história de nossa salvação: a Imaculada Conceição de Maria. Durante toda a sua vida terrena, Maria foi livre da mancha do pecado. Essa verdade, reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. “Entrando, o anjo disse-lhe: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo’” (Lucas 1,28). Muitos padres e doutores da Igreja Oriental, ao exaltarem a grandeza de Maria, Mãe de Deus, usavam expressões como: cheia de graça, lírio da inocência, mais pura do que os anjos.

A Repulsa
A Igreja Ocidental, que sempre amou a Santíssima Virgem, tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Não por repulsa a Nossa Senhora, mas para conservar a doutrina da redenção operada por Cristo em favor de todos.

 

 

A Comprovação Teológica
Em 1304, o Papa Bento XI reuniu, na Universidade de Paris, uma assembleia dos doutores mais eminentes em Teologia, para terminar as questões de escola sobre a Imaculada Conceição da Virgem. Foi o franciscano João Duns Escoto quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois a Santíssima Virgem era destinada a ser mãe do seu Filho. Isso é possível para a Onipotência de Deus, portanto, o Senhor, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.

Da repulsa da doutrina da Imaculada Conceição de Maria ao Calendário Romano

O Calendário Romano
Rapidamente, a doutrina da Imaculada Conceição de Maria, no seio de sua mãe Sant’Ana, foi introduzida no calendário romano. José de Anchieta foi o apóstolo que propagou essa doutrina no Brasil. Desde o início de sua colonização, dedicou igrejas a esse ministério.

A Medalha
A própria Virgem Maria apareceu, em 1830, a Santa Catarina Labouré pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. Esta medalha, anunciada em todo o mundo, possibilitou a devoção a Maria Imaculada, induzindo os bispos a solicitarem ao Papa a definição do dogma, que já era vivenciado entre os cristãos.

O Dogma
Sendo assim, no dia 8 de dezembro de 1854, através da bula Ineffabilis Deus do Papa Pio IX, a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma: “Maria isenta do pecado original”.

A Confirmação
A própria Virgem Maria, na sua aparição em Lourdes, em 1858, confirmou a definição dogmática e a fé do povo dizendo para Santa Bernadette e para todos nós: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

 

Fonte: Canção Nova

Maria Imaculada e o Advento

Neste 2º domingo do Advento e véspera da Solenidade da Imaculada Conceição, a seguinte reflexão de Dom Hilário Moser, SBD, bispo emérito de Tubarão, pode nos ajudar a preparar-nos para este dia de graças, neste tempo especial que é o Advento.

 

 

Você sabe, o Advento é o tempo litúrgico que nos prepara para o santo Natal: dura quatro semanas, nas quais têm importância particular os quatro domingos que dão início a cada uma delas. O segundo domingo do Advento ocorre sempre nas proximidades da festa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora (8 de dezembro).

Maria é o Advento

A figura de Maria Imaculada, no Advento, merece lugar especial, pois, de certa forma, Ela é o Advento. Por que? Porque ninguém melhor do que Ela esperou a chegada do Filho de Deus que trazia em seu seio. Ninguém melhor do que Ela se preparou para acolher o Filho de Deus.

Se, ao nascer, Jesus foi posto numa manjedoura de animais no interior de uma gruta fria e sombria, ao ser concebido, Ele encontrou um “lugar” bem melhor, bem mais puro, bem mais santo: o seio da Virgem de Nazaré. O Filho de Deus foi a única pessoa que pôde escolher a própria Mãe. Escolheu-a e a preparou para cumprir essa missão sublime.

Vindo ao mundo a fim de destruir o domínio do diabo e do pecado, não teria sentido o Filho de Deus ser concebido por mulher manchada pelo pecado (o pecado original). A morte de Cristo na cruz nos resgatou a todos nós do pecado. Resgatou também Maria, mas de forma diferente.

