Hoje tem Santa Missa de finados ao vivo

Às 18h de hoje, 2 de novembro, será transmitida a Santa Missa pelos fiéis falecidos, direto do cemitério das Irmãs de Maria, junto ao Santuário Tabor.

Já pensamos no sigificado desta data?

A “Comemoração de todos os fiéis defuntos” está na tradição católica desde o final do primeiro século como ocasião para lembrar daqueles que partiram desta vida e também para celebrar a vida em Cristo na certeza da ressurreição. Nesse período de recordação, a Igreja oferece a possibilidade de alcançar indulgências em favor dos fiéis falecidos.

O Diretório de Liturgia da Igreja no Brasil detalha as indulgências concedidas:

  • Aos que visitarem o cemitério e rezarem, mesmo só mentalmente, pelos defuntos, concede-se uma Indulgência Plenária, só aplicável aos defuntos: diariamente, do dia 1º ao dia 8º de novembro, nas condições de costume, isto é: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice; nos restantes dias do ano, Indulgência Parcial (Enchir. Indulgentiarum, n. 13).
  • Ainda neste dia, em todas as igrejas, oratórios públicos ou semi-públicos, igualmente lucra-se uma Indulgência Plenária, só aplicável aos defuntos: a obra que se prescreve é a piedosa visitação à igreja, durante a qual se deve rezar a Oração dominical e o Símbolo (Pai nosso e Creio), confissão sacramental, comunhão eucarística e oração na intenção do Sumo Pontífice (que pode ser um Pai Nosso e Ave Maria, ou qualquer outra oração conforme inspirar a piedade e devoção).

Sobre a forma do item n. 1 acima, a Igreja decidiu prorrogar as indulgências para todo o mês de novembro, não apenas para os oito primeiros dias do mês, conforme fez no ano passado. A medida deve-se à pandemia do novo coronavírus e às medidas de restrições.

Para acompanhar a transmissão da Santa Missa direto do cemitério das Irmãs de Maria CLIQUE AQUI.

Com informações de cnbb.org.br

Mãe, nossa gratidão te coroa!

Coroar a imagem da Mãe de Deus é algo comum no Movimento de Schoenstatt. Na verdade, este gesto é muito comum em algumas regiões do Brasil e do mundo, nas paróquias, escolas católicas, etc. Desde 1939, quando a imagem da Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt foi coroada pela primeira vez, milhares de vezes ela já foi aclamada como Rainha no Movimento de Schoenstatt, fato que fez com que fosse adicionado o ‘Rainha’ ao título da imagem de Maria venerada em Schoenstatt. Mais tarde, no final dos anos 60, ela recebeu também o título de Vencedora: Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt.

O Servo de Deus João Luiz Pozzobon fazia um momento especial de coroação da Mãe Peregrina, todos os anos, em setembro, por ocasião da Romaria da Primavera. Cada ano era colocada uma nova pedrinha na coroa da Mãe e Rainha, ofertada por alguém que desejava expressar gratidão por graças alcançadas ou com uma intenção de oração especial.

A Campanha da Mãe Peregrina da Arquidiocese de Santa Maria continua esta tradição, renovando a coroação das suas duas Imagens Peregrinas Auxiliares durante a Romaria da Primavera. Em 2021, em 12 de setembro, aconteceu novamente a coroação. Na oportunidade, Maria da Assunção Losti Damiano e Lair Dotto, que presentearam as pedrinhas, deram seu testemunho de gratidão à Mãe e Rainha.

Quer conferir este momento especial? É só clicar e ver o vídeo abaixo.

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Mais fotos da Romaria da Primavera

Para quem quiser ver todo o vídeo da Santa Missa da Romaria da Primavera (precedida de um terço) CLICAR AQUI

Ouça 5 versões musicais da Consagração à Nossa Senhora

Karen Bueno – Você certamente conhece a música de Consagração a Nossa Senhora, traduzida em canção pela compositora schoenstattiana Fatima Gabrielli (Óh minha Senhora e também minha Mãe, eu me ofereço inteiramente todo a vós…), afinal, ela é cantada em praticamente todos os cantos do Brasil – e na sua paróquia não deve ser diferente (veja aqui a história dessa canção).

