A Mediação Materna de Maria

Neste domingo, o Rio Grande do Sul celebra sua padroeira ‘Nossa Senhora, Medianeira de Todas as Graças’. A tradicional romaria, que anualmente atrai mais de cem mil peregrinos, não pode acontecer, por causa da pandemia da covid-19. Todavia, pelos meios de comunicação e redes sociais, um número muito maior acompanha as celebrações no Santuário-Basílica, em Santa Maria/RS.

O que significa dizer que Maria é Medianeira?

No primeiro volume da coleção ‘A Escola de Maria’, meditando a passagem bíblica das boas de Caná (Jo 2, 1-12), encontramos elementos para responder esta pergunta.

 

A Mediação Materna de Maria

Desde os tempos mais remotos, os católicos vêm no relato das bodas de Caná uma indicação para a intercessão de Maria em favor de seus filhos. Como escreve o Papa João Paulo II na sua encíclica Redemptoris Mater (A Mãe do Redentor):

“De fato (…) depois de elevada ao céu, Maria não abandonou este papel de salvação, mas com a sua múltipla intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna” (LG 62). Com este caráter de ‘intercessão’, que se manifestou pela primeira vez em Caná da Galiléia, a mediação de Maria continua na história da Igreja e do mundo. (…) Maria, “com a sua caridade materna, cuida dos irmãos de seu Filho, que ainda peregrinam e se debatem entre perigos e angústias, até que sejam conduzidos à pátria bem-aventurada” (LG 62). Deste modo, a maternidade de Maria perdura incessantemente na Igreja, como mediação que intercede; e a Igreja exprime a sua fé nesta verdade invocando-a sob os títulos de Advogada, Auxiliadora, (Perpétuo) Socorro e Medianeira” (40).

Como Mãe, Maria intercede por nós junto de Deus, como fez pelos noivos em Caná. A tradição católica costuma chamar Maria de ‘Onipotência Suplicante’. Somente Deus é realmente ‘onipotente’. O único poder de Maria é sua intercessão junto a Deus por seus filhos, o que ela faz sem cessar.

Quando falamos na mediação de Maria é importante lembrar que o único Mediador entre nós e Deus é Jesus Cristo, pois Ele mesmo disse: “Ninguém vai ao Pai a não ser por mim” (Jo 14,6). Porque o batismo nos insere em Cristo e nos faz participar de sua vida e missão, todos nós batizados podemos ser também ‘mediadores’. Na medida em que vivemos unidos a Cristo, que anunciamos a sua Palavra e conduzimos muitas pessoas a Ele, estamos sendo – em Cristo e em sua dependência – também mediadores. E Maria? Porque ninguém viveu mais unido a Cristo que sua Mãe santíssima e pela sua grande missão como Mãe de Deus e Mãe da Igreja, a mediação de Maria é especial. Ela é, todavia, sempre inserida e dependente da única mediação de Cristo.

Como Medianeira, por um lado, Maria intercede por nós junto de Deus e, por outro, apresenta o ‘Filho’ aos filhos, com a admoestação: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2, 5). Essas são suas últimas palavras registradas no evangelho, quase como um ‘testamento’ da Mãe de Deus. Mais que aos criados de então, estas são palavras dirigidas aos homens de todos os tempos. Encerram todo o anseio, a vivência e a missão de Maria: conduzir-nos à identificação com Cristo.

O Papa Paulo VI, na sua encíclica Marialis Cultus (O Culto de Maria), interpreta essas palavras de Maria como uma ressonância da frase usada pelo povo de Israel para confirmar a aliança selada com Deus no Monte Sinai, quando responderam: “Faremos tudo o que o Senhor disse” (Ex 19, 8). Ao mesmo tempo, Paulo VI diz que podemos fazer um paralelo das palavras de Maria “Fazei tudo o que Ele vos disser” com a voz do Pai na teofania (‘manifestação de Deus’) no Monte Tabor, quando da transfiguração de Jesus: “Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda minha afeição; ouvi-o” (Mt 17, 5) (cf. Marialis Cultus, 17).

  Imagem de Nossa Senhora Medianeira, em seu Santuário. Foto: Diário de Santa Maria

 

Escola de Maria, Volume 1, ‘A Imagem Bíblica de Maria’, Sociedade Mãe e Rainha, p. 94 e 95.

Segurança de pêndulo

Gertrud Pollak – Nas estações de trem e espaços públicos piscam os relógios digitais. Em nossos contextos privados são simplesmente os mostradores que transmitem de forma precisa o horário via rádio. Onde ainda há estes relógios não eletrônicos, com um pêndulo móvel? O pêndulo se move da esquerda para a direita e volta em ritmo audível. O suave som do pêndulo acalma e, quando os tons do relógio aumentam, podemos ouvir que horas são. O pêndulo é suspenso com segurança, para e se move num só ritmo.

