Irmãs de Maria por mais de meio século

Ir. M. Márcia do Carmo Silva – “Ser Irmã de Maria por mais de meio século significa ter encontrado o pleno sentido da vida”, diz Ir. M. Fernada Balan que junto com seis Irmãs jubilares, no dia 19 de março de 2019, celebra cinco décadas de consagração perpétua no Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt. “Celebrar o jubileu traz imensa gratidão a Deus, que nos escolheu e nos deu a graça da fidelidade. Ele quis associar-nos a Jesus, no mistério do amor e da cruz, para ajudá-lo, como pequenas Marias, na grande Obra da Redenção”, afirma Ir. Maria Iracema Müller.

O jubileu de ouro é uma ocasião que convida a lançar um olhar de gratidão para os anos passados e contemplar a fidelidade de Deus que escolhe e acompanha seus eleitos. Envolvida nesta atmosfera Ir. M. Fernanda conta sua experiência: “Desde os primeiros passos no Instituto descobri como a vida pode ser bela quando a gente se doa totalmente e se sente aceita e amada. Aprendi a valorizar o ideal e a missão de me tornar uma pequena Maria” e afirma: “Sou um tipo um tanto original, mas posso dizer que sempre me senti acolhida, respeitada e valorizada”.

O falecimento do fundador, Pe. José Kentenich, seis meses antes da celebração do perpétuo é um acontecimento que marca a história do curso, elas contam: “Aguardávamos com grande saudade a visita do Pe. Kentenich. Sonhávamos que ele pudesse oficializar nossa consagração perpétua, mas os desígnios de Deus foram diferentes. Sentimo-nos envolvidas pela irrupção do divino que perpassava a Família de Schoenstatt, que experimentou, de uma maneira muito forte, a pessoa do Pai e Fundador em sua nova presença, a partir da eternidade”.

Desde o ingresso no postulado, no ano de 1960, as sete Irmãs elas trilham juntas o caminho da consagração. São mais de meio século dedicado inteiramente a Deus e a obra de Schoenstatt. Nestes anos elas ajudaram a construir a história de Schoenstatt, no Brasil e em Portugal.  Conheça um pouco da história das Irmãs jubilares:

Ir. M. Raquel Mainardi – Santa Maria/RS

Natural de Santa Maria/RS, conheceu o Pe. José Kentenich, fundador da Obra de Schoenstatt, aos 09 anos de idade. Encontrou-se com ele algumas vezes, por ocasião de suas visitas ao Brasil. Durante 35 anos se dedicou aos grupos do Movimento Apostólico de Schoenstatt, e há 14 anos atua no secretariado da causa da canonização do Pe. Kentenich e de Irmã Emilie Engel, onde faz palestras e ajuda a divulgar as novenas e folhetos para que as pessoas possam alcançar graças por intercessão do Pe. José Kentenich.

Ir. Maria Iracema Müller – Santa Maria/RS

Como Irmã jovem foi convocada para levar Schoenstatt a Portugal e ajudou na construção do Santuário e Centro de Schoenstatt na cidade de Aveiro. Depois também assessorou o Movimento de Schoenstatt de língua portuguesa, na Àfrica, junto à Cidade do Cabo e Johannesburgo, por quase uma década. Quando retornou ao Brasil participou da direção da província e hoje colabora na pastoral do Santuário Tabor.

Além destas respostas, coloco um pouco de cada uma das outras Irmãs de curso:

Ir. M. Ir. Marione Guenter – Missionária vinda da Alemanha – Atibaia/SP

Veio para o Brasil como missionária. Atuou como enfermeira durante muitos anos na Santa Casa de Londrina e em Ribeirão Claro. Com a ajuda de seus familiares da Alemanha e benfeitores ajudou a construir a Creche Raio de Sol, onde realiza um amplo trabalho social. Ela é conhecida pelas crianças como “Irmã do chocolate”, além das doações de alimentos ela sempre tem chocolates e balinhas de goma para presentear.