Essa oração – que depois se tornou letra de música – foi bastante propagada pelo Pe. José Kentenich, fundador de Schoenstatt. É uma oração antiga, atribuída ao padre jesuíta chamado Nicola Zuchi (Niccolò Zucchi). Em suas palavras, cada pessoa entrega a Maria os olhos, ouvidos, a boca e o coração – em uma palavra, todo o seu ser.

Além dessa composição, já conhecida por tantas pessoas, no Movimento Apostólico de Schoenstatt existem outras versões musicais dessa oração, como você pode ouvir abaixo:

1. Consagração – Juventude Masculina de Schoenstatt

Essa versão foi traduzida do espanhol e é cantada pela Juventude Masculina de Schoenstatt

Clique aqui para ouvir

 

2. Consagração – Liga Apostólica Feminina de Schoenstatt

A Jessica Romano, da Liga Apostólica Feminina de Schoenstatt, de Cornélio Procópio/PR, compôs essa versão que foi apresentada no início de 2020, no ano centenário de fundação deste ramo.

 

3. Consagração Schoenstatt Portugal

Ainda em português, vamos conhecer essa versão criada em Portugal, afinal, essa oração é hoje conhecida no mundo todo

 

4. Consagração – Irmãs de Maria de Schoenstatt

Essa versão, cantada pelas Irmãs de Maria no CD Ressoa um Canto Novo, foi criada originalmente em alemão e traduzida ao português. Neste áudio você ouve as duas versões, português e alemão

 

5. Consagração da Juventude Feminina de Schoenstatt

A consagração adotada pela Jufem foi composta por Carla Martinelli, de Londrina/PR, alcançando o primeiro lugar num concurso de música lançado à época. Hoje é cantada em todos os regionais. O vídeo aqui apresentado foi gravado informalmente pela Jufem de Cornélio Procópio.

Mãe, nós te coroamos, pois és Rainha!

Filha de reis, estirpe de Davi,

Como é gloriosa a luz em que fulguras!

Sobre as regiões celestes elevada,

Virgem Maria, habitas nas alturas. 

(Hino da Liturgia das Horas de Maria Rainha).

 

Ir M Denise Ternes – Ao representarem a assunção de Maria ao céu, muitos artistas pintaram Deus cingindo a fronte de Maria com uma preciosa coroa. Músicos, poetas e escritores anunciaram esta vertente do ser e da missão de Maria na sua grandeza de Rainha. O Apocalipse de São João descreve a “mulher vestida de sol, com a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas” (Apc. 12,1). A festa de Maria Rainha está intimamente ligada a Assunção de Maria ao céu. E a tradição da Igreja aplica a Maria esta imagem: A Mulher de Sol, Rainha vitoriosa, elevada à glória de seu Filho, Rei do Universo.

 

Mas o que significa dizer que Maria é Rainha?

“Rainha” é um título mariano que a tradição da Igreja conhece há muitos séculos; sua festa, porém, foi introduzida na Igreja somente por Pio XII no encerramento do ano mariano de 1954. “Jesus é o Rei dos séculos eternos, por natureza e por conquista. Por Ele, com Ele, Maria é Rainha, por graça, por parentesco divino, por conquista e por singular eleição. E o seu reino é vasto como o do seu Filho e Deus, pois que do seu domínio nada se exclui.” Como Mãe do Salvador não devia Maria ser ornada de todas as virtudes? Ser cheia de graças, Imaculada? Por isso, o Espírito Santo desceu sobre Ela cumulando-a de glórias como a nenhuma outra criatura. Assim canta a Igreja:

Ave Rainha dos céus,

Ave Rainha dos Anjos,

Salve porta: salve raiz da salvação;

Traze ao mundo a luz.

Alegra-te, virgem gloriosa,

Salve, ó toda santa,

Pede a Cristo Senhor por nós.

Esta antífona da Igreja ressalta os louvores que a humanidade canta saudando e bendizendo a grandeza de Maria, nossa Mãe e Rainha que no céu nos precede. Na hora da Anunciação o anjo diz a Maria; que o Filho que dará a luz “chamar-se-á Filho do Altíssimo… e o seu reino não terá fim”. O anjo foi o primeiro a dizer que Maria é Rainha, porque seu Filho, é o Filho de Deus Encarnado, o Rei. Maria acolhe em seu coração e no seu corpo a grandeza do mistério que nela se desenvolve desde o instante do seu sim. 