Eu vi um relógio destes só entre conhecidos. O que me impressiona é a calma e, apesar de relógio, sua atemporalidade. Somente a partir disso posso imaginar o que significa o que li em diferentes contextos sobre “segurança de pêndulo”. “Não importa o quanto nos asseguremos, de um dia para o outro, tudo pode ser destruído. Posso ocupar um cargo seguro e amanhã ser afastado” [2], diz um texto de retiro de 1946, que li nos últimos dias. Quantas pessoas estão passando por isso agora mesmo, em 2020?

A pergunta sobre onde as pessoas, onde nós, em nossos tempos, encontramos segurança e proteção, não é uma questão banal. São questões existenciais, muito pessoais, que nos afligem diariamente. Tranquilidade despreocupada e serena não se faz sentir com frequência. Ao contrário, esta imagem do pêndulo – de movimento e oscilações que poderiam dar errado – não seria apropriada não fosse por este ponto de fixação que o torna seguro: a segurança do pêndulo!

A vida, cada dia, traz vibrações, movimentos com grande amplitude, com incertezas e medos. O que bate a hora pode ser difícil e incompreensível. “O ser humano não tem segurança nas coisas do mundo, nem mesmo nas leis e costumes”, continua o texto do retiro: “A segurança só existe lá em cima, na mão de Deus. A pessoa ousada sabe ver, em toda parte, plano de vida de Deus e a se integrar nele.”

Uma grande exigência, um consolo profundo, mas também se pode imaginar um caminho viável! Nos meses em curso, não podemos contar com a tranquilidade sem incertezas. Há muita coisa em andamento, contestada e confusa em vista do futuro. A política e a Igreja podem mostrar limites, até mesmo alcançá-los, individualmente, porém, permanece esta oportunidade, que exige uma decisão: segurança de pêndulo em Deus.

Não fuja das trepidações do tempo e das incertezas atuais, não finja que não há dúvidas, confusões e ambiguidades! Não há segurança sem uma decisão por algo a mais do que as pessoas oferecem. Buscando a segurança do pêndulo na fé num Deus que caminha conosco, que nos acompanha nas trepidações, oscilações em dúvidas e ambiguidades. O pêndulo precisa de pontos de contato, precisa de uma fixação em Deus. Nós precisamos decidir-nos. Segurança como locais de descanso certamente não há nos dias de hoje. Mas amparo no Deus da vida, que conhece todos os nossos caminhos e vai conosco “em modo pendular”, isto é segurança em movimento, segurança de pêndulo! No retiro, lê-se mais: “O sentido da insegurança é, em última análise, uma segurança de pêndulo em nível superior, a segurança de pêndulo em Deus.”

Dr.ª Gertrud Pollak, Diretora do Ordinariado de Mainz (licenciada),
Superiora Geral do Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt.

Texto publicado no site basis-online.net, reproduzido com autorização dos editores
Tradução ao português: Dr.ª Geni Maria Hoss

 

[1] Pe. José Kentenich. Ser Filho Diante de Deus, vol 1. Quinta Conferência

[2] Demais citações: José Kentenich, Kampf um die wahre Freiheit, 1946.

Fotos: Winterseitler e Gerd Altmann em Pixabay / Cathopic

Fonte: schoenstatt.org.br

Rezar pelos falecidos é uma obra de misericórdia!

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – Começo minha reflexão por uma dessas mensagens partilhadas em nossas redes sociais; certa vez, ainda nesses dias, me enviaram uma reflexão dos C que estamos vivendo: C – covid 19, C – coronavírus, C – China, C – comunismo, C – cemitério… Às vezes encaminhamos essas coisas e nem fazemos um pequeno retiro diante delas. Simplesmente repassamos, talvez porque achamos bonito ou passamos a vista muito, muito rápido, pois o tempo urge!

Pois bem: a pandemia nos levou por muitas vezes ao cemitério, quantos viram pelos jornais e TVs, quantos tiveram essa experiência dentro da família e com pessoas muito próximas, quantos ainda estão de luto e com a incerteza que estes tempos estão a nos gerar.

Preste bem atenção a estes dois C: CREIO NA VIDA ETERNA e na COMUNHÃO DOS SANTOS. Estamos neste mundo de passagem, sabemos, mas preferimos não nos ater a isso. Rezamos até no Creio depois da homilia ou no início da reza do terço…, mas não nos atemos a isso: afinal estou no mundo! Mas esta Comemoração dos Féis Defuntos deste ano de 2020, dentro desta pandemia, deverá nos levar a pensar nesta realidade que não é fantasia, é realidade! Jesus se fez homem justamente para que a Vida Eterna fosse de novo nos dada sua morte; abriu as portas que o pecado de nossos primeiros pais fechara. As mortes deste ano, pela ou não Covid-19, são um convite para nós cristãos professarmos a nossa fé na vida eterna e nela crer com todas as forças. Se ficamos, porque temos nosso tempo a ser cumprido, diante destas realidades vale aí um outro C: o da conversão!

