Em meio à pandemia da Covid: um pedaço de céu na terra

De 3 a 31 de maio de 2020, a Ir. M. Joanna Bartys, das Irmãs de Maria de Schoenstatt, trabalhou como voluntária no 2º departamento da unidade de saúde e assistência, administrada pela Caritas da Arquidiocese de Varsóvia/Polônia. A doença da Covid 19 afetou os pacientes e grande parte da equipe da instituição. Nesta situação, a gerência da instalação solicitou ajuda voluntária às comunidades consagradas. Ir. M. Joanna fazia parte do grupo de irmãs e irmãos de diferentes comunidades que aceitaram esse desafio. Depois de terminar essa tarefa, ela passou pelo período de quarentena e fez os exames obrigatórios. Então ela poderia voltar para a sua comunidade em Otwock. Ela conta suas experiências desde então:

“Nossa vida humana está cheia de diferentes eventos, situações, encontros, conversas. A maioria são os eventos que ocorrem naturalmente em nossas vidas cotidianas, aos quais geralmente não damos grande importância, porque os tomamos como óbvios. No entanto, sabemos muito bem que, se pararmos para olhar mais profundamente os eventos da vida em busca de traços da presença divina, poderemos descobrir a saudação de Deus que confirma nosso caminho e nos encoraja a cumprir sua vontade.

Amor e serviço aos enfermos

Com uma convicção tão interior, que não resultou de uma certeza, mas da confiança em Deus, parti no ‘domingo do Bom Pastor’, para AMAR os enfermos nas instalações de saúde e cuidados das CARITAS da Arquidiocese de Varsóvia. Meu serviço voluntário de atendimento aos doentes coincidiu com os momentos difíceis em que os pacientes e uma grande parte da equipe foram infectados pelo vírus da Covid 19.

Pacientes que lutam contra a própria incapacidade e a dor física há muito tempo foram confrontados com sofrimento adicional durante esse período. Eles experimentaram a necessidade de vários meses de isolamento de parentes, a suspensão de suas medidas de reabilitação e a falta de um sacerdote em suas instalações. Tal situação só pode ser suportada – com paz no coração – para pessoas que acreditam profundamente, que sabem que o sofrimento é um CAMINHO para o objetivo e a morte é um portão para ele!

Mas para as pessoas que perderam essa perspectiva do céu anos atrás, e ainda mais para as que ainda não aceitaram a verdade, a vida cotidiana nessas circunstâncias se tornou sombria, sem consolo e até sem esperança.

Animando as pessoas com a luz de Cristo

Nosso ministério fraternal – éramos pessoas consagradas de diferentes comunidades, representamos diferentes carismas, que rapidamente criaram uma comunidade da missão unida -, além de todo o trabalho de cuidado necessário, sobretudo esse objetivo, o grande desejo de iluminar estas pessoas com a luz de Cristo. Somente Deus sabe o que aconteceu neste tempo nos corações das pessoas, que nos foram confiadas pela providência divina. Mas os olhos brilhantes dos pacientes, a alegria profunda e real indicam que Deus nos queria lá e estava presente em nosso ministério. Ao se despedir de uma mulher que costumava ser muito “descrente”, surgiram as palavras: “Irmã, até nos encontrarmos naquele lugar do qual se diz ‘olho nenhum viu e ouvido nenhum ouviu …”

Comunidade no Espírito Santo

Um dos maravilhosos leigos com quem trabalhamos disse que uma comunidade tão bonita só poderia ser criada pelo Espírito Santo: uma comunidade de pessoas que não se conheciam, de diferentes idades, de diferentes ordens religiosas, de diferentes partes da Polônia e até de outros países passaram a prestar diversos serviços – do médico ao serviço de enfermagem, ao serviço de pedidos e desinfecção!