(imagem: Kasosita by cathopic)

Salve Rainha, Mãe de Misericórdia!

Quantas vezes rezamos a oração: “Salve, Rainha, Mãe de Misericórdia…” – Quando assim a evocamos como Rainha, refletimos sobre o sentido destas palavras? Como é rico o conteúdo desta oração que nos inspira tanta confiança, que parece responder aos anseios mais profundos de nosso coração! Ela nos dá resposta nos momentos de aflição, expressando a nossa confiança em Maria. Neste “vale de lágrimas” em que vivemos, a Ela volvemos confiantes nosso olhar, porque sabemos que nos acompanha a cada passo e sempre está intercedendo por nós junto a seu Filho Jesus. O ato de confiança na realeza de Maria é a confirmação de nossa entrega na Aliança que nos faz colocar nela a responsabilidade pela condução de nossa vida e nossos projetos. Nosso Pai e Fundador nos ensinou esta confiança heroica: 

“Accipe coronam! Recebe a coroa real e conscientiza-te, para sempre, de séria responsabilidade pelo reino que deves reger: Recebe a coroa a que tens direito! Permanece consciente também de tua responsabilidade em relação a nós teus filhos. (…) Conscientiza-te não somente de tua dignidade e do esplendor de tuas virtudes, mas também, e acima de tudo, do teu poder! Tu és Rainha e nós queremos depender de ti” (Pe. José Kentenich, 1940).   

Foi com essa certeza no coração que no dia 31 de maio entregamos, como Família de Schoenstatt, a coroa à Mãe e Rainha! Também com o anseio ardente de que o mundo reconheça que parar foi e é importante para rever, até que ponto, a vida é vivida intensamente como projeto do amor de Deus.

Coroar não é somente entregar uma coroa material à Mãe, num ato solene para o qual nos preparamos, não! Em todos os momentos de nossa vida, nas preocupações, doenças, aflições econômicas, desemprego, podemos expressar este ato de confiança dizendo, do íntimo de nosso coração: Mãe, sê Rainha desta situação… Manifesta teu poder. Cuida de mim, de minha família. Eu confio em ti. Sei que vais providenciar pelo meu pedido. Esse ato de confiança e de reconhecimento de seu poder, sempre toca seu coração de Mãe e Rainha e a move a suplicar a Jesus por nós. 

Ao coroá-la, nós reconhecemos o poder que Deus lhe deu de reger, com Cristo, no mundo. Maria tem a tarefa de dar à luz a Cristo e de preparar no mundo o Reino de Cristo, de abrir o caminho à missão, ao trabalho missionário da Igreja. Portanto, coroar é permitir que ela seja nossa Mãe, Educadora e Rainha no pequeno mundo do nosso ser; que ela reine em todos os momentos e situações de nossa vida, entregando-nos a ela confiamos totalmente em seu poder. 

Neste tempo nebuloso no qual no encontramos, em que somos desafiados a provar a fé e a confiança no cuidado de Deus e de nossa Rainha, vale retomar nossa convicção, nossos planos, nossos projetos pessoais de vida e de educação, nossas lutas para permitir que a Mãe e Educadora vença em nós! O amor é mais forte! Foi movido pela força do amor maternal de Maria que os primeiros jovens heróis de Schoenstatt, em meio às dificuldades da guerra, foram capazes de bradar. “Nossa vida à nossa Rainha!” Foi o grande amor de Maria que despertou a força ousada no jovem Max Brunner que, ao partir para a guerra, exclama decidido: “Ave, Maria, Rainha, os que estão prontos a morrer por ti te saúdam”!

 

Confiança em teu poder: Mãe!