 

 

Nós, que nascemos com a mancha do pecado original, somos purificados do pecado por meio do batismo, pelo qual são aplicados a nós os méritos de Jesus morto na cruz. Maria também foi resgatada, mas por antecipação, isto é, impedindo que o pecado a manchasse: por isso Ela é chamada a Imaculada Conceição. Isenta de toda mancha de pecado, Ela também é cheia de graça, isto é, repleta dos dons de Deus. Em outras palavras, em Maria, a presença da Santíssima Trindade a tornou um paraíso de bênçãos, um mar de vida divina, mais do que todos os santos e as santas do céu. Esta é Maria que, no Advento, vemos caminhar para Belém à espera do nascimento do Salvador do mundo.

Como Maria se terá preparado para esse momento sublime? Sem dúvida pela atenção à Palavra de Deus, pela oração, pelo amor ao Filho de Deus que trazia em seu seio. É isto que também se espera de todos nós na preparação (Advento) do santo Natal.

 

Advento: ouvir com o Maria a Palavra

O Advento é tempo de ouvir com mais atenção a Palavra de Deus, de aumentar a entrega à oração, de crescer no amor ao Filho de Deus que quer nascer dentro de nós, de ampliar a fraternidade para com os irmãos e as irmãs de Jesus que são todos os seres humanos.

Tome Maria como exemplo, como modelo. Ponha-se a seu lado, caminhe com Ela e vá aprendendo a se preparar para acolher Jesus que vem. O Natal sem Jesus não tem sentido. O Natal sem Maria não é bem celebrado. Maria é o Advento! Que o seu Advento seja como o de Maria!

 

Fonte: Vatican News

São Nicolau: o santo que inspirou a lenda do Papai Noel

 

“Seria um pecado não repartir muito, sendo que Deus nos dá tanto”, costumava dizer São Nicolau, padroeiro das crianças, das moças solteiras, dos marinheiros, dos viajantes e da Rússia, Grécia e Turquia. Sua festa se celebra neste dia 6 de dezembro.

Sua figura bondosa e caridosa passou a ser associada em muitos lugares a figura do Papai Noel nos países latinos, que traz presentes para as crianças na Noite de Natal. Na Alemanha, é Nikolaus, e nos países anglo-saxões, Santa Claus.

O poder do comércio impôs a figura do velinho que traz presentes para as crianças na noite de Natal, fazendo que pouca gente conheça quem inspirou sua figura, São Nicolau.

 

A história da generosidade de São Nicolau

Certa vez, Nicolau ouviu falar sobre um homem que havia perdido todo o seu dinheiro. Ele tinha três filhas, as quais já tinham idade suficiente para se casar. Porém, naquela época, jovens mulheres tinham de possuir dinheiro para se casar. Esse dinheiro era conhecido como “dote”, e era utilizado para auxiliar o início da nova família. Se não tivessem o dinheiro do dote, as jovens não poderiam se casar.

Essa família estava tão mal financeiramente que não possuía sequer o que comer. Por isso, as suas filhas iriam ser vendidas como escravas, pois, tendo em vista tal situação, não poderiam viver em casa por mais tempo. Eles estavam todos muito tristes, porque, como escravas, não poderiam mais ter as suas próprias famílias, não mais seriam capazes de decidir onde viveriam ou o que fariam.

Na noite anterior em que a filha mais velha seria vendida, ela lavou suas meias e as colocou em frente ao fogo para que secassem. Então, todos adormeceram, o pai e as três filhas.

Na manhã seguinte, ela viu que havia alguma coisa dentro da meia. Foi quando ela encontrou, então, uma bolsinha muito pesada. Dentro dela havia ouro! Ouro o suficiente para a alimentação da família e para o dote da moça. Ah, que felizes eles ficaram! Na manhã do outro dia, uma outra bolsa com ouro foi encontrada. Imaginem! Agora, duas das filhas poderiam ser salvas. Que alegria! Assim, na noite seguinte, o pai delas planejou ficar acordado para descobrir quem estava ajudando as suas filhas. Ele cochilou, mas, mesmo assim, pôde ouvir um pequeno “click”, como se uma outra bolsinha estivesse caindo dentro da sala. Rapidamente, ele levantou-se e correu em direção à porta. Quem ele apanhou dobrando a esquina?

A caridade sem nada em troca

Nicolau, o jovem rapaz que vivia com seu tio. “Nicolau, é você! Obrigada por nos ajudar – eu nem sei o que lhe dizer!”. Nicolau disse: “Por favor, não me agradeça, agradeça a Deus, pois as suas orações foram atendidas. Não diga aos outros sobre mim”.

