Oitavo dia da novena de Natal: como Maria, conduzir ao Deus Menino

 

Maria tem um papel fundamental no presépio: ela foi a grande protagonista do advento, quando da primeira vinda do Senhor.

A missão de Maria é nos dar Jesus, sempre apontá-lo e repetir como nas Boas da Caná: “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2,15).

Essa é a missão de Maria no presépio: ela apresenta Jeus aos pastores, aos Reis Magos e a todos que a ele acorrem.

Podemos ajudá-la nesta missão? A quem podemos apresentar Jesus neste Natal?

Nosso propósito de hoje: rezar uma dezena do terço pedindo que eu esteja preparado para o Natal.

ORAÇÃO

Vem, Jesus, ó Rei Divino.

ao meu pobre coração.

Eu te espero com saudade.

alegria e gratidão.

Se o mundo te rejeita

com dureza e rigor,

minha alma te acolhe

com ternura e amor.

Sétimo da da novena para o Natal: como São José, ser fiel no trabalho

 

Neste sétimo dia da novena em preparação para a solenidade de Natal, São José, esposo de Maria e pai adotivo de Jesus, é a figura do presépio que atrai nossa atenção.

O que nos ensina São José?

Ele nos ensina a ouvir a Deus no dia-a-dia e, em espírito de fé, seguir a sua vontade. A Bíblia chama José de ‘homem justo’. Este é o maior elogio que se podia dar a um judeu. Ser justo significa ser santo.

São José assumiu os deveres de pai frente a Jesus, se empenhando pelo seu sustento e sua educação. Muito provavelmente lhe ensinou a profissão de carpinteiro.

Ele é conhecido também como ‘São José operário’, inidicando que sua santidade se expressou também na sua fidelidade ao seu dever como profissional.

Por isso, como propósito, hoje, queremos cumprir nosso trabalho diário sem reclamar, oferecendo este esforço para que nosso corção seja preparado para receber o Menino Jesus.

 

ORAÇÃO

Vem, Jesus, ó Rei Divino.

ao meu pobre coração.

Eu te espero com saudade.

alegria e gratidão.

Se o mundo te rejeita

com dureza e rigor,

minha alma te acolhe

com ternura e amor.

Sexto dia da novena de Natal: presentear como os Reis Magos

Neste sexto dia da novena em preparação para o Natal, nosso olhar se volve aos três reis magos no presépio.

Quem são os reis magos?

Os 3 reis magos são sábios que foram adorar Jesus após seu nascimento. A Tradição e as Escrituras Cristãs afirmam que eles foram de terras distantes do Oriente para aclamar e servir Jesus em Belém. Eles significam a salvação que Jesus traria para todos os povos, não só para os judeus.

Os reis levaram presentes ao Jesus Menino. Presentes são simbolo de apreço, carinho, amor. E presentear pode ser um ato de amor.

Vamos presentear como os reis magos? Não precisa ser um presente material. Pode ser um gesto de atenção, de gentileza, de reconhecimento da dignidade do outro.

Nosso propósito para hoje: presentear alguém com uma oração especial preparando seu coração para o Natal.

 

ORAÇÃO

Vem, Jesus, ó Rei Divino.

ao meu pobre coração.

Eu te espero com saudade.

alegria e gratidão.

Se o mundo te rejeita

com dureza e rigor,

minha alma te acolhe

com ternura e amor.

5º dia da Novena de Natal: anunciamos com o ‘anjo’ a boa nova de Jesus

 

Neste quinto dia da novena em preparação ao Natal, olhamos para figura do anjo no presépio. Em toda representação do nascimento do Senhor vemos um ou mais anjos.

O que significam os anjos do presépio?

Os anjos do presépio são um sinal de que Deus está presente entre o seu povo por meio de Jesus Cristo (Mt 1,23). Em nenhum presépio pode faltar o anjo, porque não se pode narrar fielmente a história do Natal sem a presença dos anjos.

Todos somos chamados a sermos também anunciadores de Jesus, como o anjo do presépio. Anjos que anunciam neste mundo materialista e cada vez mais ateu o verdadeiro significado do Natal.

Por isso, nosso propósito de hoje: explicar para alguém o verdadeiro sebtido do Natal, o nascimento de Jesus Cristo.

ORAÇÃO

Vem, Jesus, ó Rei Divino.

ao meu pobre coração.

Eu te espero com saudade.

alegria e gratidão.

Se o mundo te rejeita

com dureza e rigor,

minha alma te acolhe

com ternura e amor.

