Reflexão para a Festa do Batismo do Senhor

Padre César Augusto dos Santos/Cidade do Vaticano – Jesus vai a João para ser batizado. Quando se encontra em meio a tantas pessoas que buscam o Batista, Jesus passa a ser mais um que deseja reiniciar a vida através de um banho que simbolizava mudança de vida. O Mestre quis ser sempre igual a nós e também nesse momento ele se iguala a qualquer pessoa de boa vontade que aceita o discurso regenerador de João, o Batista.

Acontece que quando o vê, João  – re_conhece –  nele o Messias, o verdadeiro Batista!

Ele já o havia conhecido e nele detectado o Deus Conosco, quando da visita de Maria de Nazaré à sua mãe. Ali, ele João Batista, estremeceu no seio de Isabel e ela pode entender o que acontecia. Agora, a mesma luz interior que o iluminou durante a visita, 30 anos atrás, voltou e fez com que reconhecesse naquele homem, não apenas o seu primo, mas o Redentor da Humanidade.

Nesse momento, segundo São Lucas, o céu se abriu, ou seja, o Pai voltou a falar não mais através dos profetas, mas por seu Filho unigênito. Deus voltou a se  – re velar – em Jesus de Nazaré.

A pomba que aparece é sinal da morada de Deus, de sua presença. É o Espírito de Deus que desceu sobre Jesus. Ele é a morada do Pai, é a nova e eterna aliança, é a tenda armada de Deus em nosso meio, é o próprio Deus!

As palavras, que se fazem escutar, vindas do céu, dizem: “Tu és o meu Filho bem-amado; em ti ponho minha afeição.” Aí passamos a  entender melhor a primeira leitura onde Isaías diz: “Eis o meu servo, o meu eleito, ele trará o julgamento às nações. Eu te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”. A missão de Jesus será a de mostrar a proximidade do amor do Pai, e recuperar o projeto de Deus para o homem. Por isso, suas mensagens serão chamadas Boa Nova, Evangelho, o que em português pode ser traduzido como alvíssaras.

Ao celebrarmos a festa do Batismo do Senhor, ocasião propícia para renovarmos nossos compromissos batismais, voltemo-nos para nós mesmos e façamos um exame sobre nossa conduta, sobre nossa presença no meio da sociedade. Até que ponto somos pessoas libertadoras, pessoas que podem ser reconhecidas como abertas à ação de Deus, fautoras do bem, portadoras de vida, moradas de Deus em meio aos homens?

Fonte: Vatican News

Festa da Epifania: ‘Vimos sua estrela e viemos adorar!’

 

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – “Vimos sua estrela e viemos adorá-Lo”, esta foi a expressão dos magos do Oriente diante da corte de Herodes e que gerou uma agitação em toda Jerusalém. Tão perto e não o reconheceram, “a luz veio aos que eram seus e não o acolheram”, relata São João no capítulo primeiro de seu evangelho. Herodes chegou a sentir-se ameaçado no seu passageiro poder temporal. Nem os entendidos da Lei o reconheceram, estava escrito nas Escrituras…, mas a imagem que tinham do Messias nunca comungaria com o Menino envolto em faixas, deitado numa manjedoura e de pais pobres. Por isso, não o reconheceram e ainda hoje se continua a não reconhecê-Lo.

Mas os Magos seguiram com alegria a estrela que pousou no lugar onde estavam e viram o Menino com Maria, sua Mãe, e o adoraram! Vieram de terras distantes e diante daquele Menino, igual a tantos em suas terras, viram nele algo que somente quem tem fé e se esvazia e se deixa surpreender por Deus é capaz de enxergar neste pequenino Deus feito homem!

Quem está com o coração atribulado pelas coisas do mundo não consegue ver os sinais que Deus nos envia para nos dirigir até Maria e encontrar em seus braços Jesus. Dá-se muitas voltas ou se inventa muitas desculpas, ou se justifica demais querendo provas científicas ou garantias. Vejam estes homens: vieram de longe, guiados por uma estrela; não eram judeus praticantes (eram, como diz a tradição, astrólogos ou filósofos), deixaram tudo e vieram se arriscando e deixando-se surpreender por Deus e foram recompensados. Ao vê-Lo, adoraram, pois encontraram a razão de suas vidas.

