Faleceu Ir M Miguela Rutsch

Ir M Rosequiel Fávero – Na véspera da Solenidade dos Santos Arcanjos, Deus chamou para junto de si Ir M Miguela Rutsch, em Santa Maria/RS. Grande devota de São Miguel, Ir M Miguela já pode celebrar a festa de seu padroeiro já na eternidade.

Ir. M. Miguela nasceu em 7 de julho de 1935, em Fulda, na Alemanha, como a terceira filha entre sete irmãs. Em 1950, selou a Aliança de Amor como Membro da Juventude Feminina de Schoenstatt. Ela escreveu: “A espiritualidade de Schoenstatt e a sua grande missão veio ao encontro dos meus anseios de consagrar a minha vida inteiramente a Deus.” Em 1959, durante a jornada das dirigentes da Juventude Feminina em Schoenstatt (Schwarzhorntagung), Ir. M. Miguela se apresentou como candidata das Irmãs de Maria e desejou ir para as missões, a fim de salvar muitas almas.

Realizou seu anseio missionário quando foi enviada ao Brasil solenemente em 28 de julho de 1965. Após uma viagem de navio de 18 dias, em 18 de agosto de 1965, chegou ao Rio de Janeiro. De lá seguiu viagem a Santa Maria.

 

Ir M Miguela como jovem missionária: no dia do seu envio para o Brasil e no local de morte de José Engling, em Cambrai/França.

 

De 1966 a 1969, serviu como enfermeira na Santa Casa de Londrina/PR. Amava a sua profissão, mas também sentia o chamado para a vida contemplativa. Por isso, em 1969 foi transferida para a filial das Irmãs Adoradoras, junto ao Santuário Tabor, em Santa Maria. Incansavelmente dedicou-se às múltiplas tarefas de sua missão como Irmã Adoradora: traduzia textos e publicava livros de orações e textos do Fundador da Obra de Schoenstatt, Padre José Kentenich. Uma das suas tarefas foi recomeçar o Círculo Externo da Adoração. Ela mesma escreveu: “Em 1975, perguntei por escrito ao nosso Bispo Diocesano Dom Ivo Lorscheiter, se poderíamos iniciar com o Círculo Externo de Adoração. Dom Ivo respondeu imediatamente e insistiu que deveríamos iniciar com ele quanto antes, desejando-nos muito sucesso.”

Dedicou-se de coração à edificação do Círculo Externo de Adoração, que foi muito além das fronteiras da Província Tabor. Como fruto do crescimento do mesmo em terras nordestinas, juntamente com a Ir. M. Aurea Dotto, visitou Alagoas em julho de 1985. Esta foi a primeira vez que Irmãs de Maria pisaram esta região do Brasil. Com certeza fazem parte das sementes de Schoenstatt junto a este povo que tanto ama a Mãe e Rainha e onde o Movimento de Schoenstatt cresceu tanto nos últimos decênios.

Com desprendimento e alegria, serviu as Irmãs durante 24 anos como Conselheira da Direção Provincial. Para muitos leigos, era confidente e uma grande incentivadora da adoração eucarística no Santuário Tabor.  Muitos se recordam do seu empenho nos Congressos do Círculo Externo de Adoração, que eram dias de oração e também de formação na espiritualidade de Schoenstatt.

De fevereiro de 2007 a novembro de 2008, serviu a Família das Irmãs como porteira na Casa de Formação (Casa Schulungsheim), em Schoenstatt/Alemanha.

Suas palavras escritas em 2007, ressumem toda a sua vida como missionária: “Olhando para os meus 42 anos de trabalho missionário no Brasil, somente posso agradecer a Deus por toda a proteção e as bênçãos recebidas, mas também pela rica fecundidade, que ele concedeu, de modo imerecido, ao meu trabalho. Nunca me arrependi de ser missionária e desejo e peço a Deus e a Maria, a Mãe da Igreja, que – de nossa diocese e do mundo inteiro – chamem e enviem muitos missionários e missionárias ricamente abençoados.”

Na tarde de hoje, 28 de setembro, será celebrada a Santa Missa de exéquias na Capela Tabor e, em seguida, Ir M Miguela será sepultada no Cemitério das Irmãs de Maria, junto ao Santuário Tabor.

Adorando, agora, o Senhor face a face, certamente Ir M Miguela será intercessora para todos os que acorrem às orações das Irmãs Adoradoras e pedirá por vocações contemplativas para a Obra de Schoenstatt.

Assessoras reunidas neste início de ano

 

Karen Bueno – As Irmãs de Maria que atuam como assessoras do Movimento Apostólico de Schoenstatt realizam todos os anos um período de reflexão, estudo e trabalho em conjunto. No Brasil, isso acontece neste início de janeiro nas duas Províncias: na Província Tabor, com sede em Santa Maria/RS, e na Província Schoenstatt-Tabor, com sede em Atibaia/SP.

