Refletindo sobre o presépio…

 

Ir M Rosequiel Fávero – No próximo domingo celebramos o Batismo de Jesus e, com isso, encerramos o tempo litúrgico do Natal. E nos despedimos dos símbolos deste tempo sagrado e bonito. Entre eles, o presépio.  Já nos perguntamos: que significado tem o presépio e de onde vem o costume de montá-los? Quem teve esta ideia maravilhosa?

O termo vem do latim ‘Praesaepe’, que significa estrebaria ou curral. É a representação da cena do nascimento de Jesus. Normalmente não faltam num presépio Maria, José, o Menino Deus, animais (bois, vacas, burrinho…), anjos, pastores. Alguns presépios representam o nascimento de Jesus numa gruta, outros em uma pobre choupana.

A Sagrada Escritura registra somente que não havia lugar para eles na hospedaria e Maria reclinou o Menino numa manjedoura (cf Lc 2, 7), que era onde os animais pastavam. Ao longo dos séculos, a criatividade humana imaginou lindas imagens de presépios com animais, flores, água, às vezes até uma fonte a correr. Mas o mais importante é o que esta cena significa: que Deus vem a nós. Ele é o Emanuel, que quer dizer ‘Deus está conosco’. A presença do Menino Jesus no estábulo demonstra a grandeza de Deus representada na fragilidade de uma criança.

Quem fez o primeiro presépio?

Foi criado por São Francisco de Assis em 1223. Ele montou o primeiro presépio em uma gruta, na Itália. O seu objetivo era facilitar para o povo simples do povoado a compreensão do nascimento de Jesus. Para isso colocou na gruta um boi, um burro e uma manjedoura vazia. Lentamente foi se criando o costume, primeiro nas igrejas e depois também nas casas, de representar o nascimento de Jesus com figuras em argila ou madeira.

No Brasil, a cena do presépio foi apresentada pela primeira vez aos índios e colonos portugueses em 1552, por iniciativa do padre José de Anchieta.

Em todos os Santuários e Centros do Movimento de Schoenstatt encontramos lindos presépios (ler mais). É muito famoso (e realmente lindo) o presépio na Igreja de Adoração no Monte Schoenstatt/Alemanha, onde se encontra o túmulo do Fundador da Obra de Schoenstatt, Padre José Kentenich.

 

Mesmo nas épocas em que não temos um presépio no Santuário podemos afirmar com nosso Pai e Fundador: “Teu Santuário é nosso Belém” (Rumo ao Céu 186), porque pela Aliança de Amor, abrimo-nos ao atuar educador de Maria e permitimos que Jesus nasça novamente em nós. Uma verdadeira vida de Aliança nos torna ‘dignas manjedouras’ que acolhem Cristo.

E ainda podemos ver em cada imagem da Mãe e Rainha que peregrina nos lares Maria e José que batem às portas pedindo acolhida para o Deus Menino. Em quantas famílias, presídios, hospitais – durante o ano inteiro – não brilha a luz de Natal nos olhos e no coração de alguém que acolhe a Mãe Peregrina?

Que, como nosso Pai e Fundador escreveu quando estava preso no Campo de Concentração de Dachau, possa se tornar realidade que cada um dos filhos de Schoenstatt seja “portador de Cristo para o nosso tempo, a fim de que (Cristo) resplandeça na mais clara luz do sol” (Rumo ao Céu 189).

Fotos: Capela do Centro Mariano (Lenise Cervo) e Igreja da Santíssima Trindade/Schoenstatt

Celebramos hoje a Epifania do Senhor

 

No dia 6 de janeiro, a Igreja celebra o dia de Santos Reis, também conhecida como celebração da Epifania do Senhor. No Brasil, esta festa é celebrada no segundo domingo depois do Natal.

Na Epifania (palavra de origem grega que significa “manifestação” ou “aparição”),  celebramos a visita dos Magos provenientes do Oriente, que viajaram muito para prestar homenagens e adorar o Menino Jesus recém-nascido. Ofereceram presentes cheios de significados ao menino Deus: ouro, incenso e mirra. Este fato é narrado pelo evangelista Mateus, no Capítulo 2, versículos 1-12. Trata-se de uma história impressionante, com vários símbolos importantes para a nossa vida.

Eram reis?

