Ao som de sete vozes, família schoenstattiana emociona ao animar Missas

Assim como nos relacionamentos de amor, onde um completa o outro, as vozes dos sete integrantes da família Schaack (integrantes da União de Famílias de Schoenstatt) formam um único som. Elas se interligam, se aperfeiçoam e moldam melodias preparadas, com todo o carinho, para Aquele que – lá de cima – escuta cada tom. Unidos, primeiramente, pela fé que sempre foi presença constante nas casas dos pais, Aneliese Swarowsky Schaack e Daniel Ernesto Schaack, ambos de 39 anos e casados há 16 anos, retomaram outro amor adormecido em suas veias: a música.

Os dois santa-cruzenses, embora tenham seguido carreiras de administração e engenharia civil, passaram a reviver notas musicais e melodias que antes aqueciam seus corações. Ela, que nas lembranças de infância tem a dupla Potranca e Petiça – formada com a melhor amiga – e nas veias o mesmo sangue de Humberto Gessinger, e ele, que cresceu ao lado da família ativa em corais da igreja. Talentos e vocações reanimados com o propósito de unir ainda mais os laços com os cinco filhos, colocando todos eles numa vida íntima com Jesus. Além da participação ativa nos eventos católicos, agora fazem parte do Ministério de Música, a fim de animar as missas santa-cruzenses.

Os cânticos são apresentados com as vozes mais graves de Daniel e da filha Amanda, de 15 anos, cobertos pela delicadeza dos tons de Manuela, 13 anos, e Camila, 11 anos. No fundo, os timbres infantis e doces dos pequenos Leonardo, oito anos, e de Nina, a Carolina, de apenas cinco anos. Todos guiados pelo som do violão de Aneliese e com a voz emocionada de quem nasceu para a música, mas havido esquecido até então.

Cantar é orar duas vezes

Nas primeiras apresentações, os possíveis erros e desencontros musicais aterrorizavam a família, que lutava para acertar e orgulhar todos os fiéis. Porém, depois de um tempo, embora ainda queiram melhorar a cada dia, lembraram algo muito importante: tudo está perfeito quando é para Deus.

E então eles apenas cantam, tocam e oram, sempre em dobro. Afinal, para a família, cantar é orar duas vezes. É conversar com Deus e se colocar à disposição de divulgar a fé e alcançar, a cada dia, mais pessoas. Por fim, em cada participação nas missas, sabem que estão trabalhando em prol da religiosidade e incentivando, ainda, a atuação das famílias na igreja.

Foi isso que todos eles sentiram no começo de tudo, em uma missão familiar em General Câmara no ano passado, quando a vontade de iniciar o projeto tocou o coração da mãe. “Chamei o professor de violão, pois sabia que precisava começar por mim, para depois passar para eles. Então ele me disse: ‘Você não precisa de aula, apenas de prática’. Na outra semana já conseguia tocar novas músicas”, conta Aneliese, que hoje se dedica exclusivamente ao lar e reforça o quanto o ato de cantar é levado como missão por cada um deles.

Depois de cada missa, os sete saem junto para uma confraternização, para celebrar não somente mais uma apresentação concluída, mas também a união da família e a alegria de poder, até nos momentos de fé, estarem pertos e conectados. E então o dia passa, a noite vem e chega mais um período bonito: quando a oração de cada um se torna uma única prece, em frente ao Santuário Lar do Amor Fecundo, criado pelo casal quando eles ainda eram quatro, sem saber que mais três corações completariam aquele lar.

Fonte: portalarauto

Fotos: Guilherme Bica e Cátia Kist

Um apóstolo de Schoenstatt partiu para a eternidade

Ir M Rosequiel Fávero – Na véspera do Dia da Aliança de julho, Deus chamou para junto de si, um grande missionário da Mãe Peregrina no Rio Grande do Sul: o Irmão na Aliança de Amor, Zeno Freitag.

Nascido em Venâncio Aires/RS, ‘Professor Zeno’, como muitas vezes era carinhosamente chamado, era casado há 40 anos com a também professora Jussara. Eram pais de Maurício e Fernanda.

Com uma longa vivência religiosa, que contou com 12 anos de seminário, Zeno encontrou em Schoenstatt e na pessoa de nosso Pai e Fundador, Padre José Kentenich, uma espiritualidade que o encantou. Um ‘estudioso’ por natureza, se dedicava a ler textos do Padre Kentenich, que resumia em apresentações para os encontros de missionários e coordenadores. O tema da ‘Fé Prática na Divina Providência’ era um dos seus prediletos e quem convivia com ele podia testemunhar que era também ‘vida de sua vida’.

 

Encontro Nacional de Coordenadores, em Atibaia/2010

Apóstolos de Schoenstatt

Zeno e Jussara, foram coordenadores da Campanha da Mãe Peregrina na diocese de Bagé de 2007 a 2014, quando se empenharam em organizar as coordenações em todas as paróquias e a realizar todos os anos uma Jornada Diocesana itinerante pela diocese

Quando já não estavam mais na coordenação da Campanha, Zeno e Jussara se empenharam como colaboradores do Secretariado do Padre Kentenich e eram presenças atuantes nos congressos anuais dos ‘Amigos do Padre Kentenich’.

 

Aliança de Amor e ‘Santuário-lar Tabor’

Em 19 de dezembro de 2007 selaram sua Aliança de Amor com a MTA no Santuário Tabor, como cooperadores da Liga de Famílias de Schoenstatt, embora fossem os únicos na diocese. Não conseguiram realizar o sonho de edificar a Liga de Famílias em Bagé, mas permaneceram fiéis ao ideal.

Santuário-Lar Tabor

O ‘Santuário-Lar Tabor’, coração da vida schoenstattiana do casal, era – na própria expressão do Professor Zeno – um prolongamento do Santuário Tabor, que unia Bagé e Santa Maria, não obstante os 240 quilômetros que as separa.