4º dia da novena para o Natal: o pastor nos ensina a sermos dedicados e bondosos

No quarto dia de nossa novena em preparação ao Natal em que tomamos cada vez uma figura do presépio, olhamos hoje para os pastores.

Quem eram os pastores que foram ao presépio?

A gente simples do campo que cuidava de ovelhas foram os primeiros a conhecer a Jesus como Messias e Deus encarnado. Eles representam a todas as pessoas simples que estão abertas ao conhecimento de Deus como Salvador misericordioso. Os pastores também simbolizam a humildade, pois naquele tempo a profissão de pastor era uma das menos reconhecidas.

Mas não é só isso. Jesus se apresenta ele mesmo como o ‘bom Pastor’, que dá a vida pela suas ovelhas. (cf. Jo ) O pastor se dedica a cuidar que suas ovelhas tenham água, pasto, que não sejam atacadas pelos lobos. Jesus também mostra com quanto amor o pastor deixa as 99 ovelhas no campo e vai atrás da desgarrada. E quando a encontra, a traz sobre os ombos, com bomdade.

Neste dia, pedimos a Maria: Mãe, prepara meu coração para ser cuidadoso e bondoso como o pastor com suas ovelhas e , como propósito, nos esforçamos para sermos bondosos com alguém com quem convivemos.

ORAÇÃO

Vem, Jesus, ó Rei Divino.

ao meu pobre coração.

Eu te espero com saudade.

alegria e gratidão.

Se o mundo te rejeita

com dureza e rigor,

minha alma te acolhe

com ternura e amor.

 

3º dia da novena de Natal: as ovelhas e seu ouvido atento à voz do pastor

 

Neste terceiro dia da novena em preparação para o Natal olhamos para a ovelhinha: elas são lindas e meigas. Às vezes são feitas até de lã fofinha. Mas estariam elas no presépio só porque são ‘bonitinhas’?

Na região onde Jesus nasceu haviam rebanhos de ovelhas. Certamente haviam algumas no estábulo onde Jesus nasceu. Em geral, os animais no presépio representam a natureza a serviço do homem e de Deus. No nascimento de Jesus forneceram calor ao local e simbolizam a simplicidade do local onde Jesus quis nascer.

A imagem da ovelha (e do cordeiro) aparece no antigo e novo testamento. O cordeiro é um símbolo para Jesus, que se sacrificou por nós. A ovelha normalmente aparece ligada à figura do pastor. Ele dá a sua vida pelas ovelhas e elas conhecem a voz do pastor. “Eu sou o bom pastor… As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.” (Jo 10, 27-30)

Imitando a ovelhina, tomamos como propósito: escutar, com atenção e sem interromper, alguém da minha família, um vizinho, um amigo…

ORAÇÃO

Vem, Jesus, ó Rei Divino.

ao meu pobre coração.

Eu te espero com saudade.

alegria e gratidão.

Se o mundo te rejeita

com dureza e rigor,

minha alma te acolhe

com ternura e amor.

 

 

 

2º dia da Novena de Natal: a serviçalidade do burrinho do presépio

Neste segundo dia da na Novena de Natal, o burrinho é a figura do presépio que nos inspira.

O significa o burrinho do presépio?

Tradicionalmente, os primeiros animais escolhidos para compor o presépio foram o burro e o boi. Por quê? Meditando no evento do nascimento de Jesus em Belém, a Igreja se baseou na Bíblia para escolher, dentre tantos animais, o boi e o burro. Com efeito, em Is 1,3 lemos: “o boi conhece o seu dono, e o burro, o cocho de seu senhor, mas Israel não conhece, o meu povo não entende!”

O boi e o burro foram escolhidos pela tradição da Igreja por essa ligação com o cocho e como uma advertência para quem contempla o presépio: se o boi e o burro reconhecem o seu dono, por que nós não reconhecemos o nosso Senhor?; se os animais identificam as mãos que cuidam deles e lhes dá de comer, por que nós somos tão ingratos em relação aos cuidados paternos de Deus?

Burro sinal de serviço e dedicação

No imaginário do povo cristão foi montados num burrinho que Maria e José peregrinaram a Belém. Assim, o burrinho foi o primeiro a servir o Filho de Deus que ainda haveria de nascer.

Imitando o burrinho, tomamos como propósito: prestar um serviço, com alegria, a quem precisar, sem que tenha preciso me pedir ajuda.

ORAÇÃO

Vem, Jesus, ó Rei Divino.

ao meu pobre coração.

Eu te espero com saudade.

alegria e gratidão.