Presentearam no simbolismo do Ouro, Incenso e Mirra. Ouro das boas ações e um desejo de santidade que se conquista a cada dia, Incenso reconhecendo-o como verdadeiro Deus, a quem se deve adorar (a Virgem disse isso a Juan Diego no México: “(…) eu sou a Mãe do verdadeiro Deus a quem se deve adorar), e na Mirra a nossa humanidade contida na criança de Belém que se fez humano e armou sua tenda entre nós!

Quais serão os presentes que nós presentearemos a Jesus hoje?! Que ouro você oferecerá? Que incenso de adoração lhe dará? Que mirra de sua humanidade você lhe oferecerá?

Nossos Santuários de Schoenstatt são essa casa onde, quando adentramos, vemos Maria como os Magos a viram: com Jesus! E ela nos convida a ADORÁ-LO, nos seus braços, no Tabernáculo, na Palavra anunciada e explicada. Aqui no seu Santuário sempre encontraremos Jesus com ela, nunca, jamais, separados. Deus sempre terá sua estrela em nosso céu que por hora anda meio nublado ou escuro. Olhe para o alto e veja a estrela, siga-a, pois ela pousará sobre nosso Santuário e ali encontrará Jesus e poderás dizer como os magos: VIMOS SUA ESTRELA E VIEMOS TE ADORAR!

Foto: Fiore Bagatello, via cathopic.com

Fonte: schoenstatt.org.br

 

Uma reflexão sempre atual: ser homens e mulheres novos!

Estamos no início de um novo ano, e nos perguntamos o que ele nos trará? O que nos espera ou o que queremos buscar? Quais serão as nossas metas? Neste sentido, vale a pena ler e refletir com o Pe. Nicolás Schwizer, no texto que segue:

Se olharmos para o mundo de hoje, podemos nos perguntar: por que nós cristãos, em mais de 2000 anos, mudamos tão pouco o mundo? Por que se perdeu aquele espírito de conquista, dos apóstolos e primeiros cristãos? Não será porque se há vivido o cristianismo de uma maneira egoísta e individualista? Algo disso acontece também com alguns santuários cristãos: convertem-se em lugares de refúgio, onde as pessoas só giram em torno de seus próprios problemas, onde se escondem das exigências do mundo e da vida.

Nossos templos não são um refúgio, mas um lugar de onde Deus e Maria nos enviam. Enviam-nos a renovar nossa cultura e sociedade atuais, a mudar a história da Igreja e do mundo.

Como nós podemos colaborar com essa graça? Como podemos alcançar a transformação do mundo? Creio que devemos começar transformando nosso pequeno mundo pessoal: nosso lar, o entorno familiar, o ambiente de trabalho, vizinhos, amigos, grupo, etc.

Geralmente não se tratará de fazer coisas extraordinárias, mas de cumprir bem e com amor nossos afazeres de cada dia. E ver esses afazeres diários, por mais monótonos ou pesados que sejam, à luz e ao serviço da grande missão, porque são a contribuição que Deus nos pede nesse momento, para construir um mundo novo.

Podemos também sair de nosso pequeno mundo e ajudar a mudar o grande mundo de nossa pátria. Por exemplo: a política, a cultura, os meios de comunicação, a sociedade. Esperam-nos para muitas e grandes tarefas, para sermos colaboradores aptos de Deus e da Virgem na transformação de nosso mundo:

1. Devemos ser homens e mulheres filiais. O filho diz sempre ‘sim’ para a vontade do Pai. O filho luta por um mundo digno do Pai, onde reinam a fraternidade, a justiça, a paz. E essa abertura e disponibilidade filial diante de Deus é o que permite abrir caminhos para um mundo novo. Porque é a atitude que deixa lugar à atividade paternal de Deus na história, tal como o fez Cristo.

