No Evangelho deste domingo contemplamos Jesus com os discípulos no barco. No texto, os discípulos são deixados levar pelo medo, assustados, olhando as violentas ondas e ficam perplexos ao ver Jesus, na popa, dormindo sobre um travesseiro. E gritam-lhe: “Mestre, não te importa que pereçamos?”. O Mestre, com uma palavra, acalma a tempestade, mas repreende os discípulos: “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”
Muitas vezes, fazemos como os discípulos. Temos fé, mas nossa fraqueza humana nos faz bradar em meio às tempestades da vida: “Mestre, não te importa que pereçamos?”
O Fundador da Obra de Schoenstatt, Padre José Kentenich, conheceu momentos de ‘grandes tempestades’ em sua vida. Uma das mais dramáticas foi os quase cinco anos preso pelo nazismo, primeiro numa prisão na cidade de Coblença e depois no Campo de Concentração de Dachau, Alemanha. É deste tempo uma oração sua, conhecida não somente no Movimento de Schoenstatt, mas bem além: a oração da confiança ou simplesmente o ‘confio’, como é conhecida.
Ela pode ser nossa oração predileta, nas tempestades do tempo atual. A oração dos filhos que sabem que no colo da Mãe estão seguros e abrigados.

