São João Batista, o anunciador do Reino!

Porque amanhã, 24 de junho, será celebrada a solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a Igreja antecipa para hoje a memória do nascimento de São João Batista. Santo que, juntamente com a Santíssima Virgem Maria, é o único a ter o aniversário natalício recordado pela liturgia.

São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho. Estudiosos mostram que possivelmente depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração.

Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus: “João usava um traje de pêlo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre”. O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência (por isso “Batista”).

Como nos ensinam as Sagradas Escrituras: “Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo” (Mateus 3,11).

Os Evangelhos nos revelam a inauguração da missão salvífica de Jesus a partir do batismo recebido pelas mãos do precursor João e da manifestação da Trindade Santa. São João, ao reconhecer e apresentar Jesus como o Cristo, continuou sua missão em sentido descendente, a fim de que somente o Messias aparecesse.

Grande anunciador do Reino e denunciador dos pecados, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes, acabando decapitado devido ao ódio de Herodíades, que fora esposa do irmão deste [Herodes], com a qual este vivia pecaminosamente.

O grande santo morreu na santidade e reconhecido pelo próprio Cristo: “Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João , o Batista” (Mateus 11,11).

São João Batista, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

São Luis Gonzaga, Protetor dos estudantes e padroeiro da juventude

Ir. M. Nilza P. da Silva – São Luiz Gonzaga, o santo que nosso Pai e Fundador cita no Documento de Fundação

“Como para São Luis Gonzaga, nosso segundo Padroeiro, uma Capela de Nossa Senhora em Florença, esta Capelinha de nossa Congregação deverá ser para nós o berço da santidade.” Assim diz nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, no Documento de Fundação, de 18 de outubro de 1914.

Quem é São Luís Gonzaga?

Um jovem jesuíta, italiano, que desde a infância desejou ser sacerdote. Filho de uma família, com muitos bens, lutou muito para que seu pai dissesse sim a este seu desejo. O pai fez de tudo para afastá-lo dessa ideia e o enviou para ser educado para assumir postos da nobreza na Itália e na Espanha.

Por fim, o jovem renuncia a sua herança e é aceito na Congregação dos Jesuítas. Destaca-se por grande inteligência e uma vida de santidade, no amor a Deus, a Maria, a Eucaristia e ao próximo. Durante a peste, ao socorrer os morimbundos, pelas ruas de Roma, é também infectado e morre aos 23 anos. Ver mais aqui.

Luiz Gonzaga foi canonizado, em 1726, por Bento XIII, que, após três anos, o nomeou protetor dos estudantes; Pio XI o proclamou, em 1926, Padroeiro da Juventude católica; João Paulo II o nomeou, em 1991, Padroeiro dos pacientes de AIDS.

Que Capela de Nossa Senhora, foi sua escola de santidade?

O adolescente Luís tinha um grande amor a Maria. Sendo enviado para ser educado para ocupar cargos de nobreza, passava muito tempo, em oração, junto da imagem de Nossa Senhora da Anunciação, na catedral de Santa Maria in Fiore, em Florenza, na Itália.

Já aos 10 anos, consagrou-se inteiramente a ela, para que ela, como a primeira consagrada, o conduzisse a um filial amor a Deus.

Queria ser como ela e, apesar do ambiente promíscuo em que vivia, distinguiu-se pela pureza e um profundo zelo pela virtude da castidade.  Maria o conduzia por meio de revelações internas e o educou no amor a Jesus e numa vida serviçal e humilde.

Que relação ele tem com nossa história?

Os primeiros congregados, no seminário em Schoenstatt, tinham a São Luís como segundo padroeiro e protetor da pureza. A medalha que recebiam, tinha “de um lado a imagem da Imaculada Conceição e no outro lado a imagem de São Luís de Gonzaga.” Por isso, em 1914, a imagem de São Luís recebeu um lugar de destaque, no Santuário Original. Em 1934, na reforma, quando o Santuário ganhou o novo altar, essa imagem foi retirada e hoje se encontra no Santuário do Jardim de Maria, no Monte Schoenstatt.

“Consagramo-nos sem reservas à Santíssima Virgem, para que ela nos conduza ao seu divino Filho,” disse Pe. Kentenich a eles, relacionando a educação que Maria dedicou a São Luís.