“Nosso Deus está próximo e nos pede para estarmos próximos; para não nos separar. (…) Podemos não ser capazes de nos aproximarmos fisicamente por medo de infecção, mas podemos despertar uma atitude de proximidade mútua dentro de nós. É possível – com oração, com ajuda, com muitos tipos de proximidade ”. Essas palavras do Papa Francisco, que ele falou no início da pandemia, refletem muito bem minha experiência pessoal: a proximidade de minhas irmãs e muitas outras pessoas que me acompanham e a todos a quem fui enviada.

Essa proximidade espiritual na oração, no sacrifício … me deu força. Gostaria de expressar meus sinceros agradecimentos pela unidade espiritual na COMUNIDADE cumprida com todos os que se comprometeram – em meu nome e em nome de todos os funcionários e pacientes!

Fonte: s-ms.org.br (Site Internacional das Irmãs de Maria de Schoenstatt)

Posicionamento da Irmãs de Maria de Schoenstatt

 

Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt

Posicionamento em relação às acusações de abuso contra o Padre José Kentenich

 

A Presidência Internacional da Obra de Schoenstatt já se posicionou frente às acusações contra o Padre José Kentenich, publicadas primeiro em um artigo de Alexandra von Teuffenbach no semanal “Die Tagespost” de 2 de julho de 2020 e em subsequentes notícias de imprensa publicadas no mundo inteiro. (ver)

Como Irmãs de Maria de Schoenstatt colaboramos na elaboração desse Posicionamento, neste grêmio federativo da Obra Internacional de Schoenstatt. Visto que as acusações contra o
Padre Kentenich dizem, sobretudo, respeito à nossa comunidade, é nosso desejo confirmar decididamente as afirmações contidas na declaração conjunta.

O conteúdo e o estilo das afirmações da Dra von Teuffenbach nos feriram e nós as rejeitamos claramente. O que a autora reproduz segundo a visão do então visitador Pe. Tromp SJ não corresponde, de nenhum modo, ao que marcou definitivamente a nossa história, à forma como vivenciamos nossa comunidade e ao que aspiramos.

As sucessivas gerações de nossa comunidade vivenciaram o Fundador como personalidade autêntica e credível. Ele seguiu desde o início de sua atuação o objetivo de contribuir para a formação de personalidades interiormente firmes e livres. Não por último graças às suas experiências no Campo de Concentração de Dachau, José Kentenich possuía uma extrema sensibilidade para o valioso bem da dignidade e liberdade da pessoa humana.

O fato de, no período da visitação, terem havido acusações contra o Padre Kentenich vindas das fileiras da própria comunidade e de estas se referirem à sua posição de Fundador e Pai espiritual faz parte do conhecimento geral de nossa história. Tendo todos os decretos contra ele sido abolidos, e tendo ele podido retomar a sua atividade de Fundador durante os três últimos anos de sua vida, não existe motivo para presumir acusações contra a sua integridade moral, ainda não contestadas.

As antigas acusações que a senhora von Teuffenbach apresenta de novo enquadram-se hoje em um clima social no qual se reage, com razão, com extrema sensibilidade a todo o tipo de abuso. Corresponde inteiramente ao nosso interesse aproximar-nos o mais possível da verdade histórica. Naturalmente, faz parte desse processo procurarmos responder o melhor que sabemos a perguntas abertas. Parece-nos importante dar não apenas uma resposta defensiva pontual, mas explicar também os cenários de fundo e os contextos. Este tipo de compreensão inclui também uma consideração global do projeto espiritual e pastoral de José Kentenich.

No interesse de uma elaboração, também científica, da história de Schoenstatt e de nosso Instituto consideramos importante ter em conta, na medida possível, todos os aspectos dos acontecimentos da época em questão. Estamos dispostas a dar a nossa contribuição neste sentido.

 

Monte Schoenstatt, 4 de julho de 2020

Em PDF

Coroa por Coroa

Em 25 de março de 2020, as Irmãs de Maria de Schoenstatt de todo o mundo ofereceram uma coroa a Nossa Senhora.

Em diversos países foram renovadas coroações nos Santuários, capelas, Santuários Lares ou em recintos reservados das Irmãs. Todas as coroas já oferecidas à MTA foram novamente colocadas na sua fronte. Em diferentes idiomas e em confiança filial foram entregue nas suas mãos maternas os destinos da humanidade que sofre com a pandemia covid-19.