Veja abaixo como os encontros estão se desenvolvendo simultaneamente:

 

Em Santa Maria/RS

 

 

Na Província Tabor, as Irmãs estão reunidas presencialmente desde o dia 29 de dezembro e o encontro termina no dia 15 de janeiro. Elas são responsáveis pelos ramos femininos, Campanha da Mãe Peregrina e famílias nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e toda a região nordeste do Brasil.

“Estamos num período de confiança heroica, em todos os sentidos”, diz a Ir. M. Sára Vincensi sobre o momento atual. Diante dos desafios da pandemia e tantos mais, ela explica a linha de trabalho: “Como já temos um novo lema para o Movimento no Brasil, isso é muito importante e esse lema está norteando os trabalhos: ‘Família Tabor, transfigura a realidade hoje!’ Nós gostamos muito deste lema e estamos preparando também uma palestra para ser dada nos encontros que serão, se possível, presenciais, mas se a gente não conseguir, vamos continuar fazendo formação online. Também estamos centradas na celebração de alguns jubileus: 75 anos da chegada do nosso Fundador ao Brasil, do ideal Tabor e do lançamento da pedra fundamental do Santuário de Santa Maria”.

O ideal Tabor, diz a Ir. M. Sára, precisa sempre de novo ser revisitado e aprofundado: “Sempre de novo tem que refrescar a memória dos que já o conhecem, mas também trazer ao conhecimento o que é este ideal Tabor, que é a missão para o Brasil”. Para isso, elas estão trabalhando num material mais aprofundado sobre o tema.

 

Em Atibaia/SP, porém online

 

 

As Irmãs da Província Schoenstatt-Tabor não estão reunidas presencialmente, mas estão vinculadas por meio de encontros online. Isso acontece porque elas estão espalhadas por regiões distantes e são responsáveis pelos ramos femininos, Campanha da Mãe Peregrina e famílias nas regiões Sudeste, Centro Oeste, Norte e estado do Paraná.

“Este é um encontro mais formativo e está sendo muito bom. É um desafio, mas é muito bom”, comenta a Ir. M. Diná Batista de Souza. Ao todo participam 40 Irmãs assessoras e o encontro se estende de 4 a 15 de janeiro. “As plataformas de comunicação gratuitas nos ajudam e é possível fazer aquilo que é mais necessário, que é o diálogo, o compartilhamento dos conteúdos, isso tudo a gente consegue fazer. Podemos experimentar a responsabilidade das participantes, que estão ali presentes para aquele momento: se organizam, criam um ambiente favorável e há muita participação. Ao mesmo tempo, sentimos a realidade da outra, porque mesmo participando online, a gente sempre comenta o que está acontecendo no outro local. Então, tem muitos pontos positivos. Eu acho que isso mostra, também, essa nossa unidade, apesar da distância”.

Para esse tipo de encontro, foram necessárias algumas adaptações e a flexibilidade de horário. “A pessoa que dá o tema, ela o dá duas vezes ou até mais, para que todas possam participar. E isso exige preparação. Como diz São Paulo, não podemos desanimar, jamais deixar de anunciar a palavra. Precisamos estudar Schoenstatt, nos aprofundarmos, não importa se é todo mundo junto ou separado, a missão tem que ser anunciada. O mundo todo é nosso campo de batalhas, como dizia José Engling, isso vale também para o mundo digital”.

 

No vídeo abaixo as Irmãs da Assistência Dinâmica da Província Tabor apresentam uma melodia para o novo lema do Movimento de Schoenstatt no Brasil.

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Uma Irmã de Maria, a “Professora do Ano” na Alemanha

                                   

Ir. M. Verena Röhrig / Karen Bueno – Na Alemanha, a Ir. Christamaria Brück, do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, recebeu o “Prêmio Klaus von Klitzing 2020” como a melhor professora para disciplinas de MINT (matemática, ciência da computação, ciências naturais e tecnologia). Ir. Christamaria dá aulas de matemática, ciências da computação e religião católica, desde 2014, na Escola de Maria de Schoenstatt (Schönstätter Marienschule) – colégio para moças, que pertence e é dirigido pelas Irmãs de Maria, localizado em Vallendar.

Fora da sala de aula Ir. Christamaria acompanha um grupo de estudos em robótica, treina colegiais como ajudantes técnico-digitais na vida escolar cotidiana (“DigiDocs”) e trabalha com uma empresa de software no desenvolvimento de um aplicativo de comunicação escolar. O prêmio, dotado de 15.000 euros, foi entregue no dia 10 de novembro de 2020 pelo Nobel de Física, Prof. Klaus von Klitzing.

Este prêmio é oferecido pela Fundação EWE em cooperação com a Universidade de Oldenburg. Normalmente, o professor Klaus von Klitzing entrega o prêmio em Oldenburg, onde a Fundação EWE está sediada. Devido à pandemia do coronavírus, desta vez, a cerimônia de premiação aconteceu virtualmente, ou seja, simultaneamente e ao vivo, em locais diferentes: em Stuttgart, Oldenburg e Schoenstatt.

