Pilar da Palavra – Catequese para a vida

 

Pe. Rodrigo da Rosa Cabrera – Como já podemos conferir, a última assembleia da CNBB apresentou as diretrizes gerais da ação evangelizadora para os próximos anos, fazendo um bonito paralelo com a imagem da casa/lar que deve representar a fé para todos nós.

Entre os pilares sobre os quais deve estar fundamentada essa “casa” está o PILAR DA PALAVRA.

No início do seu Evangelho, São João afirma a existência e a força da palavra criadora de Deus como sustento de tudo o que por Ele fora criado e sem a qual nada teria sido chamado à existência. Portanto, a palavra de Deus é o que sustenta o criado e em Cristo a humanidade tem a experiência da plena revelação dessa mesma palavra.

Jesus Cristo, como palavra viva de Deus, revela igualmente a imagem da humanidade redimida (Cf. GS 3), ou seja, a humanidade que deve garantir o anúncio da Palavra no mundo à luz do relato dos Atos dos Apóstolos (2,42): manter a perseverança no ensinamento dos apóstolos. A força criadora da Palavra revela o sentido da vida e do agir dos fiéis, ilumina a vida inspirando novas posturas, atualizando o agir de Jesus Cristo no tempos atuais.

Torna-se urgente que todos possam aprimorar o seu conhecimento da Palavra enquanto Sagrada Escritura fazendo-a presente na vida de oração, nos momentos de formação como fonte inspiradora.

Nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, no Rumo ao Céu escreve: “Tu és infinitamente grande e belo, reinas sobre a terra e céus, que se inclinam cegamente à tua Palavra e te adoram sem cessar” (21). Inspirado também em Hebreus (4, 12), nos números 53 a 59 do Rumo ao Céu, o Pe. Kentenich apresenta a Palavra como aquela que “dispõe à transformação interior”, como “juiz do pensar humano”, “fornalha para o amor divino”, “martelo que destroça”, semente que se mantém viva” e reza pedindo que “a conservemos em nossos corações” da mesma forma que fez a Santíssima Virgem, para que possamos levá-la ao mundo.

Vemos o quanto a missão de Maria está intimamente unida à Palavra, já que ela mesma é portadora da Palavra, associada muito propriamente à “arca da aliança”. Ainda no Rumo ao Céu, o Fundador afirma que não ouvir a Palavra de Deus leva a seguir “caminhos confusos à disposição dos poderes das trevas” (307).

O Movimento Apostólico de Schoenstatt, em sua missão de difundir a cultura da Aliança de Amor para a renovação eclesial e do mundo, incorpora muito conscientemente a imagem da casa/lar proposta para as perspectivas de ação pastoral no Brasil. A experiência do Santuário como lugar do abrigo espiritual, da transformação interior e da fecundidade apostólica não é outra coisa senão a experiência eclesial que se deseja para todos os fiéis. Tanto os Institutos como as Uniões, bem como a Liga Apostólica nas diversas regiões de nosso país contribuem eficazmente como comunidades missionárias na construção da casa/lar de nossa Igreja.

Foto: cathopic.com

Fonte: schoenstatt.org.br

O equilíbrio entre AÇÃO e ORAÇÃO

Pe. Francisco José Lemes – Neste Domingo da Páscoa Semanal do Senhor nos reunimos ao redor da Mesa da Palavra, especialmente nos Santuários de Schoenstatt, onde a Mãe nos leva a escolher a melhor parte: sentar aos pés do Senhor, ser por ele formados como discípulos e sermos enviados, como Marta, para o serviço missionário.

Nesta célebre passagem do evangelho de Lucas não há uma contraposição das atitudes destas duas irmãs, mas, sim, uma comunhão de atitudes a serviço do Reino. É preciso estar na ativa, na ação; mas a mesma deve estar cercada pela atmosfera da contemplação. Anunciar por anunciar pode ser cansativo e sem frutos. Contemplar por contemplar pode nos alienar das realidades que nos cercam. Ambas atitudes, AGIR e REZAR, devem estar juntas, devidamente equilibradas. Como dizia nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich: “Mãos no pulso do tempo e ouvidos no coração de Deus”.

Papa Francisco já nos alerta para o “excesso de martismo” nas nossas atividades pastorais. Às vezes, podemos fazer muito e de repente nos cansarmos e até desistir e partir para outras paragens… ou aquela celebre expressão: “fiz, fiz e olha no que deu?!” Pois é, quando não se une a Maria à Marta de nossas ações pastorais, podemos incorrer na indagação de Marta ao querer que Jesus chame atenção de sua irmã que a deixa com todo o serviço da casa. Para se lançar a serviço do Reino é necessário escutar, ter formação, abastecer o espírito com a força da oração e, assim, nossa ação será produtiva. São Tiago já nos alerta sobre a comunhão entre fé e obras.