Na biografia de nossos heróis, vemos claramente que, assim como a São Luís, a Mãe de Deus também educou nossos primeiros a um grande amor a Jesus eucarístico e ao próximo, testemunha disso é a Associação Eucarística e a Missionária, instituídas pelos seminaristas já nos primeiros meses.

O que isso diz para nós hoje?

O genuíno amor a Maria é um caminho seguro de santidade. O amor a Eucaristia, a autêntica aspiração à pureza, o zelo apostólico são provas da autenticidade desse amor.

Celebrar São Luís é colocar-se a disposição como instrumento da MTA, para que, a partir do Santuário, ela nos ajude a sermos os santos que o tempo de hoje precisa.

 

Foto: Ir. M. Nilza P. da Silva

—–

Fontes de pesquisa:

Ferdinand Kästner, Sob a Proteção de Maria, Pesquisas e documentos do início da história de Schoenstatt 1912-1914

http://urheiligtum.de/

https://www.diocesesaoluis.org.br

https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/06/21/s–luis-gonzaga–jesuita–padroeiro-da-juventude-catolica.html

 

Publicado em: schoenstatt.org.br

”

Talvez muitas pessoas não saibam que na segunda após a Solenidade de Pentecostes, a Igreja celebra a memória de Maria, Mãe da Igreja. Foi em 2018 que o Papa Francisco promulgou o decreto Ecclesia Mater, determinando que, ainda na luz de Pentecostes, a Igreja se voltasse para Maria, celebrando-a como sua imagem e mãe.

Por que depois de Pentecostes? Porque muitos autores contemplam o nascimento da Igreja no momento da vinda do Espírito Santo, um momento onde Maria não só estava presente, mas podemos vê-la como o centro orante da jovem Igreja.

O mariólogo, Pe. Alexandre Awi Melo, do Instituto dos Padres de Schoenstatt e secretário no Dicastério para vida, leigos e família, recorda “que a motivação da instituição desta memória é favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja e da genuína piedade mariana. Uma motivação muito significativa para o Movimento de Schoenstatt e que reforça a nossa missão mariana. Neste espírito, queira a celebração desta memória de “Maria Mãe da Igreja” adquirir um significado particular para nós schoenstattianos que herdamos do nosso Pai e Fundador o “dilexit Mariam” (amou Maria) e o “dilexit ecclesiam” (amou a Igreja). “Sob a proteção de Maria, Mãe da Igreja” imploremos o Espírito Santo a fim de realizar hoje nossa peculiar missão mariana, sendo neste mundo “hospital de campanha”, afetado pela pandemia e por tantos outros males, uma presença mariana e materna. Sejamos instrumentos de Maria, Mãe da Igreja e da humanidade, para acolher, amar e educar, com misericórdia e ternura, os homens e mulheres do nosso tempo, a fim de que Cristo nasça novamente hoje nas suas vidas e nos seus corações”.

Com informações de: schoenstatt.org.br

Hoje a Igreja celebra ‘Maria, Mãe da Igreja’

Talvez muitas pessoas não saibam que na segunda após a Solenidade de Pentecostes, a Igreja celebra a memória de Maria, Mãe da Igreja. Foi em 2018 que o Papa Francisco promulgou o decreto Ecclesia Mater, determinando que, ainda na luz de Pentecostes, a Igreja se voltasse para Maria, celebrando-a como sua imagem e mãe.

Por que depois de Pentecostes? Porque muitos autores contemplam o nascimento da Igreja no momento da vinda do Espírito Santo, um momento onde Maria não só estava presente, mas podemos vê-la como o centro orante da jovem Igreja.

