Na véspera da celebração dos 70 anos da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, Deus chamou para si, à sombra do Santuário Tabor, a Ir. M. Arminda Cadore, depois de alguns anos de enfermidade e muitas contribuições para o Capital de Graças.
Ir. M. Arminda nasceu no dia 7 de fevereiro de 1940, em São João de Polêsine/RS, Diocese de Santa Maria. Tinha alegria em contar que era gêmea com seu irmão Armindo, a quem sempre foi vinculada. Com seus 14 irmãos, cresceu na quarta colônia italiana. Seus pais possuíam uma propriedade agrícola no interior do município.
Aos 15 anos de idade, Ir. M. Arminda iniciou seu discernimento vocacional em Londrina, onde seguiu seus estudos. Ingressou no postulantado em 1961, um ano muito agitado na história do Brasil. Duas semanas após o seu início, o tempo de formação precisou ser interrompido devido à grande agitação política e social. As jovens precisaram retornar, por alguns dias, para suas casas. Como as fronteiras dos estados estavam fechadas, os pais de Ir M Arminda aceitaram mais ‘duas filhas’ em casa. Graças a Deus, esta situação durou poucos dias e logo puderam regressar a Santa Maria.
Em 6 de maio de 1962, na Igreja Paroquial de Nossa Senhora das Dores, celebrou sua vestição, junto com suas Irmãs de curso. E em 15 de setembro de 1979, pronunciou o seu Sim perpétuo.
Ir M Arminda era uma ótima cozinheira e ‘deixou saudades’ por onde passou, seja na Casa Provincial e na Casa de Retiros, em Santa Maria, ou na Santa Casa, em Londrina, em Santa Cruz do Sul, Porto Alegre/RS, Rio Negro/PR ou na casa geriátrica SPAAN, em Porto Alegre/RS.
De abril de 1972 a fevereiro de 1973, ajudou a preparar o terreno recém-adquirido para a futura nova Província, em Atibaia/SP. Gostava de se lembrar do início na ‘Casa Um’, das árvores plantadas e da preparação dos caminhos e canteiros.
Desde 2007 estava em Santa Maria, onde ajudou a vender pão, produtos naturais e gêneros alimentícios para os peregrinos e visitantes do Santuário. Com suas habilidades culinárias fez incontáveis trufas, que ajudou os peregrinos a experimentarem a ‘docura’ do amor da MTA. Com muita alegria, atendia as pessoas e procurava aprimorar a “Cantina São José”, nome que ela deu ao seu recinto de trabalho. Ela se alegrava muito que, desta forma, além de fazer apostolado, podia ajudar no sustento da Casa Provincial.
Seus últimos anos foram marcados por uma luta corajosa contra dois tumores, por dores e muitas contribuições para o Capital de Graças.
Amanhã, quinta-feira, dia em que no mundo inteiro se celebra os 70 anos da Campanha da Mãe Peregrina, às 7h30min será celebrada a Missa de corpo presente na Capela Tabor e, em seguida, seu corpo será conduzido ao cemitério das Irmãs.