Se o mundo te rejeita

com dureza e rigor,

minha alma te acolhe

com ternura e amor.

 

*Sobre o significado do burro e do boi o presépio: arquidiocese de Sorocaba

Nossa Senhora de Guadalupe: Mãe e Rainha da América

Ir M Lourdes Macias – Todo mexicano é Guadalupano, todo latino é Guadalupano, porque Ela, a Imperatriz da América, nos escolheu como seu povo, sua nação, seu continente. A Mãe de Deus, invocada como Nossa Senhora de Guadalupe, em vez de aparecer, em 1531, só para os mexicanos, apareceu para toda a América.

Em sua primeira aparição, em 9 de dezembro, a Virgem de Guadalupe disse a Juan Diego: “Desejo que seja erguido um templo aqui, para mostrar e dar todo o meu amor, compaixão, ajuda, defesa, pois sou uma Mãe piedosa, para você e para todos os habitantes desta terra…” (Nican Mopohua)

 Mãe de Deus

Naquele momento histórico, o México ainda não existia como uma nação, ele era colonizado pelos espanhóis. Os primeiros missionários, apesar das incansáveis tentativas, não conseguiram acender o fogo do Evangelho nos corações dos nativos, que continuaram a se apegar aos seus deuses. Mas, quando a Mãe de Deus apareceu e deixou sua imagem impressa no ayate (uma espécie de avental-poncho), começaram as conversões e a fé em Jesus Cristo, numa uma taxa surpreendente: em menos de 20 anos, 9 milhões de habitantes já haviam abraçado o cristianismo.

Frei Martín de Valencia, em suas memórias, conta como, em 1532, já eram os próprios nativos que vinham em grande número, para pedir o batismo, porque queriam se tornar cristãos. Em 25 de maio de 1754, o Papa Bento XIV nomeou a Virgem de Guadalupe como Padroeira da “Nova Espanha” e, então, pronunciou em latim essas palavras do Salmo 147: Non fecit taliter omni nationi. Isso significa: “Com nenhum outro povo agiu assim”. Em 24 de agosto de 1910, o Papa Pio X declarou Nossa Senhora de Guadalupe “Padroeira da América Latina”.

Que paralelos há entre Guadalupe e Schoenstatt?

 Mãe de Deus

No livro Mopohua Nican, de Antonio Valeriano, que descreve como, milagrosamente, a Virgem Santa Maria, perfeita Mãe de Deus, apareceu. Nossa Rainha, de volta ao Tepeyac, que mais tarde passou a ser chamado de Guadalupe, pede a Juan Diego para informar ao Bispo:

“Eu desejo muito que aqui eu seja construida uma casa, meu templo seria erguido na planície”.

Como continua no Nican Mopohua, Maria diz: “Darei ao povo todo o meu amor pessoal, o meu olhar compassivo, a minha ajuda, a minha salvação. Pois, realmente sou sua Mãe Compassiva… De lá (do Santuário) ouvirei seu choro, sua tristeza, e curarei todas as suas tristezas, suas misérias, suas dores.”

Em Schoenstatt, Maria se manifesta como nossa Mãe, mas também como nossa Educadora. Ela está sempre em nosso Santuário. Como uma boa Mãe, ela quer ajudar para que nós seus filhos sejamos cada vez melhores e, com sua ajuda, nos transformemos internamente.

Juan Diego vai ao Bispo, seguindo as palavras de sua Rainha Celestial, que lhe diz: “A partir dai, merecerás que eu retribua o teu cansaço, o teu serviço, com que vais solicitar o tema para o qual te envio. Você já ouviu minha palavra, meu filho mais novo, meu sopro. Vamos lá! Faça o que a sua parte!” (Nican Mopohua). Assim também em Schoenstatt, Maria nos envia, confia em nós e só nos pede para fazer a nossa parte. Ela está sempre ao nosso lado, fazendo a sua parte.

Ela diz, segundo Nican Mopohu, “Eu pessoalmente, a sempre Virgem Santa Maria, que sou a Mãe de Deus, ordeno-lhe.” Em Aliança de Amor com ela, nós a reconhecemos como Mãe e conhecemos seus amados filhos.

Virgen de Guadalupe

Quando se visita a Basílica de Guadalupe, na Cidade do México, lê-se as palavras: “Não estou aqui por ser sua Mãe?” Nós não somos órfãos.

Mãe, agradecemos por nos ter escolhido! Forma-nos, segundo a tua imagem. Sim, transforma-nos, para sermos cada vez mais como tu.