Crer na Comunhão dos Santos, aqueles que partiram e estão na comunhão dos Santos, dos santos que veneramos em nossas igrejas e dos santos que são as pessoas que amamos e um dia os levamos ao sepulcro. No céu há muitas moradas, já disse Jesus. Lá veremos Deus como ele é! Lá não haverá mais choro, nem dor, nem apegos desnecessários… seremos todos irmãos; como anjos, reinaremos para sempre. O apóstolo Paulo diz que nem imaginamos o que nos espera e muito maior do que as dificuldades que aqui passamos, estas, pelo contrário, nos ajudam a viver com fé e esperança neste mundo para ganhar a Vida eterna com as chaves do amor vivido para com o próximo.

Este ano creio não podermos ir aos cemitérios para evitar aglomerações, mas podemos e devemos sim rezar pelos nossos entes queridos, acender-lhes uma vela como sinal do Ressuscitado, pois é nesta luz que eles e nós estaremos. Pode acender em casa mesmo, cristão católico não pode e nem deve ser supersticioso, afinal, a vela que acendemos é por alguém que amamos, para que temer?!

Viva bem seu dia de Finados na saudade que ainda aperta o coração, mas fazendo boa memória do bem que tal ente querido tenha nos proporcionado em algum momento de nossa vida. E rezemos também por aqueles que nem serão lembrados neste dia. Rezar pelos fieis defuntos é uma obra de misericórdia!

Foto: Pexels por Pixabay

Fonte: schoenstatt.org.br

”

Padre César Augusto, SJ – A liturgia, neste final de semana, nos oferece a oportunidade de meditarmos sobre nossa vocação de sermos-para-a-vida, ou seja, não só sobre nossa finitude, mas para o além dela, sobre o além túmulo, sobre o nosso desejo de eternidade.

Começamos com a Festa de Todos os Santos, quando refletimos sobre a concretização de nossa vocação à realização plena como seres humanos. O homem jamais aceitou sua aparente vocação de ser-para-o-nada, mas sempre, insatisfeito, quis algo mais; ele é insaciável. Podemos tomar como exemplo seu desejo de conhecimento acadêmico, depois da graduação em uma faculdade, faz mestrado, depois doutorado, depois vários cursos de pós doutorado e sempre continua aberto ao saber mais; comprou uma casa confortável, quer uma mansão, depois um palácio e sempre desejando algo melhor; poderemos nos perguntar o porquê de ser insaciável e a resposta vem porque foi criado à imagem de Deus, do infinito, do Absoluto.

A segunda leitura do dia de Todos os Santos, extraída da Primeira Carta de João 3, 1-3, nos diz que somos “chamados filhos de Deus! E nós o somos!” Filho de peixe, peixinho é, diz um adágio popular! Ora, se Deus é nosso Pai e fomos criados à sua imagem e semelhança, será muito comum nossa aversão à finitude, nosso desejo de eternidade e nossa capacidade de amar sem limites e de perdoar incondicionalmente. Tudo isso é reflexo do Eterno em nós. João diz também em sua carta que “quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele”, ora, Jesus é o Homem perfeito, a imagem encarnada de Deus, Emanuel, Deus Conosco! Em Jesus temos todos os atributos divinos. Sendo homem, assumindo todo o nosso modo de ser, todas as nossas fraqueza, exceto o pecado, como diz São Paulo, Jesus transformou o simples homem, ser-para-a-morte, em Homem Perfeito, ressuscitado, ser-para-a-Vida!

No Evangelho, o mesmo do dia de Finados, Mateus 5, 1-12, vemos as qualidades dos ressuscitados, ou seja, dos homens que superaram a morte e estão realizados junto ao Eterno, ao Senhor da Vida, o Deus do Amor, o Pai dos Santos, o nosso Pai. Os atributos daqueles que não mais se examinam com o Decálogo, mas sim, com as Bem-Aventuranças: em suas vidas sob o poder da morte, foram injuriados, perseguidos por causa da justiça, sofreram mentiras com o pronunciamento de todo mal contra eles mesmos por causa de Jesus. Todos esses deverão se alegrar e exultar porque será grande a recompensa deles na eternidade, terão o Reino dos céus!

E aqueles que, apesar de batizados, de terem feito a opção por Cristo e renunciado a Satanás, de terem “aos trancos e barrancos” se esforçado por uma vida cristã, mas sem grande sucesso, pois as sombras disputaram muito o lugar das luzes e às vezes até tiveram êxito, como ficam nisso tudo? Seguindo a frase de Jesus de que deveremos temer não aqueles que tiram vida mortal, mas a eterna e a dos anjos na manhã da ressurreição, por que procuram entre os mortos aquele que está vivo? Dentro dessas frases poderemos perceber que nem todos aqueles que deram o “último suspiro”, de fato estão sob o domínio da morte. Muitos, sendo fiéis até o fim, estão na glória junto a Deus e se tornaram nossos intercessores, são os santos, mesmo não tendo seus nomes escritos pelo Papa no Catálogo dos Santos, mas nós que conhecemos suas vidas, sabemos disso.  E aqueles que não tiveram a sorte de terem sido fiéis às promessas batismais e morreram sem um arrependimento adequado? Aqueles que denominamos almas do Purgatório?