O mariólogo, Pe. Alexandre Awi Melo, do Instituto dos Padres de Schoenstatt e secretário no Dicastério para vida, leigos e família, recorda “que a motivação da instituição desta memória é favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja e da genuína piedade mariana. Uma motivação muito significativa para o Movimento de Schoenstatt e que reforça a nossa missão mariana. Neste espírito, queira a celebração desta memória de “Maria Mãe da Igreja” adquirir um significado particular para nós schoenstattianos que herdamos do nosso Pai e Fundador o “dilexit Mariam” (amou Maria) e o “dilexit ecclesiam” (amou a Igreja). “Sob a proteção de Maria, Mãe da Igreja” imploremos o Espírito Santo a fim de realizar hoje nossa peculiar missão mariana, sendo neste mundo “hospital de campanha”, afetado pela pandemia e por tantos outros males, uma presença mariana e materna. Sejamos instrumentos de Maria, Mãe da Igreja e da humanidade, para acolher, amar e educar, com misericórdia e ternura, os homens e mulheres do nosso tempo, a fim de que Cristo nasça novamente hoje nas suas vidas e nos seus corações”.

Com informações de: schoenstatt.org.br

Hoje é o dia de Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos

Esta invocação mariana encontra suas raízes no ano 1571, quando Selim I, imperador dos turcos, após conquistar várias ilhas do Mediterrâneo, lança seu olhar de cobiça sobre toda a Europa. O Papa Pio V, diante da inércia das nações cristãs, resolveu organizar uma poderosa esquadra para salvar os cristãos da escravidão muçulmana. Para tanto, invocou o auxílio da Virgem Maria para este combate católico.

A vitória aconteceu no dia 7 de outubro de 1571. Afastada a perseguição maometana, o Santo Padre demonstrou sua gratidão à Virgem acrescentando nas ladainhas loretanas a invocação: Auxiliadora dos Cristãos.

No entanto, a festa de Nossa Senhora Auxiliadora só foi instituída em 1816, pelo Papa Pio VII, a fim de perpetuar mais um fato que atesta a intercessão da Santa Mãe de Deus: Napoleão I, empenhado em dominar os estados pontifícios, foi excomungado pelo Sumo Pontífice. Em resposta, o imperador francês seqüestrou o Vigário de Cristo, levando-o para a França. Movido por ardente fé na vitória, o Papa recorreu à intercessão de Maria Santíssima, prometendo coroar solenemente a imagem de Nossa Senhora de Savona logo que fosse liberto.

O Santo Padre ficou cativo por cinco anos, sofrendo toda espécie de humilhações. Uma vez fracassado, Napoleão cedeu à opinião pública e libertou o Papa, que voltou a Savona para cumprir sua promessa. No dia 24 de maio de 1814, Pio VII entrou solenemente em Roma, recuperando seu poder pastoral. Os bens eclesiásticos foram restituídos. Napoleão viu-se obrigado a assinar a abdicação no mesmo palácio onde aprisionara o velho pontífice.

Para marcar seu agradecimento à Santa Mãe de Deus, o Papa Pio VII criou a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, fixando-a no dia de sua entrada triunfal em Roma.

O grande apóstolo da juventude, Dom Bosco, adotou esta invocação para sua Congregação Salesiana porque ele viveu numa época de luta entre o poder civil e o eclesiástico. A fundação de sua família religiosa, que difunde pelo mundo o amor a Nossa Senhora Auxiliadora, deu-se sob o ministério do Conde Cavour, no auge dos ódios políticos e religiosos que culminaram na queda de Roma e destruição do poder temporal da Igreja. Nossa Senhora foi colocada à frente da obra educacional de Dom Bosco para defendê-la em todas as dificuldades.

No ano de 1862, as aparições de Maria Auxiliadora na cidade de Spoleto marcam um despertar mariano na piedade popular italiana. Nesse mesmo ano, São João Bosco iniciou a construção, em Turim, de um santuário, que foi dedicado a Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos.

A partir dessa data, Dom Bosco, que desde pequeno aprendeu com sua mãe Margarida, a confiar inteiramente em Nossa Senhora, ao falar da Mãe de Deus, lhe unirá sempre o título Auxiliadora dos Cristãos. Para perpetuar o seu amor e a sua gratidão para com Nossa Senhora e para que ficasse conhecido por todos e para sempre que foi “Ela (Maria) quem tudo fez”, quis Dom Bosco que as Filhas de Maria Auxiliadora, congregação por ele fundada juntamente com Santa Maria Domingas Mazzarello, fossem um monumento vivo dessa sua gratidão.