Com Ir. Christamaria Brück, um pequeno grupo de alunos e professores aguardavam ansiosamente – no espaçoso refeitório da escola – a cerimônia de premiação. Entre eles, estavam a Ir. M. Gabriele Schreck, diretora da escola, e a Ir. M. Aleja Slaughter, superiora geral do Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt. Pela transmissão ao vivo, muitos acompanharam a programação, que durou cerca de uma hora, com grande empolgação.

 

Selecionada entre 48 candidatos de “primeira classe”

 

 

Marion Rövekamp, presidente da Fundação EWE, destacou que a Ir. Christamaria foi escolhida, por unanimidade pelo júri, dentre um círculo de 48 candidatos de “primeira classe”. O professor Klaus von Klitzing lamentou não poder entregar pessoalmente o prêmio, em Oldenburg, mas virtualmente em Stuttgart, onde desenvolve trabalhos de pesquisa no Instituto Max Planck.

Em seu discurso, Ir. M. Gabriele Schreck (diretora da escola) disse que Ir. Christamaria recebeu o prêmio em nome de toda a equipe e de todos os professores entusiasmados. Salientou o “extraordinário empenho” da sua coirmã, bem como o “verdadeiro entusiasmo” e a capacidade de desenvolver o melhor em seus alunos. “Hoje, temos que encontrar respostas urgentes para as muitas questões éticas, médicas e ecológicas, para citar apenas algumas das questões candentes. É por isso que precisamos de mulheres como você, que trabalhem com compreensão, vontade e coração para capacitar muitos jovens a se envolverem em projetos que busquem soluções viáveis e responsáveis.

A diretora agradeceu cordialmente à Ir. Christamaría por sua contribuição na Escola de Maria de Schoenstatt, na qual, como o Pe. Kentenich, fundador de Schoenstatt e da escola, se esforça por ter seu ouvido no coração de Deus e a mão no pulso do tempo. Ao agradecer os doadores do prêmio, Ir. M. Gabriele apontou a perspectiva de poder descobrir e formar futuros pesquisadores com o prêmio e, assim, cumprir a responsabilidade cristã pela nova ordem social. Ela enfatizou: “As jovens são especialmente necessárias para introduzir a perspectiva feminina nas ciências MINT e, assim, possibilitar uma perspectiva mais completa. Como uma escola para meninas, com foco científico, vemos nossa missão muito específica aqui”.

 

Grupo de robótica “um lugar de alegria”

 

 

A grata e orgulhosa aluna Karolin Gräwer, do 11º ano, descreveu a Ir. Christamaria como uma “professora especial”. Vivenciou isso já na 5ª série, nas aulas de religião e educação básica de tecnologia da informação. A partir da 6ª série, ela participou dos finais de semana robóticos, que a Irmã Christamaria ofereceu pelo projeto de robôs. Ela se divertiu tanto construindo e programando robôs que, ela e outras alunas interessadas, todos os anos, participaram com sucesso das competições da Primeira Liga de Lego. Como a aluna confessou, o grupo de robôs tornou-se “um lugar de alegria”.

Karolin revelou o que acredita ser a receita de sucesso da Ir. Christamaria: “Todas as sextas-feiras, ela nos mostra o quanto a gente pode se divertir e se alegrar com a tecnologia. Ela fica feliz em poder ajudar nos problemas, dá ideias, mas nunca revela a verdadeira solução. Ele sempre nos deixa tentar de tudo e, se algo não funcionar, ele nos incentiva a encontrar uma solução rapidamente. Com seu compromisso incansável, ela simplesmente convence a todos. Sua atitude positiva é transferida para nós, alunas, e é por isso que não queremos mais perder o grupo de robôs em nossa escola”.

A aluna também elogiou a “paixão pela matemática” da Ir. Christamaria, sua paciência para explicar e a serenidade com que motiva as alunas que não têm a matemática como matéria preferida. Além disso, Karoline Gräwer reconheceu: “A Ir. Christamaria sempre nos ouve com atenção e reserva o tempo necessário para atender nossas preocupações e necessidades. A gente pode sentir a grande conexão que ela cria conosco, suas alunas. Podemos aprender muito da Ir. Christamaria, não apenas no nível de ciência, mas também no humano. Com muita alegria de viver e por sua maneira aberta e amigável que irradia a todos, ela se tornou um exemplo para nós”.

Karoline Gräwer está convencida de que a Ir. Christamaria, definitivamente, merece o prêmio Klaus von Klitzing, “porque com seu compromisso na área do MINT, ela mostra como as meninas podem se desenvolver também nessa área, que ainda é considerada dominada por homens. Por isso, é importante sublinhar que ela é a primeira Irmã e a primeira mulher a receber esse prêmio, após seis vencedores masculinos consecutivos. Ao apoiar mulheres em crescimento, ela nos dá uma visão de uma área na qual, provavelmente, não teríamos ousado nos aventurar. Isso nos incentiva a nunca desistir e a continuar, não importa quais obstáculos se interponham em nosso caminho”.