São Mateus chama-os apenas de “Magos”. Porém, essa palavra tinha vários significados. Designava a origem geográfica de pessoas da Pérsia. Por isso deduzimos que os magos eram daquele país. Designava também pessoas da realeza. Por isso acredita-se que eles eram reis. Por fim, “mago” significava também o que chamaríamos hoje de “cientistas”, pois eles conheciam profundamente a matemática, a medicina, a astronomia – tanto que detectaram o aparecimento de uma nova estrela – a química e outras ciências já conhecidas na época. Tudo isso concorda com a tradição científica dos persas.

 

 

Seguindo uma estrela

O aparecimento de uma nova estrela no céu mudou a vida daqueles homens. O conhecimento científico permitiu que eles descobrissem o novo astro. Daí se deduz que eles eram conhecedores dos mapas celestes e bons viajantes. Naquele tempo, os viajantes do deserto viajavam à noite e guiavam-se pela posição das estrelas. Por isso, eles detectaram o aparecimento da nova estrela. Porém, não apenas detectaram. Eles conheciam as profecias messiânicas e compreenderam que tal estrela anunciava o nascimento do Rei dos reis, o soberano das nações, o Salvador. Por isso se uniram para preparar e empreender uma viagem em busca do Rei Salvador.

Surpresa em Israel

Seguindo a estrela, aqueles sábios viajantes chegaram a Israel. Como procuravam por um rei, soberano das nações recém-nascido, dirigiram-se à capital Jerusalém, pensando que o menino Deus seria descendente do então rei de Israel. A chegada desses homens na capital foi motivo de alarde e espanto, segundo o relato de São Mateus, pois o povo não sabia do nascimento do Messias, embora desejasse ardentemente este acontecimento. Mateus diz que Jerusalém entrou em polvorosa com a chegada dos magos.

 

 

O encontro com Herodes

Tal foi a importância da visita dos magos a Jerusalém, que foram recebidos pelo rei Herodes. Este, provavelmente, recebeu-os como chefes de Estado, com todas as honras. Ao saber, porém, o real motivo da visita, Herodes sente-se ameaçado. O Rei Salvador recém-nascido poderia roubar seu trono, pensou. Por isso, fingindo interesse, procurou saber sobre as profecias ouvindo os escribas e enviou os magos a Belém. E disse a eles que, depois de encontrarem o menino, voltassem para indicar o local onde ele estava, para que também Herodes pudesse ir adorá-lo. Herodes, na verdade, sanguinário que era, queria matar o menino. Herodes, com efeito, já tinha cometido vários assassinatos, inclusive de dois filhos seus, por causa de seu medo de perder o poder. Embora tenha construído grandes obras em Jerusalém, Herodes, que não era judeu, mas sim nabateu e odiado pelos judeus, era um homem doente pelo poder, capaz de qualquer coisa para se manter na realeza.

O encontro com o Menino Jesus

São Mateus diz que, tão logo os magos saíram de Jerusalém, avistaram novamente a estrela e encheram-se de alegria. Seguiram-na, e ela os levou ao local onde Jesus estava. Chegando, depararam-se com a maior das surpresas: o Rei, soberano das nações, o Filho de Deus, nascera numa família pobre, simples. Não nasceu em berço de ouro, mas numa manjedoura! Sua mãe, uma jovem simples e seu pai, adotivo, um carpinteiro. Mesmo assim, os reis reconheceram naquele menino o soberano das nações, o Príncipe da Paz, e ofereceram presentes a ele.

 

Presentes com significados profundos

Os magos, reconhecendo naquele Menino o Rei dos reis, ofereceram-lhe presentes. Por causa do número desses presentes, deduz-se que os magos eram três. Eles ofereceram ouro, incenso e mirra. O ouro significa a realeza daquele menino. O incenso simboliza sua divindade e a mirra simboliza sua humanidade e o sofrimento através do qual ele salvaria a humanidade. Depois de entregar os presentes, os magos adoraram o Menino Deus.

Fugindo de Herodes

Depois da visita, os magos foram avisados em sonhos para não voltarem a Herodes. Reconhecendo nisso uma mensagem divina, eles obedeceram e voltaram por outro caminho. Ao descobrir que tinha sido enganado, Herodes, furioso, manda matar todos os meninos com menos de dois anos nascidos em Belém. Ele queria ter a certeza de que o Messias, visto por ele como rival, fosse morto.