Dom Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de AUXILIADORA. Pode-se afirmar que a invocação de Maria como título de Auxiliadora teve um impulso enorme com Dom Bosco. Ficou tão conhecido o amor do Santo pela Virgem Auxiliadora a ponto de Ela ser conhecida também como a “Virgem de Dom Bosco”.

Escreveu Dom Bosco: “A festa de Maria Auxiliadora deve ser o prelúdio da festa eterna que deveremos celebrar todos juntos um dia no Paraíso”.

Oração a Nossa Senhora Auxiliadora, Protetora do Lar

Santíssima Virgem Maria a quem Deus constituiu Auxiliadora dos Cristãos,
nós vos escolhemos como Senhora e Protetora desta casa.
Dignai-vos mostrar aqui Vosso auxílio poderoso.
Preservai esta casa de todo perigo: do incêndio, da inundação, do raio, das tempestades,
dos ladrões, dos malfeitores, da guerra e de todas as outras calamidades que conheceis.
Abençoai, protegei, defendei, guardai como coisa vossa as pessoas que vivem nesta casa.
Sobretudo concedei-lhes a graça mais importante,
a de viverem sempre na amizade de Deus, evitando o pecado.
Dai-lhes a fé que tivestes na Palavra de Deus, e o amor que nutristes para com Vosso Filho Jesus
e para com todos aqueles pelos quais Ele morreu na cruz.
Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por todos que moram nesta casa que Vos foi consagrada.
Amém.

Fonte: Canção Nova

São José Operário e abertura de Maio nos Santuários de Schoenstatt do RS

É já tradição fazer uma celebração de abertura do mês de maio, dedicado á nossa Mãe Celestial, nos Santuários de Schoenstatt. 1º de maio é também dia de São José Operário, assim que, em alguns Santuários, ha atividades previstas também em honra ao pai adotivo de Jesus e patrono dos trabalhadores.

 

Santuário Missioneiro de Schoenstatt Tupancirendá, em Santo Ângelo

A Família de Schoenstatt missioneira promove uma Santa Missa em honra a São José Operário,  no domingo,  1° de maio, às 10h, no Santuário de Schoenstatt de Santo Ângelo.
À tarde, 16 horas, terá a oração do terço que está sendo realizado todos os domingos, neste mesmo horário.

Contato e informações pela página do Santuário no Facebook.

 

Romaria ao Santuário e ‘TaborFest’ em Frederico Westphalen

A Família de Schoenstatt de Frederico Westphalen unirá a já tradicional romaria ao Santuário em 1º de maio com o TaborFest, para celebrar os 75 anos do Ideal Tabor. Aviso: no caso de chuva, não haverá a procissão, mas todo a programação será realizada na Tenda Padre José Kentenich, junto ao Santuário.

 

Caminhada com São José e a Mãe e Rainha pelas famílias e pela paz, em Santa Maria.

Em Santa Maria já são mais de 30 anos de tradição a procissão de 1º de maio, saindo da paróquia São José Operário até o Santuário Tabor. São duas horas de caminhada atravessando a cidade. A Imagem Auxiliar Diocesana está pergrinando há um mês as comunidades da paróquia em preparação à romaria.

Como há previsão de chuva para amanhã, a organização da romaria avisa que se estiver chovendo, todas as atividades serão na igreja São José.

Como falar sobre Deus com crianças e adolescentes?

 

Mayra Montoya Petry – Segunda, 25 de abril, foi um dia muito especial em que  recordamos o dia da Primeira Comunhão do nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich. A primeira comunhão é o encontro de amor com Cristo, que precisa ser preparado desde muito cedo pelos pais. Podemos refletir no seguinte: como falar de Deus com as crianças em cada idade?

Nós, pais, somos os principais responsáveis pela educação dos filhos na fé: é muito importante transmiti-la e adapta-la à idade das crianças. E, nesse sentido, uma das primeiras atitudes que precisamos despertar na criança é a confiança em Deus.

Fazer orações não somente nos momentos de angústia, mas na vida cotidiana do lar. Isso ajudará a despertar o sentimento que somos todos: filhos de Deus.

Assim sendo, quero, de uma forma prática e simples, com uma divisão didática, que possamos refletir juntos sobre ações que podem contribuir para apresentar a figura de Deus em cada momento do desenvolvimento humano.