A esses dedicamos tantas santas missas e na intenção deles, dirigimos ao Senhor da Vida, nossas orações, sacrifícios e boas obras.  Se eles não precisarem mais, ótimo, o Senhor saberá a quem favorecer. As orações em sufrágio tem sentido. E todos eles são comemorados no dia 2 de novembro. Visitamos seus túmulos, os ornamos com flores, rezamos e recordamos seu amor por nós e suas qualidades e testemunhos cristãos que herdamos, e isso fazemos para todos, estejam já no céu ou ainda a caminho.

Um coisa é certa, vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor e sabemos que pela misericórdia de nosso Bondoso Deus, nossa família estará reunida na Casa do Pai, onde O louvaremos por todos os séculos dos séculos, Amém!

Fonte: Vatican News

Foto: Catholic link español, em Cathopic

Solenidade de Todos os Santos e finados: ‘vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor’

Padre César Augusto, SJ – A liturgia, neste final de semana, nos oferece a oportunidade de meditarmos sobre nossa vocação de sermos-para-a-vida, ou seja, não só sobre nossa finitude, mas para o além dela, sobre o além túmulo, sobre o nosso desejo de eternidade.

Começamos com a Festa de Todos os Santos, quando refletimos sobre a concretização de nossa vocação à realização plena como seres humanos. O homem jamais aceitou sua aparente vocação de ser-para-o-nada, mas sempre, insatisfeito, quis algo mais; ele é insaciável. Podemos tomar como exemplo seu desejo de conhecimento acadêmico, depois da graduação em uma faculdade, faz mestrado, depois doutorado, depois vários cursos de pós doutorado e sempre continua aberto ao saber mais; comprou uma casa confortável, quer uma mansão, depois um palácio e sempre desejando algo melhor; poderemos nos perguntar o porquê de ser insaciável e a resposta vem porque foi criado à imagem de Deus, do infinito, do Absoluto.

A segunda leitura do dia de Todos os Santos, extraída da Primeira Carta de João 3, 1-3, nos diz que somos “chamados filhos de Deus! E nós o somos!” Filho de peixe, peixinho é, diz um adágio popular! Ora, se Deus é nosso Pai e fomos criados à sua imagem e semelhança, será muito comum nossa aversão à finitude, nosso desejo de eternidade e nossa capacidade de amar sem limites e de perdoar incondicionalmente. Tudo isso é reflexo do Eterno em nós. João diz também em sua carta que “quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele”, ora, Jesus é o Homem perfeito, a imagem encarnada de Deus, Emanuel, Deus Conosco! Em Jesus temos todos os atributos divinos. Sendo homem, assumindo todo o nosso modo de ser, todas as nossas fraqueza, exceto o pecado, como diz São Paulo, Jesus transformou o simples homem, ser-para-a-morte, em Homem Perfeito, ressuscitado, ser-para-a-Vida!

No Evangelho, o mesmo do dia de Finados, Mateus 5, 1-12, vemos as qualidades dos ressuscitados, ou seja, dos homens que superaram a morte e estão realizados junto ao Eterno, ao Senhor da Vida, o Deus do Amor, o Pai dos Santos, o nosso Pai. Os atributos daqueles que não mais se examinam com o Decálogo, mas sim, com as Bem-Aventuranças: em suas vidas sob o poder da morte, foram injuriados, perseguidos por causa da justiça, sofreram mentiras com o pronunciamento de todo mal contra eles mesmos por causa de Jesus. Todos esses deverão se alegrar e exultar porque será grande a recompensa deles na eternidade, terão o Reino dos céus!

E aqueles que, apesar de batizados, de terem feito a opção por Cristo e renunciado a Satanás, de terem “aos trancos e barrancos” se esforçado por uma vida cristã, mas sem grande sucesso, pois as sombras disputaram muito o lugar das luzes e às vezes até tiveram êxito, como ficam nisso tudo? Seguindo a frase de Jesus de que deveremos temer não aqueles que tiram vida mortal, mas a eterna e a dos anjos na manhã da ressurreição, por que procuram entre os mortos aquele que está vivo? Dentro dessas frases poderemos perceber que nem todos aqueles que deram o “último suspiro”, de fato estão sob o domínio da morte. Muitos, sendo fiéis até o fim, estão na glória junto a Deus e se tornaram nossos intercessores, são os santos, mesmo não tendo seus nomes escritos pelo Papa no Catálogo dos Santos, mas nós que conhecemos suas vidas, sabemos disso.  E aqueles que não tiveram a sorte de terem sido fiéis às promessas batismais e morreram sem um arrependimento adequado? Aqueles que denominamos almas do Purgatório?

A esses dedicamos tantas santas missas e na intenção deles, dirigimos ao Senhor da Vida, nossas orações, sacrifícios e boas obras.  Se eles não precisarem mais, ótimo, o Senhor saberá a quem favorecer. As orações em sufrágio tem sentido. E todos eles são comemorados no dia 2 de novembro. Visitamos seus túmulos, os ornamos com flores, rezamos e recordamos seu amor por nós e suas qualidades e testemunhos cristãos que herdamos, e isso fazemos para todos, estejam já no céu ou ainda a caminho.