Com nosso Pai e Fundador rezemos:

“Pai, singelamente te pedimos: faze arder em nós a luz da fé;
Que contemplemos claramente nossa Mãe e nela confiemos como Medianeira.
A seu exemplo, nos concede oferecer-nos como te agrada, em alegre prontidão serviçal,
Quais instrumentos para a salvação do mundo, a fim de quebrar o poder do Dragão,
Que só desperta ódio e discórdia.
Por Cristo que, para tua glória, nos faz participar de sua mediação. Amém”
(Rumo ao Céu 229)

Aos que visitarem nossos Santuários de Schoenstatt neste Domingo do Senhor, na pequena escola de Maria, Rainha da Aliança, recuperemos o equilíbrio de nossas ações pastorais com a necessidade da oração e do sermos discípulo missionário.

 

Fotos: devotosjoaopozzobon.com.br

Fonte: schoenstatt.org.br

Reflexão para o XVI do Tempo Comum

Pe. Cesar Augusto dos Santos / Cidade do Vaticano – O tema da liturgia de hoje é a hospitalidade. Tanto na primeira leitura que fala da visita de Deus a Abraão e Sara, quando moravam em tendas, como no Evangelho, quando relata a visita de Jesus Cristo a Lázaro, Marta e Maria. Deus vem a nós como qualquer pessoa e deseja ser acolhido.

A primeira leitura versa sobre a dificuldade que temos quando fazemos um ato de caridade e de acolhida e nos lembramos das palavras de Jesus: “Quem acolhe um desses pequeninos, me acolhe e quem me acolhe, acolhe o Pai que me enviou.” Abraão não sabe que acolhe Deus, mas no final tem consciência de que hospedou e serviu o Deus Altíssimo nas pessoas daqueles três homens.

Os três chegaram à tenda de Abrão em um momento inoportuno. Fazia o maior calor do dia e Abraão fazia sua sesta. Todavia, ao vê-los ao longe, ele se levanta e se dirige aos visitantes e lhes dá as boas-vindas. Faz com que se sentem, traz água para que lavem os pés e vai tomar outras providências para bem recebê-los. Mais tarde, aparece com pão feito na hora, com a carne do novilho que havia mandado o empregado matar e preparar, com coalhada e com leite.

Podemos dizer que, com sua generosidade, Abraão providenciou o máximo que ele podia oferecer e ofereceu um banquete.

Abraão não se senta, mas permanece de pé, no sentido de estar disponível para servi-los. Podemos imaginar, pela fala de Abraão, que os chama de “meu Senhor” ao acolhê-los, que intuía que os visitantes fossem Deus.

Por outro lado, eles se comportam de modo diferente de como os habitantes daquela região se comportariam, não perguntando pela mulher do dono da casa; ao invés, eles perguntam por ela e demonstram saber seu nome, e fazem alusão à sua esterilidade, prometendo-lhes um filho dentro de um ano.

O relato da visita de Jesus à família de Betânia traz à nossa reflexão a dimensão espiritual que pode conter uma visita e sua acolhida.

Jesus não critica Marta por chamar sua irmã para ajudá-la nos afazeres e nem elogia Maria porque, aparentemente, está desligada, não percebendo o “sufoco” da irmã. Marta é censurada por Jesus porque está “preocupada e agitada por muitas coisas”; está dispersa em meio a tantos afazeres. Maria é elogiada porque está na “escuta da Palavra”.

Marta deveria ter-se envolvido no trabalho após ter escutado a Palavra. Isso evitaria que ela caísse na agitação, na canseira e na neurastenia.

Por outro lado, durante esse episódio, não se ouviu a voz de Maria. Ela permaneceu silenciosa todo o tempo. Certamente, em seu silêncio, Maria viu a reação da irmã e se levantou colocou o avental e foi trabalhar. Por sua vez, Marta deixou o avental e foi acalmar-se aos pés de Jesus, quando este a censurou.

Abraão, com serenidade, deixou seu descanso no momento mais exaustivo do dia e foi servir os hóspedes. Marta, preocupada em servir o Mestre, se esqueceu de se alimentar de sua Palavra e ficou agitada, preparando a refeição. Maria, a disponível, primeiro se preparou para o serviço, ouvindo o Senhor. Mesmo com a reclamação da irmã, mesmo trabalhando e servindo o tempo todo, conservou a serenidade a ponto de não se ouvir sua palavra.

A acolhida mais importante é a feita à Palavra de Deus. Ela irá nos ensinar a acolher todas as pessoas. Contudo, seremos mais felizes se estivermos no seguimento de Abraão e de Maria, acolhendo a Palavra nos dois sentidos: tanto em escutar o Senhor, a Palavra encarnada, como em servi-la com nossos préstimos, deixando que ela fale através de nossos gestos, deixando o Verbo encarnar em nós, como fez Maria de Nazaré.

Do mesmo como Maria de Betânia e como Maria de Nazaré, com serenidade, conservemos tudo no silêncio de nosso coração.