Nicolau continuou a ajudar as pessoas. No entanto, ele sempre tentava ajudá-las secretamente. Ele não queria nenhuma atenção ou agradecimento. Alguns anos se passaram e ele fora requisitado para ser bispo. Bispos cuidam de seus fiéis como os pastores cuidam de suas ovelhas. E isso foi o que Nicolau fez. Quando não havia mais nenhum alimento, ele encontrava algum trigo para que ninguém ficasse faminto.

 

Legado de São Nicolau

Nicolau era muito amado pelas pessoas. Por isso, após a sua morte, elas contavam histórias das coisas boas que ele fizera. Os marinheiros narravam essas histórias sobre Nicolau por todos os lugares em que viajavam. Sendo que, algumas delas eram sobre o cuidado especial dele para com as crianças, ajudando-as e protegendo-as quando algum perigo as rodeava. E assim mais e mais pessoas aprendiam sobre o bom e amável Nicolau. As pessoas queriam ser como ele, pois ele era um exemplo de como se deveria viver. É por tudo isso que ele se tornara um santo.

Essa é a verdadeira história de Santa Claus ou São Nicolau. Por isso, até os nossos dias, ele é tão amado pelas pessoas, especialmente pelas crianças. Então, é muito importante que todos saibam a verdade a respeito desse santo, para que não nos limitemos, como quase todos o fazem, simplesmente na “mistificação comercial” (para se vender mais presentes) que, ao longo do tempo, tem-se feito sobre ele.

 

 

Fonte: Acidigital e Canção Nova

Viver o Advento com e como Maria

Hoje é sábado, véspera do segundo domingo do Advento, considerado por muitos teólogos como o tempo litúrgico mais pronunciadamente mariano. A Mãe de Deus está sempre presente no ano litúrgico: de pé junto da cruz, perseverante em oração com a Igreja nascente, atenta à Palavra no cotidiano da vida… Mas é no Advento em que ela aparece como a protagonista da primeira vinda do Senhor e nosso modelo de esperança e expectativa para sua nova vinda.

 

Maria viveu o primeiro Advento

É com o “FIAT” de Maria que começa a ecoar nos lábios da Igreja, o “MARANATAH” (Vem Senhor Jesus). Enquanto esperamos sua vinda gloriosa somos também nós, gestados como filhos da Igreja no ventre da Virgem que gera para nós o Salvador.

Ninguém melhor que a Santíssima Virgem pode nos ensinar a viver bem a espera do advento. Não como uma espera passiva, inerte, mas com uma espera ativa, cheia de esperança e que nos move a ir ao encontro do Senhor enquanto Ele vem até nós. Foi ela quem primeiro aguardou a primeira vinda do Senhor quando desde o anúncio do anjo, acolheu a missão de ser a mãe do Salvador.

Enquanto esteve grávida, Maria não usou libertinamente dos méritos de ser a mãe do Salvador, mas permaneceu vigilante na oração e imediatamente pôs-se em missão, já iniciando a sua grande missão de apresentar a todos o seu filho Jesus, antes mesmo de Ele nascer.

Assim também nós, seus filhos, precisamos viver a exemplo de Maria o que nos propõe a espiritualidade litúrgica do advento. Sendo um povo vigilante na oração, preparando-se para a segunda vinda gloriosa de Nosso Senhor, colocando-se a serviço do reino de Deus, vivendo de maneira antecipada aquilo que nos aguarda: a eternidade na Jerusalém Celeste.

 

Com e como Maria vivemos nosso Advento

Quem melhor do que Maria, para nos ensinar a preparar o caminho do senhor e endireitar suas veredas se ela foi o caminho pelo qual a Providência Divina quis se valer para que o Filho de Deus assumisse a nossa humanidade dando a Ele os primeiros ensinamentos para que compreendesse sua missão e em todos os momentos seguindo junto com Ele pelos caminhos que o levaram até o calvário permanecendo ao seu lado até o fim?

Assim nós também precisamos preparar os caminhos para o retorno do Nosso Senhor, imitando os seus passos aqui na terra fazendo com que Ele se torne ainda mais conhecido e amado e gerando conversão na vida das pessoas.