Fuga para o Egito

José foi avisado também em sonho e partiu para o Egito, fugindo com a Sagrada Família da ira de Herodes. Assim, os meninos de Belém com menos de dois anos deram suas vidas para que Jesus sobrevivesse. Eles passaram a ser conhecidos como Santos Inocentes, o que, de fato, são.

 

A Sagrada Família permaneceu no Egito até a morte de Herodes. Então, voltaram para Israel e foram viver em Nazaré, longe da capital Jerusalém.

Veneração

A tradição cristã conservou a veneração aos três os reis magos. Segundo a tradição, confirmada por São Beda, seus nomes eram Melquior, Gaspar e Baltazar. Até 474, os cristãos guardavam seus restos mortais em Constantinopla. Depois, foram levados para a grande catedral de Milão, Itália. Mais tarde, em 1164, foram trasladados para a bela cidade de Colônia, Alemanha. Lá, foi construída a esplendorosa Catedral dos Reis Magos, que guarda os restos mortais dos três reis santos até os dias de hoje.

 

Fonte: Canção Nova

O que significam os presentes dos Reis Magos: ouro, incenso e mirra?

 

Por que os reis magos levam ouro, incenso e mirra?

É comum, quando uma criancinha nasce, levar presentes durante a visita. Com Jesus também foi assim, mas ele não recebeu nem roupinhas, nem fraldas ou peças infantis; os presentes que ele ganhou quando nasceu já diziam muito sobre sua missão na terra. O Papa Francisco explica um pouco sobre isso:

Os presentes que Jesus recebeu ao nascer…

O ouro, considerado o elemento mais precioso, lembra-nos que, a Deus, deve ser dado o primeiro lugar. Deve ser adorado. Mas, para isso, é preciso privar-se a si mesmo do primeiro lugar e considerar-se necessitado, não autossuficiente.

E aqui entra o incenso, que simboliza o relacionamento com o Senhor, a oração, que se eleva para Deus como perfume (cf. Sal 141, 2). Ora, como o incenso para exalar o seu perfume se deve queimar, assim também para a oração é preciso «queimar» um pouco de tempo, gastá-lo para o Senhor. Mas fazê-lo de verdade, e não só em palavras.

A propósito de fatos, entra a mirra, um unguento que seria utilizado ao envolver amorosamente o corpo de Jesus descido da cruz (cf. Jo 19, 39). Agrada ao Senhor que cuidemos dos corpos provados pelo sofrimento, da sua carne mais frágil, de quem ficou para trás, de quem só pode receber não tendo nada de material para retribuir. É preciosa aos olhos de Deus a misericórdia com quem não tem para restituir, a gratuidade. É preciosa aos olhos de Deus a gratuidade.

Que presente levamos nas mãos?

Hoje, irmãos e irmãs, somos convidados a imitar os Magos. Eles não discutem…, caminham; não ficam a ver, mas entram na casa de Jesus; não se colocam no centro, mas prostram-se aos pés d’Ele, que é o centro; não fincam-se nos seus planos, mas prontificam-se a tomar outro caminho. Nos seus gestos, temos um contato estreito com o Senhor, uma abertura radical a Ele, um envolvimento total com Ele. Com Ele, usam a linguagem do amor, a própria linguagem que Jesus, ainda infante, já fala. De fato, os Magos vão ter com o Senhor, não para receber, mas para dar. Perguntemo-nos: no Natal, trouxemos algum presente a Jesus, pela sua festa, ou trocamos presentes apenas entre nós?

Se fomos ter com o Senhor de mãos vazias, hoje podemos remediar.

Neste tempo de Natal que está terminando, não percamos a ocasião para dar um lindo presente ao nosso Rei, que veio para todos, não nos cenários faustosos do mundo, mas na pobreza luminosa de Belém. Se o fizermos, resplandecerá sobre nós a sua luz.

 

 

* Homilia do Papa Francisco na Solenidade da Epifania do Senhor, Basílica Vaticana, 6 de janeiro de 2019. Disponível em: vatican.va

 

O ano começa sob a luz de Maria

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – Abrimos o novo ano civil com a Solenidade de Maria, Santa Mãe de Deus. Sob sua materna proteção acolhemos a benção de Deus que por meio dela nos veio: Jesus, o fruto bendito de seu ventre; aquele que, chegando a plenitude dos tempos, nasce de uma mulher, sujeito à Lei, para nos salvar! Aquele que sempre o encontraremos com “Maria, sua mãe”. Pe. José Kentenich já dizia que não podemos separar o que Deus uniu… separar Jesus de Maria, ou vice-versa, é cometer um gravíssimo erro. Sempre os encontraremos juntos, onde um está, o outro sempre estará!