 

De 0 a 3 anos

Desde o ventre a criança já sente a presença de Deus em sua família. Nessa faixa etária, esse amor pode ser passado por meio de atos como, por exemplo: no berço do bebê ter uma medalha do anjo da guarda ou no quarto um cantinho especial com uma imagem de Maria (aqui em casa minha filha ganhou uma imagem da MTA um dia antes de seu nascimento, que a acompanhou desde o hospital e encontra-se no seu quarto).

Ao ninar seu filho, por que não utilizar uma música religiosa? Aqui em casa era sempre: Mãezinha do Céu. Em datas como Natal, Páscoa e outras ocasiões cristãs, durante o ano, contar histórias simples sobre a vida de Jesus e de Maria.

 

Dos 3 aos 6 anos

Já podemos ir ensinando as orações da fé cristã, mas muito além de saber a oração “decorada”, é essencial fazer com que a criança adquira um diálogo simples e espontâneo com seu Pai Deus, com Jesus e com Maria.

É muito importante incentivá-los a rezar todos os dias, ao acordar e antes de dormir. Nessa idade já podemos ensinar a criança a expressar os sentimentos religiosos, como ajoelhar-se, fazer o sinal da cruz ou beijar o crucifixo.

A criança também começa, nessa fase, a compreender o valor da Missa. Isso ajudará seu filho a entender a importância da Eucaristia.

 

Dos 6 aos 10 anos

Essa é a etapa na qual os pais precisam ser os primeiros catequistas dos seus filhos. É o momento em que os pais podem conquistar de vez o amor da criança a Deus, assim como se manter presente e adquirir aquele amor profundo à sua religião.

É também a idade da razão, momento que devemos continuar a dar bons exemplos, firmar sua formação religiosa, preparar para a primeira confissão e a primeira comunhão, ajudar a formar sua consciência em relação às virtudes humanas e sociais.

Incentivar a participação na catequese e nos grupos de vida da Igreja e do Movimento de Schoenstatt, como nas Apóstolas de Maria e nos Pioneiros de Schoenstatt.

 

Adolescentes

Continuar orientando a vida de oração, ajudar a usar responsavelmente a liberdade, ressaltar a necessidade e o valor de ajudar os outros, ensinar seu filho a descobrir o valor de uma boa amizade e, principalmente, manter a amizade com Deus, Jesus e Maria – os heróis de Schoenstatt podem ajudar nessa etapa, como inspirações de vida.

Na adolescência, ter modelos é fundamental para o crescimento na fé. Grupos de vida, como a Juventude Feminina e a Juventude Masculina, ajudam a florescer o que foi cultivado desde pequenos – mas não se esqueça de que você é o maior responsável pelo desenvolver espiritual do seu filho em todas as faixas etárias.

“Perguntem-se: nossos filhos, mais tarde, também poderão dizer que a casa em que nasceram e foram educados é o lugarzinho que mais os aproximou do céu?” (Pe. José Kentenich)[1]

 

[1] KENTENICH, Pe. José. Às Segundas-feiras ao Anoitecer – Diálogos com famílias, vol 3. Reflexo do Pai. Palestras para casais em Milwaukee. Sociedade Mãe e Rainha, Santa Maria/RS, 2010. Texto de 4 de setembro de 1956.

Foto: Julieide Simões Valderrama

Fonte: schoenstatt.org.br

Reflexão do Terceiro Domingo da Quaresma

A reflexão do Terceiro Domingo da Quaresma vem do Santuário Sião, de Jaraguá/SP.

No Evangelho de hoje, Deus nos mostra que sempre é possível nossa transformação. A conversão acontece no convívio em comunidade e com um encontro pessoal com Deus. Isso faz parte da graça da transformação, que a Mãe de Deus nos concede no Santuário.

Assista, curta e compartilhe esta mensagem!

[vc_video link=”https://youtu.be/FIpSDpYLgUw” align=”center”]

Presença feminina na Igreja: Para quê? Onde? Por quê?

 

Ir. M. Fátima Dotto – Neste Dia Internacional da Mulher vale a pena refletir sobre a presença feminina na Igreja.