Zeno Freitag era biólogo e um apaixonado pelas obras de Deus no ‘Pampa gaúcho’. Como profissional, contribuiu de forma expressiva dentro da área ambiental para a ‘Rainha da Fronteira’, como é conhecida a cidade de Bagé. É de sua autoria, o projeto do Parque Natural Municipal do Pampa, no qual trabalhou durante oito anos. Sua irmã, Lúcia Freitag, testemunha: “O sonho do Zeno era desenvolver um projeto para construir uma réplica da via-sacra, em um espaço no parque, com oliveiras, morros e elevadas. Nas horas vagas, criava mudas de árvores nativas para reflorestamento. Amava estar com família. À tardinha, sentavam na frente da casa para saborear um chimarrão, rodeados de muito verde”.

Zeno e Jussara foram duramente provados no último ano, com as consequências da doença que lentamente consumiu as forças do ‘professor’. Mas não perderam a fé, pelo contrário. Deram testemunho na vida que “Deus é Pai, Deus é bom e bom é tudo o que ele faz”.

Que nossa Mãe e Rainha, que certamente recebeu de braços abertos este seu missionário, aceite todas as ofertas para o Capital de Graças que ele conscientemente colocou em suas mãos para o crescimento do Movimento de Schoenstatt na diocese de Bagé. E para a canonização do Padre Kentenich, intenção pela qual rezava diariamente.

Fotos: arquivo pessoal

Uma experiência com a Mãe Peregrina em Roma

 

Já teve alguma experiência diferente ao levar a imagem da Mãe Peregrina até a casa de seu vizinho? Ou então, quando sai à rua usando, por exemplo, uma camiseta ou medalha com a imagem da Mãe e Rainha? Frequentemente surgem histórias de pessoas que foram abordadas ou iniciaram uma conversa com alguém por causa dessa imagem. Seja por curiosidade, por familiaridade ou algum interesse, há pessoas que se sentem tocadas por esse olhar e desejam conhecer mais sobre a imagem.

Bem, é sobre isso que a Hemma Strutz, da Juventude Feminina de Schoenstatt da Áustria, nos conta. Ela levou sua imagem pessoal da Mãe e Rainha para o 11º Fórum Internacional da Juventude, em Roma. O resultado disso é ela mesma que descreve:

 

Essa imagem já tocou muitos corações. Há muitas histórias bonitas para se contar sobre ela em seus encontros com as pessoas. Fui convidada a partilhar sobre o Fórum da Juventude.

Estávamos em 250 jovens líderes, representantes de 110 países diferentes e de 37 pastorais e movimentos no 11º Fórum Internacional da Juventude, em Roma. Eu, Hemma Strutz, pertenço à Juventude Feminina de Schoenstatt da Áustria e, claro, junto com minha imagem peregrina da MTA estava representando Schoenstatt nessa reunião.

 

 

Durante o Fórum, levava a Mãe para todos os lugares por onde passávamos. Tentei colocá-la sempre em lugares honrados, onde não ficaria escondida e poderia ser vista. Alguns jovens me perguntaram se poderiam tirar uma foto dela, se poderiam segurá-la por um tempo. Eles também estavam muito curiosos sobre sua origem. A imagem da MTA me deu muitas oportunidades para compartilhar mais sobre Schoenstatt. No Fórum, a Mãe tocou de maneira especial o coração de uma jovem da Gâmbia. Ela olhou para a Peregrina de uma maneira especial e me perguntou sobre ela. Após uma breve conversa (tivemos uma quantidade muito limitada de tempo), ela me disse que estava admirando a imagem há alguns dias e que precisava falar comigo. Então me perguntou se eu trazia comigo uma foto da Mãe. Dei-lhe uma foto da Mãe e Rainha (com cerca de 15 cm) e ela perguntou se eu tinha alguma maior. Senti, em seu coração, o desejo de convidar a Mãe Santíssima para viver em sua casa. Eu respondi que essa imagem era a única que eu tinha comigo.

Passados alguns dias, depois que nos despedimos, essa jovem estava de volta ao seu país, na África, e me escreveu novamente. Tão forte era seu desejo de ver a MTA e convidá-la para sua vida, que ela me pedia para enviar uma foto da Mãe – pois sua mala, onde estava a foto, ainda não tinha chegado em casa.

Este coração profundamente tocado me emocionou. Ficou claro para mim que a Mãe deseja estar também nessa nação, a Gâmbia, e realizar milagres. Eu não sei o que e como a história dela vai continuar, mas sei que a ausência do Movimento Apostólico de Schoenstatt neste país (a Nigéria é o país mais próximo onde o Movimento está presente) não é uma fronteira para a Mãe. “Ela é a grande missionária, ela fará milagres”, disse o Pe. José Kentenich.

 

Se você também tem uma história a partilhar, envie para o nosso e-mail: imprensa1810@gmail.com

Fonte: schoenstatt.org.br

Uma missão com o Padre Kentenich no Ceará – última parte

De 29 de maio a 2 de junho, Ir M Raquel Mainardi concluiu sua ‘missão’ no Ceará, em Juazeiro do Norte/CE. Lá teve a oportunidade de ter contato com missionários, coordenadores e famílias que recebem a visita da Mãe Peregrina. Também visitou inúmeras capelas dedicadas à Mãe e Rainha. Ela conta:

“Na terra onde vi em toda a parte imagens, bustos e fotos do Pe. Cícero, onde ele é muito querido e estimado, pude conhecer também a Campanha da Mãe Peregrina com mais de 3.000 imagens peregrinas, que circulam entre as famílias, deste cerrado nordestino.

Participei das atividades programadas pelo casal Tadeu e Rosany Ramos, Coordenadores Diocesanos da Campanha da Mãe Peregrina, para falar sobre o Padre José Kentenich e nosso empenho pela sua beatificação. Com muita alegria e total disponibilidade, Tadeu e Rosany me levaram aos locais dos encontros, participando e dando sua contribuição ativa nesta missão.