Ir. M. Miguela Rutsch– Missionária vinda da Alemanha – Santa Maria/RS

Também missionária alemã. Ela dedicou-se por vários anos no atendimento na maternidade da Santa Casa de Londrina. Atou também por muitos anos no Ramo da Adoração, no qual ajudou no circulo externo de adoradores, nos encontros anuais, edição de livros e subsídios. Por muitos anos também pertenceu a direção provincial, em Santa Maria.

Ir. M. Cesira de Dio – Atibaia/SP

Atou em várias tarefas administrativas na Santa Casa de Londrina. Acompanhou por alguns anos o trabalho de João Luiz Pozzobon e foi a primeira Irmã a iniciar a organização sistemática e diocesana da Campanha da Mãe Peregrina.

Ir. M. Deolinde Macoris – Atibaia/SP

Sempre se dedicou aos trabalhos práticos da costura e da cozinha, sendo que até hoje, com mais de 85 anos ainda é uma referência qualificada em relação à confecção do traje das Irmãs de Maria.

Ir. M. Fernanda Balan – Atibaia/SP

Fui aluna do Colégio Mãe de Deus, em Londrina e participou da Jufem (na época Juventude Nova). Como Irmã de Maria atuou inicialmente na catequese e trabalhos apostólicos. Como assessora do Movimento, em São Paulo, acompanhou de perto, a partir de 1972 a fundação da nova Província brasileira em Atibaia, na qual durante muitos anos fez parte da direção provincial. Fez mestrado em Estudos sobre Matrimônio e Família, no Instituto João Paulo II, em Roma e após regressar ao Brasil, foi assessora nacional da Pastoral Familiar na CNBB, por nove anos, até 2005. Novamente em Roma ela ajudou no início do Santuário e Centro Internacional de Schoenstatt, em Belmonte e quando voltou foi assessora regional da União de Famílias de Schoenstatt, atualmente faz contribui no resgate histórico da Província e escreve livros.

“SOMOS MUITO FELIZES E GRATAS A DEUS POR TÃO SUBLIME VOCAÇÃO E MISSÃO”,

conclui Ir. Maria Iracema.

Fonte: Irmãs de Maria de Schoenstatt

50 anos de Consagração Perpétua

 

Karen Bueno – Os passos já não são tão ágeis, como há 50 anos, mas a disposição e o entusiasmo se revelam no sorriso, na alegria e no empenho pela missão. Dia a dia esses corações juvenis reassumem sua entrega à Obra de Schoenstatt, com as centelhas do primeiro amor, como aconteceu há cinco décadas. É assim que se dá o jubileu de consagração perpétua na comunidade das Irmãs de Maria de Schoenstatt. No último dia de São José, 19 de março, um Curso de seis Irmãs de Maria celebrou os 50 anos de sua consagração de vida na comunidade. “Celebrar o jubileu traz imensa gratidão a Deus, que nos escolheu e nos deu a graça da fidelidade. Ele quis associar-nos a Jesus, no mistério do amor e da cruz, para ajudá-lo, como pequenas Marias, na grande Obra da Redenção”, diz a Ir. Maria Iracema Müller.

As seis Irmãs de Maria atuaram em diversas atividades ao longo desses anos, seja como assessoras do Movimento Apostólico de Schoenstatt, em tarefas internas da própria comunidade ou em funções a serviço da Igreja – Ir. M. Fernanda Balan foi, durante 9 anos, assessora nacional da Pastoral Familiar. “Como desde o início de nosso postulantado, o nosso Curso se sente chamado, de modo particular, a servir com amor e radicalidade o carisma de nosso Pai e Fundador, pelo seu e nosso Dilexit Ecclesiam. Somos muito felizes e gratas a Deus por tão sublime vocação e missão”, diz a Ir. M. Fernanda.

Ir. M. Raquel Mainardi traz na memória o encontro pessoal com o Fundador, Pe. José Kentenich: “Sou muito grata pela graça de ter conhecido o Pai e Fundador. Guardo desse tempo a bela imagem de sua figura nobre, dinâmica e viva; do seu grande ardor apostólico ao nos falar sobre Maria, que abrasava nossos corações com seu grande amor à nossa Mãe Celeste”.