Ao iniciar a Carta Apostólica Mulieris Dignitatem, João Paulo II expressa que “a dignidade da mulher e sua vocação – objeto constante de reflexão humana e cristã – têm assumido, em anos recentes, um relevo todo especial” [1].

Tal afirmação remete ao apreço singular que a Igreja dedica à mulher, vendo-a como ser querido por Deus e dotado de uma missão toda especial para a humanidade e a Igreja.

A mensagem final do Concilio Vaticano II, ressalta ainda, de modo mais evidente, o sentido eclesial da mulher: “Mas a hora vem, a hora chegou, em que a vocação da mulher se realiza em plenitude, a hora em que a mulher adquire no mundo uma influência, um alcance, um poder jamais alcançados até agora. Por isso, no momento em que humanidade conhece uma mudança tão profunda, as mulheres iluminadas do espírito do Evangelho, tanto podem ajudar para que a humanidade não decaia” [2].

Diferentes papeis, igual dignidade

A Igreja é fiel ao plano de Deus e age ciente da igual dignidade do homem e da mulher. Ela tem diante de si a palavra do Criador: “E os criou homem e mulher, criou à sua imagem e semelhança”. (cf. Ge.1, 27)

A Igreja tem presente a originalidade pessoal do homem e da mulher e abraça a verdade sobre a dignidade e vocação de cada um. As diferenças no ser não causam diferenças no valor. Desde o início da humanidade a figura da mulher exerce um papel decisivo na história. A primeira mulher, Eva, levou a humanidade à perdição, mas após o pecado Deus realiza seu plano de salvação e escolhe outra mulher para resgatar a dignidade e ser o protótipo do ser humano assim como Deus pensou e criou. “No início da Nova aliança, que deve ser eterna e irrevogável, está a mulher, a Virgem de Nazaré” [3]. Ela é o caminho pelo qual Cristo, o Redentor do homem, vem ao mundo. Em Jesus Cristo fomos salvos e a questão do valor entre homem e mulher foi superado. São Paulo afirma: “Todos vós sois um só em Cristo Jesus” (Gl 3, 28).

 

 

Maria é figura da Igreja

A Igreja ilumina a missão da mulher na pessoa de Maria. A missão de Maria, como Mãe de Cristo, se transforma em missão para a Igreja e é em Maria que a mulher encontra o ideal de sua tarefa eclesial. O documento conciliar Lumen Gentium diz que “Maria é figura da Igreja”. Nela encerra-se o mistério da Igreja, o próprio Cristo e todos os que ele redimiu com seu sangue e morte na cruz. Maria, Virgem e Mãe é imagem da Igreja que acolhe maternalmente todos os filhos e tem a incumbência de guardar e transmitir a fé em Cristo de modo íntegro e puro. Em Maria, a mulher encontra a realização plena do ser feminino. O Papa Bento XVI apresenta na carta Encíclica Deus Caritas est, a beleza da atitude feminina de Maria: “Maria é grande, precisamente porque não quer fazer-se grande a si mesma, mas engrandecer a Deus. Ela é humilde: não deseja ser mais nada senão a serva do Senhor. (cf Lc, 1,38, 48). Sabe que contribui para a salvação do mundo, não realizando uma sua obra, mas apenas colocando-se totalmente à disposição das iniciativas de Deus. É uma mulher de esperança: só porque crê nas promessas de Deus e espera a salvação de Israel é que o anjo pode vir ter com ela e chamá-la para o serviço decisivo de tais promessas. É uma mulher de fé: “Feliz de ti, que acreditaste”, diz-lhe Isabel (cf Lc 1, 45) O Magnificat – um retrato, por assim dizer, da sua alma – é inteiramente tecido com fios da Sagrada Escritura, com fios tirados da Palavra de Deus. …Enfim, Maria é uma mulher que ama. E como poderia ser de outro modo? Enquanto crente que na fé pensa com os pensamentos de Deus e quer com a vontade de Deus, ela não pode ser senão uma mulher que ama” [4].