Fonte: Vatican News

Pilar da Missão – um estado permanente

 

APOSTOLADO: entre o barulho e o silêncio

Guilherme e Ana Paula Paiva – A CNBB acaba de lançar as Novas Diretrizes para a Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2019-2023), enfatizando o retorno ao sentimento de acolhida, aconchego, de experiência de casa na ação evangelizadora e se inspirando, para isso, nas comunidades primitivas (Atos dos Apóstolos) e em 4 pilares: a Palavra (catequese), o Pão (Eucaristia e espiritualidade), Caridade (serviço à vida plena) e Missão (estado permanente de missão). Hoje trataremos do quarto pilar: o estado permanente de missão.

Falar de missão em Schoenstatt é quase como ser repetitivo: em Schoenstatt não fazemos missão, somos missão. A nossa dimensão missionária está intrinsicamente ligada à concretização de nosso carisma em meio ao mundo. Podemos dizer que viver um estado permanente de missão é atentar-se a viver, a todo momento, nossa Aliança de Amor e nos comprometer, seriamente, a construir uma nova ordem social, a partir do homem novo inserido em uma nova comunidade e que luta por uma nova cultura: a da aliança. É isso o que queremos fazer sob a proteção de Maria, levando o aconchego de Mãe que sentimos a todos que nos rodeiam, dando também uma experiência de lar a partir de nós, nos educando a nós mesmos como personalidades livres, firmes e sacerdotais, já enunciada por nosso Fundador na ata de Pré-fundação de 1912. Não é pouco!

É comum nos depararmos com desafios em vivermos nossos ideais no dia a dia. Seja nas grandes corporações ou nas universidades, seja nos círculos de amigos ou mesmo de nossa família natural, não é raro encontrarmos obstáculos que questionam nossas crenças. De outro modo, a humanidade parece estar pedindo socorro. Temos assistido, quase cotidianamente, o estabelecimento de padrões morais e éticos bastante questionáveis em todas as áreas (as causas desse desequilíbrio, no entender de nosso Fundador, são “a insegurança, o desarraigamento, a falta de lar e a desvinculação do ninho”) e continuamos a ser chamados por nossa Mãe, a partir do Santuário e de nossa Aliança de Amor, a sermos instrumentos dóceis em Suas mãos. Penhor e seguro que comprovam que é possível ser e fazer diferente. Somos chamados a estar permanentemente empenhados em viver nossa missão: ser católicos, sobrenaturalmente vinculados a Deus e inseridos em meio às exigências de transformação social. A santidade é um convite de amor e está aqui, posto à nossa frente.

 

 

Eu? Um missionário?

Todos nós temos algo a dar. Independentemente da nossa vocação, personalidade ou temperamento, ainda que nosso tempo disponível seja curto ou que tenhamos desafios familiares a enfrentar: mesmo que nossos filhos sejam pequenos ou que o Santuário esteja longe de nossa casa: é certo que todos nós temos algo a dar.

Pode ser que sejamos mais calados, ou ainda que falemos muito, por vezes até sem pensar direito. Pode ser também que não saibamos bem como começar, ou ainda que não tenhamos atenção suficiente nas necessidades ali estampadas. Certo é que Deus conhece nosso coração e tudo aquilo que trazemos; que nos ama e nos capacita; que nos dá coragem e motiva a agir. Afinal, não somos iguais, e nosso apostolado também não precisa ser. Como nos lembra nosso Papa Emérito Bento XVI: “Quem descobriu Cristo deve levar os outros para Ele. Uma grande alegria não se pode guardar para si mesmo”. [1]

Dentro de nossa Obra, temos muitas demandas e iniciativas florescendo a cada dia; e Schoenstatt tem sido pioneiro em frentes necessárias e até pouco exploradas na Igreja. Nosso carisma segue sendo uma resposta muito clara à uma nova expressão de evangelização e nossa rica e fecunda experiência de vínculos, de casa e de educação, nos impele à realização de tarefas de extrema importância, dentro e fora da Obra. Ser tudo para Schoenstatt é ser Schoenstatt para a Igreja!

A mensagem de nosso Fundador manifesta uma atualidade impressionante. “Agora tendes a melhor ocasião para demonstrá-lo”, diz nosso Documento de Fundação (1914). “Herói hoje, não amanhã”, nos lembra João Pozzobon. Não quando tivermos mais tempo. Não quando nossos filhos crescerem. Não quando tenhamos lido todos os livros sobre Schoenstatt. Não quando aprendermos a falar em público. Não quando terminarmos a faculdade. Não quando tivermos mais tempo de Aliança de Amor. Agora, exatamente na situação em que vivo. Com toda a minha força e em todos os lugares em que vivo, começando por, e com especial ênfase, em minha própria família. A amar, se aprende amando; a caminhar, caminhando…

 

 

Nada disso é possível, contudo, sem vida interior. Pe. José Kentenich nos diz que “(…) a fecundidade da atuação exterior depende, em primeiro lugar, do grau e da amplitude da vida interior e quer ser assegurada pelo poder da oração” [2]. E ele nos diz, ainda, que “o homem moderno se tornou um homem-filme, (…) entregue às impressões exteriores, e suas atividades não possuem mais relação orgânica mútua, parece que os seus diversos atos não estão mais arraigados no cerne da personalidade”[3]. Não, para fora com o homem-filme! Nosso apostolado e nossa evangelização devem ser orgânicos, vitais e profundamente vinculados!