Trata-se aqui de uma atitude filial madura, própria de um filho adulto do Pai e co-responsável de sua obra. É o homem que enfrenta a história confiando no Pai e que, por isso, é ousado e criador. Recordemos que a grandeza ou a miséria de nossa vida não se mede por nossas capacidades nem por nossos limites, mas pela magnitude da obra a qual nos consagramos: “Um heroi é quem consagra sua vida a algo de grande”, costumava dizer o Pe. José Kentenich, Fundador do Movimento de Schoenstatt.

2. Devemos ser homens e mulheres diferentes. Creio que todos percebemos que esta missão de transformar o mundo e criar um mundo novo, nos converte em homens diferentes, em homens e mulheres que vivem de maneira diferente dos demais. Temos que atuar de forma diferente no matrimônio, na vida familiar, nos negócios e na empresa, na política, na relação com os homens. Em tudo isso temos que ser diferentes da sociedade atual com seus valores.

Também os primeiros cristãos tiveram a ousadia de ser diferentes. E por isso criaram um mundo novo; um mundo impregnado pelos valores cristãos. Ser diferente significa, muitas vezes, passar por louco, assim como os primeiros cristãos.

Significa também lutar contra o pecado em todas suas formas, começando por si mesmo, mas também lutar contra muitas situações de pecado no mundo que nos rodeia. É por isso que os antigos cristãos diziam: “não vai sem sangue”. O Reino de Deus não avança sem sangue, sem sacrifício, sem dor, sem luta. O mundo não se transforma sem sangue. Por isso, temos que nos arriscar a sermos diferentes, a passar por loucos, a lutar contra o mal em nós mesmos e assim viver antecipadamente o mundo do amanhã.

Perguntas para a reflexão

1. Sinto-me um enviado a transformar meu ambiente?

2. Como cristãos, em que somos diferentes dos demais em nosso dia a dia?

 

Se desejar se escrever, comentar o texto ou dar seu testemunho, escreva para: pn.reflexiones@gmail.com

 

Foto: Schoenstatt International Communication Office 2014

 

Publicado em: schoenstatt.org.br

Hoje a Igreja celebra os santos mártires inocentes

A festa de hoje, instituída pelo Papa São Pio V, ajuda-nos a viver com profundidade este tempo da Oitava do Natal. Esta festa encontra o seu fundamento nas Sagradas Escrituras. Quando os Magos chegaram a Belém, guiados por uma estrela misteriosa, “encontraram o Menino com Maria e, prostrando-se, adoraram-No e, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes – ouro, incenso e mirra. E, tendo recebido aviso em sonhos para não tornarem a Herodes, voltaram por outro caminho para a sua terra. Tendo eles partido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: ‘Levanta-te, toma o Menino e sua mãe e foge para o Egito, e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o Menino para o matar’. E ele, levantando-se de noite, tomou o Menino e sua mãe, e retirou-se para o Egito. E lá esteve até à morte de Herodes, cumprindo-se deste modo o que tinha sido dito pelo Senhor por meio do profeta, que disse: ‘Do Egito chamarei o meu filho’. Então Herodes, vendo que tinha sido enganado pelos Magos, irou-se em extremo e mandou matar todos os meninos que havia em Belém e arredores, de dois anos para baixo, segundo a data que tinha averiguado dos Magos. Então se cumpriu o que estava predito pelo profeta Jeremias: ‘Uma voz se ouviu em Ramá, grandes prantos e lamentações: Raquel chorando os seus filhos, sem admitir consolação, porque já não existem’” (Mt 2,11-20) Quanto ao número de assassinados, os Gregos e o jesuíta Salmerón (1612) diziam ter sido 14.000; os Sírios 64.000; o martirológio de Haguenau (Baixo Reno) 144.000. Calcula-se hoje que terão sido cerca de vinte ao todo. Foram muitas as Igrejas que pretenderam possuir relíquias deles.