 

Gratidão aos alunos e colegas

 

 

No final, depois de agradecer a todos os envolvidos, Ir. Christamaria declara: “Aqui conosco, a corresponsabilidade, a liberdade, a criatividade, o comprometimento, a amizade e o espírito de equipe contam muito. Por toda a sua cooperação, eu digo: Obrigada de todo o coração! É por isso que estou firmemente convencida de que o Prêmio Klaus von Klitzing pertence não apenas a mim, mas a todos nós. Obrigada”.

 

Com informações editadas do site: s-ms.org

Fotos: s-ms.org – Irmãs de Maria de Schoenstatt

Fonte: schoenstatt.org.br

No Dia da Aliança, Ir M Reinilde Erpen partiu para a eternidade

Ir M Rosequiel Fávero – Na madrugada do penúltimo Dia da Aliança de 2020, Deus chamou, de forma inesperada, a Ir M Reinilde Erpen para a eternidade. Seu falecimento num dia 18 foi um selo divino a uma vida de dedicação a Deus e ao próximo, na fidelidade à Aliança de Amor.

Ir M. Reinilde nasceu em 20 de setembro de 1930, na Colônia Selbach, então Município de Carazinho/RS, numa família de agricultores, descendentes alemães. Iniciou o postulantado em 1º de fevereiro de 1954, em Santa Maria e em 1964 celebrou a sua incorporação perpétua.

Ao longo dos 66 anos de consagração a Deus como Irmã de Maria de Schoenstatt, Ir M Reinilde serviu em diversos locais, na maioria das vezes como enfermeira ou na pastoral dos doentes. Em 1995, depois de aposentar-se na sua profissão, Ir M Reinilde pode realizar um sonho: tornar-se Irmã Adoradora e quatro anos mais tarde foi enviada a Schoenstatt no primeiro grupo internacional de Irmãs Adoradoras, que moravam no Vale de Schoenstatt e asseguravam a adoração eucarística no Santuário Original. Nestes três anos, vivenciou a nossa Família de Schoenstatt Internacional no lugar de origem. Pela sua oração e sacrifício pôde fecundar o lar original junto ao primeiro Santuário da Mãe e Rainha e aprofundar o seu amor à Schoenstatt e à nossa Família de Irmãs.

Quando, em setembro de 2002, regressou ao Brasil, Ir M. Reinilde foi transferida para filial junto ao Santuário de Schoenstatt em Salvador, Bahia, para atender a Pastoral do Santuário. Em seu zelo apostólico acolheu a todos com doçura, orientando e conduzindo à Mãe no Santuário. Tinha uma alegria especial em consagrar os bebês à Mãe de Deus. Era uma ‘alma orante’ e sua irradiação maternal era reflexo da intimidade com Deus, com nossa Mãe e nosso Pai e Fundador. Ela deixou marcas no coração dos peregrinos, era muito querida por todos e, ainda hoje, é recordada pelos que frequentam o Santuário Tabor Matris Salvatoris.

                             Ir M Reilnilde (ao centro) junto com suas coirmãs em Salvador/BA

 

Ao retornar a Santa Maria, dedicou-se brevemente à pastoral do Santuário Tabor. Transferida para a filial das Irmãs idosas, Ir M Reinilde palmilhou conscientemente a última etapa de sua caminhada ao Pai, fazendo da sua oração e das muitas contribuições para o Capital de Graças sua grande colaboração para a MTA em seu Santuário.

Na manhã deste dia 18, a Irmã enfermeira encontrou-a já morta no seu leito, com semblante calmo e sereno. Deus havia aceitado o sacrifício de sua vida, como contribuição para o Capital de Graças, nas primeiras horas do Dia da Aliança.

Que sua entrega seja penhor pela fidelidade dos filhos de Schoenstatt à Aliança de Amor e, nela, ao Pai e Fundador, à Mãe e Rainha e ao Santuário.

Ir M Reginalda Cavalheiro retorna ao lar eterno

No início desde mês dedicado aos falecidos, Deus chamou para junto de si nossa querida Ir M Reginalda Neves Cavalheiro, aos 88 anos.

Ela havia sofrido recentemente um AVC, seguido de uma pneumonia aguda, da qual não conseguiu se recuperar.

Ir. M. Reginalda nasceu no dia 24 de dezembro de 1932, numa fazenda, em São Gabriel/ RS. Seu pai faleceu de um acidente de trabalho, quando ela tinha apenas 3 anos de idade. Por isso, a família mudou-se para Londrina/PR, onde conheceu o Movimento de Schoenstatt.

Ir. M. Reginalda era uma jovem muito ativa e apostólica. Pertenceu às filhas de Maria e era uma boa catequista da Paróquia da Catedral, quando Irmã Ruth-Maria Luchese, coordenava a catequese. Em 6 de abril de 1965, começou o postulantado em Santa Maria e, a 8 de setembro de 1965, com suas irmãs de curso, celebrou a sua vestição.