Elas falam sobre o jubileu de consagração perpétua:

O que significa a consagração perpétua na comunidade das Irmãs de Maria?
A consagração perpétua é uma entrega total do amor e da vida a Jesus, para sempre. É feita sob a forma de um contrato jurídico e ascético com o Instituto, que tem validade para toda a vida.

 

Quais são as Irmãs jubilares e onde elas vivem atualmente?
– Ir. M. Deolinde Macoris – Atibaia/SP
– Ir. M. Miguela Rutsch – missionária vinda da Alemanha – Santa Maria/RS
– Ir. M. Cesira de Dio – Atibaia/SP
– Ir. M. Marione Günter – missionária vinda da Alemanha – Atibaia/SP
– Ir. Maria Iracema Müller – Santa Maria/RS
– Ir. M. Fernanda Balan – Atibaia/SP
– Ir. M. Raquel Mainardi – Santa Maria/RS

 

O que representa, para as senhoras, celebrar esse jubileu?
Nossa turma de Irmãs, passados 50 anos dessa consagração perpétua, celebra com imensa gratidão a graça da fidelidade que Deus Pai nos concedeu durante todo esse tempo. Em primeiro lugar, ele foi fiel a nós e nos deu a graça de permaneceremos fiéis a ele, por meio de nossa Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt e de nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich.

 

Onde aconteceu a consagração perpétua das senhoras, em 1969? Foi logo após a morte do Fundador, o que isso lhes dizia na época?
Selamos nossa Aliança de Amor ou consagração perpétua no Santuário Tabor de Santa Maria/RS, o primeiro Santuário de Schoenstatt no Brasil. Nossa consagração perpétua esteve fortemente marcada pelo acontecimento da morte de nosso Pai e Fundador, ocorrida somente seis meses antes dessa data. Aguardávamos com grande saudade a sua visita e sonhávamos que ele talvez pudesse oficiar nossa consagração perpétua, mas os desígnios de Deus foram diferentes. No entanto, nosso Curso sentia-se envolvido pela irrupção do divino que perpassava em nossa Família de Schoenstatt, que experimentava, de uma maneira muito forte, a pessoa do Pai e Fundador da Família em sua nova presença, a partir da eternidade. Estávamos conscientes de que agora, depois de sua volta a lar eterno, ele está mais presente entre nós do que na vida terrena. Como suas filhas e instrumentos nas mãos de Maria, pela Aliança de Amor, queremos viver, anunciar e transmitir sua missão e carisma a todos os que entram em contato conosco.

Presenças de Maria em Arroio Grande

 

Ir M. Cristiane Batalin – “Com João Pozzobon, anunciando os prodígios de Maria”. Este lema impulsionou as primeiras Missões Vocacionais realizadas pelas Irmãs de Maria entre os dias 30/01 a 02/02, na Paróquia São Pedro, distrito de Arroio Grande, próximo a Santa Maria/RS.

A missão já começou bem antes através da oração das dezenas de terços que seriam depois presenteados às familias visitadas.

Com alegria e espírito missionário um grupo de 25 Irmãs fizeram uma pré-missão em 29/01 e já no dia seguinte, às 7h, tiveram a Santa Missa de envio na Capela Tabor, com a bênçãos das Imagens Peregrinas que seriam usadas nas missões.

Todas as tardes, divididas em grupos, as Irmãs partiam do Santuário Tabor, enviadas a ser, de modo concreto, presença de Maria para todas as pessoas visitadas.

O calor intenso destes dias contribuiu para encher “as talhas” com muitas contribuições para o Capital de graças, que foi abundantemente recompensado pela acolhida tão fraterna e carinhosa das famílias, que as esperavam cheias de alegria.

O pároco, Padre Valmor Pastre, cuidou de organizar tudo, delegando pessoas da comunidade que acompanharam as Irmãs nas visitas, indicando-nos onde deviam ir.

Uma das Irmãs missionárias relata: “Maravilhoso e profundamente comovente foi o testemunho da comunidade sobre o Diácono João Luiz Pozzobon. As pessoas contavam com muita vitalidade as vivências que tiveram com ele. A grande maioria dos moradores recordam suas visitas com a Mãe Peregrina de 11kg aos ombros visitando as escolas, as famílias, rezando o terço e fazendo pregações. Várias destas pessoas agradecem por terem tido a oportunidade de oferecer hospedagem quando passava por ali em suas longas peregrinações. As sementes que lançou caíram em terra boa, pois este povo guardou com fidelidade a fé e amor a Maria”.