 

 

Na Idade Média, nos bispados que possuíam escola de meninos de coro, a festa dos Inocentes ficou sendo a destes. Começava nas vésperas de 27 de dezembro e acabava no dia seguinte. Tendo escolhido entre si um “bispo”, estes cantorzinhos apoderavam-se das estolas dos cônegos e cantavam em vez deles. A este bispo improvisado competia presidir aos ofícios, entoar o Inviatório e o Te Deum e desempenhar outras funções que a liturgia reserva aos prelados maiores. Só lhes era retirado o báculo pastoral ao entoar-se o versículo do Magnificat: Derrubou os poderosos do trono, no fim das segundas vésperas. Depois, o “derrubado” oferecia um banquete aos colegas, a expensas do cabido, e voltava com eles para os seus bancos. Esta extravagante cerimônia também esteve em uso em Portugal, principalmente nas comunidades religiosas.

A festa de hoje também é um convite a refletirmos sobre a situação atual desses milhões de “pequenos inocentes”: crianças vítimas do descaso, do aborto, da fome e da violência. Rezemos neste dia por elas e pelas nossas autoridades, para que se empenhem cada vez mais no cuidado e no amor às nossas crianças, pois delas é o Reino dos Céus. Por estes pequeninos, sobretudo, é que nós cristãos aspiramos a um mundo mais justo e solidário.

Santos Inocentes, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

Quem foi Santo Estevão?

Hoje, segundo dia da oitava de Natal, a Igreja celebra o mártir Santo Estevão. Conhecemos sua história?

Protomártir

Os primeiros santos católicos foram mártires e Santo Estevão é um protomártir ou seja, é o primeiro mártir do cristianismo. A história de seu martírio é muito parecida com a história do sofrimento de Jesus Cristo. Também foi acusado injustamente por coisas que jamais fez. Ele nos mostra o caminho da verdade de Jesus Cristo, que veio para salvar a humanidade de seus pecados. Estevão, cujo significado do nome é coroa (a coroa da glória), foi o primeiro a morrer por sua fé em Cristo, o nosso Salvador.

Não sabemos ao certo a data, mas tudo indica que Estevão nasceu na Palestina. Sua história é contada no livro Atos dos Apóstolos entre os capítulos seis e sete. É um relato muito breve, mas de uma intensidade Divina. Nestes dois capítulos é possível testemunharmos o quão Estevão foi iluminado pelo Espírito Santo e através de seu exemplo, ele ilumina à todos nós.

Primeiros Diáconos

Havia uma queixa entre a comunidade cristã dizendo que alguns eram mais assistidos que outros e outros eram mais beneficiados que alguns. Então os apóstolos decidiram nomear sete diáconos para administrarem a comunidade. Escolheram sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria; e estes ficaram encarregados de administrarem a comunidade, e eles os apóstolos, puderam se dedicar inteiramente a divulgação da Palavra de Deus.

Estevão, homem de reputação digna, cheio de fé e do Espírito Santo, foi o primeiro escolhido entre os sete diáconos ordenados. As virtudes de Estevão em proferir a palavra e realizar prodígios e milagres em nome de Deus para o povo, causou ciúmes em várias pessoas da sinagoga e estes procuravam uma maneira de prejudicá-lo, mas estas pessoas não podiam enfrentar a inspiração do Espírito Santo na vida de Estevão. As pessoas foram hábeis o bastante e escolherem uma maneira para vencê-lo. Através de falsos testemunhos.

 

 

Estevão foi preso sobre a acusação de blasfêmia contra Deus, contra Moisés, contra a Lei e contra o tabernáculo ou templo. É dito nos relatos que quando os membros do Conselho olharam para Estevão viram o rosto semelhante a de um anjo. O chefe dos sacerdotes perguntou: “As coisas aconteceram tal como acaba de ser afirmado?” Estêvão negou a todas as acusações de blasfêmias e inspirado pelo Espírito Santo proferiu um discurso mostrando seu total conhecimento das escrituras. E através desse discurso (que podemos ler em Atos dos Apóstolos no capítulo 7; versículos de 1 a 53), Estevão foi condenado à morte por apedrejamento.