Devemos, portanto, nos alegrar no Senhor, pois os sinais dos tempos nos anunciam cada vez mais intensamente que a salvação está próxima e que esse povo que insiste em se deixar conduzir por uma vida tenebrosa poderá ver a grande luz, que é Cristo o Senhor.

Nascerá outra vez não na manjedoura de Belém, mais nas milhares de manjedouras que empobrecidas pelas crises de fé contemporânea se permitam acolher o menino Deus que trará sempre vida nova a todos os que estiverem dispostos a receber. E assim como Maria poderemos juntos cantar as maravilhas que O todo poderoso fez e fará em nossas vidas! Possamos assim viver com devoção e piedade esse tempo de espera, para celebrarmos com uma nova esperança o Natal do Senhor!

Fonte: Pe. Victor Santana, Membro da Comunidade Obra de Maria, em obrademaria.com.br

Fotos de cathopic.com

Iniciamos o último mês do ano!

Heloísa Seikoski – Iniciamos o último mês do Ano Santo da Esperança. Quantas graças vivemos nesse Ano Jubilar e quantas ainda poderemos receber neste último mês do ano!

Nessa época, muitas vezes os olhos já estão voltados às festas de fim de ano, aos encerramentos, às comemorações e ao planejamento do próximo ano que iniciará. Mas, este último mês do ano é uma oportunidade para refletir e avaliar o ano que tivemos: onde falhamos, qual área da nossa vida deixamos de lado, como foi a nossa vinculação a Deus e se crescemos no amor a Ele e em nosso caminho de santidade. É um tempo propício para avaliar e renovar o ardor, a fim de começar o próximo ano com novo vigor.

Como percebo a atuação de Deus em minha vida?

Voltar o olhar para a nossa jornada é uma prática fundamental na espiritualidade. Não para nos culparmos, mas sim para agir com humildade e fazer um reconhecimento sincero. A revisão começa pela vinculação a Deus: Como se manteve nossa vinculação a Deus? Será que a rotina, o cansaço ou as incessantes preocupações conseguiram esmaecer o fervor da oração diária e a busca pela santidade?

Da mesma forma podemos refletir: Em que medida o ideal de santidade, que este Ano Jubilar reacendeu, se concretizou em atos de paciência, caridade, ordem e fidelidade aos pequenos deveres? Qual foi o “talento” que, por receio ou preguiça, deixamos de investir e desenvolver?

“Com a mão no pulso do tempo e ouvido no coração de Deus”

No entanto, a reflexão mais profunda deve ser aquela que se concentra na atuação de Deus em nossa história. É um convite a fazer uma leitura de fé de toda a trajetória do ano, reconhecendo que o que parecia fracasso pode ter sido a “poda” necessária para um crescimento mais robusto, e que o sofrimento inesperado pode ter-se revelado a escola da entrega e da confiança. Assim como nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, devemos estar “Com a mão no pulso do tempo e o ouvido no coração de Deus” e nos perguntar: O que nos Deus sussurrava através de cada acontecimento? As alegrias e os sucessos vieram como dons a serem partilhados e agradecidos? As dificuldades e as dores foram instrumentos de fortalecimento?

Acima de tudo, um novo sim aos planos de Deus Pai

Essa atitude de profunda gratidão e aceitação transforma essa reflexão em um verdadeiro Capital de Graças. Ao reconhecermos o amor com que Deus conduziu esse ano, renovamos o nosso sim incondicional para o futuro, abraçando a serena certeza de que “o Pai tem o leme nas mãos, embora eu desconheça o destino e a rota.” (Rumo ao Céu, 399). Que este último mês seja, pois, um tempo de reparação e de renovação da Aliança.

Primeiro Domingo do Advento

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – Iniciamos com este Domingo, o Primeiro do Advento, o Ano Novo Litúrgico da Igreja – que não coincide com o ano civil. Com estes QUATRO DOMINGOS nos prepararemos, incluindo a NOVENA DE NATAL, neste belo tempo de fazer memória histórica da Encarnação e Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. No simbolismo da COROA DE ADVENTO, acendendo num crescente as quatro velas que iluminam o mundo (circularidade da coroa), nos enche de esperança (sua cor verde) pois, mais uma vez o bom Deus nos dá a graça de fazer memória do dia em que, pelo sim da Virgem, o céu tocou a terra e veio morar entre nós!