Outra Irmã testemunha: “Para nós Irmãs foi uma experiência única de podermos “ser dom” para tantas pessoas que se alegravam simplesmente pela presença das Irmãs em suas casas. Foi para nós uma verdadeira Escola de Evangelização, onde fomos muito mais presentadas do que presenteamos”.

Na sexta-feira, 1º de fevereiro, houve adoração no oratório consagrado à Mãe e Rainha de Schoenstatt, da qual participaram também a comunidade das Irmãs de Maria adoradoras. Todas participaram após na Missa do Sagrado Coração de Jesus com a comunidade.

As missões foram encerradas na celebração eucarística da Festa da Apresentação do Senhor, no sábado, 2 de fevereiro. Muitas luzes iluminaram a igreja matriz no mar de velas acesas, que foram abençoadas na celebração.

Pe. Valmor agradeceu às Irmãs pelo alegre testemunho de vida consagrada dado a cada família visitada e pela presença mariana que são. Desejou que a alegria e as luzes destas missões iluminem especialmente as celebrações do centenário da paróquia, a ser celebrado no próximo 10 de fevereiro.

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Irmãs de Maria em missão: para testemunhar a alegria da vida consagrada

Ir M Rosequiel Fávero – Desde 30 de janeiro, 25 Irmãs de Maria de diversas idades e duas juvenistas, se colocaram ‘em saída’ para missões nas famílias da paróquia São Pedro, na localidade de Arroio Grande, um distrito de Santa Maria/RS. As visitas às famílias e a reza do terço nas casas seguem até sábado, 02/02, festa da Apresentação do Senhor. As missões fazem parte da preparação do centenário da paróquia, que será celebrado em 10 de fevereiro.

Na manhã do primeiro dia, durante a Santa Missa, as imagens peregrinas e o material a ser distribuído nas famílias foram abençoados por Dom Elói Roggia, bispo emérito da prelazia de Borba e capelão das Irmas de Maria. Pela tarde, numa singela celebração no Santuário Tabor, as ‘missionárias’ se deixaram enviar pela Mãe e Rainha.

“A bela experiência nas missões com Jumas e Jufem fez amadurecer em nós, Irmãs de Maria, a ideia de fazermos uma missão como comunidade, mostrando às famílias a beleza e a alegria da vida consagrada”, esclarece Ir M Daniele Ramos, responsável pelas missões na paróquia de Arroio Grande. “O centenário da paróquia, a boa relação com o administrador paroquial, Pe. Valmor Pastre, a presença da Mãe Peregrina na paróquia já há décadas fizeram com que escolhêssemos a paróquia São Pedro como local de nossa primeira missão como Irmãs de Maria”.

Em Arroio Grande, junto da igreja matriz, se encontra um dos 19 dos Santuários Paroquiais construídos pelos Padres Palotinos nas paróquias por eles assistidas entre os anos de 1949 e 1952. No ano passado, foi reformado e reinaugurado, ocasião para a qual as Irmãs foram também convidadas. Nesta paróquia, o Santuário Paroquial continua desempenhando seu papel como coração da Família de Schoenstatt local, que ali celebra mensalmente o Dia da Aliança. Desde o ano passado, para sua reinauguração, recebeu também um sacrário e se tornou local de adoração ao Santíssimo na paróquia.

A acolhida de parte das famílias no primeiro dia de missão foi muito positiva, pois as Irmãs logo foram reconhecidas como as ‘Irmãs da Mãe Peregrina’. Numa das casas, a Mãe Peregrina visitava a família visitada, aumentando ainda mais a alegria de visitados e visitadoras.

“Arroio Grande é o primeiro local e, certamente, não será o último”, afirmou Ir M Daniele, dando a entender que a bela experiência se repetirá. “Para levar a Mãe e seu Filho Jesus às famílias, mas também para testemunhar que vale a pena consagrar a vida pelo Reino de Deus”.