Certo dia, João Pozzobon levou a Mãe Peregrina a uma família na qual a esposa encontrava-se gravemente enferma. Foi feita uma oração especial pela saúde da mesma. O marido se interessou e quis saber o que significava a coroa com a qual a Mãe Peregrina estava coroada. João Pozzobon explicou que era expressão de entrega e confiança no poder da Mãe, que é também Rainha. Ele conseguiu transmitir tal fé e confiança, que aquele senhor ficou convicto de que seria atendido em sua súplica. E antes de receber a graça, ofereceu uma pedra preciosa para a coroa da Mãe Peregrina, como expressão de sua gratidão. Entretanto a esposa continuava piorando. Levada ao hospital, o médico não deu esperança e disse que ela não passaria daquela noite. O homem passou toda a noite em oração junto ao leito da esposa. E sua grande aflição dirigiu-se a Mãe Peregrina. “Mãe, tu não podes permitir a morte da minha esposa, porque tenho que lhe mostrar a pedra que te ofereci.” A Mãe Peregrina revelou o seu poder de Rainha. A paciente foi se recuperando lentamente e sarou por completo. Logo após a coroação, durante a qual foi colocada na coroa a pedra preciosa oferecida pelo marido da enferma, João Pozzobon visitou novamente aquela família. O dono da casa convidou seus vizinhos e juntos rezaram o terço. Ele relatou com grande alegria aos presentes a grande graça alcançada e, apontando a coroa, disse: “Minha esposa. Aqui está a pedra que doei e que te devo mostrar, conforme prometi à Mãe Peregrina.”

Todos os que entram em contato com Schoenstatt podem observar que por toda parte a Mãe de Deus ostenta uma coroa. É a linguagem eloquente dos símbolos; uma simbologia que tem uma história, mas que é, sobretudo, símbolo de uma corrente de vida. Para um schoenstattiano, a coroa não lhe passa despercebida. Ela lhe fala ao coração. Ele sabe que toda a coroa tem por traz de si uma história de gratidão e é expressão de uma ilimitada confiança no poder daquela que, além de ser Mãe, é Rainha e Vencedora. 

Entreguemos a coroa à nossa Rainha e sejamos filhos heroicos que, na força da Aliança, dão testemunho da confiança em Cristo Rei e Maria Rainha!

 

Bibliografia: 

Bonfante, Ir. M. Lúbia. Coroar por quê?, 2014, Pallotti.

Catalamessa, Raniero. Maria, um espelho para a Igreja, 2017, Editora Santuário.

Kentenich, Pe. José. Maria, Mãe e Educadora. 2017, Pallotti.

Krieger, Dom Murilo. Com Maria, Mãe de Jesus, 2002, Edições Paulinas.

Von Balthasar, Hans Urs e outros autores. O culto a Maria hoje, 1980, Edições Paulinas.

 

“Confio em teu poder e em tua bondade!”

No Evangelho deste domingo contemplamos Jesus com os discípulos no barco. No texto, os discípulos são deixados levar pelo medo, assustados, olhando as violentas ondas e ficam perplexos ao ver Jesus, na popa, dormindo sobre um travesseiro. E gritam-lhe: “Mestre, não te importa que pereçamos?”. O Mestre, com uma palavra, acalma a tempestade, mas repreende os discípulos: “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”

Muitas vezes, fazemos como os discípulos. Temos fé, mas nossa fraqueza humana nos faz bradar em meio às tempestades da vida: “Mestre, não te importa que pereçamos?”

O Fundador da Obra de Schoenstatt, Padre José Kentenich, conheceu momentos de ‘grandes tempestades’ em sua vida. Uma das mais dramáticas foi os quase cinco anos preso pelo nazismo, primeiro numa prisão na cidade de Coblença e depois no Campo de Concentração de Dachau, Alemanha. É deste tempo uma oração sua, conhecida não somente no Movimento de Schoenstatt, mas bem além: a oração da confiança ou simplesmente o ‘confio’, como é conhecida.

Ela pode ser nossa oração predileta, nas tempestades do tempo atual. A oração dos filhos que sabem que no colo da Mãe estão seguros e abrigados.

 

 

Foi ele que nos amou primeiro

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – Estamos num belo itinerário pascal no qual Jesus Ressuscitado permanece conosco ao longo de 40 dias, nos preparando para sua subida ao céu, junto do seu e nosso Pai. Do céu, e junto do Pai, ele nos enviará o Espírito Santo que nos fortalecerá em nossa missão neste mundo marcado com pela pandemia – no qual o nosso testemunho se faz urgente e necessário.

No Quarto, Quinto e neste Sexto Domingo da Páscoa temos as belas imagens de Jesus: Bom e belo Pastor, Porta da Vida, Videira Verdadeira e Amor do Pai. O verbo “permanecer” nos acompanhou, dando ênfase que: se permanecemos unidos a Cristo não nos dispersaremos e não seremos enganados por lobos com pele de cordeiro; os sofrimentos de hoje não nos abalarão, pelo contrário, serão momentos de poda para produzirmos mais frutos. A palavra-chave é “permanecer”, pois sem ele não podemos nada!