Como não me impressionar ao tomar contato com o grande número de capelas dedicadas à Mãe Rainha e com os fervorosos missionários com quem me encontrei na Diocese de Crato, conhecida como a ‘terra do Pe. Cícero’?”

Em todos os locais, Ir M Raquel teve a alegria de ver com que dedicação o povo ornamenta a imagem da Mãe e Rainha nas capelas a ela dedicadas. Falava sobre o Pai e Fundador, sua causa de beatificação e também sobre o Diácono João Pozzobon, que teve a graça de conhecer e de fazer muitas fotografias dele. Em todos os locais, no momento da reflexão em grupo, deram ótimas sugestões para ajudar na causa de beatificação do Pe. José Kentenich. Também não podia faltar a ‘foto oficial’ e um momento familiar de lanche e partilha.

Para ver as conclusões dos trabalhos em grupo feitos em Juazeiro do Norte/CE, clicar aqui.

 

Encerramento do mês de maio em grande estilo

Ir M Raquel conta como vivenciou o encerramento de maio em Juazeiro do Norte.

“Dia 31 era a festa da Visitação de Maria a sua prima Isabel e o encerramento do mês de maio, quando tive a grande alegria de participar da Missa e da solene coroação de Nossa Senhora. Na homilia, o pároco Pe. Cícero Leandro fez uma relação entre a Campanha da Mãe Peregrina que leva à Mãe e o Filho às famílias e a festa da visitação, quando Maria levou Jesus à família de Isabel e Zacarias. Foi um forte impulso e estimulo que ele deu à Campanha da Mãe Peregrina”.

 

E o início de junho para não esquecer

Nos primeiros dias de junho, Ir M Raquel pode encontrar-se com missionários e coordenadores em algumas foranias da diocese do Crato. Testemunhou como sacerdotes vinham, com alegria, trazer seus paroquianos para os encontros e como eles próprios participavam e davam sua opinião.

Em cada encontro, encerrava com a reflexão: O que podemos fazer para ajudar na beatificação do Pe. José Kentenich? “Nas respostas pude ver a confiança e o amor que os missionários têm ao Pai e Fundador”, afirma ela com grande alegria.

 Num dos locais o clima foi de muita abertura e contentamento por terem uma Irmã de Maria entre eles. “A coordenadora demonstrou sua grande alegria com minha presença, pois contou, que há 16 anos, quando iniciou ali a Campanha da Mãe Rainha, ela lhe havia feito o pedido que um dia uma Irmã de Maria viesse visitar sua comunidade, e que este desejo estava se realizando com minha visita. Sai de lá muito emocionada ao ver tanto amor e afeto a Mãe e Rainha e também ao Pe. Kentenich”.

O dia 2 de junho lhe reservou uma linda jornada na cidade de Crato, com a visita às quatro capelas dedicadas à Mãe e Rainha. Ir M Raquel conta:

“Encontrei missionários e missionárias abnegados e entusiasmados, que não medem esforços para levar a Mãe e Rainha às famílias. Todos estavam muito atentos às mensagens que lhes passei sobre a Mãe e Rainha, o Pai e Fundador e o Diácono João Luiz Pozzobon e como podemos ajudar a Igreja com este apostolado.

Participou do programa nas visitas às 4 capelas, um grupo de missionários muito animados, vindos da Paróquia São José Operário, do Pe. José Ricardo Sales, Assistente Eclesiástico do Movimento de Schoenstatt na Diocese de Crato. Muito dispostos, subiam e desciam no “pau-de-arara” para as atividades realizadas em cada capela da Mãe Rainha.

Fiquei muito impressionada ao chegar à distante capela dedicada à Mãe e Rainha, na Área Pastoral Santa fé, no mais alto da chapada da Serra do Araripe. Sr. Tadeu, com sua caminhonete, subiu 10km, cujo caminho mais parecia uma trilha do que uma estrada para carros. Não podia imaginar que lá naquela altura existisse uma capela. No entanto, lá nos esperavam missionários muito devotos e animados e muitos haviam chegado caminhando a pé, até duas léguas (mais de 8km), ou vindos em pau-de-arara. A fé pura e singela daquele povo, o amor à Mãe e Rainha e ao Padre Kentenich, a quem eles chamam carinhosamente de Pai e Fundador, me emocionou no mais profundo de minha alma. (…). Para mim foi um dia muito gratificante, onde pude sentir bem de perto a marcha de triunfos da Mãe Rainha em tantos corações e comunidades”.

 

O retorno ao Rio Grande do Sul

Na madrugada do dia 4 de junho Ir M Raquel partiu do aeroporto de Juazeiro do Norte, levando uma maravilhosa impressão do Movimento de Schoenstatt na Diocese de Crato: em Juazeiro, Crato, Barbalha, Assaré, Mauriti, Milagres e Brejo Santo.

“Um agradecimento muito especial a todos os sacerdotes, que com tanto zelo apoiaram e divulgaram estes encontros do Movimento de Schoenstatt em suas paróquias, ao casal Diácono Francisco e Francisca, onde fiquei hospedada em Gravatazinho e ao casal Tadeu e Rosany que me acolheram em Juazeiro do Norte e me possibilitaram a realização de todas as atividades que eles programaram, em prol da beatificação do Pai e Fundador, Padre José Kentenich.

 Aqui no Santuário da Mãe e Rainha de Schoenstatt, em Santa Maria, rezo pelas famílias de todos os missionários para que recebam as graças e bênçãos de que necessitam para si e suas famílias”.

 

Para ler o 3º testemunho na íntegra clicar aqui.

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Uma missão com o Padre Kentenich no Ceará

De 22 de maio a 4 de junho a Ir M Raquel Mainardi, responsável pelo Secretariado do Padre Kentenich em Santa Maria, ao qual o estado do Ceará está vinculado, esteve em missão na ‘Terra do Padre Cícero’, mais propriamente na diocese de Crato/Ceará.