Neste Solenidade vemos Maria como mãe da segunda pessoa da Trindade: Jesus. É um dogma de fé, ou seja, uma verdade de fé. Deus Pai, por obra do Espírito Santo, a fez mãe de seu Unigênito. Gerou aquele que é “consubstancial ao Pai”, ou seja, tem a mesma natureza que Deus Pai e o Espírito Santo. Gerou o humano de Jesus em seu ventre, aquele que trazia consigo seu ser igual a Deus, embora não fizesse disso uma usurpação quando cá esteve. Maria gera o Eterno no seu ser finito, gera o Criador na sua humilde criatura, gera aquele que não teve pecado algum e a fez Imaculada, jardim de Deus onde só ele pode entrar.

Se somos irmãos de Jesus pela ordem da graça do Batismo, Maria é nossa Mãe entregue por seu Divino Filho aos pés da Cruz. Com o mesmo zelo que cuidou de Jesus, de Nazaré ao Calvário, cuide de nós em todas as fases de nossas vidas. Sua maternidade abraça a todos em comunhão com a paternidade de Deus, por isso, é Mãe Misericordiosa, sempre pronta a nos apresentar ao Pai como fizera no Templo com seu pequeno Jesus.

Chamá-la de Mãe é muito confortante, ainda mais nestes tempos que a humanidade está a atravessar. Chamá-la de Mãe nas primeiras horas de um novo ano nos dá a segurança de que ela caminha conosco e estamos seguros aos olhos seus! Segurar sua mão no alvorecer do novo ano não deixará que nos afastemos do verdadeiro Caminho que é Cristo.

Com Jesus, Príncipe da Paz, rogamos a ela, Mãe e Rainha da Paz, para que nosso mundo encontre a paz que está no seu Divino Filho. Paz que nos desinstala de nossas “zonas de conforto” e nos faz instrumentos de paz, levando ao mundo o reino que Jesus pregou e viveu. Reino de justiça, solidariedade, respeito pelas diferenças dos outros, reino em que o outro é imagem e semelhança de Deus; por isso, olhar o ser humano com olhos divinos.

Que aqueles que vierem aos nossos Santuários de Schoenstatt nas primeira horas e no dia de Ano Novo, possam fazer esta experiência de amor materno e saírem seguros de que temos uma Mãe e esta nunca, jamais, abandonará os que com ela selaram sua Aliança de Amor!

Foto: Fiore Bagatello

Fonte: schoenstatt.org.br

1º de janeiro: Solenidade de Maria Mãe de Deus

 

Hoje celebramos, ni primeiro dia do ano civíl, a solenidade de Maria Santíssima, Mãe de Deus.

Origens
A Solenidade de Maria Santíssima, Mãe de Deus, é a primeira festa mariana que apareceu na Igreja Ocidental. Originalmente, a festa nasceu com o intuito de substituir o costume pagão, cujo ritos não correspondiam com a santidade das celebrações cristãs. O título foi criado pelos cristãos para exprimir uma fé que não tinha relação com a mitologia pagã, a fé na concepção virginal, no seio de Maria, daquele que, desde sempre, era o Verbo Eterno de Deus.

 

 

O Título
Este título traz em si um dogma que dependeu de dois Concílios: em 325, o Concílio de Nicéia; e, em 381, o de Constantinopla. Esses dois concílios trataram de responder a respeito desse mistério da consubstancialidade de Deus uno e trino, Jesus Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

A Natureza Humana de Maria
No século IV, ensinava o bispo Santo Atanásio: “A natureza que Jesus Cristo recebeu de Maria era uma natureza humana. Segundo a divina Escritura, o corpo do Senhor era um corpo verdadeiro, porque era um corpo idêntico ao nosso”. Maria é, portanto, nossa irmã, pois todos somos descendentes de Adão. Fazendo a relação deste mistério da encarnação, no qual o Verbo assumiu a condição da nossa humanidade com a realidade de que nada mudou na Trindade Santa, mesmo tendo o Verbo tomado um corpo no seio de Maria, a Trindade continua sendo a mesma; sem aumento, sem diminuição; é sempre perfeita. Nela, reconhecemos uma só divindade. Assim, a Igreja proclama um único Deus no Pai e no Verbo, por isso a Santíssima Virgem é a Mãe de Deus.