Coroa por coroa! Tu és nossa Rainha! És a Rainha do mundo inteiro!

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Schoenstatt colaborando com a Igreja

Ir. M. Rosequiel Fávero – O início da Quaresma marcou em Roma e em algumas dioceses no mundo a instituição de comissões para Promoção e Tutela de menores, como resposta ao apelo do Santo Padre, o Papa Francisco, através do Motu proprio

“VOS ESTIS LUX MUNDI “ (VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO),

de 7 de maio de 2019, que contém as novas medidas que todas as dioceses do mundo devem adotar para prevenir e combater os abusos sexuais, de consciência e de autoridade, cometidos por membros da Igreja contra menores de idade e pessoas vulneráveis.

Na quarta-feira de Cinzas, às 17h, também a Arquidiocese de Porto Alegre/RS, Brasil, fundou a Comissão Arquidiocesana Especial de Promoção e Tutela de Crianças, Adolescentes e Pessoas Vulneráveis e deu posse aos seus membros na Cúria Metropolitana.

A Família de Schoenstatt se alegra que uma Irmã de Maria, a Ir. M. Denise Mendes Ternes, foi empossada nesta comissão como secretária e psicóloga, também como expressão do empenho de Schoenstatt pela Igreja.

Nesta entrevista, Ir. M. Denise nos fala sobre a missão recebida.

COMO A SRA. SE SENTE EM RELAÇÃO À MISSÃO RECEBIDA NESTA COMISSÃO?

Eu considero um grande privilégio poder estar atuando nesta comissão. É uma missão que a Família das Irmãs me confiou. Eu me sinto como representante da Família de Schoenstatt para colaborar especialmente com a Igreja nesta resposta que o Santo Padre, o Papa Francisco, quis dar através destas comissões que devem enfrentar as situações de abuso que nós estamos vivendo, hoje, no seio da Igreja.

Ser chamada para atuar nessa comissão aqui na Arquidiocese de Porto Alegre é um grande desafio, mas repito, ao mesmo tempo, um grande privilégio. Porque posso fazer aquilo que nosso Pai e Fundador, o Padre José Kentenich, sempre buscava, que era servir com desprendimento a Igreja, pois fomos fundados, como movimento, para atuar na Igreja e na sociedade, dando o que temos de melhor.

COMO SCHOENSTATT PODE AJUDAR NESTA MISSÃO?

Não é novidade para ninguém quanto a Igreja está envolvida com as situações do mundo e do nosso tempo. Ela não é imune a todas as aflições que a sociedade também enfrenta. E nós sabemos que essas situações são fruto de uma sociedade corrompida, porque o homem está corrompido. Creio que, neste sentido, como Movimento de Schoenstatt, temos muito para dar, especialmente, através da Aliança de Amor e da Pedagogia dos Vínculos.

O Padre Kentenich sempre tentou dar respostas aos desafios e situações que a sociedade e a Igreja enfrentavam, por uma atitude de serviço e apresentando a riqueza da nossa espiritualidade: a Aliança de Amor, a fé na Divina Providência, a realidade de que somos instrumentos nas mãos de Deus para a construção de um mundo melhor. Então nesse sentido, eu me sinto muito feliz, embora seja um trabalho muito desafiador.

COM QUAL ATITUDE A SRA. ENCARA ESTA MISSÃO?

Com disponibilidade e espírito de serviço para ajudar nesta comissão onde tem muitos profissionais de diversas áreas e uma comissão multidisciplinar. Onde cada um pode dar um pouco de si para juntos ajudarmos a aliviar o sofrimento de muitas pessoas. Colaborar com a Igreja que se preocupa com o mal que foi cometido para com diversas crianças e jovens, hoje adultos, que já sofreram muito no passado e que continuam sofrendo. Porque a dor não desaparece. Só podemos amenizar. E, ao mesmo tempo, também encontrarmos formas de ajudar a prevenir maiores danos que possam acontecer. A proposta é atender não só às vítimas, mas também os abusadores, que precisam igualmente de acompanhamento. Claro que vão precisar responder e pagar pelo que fizeram. Mas precisam, igualmente, de um acompanhamento e de um serviço especializado, em vista de que ali também há doenças e doenças muito sérias.

