Novos lançamentos musicais!

Ir. Paula Maria Graminho e Ir. M. Eliane Cunha tiveram mais um momento para preparar cantos autorais e colocar à disposição de todos quantos buscam louvar Jesus e Maria. Desta vez a ideia foi proporcionar contato com cantos à Cristo. No Brasil recebemos de nosso Pai e Fundador a missão Tabor, a missão de Cristo.

Que por estes cantos possamos nos aproximar mais de Jesus por nosso louvor e adoração.

Abaixo os links do novo álbum

Entrevista com Ir M Doria: “Talvez não seja sempre aconselhável silenciar”

 

Entrevista de Ir. M. Doria Schlickmann ao Sr. Heinrich Brehm, responsável pelo site oficial de Schoenstatt da Alemanha.

Pela publicação de um artigo num semanal católico na Alemanha entraram em discussão acontecimentos da década de 1950, que colocam tanto o Fundador de Schoenstatt, Padre José Kentenich, como também o Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt em uma luz negativa.

www.schoenstatt.de pediu à Ir. M. Doria Schlickmann, historiadora e autora de vários livros sobre o Padre José Kentenich, assim como excelente conhecedora da história de Schoenstatt, que esclarecesse a situação, com algumas respostas.

Sch.de: Ir. M. Doria, o artigo publicado fala que o Padre Kentenich era o “Pai”, “o Fundador com poder absoluto, frequentemente equiparado a Deus, a ponto de em muitas manifestações e orações não se entender claramente se são dirigidas a Deus Pai ou ao Fundador.” Isso é verdade? Como explicar essa “fusão” entre Deus Pai e Pai Fundador?

Ir. M. Doria: Em última análise, as orações só podem ser dirigidas a Deus, sempre. A experiência de transparentes humanos do amor de Deus pode tornar essas orações ainda mais vivas e ternas. A palavra “pai” usada em relação ao Fundador não é fora do comum, já de um ponto de vista objetivo. Muitas comunidades também chamam seu fundador de pai. A imagem de Deus, para muitas pessoas, se transformou (de modo positivo) depois de um encontro com o Padre Kentenich. De alguma forma, também era surpreendente que homens, jovens e também casais – sem uma motivação exterior e independentemente uns dos outros – de repente, sentissem a necessidade de chamar o Padre Kentenich de pai. Mas, na verdade, isso nunca foi nem é entendido como uma concorrência com Deus.

 

Sch.de: Como a senhora descreveria o relacionamento das Irmãs de Maria com o Padre Kentenich? Como ele vive na sua comunidade?

Ir. M. Doria: Ele é o Fundador, a quem a comunidade deve o seu perfil original e – como o Papa o disse certa vez – “sua forte espiritualidade”. Ele fez sacrifícios extraordinários por essa comunidade, não apenas pela disposição de dar sua vida por ela, em Dachau, mas também pela renúncia à sua honra, durante o seu exílio e seu contexto. O visitador e o Santo Ofício pretendiam separar completamente o Fundador da Fundação. Provavelmente, esta tentativa, ao longo de anos, até intensificou a união com o Fundador. Para nós, é natural que ele permaneça para sempre nosso pai espiritual. Ele vive em nossa comunidade, por meio de sua rica herança espiritual e nós experimentamos sua viva intercessão. Para mim, ele é um grande exemplo para a minha vida: na sua entrega a Deus e no seu grande amor ao próximo. Também me impressiona, sempre de novo, a sua sensibilidade pedagógica e psicológica. Fascina-me a forma como conseguia acolher interiormente, aceitar e favorecer os mais diversos modos de ser e os mais diferentes tipos de pessoas.

 

Sch.de: Padre Kentenich estava convicto de que as pessoas necessitam de vínculos fortes para poderem desenvolver a sua personalidade. Qual é o efeito de vínculos em uma pessoa? Eles a fortalecem ou enfraquecem? E como se integram com isso as anotações do visitador Sebastian Tromp SJ, que afirmou que “entre os dirigentes masculinos e as Irmãs de Maria há poucas personalidades firmes, que tenham um pensar autônomo e a liberdade interior”?