Um coisa é certa, vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor e sabemos que pela misericórdia de nosso Bondoso Deus, nossa família estará reunida na Casa do Pai, onde O louvaremos por todos os séculos dos séculos, Amém!

Fonte: Vatican News

Foto: Catholic link español, em Cathopic

“Amar a Deus e ao próximo como a si mesmo”

 

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – Caminhamos para o final deste mês dedicado à Oração do Santo Rosário e as Missões. Encerramos com o Evangelho no qual Jesus, interpelado mais uma vez para ser tentado, responde que o amor a Deus e ao próximo é o resumo de toda a Lei e os Profetas! Sim quando se tem amor, e este é um amor de entrega, tal qual Jesus nos fez e faz a cada santa missa, agradamos a Deus e quando a ele recorrermos, nos atenderá prontamente.

O próprio Deus, na primeira leitura, se mostra Amor e deseja que seu povo não saia à opressão e acabe virando opressor de si mesmo e dos outros, esquecendo o quanto Deus fez por eles aos livrá-los da escravidão e conduzi-los deserto afora até a Terra Prometida. Sim, temos a capacidade de esquecer e, de repente, de oprimidos passamos a ser opressores! Com facilidade nos esquecemos da mão bondosa de Deus, que de muitas “escravidões” e muitos “faraós” nos livrou. Por isso, é necessário sempre fazer memória deste amor na concretude de nossos atos de amor para com os mais pobres, em especial aqueles que a pandemia tornou mais vulneráveis.

Para o amor não basta saber e discursar, ele deve ser concreto na vida diária. Jesus é-nos grande modelo desse amor. Amou até estes que vemos no evangelho de hoje, que queriam armar-lhe uma armadilha e pegá-lo numa palavra dita de maneira incorreta. Devolvendo com amor a questão que lhe era colocada com maldade de coração. Precisamos aprender, do Coração de Jesus, a devolver com o bem e com amor o mal que nos é dirigido. O verdadeiro discípulo missionário de Jesus não segue a lei de talião: “olho por olho, dente por dente”. Sim, o amor e, mais uma vez, o amor de entrega, sem muitas vezes nada esperar de volta!

Neste Domingo da Páscoa Semanal de Jesus, lembramos um santo brasileiro que viveu a pobreza de Cristo que inspirou Francisco de Assis, celebramos Santo Antônio de Sant’Ana Galvão; nascido em Guaratinguetá/SP. Missionário, pregador da Boa Nova, revestiu-se da Palavra. Quantas vezes os irmãos pobres, doentes e desvalidos dele precisaram e eram atendidos com sua bondade e caridade. De suas famosas pílulas, contendo uma frase à Virgem Maria, aos milagres que o Bom Deus nele operou, para que, vendo suas boas obras, dessem glória a Deus!

Roguemos a “São Frei Galvão”, carinhosamente assim chamado pelo nosso povo, que interceda junto à Virgem Imaculada – a qual era devoto – o fim desta pandemia e a nossa urgente conversão e que diante de tudo que estamos a viver, sejamos solidários num amor verdadeiro que brota do coração de Jesus!

 

Leituras deste domingo

1ª Leitura – Ex 22, 20-26
Salmo – Sl 17
2ª Leitura – 1Ts 1, 5c-10
Evangelho – Mt 22, 34-40

 

Fonte: schoenstatt.org.br

Reflexão sobre a liturgia deste Domingo da Aliança

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – Radiante dia da Páscoa semanal do Senhor, celebrando com alegria e júbilo este dia em que o céu tocou a terra de Schoenstatt e a Mãe de Deus veio se estabelecer na pequenina capelinha de São Miguel, em Schoenstatt – Alemanha e, a partir dali, espalhar suas graças aos que ali chegarem e fizerem a experiência de que ali é bom estar!

Neste dia a Mãe de Deus nos reúne desde o seu Santuário Original, passando pelos Santuários Filiais, Santuários Lares e Santuário Coração para ouvir o que seu Divino Filho nos dirá e ao recebê-lo em comunhão sermos enviados a percorrer o mundo com ela e seu Divino Filho construindo um mundo na Aliança de Amor. Ela, neste domingo festivo da Aliança, nos aproxima da Mesa da Palavra e intercede por nós para que sejamos justos com as coisas do mundo e com as coisas de Deus.

Ser no mundo sinal de honestidade e justiça com os bens que adquirimos com o nosso trabalho e andar em dia com os nossos deveres para que os direitos sejam distribuídos com justiça e destes sejamos merecedores. Também e mais e melhor com as coisas de Deus, servindo com alegria o Reino que se manifesta na Igreja em seus diversos serviços, especialmente em sermos discípulo missionário mostrando ao mundo o equilíbrio das coisas terrenas com as do céu, para que as pessoas, vendo nossas boas obras, deem glória ao Pai e nele creiam!

Neste Dia da Aliança de Amor com Maria nos aproximamos da Nova e Eterna Aliança que Jesus selou no Calvário e que se torna memória viva a cada Santa Missa. Aliados a Maria, esta Aliança de Cristo com o Pai no Espírito por nós se torna forte e nada e nem ninguém poderá quebrá-la! Schoenstatt é este pequeno Altar do Mundo onde o grande mistério se renova e faz de nosso pequenino Santuário uma fonte cristalina de graças que oferecemos ao Capital de Graças.