São Paulo e Santo Estevão

Alguns teólogos dizem que Saulo era um dos membros, da sinagoga, que condenaram Estevão a morte, outros afirmam que ele apenas esteve presente. Mas o fato é que Saulo, que ainda não havia se convertido no cristão Paulo de Tarso (São Paulo), esteve presente na morte de Estevão. Santo Agostinho, por exemplo, atribui a conversão de Saulo às orações de Santo Estevão

Santo Agostinho também, nos ilustra no livro XXII da Obra Cidade de Deus, milagres e curas atribuídos a Santo Estevão. Entre eles, o milagre de uma pessoa cega que recuperou a visão imediatamente quando seus olhos foram tocados por flores que estavam no altar do mártir.

A morte de Estevão é muito semelhante à morte de Jesus Cristo, pois além das acusações injustas que sofreu, em seu último suspiro de vida Estevão também pedi a Deus para que perdoe aqueles que o agrediam com pedradas.

Santo Estevão foi martirizado no dia três de agosto entre os anos 33 e 39 em Jerusalém. Mas sua data é festejada em 26 de dezembro. A tradição diz que foi a data da descoberta de suas relíquias no século V. Seu túmulo está na Basílica de São Lourenço Fora de Muros, em Roma, na Itália.

Com informações de: santonossodecadadia.com.br

A coroa do Advento e seu significado

Iniciamos com toda a igreja, no último domingo, o Advento. Um dos símbolos mais queridos deste tempo é a coroa de advento. Ela está presente em nossas comunidades, igrejas e comunidades. Vamos relfletir sobre sua história e significado?

As velas do Advento

No centro do círculo, colocam-se as quatro velas para serem acesas uma a cada domingo do Advento. A luz das velas simboliza a nossa fé e nos leva à oração. Com os passar das semanas, a luz da coroa do advento vai aumentando, significando que Jesus Crusto, nossa luz, está mais perto.

Algumas pessoas só usam velas vermelhas na coroa. Outras roxas, cor de rosa, verde. Tem quem coloque, no Natal, uma vela branca no centro da coroa.

História da coroa do Advento

Essa coroa é originária dos países nórdicos (países escandinavos, Alemanha), a qual contém raízes simbólicas universais: a luz como salvação, o verde como vida e o formato redondo como eternidade.

Simbolismos esses que se tornaram muito adequados ao mistério natalino cristão e, por isso, adentraram facilmente nos países sulinos. Visto que, se converteram rapidamente em mais um elemento de pedagogia cristã, para expressarmos a espera de Jesus como Luz e Vida em conjunto com outros símbolos, certamente mais importantes, como são as leituras bíblicas, os textos de oração e o repertório de cantos.

 

Com informações de: Canção Nova

O que é o Advento e como podemos vivê-lo?

 

 

Cristo Rei Tabor, Rei do Universo

 

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – Com esta Solenidade encerramos o Ano Litúrgico da Igreja e agradecemos tudo que pudemos viver no Mistério Pascal de Cristo, onde se encontra a nossa páscoa. Com Ele do nascer, vida pública, paixão e morte e sua gloriosa ressurreição e o tempo do Espírito, peregrinamos neste mundo até o dia em que nosso Bom Pai do Céu nos chamar para junto de si.

O Reino de Cristo não é deste mundo, como também não é um rei a modo dos do mundo… seu reino é daqueles que servem! Ele mesmo provou isso, desde sua Encarnação por obra do Espírito Santo no seio virginal de Maria. Provou isso nos seus gestos concretos de cura, palavras e no seu aproximar-se dos pobres e pecadores. Provou isso na Última Ceia, ao tirar o manto (despojamento de todo poder), amarrar uma toalha a cintura (disposição no servir) e, com uma bacia e um jarro de água, lavou os pés dos apóstolos. E… disse-nos que fizéssemos o mesmo. Na cruz dá sua maior prova de que seu Reino é daqueles que dão a vida, livre e por amor!