 

Dois “Joãos” e uma Mãe

Ir. M. Rosequiel Favero – Hoje, 12 de dezembro, há 121 anos nascia o Servo de Deus João Luiz Pozzobon. Justamente no dia em que recordamos ‘outro João’, o índio São Juan Diego, que se tornou o instrumento escolhido por Maria, para torná-la conhecida como a ‘Virgem de Guadalupe’, padroeira da América Latina.

Existe muita semelhança entre os dois: são gente simples, do povo, tementes a Deus e devotos de Maria, sem estudos e grandes reconhecimentos diante dos homens. Mas diante de Deus, são outros os pesos e as medidas. Eles se tornam instrumentos de evangelização a serviço de Jesus e Maria. E suas famas atravessam fronteiras de países e continentes.

Juan Diego e João Pozzobon apontam para o discípulo missionário, do Documento de Aparecida, e para a Igreja em Saída, motivada pelo Papa Francisco. Não se pode esperar e nem deixar para amanhã. É preciso assumir a missão, atingir as periferias de todos os tipos e lugares, sempre guiados pela mão de Maria.

Que no céu eles intercedam junto a Deus por aqueles que tentam seguir os seus passos, para que ‘outros Joões’, instrumentos de Maria, possam povoar nossos caminhos, fazendo a Igreja presente em todas as periferias de nosso tempo.

 

Padre Kentenich: Imaculada, obra-prima do amor divino

 

Reflexão do Pe. José Kentenich na Solenidade da Imaculada Conceição em 1962:

Olhando ao redor, ou acima de nós, para contemplar a figura da querida Mãe de Deus como a Imaculada, haveremos de confessar que Ela reproduz, por excelência, o que vislumbramos no plano de Deus sobre nosso ser, vida e ação. Ela […] é a obra-prima insuperável do amor de Deus, de sua sabedoria e de sua onipotência.

É obra-prima! Nós não o somos. Considerando o que nos é dado conseguir com o auxílio da graça, sob certo ponto de vista, concordamos sermos também nós obras-primas. Porém, comparados com a imagem da querida Mãe de Deus, seremos sempre uma obra imperfeita aqui na terra, como também, em certo sentido, também no céu. Perante a obra-prima, seremos sempre obra inacabada. Obra-prima insuperável é o modelo a que aspiramos.

 

 

O Cardeal [Michael von] Faulhaber, numa oportunidade, formulou o seguinte raciocínio: se Deus, movido por sua sabedoria, amor e onipotência infinitos, se propõe a executar uma obra de arte, como cristãos, de antemão teremos que nos convencer de que não cessaríamos de nos maravilhar, nem nos cansaríamos de nos curvar diante da maravilha dessa obra. Cairíamos de joelhos cheios de pasmo e de admiração sem fim.

[A figura da querida Mãe de Deus] é a obra por excelência das mãos divinas. Ajuntamos, conforme nosso modo de pensar, ser Ela a obra do amor infinito de Deus, de sua sabedoria e onipotência, a superar infinitamente todas as demais criaturas.

Devo ser um outro Cristo, uma outra Maria

Caros ouvintes, ao contemplar este conjunto de verdades e ao estabelecer a comparação entre a imagem ideal e seu reflexo […], em nós irromperá com orgulho e exclamação: “Deo gratias” (demos “graças a Deus”) por sermos homens (seres humanos)! “Deo gratias” por estarmos inseridos no plano de Deus e pela tarefa a se desempenhar neste plano.

 

 

Em que consiste minha tarefa? Em ser como Ela. Como quem? Imitar a Mãe de Deus, segui-la, esforçar-me por vencer, com o tempo, a distância entre Ela e nós. Já antes dissemos: nosso ideal deveria ser – especialmente para nós que selamos uma Aliança de Amor com a querida Mãe de Deus – nosso ideal deveria ser não só tornar-nos “alter Christus” (outro Cristo), mas também “altera Maria” (outra Maria). Alter Christus! Queremos e devemos encarnar, de modo original, os traços do Salvador. Dado que a Mãe de Deus figura como colaboradora oficial do Redentor e reflete, de maneira singular, o retrato original, impõe-se para nós tornar-nos “alter Christus” e também “altera Maria”.

 

Sermão à Comunidade Alemã em Milwaukee/EUA, no dia 9 de dezembro de 1962, 2º Domingo do Advento.

 

Fonte:
KENTENICH, Pe. José. A imagem cristã do homem. Coleção “Viver da Fé”, vol. 4

Foto: Larissa Rodrigues

Publicado em: schoenstatt.org.br