Em Schoenstatt, nosso estado permanente de missão não se trata, em absoluto, da quantidade de iniciativas, mas da expressão de nossa vida interior e nossa espiritualidade, que se concretiza no mundo da vida, onde o Deus da Vida nos espera em cada um que encontramos. E, assim, ainda que devamos reconhecer, organicamente, que há momentos em que o apostolado externo não pode ser realizado, o nosso exemplo silencioso deve ser capaz de arrastar multidões.

Temos um lar. Somos missão. Essa nossa grande alegria, que nos motiva e nos leva para mais perto de Deus pelas mãos de Maria, não deve ficar guardada e escondida. Pelo contrário, devemos estampá-la em nosso rosto e em todas as nossas ações. Schoenstatt responde ao pedido da Igreja: aqui estamos, com fidelidade à nossa Aliança de Amor, prontos para uma nova evangelização!

 

 

Referências:

[1] Homilia, Papa Bento XVI, Colônia/Alemanha, Esplanada de Marienfeld. Domingo, 21 de agosto de 2005, XX Jornada Mundial da Juventude. Disponível em: w2.vatican.va

[2] KENTENICH, Pe. José. Linhas Fundamentais de uma Pedagogia Moderna para o Educador Católico. Conferências do Curso Pedagógico – 1950. Primeira conferência: A união com Deus, como potência educativa.

[3] KENTENICH, Pe. José. Linhas Fundamentais de uma Pedagogia Moderna para o Educador Católico. Conferências do Curso Pedagógico – 1950. Segunda conferência: Preocupação e caos na situação pedagógica atual.

Fonte: schoenstatt.org.br

Pilar da Caridade – Serviço à vida plena

As Novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, para este quadriênio (2019 a 2023), propõem fazer da Igreja uma CASA, um LAR que acolhe.

Para isso, existem quatro pilares que sustentam essa CASA:

Pilar do Pão – Eucaristia, espiritualidade
Pilar da Palavra – catequese
Pilar da Caridade – serviço à vida plena
Pilar da missão – estado permanente da missão

Hoje vamos refletir sobre o PILAR DA CARIDADE

Juliana Gelatti Lovato – Entender a caridade como um dos pilares da vida da Igreja e dos cristãos, de forma particular, não é algo que se possa chamar de “novidade”. Pelo contrário. Está entre as verdades tão fundamentais do fazer parte do Corpo de Cristo que precisa ser sempre reafirmada. Por isso, a Caridade é colocada entre os quatro pilares da ação evangelizadora da Igreja no Brasil, conforme a publicação recente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o quadriênio 2019-2023 ressaltam a imagem da Igreja como “casa”, como “construção de Deus”, ensinada pelo Apóstolo Paulo na 1ª Carta aos Coríntios, no capítulo 3: “Nós somos operários com Deus. Vós, o campo de Deus, o edifício de Deus.” (ICor3,9). Na continuação do texto, Paulo explica que os apóstolos, como arquitetos e operários, constroem os fundamentos da obra, que é o próprio Cristo. Depois, diferentes construtores acrescentam pedras a este edifício, a esta casa. Embora em uma casa concreta dificilmente seja possível diferenciar os tijolos que a compõem, no edifício de Deus, “a obra de cada um aparecerá”.

Como realizamos a caridade?

De que forma queremos que a nossa obra apareça diante de Deus? Apenas pelos atos e trabalhos que realizamos? Ou pelo “como” realizamos? Ainda recorrendo às cartas de Paulo, quando ele fala em caridade, ou no amor, refere-se muito mais ao “como”: “Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!” (ICor13,3).

Creio que a mensagem é clara: a caridade, o dom desinteressado de si mesmo, é que deve ser a motivação de todos os atos, e não os resultados que se deseja alcançar. A Caridade como serviço à vida plena direciona, ainda, que devemos doar-nos para o bem comum, para que todos tenham vida, e vida em plenitude, como o Pai projetou para as suas criaturas prediletas.

Conforme o Catecismo da Igreja Católica (cf. 1822), “a caridade é a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas, por si mesmo, e ao nosso próximo como a nós mesmos, por amor de Deus”. Quer dizer: porque Deus nos ama, devemos amá-Lo, e por esse mesmo amor, amamos ao nosso próximo. A Caridade, é o “novo” mandamento de Jesus, por isso, é o traço característico dos Cristãos. Assim como na época dos apóstolos, em que os seguidores de Jesus tinham atitudes que não eram compreendidas pela sociedade – atitudes de caridade, de doação desinteressada de si mesmo – hoje também somos chamados a contrapor a lógica do nosso mundo com o amor, em todos os nossos atos e realizações.

Amor desinteressado

“Cristo morreu por nosso amor quando éramos ainda ‘inimigos’ (Rm 5,10). O Senhor exige que amemos, como Ele, mesmo os nossos inimigos, que nos tornemos o próximo do mais afastado, que amemos como Ele as crianças e os pobres” (CIC 1825). Na época de Cristo e hoje, não há nada mais incompreensível do que amar o inimigo, do que ir em busca do excluído, do que desejar a todos, sem distinção, a possibilidade da vida plena.