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A missão de levar Schoenstatt pelo Brasil afora

 

Karen Bueno / Ir. M. Rosequiel Favero – Atualmente o Brasil conta, em média, com 300 Irmãs de Maria de Schoenstatt atuando no país. Cada uma delas está vinculada a uma das Províncias brasileiras, com sede em Atibaia/SP ou Santa Maria/RS. Dentre essas, cerca de 60 Irmãs são liberadas para atender exclusivamente o Movimento Apostólico de Schoenstatt em todo o território nacional.

As Irmãs da “Assistência Dinâmica” pertencem ao Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt e assessoram os trabalhos da Liga Apostólica (Mães, Juventude Feminina, Famílias, Lafs…), acompanham algumas comunidades da União Apostólica e exercem outras atividades ligadas ao Movimento. Seu trabalho colabora para que a Obra de Schoenstatt cresça e mais pessoas tomem parte na missão da Mãe e Rainha.

Sobre essa tarefa, as responsáveis pela assistência dinâmica, Ir. M. Sára Vincensi (na Província Tabor, Santa Maria/RS) e Ir. M. Diná Souza (na Província Schoenstatt-Tabor, Atibaia/SP), nos explicam mais detalhes…

 

 

Quem são as Irmãs de Maria da assistência dinâmica?

Ir. M. Diná: As Irmãs dinâmicas são a parte liberada pela Província que atuam prioritariamente com as atividades do Movimento Apostólico de Schoenstatt. Elas podem atender o movimento popular de peregrinos (como a Campanha da Mãe Peregrina), assessorar os diversos ramos da Obra (mães, juventude, famílias…), acompanhar algumas comunidades da União Apostólica, entre outras atividades.

 

Qual seu campo de trabalho?

Ir. M. Diná: As Irmãs atuam atendendo os ramos da Liga e as comunidades da União Apostólica, estão onde são chamadas a trabalhar pelo Movimento, nos diversos centros de Schoenstatt, animando a vida espiritual. Também, enquanto Instituto, são responsáveis pela parte administrativa dos Santuários que pertencem à Província, ou dando apoio aos centros de Schoenstatt que são mantidos por associações. É um trabalho que realizamos com muito carinho e consciência de responsabilidade, porque é uma incumbência dada por nosso Pai e Fundador, especialmente aos Instintos, de ser alma do Movimento, de servir todos aqueles que querem viver a Aliança de Amor e trabalhar pela renovação religiosa e moral do mundo, levando o carisma de nosso Pai à Igreja.

 

Por que é necessário ter esse período de formação no início do ano?

Ir. M. Sára: 1º Esses encontros que realizamos no início de ano nos estimulam à gratidão pelos trabalhos realizados. Como nosso Pai nos ensinou, precisamos sempre de novo saborear as misericórdias divinas e o ano que encerramos foi tão rico em vivências e realizações, porque foi o Ano do Pai. Daí nossa gratidão.
2º É também uma jornada de trabalhos e planejamento. Nela preparamos o material para os encontros e trabalhos no Movimento e na Campanha da Mãe Peregrina.
3º Um fator muito importante é que esse encontro de Irmãs, que trabalham especificamente no Movimento, fortalece em nós a consciência de missão e instrumentos nas mãos de nossa Mãe e do Pai e Fundador. Juntas, estudamos, lemos, preparamos material, debatemos… Esse processo traz unidade e segurança no trabalho. Mais do que laborioso, é gratificante!
4º É também tempo de oração, porque levamos diante do tabernáculo e de nossa Mãe a gratidão e as intenções de todos os que nos são confiados.

 

No que o encontro anual da assistência impacta sobre a vida do Movimento?

Ir. M. Sára: Ele impacta porque é mais uma oportunidade de nos conscientizarmos da grandeza da missão e do carisma de nosso Pai e Fundador para a Igreja e o mundo, de torná-lo conhecido. O que vivenciamos nesse encontro se reflete como um eco na vida do Movimento. Mesmo se os instrumentos são poucos para uma tão grande missão, o resultado desse trabalho repercute também nos lugares e pessoas, que sem esse meio não seria possível abranger.