Neste Domingo Jesus nos mostra o Amor do Pai que se expressa no Filho e este transborda sobre nós. Ele, o Filho, é muito amado pelo Pai e deseja que nós façamos esta experiência de nos sentirmos muito amados pelo Pai. Já cantavam os anjos ao seu nascimento: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por ele amados!” Mais uma vez Jesus usa o verbo permanecer: é permanecendo no seu amor que amaremos como ele nos amou e deste modo amaremos nossos irmãos e irmãs. O amor de Jesus é um amor gratuito, livre, consciente das consequências e totalmente voltado para o Pai. Se assim caminharmos, seremos felizes e seremos amigos de Jesus!

Prova deste amor ele pediu que fizéssemos memória a cada Eucaristia celebrada. Ali, reunidos ao redor das Mesas da Palavra e da Eucaristia, fazemos memória desta prova de amor. Ali vemos como o Pai nos ama dando seu Filho como Palavra Viva e Alimento fortificando para sermos fortes diante dos desafios destes nossos tempos. O amor será o perfeito vínculo com Jesus, que nos levará a amar até mesmo quem nos prejudica. Quem ama como Jesus não terá tempo de juntar ressentimentos ou ficar à procura de quem é o culpado ou outras justificativas. Apenas ama como ele amou e continua a nos amar até o fim dos tempos!

Junto de nossos Santuários de Schoenstatt saudamos todas as mães (especialmente às mães schoenstattianas). Que elas sejam este espelho de amor verdadeiro e desvelado, mãe que ama gera filhos capazes de amar, assim foi Maria para com Jesus e Jesus para com Maria.

 

Leituras deste domingo:

1ª Leitura – At 10, 25-26.34-35.44-48
Salmo – Sl 97
2ª Leitura – 1Jo 4, 7-10
Evangelho – Jo 15, 9-17

 

Foto: Momentmal, em pixabay.com

Fonte: schoenstatt.org.br

Às mães que perderam seus filhos

Esther Morais Pessoa – Se aproxima a data que simboliza o amor de forma incondicional: o Dia das Mães. Neste ano quero me direcionar especialmente às mães que gestaram e entregaram seus filhos para Deus, trazendo um pouco da minha experiência de fé e confiança em minha Aliança de Amor com a MTA.

Mesmo sem nossos filhos no seio familiar, nunca deixaremos de ser mães e nem nos faltará motivos para comemorar o tempo que estivemos na presença deles, assim como Nossa Mãe Celestial se faz presente em nossas vidas diariamente.

Trago em meu coração a felicidade de uma consciência plenamente confiante na Divina Providência, mesmo sabendo que não vivo mais a alegria e o regozijo da presença do meu querido filho! Diante dos fatos e dos caminhos a seguir, entre o amor ou a dor, o sofrimento ou a resiliência, entre a Fé ou a desesperança, me entreguei ao amor.

Esse caminho de amor significa ver e viver a misericórdia de Deus nos acontecimentos como a certeza da ressurreição, que meu filho está no colo e sobre o amparo da maior das Mães. É uma jornada para compreender que existem dores piores que a morte física, a empatia ao enxergar mães com dores maiores que a minha, confiar que a Providência Divina cuidou para que o melhor acontecesse.

O amor materno não pode ser egoísta, ele precisa ser incondicional, pois, acreditando na ressurreição, na vida eterna, na Santíssima Trindade e na Aliança de Amor, creio que meu filho está no melhor lugar, com as melhores pessoas, vivendo algo superior, que jamais iremos experimentar na terra.

O caminho para transformar a dor em missão

A dor de perder um filho é humanamente insuportável e impossível de carregá-la sozinha, então, todas as vezes que meu coração se aperta de saudade ou outros sentimentos ruins tentam invadi-lo e endurecê-lo, me Consagro à Mãe e Rainha, entrego a Oração da Confiança até que meu coração sinta paz novamente. Eu sempre me espelhei em Nossa Senhora, pois ela passou pela mesma dor e pelo mesmo sofrimento que o meu, ela me entende. As visitas ao Santuário, nosso Tabor, é onde bebo diretamente na fonte as graças da minha Aliança de Amor, a busca pela Celebração Eucarística onde me fortaleço no Corpo e Sangue de Cristo.