É um Rei que se deixou coroar não com coroa de ouro e pedras preciosas, mas uma coroa de espinhos, seu manto foi um manto de deboche dado pelos soldados, seu cetro uma vara e seus vivas os deboches dos guardas, bofetadas e cusparadas… rei diferente, não é?! Mas, justamente se deixou humilhar, pois Deus seu Pai o exaltaria, sim na Cruz que lhe deram por trono! Muitos saíram batendo no peito, balançando a cabeça e frustrados! Como ainda hoje, quando buscamos o Reino de Jesus fora da imagem do Crucificado.

Mas, aos pés da Cruz estava uma rainha. Também bem diferente de nossas rainhas de contos de fada. Uma Rainha como o Rei, despojada, solidária e marcada pela cruz. Também não foi saudada como mãe do grande rei, mas como mãe do que estava sendo morto porque se fez Deus e se proclamou Messias! Coroada de injurias e impropérios, mas estava ali de pé, com o Rei dos reis!

Celebrar Nosso Senhor como Rei do Universo é não ter medo de fazer parte de seu Reino, que tem como ponte a Cruz, sem ela corre-se o risco de ser um “reino de faz de conta” e isso está cheio por ai! Reinos com muitas promessas, vantagens, ausência de sofrimento…. Não, quem professa a fé em Jesus Cristo, crê no Crucificado-Ressuscitado!

Com nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, rezemos:

“Tens o cetro em tuas mãos, reinas sobre cidades e campos; céu e terra são tua tenda, és Rei do Universo. (…) O poder da antiga serpente está algemado, o universo encontrou o seu centro: tu és o Senhor do céu e da terra, ante o qual se prostra toda a criação”
(Rumo ao Céu 144, 324)

Fonte: schoenstatt.org.br

Hoje recordamos São Roque González e companheiros mártires

 

Hoje a liturgia recorda os assim chamados ‘Três Mártires Riograndenses’, dois jesuítas paraguaios e um espanhol, martirizados no Rio Grande do Sul, em novembro de 1628. Eram eles Roque Gonzales, Afonso Rodrigues e João de Castilhos. O mais famoso é São Roque Gonzáles, cujo coração é gradado num relicário em Assunção/Paraguai.

Em 1611, Pe. Roque ganhou do padre Torres Bollo (provincial) um quadro de Nossa Senhora da Conceição, que, depois, se tornou a célebre “conquistadora”, que haveria de acompanhá-lo em todas as suas longas e arriscadas empresas missionárias no Paraná e no Uruguai.

A 3 de maio de 1626, celebrou a Santa Missa, a primeira no solo gaúcho brasileiro, batizando a nova fundação de “São Nicolau’’; era a primeira semente do Evangelho, da fé e da civilização nessa região, que desabrochou, depois, de forma esplêndida. Em 1628, fundou outras quatro reduções: Candelária, Caaçapá-Mirim, Caaró e Assunção do Ijuí ou Pirapó. E 15 de novembro de 1628 foi assassinado em Caaró, onde hoje se encontro o Santuário dos Mártires.

Schoenstatt e a missão dos Mártires

Em 1996 a Família de Schoenstatt da diocese de Santo Ângelo inaugurou um Santuário da Mãe e Rainha de Schoenstatt em terras ‘missioneiras’. Consciente do legado deixado por São Roque e seus companheiros, deu o nome de Tupancirendá (em guarani: Tenda da Mãe de Deus) ao seu Santuário. Justamente o mesmo nome com que era chamada a pequena capela da Nossa Senhora Conquistadora, queimada quando do martírio de Roque Gonzalez. Com isso, pediram à Mãe de Deus que fizesse do Santuário Missioneiro de Schoenstatt Tupancirendá um novo centro de evangelização para aquelas terras.

 

 

No seu Santuário missioneiro, a Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt foi também proclamada e coroada como ‘Mãe e Rainha Conquistadora dos Corações’.