Neste primeiro Domingo, a liturgia nos prepara com o tema da VIGILANCIA. Vigia, diz o Senhor! O Advento tem essa dupla mão: contemplando o Mistério Histórico da Encarnação (pois Deus veio mesmo a Terra numa família!), também estarmos atentos para a Vinda Segunda do Senhor. Não sabemos o dia e nem a hora, mas estejamos vigilantes pela oração, fração do pão, ação de graças, solidariedade para com os pobres (não somente nestas épocas, mas em toda as ocasiões); viver o hoje proposto por Deus, pois o futuro a Ele pertence e o passado está no oceano de sua misericórdia!

Temos umas ótimas companhias para essa vigilância: Maria e José. Aliás, dezembro deveria ser também o mês de Maria, pois é o mês que se completa seus dias para a dar à luz aquele que é a LUZ! Contemplando-a já em seu nono mês, queremos percorrer com ela o caminho que nos leva a Belém do nosso coração e permitir que ela recline mais uma vez seu Menino Luz na manjedoura de seu coração.

Com nosso Pai e Fundador façamos de nossos Santuários de Schoenstatt uma Nazaré, onde, com Maria, passamos ser visitados pelo anjo do Senhor e na docilidade ao Espírito gerar Jesus novamente para o mundo; e um Belém onde Cristo nasce todo dia, nas santas missas, nas aberturas das portas dos sacrários onde ele fica à nossa espera. Um Feliz e Santo Tempo de Advento!

Foto: Bárbara Hernández, via cathopic.com

Fonte: schoenstatt. org.br

Cristo Rei do Universo

 

Hoje a Igreja celebra a solenidade de Jesus Cristo Rei, Senhor do Universo.

Origens 

Em 325, ocorreu o primeiro Concílio Ecumênico na cidade de Niceia, Ásia Menor. Na ocasião, foi definida a divindade de Cristo contra as heresias de Ario: “Cristo é Deus, Luz da luz, Deus verdadeiro do Deus verdadeiro”. No ano de 1925, Pio XI proclamou o modo melhor para superar as injustiças: o reconhecimento da realeza de Cristo.

A Data

A data original da festa de Cristo Rei era o último domingo de outubro, mas, com a nova Reforma de 1969, foi transferida para o último domingo do Ano Litúrgico. Desta forma, fica claro que Jesus Cristo, o Rei, é a meta da nossa peregrinação terrena. Os textos bíblicos mudam em todos os três anos (Ano A, B e C) para que possamos conhecer, plenamente, a figura de Jesus.

Encíclica Quas Primas do Papa Pio XI

Um Convite

Na Encíclica do Papa Pio XI, o Papa instituiu a festividade de Cristo Rei, realizando um convite para que o Cristo reine em nossa mente, e para que possamos agir com uma perfeita submissão, devendo estar firme e constante aos assentimentos, às verdades reveladas e à Doutrina de Cristo.

Cristo Reina

O Cristo reina, e precisamos estar em Sua Vontade, obedecendo às leis e aos preceitos divinos. Precisamos permitir que Ele reine em nosso coração, amando a Deus mais do que qualquer outra coisa, e estar unido somente a Ele.

Rei do Universo

O Cristo reina no corpo e nos membros que, como instrumentos, devem ser oferecidos a Deus e devem servir à santidade interior das almas. Se estas coisas forem colocadas em ações, mais facilmente serão levadas à perfeição.

Cristo reina!

Um Recomeço

A Solenidade nos chama a um recomeço, um novo caminho para os fiéis e aqueles que estão fora de seu reino ansiando e aceitando uma nova vida em Cristo, que nos acolhe pela sua infinita misericórdia. Que possamos trazer e nos aproximar de Cristo, não com relutância, mas com prazer, amor e mais santos. E que nossa vida seja conforme as leis do Reino divino, para que colhamos frutos felizes e abundantes; e, considerados por Cristo como servos bons e fiéis, nos tornamos participantes com Ele no Reino celestial de sua eterna felicidade e glória.