Portanto, Maria é figura e modelo para toda a mulher, seja jovem ou não. Quem segue seus passos encontra a felicidade e a realização mais plena do seu ser. A nobre vocação da mulher na Igreja é uma presença terna e acolhedora, própria da alma feminina, que serve e realiza sua missão na doação e fidelidade. Ela torna mais belo e vivencial o caráter maternal da Igreja, como Mãe e Mestra. Testemunha desta nobre vocação é a incansável dedicação de tantas mulheres nas diversas pastorais, na liturgia, nas obras sociais, nas missões e tantos outros setores onde se pode constatar: o que seria de tantas comunidades, do nosso povo, sem a presença e atuação de mulheres consagradas ao serviço do Senhor e da humanidade. A beleza da vocação da mulher como “alma” e portadora de vida, não é uma resposta à quem pensa que a mulher precisa receber a ordenação sacerdotal para sentir-se realizada na sua missão eclesial? Ou a quem diz que a mulher está excluída do serviço na Igreja? Trata-se de uma missão própria, não de direitos, mas do carisma de colaborar na Igreja de forma feminina. Cabe à mulher ocupar o seu lugar, que é único, e ser para o mundo sinal da bondade e da ternura de Deus.

A humanidade necessita da presença feminina para ser mais feliz e viver com maior intensidade a união com Deus. Com o Papa Francisco afirmamos que “sem a mulher não há harmonia no mundo” [5].

 

* Contribuição do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, Província Tabor, Santa Maria/RS

 

Referências

[1] João Paulo II, Carta apostólica Mulieris Dignitatem, Introdução

[2] Mensagem do Concílio às mulheres (8 de dezembro de 1965) AAS 38 (1966) 13-14

[3] João Paulo II, Carta apostólica Mulieris Dignitatem, 11

[4] Bento XVI, Carta encíclica Deus Caritas est, 41

[5] Papa Francisco, Meditações matutinas na Santa Missa celebrada na capela da Casa Santa Marta. Quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Foto destacada: Schoenstatt International Communication Office 2014

Fonte: schoenstatt.org.br

O empoderamento da mulher

 

Ir. M. Ana Paula Ramos Hyppólito – “O empoderamento feminino chegou ao seu auge. Todas as mulheres estão buscando se conhecer melhor e se desconstruir dos antigos tabus”. Frases como esta acima invadem a internet e as redes sociais, como slogan do feminismo.

Olhamos e escutamos o que tem se falado a respeito, mas, como schoenstattianos, temos uma posição frente a isso? Vale a pena iniciar uma reflexão sobre a ideia, o conteúdo, sobre o que tem por trás do empoderamento para depois tirarmos nossas conclusões.

“Empoderamento” é um neologismo criado pelo pedagogo Paulo Freire, que tem origem no termo inglês “empowerment”. O significado original fala de delegação de poder, de emancipação e de fortalecimento de alguém ou de um grupo.

A palavra é atraente pela ideia de se conquistar o poder, mas ela traz também algumas opiniões divergentes: “Contudo, podemos observar que o termo empoderamento traz em si algo de artificial e inadequado, pois, se eu sou ‘empoderada’, significa que alguém me concedeu poder e me fez poderosa. Trata-se, portanto, de algo externo e não intrínseco que nasce da essência do ser feminino” [1].

É preciso recordar que cada ser humano tem valor por ser criado por Deus à sua imagem e semelhança. Não preciso dar valor ou poder ao outro, pois Deus mesmo já lhe presenteou. O que precisamos é reconhecer e valorizar a força que há em cada homem e em cada mulher. Reconhecer o poder da mulher não significa desconsiderar o poder masculino. Ambos são complementares.

As mulheres em Schoenstatt

O Pe. José Kentenich sempre acreditou no grande poder que tem a mulher, já pelo fato de que tanto o pecado como a salvação entraram no mundo por uma mulher.

Eva foi a protagonista da desobediência e da queda de nossos primeiros pais; e Maria foi aquela que, por seu “sim” obediente e seu desejo de ser inteira e unicamente serva, trouxe ao mundo Jesus, a Salvação da humanidade. Ela, a pequena serva do Senhor, se tornou a mulher mais poderosa, a “onipotência suplicante”, aquela que mais tem poder diante do trono de Deus.

“O homem não é remido sem a mulher. Veem a importância que o bom Deus deu à mulher na história do mundo?” [2] (Pe. José Kentenich)

Maria tornou-se poderosa por muitos motivos: por sua pureza, por seu amor a Deus, pela filialidade e, principalmente, pelo serviço.