Com nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, fiel e fidelíssimo filho desta Aliança de Amor, renovemos com toda alegria e que essa alegria seja um bem para estes tempos pandêmicos que estamos a viver; que Schoenstatt neste Dia realize em muitos corações sua realidade significativa ser um “belo lugar” e unidos a Maria, inspirados em sua imagem de graças, possa percorrer este vasto mundo levando Cristo para todas as realidades com as quais convivemos! Ela, a Mãe Três Vezes Admirável, “ama os que a amam”, cuida de nossas preocupações e nos ajudará nas realizações, sempre tendo em vista o que agrada ao Bom Deus! Feliz, abençoado e muitas graças e bênçãos neste Solene dia 18 de outubro!

 

Leituras deste Domingo

1ª Leitura – Is 45, 1.4-6
Salmo – Sl 95
2ª Leitura – 1Ts 1, 1-5b
Evangelho – Mt 22, 15-21

 

Foto: Marcia Kazumi

Fonte: schoenstatt.org.br

Um tempo para voltarmos ao “ventre de Maria”

 

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – Ontem foi a solenidade de Nossa Senhora Aparecida e também dia das crianças. Por isso, a reflexão que segue combina muito bem para hoje.

O Brasil tem seus olhos voltados para a Casa da Mãe em seu Santuário Nacional, onde se encontra a pequenina imagem de Maria Imaculada a quem carinhosamente veneramos com o título de Aparecida. Deus, em sua infinita misericórdia, presenteou o Brasil, nas águas do Rio Paraíba, a imagem de Maria, que não está só, pois, é uma imagem de Maria que está grávida; ou seja, vem com o “fruto bendito de seu ventre, Jesus, o Filho do Eterno Pai”. Vem trazer vida, pois ele mesmo disse um dia: “Eu sou vida”. Veio nos lembrar do nosso compromisso batismal, por isso, surge das águas e nos remete à missão de lançar as redes para águas mais profundas da fé. Quebrada (corpo separado da cabeça) e depois unida e mais tarde quebrada em mais de 200 pedaços, vem nos lembrar que temos que estar unidos a Cristo – Cabeça da Igreja – e temos que nos unir quando querem nos quebrar; somente unidos teremos força e teremos identidade.

É a Mãe solícita que ainda percebe a falta de vinho e vai junto Àquele que pode fazer o impossível diante de situações que nos desembaraçam. É a Rainha que sempre se apresenta diante de Deus e pede com amor de Mãe e Serva pelo seu povo. É a Mulher gloriosa, vestida de sol (Cristo – sol nascente que nos veio visitar), coroada de estrelas (sinal também de nossa vitória sobre o mal e o pecado) e está conosco na luta do Reino contra os dragões que querem nos devorar.

Olhemos para o seu sorriso e suas mãos unidas

O Santuário Nacional em sua estrutura física estará revestindo suas quatro fachadas com cenas bíblicas. Ele quer ser uma “bíblia a céu aberto” que todos poderão ler, todos! Por isso, nos convida a, “com Maria, em família, revestir-se da Palavra”. O revestimento externo é um grande convite para nos revestir da Palavra, não só pelo estudo (que é muito importante) mas trazer a Palavra para o chão de nossa vida cotidiana. Maria é modelo desse revestimento: ao dizer sim ao anjo Gabriel, ela literalmente revestiu-se da Palavra que nela se fez carne e habitou entre nós. Como Maria, quando comungamos nos revestimos desta mesma Palavra, pois Jesus se torna carne em nós. Ao nos entregar a hóstia consagrada, o ministro nos diz: Corpo de Cristo. E nós respondemos, como Maria, o Amém… E a partir de então ele se faz Palavra viva em nós.

 

Ao olhar a imagem de Aparecida, Maria nos está sorrindo, nos lembra o Magnificat, as alegrias do Nascimento, a alegria do encontro no Templo e as alegrias da Ressurreição. Com Maria nos revistamos da Palavra que nos alegra. Estamos vivendo em meio uma pandemia, mas somos chamados a ser a alegria que desperta tempos melhores que virão.

Suas mãos estão unidas em oração (quando a imagem fora quebrada em mais de 200 pedaços, as mãos ficaram intactas). Com Maria, nos revestir da Palavra que nos leva à oração – diálogo com nosso Bom Deus e Pai. A oração nos leva à ação que Maria nos inspira na visita a Isabel, nos inspira nas Bodas em Caná, nos inspira no seguimento de Jesus como fiéis discípulos missionários a não sermos indiferentes aos que sofrem e de nossa ajuda – pequena ou grande – esperam.

Com a Mãe Aparecida em família – sim, vinculados um ao outro – ouvindo, acolhendo, unidos nas vitórias e derrotas; sim unidos como família vamos vencer uma ideologia egoísta, das “carteiradas”, do consumismo, das diferenças sociais gritantes… sim unidos como nossa Mãe já nos mostrou duas vezes – em 1717 ao ser achada e em 1978 ao ser quebrada – só unidos e essa liga é a Palavra, venceremos e com Maria seremos coroados de glória pela Trindade que é família!