 

Fonte: Canção Nova

21 de novembro: Apresentação de Maria no templo

Jaqueline Montoya – A figura de Maria é muito discreta na Sagrada Escritura, porém, mesmo com uma presença singela, ali encontramos toda a essência de sua alma e o principal testamento que poderia nos ter deixado: “fazei tudo o que Ele disser”. Neste dia 21 de novembro, a Igreja faz memória à apresentação de Maria ao templo. Mesmo sem referências explícitas nos Evangelhos Canônicos, a festa é celebrada no oriente desde o século VI, tendo como base as escrituras apócrifas de Tiago.

A história….

Contam os manuscritos que Joaquim e Ana tiveram dificuldades para ter filhos, até o nascimento de Maria. A jovem foi levada pelos pais aos três anos para viver no templo. Lá se consagrou em corpo e alma a Deus. Segundo a tradição, permaneceu ali até os 12 anos, quando foi prometida a José.

O significado…

O Papa Paulo VI, em sua exortação apostólica Marialis Cultus (I PARTE § 8), escreveu que “apesar de seu teor apócrifo, a história da Apresentação propõe conteúdos de elevado valor exemplar e continuam veneráveis tradições, radicadas sobretudo no Oriente”.

A apresentação no templo nos demonstra a entrega total de Maria aos planos do Senhor. Com apenas três anos, deixa os pais para seguir a Deus. Durante sua permanência no templo, se consagra para ser inteiramente d’Ele. A data nos remete que Maria estava, desde sempre, sendo preparada para assumir a grande missão de ser a Mãe do Salvador. Posteriormente, o 21 de novembro também recebeu outro significado dentro da Igreja: o Dia Pro Orantibus, no qual se faz memória do dom da vida contemplativa.

Como filhos de Schoenstatt temos na essência de nossa espiritualidade a figura de Maria. Como ela, neste dia, queremos aprender a entregar nossas vidas a Deus. Sua entrega total e incondicional aos planos do Pai foi o que deu sentido à sua vida em todos os momentos. Também nós devemos encontrar, na confiança filial, a motivação para seguir adiante.

Fonte: schoenstatt.org.br

Como podemos bem celebrar os Fiéis Defuntos?

Juliana Gelatti Lovato – O dia 2 de novembro já entrou para a rotina cristã e civil com o nome popular de “Dia de Finados”, data em que se costuma visitar os cemitérios e rezar pelos entes falecidos. Mas, além de um costume enraizado na nossa cultura, dedicar preces e missas pelos mortos é um ato de misericórdia, de caridade para com o próximo.

Algumas reflexões que podem nos ajudar a viver bem este dia.

1 – Qual o sentido ou a origem da celebração do Dia de Finados?

Talvez o melhor nome para o que popularmente chamamos de Dia de Finados seja Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos. É este o nome que a Igreja dá para este dia, porque é marcado pela caridade. E por que nós comemoramos os Fiéis Defuntos? Por que temos um dia especial do calendário litúrgico para oração por eles? Em razão da caridade que nós devemos para com o próximo. Essa celebração tem sua origem no século X, especialmente na Abadia de Cluny, na França, mas está sustentada desde a escritura.

Sabemos que os primeiros cristãos se reuniam em cemitérios para a oração, lá eles rezavam pelos seus, tanto que se olharmos, por exemplo, o cânon romano, ou mesmo a oração eucarística número II, que são as duas orações eucarísticas mais antigas que temos na Igreja, as duas mencionam o momento em que fazemos memória dos defuntos. Então, desde o início do Cristianismo, nós fazemos essa obra de caridade. É uma obra de caridade rezar pelos nossos irmãos.

Agora, por que nós fazemos isso? Primeiro, porque nós estamos, enquanto Igreja peregrina, num caminho em direção a Deus. Esse caminho em direção a Deus é marcado pela nossa vida eucarística, nossa vida de oração, nossos trabalhos. Em algum momento desse caminho que nós vamos fazendo, a morte nos assalta, ela aparece. E nem sempre nós estamos prontos para esse encontro com o Senhor. Então, existe, na misericórdia divina, dentro da nossa fé, a realidade o purgatório, um lugar de purificação, um estado de purificação. Então quando nós falamos em Comemoração dos Fiéis Defuntos, estamos falando do que? De exercer a nossa caridade, como Igreja militante, como Igreja peregrina nesta terra, para com os nossos irmãos que estão se purificando, que ainda não estão prontos para entrar no Céu, mas que com a nossa oração, visam entrar no Céu.

