
Ir M Rosequiel Fávero – No próximo domingo celebramos o Batismo de Jesus e, com isso, encerramos o tempo litúrgico do Natal. E nos despedimos dos símbolos deste tempo sagrado e bonito. Entre eles, o presépio. Já nos perguntamos: que significado tem o presépio e de onde vem o costume de montá-los? Quem teve esta ideia maravilhosa?
O termo vem do latim ‘Praesaepe’, que significa estrebaria ou curral. É a representação da cena do nascimento de Jesus. Normalmente não faltam num presépio Maria, José, o Menino Deus, animais (bois, vacas, burrinho…), anjos, pastores. Alguns presépios representam o nascimento de Jesus numa gruta, outros em uma pobre choupana.
A Sagrada Escritura registra somente que não havia lugar para eles na hospedaria e Maria reclinou o Menino numa manjedoura (cf Lc 2, 7), que era onde os animais pastavam. Ao longo dos séculos, a criatividade humana imaginou lindas imagens de presépios com animais, flores, água, às vezes até uma fonte a correr. Mas o mais importante é o que esta cena significa: que Deus vem a nós. Ele é o Emanuel, que quer dizer ‘Deus está conosco’. A presença do Menino Jesus no estábulo demonstra a grandeza de Deus representada na fragilidade de uma criança.
Quem fez o primeiro presépio?
Foi criado por São Francisco de Assis em 1223. Ele montou o primeiro presépio em uma gruta, na Itália. O seu objetivo era facilitar para o povo simples do povoado a compreensão do nascimento de Jesus. Para isso colocou na gruta um boi, um burro e uma manjedoura vazia. Lentamente foi se criando o costume, primeiro nas igrejas e depois também nas casas, de representar o nascimento de Jesus com figuras em argila ou madeira.
No Brasil, a cena do presépio foi apresentada pela primeira vez aos índios e colonos portugueses em 1552, por iniciativa do padre José de Anchieta.
Em todos os Santuários e Centros do Movimento de Schoenstatt encontramos lindos presépios (ler mais). É muito famoso (e realmente lindo) o presépio na Igreja de Adoração no Monte Schoenstatt/Alemanha, onde se encontra o túmulo do Fundador da Obra de Schoenstatt, Padre José Kentenich.

Mesmo nas épocas em que não temos um presépio no Santuário podemos afirmar com nosso Pai e Fundador: “Teu Santuário é nosso Belém” (Rumo ao Céu 186), porque pela Aliança de Amor, abrimo-nos ao atuar educador de Maria e permitimos que Jesus nasça novamente em nós. Uma verdadeira vida de Aliança nos torna ‘dignas manjedouras’ que acolhem Cristo.
E ainda podemos ver em cada imagem da Mãe e Rainha que peregrina nos lares Maria e José que batem às portas pedindo acolhida para o Deus Menino. Em quantas famílias, presídios, hospitais – durante o ano inteiro – não brilha a luz de Natal nos olhos e no coração de alguém que acolhe a Mãe Peregrina?
Que, como nosso Pai e Fundador escreveu quando estava preso no Campo de Concentração de Dachau, possa se tornar realidade que cada um dos filhos de Schoenstatt seja “portador de Cristo para o nosso tempo, a fim de que (Cristo) resplandeça na mais clara luz do sol” (Rumo ao Céu 189).
Fotos: Capela do Centro Mariano (Lenise Cervo) e Igreja da Santíssima Trindade/Schoenstatt