Com certeza, em muitos lugares do mundo, schoenstattianos estão colaborando com a Igreja em diversas áreas de atuação. Impulsionados pelas palavras do Padre José Kentenich:

“TUDO PARA SCHOENSTATT, SCHOENSTATT PARA A IGREJA
E A IGREJA PARA O DEUS TRINO.”

Fotos: Márcia Kazumi

Fonte: Irmãs de Maria de Schoenstatt

Uma vida a serviço do Movimento de Schoenstatt

Ir M Rosequiel Fávero – Na manhã desta segunda-feira, 02/03, em Santa Maria/RS, Deus chamou para junto de si aos 84 anos de idade, a Irmã M. Lígia Iop. Nascida em 1935 em Vale Vêneto, distrito de São João do Polêsine/RS, Ir M Lígia cresceu numa família numerosa, com 13 irmãos.

Em 6 de setembro de 1959, com suas irmãs de curso, celebrou o ingresso solene no Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt, na igreja matriz da paróquia Nossa Senhora das Dores, com missa pontifical presidida por Dom Antônio Reis, bispo de Santa Maria.

Quase toda a sua vida como Irmã de Maria foi dedicada ao Movimento de Schoenstatt, como assessora da Juventude Feminina, das Ligas Feminina, de Mães e das Famílias no Rio Grande do Sul e também em Lisboa/Portugal. Dedicou-se incansavelmente à Campanha da Mãe Peregrina no Rio Grande Sul, viajando de cidade em cidade, orientando e preparando grupos de missionários e coordenadores para a Aliança de Amor. Em duas oportunidades, em 1997 e em 2002, a missão de Schoenstatt levou-a à Bahia, onde colaborou no início do Movimento naquele estado.

Ir M Lígia era apostólica de ‘corpo e alma’. Anunciava ‘apaixonadamente’ a Aliança de Amor e sua alegria era conduzir muitas pessoas ao Santuário e à Aliança. Quando não pode mais se dedicar ao Movimento, ainda colaborou acolhendo diariamente os peregrinos do Santuário Tabor e dando palestras para ‘Círculos da Aliança’. Nos últimos anos de sua vida, se empenhou na catequese numa das periferias de Santa Maria, onde pode conduzir muitas famílias aos sacramentos.

De personalidade firme, Ir M Lígia não fugia dos problemas e de situações difíceis. Com a mesma firmeza e espírito sobrenatural ela soube enfrentar um câncer e diversos problemas de saúde no caminho de sua vida. Também possuía um ‘coração orante’. Tinha muita alegria na adoração ao Santíssimo e especialmente na oração do rosário. Diante da fragilidade de sua saúde, nos últimos meses se preparou conscientemente para a morte.

Nesta mesma segunda-feira, às 18h, acontecerá a Missa de corpo presente. Em seguida, acontecerá o sepultamento no cemitério das Irmãs de Maria.

Com certeza, na eternidade, Ir M Lígia continuará sua missão, intercedendo pelo Movimento de Schoenstatt, pelo qual consumiu as forças durante sua vida.

 

Irmã de Maria e Guia no Campo de Concentração de Dachau

Ir M Rosequiel Fávero – Dachau é importante para a Família de Schoenstatt, pois nosso Pai e Fundador, Padre José Kentenich passou quatro anos preso neste lugar que era chamado de ‘inferno’. Um tempo de dor, de sofrimento, mas de muito crescimento espiritual para ele e todos os seus filhos espirituais.