 

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O encontro das assessoras de todo o Brasil

 

Ir. M. Rosequiel Favero / Karen Bueno – No período entre o encerramento e o começo de um novo ano, as Irmãs de Maria de Schoenstatt da chamada “assistência dinâmica” se encontram reunidas. Este é o tempo especial de unidade, formação, planejamento, oração e novo impulso para o ano que inicia.

As Irmãs dinâmicas são liberadas pelas respectivas províncias (com sede em Santa Maria/RS ou Atibaia/SP) para trabalhar exclusivamente com o Movimento Apostólico de Schoenstatt (conheça mais sobre elas).

O encontro da assistência acontece simultaneamente nas duas Províncias:

 

Província Tabor, Santa Maria/RS

 

A Província Tabor abrange os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, junto com toda a região nordeste do país e alguns estados do norte, somando 13 estados. No total, 20 Irmãs de Maria atendem essas regiões como assessoras.

Em 2019, suas linhas de trabalho recordam dos 70 anos de coroação da Rainha da Filialidade Heroica, no primeiro Santuário de Schoenstatt do Brasil, em Santa Maria. “Com nosso Pai e Profeta, queremos trabalhar para que surja uma nova terra mariana, que é concretizada no caminho de santidade da vida diária, pela vivência da Filialidade Heroica. A celebração dos 70 anos da coroação é uma oportunidade para assumir e aprofundar a Filialidade Heroica como essência da espiritualidade de Schoenstatt”, diz a Ir. Sára Vincensi, responsável pela assistência dinâmica na Província.

 

Província Schoenstatt-Tabor, Atibaia/SP

 

A Província Schoenstatt-Tabor comporta14 estados, todos do sudeste e do centro-oeste, mais o Paraná e alguns estados da região norte do país. Um total de 40 Irmãs de Maria atendem essas regiões.

Como ponto alto dos trabalhos, as dinâmicas desta Província reassumem a missão de lutar por uma nova terra mariana. O jubileu de coroação também está entre os principais temas: “Essa coroação é um marco essencial não só para o Brasil, mas para todo o Movimento no mundo inteiro, porque ali o nosso Pai dá a resposta para as ‘chagas do tempo’ que ele apontou no 31 de Maio”, diz a responsável pelas Irmãs da Assistência, Ir. M. Diná Souza.

Outro ponto forte que é trabalhado em Atibaia é a corrente de vida em torno do cetro da Filialidade Heroica (saiba mais). Em breve sairão mais detalhes sobre essa conquista.

Schoenstatt.org.br

 

Irmãs de Maria de Schoenstatt em Jornada de Formação junto ao Santuário Tabor

Ir M Rosequiel Fávero – Um grande número de Irmãs da Província Tabor esteve reunido no último domingo de 2018 para um dia de formação. As atividades foram no Centro Mariano, casa do Movimento de Schoenstatt em Santa Maria/RS.

“Tais encontros são muito importantes para uma comunidade como a nossa, que se vê como uma grande família. Juntas, Irmãs jovens e idosas alegraram-se em ressaborear as celebrações dos 50 anos de falecimento do nosso Fundador, Padre José Kentenich, e puderam já se ocupar com o início da preparação para o centenário de fundação de nosso instituto, em 2026”, afirmou a Superiora Provincial, Ir M Lillian Goerck, que coordenou as atividades do dia.

O Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt foi o primeiro Instituto fundado pelo Padre José Kentenich em outubro de 1926. Atualmente está presente em todos os continentes e colabora ativamente para o crescimento do Movimento de Schoenstatt e da Igreja.

A Província Tabor, com sede em Santa Maria/RS, conta com 104 Irmãs atuando nas regiões sul e nordeste do Brasil, em Portugal e em Schoenstatt/Alemanha.

Faleceu Ir M Vitória Koch

No raiar do último domingo de Advento, Deus veio buscar Ir M Vitória Koch para o Schoenstatt eterno, para celebrar junto dele a Solenidade do Natal.