Eles não podem rezar mais por eles mesmos. Por isso que é importantíssima essa obra de misericórdia, de rezar por aqueles que já partiram, nossos amigos, nossos parentes, e também por aqueles que não recebem nenhuma oração. Rezar pelas almas do purgatório em geral também é importante. Com essa celebração, nós percebemos a unidade que há na Igreja: nós, Igreja peregrina, que rezamos pela Igreja que está em purificação, em vista da Igreja triunfante no Céu. Há aqui bem claramente esta união, perfeita, da Igreja.

2 – Deve ser um dia de tristeza?

Humanamente falando, esse dia tem quase uma conotação de tristeza, porque somos seres humanos, é o tempo que nós nos recordamos dos nossos falecidos, amigos, parentes. Humanamente falando pode aparecer a tristeza, ou a saudade, ou uma saudade boa, é bom que seja uma saudade boa e não um remorso, mas esse dia na verdade é marcado pela esperança. No mistério pascal de Cristo, nós cremos que iremos habitar o Santuário do Senhor e ressuscitaremos um dia como Cristo ressuscitou. Porque do ponto de vista cristão não existe tristeza.

3 – No Dia de Finados, o que não podemos deixar de fazer para bem celebrar a data?

Em primeiro lugar, está a Missa. Ela ocupa o primeiro lugar, sempre. É o momento em que essas três igrejas estão bem visivelmente unidas: peregrina, purgativa e triunfante. A Missa é importantíssima. Mas também podemos lucrar indulgências para uma alma que está no purgatório.

4 – Quais são as indulgências previstas para esta data? Como obtê-las para algum familiar falecido?

Mas também nesse dia a Igreja abre o seu tesouro dos méritos de Cristo, do qual ela é a tutora, para nos conceder indulgências. E neste dia 2 de novembro, a indulgência é aplicável apenas às almas do purgatório. De que modo? Temos que cumprir algumas exigências, que estão explicitadas no Enchiridion Indulgentiarum, o manual das indulgências, reformado por São Paulo VI. Então primeiro, a visita ao cemitério. É possível que se lucre a indulgência na visita ao cemitério, de 1º de novembro até 8 de novembro. E o que eu faço nessa visita? Eu rezo pelos falecidos. Segunda coisa que posso fazer? Visitar piedosamente uma igreja ou oratório e aí recitar o Pai-Nosso e o Creio. Além de visitar o cemitério ou a igreja, também devo comungar e confessar.

Em outros dias do ano, é possível que eu lucre para alguma alma do purgatório uma indulgência parcial. Como é possível isso? Através da visita ao cemitério, rezando pelos mortos, ou recitando as laudes ou as vésperas, do ofício dos defuntos, ou mesmo, de modo bastante simples, a invocação: ‘Dai-lhes, Senhor, o repouso Eterno. E brilhe para eles a Vossa Luz. Descansem em Paz. Amém’.

5 – Qual a importância por rezar e encomendar missas para os falecidos? E quando posso deixar de rezar por algum ente querido que já morreu?

Como foi exposto no início, os nossos irmãos já não podem mais rezar por eles próprios, e nós temos esse dever de caridade com eles. Porque existe uma unidade, nós vivemos a comunhão dos santos. Essa comunhão se dá justamente pelo fato de que aqueles que estão no céu intercedem por nós, nós rezamos por aqueles que estão em purificação, e estes que estão em purificação um dia chegarão ao céu e também intercederão por nós. Aí está um pouco a razão de nós rezarmos pelos nossos parentes falecidos, confiando sempre na misericórdia de Deus. Não há um tempo especificado pela Igreja, para que nós deixemos de rezar pelos mortos. Nós temos este hábito de rezar de modo especial nos dias fechados: 7º dia, os 30 dias, primeiro ano, segundo ano de falecimento. Isso tudo nos ajuda até mesmo psicologicamente a fazermos memória dos nossos amigos. Mas não há um tempo para que deixemos de rezar por eles. Porém, também é sempre necessário confiarmos na misericórdia de Deus, sem desespero, sem colocar as pessoas no inferno, confiando sempre na misericórdia de Deus.