O amor pode realizar o impossível

A certeza do amor e da misericórdia de Deus em minha vida e da minha família se confirma através do perdão à pessoa que tirou a vida do meu filho. Perdoá-lo foi sobrenatural, diria que um presente de Deus no “Nada sem vós, nada sem nós”, convertendo tudo em graças ao meu filho pela sua salvação, pois o amor de mãe é capaz do impossível.

Meu conselho fica para seguirmos o caminho do amor, pois nele reconhecemos todos os ganhos que tivemos durante a vida deles conosco e no caminho da dor somente sentimos e olhamos o que perdemos, gerando todo dia mais sofrimento e amargura!

Gostaria de dizer também o quanto foi importante a oração da família e dos amigos; a sua presença, para que nós pudéssemos viver e testemunhar nossa fé, foi essencial.

Mãe é uma palavra tão pequena mas com uma grandeza imensurável: Não poderia começar senão com a letra “M” de Maria, seguido do “A” de Amor e do “E” de Esperança, me referindo à esperança no verbo “esperançar” que é buscar e persistir e não ao sentido de esperar! O toque final fica com o ~ em cima do “A”, que representa o amor de Deus que une e jamais separa. A maior tragédia de um homem não é a morte física e sim o que morre dentro de nós! Dedico estas palavras e ações ao meu filho João Paulo. Feliz dia das mães a todas as mães!

Foto:  unsplash.com

Fonte: schoenstatt.org.br

Sabia que a oração do Terço oferece indulgências?

Karen Bueno – Inicia o mês de maio e, unida ao Papa Francisco, a Igreja começa uma jornada de oração do Terço, rezados durante os 31 dias do mês – este ano a intenção especial será pelo fim da pandemia.

Com a reza do Terço, cada pessoa demonstra seu amor à Mãe de Deus. E isso certamente a deixa feliz, já que ela mesma pediu, em suas mensagens, que todos o rezassem. Mas, além de presentear, com essa oração é também possível receber uma graça especial pelo Terço: a indulgência plenária ou parcial das penas dos pecados.

 

Como alcançar indulgência por meio do Terço

O Manual de Indulgências, da Penitenciária Apostólica do Vaticano, indica que haverá indulgência plenária (indulgência total) “se o Rosário se recitar na igreja ou oratório ou em família, na comunidade religiosa ou em piedosa associação”.

Nas outras circunstâncias, como por exemplo ao rezá-lo sozinho em casa, recebe-se a indulgência parcial.

 

Para se alcançar a indulgência plenária, é determinado o seguinte:

1. As cinco dezenas precisam ser recitadas juntas.
2. Piedosa meditação deve acompanhar a oração vocal.
3. Na recitação pública, devem-se anunciar os mistérios, conforme o costume aprovado do
lugar; na recitação privada, basta que o fiel ajunte a meditação dos mistérios à oração vocal.

Vale recordar que só é possível conquistar uma indulgência plenária por dia (exceto em perigo de morte). E, além do Terço, é necessário cumprir as devidas disposições que a Igreja pede: a confissão, a comunhão eucarística e as orações na intenção do Papa. Se desejar, é possível buscar esta indulgência na intenção de um falecido.

 

O que é uma indulgência?

Segundo o Manual, indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos.

A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberta, em parte ou no todo, da pena
temporal devida pelos pecados.

Veja mais detalhes no vídeo abaixo:

 

Padre Kentenich e a parábola da videira

Reflexão do Pe. José Kentenich sobre o evangelho deste domingo:

O santo do dia a dia […] cuida que sua comunhão de vida com Cristo amadureça e atue como uma íntima comunhão de amor. Porém, para criar um firme fundamento para sua luta e sua aspiração, gosta de ler na Sagrada Escritura as parábolas profundas da videira e dos ramos e da cabeça e dos membros. Trata-se aqui de grandes mistérios que não podem absolutamente ser definidos em todas as suas particularidades com conceitos claros. Por isso Jesus e seu apóstolo Paulo falam em parábolas, que melhor exprimem o claro-escuro do mistério.