Ir M Vitória nasceu a 8 de março de 1936 em Coblença/Alemanha. Tinha orgulho de dizer que sua família era de Vallendar e que crescera à sombra do Santuário Original. Em 4 de agosto de 1956 iniciou seu postulado como candidata no Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt para as missões e em março de 1957, ainda como noviça, chegou ao Brasil.

Ir M Vitória tinha uma alma missionária e se dedicava totalmente aos que lhe eram confiados. Em dois períodos de 15 anos, trabalhou em Santa Cruz do Sul/RS, atuando quase três décadas especialmente na assistência social e na catequese junto às periferias da cidade. Entre estes dois períodos, de 1980 a 1984, foi transferida para Schoenstatt/Alemanha, como responsável pela Central Missionária.

Em 1999, Ir M Vitória deixou sua ‘querida Santa Cruz do Sul’, para continuar seu trabalho social em Santa Maria. Antes, porém, recebeu o título de Cidadã Honorária, onde era chamada muitas vezes de ‘Madre Teresa de Santa Cruz’.

Em Santa Maria, Ir M. Vitória dedicou-se ao trabalho social e pastoral, acompanhando as Capelas da Paróquia Nossa Senhora da Glória, no bairro Camobi, pelo qual é muito lembrada até hoje.

A última grande obra de Ir M. Vitória, foi o Centro de Referência Familiar Recanto do Sol, o ‘Cefasol’, também em Camobi. A ideia era tirar da rua as crianças no período em que não estavam na escola, lhes oferecer apoio em suas necessidades e promover suas habilidades. Mesmo já debilitada, Ir M Vitória acompanhou todas as etapas da construção do Cefasol e teve a alegria de visitá-lo algumas vezes depois de já estar em funcionamento.

Em dezembro de 2011 foi homenageada também pela Câmara de Vereadores de Santa Maria, onde recebeu a comenda ‘João Luiz Pozzobon’, pela sua atuação junto às famílias do bairro Camobi.

Os últimos 7 anos de Ir M Vitória foram na enfermaria da Casa Provincial das Irmãs de Maria, em Santa Maria, dos quais a maior parte acamada.

Mesmo nos momentos em que lhe faltava a lucidez, Ir M Vitória externava seu coração aberto para o mundo e as necessidades das pessoas. A todos com quem convivia diariamente ou que lhe visitavam demonstrava sua preocupação pelos pobres, pela paz no mundo, pelos padres que ajudou em sua tarefa missionária. Muitas vezes, antes mesmo que lhe falassem algo, ela perguntava: e você está bem?

Nos últimos meses Ir M Vitória pedia que rezassem para a Mãe no Santuário, para que Deus viesse buscá-la. Este seu ‘tempo de Advento’ findou-se hoje, na antevéspera de Natal.

Ir M Vitória está sendo velada na Capela Tabor, onde acontecerá uma Missa de despedida às 18h. Amanhã, 24/12, será sepultada no cemitério das Irmãs de Maria logo após a Santa Missa das 7h.

Que a vida de Ir M Vitória seja penhor por muitas vocações, de corações abertos e missionários, que queiram dar a vida pelos irmãos, por Schoenstatt e pela Igreja.

O ‘Milagre dos Lírios’

Ir M Rosangela de Souza – O dia 10 de novembro foi de festa para a Família de Schoenstatt de Santa Maria/RS, que participou da vestição da jovem Renata Zanchin no Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt. Foi o momento culminante de uma caminhada vocacional de quase 5 anos desde que ela conheceu as Irmãs de Maria. Os familiares da noviça, juntamente com membros da Família de Schoenstatt da diocese de Frederico Westphalen e de sua comunidade paroquial viajaram em 2 ônibus percorrendo cerca de 450 Km para se fazerem presentes na celebração. Também a Família de Schoenstatt de outras 4 dioceses do Rio Grande do Sul, especialmente a Juventude Feminina de Schoenstatt e um grupo de jovens vocacionadas do Estado de Santa Carina passaram a noite em viagem para poder assistir a esta Vestição. Em Santa Maria os preparativos foram muitos e a Família de Schoenstatt participou ativamente contribuindo para a realização desta festa assumindo, inclusive, o preparo do almoço festivo que seria servido após a cerimônia. Foi um dia de festa especial para a Jufem da Arquidiocese de Santa Maria, em cujos grupos atuaram as duas noviças: Ir. M. Antônia e Ir. M. Renata.