Ainda assim, podemos cair na tentação de, mais uma vez, buscar as realizações externas, que são valorizadas pelos demais: atos de solidariedade, justiça social, igualdade de direitos… Ou então, de buscar uma vida reta e que respeita todos os mandamentos, por vaidade, orgulho ou até mesmo medo de Deus. Mas nossa consciência e nosso coração devem sempre refletir: o que motiva é a caridade? Ou a valorização dos outros? Meu trabalho reflete a doação desinteressada de mim mesmo? Sem desejar nada em troca? Busco fazer a vontade de Deus por amor a Ele, e não por medo?

Embora não devamos desejar nada em troca, quando agimos por caridade, ela tem frutos: a alegria, a paz e a misericórdia. A caridade é a maior de todas as virtudes, a única que permanece, mesmo na Eternidade. Ensina Santo Agostinho: “a finalidade de todas as nossas obras é o amor. Este é o fim; é para alcançá-lo que corremos, é para ele que corremos; uma vez chegados, é nele que repousaremos”.

Foto acima: Missão de Rua da Juventude Masculina de Schoenstatt do Regional Sudeste

Fonte: schoenstatt.org.br

Jesus, o Bom Samaritano

 

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – Um mestre da lei aproxima-se de Jesus para pô-lo a prova. Duas perguntas: “O que fazer para ter a vida eterna?” e “Quem é meu próximo?”. Primeiro quer testar os conhecimentos de Jesus sobre a Lei… e Jesus responde com o que está escrito na Lei: Ama a Deus com todas as forças e ao próximo com a ti mesmo. Mas… Jesus vai além da letra e lhe expõe uma história: o bom samaritano.

Já de cara coloca a figura do samaritano (os judeus eram inimigos dos samaritanos) diante da indiferença dos que passam pelo caminho e veem aquele homem machucado e abandonado, depois de ser assaltado. É justamente o que desprezamos que tem compaixão, ou seja, se põe no lugar do ferido e cuida dele com desvelo, com amor ágape, ou seja, amor gratuito. O texto não diz se o ferido lhe foi grato, ou coisa semelhante à qual esperamos quando fazemos o bem na expectativa de reconhecimento. Quem ama, ama e vai até o extremo desse amor. Foi o que fez Jesus – o Bom Samaritano – ao morrer na cruz!

Jesus é esta imagem samaritana que nos recolhe no caminho quando pecamos. Ele nos leva para a comunidade reunida, onde somos curados com os remédios do perdão, da palavra e do pão. Ele nos devolve a vida e a dignidade!

Nas suas devidas proporções, nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, foi um bom samaritano em vários momentos de sua vida. Podemos observar isso com clareza no período em ele esteve no campo de concentração de Dachau, durante a Segunda Guerra Mundial. Ali, com sua brandura, confiança em Deus e na Mãe e Rainha, como Jesus Bom Samaritano, transformou aquele “inferno de Dachau” num céu, curando, com seu ministério sacerdotal, sua palavra amiga, sua filialidade heroica e fidelidade à Aliança de Amor a dignidade das pessoas feridas pelo sistema nazista.

E nós? Quando e como agimos como bons samaritanos? Hoje queremos por demais ajuda, mas dificilmente oferecemos ajuda. Amor com amor se paga, já diz o ditado. Quanto mais damos amor, mais somos amados por aquele que nos amou por primeiro. Quando deixamos de olhar para nós mesmos e passamos a olhar as feridas causadas nas pessoas que vivem nas periferias existenciais da vida, o Reino então já está entre nós!

Rezemos com o Pai e Fundador “(…) para que surjam homens novos, livres e fortes aqui na terra que, nas alegrias e nas dificuldades, procedam como Cristo” (Rumo ao Céu, 617) o Bom Samaritano do Pai.

 

Foto: cathopic.com

Fonte: schoenstatt.org.br

Pilar do Pão, a Eucaristia

 

As Novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, para este quadriênio (2019 a 2023), propõem fazer da Igreja uma CASA, um LAR que acolhe.

Para isso, existem quatro pilares que sustentam essa CASA:

Pilar do Pão – Eucaristia, espiritualidade
Pilar da Palavra – catequese
Pilar da Caridade – serviço à vida plena
Pilar da missão – estado permanente da missão

Hoje vamos refletir sobre o PILAR DO PÃO

Ir. M. Isabel Cristina Benedeti / Ir. M. Sara Amaral – Falar da Santa Eucaristia é sempre um desafio e um bálsamo em nossas vidas… Desafio por ser tão amplo, divino e envolto num mistério insondável de um Deus que se faz nosso alimento! Um bálsamo em nossa vida terrena, nas horas de dor, de angústia, nas horas silenciosas de cada dia no seu cotidiano…

Por que a Eucaristia deve ser um pilar em nossa vida?