A Santíssima Virgem é a Mãe de Deus:  Ela é o ponto de união entre o céu e a terra

Ave Theotókos
No terceiro Concílio Ecumênico, em 431, Maria Santíssima foi aclamada Mãe de Deus, em grego, Theotókos. Trata-se de um título que não aparece explicitamente nos textos evangélicos, embora eles recordem “a Mãe de Jesus” e afirmem que Ele é Deus (Jo 20,28; cf. 5,18; 10,30.33). Em todo o caso, Maria é apresentada como Mãe do Emanuel, que significa Deus conosco (cf. Mt 1,22-23).

 

 

Mãe de Deus
A palavra Theotókos significa Mãe de Deus, que é o artigo que os católicos professam em Maria Santíssima; porém Theotokos quer dizer ‘gerada de Deus’, ponto que Nestório, patriarca de Constantinopla e grande inimigo da Virgem, duvidava e contestava a legitimidade do título. A mudança de acento na palavra altera o sentido, passando de um sentido bem preciso para outro vago.

A Fé no Filho Jesus e na Mãe Maria Santíssima

Expressão de Fé
Ao proclamar Maria “Mãe de Deus”, a Igreja professa com uma única expressão a sua fé acerca do Filho e da Mãe. Essa união emerge já no Concílio de Éfeso. Com a definição da maternidade divina de Maria, os padres queriam evidenciar a sua fé à divindade de Cristo. Não obstante as objeções, antigas e recentes, acerca da oportunidade de atribuir esse título a Maria, os cristãos de todos os tempos, interpretando corretamente o significado dessa maternidade, tornaram-no uma expressão privilegiada da sua fé na divindade de Cristo e do Seu amor para com a Virgem.

 

Fonte: Canção Nova

A Igreja tem uma oração de ação de graças ao terminar o ano?

Sim: temos um belíssimo hino de ação de graças que existe há mais de 1600 anos! A Igreja tem uma oração específica de ação de graças que costuma ser solenemente entoada em forma de canto gregoriano ao término de cada ano – muito embora não se trate de uma prece restrita a essa data, mas sim de uma oração que pode (e deveria) ser rezada todos os dias.

Estamos falando do célebre hino “Te Deum laudamus”, que, em latim, quer dizer “Nós Vos louvamos, ó Deus”. O nome do hino, que vem da sua primeira frase, também é costumeiramente abreviado como “Te Deum”.

Ele faz parte do Ofício de Leituras da Liturgia das Horas e a sua autoria é atribuída a Santo Ambrósio e a Santo Agostinho, por ocasião do batismo deste último pelo primeiro, em 387, na catedral de Milão. Algumas correntes, no entanto, o atribuem a Santo Hilário ou, mais recentemente, ao bispo Nicetas de Remesiana.

Tradicionalmente cantado em eventos solenes como agradecimento por todas as bênçãos recebidas, o “Te Deum” é também rezado todos os dias por inúmeras comunidades religiosas de todo o mundo logo ao início de cada jornada. Afinal, a ação de graças é uma das formas de oração que mais nos fazem progredir espiritualmente, levando-nos a reconhecer a Bondade, a Beleza e a Verdade do Criador que se manifestam em nossa vida, apesar de todas as adversidades.

Ouça em oração esta interpretação do “Te Deum” como canto gregoriano:

[vc_video link=”https://youtu.be/c_gcJc1MmCQ” align=”center”]

 

Fonte: pt.aleteia.org

Atenção para os horários das Missas de Ano Novo junto ao Santuário Tabor

Hoje se encerra o ano de 2025. Temos muito o que agradecer a Deus por tudo o que ele operou em nossas vidas neste ano.

Especialmente, vivemos as grandes celebrações dos 75 anos da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, e tantos outros lindos acontecimentos.

No dia 31/12 haverá Missa na Capela Tabor às 7h e às 20h.

No dia 1º/01, Solenidade da Mãe de Deus, a Santa Missa será somente às 9h.

Vamos participar!

Festa da Sagrada Família

Hoje, domingo depois da solenidade do Natal, a Igreja celebra a festa da Sagrada Família.