Ir M Reginalda tinha uma alma missionária e ativa. Trabalhou com muita alegria e dinamismo em diversas atividades na catequese, no campo social e na edificação da Família de Schoenstat em dioceses do Rio Grande do Sul e também em Recife/PE. Certa vez, perguntada sobre onde mais gostava de trabalhar, ela respondeu: “Eu gostava de tudo. O importante era trabalhar para o Reino de Deus!”

Um câncer obrigou-a a interromper sua atividade apostólica por algum tempo, às quais retornou, embora já não com a mesma força. Mesmo assim, em 2001 desenvolveu um grande trabalho organizando não somente a Campanha da Mãe Peregrina, como também o apostolado das capelinhas de Nossa Senhora na Arquidiocese de Porto Alegre. Em novembro de 2004, retornou a Santa Maria, ajudando em diversas atividades, na medida de suas forças.

A cada ano suas forças foram reduzindo, mas não a alegria e o interesse com que acompanhava o que acontecia na Igreja e na Família de Schoenstatt, pelas quais ofertava sua oração e suas contribuições para o Capital de Graças.

Às 18h10min de hoje, 03 de novembro, Ir M Reginalda seguiu o chamado do Pai Celeste. Amanhã, às 10h, será celebrada a Missa de exéquias e, em seguida, será ela sepultada no cemitério das Irmãs de Maria, junto ao Santuário Tabor.

Como Instituto das Irmãs de Maria, agradecemos a Deus por Ir. M. Reginalda, pelo seu apostolado incansável e por tudo o que ela dedicou às pessoas e a Schoenstatt.

Ir. M. Petra partiu para junto do Pai

 

“Nesse dia da Aliança de Amor (pouco antes do meio dia), Ir. M. Petra Schnuerer completou sua vida na terra e voltou para o lar, com o Pai celestial, após uma longa batalha contra o câncer. Ela teve uma morte tranquila, acompanhada por suas coirmãs”, escrevem as Irmãs de Maria, da Província Ita Pater, em Milwaukee, EUA.

Elas continuam, “Ir. M. Petra, originária do leste europeu, foi secretária do Pe. Kentenich em Milwaukee, EUA, por alguns anos, antes de se tornar uma Irmã de Maria de Schoenstatt. Suas vivências com nosso Pai e fundador foram para ela e para muitos uma fonte de graças durante toda a sua vida. Com grande fervor apostólico, ela viajou por todo o mundo, dando testemunho de sua pessoa.

Agradecemos a sua vida longa e fecunda, o zelo e o entusiasmo com que deu tudo pelo nosso Pai e Fundador, por Schoenstatt e pela Igreja. Que ela descanse em paz.”

“Ela conquistou o coração de tantas pessoas pelo mundo, transmitindo-lhes as suas experiências mais profundas de suas vivências com o Fundador, como um Pai que ama, que eleva as pessoas a descobrir e viver sua dignidade como filhos de Deus. Sobretudo, Ir. Petra vivenciou o Fundador como um pai, transparente do mundo sobrenatural, da paternidade de Deus. Choramos a sua partida, mas, celebramos seu encontro definitivo com Cristo. Ela está na companhia daquele que a ajudou a encontrar o sentido mais profundo de sua vida”, lemos no anúncio de seu falecimento do Schoenstatt Internacional.

Agradecemos a Ir. M. Petra que passou pelo Brasil, irradiando o entusiasmo pela missão de Schoenstatt e incendiando os corações no amor ao Fundador. Seus relatos são registrados no livro: Fui em busca de um Fundador e encontrei um Pai, disponível em nos Centros do Movimento de Schoenstatt.

Certamente, a partir do céu, ela continua sua missão e, justamente agora, pode ajudar-nos a encontrar de modo mais profundo a pessoa e o carisma de nosso Fundador, bem como ajudar todas as pessoas a compreender e assimilar a grande missão que Deus lhe confiou para a Igreja e o mundo inteiro.

Rezemos por ela! Que ela interceda por nós!

Faleceu Ir. M. Arminda Cadore

Na véspera da celebração dos 70 anos da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, Deus chamou para si, à sombra do Santuário Tabor, a Ir. M. Arminda Cadore, depois de alguns anos de enfermidade e muitas contribuições para o Capital de Graças.

Ir. M. Arminda nasceu no dia 7 de fevereiro de 1940, em São João de Polêsine/RS, Diocese de Santa Maria. Tinha alegria em contar que era gêmea com seu irmão Armindo, a quem sempre foi vinculada. Com seus 14 irmãos, cresceu na quarta colônia italiana. Seus pais possuíam uma propriedade agrícola no interior do município.

Aos 15 anos de idade, Ir. M. Arminda iniciou seu discernimento vocacional em Londrina, onde seguiu seus estudos. Ingressou no postulantado em 1961, um ano muito agitado na história do Brasil. Duas semanas após o seu início, o tempo de formação precisou ser interrompido devido à grande agitação política e social. As jovens precisaram retornar, por alguns dias, para suas casas. Como as fronteiras dos estados estavam fechadas, os pais de Ir M Arminda aceitaram mais ‘duas filhas’ em casa. Graças a Deus, esta situação durou poucos dias e logo puderam regressar a Santa Maria.