No ano passado, Ir M Raquel esteve a primeira vez no Ceará, em Mauriti, visitando o Diácono Francisco Souza (mais conhecido como o ‘Chiquinho da Mãe Rainha’) e sua esposa, para ouvi-los pessoalmente sobre a grande graça da gravidez do seu filho – o menino ‘José Kentenich’ – que alcançaram, rezando a oração pela beatificação do Padre Kentenich.

Naquela ocasião o Diácono convidou a Ir M Raquel para voltar a Mauriti, a fim de falar sobre a causa de beatificação do Pai e Fundador. Ir M Raquel afirma: “Voltei encantada com a acolhida e religiosidade deste povo, com o grande amor à Mãe Rainha e ao Pai e Fundador”.

Com alegria, Ir M Raquel quis partilhar de suas vivências nestas duas semanas de ‘missão’ no Ceará.

Como foi a sua vivência nestas duas semanas no Ceará?

Desde que cheguei, no dia 22 de maio, me senti como uma verdadeira missionária de nosso Pai e Fundador, como mensageira de sua causa de beatificação.

A acolhida calorosa das lideranças na minha chegada a Gravatazinho e ao pisar o solo daquele Santuário-Lar Paroquial Tabor da Santidade, tive a experiência de estar palmilhando uma terra sagrada, a Terra Mariana de Schoenstatt, por nós tão sonhada.

Logo me senti em casa, muito bem acolhida pela família do Diácono “Chiquinho da Mãe Rainha”, assim chamado carinhosamente pelo povo; acolhida por sua esposa Francisca, pelo José Kentenich, agora com 12 anos e pelo Sr. José, pai do Diácono. Durante oito dias pude desfrutar também das bênçãos e das graças daquele Santuário Lar da Fé Prática na Divina Providência.

 

Partilhando as vivências com o Pai e Fundador…

Desde que recebi o convite, entendi que a Providência, em seus planos de amor, estava me dando uma chance bem concreta de expressar minha gratidão por ter conhecido nosso Pai e Fundador.

Foi muito lindo ver a atenção de todos, quando lhes contava nos encontros e nas visitas às comunidades como conheci o Pe. Kentenich. Como menina participava das romarias ao Santuário de Santa Maria, onde pude vê-lo e ouvir as pregações, traduzidas por uma Irmã de Maria, que ele fazia na frente do Santuário para os romeiros. Pude vê-lo também na inauguração da Casa de Retiros em 1949. Ficou muito bem gravado em mim o quanto se empolgava ao falar sobre nossa Mãe Admirável.

No ano de 1952, então, como juvenista das Irmãs de Maria de Schoenstatt, pude cumprimentá-lo, pegando em um dos seus dedos e participar das conferências que ele dava para o Movimento de Schoenstatt na Casa de Retiros.

Em uma das conferências falou que somos um grande Jardim de Maria, cada um é uma flor neste jardim, mas que ali havia também “verduras”, referindo-se às juvenistas. Não gostamos que nos tivesse chamado de verduras e na hora do intervalo uma turminha de juvenistas, eu fui junto, fomos nos queixar com ele, dizendo-lhe que não queríamos ser verduras, mas ao menos uma violeta no Jardim de Maria. Ele gostou muito de nossa reação e na palestra seguinte nos fez um belo elogio.

Após relatar este fato aos ouvintes, lançava a pergunta, se também eles queriam escolher uma flor para embelezar o grande Jardim de Deus, o Jardim de Maria da Família de Schoenstatt? Deixava um momento de silêncio para cada um escolher a flor que gostaria de ser. Era tão lindo ver a resposta positiva que todos davam.

Palestra do Padre Kentenich em Santa Maria – março de 1952

 

O que encontrei no Ceará?

O grande amor à Mãe e Rainha que vivenciei naquele povo, o vínculo filial daquelas famílias ao Pai e Fundador me tocaram profundamente. Voltei impactada com o que vi e experimentei ao longo das duas semanas que estive primeiro em Mauriti e depois em Juazeiro do Norte e Crato.

Vi uma Família de Schoenstatt, o Movimento de Schoenstatt em saída, profundamente vinculado à Mãe Rainha, ao Santuário e ao Pai e Fundador pela Aliança de Amor, uma família em harmonia com a Igreja local.

Vivenciei realmente o que falou a coordenadora do círculo de Oração das ‘Filhas Heroicas’, ao me saudar no início do seu encontro:

“Há muitos anos uma semente da graça de Deus atingiu uma pequena comunidade, germinando uma linda devoção.

Onde Maria está, milagres acontecem, pois com Ela está o Espírito de Deus, Ela traz Jesus, e quem vê Jesus vê o Pai.

Por onde Maria passa, graças são derramadas e os filhos que sentem o amor de Maira, nunca mais deixam sua aliança com ela.

Hoje celebramos mais uma vez essa dádiva de Schoenstatt em nosso meio…”

 

Para ler o 1º testemunho na íntegra clicar aqui.

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Jovens testemunham sobre o seu assessor

Na madrugada de 29 para 30 de janeiro, o Jumas do Regional Sul perdeu seu assessor, Sr. Manfred M. Worlitschek, do Instituto dos Irmãos de Maria de Schoenstatt. Falecido de um enfarte fulminante aos 59 anos, sua morte foi um choque para todos. Nos próximos parágrafos, testemunhos de jovens que conviveram com ele e que, com gratidão, o recordam.

O jovem Felipe Seitenfus da Juventude Masculina de Santa Maria, que residia na mesma casa com o Sr Manfred, nos dá um testemunho cheio de emoção: “Desde que recebi a notícia do falecimento do Sr. Manfred, uma palavra não sai da minha cabeça: ‘Abenteuer’, palavra alemã para “aventura”. Se pudesse resumi-lo em uma palavra, seria essa.