Pilar é uma coluna simples que sustenta uma construção; “poste, estaca, esteio, pilastra, coluna”, conforme nos diz o dicionário. Eucaristia deve ser um Pilar, uma coluna, um esteio em nossa vida como cristãos! Ela nos sustenta em nossa caminhada nesta vida. Como o corpo precisa de alimento para sobreviver, a alma precisa do ‘alimento sagrado’ para poder vencer as dificuldades e reveses da vida e estar intimamente unidos a Jesus.

Podemos dizer que é um Pilar, conforme nos diz o Catecismo da Igreja Católica: a “Santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa!” (n. 1324)

Nosso Fundador, Pe. José Kentenich, nos diz: “…Cremos em quê? Que este pequenino pão ou as espécies de pão e vinho, são o Deus-Homem, Jesus Cristo. Isto significa uma culminância da fé. (…) Santo Agostinho nos diz tão admiravelmente bem: ‘o amor é o órgão por excelência da fé!’ Porventura é uma naturalidade para nós que o Deus eterno, cujos reflexos nós homens pequeninos podemos ser, nos ama com grande prodigalidade? Então não nos será difícil crer na obra-prima do amor divino-humano, a culminância de nossa fé, a fé na santa Eucaristia!” (Arquivo das Irmãs de Maria de Schoenstatt).

 

 

Há missão e caridade se não houver contato com a Eucaristia?

Cremos que a caridade se concretiza e nossa missão se fortalece no contato com a santa Eucaristia! A Eucaristia nos faz Igreja. Aqueles que comungam Cristo são por Ele unidos em um só Corpo, a Igreja. Esta união nos leva ao comprometimento com os irmãos, especialmente os mais necessitados.

Nosso Fundador, em uma das orações do Rumo ao Céu, utiliza-se desta realidade: “… o teu ser e a tua vida repercutem neles, determinam sua desgraça ou aumentam sua felicidade…” (RC 471s)

Podemos empregar essa frase aos seguidores de Jesus Cristo: sua vida está intimamente ligada com Cristo e com os irmãos, porque, juntos, formam uma unidade, um só corpo. Então o que fazemos de bom, a fidelidade aos ensinamentos de Cristo… se revertem em bem, em graças para todos. Ou da mesma forma o contrário, revertendo em mal para os outros… Deus é o Amor personificado, aquele que vive nele e com Ele torna-se também amor. “O selo batismal capacita e compromete os cristãos a servirem a Deus em uma participação viva na sagrada liturgia da Igreja e a exercerem o seu sacerdócio batismal pelo testemunho de uma vida santa e de uma caridade eficaz” (CIC n. 1273)

O contato com Cristo na Eucaristia nos incita a ir ao encontro do outro em missão e em amor para dar o que recebemos, seu Corpo e Sangue!

O Catecismo nos diz: “Como o alimento corporal serve para restaurar a perda das forças, a Eucaristia fortalece a caridade que, na vida diária, tende a arrefecer; e esta caridade vivificada apaga os pecados veniais. Ao dar-se a nós, Cristo reaviva o nosso amor e nos torna capazes de romper as amarras desordenadas com as criaturas e de enraizar-se nele” (CIC n. 1394).

Como fazer para sustentar este Pilar em nossa vida?

Cultivar um íntimo amor a Jesus na Eucaristia pela frequência a este augustíssimo Sacramento, pela oração, por meio de Maria, nossa Mãe. Ela nos leva a Jesus.

Nosso Pai e Fundador cita o Papa Pio X, em 1964, quando diz: “Pio X estava tão profundamente ancorado no amor à Mãe de Deus e mostrou tão maravilhosamente em sua conhecida encíclica, como a Mãe de Deus e o amor a ela é o caminho mais seguro e mais curto para chegar a um relacionamento vivo com Jesus. (…) Por isso, somos convidados a fazer como o fez a Mãe de Deus, isto é, se as circunstâncias o permitirem, tomamos todos os dias o Pão eucarístico…” (Arquivo das Irmãs de Maria)

Com a Mãe de Deus queremos ser fiéis ao que nos diz o Catecismo: “Desde o início, a Igreja foi fiel ao mandato do Senhor. Da Igreja de Jerusalém se diz: ‘Eles mostravam-se assíduos ao ensinamento dos Apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações. (…) Dia após dia, unânimes, mostravam-se assíduos no templo e partiam o pão pelas casas, tomando o alimento com alegria e simplicidade de coração. (At 2,42.46)” (n. 1342)

 

*Contribuição das Irmãs Adoradoras, do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt

Fotos: Iris Marcomini / Ir. Marcia Maria Gusmão

Fonte: schoenstatt.org.br

Porque, antes de ser mãe, eu fui e sou uma filha

 

Ir. Neiva Maria Pavlak – “Sou uma mãe única. Porque mais ninguém neste mundo viveu o que eu vivi. Mais ninguém neste mundo tem a minha vida, a minha bagagem emocional, as minhas experiências. Acima de tudo, mais ninguém conhece os meus filhos como eu. Mas, há uma parte de mim, uma parte importante, que eu devo aos meus pais. Porque, antes de ser mãe, eu fui e sou uma filha. Porque antes de ser mãe, eu vi ser mãe. E eu deixo que isso me guie, porque eu sei o que é sentir segurança, apoio incondicional”. [*]

O testemunho acima vem de uma mãe/filha que conta sua experiência de maternidade apoiada na filialidade.