Em 6 de maio de 1962, na Igreja Paroquial de Nossa Senhora das Dores, celebrou sua vestição, junto com suas Irmãs de curso. E em 15 de setembro de 1979, pronunciou o seu Sim perpétuo.

Ir M Arminda era uma ótima cozinheira e ‘deixou saudades’ por onde passou, seja na Casa Provincial e na Casa de Retiros, em Santa Maria, ou na Santa Casa, em Londrina, em Santa Cruz do Sul, Porto Alegre/RS, Rio Negro/PR ou na casa geriátrica SPAAN, em Porto Alegre/RS.

De abril de 1972 a fevereiro de 1973, ajudou a preparar o terreno recém-adquirido para a futura nova Província, em Atibaia/SP. Gostava de se lembrar do início na ‘Casa Um’, das árvores plantadas e da preparação dos caminhos e canteiros.

Desde 2007 estava em Santa Maria, onde ajudou a vender pão, produtos naturais e gêneros alimentícios para os peregrinos e visitantes do Santuário. Com suas habilidades culinárias fez incontáveis trufas, que ajudou os peregrinos a experimentarem a ‘docura’ do amor da MTA. Com muita alegria, atendia as pessoas e procurava aprimorar a “Cantina São José”, nome que ela deu ao seu recinto de trabalho. Ela se alegrava muito que, desta forma, além de fazer apostolado, podia ajudar no sustento da Casa Provincial.

Seus últimos anos foram marcados por uma luta corajosa contra dois tumores, por dores e muitas contribuições para o Capital de Graças.

Amanhã, quinta-feira, dia em que no mundo inteiro se celebra os 70 anos da Campanha da Mãe Peregrina, às 7h30min será celebrada a Missa de corpo presente na Capela Tabor e, em seguida, seu corpo será conduzido ao cemitério das Irmãs.

Irmãs de Maria: o que fizemos durante a pandemia

No site oficial da comunidade, as Irmãs de Maria de Schoenstatt apresentam em três belos vídeos algo do que fizeram durante o tempo da pandemia.

Ir M Líoba Ruprecht, da Direção Geral da comunidade, introduz o primeiro vídeo explicando: “Os últimos meses trouxeram muitas mudanças, renúncias, perguntas e preocupações – também para nós Irmãs de Maria de Schoenstatt. Muitas coisas com as quais estávamos acostumadas, não são mais possíveis. Mas, esta crise despertou muita criatividade em comunidade mundial. A nossa oração pelo mundo, pelas pessoas necessitadas e em preocupações muito concretas não diminui, ao contrário. Nossas iniciativas para fortalecer as pessoas em sua fé, para dar-lhes estímulos e inspiração, também encontraram novas formas. Muitas coisas se tornaram possíveis no mundo todo. Nosso compromisso também se estende a coisas muito práticas: trabalhadores temporários, projetos sociais e muito mais em que pudemos ajudar”.

No primeiro vídeo, foram contempladas as diversas iniciativas de oração e os esforços por presentear a muitas pessoas, especialmente pelas mídias sociais, oportunidade de vinculação aos Santuários de Schoenstatt. No segundo, o nosso trabalho apostólico das Irmãs, sobre a conexão com os grupos do Movimento de Schoenstatt, mas também sobre as contribuições inspiradoras e motivadoras que foi possível disponibilizar a um grande número de pessoas com a ajuda da tecnologia digital. No último vídeo, foram apresentadas iniciativas para ajudar as pessoas em dificuldades. De modo bem concreto, isto se deu na área da saúde, em projetos sociais e em outras situações.

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Fonte: s-ms.org

“Olhe para Ir. M. Emanuele!”

                        

Ir. M. Daniele Ramos – Neste ano em que celebramos 100 anos da chegada das mulheres em Schoenstatt, somos convidados(as) pelo próprio Fundador a voltar nosso olhar à pessoa de Ir. M. Emanuele Seyfried: “um caso preclaro de sabedoria feminina”, “extraordinariamente nobre, extraordinariamente distinta, extraordinariamente delicada”. Assim se expressou o Pe. José Kentenich por ocasião de sua eleição como Superiora Geral das Irmãs de Maria de Schoenstatt no ano de 1967.

Também um sacerdote da comunidade dos Padres de Schoenstatt testemunhou a seu respeito: “Ela foi uma mulher extraordinária, que encarnou de modo excelente os valores femininos que Schoenstatt visa dar ao mundo” [1].