Ir. M. Doria: Em princípio, um vínculo humano sadio fortalece, quando não se deteriora em dependência cega. Toda a criança consciente de ser amada por seus pais, em sua originalidade, desdobra a sua personalidade, se fortalece, se conscientiza de seu modo de ser e conquista uma atitude positiva diante da vida. Isso supõe, naturalmente, que pais, educadores e os que têm a responsabilidade principal pela vinculação sejam desprendidos de si, justamente porque representam, em certo sentido, uma autoridade. Parece-me que uma mulher, mais ainda uma comunidade feminina, possui uma sensibilidade particular para perceber se alguém é desprendido.

Uma coirmã, que trabalhou durante decênios com o Fundador, disse-me, certa vez: “Se tivéssemos percebido nele (Padre Kentenich) o mínimo nesse sentido (egoísmo), nós teríamos nos afastado dele imediatamente.” Em decênios de observação e pesquisa, pude constatar que, até hoje, em todas as comunidades de Schoenstatt, por meio da vinculação ao Padre Kentenich, realmente, amadureceram muitas personalidades fortes e, como me parece, justamente, livres interiormente. Em diversos países, já estão em andamento processos de beatificação de alguns destes modelos, que viveram santamente na história de Schoenstatt.

Pe. Tromp talvez não se tenha dado conta de que, com seu procedimento autoritário, assustou muito algumas Irmãs. Elas não estavam habituadas a um estilo assim com o Padre Kentenich. Além disso, o visitador, previamente, já havia sido influenciado negativamente contra o Padre Kentenich, por algumas poucas Irmãs de Maria, entre elas também nossa primeira superiora geral. O que o Pe. Tromp não percebeu, ou não podia perceber, é que, justamente essa superiora geral, desde o começo, já via no Fundador uma concorrência. Ela recolhia minuciosamente afirmações negativas contra ele e as transmitia ao visitador. O senhor encontra tudo isso, em detalhes, no meu livro biografia do Fundador. (N.T.: “Padre José Kentenich. Uma vida à beira do vulcão”)

O julgamento de Pe. Tromp de que todas as outras Irmãs e Sacerdotes, que não partilhavam a sua opinião, eram fracos, inseguros e não tinham um pensar autônomo, a meu ver, é uma avaliação bastante errônea, que eu explico pela sua falta de experiência na pastoral feminina. Ele era certamente um excelente professor de dogmática. Mas aqui, encontrava-se diante de um campo totalmente diferente. A história, a expansão e o desenvolvimento da Obra de Schoenstatt, levada ao mundo inteiro por Irmãs de Maria ainda jovens, provam o contrário (do que Tromp julgava).

 

Sch.de: Padre Kentenich foi exilado pela Igreja. Que razões deu o Santo Ofício ao Padre Kentenich e à Família de Schoenstatt?

Ir. M. Doria: Antes do Concílio Vaticano II, o Santo Ofício não costumava explicar os motivos. Os diversos decretos contêm apenas as determinações e, do mesmo modo, as Direções (das comunidades) em Schoenstatt também não sabiam os motivos. Durante o seu período de governo, como Superior Geral dos Palotinos, Pe. Adalberto Turowski perguntou várias vezes pelos motivos para a deposição e o exílio do Pe. Kentenich, mas, quanto eu saiba, ele não recebeu resposta.

Nos anos seguintes, progressivamente, se espalhavam boatos, escutavam-se cada vez mais calúnias, mentiras da fantasia, que atribuíam ao Fundador uma falta de integridade moral. No fim de aproximadamente dez anos de exílio, Padre Kentenich ficou sabendo de todas essas acusações. Mas, quando, repetidamente, pediu que se abrisse um processo jurídico contra ele, a fim de poder se defender contra essas acusações e novas suspeitas, isso foi interpretado como desobediência da sua parte. Por isso, no início da década de 60, ele escreveu um posicionamento detalhado sobre a sua própria pessoa, mas que lhe foi devolvido sem ter sido lido. Ele devia se calar e carregar, pacientemente, a sua cruz. Ele não teve possibilidade de se defender.