Estamos dispersos pela pandemia e até sem fé. A festa da Padroeira é um convite a voltarmos para o “ventre de Maria” (a imagem de Aparecida é de Maria grávida) e ali sermos cuidados. É o lugar onde Jesus se formou, lugar imaculado. No dia 12 de outubro dê à Mãe plenos poderes em sua vida, lhe entregue coroa e cetro e que ela seja a Rainha e Padroeira do Brasil que existe em cada um de nós! Que ela abençoe nossas crianças!

“Quero que todos caibam na festa da minha alma”

Pe. Carlos Padilla Esteban – Hoje Jesus me recorda que a festa é para todos. Quando alguns rejeitam seu convite, ele manda os criados buscarem todas as pessoas que encontrarem pelos caminhos. Convida aqueles que ninguém convida: “A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela. Portanto, ide até às encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes” (Mt 22, 8-9).

Eu gosto que seja assim. O coração de Jesus é um coração generoso no qual cabem todos. No meu não é assim com frequência. Não sou tão generoso como Jesus. Não tenho espaço disponível para os que não pensam como eu. Não deixo entrar quem não possa me convidar para a sua festa mais tarde. Creio que às vezes uso as pessoas para meus interesses. Quando elas não são tão úteis, eu as ignoro. Não é assim? Tenho medo que isso aconteça comigo. Gostaria de ser mais hospitaleiro, mais acolhedor, ter um coração sem barreiras e não acolher somente àqueles que me querem bem.

Outro dia li: «Quando nossas almas estão inquietas, quando somos levados por milhares de estímulos diferentes e muitas vezes conflituosos, e nos sentimos presos por absoluta necessidade psicológica entre as pessoas, ideias e preocupações do mundo, como podemos criar um espaço onde alguém, diferente de nós, possa entrar livremente sem se sentir um intruso?».[1]

Em meu coração não cabem todos porque ele está cheio de coisas do mundo. E eu construo barreiras e muros para que nem todos possam entrar. Não tenho desejo de construir pontes. Talvez por isso, às vezes, não cabe nem mesmo a Deus e aquilo que o faz feliz. Mas eu quero ter um coração grande. Sem portas fechadas. Quero convidar muitos para caminharem comigo pelo jardim da minha alma. Outro dia eu lia: “Trata-se da capacidade de ver, frente a frente, as dimensões de uma fraternidade desfeita. E nela descobrir as sementes do Reino. Trata-se de trazer esperança. De iluminar (a si mesmo e aos outros) nos lugares de sombra. Com uma luz diferente. Com esse amor infinito que nos faz tão humanos e nos aproxima de Deus». [2]

A alegria compartilhada se multiplica

Esse novo olhar sobre os demais traz luz na escuridão. Esse olhar muda a minha forma de acolher quem está longe de mim. Todos podem participar da minha festa. Minha festa não necessita de ingressos exclusivos. Mas muitas vezes não é assim. Custa-me compartilhar minha alegria. Eu a guardo para mim mesmo. Não convido quem não merece. Não convido aqueles que não podem me devolver o mesmo que eu ofereço. Eu me sinto tão egoísta. Não saio pelas estradas buscando a todos, como Jesus faz hoje. Ele sai. Sua festa é para todos. Ele não quer ficar sozinho em sua festa. Para mim parece importar menos ter de ficar sozinho em minha festa. Sofro a solidão. Isso dói. Mas custa para mim compartilhar minhas alegrias e minhas tristezas. Uma alegria não compartilhada é uma alegria menor.

Quero ter um coração em que qualquer pessoa possa se sentir “em casa” ao meu lado. Quero ser capaz de falar sobre qualquer coisa, com qualquer pessoa, sem preconceitos. Não quero ter preferência de pessoas. Nem ter temas tabus em minhas conversas. Não quero viver deixando uns de lado e acolhendo a outros. Eu não quero colocar barreiras. Muitas vezes eu as coloco. Faço distinções. Escolho – Este sim. Aquele não. Não me deixo convidar por qualquer pessoa. Não me agrada qualquer festa. E não convido a qualquer um para a minha festa. Porque me parece que não se encaixa. Ou acho que minha alegria não é a mesma que a sua. Ou talvez eu não queira compartilhar, me abrir e me torno egoísta.

Gostaria de ser mais generoso com o que me faz feliz. Encher as trevas daqueles que sofrem com a luz. Dar esperança em seu desânimo. Eu mesmo gostaria de ter uma festa em meu coração da qual todos pudessem participar. Mas às vezes sinto dor e meu coração está de luto. Sofro e faço com que os outros vejam minha dor e tristeza, para que sofram comigo. Esqueço que Cristo já venceu. Não tenho festa na minha alma. E, se estou feliz, não compartilho. Ou minha alegria dura pouco e logo se transforma em tristeza. Talvez eu não esteja aumentando o número de convidados ao casamento para não me sentir incomodado.