 

Nossa Senhora Aparecida, Mãe da Esperança

Bianca Fraccalvieri / Cidade do Vaticano – Que cada brasileiro encontre Nossa Senhora “em seu coração, assim como os pescadores A encontraram no rio. Busquem nas águas de seus corações e a encontrarão, porque Ela é mãe” (outubro de 2018).

Em seu pontificado, inúmeras foram as referências de Francisco à Padroeira do Brasil.

Em visita à Casa da Mãe, em 2013, o Papa inclusive mencionou um fato que o impressionou ainda como Cardeal, por ocasião da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe: “ver como os Bispos – que trabalharam sobre o tema do encontro com Cristo, discipulado e missão – eram animados, acompanhados e, em certo sentido, inspirados pelos milhares de peregrinos que vinham diariamente confiar a sua vida a Nossa Senhora”.

O Santuário Nacional, afirmou Francisco na ocasião, “faz parte da memória do Brasil” e “serve de exemplo: três pescadores, depois de um dia sem conseguir apanhar peixes, nas águas do Rio Parnaíba, encontram algo inesperado: uma imagem de Nossa Senhora da Conceição”.

“Quem poderia imaginar que o lugar de uma pesca infrutífera, tornar-se-ia o lugar onde todos os brasileiros podem se sentir filhos de uma mesma Mãe? Deus sempre surpreende.”

 

Brasileiros, não desanimem

Na mensagem pelos 300 anos do encontro da imagem (2017), o Pontífice afirmou que “em Aparecida, aprendemos a conservar a esperança, a deixar-nos surpreender por Deus e a viver na alegria. Esperança, querido povo brasileiro, é a virtude que deve permear os corações dos que creem, sobretudo, quando ao nosso redor as situações de desespero parecem querer nos desanimar”.

“Não se deixem vencer pelo desânimo. Não se deixem vencer pelo desânimo. Confiem em Deus, confiem na intercessão de nossa Mãe Aparecida. No Santuário de Aparecida e em cada coração devoto de Maria podemos tocar a esperança que se concretiza na vivência da espiritualidade, na generosidade, na solidariedade, na perseverança, na fraternidade, na alegria que, a sua vez, são valores que encontram a sua raiz mais profunda na fé cristã.”

No dia 12 de outubro de 2019, no âmbito dos trabalhos do Sínodo dos Bispos para a Amazônia o Papa Francisco gravou uma mensagem ao povo brasileiro:

“No dia de Nossa Senhora Aparecida, trago no coração o povo brasileiro e envio uma saudação. Que Ela, pequenina e humilde, continue os cobrindo e acompanhando em seu caminho: caminho de paz, de alegria, de justiça. Que Ela os acompanhe em suas dores, quando não podem crescer por tantas limitações políticas ou sociais ou ecológicas, e de tantos lugares provêm. Que Ela os ajude a crescer e a se libertar continuamente. Que os abençoe.”

Mas voltemos ao ano de 2013, com o Ato de Consagração a Nossa Senhora:

Ó Maria Santíssima, pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, em vossa querida imagem de Aparecida, espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil.

Eu, embora indigno de pertencer ao número de vossos filhos e filhas, mas cheio do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrado a vossos pés, consagro-vos o meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis; consagro-vos a minha língua para que sempre vos louve e propague a vossa devoção; consagro-vos o meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas.

Recebei-me, ó Rainha incomparável, vós que o Cristo crucificado nos deu por Mãe, no ditoso número de vossos filhos e filhas; acolhei-me debaixo de vossa proteção; socorrei-me em todas as minhas necessidades, espirituais e temporais, sobretudo na hora de minha morte.

Abençoai-me, ó celestial cooperadora, e com vossa poderosa intercessão, fortalecei-me em minha fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possa louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda eternidade. Assim seja!

Foto: Ludmila Moraes da Silva Costa, em fotografiareligiosa.com.br

Fonte: Vatican News