O Manfred tinha um jeito bem peculiar de olhar para os problemas que surgiam. Enquanto a maioria de nós fica bravo e reclama, ele sempre dizia “Ainda bem que surgiu um problema!”. Ele nunca reclamava, pois, para ele, esses momentos eram uma oportunidade, uma forma de cumprir aquela que é a grande missão schoenstattiana: ligar Deus ao mundo, e o mundo, a Deus. O Manfred tinha, como poucos, um forte espírito de missão, de atitude, de não ter receio de fazer o que tem que ser feito. Seja seu sim, sim. Seu não, não. E mergulhe de cabeça.

Em resumo, eu diria que quem teve a oportunidade de conviver, ou mesmo de conhecer por um breve momento o Sr. Manfred, certamente sentiu o próprio lado aventureiro aflorar. E a partir de agora, o Regional Sul tem a missão de preservar e seguir seu legado. Dificuldades? Problemas? Nein, das ist ein Abenteuer (Não, isso é uma aventura)!”

Ontem quando soube da notícia do falecimento do Irmão Manfred o atual secretário do Regional Sul compartilhou conosco sua vivência com ele. “Hoje o dia aqui na terra começou muito mais do que triste ou sem cor. Um dia para recordar as lembranças boas e os maravilhosos ensinamentos de uma grande pessoa, um grande amigo e um sensacional assessor, Irmão Manfred, como carinhosamente o chamávamos. Lembro do meu primeiro contato com Schoenstatt no Homem Novo, ele estava junto de nós e ensinava através de lembranças e histórias de Nosso Pai Fundador e ficava a nos encorajar a nova missão. Como era de costume, suas analogias ligavam as coisas terrenas, trabalho, estudos e gostos, a Deus e isso sempre me faz pensar, e ver Deus nas pequenas coisas. Com toda a certeza, seus conhecimentos e a forma que nos ensinou vão ficar em nossos pensamentos e em nossos corações. Manfredo obrigado, te amamos”.

O jovem Ariel Stival, da diocese de Frederico Westphalen, nos conta um pouco do que ele viveu com o Irmão, “lembro do Manfred no meu Homem Novo em 2013, e nestes mais de 5 anos de convivência cada vez que nos encontrávamos era uma experiência de vida nova que eu vivia. A última e sem dúvida a que mais vai ficar se encerrou neste domingo, 27, estávamos em MCT no Regional Sul e o Irmão  nos ensinou muitas coisas. Duas me marcaram. A primeira é ‘cuidar de quem está ao nosso lado’, e a segunda é ver cruzes em todos os lugares. E hoje, durante a missa de corpo presente, segurando a cruz missionária que ele mesmo fez para nós, a emoção tomou conta muitas vezes. Encerro fazendo referência a musica que ele mesmo compôs, ‘muito obrigado posso dizer, meu obrigado é meu dever…’, eterno agradecimento Irmão”.

Os representantes do JUMAS no Regional Sul, fizeram sua última homenagem ao assessor, abraçados em torno do local onde sepultaram o Irmão Manfred, entre lágrimas de emoção entoaram o Hino de Franz Reinish, como uma pequena forma de agradecimento a todo o empenho do irmão, ele que viveu inteiramente para Schoenstatt.

Para assistir o vídeo da homenagem, clique aqui.

O Padre Clécio Almeida (que havia concelebrado na Missa de exéquias) ao escutar os jovens cantando o hino após o sepultamento, se lembrou de um acontecimento e nos contou. “Hoje de manhã quando me afastei, ouvi o Hino, olhei para trás e vi a mesma cena desta foto…

 … foi na virada do dia 17 para 18 de outubro de 2014. Foi o meu ano especial na Obra de Schoenstatt, o ano da minha Aliança, o ano que começamos o Jumas Santa Luzia. Vocês abraçados em torno do Manfred, me lembrou aquele momento em 2014. Schoenstatt é isso: a chama vai passando. Levaremos a chama do Irmão Manfred para sempre”.

Fonte: Jumas Brasil

Fotos da Missa de exéquias e sepultamento do Sr Manfred.

Histórias de JMJ: Onde descobri minha vocação

 

Juliana Dorigo – A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) é sempre um momento marcante, uma vivência forte e de espiritualidade que marca, para sempre, a vida de quem participa. E foi assim, através da JMJ, que a Ir. Lúcia Maria Menzel, que nasceu na Alemanha, decidiu dedicar a sua vida ao Movimento Apostólico de Schoenstatt no Brasil. “Quando presenciamos vivências fortes da fé, também nos questionamos sobre o que Deus quer de nós”.

Para ela, o caminho vocacional é como um mosaico de pequenas pedras que vão se construindo ao longo do caminho, para que se possa entender o chamado de Deus. “Uma vocação sempre tem uma imagem, um efeito de pequenas pedras como um mosaico, assim também é o caminho vocacional, sempre em pequenas pedras que aos poucos vão se formando e assim conseguimos entender o que é a vontade de Deus”.

Ao participar da Jornada em Czestochowa, na Polônia, em 1991, junto à Juventude Feminina de Schoenstatt, Ir. Lucia Maria vivenciou sua primeira JMJ, cujo lema era “Vocês receberam o Espírito que os adota como filhos”, presenciando a espiritualidade dos jovens que participavam das atividades, caminhadas e também da Santa Missa com o Papa João Paulo II. “Lembro que lá tem o Santuário Nacional, onde eu fiz a oração pedindo que Deus me mostrasse o meu caminho, qual era a vontade de Deus na minha vida”, recordou.

 

Acho que é melhor você ir para o Brasil

O espírito da Jornada acompanha os jovens no seu retorno, desperta a fé e o desejo de levar adiante a incrível experiência que adquiriu durante aqueles dias. “Nós retornamos com toda essa atmosfera internacional e surgiu para mim o desejo de fazer intercâmbio, pensei que talvez seria uma oportunidade, eu já tinha começado a trabalhar e ainda estava encerrando um curso na faculdade”, contou ela.