Durante a sua prisão em Dachau, Padre Kentenich fundou o Instituto dos Irmãos de Maria e a Obra de Famílias de Schoenstatt, além de – conscientemente – entregar a Deus sua liberdade exterior, com o pedido da liberdade interior para todos os schoenstattianos. Deste tempo no campo de concentração temos ‘joias espirituais e literárias’ no livro ‘Rumo ao Céu’, no Terceiro Documento de Fundação e em inúmeras orações e cartas enviadas por ‘correio clandestino’.

A importância deste lugar leva muito schoenstattianos, de diversos países, a visita-lo. Lá, muitos encontram a Ir M. Elinor Grimm, que trabalha como guia em Dachau, justamente para receber grupos de peregrinos.

“Faço um roteiro de visita especial para os grupos de Schoenstatt”, explica Ir M Elinor. “A maioria vem do estrangeiro. Neste ano, pela primeira vez, veio um grupo de Cambrai, da França.  Logo mais haverá um grupo de estudante da América do Sul, que participam de um projeto da Irmãs de Maria e, no próximo ano, já está agendado um grupo que  virá da Austrália”, disse no final de 2019.

Desde outubro do ano passado, finalmente, o nome do Pe. Kentenich encontra-se no memorial online do Campo de Concetração. Até essa data constava apenas seu número de prisioneiro:

Ir M Elinor explica: “Ali estão também informações sobre os prisioneiros que pertenceram ao Movimento Apostólico de Schönstatt. Quando escrevi esse relatório sobre o Padre Kentenich, participei do curso de formação para palestrantes e, por isso, posso ser guia licenciada no campo. Faço esse trabalho sob a perspectiva “A espiritualidade no Campo de Dachau: Pe. Kentenich: Prisioneiro Nr. 29392.”

Livro de Recordação – Português

 

Com informações e fotos de: s-ms.org

Assessoras se encontram para planejar atividades de 2020

Ir M Rosequiel Fávero – De 29/12 a 15/01 quem visitava o Santuário Tabor viu muitas Irmãs que, normalmente, não estão ‘nas redondezas’. Eram as Irmãs da Assistência Dinâmica da Província Tabor que faziam seu encontro anual junto ao Santuário.

Ir M Fátima Dotto, Assessora Regional da Liga de Famílias, explica: “a chamada ‘Assistência Dinâmica’ é composta pelas Irmãs que assumem profissionalmente o assessoramento das comunidades da Liga Apostólica de Schoenstatt, Campanha da Mãe Peregrina e peregrinos junto aos Santuários da Mãe e Rainha”.

Foram 21 Irmãs que atuam nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina (Regional Sul) e nos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Maranhão, Ceará, Pará e Piauí (Regional Nordeste) que, atentas às correntes espirituais de nosso tempo, da Igreja e de Schoenstatt,  se dedicaram a preparar subsídios para o trabalho com as comunidades e pessoas a elas confiadas em 2020.

“Estamos conscientes da grandeza da missão a nós confiada e de nossas limitações”, continua Ir M Fátima, “mas confiamos na condução de nossa Mãe querida a partir do seu Santuário e no carisma de nosso Pai e Fundador, Padre José Kentenich, que nos orienta”.

Neste ano, recebeu um destaque especial nestes subsídios a celebração dos 100 da entrada das mulheres no Movimento de Schoenstatt e o Ano João Pozzobon, que será concluído em 10 de setembro, na celebração dos 70 anos da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt.

Ir Mirian Fuck, que atua junto ao Santuário Tabor Matris Salvatoris, em Salvador/BA, completa: “A celebração do Ano João Pozzobon foi realmente algo inspirado por Deus, pois o iniciador da Campanha da Mãe Peregrina é um exemplo luminoso de schoenstattiano, fiel aos ensinamentos do Padre Kentenich e, ao mesmo tempo, um apóstolo empenhado pelo bem da Igreja e da sociedade. A sua frase, lema do Ano João Pozzobon, ‘Entendi a missão e por ela a minha entrega foi total’, inspira praticamente todos os trabalhos deste ano e, não em último lugar, nosso atuar como assessoras”.