Jesus escolheu um momento solene para apresentar a parábola. Os apóstolos tinham acabado de receber a primeira comunhão (na Última Ceia) e ouviam extasiados as palavras de despedida de seu Mestre, pouco antes de sua partida para a morte. Não teriam eles sido capazes de captar antes a grande mensagem? Estariam agora suficientemente preparados?

Jesus diz: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor… Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo se não estiver unido à videira, assim vós também, se não permanecerdes em mim… Quem permanece em mim e eu nele, produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora como o ramo. Ele secará… Nisto é glorificado o meu Pai, que produzais muito fruto…” (Jo 15, 1-8).

Uma reflexão tranquila descobre nas palavras de Jesus um núcleo da parábola, os membros da parábola e as consequências da parábola.

O núcleo – O núcleo da parábola é aquilo que Jesus quer dizer aos que estavam tristes, no momento em que se despede dos apóstolos para voltar ao Pai, do qual Ele saíra. E isto é a comunhão mística e orgânica de vida entre Ele e os seus, de modo semelhante à união entre a videira e os ramos, união que permanecerá também quando Ele se for.

Os membros – Os membros da parábola são Jesus e nós. Ele, o verdadeiro Deus, o Filho eterno na essência igual ao Pai eterno, e que por nós, homens, se fez homem no tempo. E nós, batizados, seus remidos, constituímos com Ele uma comunhão de vida.

Consequências – Como esta comunhão de vida é importante para Jesus, pode-se perceber pelas consequências da parábola que Ele próprio tira. Quem não estiver unido a Ele, não será fecundo; daí as palavras: “Como o ramo não pode produzir fruto por si mesmo se não estiver unido à videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim… Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,4s.).

E mais ainda: a alma seca e é lançada ao fogo do inferno. “Se alguém não permanecer em mim, como o ramo será lançado fora. Ele secará e hão de juntá-lo e lançá-lo ao fogo e queimar-se-á” (Jo 15,6). “O ramo que não der fruto em mim Ele (o Pai) o cortará” (Jo 15,2).

Mas o que permanece unido a Jesus, “produz muito fruto” (Jo 15,5). O Pai lhe envia cruz e sofrimento, Ele “poda” o ramo “para que produza ainda mais fruto” (Jo 15,2).

Estamos diante de uma parábola que não podemos penetrar

Os teólogos refletem com vagar sobre esta parábola e procuram investigar como se pode entender a comunhão de vida com Cristo de que aqui se fala. Seria apenas uma união moral, como a que existe entre duas pessoas que se amam? Para muitos isso é pouco. Mas, uma união física no sentido de uma real fusão do ser, também não é possível. Isso é demais. Pois, nesse caso, não seríamos só semelhantes ao Homem-Deus, mas iguais a Ele. Assim, só resta uma conclusão: estamos diante de uma parábola em que não podemos penetrar.

O mistério torna-se ainda mais impenetrável quando ouvimos da boca de Jesus as palavras: “A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne, viverá por mim. Quem comer deste pão viverá eternamente” (Jo 6,55ss.).

E São Paulo diz de si mesmo com tranquila segurança: “Eu vivo, mas já não sou eu que vive, é Cristo que vive em mim” (Gal 2,20). No mesmo espírito rezava também São Vicente Pallotti: “Seja aniquilada a minha vida, e a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo seja a minha. A vida de Jesus deve ser minha meditação, meu estudo… A oração de Cristo seja a minha oração, o ensinamento de Cristo o meu ensinamento, o amor de Cristo deve ser meu amor, o amor de Cristo por Maria deve ser meu amor por Ela”.

A partir daqui muitos trechos conhecidos da Sagrada Escritura talvez adquiram um sentido mais profundo. Quando Jesus chama Saulo a caminho para Damasco: “Por que me persegues?” (At 9,4) ou quando Ele, em outra ocasião, diz: “O que fizestes ao menor dos meus, foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40), isto pode significar mais do que talvez: quero considerar e contar como se fosse feito a mim… Assim também, no cristianismo primitivo era usual a frase: “Viste teu irmão, viste Cristo”.