Depois de terminar o curso superior de Teologia, ainda sem prever uma carreira consagrada, Ir. Lucia Maria conversou com o Pe. Engelbert Monnerjahn, que atendia sua confissões. “O Padre de Schoenstatt era postulador da causa [de beatificação] do Pe. Kentenich, ele morava ali e muitas vezes nos atendia em confissão, então se tornou também um orientador espiritual para mim. Quando eu retornei, falei isso para ele e depois ele falou: acho que é melhor você ir para o Brasil”.

Depois de ser acolhida pelas Irmãs de Maria no Brasil, em Atibaia/SP, o desejo da vocação despertou.“Depois de duas semanas veio muito forte a questão da vocação. Fiquei um ano aqui e depois de um mês eu me decidi. Em três meses já era época de Natal, então eu voltei para casa e, depois, já entrei no postulado. A decisão é algo que Deus vai colocando, sempre uma pecinha, até que a gente consegue chegar a uma conclusão”.

 

São coisas que tocam muito fortemente a gente

Ir. Lucia Maria hoje é assessora regional da Liga de Famílias de Schoenstatt no Sudeste. Ela ressalta a importância da juventude ter essa vivência com a JMJ, mesmo que de longe, e pôr em prática a catequese do Papa e os momentos mais importantes, como a vigília e a via sacra. “Acho importante os jovens participarem, mesmo que pela televisão ou pela internet, dos momentos da Via Sacra, a vigília e a Santa Missa. Esses três momentos fortes – claro que na televisão é uma coisa e vivenciar é outra -, mas seria algo que os grupos de jovens poderiam buscar, passar os temas na catequese, poderiam acompanhar um pouco esses momentos”.

A Ir. Lúcia Maria também recordou outro momento especial, na jornada de Colônia, em 2005, na Alemanha, quando o Papa Emérito Bento XVI acolheu milhares de jovens em sua terra natal. “Eu já era Irmã. Foi muito marcante, porque era uma multidão de jovens e, quando andávamos, podíamos vê-los deitados no campo, jovens do mundo inteiro, 1 milhão de pessoas que estavam ali, todos em paz. Muitos cantavam, alguns cansados e outros brincavam durante a tarde conversando”.

Mas foi no momento de adoração que pode perceber o real motivo pelo qual aquelas milhares de pessoas estavam reunidas. “Expuseram o santíssimo e tudo se silenciou totalmente, foi um momento muito forte de oração na presença de Jesus no meio daqueles jovens. Essas são coisas que tocam muito fortemente a gente. Já tive outras experiências com Jesus, mas, assim, foi um momento muito bonito, a gente percebe como isso toca o coração daqueles que participam de uma jornada, eles certamente levam essa vivência para a sua vida”.

 

Schoenstatt e a riqueza da internacionalidade

O Movimento de Schoenstatt sempre incentivou tanto a Juventude Feminina (Jufem) quanto a Masculina (Jumas) a viver a Jornada Mundial da Juventude. “Acho que se vivencia muito que nós somos a internacionalidade e a riqueza da nossa Igreja, são muitos movimentos, grupos e comunidades religiosas, então se abre um leque; não somos apenas nós aqui, são outras pessoas que têm o mesmo ideal e que buscam a santidade”.

E finaliza: “Motivamos os jovens para a vivência de fé e a vivência da Igreja, sempre um enriquecimento, então a nossa participação é estarmos ali, juntos, marcando presença, mostrando que estamos ali”.

 

Fonte: schoenstatt.org.br

A Mãe e Rainha não desampara os seus

 

Sueli Vilarinho – Um belíssimo exemplo de uma família schoenstatteana de Jaraguá – São Paulo vale a pena ser lido e meditado.

Foi num período de preparação para a Aliança de Amor que o casal Jaqueline Giulietti da Silva e Paulo Jefferson da Silva experimentou o cuidado materno de Maria.

As dificuldades ao ter seu segundo filho, no dia 9 de setembro de 2018, e as barreiras que foram ultrapassando sempre foram vencidas à sombra do Santuário.

A confiança na Mãe e Rainha foi decisiva para o casal nas horas mais difíceis, justamente quando se preparavam para a Aliança de Amor no grupo SIM II, da Liga de Famílias de Schoenstatt do Jaraguá, São Paulo/SP. “Meu filho, Lucas Giulietti, mostrou por diversas vezes que a Mãe não desampara os seus”, Jaqueline relata emocionada.

Uma história que se baseia na fé

Assim narra a mãe, Jaqueline:

Lucas nasceu aos sete meses de gestação, em razão de problemas apresentados pela minha placenta. A própria médica responsável pelo parto me disse: “Acredite, seu filho nascer nessas precárias condições uterinas será um milagre!” Quando a médica entrou em nosso quarto, após a cesárea, viu a imagem da Mãe Peregrina – que nosso grupo gentilmente deixou que levássemos conosco – e disse: “Isso explica muita coisa! Vocês são devotos de Nossa Senhora?” E respondemos: “Sim!”

Após o nascimento, Lucas pesava 1,48 kg e ficou 30 dias na UTI neonatal. Passado o primeiro mês, ele teve alta e fomos para casa, mas, um mês depois, retornamos e houve uma nova internação do meu pequeno, agora com meningite viral. Uma corrente de orações pelo meu filho nos acompanhou e, em quatro dias, mais uma etapa vencida, ele teve alta.

Uma Aliança de Amor

No dia 2 de dezembro selamos a Aliança de Amor no Santuário Sião do Jaraguá. Um dia depois, 3 de dezembro, nos deparamos com o pior momento de nossas vidas. Lucas deu entrada na UTI pediátrica, agora com bronquiolite, broncopneumonia, sepse e anemia, um quadro grave e terrível para um bebê com dois meses de vida, abaixo do peso.