Na manhã do dia 15, como símbolo do empenho ‘total’ pela missão, foram enviadas para cada Centro de Schoenstatt atendido pelas Irmãs de Maria nos dois regionais uma imagem peregrina ‘histórica’, daquelas bentas e enviadas por João Pozzobon. Estas imagens ficam normalmente guardadas no Secretariado da Campanha da Mãe Peregrina, em Santa Maria. Mas, agora, nas mãos das Irmãs de Maria, como instrumentos da missão, vão ao encontro dos seus filhos nos centros de Schoenstatt dos Regionais Sul e Nordeste.

Durante 60 anos: ‘Meu sim é para sempre!’

Ir M Rosequiel Fávero – As Irmãs de Maria que estavam encerrando seu retiro mensal junto ao Santuário Tabor na segunda, 17 de abril, tiveram um motivo a mais para celebrar: os 60 anos de entrega a Deus, pelas mãos da MTA em Aliança de Amor, das Irmãs M. Áurea Dotto, Ir M Felícita Stefanello e Ir M Leocádia Trevisan.

As três ‘jubilares’ eram pura alegria e Ir M Áurea não cansava de repetir: “Nem parece que já se foram 60 anos. Isso tudo é graça de Deus”.

Ir M Felícita, nos seus 60 anos de Irmã de Maria, serviu a Obra de Schoenstatt em diversos lugares, também em Portugal. Durante alguns anos foi uma ‘missionária da Mãe Peregrina’ nas dioceses do interior da Bahia, cujas recordações ainda lhe trazem muita alegria. Mas também são conhecidos pelas coirmãs seus grandes dotes artísticos no bordado, expresso na confecção de bandeiras e peças litúrgicas. Atualmente, muitas vezes é vista acolhendo peregrinos e ouvindo os que vem ao Santuário Tabor.

Ir M Leocádia é, seguramente, a Irmã de Maria mais conhecida junto ao Santuário Tabor. São décadas de trabalho na portaria da Casa Provincial, acolhendo com seu sorriso e alegria, todos os que batem à porta. Ela é muito conhecida também pelos milhares de presépios e Meninos Jesus em gesso que faz e envia para diversos lugares do Brasil.

Ir M Áurea trabalhou muitos dos seus 60 anos de Irmã de Maria no Movimento de Schoenstatt, assessorando famílias e o ramos femininos no sul do Brasil, na Bahia e em Portugal. Durante 12 anos recebeu a tarefa de ser a superiora da Província Tabor, dedicando-se com desvelo pelas Irmãs que lhe foram confiadas no Brasil e em Portugal.

A Missa Festiva foi presidida pelo Pe. Clodoaldo Kamimura que resumiu o sentimento da celebração em duas palavras: gratidão e fidelidade!

Uma grande alegria para as três Irmãs jubilares foi sentirem-se unidas às suas Irmãs de Curso que no dia seguinte estariam celebrando a mesma festa junto ao Santuário da Permanente Presença do Pai, em Atibaia/SP. “E também junto das que nos acompanham já do céu“, afirmou Ir M Áurea, “porque especialmente nestes momentos céu e terra se unem no mesmo canto de louvor“.

 

A alegria de repetir o sim de Maria, hoje!

Ir. M. Nilza P. da Silva – Em 18 de junho de 2019, quando termina o retiro anual das Irmãs de Maria de Schoenstatt, em Atibaia/SP, quatro delas, Ir. M. Francisca Buzzacaro, Ir. M. Inatis Schwerdtfeger, Ir. M. Reginita Schubert e Ir. M. Lucinda Schüpper, celebram também o jubileu de diamante, 60 anos, de incorporação no Instituto.

Na Santa Missa, durante qual elas renovaram a sua entrega total a Deus, a serviço da Obra de Schoenstatt, Pe. Francisco Lemes, lembra os anos difíceis em que elas começaram a caminhada no Instituto, quando o Fundador, Pe. José Kentenich, estava exilado pela Igreja. Ele agradece a cada uma pela sua confiança na missão de Schoenstatt e pela fidelidade a esse sim. “Toda vocação é um anúncio do anjo e as senhoras, como Maria, responderam o seu sim e permaneceram fiéis.”