Quero iluminar o coração dos homens. Temo não fazê-lo. Quero espalhar sementes do reino com minhas palavras e meus gestos de abertura, de misericórdia. Sei que meu amor pode mudar o mundo.

O Pe. Kentenich disse: «O amor verdadeiro é como o sol, que abriga e dá calor. Estimula e incentiva todas as sementes que existem no ser humano para que se desenvolvam plenamente» [3]

Meu amor pode mudar tudo. Mudar o coração das pessoas. Elevá-las ao alto. Fazer germinar suas sementes. Mudar também meu coração. Porque o ódio me seca e o amor me torna fértil. Quero dizer com voz forte que todos cabem na minha alma, no reino que Jesus semeou em mim. Ele convida todos a compartilharem suas vidas. A compartilhar a minha vida. Jesus faz isso e eu quero ser assim também. Isso me custa às vezes. Quero que todos caibam na minha alma. No espaço sagrado da minha festa. No amor de Deus em mim.

 

Fonte: padrecarlospadilla.com
Trecho da Homilia para 28º Domingo do Tempo Comum, de 15 de outubro de 2017
Veja a reflexão completa, em espanhol, clicando aqui

[1] Nouwen, El Sanador herido

[2] José María Rodríguez Olaizola, Ignacio de Loyola, nunca solo

[3] Pe. Rafael Fernández. Un paso audaz: El tercer hito de la familia de Schoenstatt

Foto: Lichi Marino, via cathopic.com

Fonte: schoenstatt.org.br

A pedra angular

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – Outubro chega recheado de muitas festas marianas (Aparecida, Rosário, Nazaré, Mãe e Rainha) e de grandes santos (Terezinha e Tereza de Ávila, Francisco de Assis, Frei Galvão entre outros), mês que, em meio à pandemia, somos chamados a olhar para a Mãe de Jesus e com ela contemplar no rosário os mistérios de nossa salvação e como Ela ser discípulos missionários de seu Divino Filho. Infelizmente, devido à pandemia e às normas sanitárias, não poderá haver grande fluxo de peregrinos em nossos Santuários de Schoenstatt, mas é a oportunidade preciosa de oferecer muitas e valiosas contribuições ao Capital de Graças para que ela, RAINHA DA SAÚDE FISICA E ESPIRITUAL DO MUNDO, alcance a graça de nos curar desta pandemia e de todos os seus efeitos colaterais que a todos, sem exceção, atingiu.

Neste Domingo da Páscoa do Senhor a palavra nos é dirigida no diálogo de Jesus por meio de uma parábola que se dirige aos fariseus, mestres da lei e anciãos do povo. Jesus narra a vinha que foi plantada com amor pelo Pai (já vê na primeira leitura), mas não quiseram cuidar e saborear das uvas, preferiram matar o filho do dono da vinha e ficar com a herança. Aqui Jesus fala de si mesmo, ele é a vinha do Pai plantada no mundo e seus frutos são a nossa salvação e nossa libertação do pecado e da morte. Como ele mesmo dirá no evangelho de São João: “Eu sou a videira e vós os ramos”, quem não estiver unido a ele, secará e será queimado. Unido a ele, o Pai, de tempos em tempos, vem nos podar (sofrimentos, situação como desta pandemia que estamos a viver) para que assim possamos dar bons frutos e crescer com força.

Israel fora o povo escolhido que rejeitou esta vinha e ela foi dada ao novo povo de Deus que hoje é a Igreja, que somos nós! Tomemos cuidado para que não estejamos cegos, surdos, mudos ou paralisados na fé, ignorando os apelos de Deus; podemos ter a mesma sorte dos do tempo de Jesus, o reino poderá ser-nos tirado. Por isso, o evangelho de hoje é um apelo à conversão! Diante dos desafios da fé podemos, como Jesus, ser rejeitados e precisamos estar preparados para isso; por isso São Paulo, na segunda leitura da Carta aos Filipenses, nos exorta a não nos inquietarmos ou desesperarmos; mas sim apresentarmos a Deus nossas preocupações mediante a ORAÇÃO, SÚPLICAS e AÇÕES DE GRAÇAS, três remédios eficazes que, se feitos a todo tempo, não terão contraindicação e nem efeitos colaterais.

Outubro nos remete à festa da ALIANÇA DE AMOR com nosso querida Mãe e Rainha. Aproveitemos este mês para aprofundar nossa Aliança de Amor (quem já fez, quem está se preparando ou quem a Mãe convidar para selar). Na escola de Maria ela nos formará à imagem de seu Divino Filho e forte como ele seremos vitoriosos diante das rejeições e sobre ele, Pedra Angular, seremos assentados e muitos corações traremos para as “amplas naves da Igreja”.

Leituras deste domingo
– 1ª Leitura – Is 5, 1-7
– Salmo – Sl 79
– 2ª Leitura – Fl 4, 6-9
– Evangelho – Mt 21, 33-43

Foto: Ir. M. Nilza P. da Silva

Fonte: schoenstatt.org.br