Reflitamos sobre a Sagrada Família com palavras de São Paulo VI, Papa, em Nazaré, em 5.1.1964:

O exemplo de Nazaré:

Nazaré é a escola em que se começa a compreender a vida de Jesus, é a escola em que se inicia o conhecimento do Evangelho. Aqui se aprende a observar, a escutar, a meditar e a penetrar o significado tão profundo e misterioso desta manifestação do Filho de Deus, tão simples, tão humilde e tão bela. Talvez se aprenda também, quase sem dar por isso, a imitá-la.

Aqui se aprende o método e o caminho que nos permitirá compreender facilmente quem é Cristo. Aqui se descobre a importância do ambiente que rodeou a sua vida, durante a sua permanência no meio de nós: os lugares, os tempos, os costumes, a linguagem, as práticas religiosas, tudo o que serviu a Jesus para Se revelar ao mundo. Aqui tudo fala, tudo tem sentido. Aqui, nesta escola, se compreende a necessidade de ter uma disciplina espiritual, se queremos seguir os ensinamentos do Evangelho e ser discípulos de Cristo. Quanto desejaríamos voltar a ser crianças e acudir a esta humilde e sublime escola de Nazaré! Quanto desejaríamos começar de novo, junto de Maria, a adquirir a verdadeira ciência da vida e a superior sabedoria das verdades divinas!

 

 

Mas estamos aqui apenas de passagem e temos de renunciar ao desejo de continuar nesta casa o estudo, nunca terminado, do conhecimento do Evangelho. No entanto, não partiremos deste lugar sem termos recolhido, quase furtivamente, algumas breves lições de Nazaré.

Em primeiro lugar, uma lição de silêncio. Oh, se renascesse em nós o amor do silêncio, esse admirável e indispensável hábito do espírito, tão necessário para nós, que nos vemos assaltados por tanto ruído, tanto estrépito e tantos clamores, na agitada e tumultuosa vida do nosso tempo. Silêncio de Nazaré, ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disposição para escutar as boas inspirações e as palavras dos verdadeiros mestres. Ensina-nos a necessidade e o valor de uma conveniente formação, do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração que só Deus vê.

Uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, a sua comunhão de amor, a sua austera e simples beleza, o seu caráter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré como é preciosa e insubstituível a educação familiar e como é fundamental e incomparável a sua função no plano social.

Uma lição de trabalho. Nazaré, a casa do Filho do carpinteiro! Aqui desejaríamos compreender e celebrar a lei, severa mas redentora, do trabalho humano; restabelecer a consciência da sua dignidade, de modo que todos a sentissem; recordar aqui, sob este teto, que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas que a sua liberdade e dignidade se fundamentam não só em motivos econômicos, mas também naquelas realidades que o orientam para um fim mais nobre. Daqui, finalmente, queremos saudar os trabalhadores de todo o mundo e mostrar-lhes o seu grande Modelo, o seu Irmão divino, o Profeta de todas as causas justas que lhes dizem respeito, Cristo Nosso Senhor.

 

 

João Paulo II, na Carta dirigida à família, por ocasião do Ano Internacional da Família, 1994, escreve:

A Sagrada Família é a primeira de tantas outras famílias santas. O Concílio recordou de que a santidade é a vocação universal dos batizados (LG 40). Como no passado, também na nossa época não faltam testemunhas do “evangelho da família”, mesmo que não sejam conhecidas nem proclamadas santas pela Igreja…

A Sagrada Família, imagem modelo de toda a família humana, ajude cada um a caminhar no espírito de Nazaré; ajude cada núcleo familiar a aprofundar a própria missão civil e eclesial, mediante a escuta da Palavra de Deus, a oração e a partilha fraterna da vida! Maria, Mãe do amor formoso, e José, Guarda e Redentor, nos acompanhem a todos com a sua incessante proteção.

Sagrada Família de Nazaré, rogai por nós!

 

Fotos: cathopic.com

Fonte: Canção Nova

O Menino Jesus nasceu. Viva o Natal do Senhor!

 

Hoje celebramos a grande solenidade do Natal do Senhor. Grande mistério: Deus se faz um de nós, na figura de uma criança pequenina.

Etimologia do termo Natal

O nome “Natal” está repleto de sugestões reais e fantásticas, de fé e devoção, tanto artísticas quanto filosóficas e teológicas. Nome simples e complexo, comum e erudito, divino e humano e, ao mesmo tempo, é um nome cheio de mistérios. Sua etimologia remonta ao adjetivo latino natalis, com o significado de natal, no sentido de “algo relativo ao nascimento”, que, por sua vez, deriva do particípio perfeito natus, do verbo nasci “nascer”.