Em seu sistema pedagógico, Pe. José Kentenich dá especial destaque ao cultivo da filialidade. Ele a considera o fundamento essencial da nossa espiritualidade mariana. Ele também vê, em Maria, a filha singela e autêntica do Pai eterno. Porque se fez filha, Maria foi capaz de dar um ‘sim’ ousado e fiel ao chamado de Deus. Ela é modelo para todas as mulheres, tanto para aquelas que vivem a maternidade biológica, pelo sacramento do Matrimônio, como para as que são chamadas à vida consagrada e, assim, podem exercer a maternidade espiritual.

O testemunho acima e as palavras do Pe. Kentenich conduzem a uma reflexão central: torna-se muito difícil para uma mulher viver a maternidade em sua plenitude se não tiver, por base, a experiência de uma filialidade profunda, vivenciada tanto no plano natural como no espiritual.

Uma árvore que produz flores e frutos

Nosso tempo vive, segundo o Pe. Kentenich, uma espantosa falta de abrigo, o que significa afirmar: vive-se hoje uma espantosa falta de verdadeira filialidade. E qual seria o remédio para essa “doença”? Ele orienta que o tratamento mais eficaz e específico é o cultivo da ‘ousadia da filialidade’ ou, em outras palavras, viver a Filialidade Heroica.

Comparando o ser da mulher com uma árvore, Pe. Kentenich diz que a raiz é a grandeza feminina, é a filialidade; o tronco é a doação serviçal e magnânima; e a sua copa, plena de frutos, é a maternidade desprendida de si mesma, que se doa em amor fiel.

 

No entanto, a raiz de uma planta não tem sentido se a árvore não produzir frutos. Assim, a filialidade não tem sentido se dela não surgir a maternidade, o espírito de serviço generoso aos demais. Daí se deduz que a filialidade é um dom que deve ser cultivado, desenvolvido de forma consciente e corajosa.

Temos, em Schoenstatt, exemplos de homens e mulheres que chegaram ao cume da filialidade pela vivência do lema: “Nada sem vós, nada sem nós!” José Engling, Ir. M. Emilie Engel, Gertraud von Bullion e tantos outros viveram a filialidade em grau heroico e produziram frutos de santidade.

O ‘sim’ filial de Maria e dos santos é fruto de sua atitude filial diante de Deus. No entanto, não se trata de um ‘sim’ passivo, de escravo, diz o Pe. Kentenich, mas é fruto de uma livre decisão pessoal, é um ‘sim’ ativo e empreendedor.

O ‘sim’ filial dá segurança e força. Segurança num plano superior, em Deus. Estar seguros e abrigados em Deus para superar as inseguranças no plano natural, pois essas inseguranças e provações virão com certeza.

Como filhos de Schoenstatt devemos sempre beber da fonte de graças que é o nosso Santuário. Ali, nossa Mãe e Rainha quer educar filhos heroicos para serem testemunhas do Filho Heroico do Pai, Jesus Cristo.

 

Foto: Nastya Gepp, via pixabay.com

 

[*] nocolodamae.com

Fonte: schoenstatt.org.br

Reflexão para o XIV Domingo do Tempo Comum

Pe. Cesar Augusto dos Santos – O Evangelho de Lucas proclamado na liturgia deste domingo nos fala do envio, feito por Jesus, de 72 discípulos para prepararem sua chegada a toda cidade e lugar anunciando a Boa Nova.

Sabendo que na concepção rabínica da época havia no mundo 72 nações, podemos entender que o Senhor envia seus discípulos ao mundo todo para prepararem, com suas pregações, sua própria chegada, Ele o grande sinal da presença do Reino entre os homens.

Essa missão tão sublime exige deles atitudes exclusivas como não gastar tempo com cumprimentos pela estrada, confiar apenas na Providência, não levando nada consigo, mas estar desimpedido para desempenhar bem a tarefa e não ter outras preocupações.

Apesar da grandiosidade da missão, o Senhor avisa que eles poderão não ser bem recebidos, e que serão como cordeiros em meio a lobos. Deverão confiar apenas na Providência Divina e no Amor do Pai.

Irão dois a dois, para cumprir a exigência formal do testemunho de duas pessoas para uma declaração ser válida, além de dar visibilidade ao espírito comunitário, e deverão fazer tudo de modo urgente.

O dom da paz é o dom do próprio Deus. Como mensageiros de Deus, o discípulos deverão levar a paz a todos que os receberem. Eles são enviados do Senhor! Jesus não os envia para pregar obrigações e desgraças, mas para anunciar que são filhos queridos do Pai, que lhes proporciona o dom mais precioso: a Paz!