Na história da Igreja, um número incontável de mulheres seguiu o exemplo da Mãe de Deus, em sua atitude de serva. Um exemplo eloquente é Santa Benedita da Cruz (Edith Stein), com sua visão tão clara sobre a mulher e seu testemunho de vida. Em Schoenstatt, muitas mulheres percorrem esse caminho da verdadeira liberdade, encontrando seu valor pessoal e seu grande poder na atitude de serviçalidade desprendida de si.

Exemplo de Gertraud von Bullion

Gertraud von Bullion, a primeira mulher a ingressar no Movimento Apostólico de Schoenstatt, há quase cem anos, era uma condessa, nascida para governar, mas decide-se pelo servir. Este servir, não é prejuízo para ela, mas o seu caminho de autorrealização no amor a Deus e ao próximo. Uma condessa, dotada de grande talento musical e com capacidade de liderança, decide-se pela ajuda materna e fraterna, como enfermeira da Cruz Vermelha na Primeira Guerra Mundial, em enfermarias repletas e numa lavandaria de hospital, serviço que lhe faz contrair o bacilo fatal duma doença incurável.

Uma condessa, que participa na vida social da sua classe: gosta de teatro e concertos, joga tênis, faz viagens. Contudo, opta pela vida consagrada a Deus no meio do mundo, no espírito dos conselhos evangélicos. Decide-se por uma vida de amor e de imitação de Cristo, conduzida pela mão da Mãe de Deus na comunidade da União Apostólica Feminina de Schoenstatt. Como primeira mulher neste novo Movimento religioso, ela torna-se cofundadora e coformadora.

O Serviam (quero servir) de filha de Maria e o Non serviam (não quero servir) são os dois filhos deste mundo a enfrentarem-se entre si, (…) como sim e não a Deus.

Gertraud, condessa von Bullion, viveu só 38 anos, um curto espaço de tempo para lutar pela realização duma divisa de ressonância de eternidade. Ela queria servir principalmente com o exemplo. Com seu testemunho, ela é um estímulo para todas as mulheres em Schoenstatt, consagradas, solteiras, casadas ou viúvas, pois desenvolveu em si as características de filha, mãe e serva, às quais toda mulher que aspira à santidade está chamada a encarnar.

Educar para a serviçalidade

Como mulheres, sempre temos outros aos nossos cuidados, seja na família ou na profissão. É nossa tarefa educar quem se confia a nós a esta atitude de serviçalidade, começando por nós mesmas. Muitas vezes, sentimos que a “Eva” em nós não morre e deseja dominar, ela não quer servir, mas ter a última palavra, ter razão em tudo, quer deixar-se servir pelos outros. Estejamos atentas e rezemos para que o espírito da grande Serva do Senhor impregne nosso ser e nos coloquemos a serviço, também os mais escondidos e que ninguém valoriza hoje em dia, pois sabemos para que estamos neste mundo.

Independentemente de qual seja a nossa profissão, que possamos exercê-la com verdadeiro espírito de serviço, colaborando com os colegas, trabalhando bem em equipe, valorizando os talentos e capacidades dos outros, partilhando conhecimentos, deixando-nos ensinar pelos outros.

Lembro-me de uma jovem da Jufem que estando na Universidade, na hora do almoço, oferecia primeiro o prato para quem estava atrás dela na fila. Esse gesto tão simples não passou despercebido, assim outros jovens começaram a seguir seu exemplo.

Nossa vida é feita de pequenos gestos de amor e serviço, que possamos praticá-los e assim adquirir verdadeira liberdade interior e verdadeiro poder, pois quem serve, reina.

 

Referências:

[1] SALA, Elena Arreguy. Empoderamento Feminino. Disponível em: https://www.comshalom.org/empoderamento-feminino/ (acessado em 22/08/2019)

[2] KENTENICH, Pe. José. Eu saúdo os lírios! Palestras para a Juventude Feminina de Schoenstatt no Brasil. Secretariado da Jufem, 2014, 1ª edição. Santa Maria/RS, 15 de agosto de 1949.

Fonte: schoenstatt.org.br