Apenas esses breves relatos sobre a pessoa extraordinária que foi Ir. M. Emanuele bastariam para convencer-nos de que sua personalidade tem muito a nos dizer neste jubileu centenário das mulheres em Schoenstatt. Mas, seguindo a orientação do Pe. José Kentenich, olhemos um pouquinho mais a fundo este modelo de Mulher que, com orgulho, o Fundador pôde oferecer à Igreja:

Uma das pioneiras no Brasil

Ir. M. Emanuele, Elisabeth Seyfried, nasceu em Rottweil, Alemanha, em 19 de abril de 1905. Ingressou no Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt no dia 1º de julho de 1932 e logo a seguir, apenas três anos depois, aceitou o convite a ser missionária em terras brasileiras. Foi uma das 12 pioneiras enviadas pelo Fundador a edificar Schoenstatt no Brasil, chegando a 10 de junho de 1935 em sua “nova” pátria, o Brasil.

Atuou como mestra de diversos cursos de Noviciado e Terciado até ser nomeada, pelo Fundador, superiora provincial da Província Tabor (até então única Província no Brasil), com sede em Santa Maria/RS, no ano de 1950.

Ir. M. Emanuele permaneceu superiora provincial durante 17 anos, até ser nomeada Superiora Geral de nossa Família de Irmãs, motivo que levou ao retornar a sua pátria natal, Alemanha.

Qual seu segredo?

À exemplo de Maria, a Mãe das Dores, se destacou por sua fortaleza, fidelidade e ampla maternidade espiritual nos difíceis anos pelo qual passou a Obra de Schoenstatt no período do Exílio do Fundador. Foi conselheira, guia espiritual e arrimo para muitas pessoas, inclusive para seminaristas e sacerdotes neste período crítico em que Schoenstatt no Brasil esteve verdadeiramente à sombra da gloriosa Cruz do Senhor.

Ir. M. Emanuel foi uma filha fidelíssima à pessoa e ao carisma do Fundador, o Pe. José Kentenich. Desde o início esteve profundamente vinculada a ele e, por isso, soube agir em todas as situações e conduzir a Família das Irmãs e a Família de Schoenstatt brasileira em fidelidade ao carisma e à “mens fundatoris”, ao pensar do Fundador.

O Pe. Hernán Alessandri [2], cujo processo de beatificação está em andamento no Chile, testemunha sobre ela: “Todos os que entravam em contato com Ir. M. Emanuele sentiam-se abrigados. Nós o experimentamos nos difíceis anos de 1959 e 1960 no Brasil. Ela era o polo tranquilo. Junto dela, cada um de nós sentia-se abrigado, valorizado e animado. Nem mesmo o bispo local, que por certo, não era a favor de Schoenstatt, pôde se furtar a esta influência. Ir. M. Emanuele sabia interpretar os processos vitais e conquistar as pessoas, justamente porque vivia profundamente ancorada em Deus” [3].

A mulher forte, quem vai encontrá-la? (Pr 31, 10)

Também o Pe. Jaime Ochagavia, do Chile, testemunhou: “… Ir. M.Emanuele era uma pessoa que não queria forçar ninguém com o que dizia, queria somente oferecer, entregar, doar. Eu diria que, com essa delicadeza feminina, com este tato, ela não vinha impor, mas oferecer algo e oferecia com muito respeito, com muita delicadeza. E eu diria que irradiava o respeito, irradiava delicadeza, simplicidade.

A simplicidade dela é confiança. A confiança no Pai e Fundador, na Mãe, no Santuário, a confiança em Deus. Não era uma confiança baseada em outras capacidades ou provas. A confiança total que a Mãe triunfa, de que a Mãe vai triunfar. Era isso que ela irradiava.

Sua pessoa era transparente. (…) Era uma pessoa com uma atitude muito clara sobre a verdade. O que é verdade é verdade; o que não é verdade, não é verdade. (…) Porém, com muito respeito e sem pressionar. Uma pessoa que busca profundamente a verdade.

(…) Por outro lado, eu diria, uma pessoa muito prudente! Que possuía uma mística verdadeira, prudente, respeitosa, delicada, simples, atenciosa. (…) Todas as pessoas que a conheceram um pouco, que a escutaram, pensam que é santa; e não somente santa, mas uma santa muito especial. É um modelo, modelo de mulher schoenstattiana, modelo de Irmã de Maria de Schoenstatt. Um modelo!” [4]

Também o Sr. Germano Arendes, superior dos Irmãos de Maria no Brasil no período do exílio do Fundador testemunha: “Quando a Sagrada Escritura pergunta: ‘a mulher forte, quem vai encontrá-la?’ eu diria que isso se aplica a Ir. M. Emanuele. Portanto, uma grande mulher…” [5]

Como vemos, na personalidade de Ir. M. Emanuele refulgiu a imagem ideal da autêntica mulher mariana como o Pe. José Kentenich desejou presentear à Igreja e responder, assim, às grandes crises de nossa época, em particular, em torno da mulher.