Os discípulos voltam com a tarefa cumprida e contam a Jesus como foi realizada. São portadores da alegria, dos sinais da vitória e Jesus lhes diz que viu “Satanás cair do céu, como um relâmpago”. Ou seja, o mundo se tornou mais bonito, mais justo, sem violência, sem sofrimento.

Também somos enviados pelo Senhor para preparar sua chegada na vida das pessoas. Isso deverá ter prioridade em nossa vida e nada nos deverá dificultar nossa ação. Nossa missão será levar a Paz, a certeza da Presença e do Amor de Deus.

Nosso trabalho de evangelização deverá comportar a pregação da justiça, do perdão, da vitória da vida. Isso nos transformará em exorcistas, não de Satanás personificado, mas daquilo que causa inferno e desgraça na vida das pessoas, todo e qualquer tipo de injustiça, de desamor.

Por outro lado, deveremos saber que ser anunciador da chegada de Jesus de modo algum não nos privilegia nos isentando de sofrimentos e preocupações. Somos companheiros do Senhor em sua “Via Sacra”.

No final do Evangelho de hoje, o Senhor nos diz qual deverá ser o motivo de nossa alegria, a alegria do missionário, do discípulo. Deveremos  ficar alegres porque o nosso nome foi inscrito no céu!

Fonte: Vatican News

Hoje é dia de rezar pelos sacerdotes

 

Hoje é um dia especial para rezarmos pelos sacerdotes, para que sejam santos, ou – nas palavras do Pe. José Kentenich – rezarmos para que cada padre seja um “sacerdote que sabe mover-se em qualquer situação do mundo atual, sem, no entanto, permitir que os traços de Deus se apaguem do seu rosto e de toda a sua pessoa” [1].

A Família de Schoenstatt, em muitos lugares, se reúne regularmente para rezar pelos sacerdotes. Vamos conhecer três exemplos para que possamos também nos inspirar:

Círculo de Sião

A comunidade dos Padres de Schoenstatt no Brasil conta com o apoio do “Círculo de Sião”. O grupo foi formado para auxiliar de forma espiritual e financeira as vocações sacerdotais deste Instituto. É um Círculo de corações unidos no coração do Pai, implorando ao Bom Deus que envie muitos operários.

Leda Bossi, de São Paulo/SP, explica como se dá a dinâmica de oração: “Seguindo um esquema de datas, a cada dia oferecemos nossas orações, de forma especial, pela vocação de algum sacerdote ou seminarista dos Padres de Schoenstatt. Nós pedimos por sua perseverança e santidade, por sua força diante dos desafios, que não são poucos. Além disso, uma vez por mês o Círculo de Sião participa de uma Adoração ao Santíssimo, seguida da Santa Missa, implorando confiantemente por muitas e santas vocações. Pedimos por aqueles jovens que estão sendo tocados pelo chamado de Deus, mas que, temerosos, necessitam do discernimento e da decisão confiante”.

 

Santuário de Porto Alegre/RS

Sempre na primeira quinta-feira do mês, a Família de Schoenstatt de Porto Alegre/RS se reúne no Santuário para a adoração ao Santíssimo. “Nesse momento de adoração rezamos por várias intenções, em especial, rezamos pelos sacerdotes, pelas vocações religiosas e pelas intenções do Papa Francisco e da Igreja. Nesse dia especial pedimos que os religiosos vivam o seu ministério com alegria, oração e santidade para levar aos outros o amor e a ternura de Jesus por meio de Maria, o coração da Igreja”, conta Marcia Kazumi, da Liga das Mães.

Esse gesto de oração, junto a outros atos práticos que são realizados em favor do clero, estão ligados à missão do Santuário de Porto Alegre, onde Maria reina como “Coração da Igreja” (Santuário Tabor Maria Cor Ecclesiae).

 

Família de Schoenstatt do Rio de Janeiro

“Estamos vivendo um ano vocacional sacerdotal na Arquidiocese do Rio de Janeiro em 2019”, conta a assessora do Movimento, Ir. Fabiana Maria Costa. “E, no dia de oração pelos sacerdotes, queremos, como Santuário Arquidiocesano de Schoenstatt, dedicar um dia de adoração nas intenções dos sacerdotes do mundo inteiro”.

Durante todo o mês de junho, principalmente na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, todas as pessoas do Rio de Janeiro foram convidados a rezar pela santificação do clero, por meio de horas santas, recitação do Terço ou celebrações eucarísticas.

 

E você?

Já dedicou um momento de oração pelos sacerdotes hoje? Vamos juntos pedir à Rainha da Aliança que os torne santos, para que, assim, a Igreja seja cada vez mais santa.

 

 

[1] KENTENICH, Pe. José. Chamado por Deus, consagrado a Deus, enviado por Deus – Textos escolhidos do Pe. José Kentenich sobre o sacerdócio. Editor: Pedro Wolf. Sociedade Mãe e Rainha. Santa Maria/RS – 2009.

 

Foto em destaque: schoenstatt-fathers.org

Fonte: schoenstatt.org.br