Os médicos nos prepararam para uma possível intubação, fizeram uma transfusão de sangue em nosso pequeno, furaram a cabeça dele para colocar o acesso de medicação, o sedaram, colocaram diversos eletrodos em seu peito e um auxílio respiratório. Quase não o víamos.

Uma corrente de orações

Foi a partir de então que nosso grupo de amigos do Santuário se levantou em oração pela vida do meu filho, e tudo começou a acontecer! O quadro do Lucas, que era bem grave, começou a dar sinais de melhora, surpreendendo os médicos – que, inclusive, o chamavam de “gigante”.

Lucas foi reagindo e quanto mais rezávamos, mais notícias boas recebíamos! Recebemos a visita do Pe. Marcelo Aravena, assessor da Liga de Famílias, e do Pe. Agnaldo Rogério dos Santos, meu primo, de Santa Bárbara D’Oeste/SP; ambos o abençoaram e o Pe. Agnaldo ainda disse: “Seu filho será um pregador da palavra e tudo que está passando será testemunhado a multidões que ele irá arrastar para Deus!”

Confiantes, meu marido e eu entendemos porque tudo isso estava acontecendo, porque Deus tem um plano lindo na vida do meu filho, que irá testemunhar no futuro as maravilhas que Deus fez por intercessão da MTA.

Um nome que ilumina e vem para o Natal em família

Mudamos, sem explicação, o nome do meu pequeno – que seria “Artur” – para Lucas. Na época, todos nos questionavam o porquê da troca repentina e nem a gente entendia, mas hoje sabemos: Lucas significa ‘o iluminado’, é o santo dos médicos, aquele que ilumina e anuncia a boa nova de Jesus.

Após 14 dias de luta, saímos pela porta da frente do hospital, carregando nosso milagre de apenas três quilos, o “gigante”, agradecendo a nossa querida Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt pela intercessão poderosa e por podermos passar o Natal em família.

fonte: schoenstatt.org.br

O ano de 1968 em minha vida

 

O Sr. Ernst Brandstetter, Irmão de Maria de Schoenstatt, é alemão e vive há vários anos no Brasil, em Santa Maria/RS. No ano de 1968, ele vivenciou dois momentos especiais que marcaram sua vida. Um deles foi um encontro pessoal com o Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, em agosto. Outro momento foi participar do velório e sepultamento do fundador.

Sobre esse segundo episódio, o Sr. Ernesto conta:

“Schoenstatt meu mundo, todo mundo deve tornar-se Schoenstatt”

No domingo do dia 15 de setembro, Pe. Alexandre Menningen estava celebrando a missa na capela dos Irmãos de Maria. A Missa começou às 7 horas. Durante a missa, ainda antes da consagração, chegou uma pessoa dando o recado que o Pe. Kentenich não passava bem e que estava na Igreja da Adoração. Pe. Alexandre, que era o primeiro de seus fiéis colaboradores, interrompeu a missa e fomos junto com ele ao Monte Schoenstatt.

O que aconteceu? Pe. Kentenich celebrava, pela primeira vez, uma missa nesta igreja que foi construída como cumprimento de uma promessa feita no Campo de Concentração e que havia sido inaugurada quatro meses antes. Participaram mais ou menos 600 irmãs. A Missa começou às 6h15min. Ele dirigiu-se pontualmente, acompanhado por dois sacerdotes, ao altar. Celebrou a missa, em latim, Versus Deum (de frente para Deus). Depois da Missa, voltou à sacristia, tirou os paramentos e permaneceu apoiado na mesa, com as duas mãos, por uns dois minutos. Os dois sacerdotes ficaram um à direita e um à esquerda. Passaram-se mais ou menos dois minutos sem nada especial. Repentinamente ele caiu com a parte superior do corpo em cima da mesa. Os dois padres tentaram ajudá-lo a erguer-se novamente, mas não conseguiram e não tiveram outra possibilidade do que deitá-lo no chão. Eram 7 horas. Às 7h15min chegou seu médico e constatou: “o coração não bate mais”.

30 minutos depois eu cheguei à Igreja da Adoração e entrei numa fila que ia até a sacristia. Chegando lá, vi o Pai e Fundador deitado no chão com uma almofada embaixo da cabeça. A fila foi indo e chegou a minha vez de ajoelhar-me diante dele. Havia um total silêncio. Parecia-me que seu rosto não havia mudado. Um ambiente de paz! Tive uma sensação de liberdade: paixões desordenadas, imaginações, medos, inseguranças, agressividades… tudo se acalmou. Sentia-me liberto e ao mesmo tempo um idealismo tomou conta de mim: “Schoenstatt meu mundo, todo mundo deve tornar-se Schoenstatt”. Este clima de paz durou até o seu sepultamento. Nos dias de velório, subimos inúmeras vezes até a Igreja da Adoração, pois houve vigílias durante 24 horas.

 

 

No lugar onde ele faleceu havia trabalhadores transformando a sacristia em lugar de sepultura. Exatamente no lugar onde caiu em cima da mesa, foi construído um sarcófago com chapas de basalto vulcânico da região. “Pelos acontecimentos Deus falou onde o Pai e Fundador deve ser sepultado”, falou Pe. Menningen.

Para o dia do sepultamento, o sarcófago ficou pronto, ainda sem a chapa da frente. Após a solene missa de Corpo Presente, ele foi colocado naquele lugar onde faleceu. A partir daí, os schoenstattianos que vão ao Santuário Original visitam também a Igreja da Adoração e se ajoelham diante do Pai e Fundador. E muitas graças são distribuídas nesses instantes.
Um mês e meio depois eu me encontrava em um navio a caminho do Brasil. No navio encontrei com uma pessoa que também estava em Schoenstatt na hora do falecimento de Padre Kentenich. Ela também ajoelhou-se uns minutos diante dele e me contou da mesma sensação que eu experimentei.