Indulgência plenária

De 1º a 8 de novembro, posso lucrar a indulgência plenária para uma alma do purgatório de minha escolha. Que obra devo fazer? Devo ir a um cemitério de minha escolha, com fé e devoção, eu rezo pelos falecidos. Não podendo fazer isto, eu faço uma visita a uma igreja e rezo o Creio e o Pai-Nosso.

 

Foto: Nogueirense

Nossa vida é nossa arena de santidade

Ana Paula Paiva – Comemoramos dia 1º de novembro a festa de todos os santos, instituída no oriente (Antioquia) no século IV e no ocidente no século VI. Trata-se da celebração, pela Igreja militante (que somos nós, batizados e pertencentes ao Corpo Místico de Cristo), da Igreja triunfante, ou seja, dos santos de Deus, conhecidos ou não, canonizados ou não.

Celebramos, portanto, todos os falecidos que morreram na graça de Deus e (ou) aqueles que já cumpriram seu período de purificação no purgatório.

Interessante considerar que, no Brasil, lembramos, no dia seguinte, de nossos irmãos falecidos que fazem parte da “Igreja padecente”, ou seja, nossos falecidos que se encontram no purgatório. Igreja triunfante, padecente e militante formam um único Corpo Místico de Cristo.

Mas, se a Igreja costuma celebrar seus santos nos dias de seu falecimento, por que celebrar também no dia 1º de novembro?

Embora os processos de canonização sejam a confirmação de uma vida de santidade, é preciso considerar a existência de muitos outros santos que não são conhecidos e que experimentaram uma vida de profundo vínculo a Deus e de entrega no silêncio e no anonimato (pensemos nos milhares de mártires que morreram nos primeiros séculos de nossa Igreja e que não chegaram a ser conhecidos, para citar apenas um exemplo). O dia de todos santos comemora essas vidas de devoção, exemplo e heroísmo da fé.

A intenção dessa festa, além de celebrar os exemplos de santidade, é – evidentemente – catequética, ou seja, é um chamado e impulso a que, também nós, tenhamos uma vida de cumprimento aos preceitos de Deus e que busquemos a nossa santificação pessoal e familiar, conforme nossa vocação e a partir de nossos deveres de estado.

Somos chamados a ser perfeitos e a morte e ressurreição de Jesus foi para nós um resgate: o próprio Deus nos mereceu a salvação e a todos nós se possibilita o céu, bastando que sejamos santos.

E qual é o conceito de santidade para nosso Pai e Fundador?

Pe. José Kentenich dizia que santo é aquele que possui vínculos sadios e orgânicos com Deus, com os outros, consigo mesmo e com o trabalho [1]. Em Schoenstatt, o conceito de santidade passa, também, pelo conceito de vínculos e, portanto, temas como autoeducação, horário espiritual, direção espiritual, exame particular, por exemplo, não nos devem ser estranhos, pelo contrário, devem fazer parte de uma boa rotina espiritual e plano de vida. Nossas práticas ascéticas de vivência da Aliança de Amor com Maria são, nada mais, que nosso caminho de santidade, de vínculos, de amor profundo e terno a Deus por meio de Sua Mãe.

Que nesse dia de todos os santos nos lembremos de nosso chamado universal à santidade e que tenhamos em conta que é justamente nosso estado de vida, nossa vocação e as circunstâncias que permeiam nossa história (nossa saúde, família, trabalho, entre outros fatores que nos circundam) que servem como terreno em que nossas raízes devem se aprofundar e florescer para Deus. Nossa vida é nossa arena de santidade, nossa história é o campo de belas flores (de sacrifícios, de amor, devoção e espiritualidade) que devem brotar a partir de nossa santificação. Que os exemplos de todos os santos do céu nos inspirem e que, um dia, possamos estar junto a eles.

 

[1] Livro: Santidade de Todos os Dias

Fonte: Ir M Nilza Silva

Fonte: schoenstatt.org.br