Peçamos que a Mãe de Deus, a partir de seus Santuários de Schoenstatt, continue formando grandes mulheres para a renovação religioso-moral do mundo. Para isso, todos(as) nós queremos empenhar-nos rezando com o Pai e Fundador a singela oração do Rumo ao céu : “Torna-nos semelhantes à tua imagem, como tu passemos pela vida. Fortes e dignos(as), simples e bondosos, espalhando amor, paz e alegria. Em nós percorre o nosso tempo, prepara-o para Cristo” (RC 609).

 

Referências:

[1] Padre Hernán Alessandri

[2] Da Comunidade dos Padres de Schoesntatt, + 18.12.2007

[3] Extraído do livro Coração Missionário, biografia de Irmã M. Emanuele Seyfried

[4] Extraído do DVD Testemunho do Pe. Jaime Ochagavia – Chile (Arquivo das Irmãs de Maria de Schoenstatt)

[5] Extraído do livro Coração Missionário, biografia de Irmã M. Emanuele Seyfried

 

Fotos: Irmãs de Maria de Schoenstatt, arquivo Província Tabor

Fonte: schoenstatt.org.br

As mulheres em Schoenstatt: Ir. M. Teresinha Gobbo

 

Ir. M. Angela Zam – Falar de Ir. M. Teresinha Gobbo é falar da missão de Schoenstatt, é falar da missão Tabor, é falar de alguém que se doou em confiança incondicional à missão que o próprio fundador, Pe. José Kentenich, lhe confiou em terras brasileiras.

Santina Rosa (seu nome de batismo) nasceu numa família profundamente cristã, em 20 de julho de 1922 em Pejuçara, pequena cidade no interior de Rio Grande do Sul. Numa missão popular, através do Pe. Celestino Trevisan, decide-se a consagrar sua vida inteiramente a Deus, indo morar em Santa Maria/RS juntamente com outras jovens que desejavam formar uma “comunidade nova e apostólica”. Em 1943 conhece as Irmãs de Maria que visitavam pela primeira vez Santa Maria e se decide a partir com elas para Londrina/PR, ingressando no primeiro noviciado realizado no Brasil.

Ir. M. Teresinha, deixou seu coração se inflamar por Jesus, consumindo-se pela missão de anunciar e edificar Schoenstatt no Brasil. Seu grande modelo foi a Mãe de Deus, como a mulher forte aos pés da cruz, a consorte e auxiliar de Cristo.

Sua alegria foi imensa ao saber que o Pe. José Kentenich, que há pouco (1945) saíra do campo de concentração de Dachau, em março de 1947 viria ao Brasil. Ao encontrar-se com ele, Pe. Kentenich descobriu que em Ir. M. Teresinha Deus havia presenteado muitas aptidões, tanto de empatia, quanto de inteligência. Por isso, em 1949 ele deposita nela a sua esperança e confiança ao entregar-lhe a responsabilidade de edificar Schoenstatt em terras brasileiras. Tarefa essa que desempenhou com muita dedicação. Por onde passou, deixou profundas marcas de entrega e doação pela missão a ela confiada, formando e conduzindo muitas pessoas à Aliança de Amor com a MTA.

 

Ir. M. Teresinha também foi instrumento para colaborar com o nascimento da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt. Em 1950, no âmbito de uma ação apostólica do Movimento de Schoenstatt, ela confiou a João Luiz Pozzobon uma imagem grande da MTA para ser levada às famílias, para que rezassem o terço e, assim, se preparassem para a proclamação do dogma da assunção de Maria ao céu, proclamado em 1º de novembro daquele ano. Este fato a ligou para sempre à Campanha da Mãe Peregrina, tanto que João Pozzobon, 30 anos mais tarde, ao devolver a imagem para as Irmãs de Maria, quis entregá-la, de volta, nas mãos dela.

Nos anos difíceis no tempo do exílio do fundador (1951 – 1965), Ir. M. Teresinha, foi o forte esteio que, com o coração em Deus e a mão no pulso do tempo, conseguiu levar adiante a missão que recebera do Pe. Kentenich, encorajando a todos os que estavam próximos dela. Chegou a ser também “exilada” pelo bispo diocesano, que exigiu que ela fosse transferida para fora da Diocese de Santa Maria.

Algumas marcas de sua personalidade eram a alegria contagiante, clareza de princípios e capacidade de empatizar e compreender o sofrimento alheio. Na sua tarefa se destacou pela formação do verdadeiro ser feminino. Muitas das mulheres formadas por ela destacam a nobreza e o ser da pequena Maria que a caracterizava, por meio do ensinamento não somente teórico, mas também prático, como por exemplo: organizar a casa, a escolha do look adequado à faixa etária, a diferença no comportar-se como mulher casada, solteira ou consagrada, etc…

Para este ano centenário das mulheres em Schoenstatt, Ir. M. Teresinha reflete diante de todas nós as virtudes da beleza e da grandeza que toda a mulher traz dentro de si: o de ser filha que se consome pela missão recebida de Deus e o da maternidade física ou espiritual, da mulher que traz ao mundo a ternura de Deus manifestada na delicadeza das pequenas coisas que embelezam e encantam o mundo em que vivemos.

Fonte: schoenstatt.org.br