Ir. M. Lucinda, Ir. M. Inatis e Ir. M. Reginita entraram para o Instituto na Alemanha e, ainda no noviciado, vieram como missionárias ao Brasil. “Foi um tempo muito escuro e muito difícil. Fizemos a vestição em março de 1957 e no mesmo mês, em 1958, viemos para o Brasil”, recorda Ir. M. Reginita. “Não conhecemos o Fundador, porque quando conhecemos Schoenstatt, ele já estava no exílio. Mas, ao chegar aqui no Brasil, nós o encontramos na pessoa de Ir. M. Emanuele. A última notícia que recebemos na Alemanha, antes de partir, era que sete seminaristas tinham sido demitidos de um seminário por pertencerem a Schoenstatt.”  Essas provações se tornaram bênçãos e fortaleceu a cada uma em sua vocação, assim como toda a Obra de Schoenstatt.

Por isso, esse dia é de grande alegria, como diz Ir. M. Lucinda: “É uma grande alegria e um grande sentimento de gratidão a Deus, à Mãe de Deus!” O brilho no olhar de Ir. M. Reginita revela a mesma alegria e gratidão, pelos 61 anos vividos no Brasil:  “Vivi toda a minha vida de Irmã de Maria aqui no Brasil, aqui dedicamos nossa vida para Obra de Schoenstatt.” Essas Irmãs, assim como tantas outras, fazem parte das “silenciosas no país”, como dizia Pe. Kentenich. São aquelas pessoas que servem a Igreja, em silêncio, em trabalhos que não as tornam conhecidas por muitas pessoas. Mas, ajudam para que o carisma de Schoenstatt seja uma grande contribuição para a renovação da sociedade.

Para Ir. M. Francisca, a alegria na celebração desses 60 anos de pertença oficial como membro do Instituto Secular das Irmãs de Maria deve-se também ao amor com que elas renovam livremente dois sim: “Para mim, celebrar o jubileu é uma grande alegria e dois sim: Um sim ao longo caminho que vivemos como Irmãs de Maria, até o dia de hoje. Outro sim para tudo o que vier no futuro, um sim para a eternidade,” conclui.

Fonte: schoenstatt.org.br

Silêncio e recolhimento junto ao Santuário Tabor

Ir M Rosequiel Fávero – A partir desta terça, 11 de junho, até o próximo domingo, poderemos encontrar muitas Irmãs de Maria que atuam em diversas cidades do Brasil, fazendo uma semana de retiro e recolhimento junto ao Santuário Tabor, em Santa Maria/RS. Por isso, quem peregrinar ao Santuário nestes dias, com certeza, encontrará um ambiente de maior silêncio e espiritualidade.

O que é um retiro? “É um tempo em que nos retiramos de todas as atividades profissionais para nos dedicarmos especialmente ao silêncio e à oração”, nos explica Ir M Eliane Cunha, atualmente assessora do Movimento de Schoenstatt em Frederico Westphalen, no noroeste do Rio Grande do Sul. “Nosso Fundador, Padre José Kentenich, nos alertava que nós, que trabalhamos no apostolado, podemos tornar-nos ‘faladoras de Deus’, mas esquecermos de ‘falar com Deus’, por isso todos os tempos de oração durante o dia são muito importantes. Fazemos este retiro de uma semana todos os anos. É um tempo especial para ‘conectar-nos’ com Deus, ouvir a sua voz e apresentar-lhe as intenções de tantas pessoas que pedem nossas orações”, conclui Ir M Eliane.

Durante estes dias, um grupo de 30 Irmãs terão palestras, momentos de oração em comum e muito tempo para a oração silenciosa em particular. Em julho e agosto mais dois grupos de Irmãs também farão seu retiro anual. Que a Mãe e Rainha lhes abençoe e lhes conceda muitas graças nestes retiros, para que sigam cumprindo sua missão.