 

* O testemunho completo do Sr. Ernesto, incluindo seu encontro com o Fundador, você lê na última edição da Revista Tabor (ed. 112). Para conhecer e assinar acesse: revistatabor.com.br

Fonte: schoenstatt.org.br

Ser mulher segundo o coração do Pai e Fundador

“Para nossas pequenas Marias abrasadas de amor, a força motivadora é o amor. Se lhes perguntarmos: Por que és aplicada? Por que te aplicas tanto no estudo, sobretudo quando ninguém te observa? Ou se lhes perguntarmos: por que és tão cuidadosa nos trabalhos da casa? Por que te esforças […] para aprender todos os trabalhos da casa? Não tens atrás de ti alguém que te pode ensinar? O que responderão nossas pequenas Marias abrasadas de amor? Caritas Christi urget me! O amor de Cristo me impulsiona! Quero tornar-me a pequena imagem abrasada de amor da Mãe de Deus. Assim como a Mãe de Deus fez tudo por amor a Jesus, ao Pai, eu também o quero fazer. Veem como nossas pequenas escolheram um gigantesco programa de vida?” (Pe. José Kentenich, 29 de abril de 1948, Santa Maria/RS)

No ‘Ano Pe. Kentenich’, algumas mulheres nos contam como o Pai e Fundador as ajuda e inspira na missão de serem “outras Marias” para o mundo:

Mulher mãe

“Como mães, o bom Deus nos presenteou uma família, uma família natural. Dando nosso nome a Schoenstatt, pertencendo a Schoenstatt, crescemos também na outra Família, numa Família sobrenatural. Assim deveríamos considerar como natural que tenhamos fome, anseio e amor à família” (Pe. José Kentenich à União das Mães)

“Para mim, como mulher, esposa e mãe, o carisma que mais se destaca no Pe. José Kentenich, além de Pai e Fundador, é o de educador. Como seguidor, defensor e divulgador extremo do amor à Maria, ele educa a mulher para sua verdadeira dignidade. Dignidade, hoje, tristemente tão deturpada… A mulher, segundo o Pe. Kentenich, deve ser reflexo da Mãe de Deus, de quem as virtudes devem ser imitadas: amor incondicional a Deus, fé prática na Divina Providência, silêncio, entrega, humildade… Assim, espelhando-se em Maria, conseguimos ver no esposo, nos filhos, genros, noras, netos como realmente são: filhos e filhas do Pai, que nos foram emprestados para serem cuidados, encaminhados de volta a Ele. Tarefa fácil? Nem de longe! Só mesmo implorando, por intercessão do Pe. José Kentenich, aspirar a mostrar a verdadeira dignidade da mulher, pelo ser e pelo agir. E viver a confiança vitoriosa, pois, como ele mesmo disse, a Mãe terá o perfeito cuidado. Cuidará de tudo, porque, com Pe. José Kentenich, aprendemos a trocar o coração com a Mãe de Deus”.

Maria Rita Viana, Liga das Mães de Schoenstatt, São Paulo/SP

Mulher profissional

“Quão grande é, pois, a dignidade do trabalho! É uma atividade semelhante ao reconhecimento e ao amor dos bem-aventurados no céu. Mais ainda, nosso trabalho é, embora muito mais imperfeitamente e, não raro, de uma forma diversa, uma participação na atividade criadora e comunicadora de Deus” (Pe. José Kentenich, Santidade de Todos os Dias)

“Sou Pedagoga e leciono em escolas públicas nos municípios de Paulista/PE e Recife/PE. Hoje a desvalorização profissional, a violência e a criminalidade são fatores que caminham lado a lado conosco. Porém, fazer parte da Família de Schoenstatt nos faz sermos diferentes. Em especial no ano do Pai. Seu método pedagógico, sua metodologia em 1912, como diretor espiritual junto aos jovens, me inspira. E sempre tenho em mente, quando entro nas escolas, suas sábias palavras: “Queremos aprender. Não somente vós, eu também. Aprenderemos uns dos outros, pois nossa aprendizagem nunca há de cessar, principalmente em se tratando da arte de autoeducação que é a obra de toda a nossa vida”. Assim, sob a orientação do Fundador e com as graças do Santuário, tento a cada dia ser uma pessoa melhor… Uma profissional melhor”.

Taciana Ferreira, Liga Apostólica Feminina de Schoenstatt, Olinda/PE

 

Mulher jovem

“Hoje, é igualmente uma juventude pura, olhos puros, corações puros e abertos para os mais elevados ideais. Outrora, a Mãe de Deus colocou sua tarefa nas mãos de uma juventude assim. Agora, o mesmo grande acontecimento” (Pe. José Kentenich à Juventude Feminina).

“Cresci dentro do Movimento de Schoenstatt, por isso o Pe. Kentenich sempre foi uma figura muito presente em minha vida, como um exemplo e educador. Admiro muito o quanto ele era imerso em Cristo, o quanto ele amava e se dedicava pela missão que Deus lhe confiou. Sua vida e seu exemplo são como uma luz para mim. Procuro me espelhar em suas atitudes, em sua confiança ilimitada na Divina Providência, em seu amor e em sua vinculação à Mãe de Deus. Vejo o carisma e a vida de nosso Pai como uma resposta para o mundo de hoje, e esse carisma me abre horizontes, me dá um rumo, um “norte”. Em um mundo que apresenta alegrias e sonhos tão efêmeros, acho lindo e me inspira o fato do Pai trazer a ideia de ideal, de uma missão de vida! Além de exemplo, também considero o Pe. Kentenich como meu orientador. Quantas vezes busquei ajuda em seus textos, em seus “telefoninhos” e tive retorno! Quando, por vezes, ocorrem contratempos, o Pai e Fundador é meu intercessor e minha resposta, ele é essencial para mim”.

Maria Gabriela Nassif, Juventude Feminina de Schoenstatt, Londrina/PR

Fonte: schoenstatt.org.br