
Ir M Rosequiel Fávero – Na véspera da Solenidade dos Santos Arcanjos, Deus chamou para junto de si Ir M Miguela Rutsch, em Santa Maria/RS. Grande devota de São Miguel, Ir M Miguela já pode celebrar a festa de seu padroeiro já na eternidade.
Ir. M. Miguela nasceu em 7 de julho de 1935, em Fulda, na Alemanha, como a terceira filha entre sete irmãs. Em 1950, selou a Aliança de Amor como Membro da Juventude Feminina de Schoenstatt. Ela escreveu: “A espiritualidade de Schoenstatt e a sua grande missão veio ao encontro dos meus anseios de consagrar a minha vida inteiramente a Deus.” Em 1959, durante a jornada das dirigentes da Juventude Feminina em Schoenstatt (Schwarzhorntagung), Ir. M. Miguela se apresentou como candidata das Irmãs de Maria e desejou ir para as missões, a fim de salvar muitas almas.
Realizou seu anseio missionário quando foi enviada ao Brasil solenemente em 28 de julho de 1965. Após uma viagem de navio de 18 dias, em 18 de agosto de 1965, chegou ao Rio de Janeiro. De lá seguiu viagem a Santa Maria.

De 1966 a 1969, serviu como enfermeira na Santa Casa de Londrina/PR. Amava a sua profissão, mas também sentia o chamado para a vida contemplativa. Por isso, em 1969 foi transferida para a filial das Irmãs Adoradoras, junto ao Santuário Tabor, em Santa Maria. Incansavelmente dedicou-se às múltiplas tarefas de sua missão como Irmã Adoradora: traduzia textos e publicava livros de orações e textos do Fundador da Obra de Schoenstatt, Padre José Kentenich. Uma das suas tarefas foi recomeçar o Círculo Externo da Adoração. Ela mesma escreveu: “Em 1975, perguntei por escrito ao nosso Bispo Diocesano Dom Ivo Lorscheiter, se poderíamos iniciar com o Círculo Externo de Adoração. Dom Ivo respondeu imediatamente e insistiu que deveríamos iniciar com ele quanto antes, desejando-nos muito sucesso.”
Dedicou-se de coração à edificação do Círculo Externo de Adoração, que foi muito além das fronteiras da Província Tabor. Como fruto do crescimento do mesmo em terras nordestinas, juntamente com a Ir. M. Aurea Dotto, visitou Alagoas em julho de 1985. Esta foi a primeira vez que Irmãs de Maria pisaram esta região do Brasil. Com certeza fazem parte das sementes de Schoenstatt junto a este povo que tanto ama a Mãe e Rainha e onde o Movimento de Schoenstatt cresceu tanto nos últimos decênios.
Com desprendimento e alegria, serviu as Irmãs durante 24 anos como Conselheira da Direção Provincial. Para muitos leigos, era confidente e uma grande incentivadora da adoração eucarística no Santuário Tabor. Muitos se recordam do seu empenho nos Congressos do Círculo Externo de Adoração, que eram dias de oração e também de formação na espiritualidade de Schoenstatt.
De fevereiro de 2007 a novembro de 2008, serviu a Família das Irmãs como porteira na Casa de Formação (Casa Schulungsheim), em Schoenstatt/Alemanha.
Suas palavras escritas em 2007, ressumem toda a sua vida como missionária: “Olhando para os meus 42 anos de trabalho missionário no Brasil, somente posso agradecer a Deus por toda a proteção e as bênçãos recebidas, mas também pela rica fecundidade, que ele concedeu, de modo imerecido, ao meu trabalho. Nunca me arrependi de ser missionária e desejo e peço a Deus e a Maria, a Mãe da Igreja, que – de nossa diocese e do mundo inteiro – chamem e enviem muitos missionários e missionárias ricamente abençoados.”
Na tarde de hoje, 28 de setembro, será celebrada a Santa Missa de exéquias na Capela Tabor e, em seguida, Ir M Miguela será sepultada no Cemitério das Irmãs de Maria, junto ao Santuário Tabor.
Adorando, agora, o Senhor face a face, certamente Ir M Miguela será intercessora para todos os que acorrem às orações das Irmãs Adoradoras e pedirá por vocações contemplativas para a Obra de Schoenstatt.







Ir M Rosequiel Fávero – Na madrugada do penúltimo Dia da Aliança de 2020, Deus chamou, de forma inesperada, a Ir M Reinilde Erpen para a eternidade. Seu falecimento num dia 18 foi um selo divino a uma vida de dedicação a Deus e ao próximo, na fidelidade à Aliança de Amor.


Na véspera da celebração dos 70 anos da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, Deus chamou para si, à sombra do Santuário Tabor, a Ir. M. Arminda Cadore, depois de alguns anos de enfermidade e muitas contribuições para o Capital de Graças.
À exemplo de Maria, a Mãe das Dores, se destacou por sua fortaleza, fidelidade e ampla maternidade espiritual nos difíceis anos pelo qual passou a Obra de Schoenstatt no período do Exílio do Fundador. Foi conselheira, guia espiritual e arrimo para muitas pessoas, inclusive para seminaristas e sacerdotes neste período crítico em que Schoenstatt no Brasil esteve verdadeiramente à sombra da gloriosa Cruz do Senhor.
Também o Sr. Germano Arendes, superior dos Irmãos de Maria no Brasil no período do exílio do Fundador testemunha: “Quando a Sagrada Escritura pergunta: ‘a mulher forte, quem vai encontrá-la?’ eu diria que isso se aplica a Ir. M. Emanuele. Portanto, uma grande mulher…” 
Ir. M. Teresinha, deixou seu coração se inflamar por Jesus, consumindo-se pela missão de anunciar e edificar Schoenstatt no Brasil. Seu grande modelo foi a Mãe de Deus, como a mulher forte aos pés da cruz, a consorte e auxiliar de Cristo.
Nos anos difíceis no tempo do exílio do fundador (1951 – 1965), Ir. M. Teresinha, foi o forte esteio que, com o coração em Deus e a mão no pulso do tempo, conseguiu levar adiante a missão que recebera do Pe. Kentenich, encorajando a todos os que estavam próximos dela. Chegou a ser também “exilada” pelo bispo diocesano, que exigiu que ela fosse transferida para fora da Diocese de Santa Maria.