Ao som do sino do Santuário seguiu o cortejo com a noviça Renata e suas 5 coirmãs que há uma semana receberam a veste de Irmã de Maria em Garanhuns/PE. Espontaneamente a juventude iniciou uma salva de palmas, manifestando assim a sua alegria pelo sim desta jovem. Na galeria, que conduz à Capela Tabor, a Jufem e as vocacionadas fizeram alas, cada uma com uma haste de lírio branco nas mãos. Também todos os ornamentos da Capela, Santuário e casa ostentavam a beleza dos lírios. Pouca gente sabia que nestes lindos ornamentos tinha uma ‘mãozinha’ da Mãe de Deus. “A Mãe de Deus enviou-nos estes lírios”, comentou Ir. Jéssica Maria Gassen, que integrava a equipe de organização, pois elas procuraram nas floriculturas da cidade e não encontraram um só lírio em nenhuma delas. Na antevéspera do dia de festa chegou uma floricultura com o carro cheio de lírios para entregar na Casa do Movimento. Logo foi constatado que se tratava de um engano, pois os lírios estavam destinados para uma festa de casamento que se realizaria na próxima semana.

A floricultura equivocou-se na data e fez a entrega antes. Engano? Não! Foi um presente da Mãe de Deus, um sinal para enfatizar o mistério da vocação para a vida virginal de dedicação indivisa a Deus e seu Reino!

Foto: Glênio Brondani

Fonte: s-ms.org

“Escolho a MTA e Schoenstatt para o meu caminho de Santidade”

Ir M Rosequiel Fávero – Uma semana após cinco jovens nordestinas terem ingressado nos Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt junto ao Santuário Tabor da Santidade de Todos os Dias, mais uma jovem veio completar o curso, recebendo o traje de Irmãs de Maria junto ao Santuário Tabor, em Santas Maria/RS.

A jovem noviça Renata Zanchin, natural de Frederico Westphalen, irradiava grande alegria, quando ingressou na Capela Tabor lotada, vestida de branco, véu e grinalda, manifestando seu desejo de consagrar-se virginalmente ao Senhor, como Maria. Acompanharam-na na procissão de entrada suas Irmãs de Curso, que haviam recebido o traje de Irmã de Maria uma semana antes.

Dom Elói Roggia, bispo emérito da prelazia de Borba, presidiu a Eucaristia. Na sua homilia, Dom Elói afirma a importância deste dia para a Igreja, porque mais uma pessoa escolheu de livre vontade seguir Jesus mais de perto na vida consagrada, como Irmã de Maria de Schoenstatt. Traçando um paralelo com a anunciação, do Evangelho deste dia de festa, Dom Elói recorda que como o sim de Maria produziu o melhor fruto do mundo, Jesus Cristo, também o sim da Renata deve ajudar a gerar Jesus para muitas pessoas, pois este é o verdadeiro objetivo da consagração religiosa: dar Jesus às pessoas.

A grande expectativa era ver a noviça vestida como Irmã de Maria quando, após receber todas as partes do traje, ela sai e retorna vestida como Irmã. E que linda imagem quando não apenas a agora Irmã M Renata retorna, mas todas as seis Irmãs que compõem seu curso retornam trazendo a imagem do Padre José Kentenich e lírios!

O dia continuou de festa em Santa Maria, com os cumprimentos às noviças e um almoço festivo no Centro Mariano.

O curso inicia agora um período muito importante de sua formação, ‘noviciado fechado’, permanecendo cinco meses na Casa de Formação com aulas e mais tempo de oração que outras Irmãs. Desta forma, se preparam para sua missão como Irmãs de Maria para a Obra de Schoenstatt, a Igreja e a Sociedade. E para concretizar o lema que escolheram para a sua vestição: “Escolho a MTA e o Schoenstatt para o meu caminho de Santidade”

Mais fotos 1 e 2 (Márcia Kazumi)