A data do natal

O culto oriental ao Sol foi perpetrado na época romana, desaguando no culto ao deus Mithras. Também é representado como uma criança que mata um touro sagrado, daí o termo tauroctonia, ou seja, o culto reservado a Mithras. A origem histórica do Natal não é totalmente certa e segura. Existem muitas e variadas hipóteses para explicá-lo. Talvez, a data de 25 de dezembro, como dia de celebração do nascimento de Cristo, tenha sido fixada para substituir uma festa pagã dedicada ao nascimento do Sol (Mithras). O Dies Natalis Solis Invicti, que o imperador Aureliano havia oficializado em 274, precisamente em 25 de dezembro.

 

O Nascimento do Menino Jesus

As primeiras referências, portanto, à festividade do Natal cristão datam da primeira metade do século IV, quando a primeira menção histórica à celebração da Natividade de Cristo se encontra no ano 336, conforme especifica o Chronographes, o mais antigo Calendário cristão que chegou até hoje, escrito em 354 pelo calígrafo do Papa Dâmaso, o estudioso romano Furius Dionysius Philocalus. Certamente, algumas referências escriturísticas devem ter influenciado a escolha do dia 25 de dezembro, como, por exemplo, o texto do profeta Malaquias, que chama o Cristo, que nasceria daquela que deve dar à luz em Belém, com o nome do “Sol da Justiça” (3, 20). Assim, temos a identificação da data de 25 de dezembro como o dia do nascimento do Menino Jesus.

A Solenidade do Natal é a única festa que podia ser celebrada com quatro Missas próprias: véspera, noite, amanhecer e dia. Os textos dessa solenidade são os mesmos para os três Anos Litúrgicos. Trata-se de uma escolha que visa aprofundar e valorizar, quase em câmara lenta, o Acontecimento que mudou o curso da história: Deus se fez homem!

 

 

Como pensar o Natal hoje? 

O sentido do Natal : o Natal de Nosso Senhor Jesus recorda-nos que Deus está presente em todas as situações. Pensamos que Ele está ausente ou nas quais achamos que Ele não pode estar. A nossa fé estimula-nos a viver o tempo natalino com maior serenidade e esperança! Deus está aqui, tão presente que, talvez ou com certeza, nos convida a rever nossos costumes; convida-nos a lembrar que, assim como Ele veio para nos salvar, também nós, através d’Ele, só podemos nos salvar se caminharmos juntos, se aprendermos a cuidar uns dos outros. Somos convidados a ser uma “manjedoura”, onde os outros possam se alimentar do pão da amizade, do amor, da misericórdia, da esperança.

Um convite: o Senhor oferece-se a nós para que possamos dar seu testemunho com a nossa vida. Como cristãos, somos convidados a assumir a esperança desta humanidade desnorteada e solitária, a sermos sentinelas da nova manhã, para que as trevas deste tempo sejam rompidas pela Luz, que vem do Senhor Jesus.

 

Fotos: Cathopic

Fonte: Canção Nova

Nono dia da novena de Natal: Jesus já está chegando!

Estamos quase no Natal! Neste ano o quarto domingo do advento coincide com a véspera do Natal e logo mais a noite celebraremos o nascimento de Jesus. Então, a manjedoura receberá a figura mais importante do presépio, o Menino Jesus.

O Menino Jesus é o Filho de Deus que se fez homem, para dar sua vida pela humanidade. “Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens” (Filipenses 2, 6-7). Sendo Filho de Deus, Jesus não teve nem um berço, mas foi deitado num cocho onde os animais comiam, a manjedoura.

Assim, o Menino Jesus na manjedoura é símbolo da humildade e do amor de Deus, que se fez um de nós para nos salvar. Estimula-nos a pensar nos nossos pecados e faltas e no que podemos fazer para ‘limpar’ o coração para recebê-lo.

Por isso, nosso propósito de hoje é fazer um bom exame de consciência e se ainda não tiver feito e tiver oportunidade, também uma boa confissão.

ORAÇÃO

Vem, Jesus, ó Rei Divino.

ao meu pobre coração.

Eu te espero com saudade.

alegria e gratidão.

Se o mundo te rejeita

com dureza e rigor,

minha alma te acolhe

com ternura e amor.