Esta concepção se aprofunda se frequentarmos a escola de São Paulo e nos introduzirmos na compreensão de sua alegoria predileta: da cabeça e dos membros. […]

A cabeça do Corpo Místico de Cristo é o próprio Homem-Deus. Como a cabeça tem a primazia no corpo, como é o ponto central de união e fonte viva de força, assim deve ser avaliada a posição e a atuação de Cristo em sua Igreja. Ele possui a primazia em relação a toda a criação. Ele é o Primogênito de toda a criatura e o modelo perfeito de todas as virtudes. Nele, “em Cristo Jesus”, constituímos uma unidade perfeita diante do Pai. Ele alimenta continuamente a cada um dos membros de seu Corpo Místico, com um novo alimento, principalmente pelos santos sacramentos.

Mas todo o corpo vivo necessita também de uma alma. Para a Igreja, essa alma é o Espírito Santo. […] O vínculo de união entre o Pai e o Filho é o Espírito Santo. Por isso Ele deve ter a mesma função na Igreja: deve ser sua alma. O que a alma é para o corpo natural, é o Espírito Santo para o Corpo Místico de Cristo. […]

Os membros do Corpo Místico de Cristo somos nós, os batizados. São Paulo o afirma com muita clareza: “Todos fomos batizados num só Espírito, judeus e pagãos, escravos e livres para formar um só corpo; todos bebemos de um só Espírito” (ICor 12,13). Todos os membros constituem um todo, todos têm tudo em comum. “Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele, se um membro é honrado, todos se alegram com ele” (ICor 12, 26). Todo o corpo aproveita da riqueza de um membro e, ao contrário, um membro doente, defeituoso, prejudica os demais. Este pensamento gera uma radicalidade imprevisível na responsabilidade de uns pelos outros.

 

Pe. José Kentenich, em Estudo sobre a “Santidade de Todos os Dias”, 1937. Livro: Cristo Minha Vida

Foto: Jill Wellington, em pixabay.com

Dá a vida por suas ovelhas

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – Este é um dos domingos mais belos deste tempo pascal, onde contemplamos Jesus como nosso belo e bom pastor! É a perfeita realização do Salmo 22 – sim, ao cantar e rezar este salmo contemplamos Jesus como aquele que cuida de cada um de nós e este cuidado nos torna muito próximos dele e queremos que todos a ele pertençam.

É um domingo de orações por todos aqueles que na Igreja exercem a sublime tarefa de pastorear, ou seja, de cuidar! Desde os pais que são pastores nos lares, ao Papa que cuida, com amor de pastor, de toda a nossa Igreja; passando pelo seu pároco e seus auxiliares na sua paróquia e comunidades, pelos leigos e leigas que, nas pastorais e movimentos, cuidam das almas para que não abandonem o redil de Cristo e não se deixem enganar por vozes de lobos vestidos de ovelhas.

É dia de rezar para que os que pertencem ao rebanho de Cristo sejam obedientes às vozes de seus líderes credenciados pela Igreja na pessoa do seu Bispo Diocesano. Existem muitos querendo dispersar o rebanho de Cristo com falsas doutrinas, com o saudosismo de um passado que já teve sua importância e seu significado, ou com um progresso excessivo e vazio de raízes no evangelho. Jesus é o bom e belo pastor que a toda eucaristia repete seu ato de amor dando sua vida por nós!

Domingo de pedir a cura de nossos ouvidos para escutar bem clara a voz de Jesus e do coração para que seus ensinamentos encontrem terreno fértil e capaz de dar abundantes frutos! Que suas palavras possam nos curar de uma religião individualista e imediatista, para uma religião do amor e da solidariedade, da certeza de que quando deixamos Deus ser Deus em nossa vida tudo muda.

Que nossos Santuários de Schoenstatt sejam esses espaços onde a Mãe de Deus nos reúne, como boas ovelhas, para ouvir a Palavra e nos alimentar do Corpo e Sangue de Cristo. De lá somos enviados para nossas realidades, buscando os desgarrados para o único rebanho de Cristo. Que nossos Santuários de Schoenstatt sejam esses prados e campinas, onde, de maneira presencial ou espiritual, encontremos repouso!

 

Leituras deste domingo:

1ª Leitura – At 4, 8-12
Salmo – Sl 117 (R. 22)
2ª Leitura – 1Jo 3, 1-2
Evangelho – Jo 10, 11-18

Fonte: schoenstatt.org.br