 

Sch.de: Em outro artigo, a autora apresenta de forma muito depreciativa a prática religiosa do exame filial, que desempenha um papel em sua comunidade. Como se deve entender esse rito e que sentido ele tem? É praticado ainda hoje?

Ir. M. Doria: Padre Kentenich visava sempre uma relação vital e pessoal com Deus. O cerne, o essencial de nossa espiritualidade é ser filho diante de Deus. As perguntas do assim chamado ‘exame filial’ se referem ao nosso relacionamento filial com Deus, ser filhos diante de Deus. Por isso, também se fala de criança (N.T.: “Kind” é uma palavra neutra, em alemão, é a expressão para designar o ser filho diante de Deus – “Kindsein vor Gott”. Kind não significa “filha”, que em alemão é “Tochter”) A quem pertencemos? A Deus. O que pode Deus fazer conosco? Tudo! O que somos diante dele? Na verdade, um pequeno nada e, por isso, tudo.

Esse é um tema que perpassa toda a história da espiritualidade cristã. O amor de Deus por nós é incomensuravelmente grande e pessoal, não simplesmente geral. A palavra pai personaliza a entrega a Deus, como Jesus diz no Evangelho de João: “Pai justo…”, “Pai amado…” e muitas outras passagens. É um diálogo íntimo e pessoal com o Pai.

Esta entrega podia ser expressa de modo concreto na forma de um diálogo, de pergunta e resposta com o Fundador. Surgiu assim, simplesmente, a partir da vida. Mas, não é, de forma alguma, um costume geral vigente ou um rito que se repita regularmente, que cada irmã pratique ou deva praticar. Era e é uma decisão livre da respectiva Irmã.

Se o deseja, uma Irmã pode expressá-lo diante dos superiores maiores da comunidade. No entanto, o último destinatário é sempre Deus. Caso contrário, se trataria de uma brincadeira indigna. A forma como está apresentado na publicação é uma deturpação total.

 

Sch.de: O que significa a pergunta: A quem pertencem os seios?

Ir. M. Doria: Isso também foi apresentado na mídia de forma muito deturpada e incorreta. Quem lê isso só pode pensar: que absurdo!

Essa pergunta se refere a um único caso. Essa Irmã tinha uma pronunciada angústia em relação à sua estrutura física, por isso, tentava, compulsivamente, esconder o máximo possível suas formas femininas. Deve-se ter em mente que a educação de jovens religiosas, na época, muitas vezes, levava a preconceitos sexuais e a escrúpulos. Padre Kentenich mostrou claramente a essa Irmã a sua obsessão com a intenção de libertá-la. Esclarecendo-lhe, assim, que Deus a aceitava assim como ela era.

 

Sch.de: No artigo do jornal, a sua comunidade é totalmente descrita a partir da visão do visitador. Mas, como as Irmãs vivenciaram o visitador? Que tipo de pessoa era ele? Que efeito isso tinha sobre as irmãs? O que as Irmãs envolvidas falaram sobre ele e seu procedimento? Na verdade, quantas Irmãs ele realmente viu e conversou pessoalmente?

Ir. M. Doria: Como mostram os documentos do arquivo de nossa crônica, ele ficava muito irritado quando uma Irmã defendia uma opinião diferente da que ele queria ouvir. Ele reagia de forma violenta e indominada, punia arbitrariamente com transferências as Irmãs e os Sacerdotes que o contradissessem, decidia sobre os menores assuntos das Irmãs e queria obrigá-las a fazer votos. Determinava tudo de uma forma que a comunidade não estava acostumada. A maioria das Irmãs e Sacerdotes não se deixou intimidar por ele e expressava, com autonomia e coragem, a sua própria opinião, mesmo que isso lhes trouxesse muitas desvantagens.

 

Sch.de: Que o Movimento de Schoenstatt pode fazer agora? Como interpreta este acontecimento atual? Que Schoenstatt deve aprender com isso?

Ir. M. Doria: Primeiramente, creio que as falsas interpretações publicadas e as falsas acusações contra o Padre Kentenich nos obrigam a trazer à luz a injustiça que lhe foi feita durante muitos anos. Que Schoenstatt deve aprender com isto? Talvez deva aprender que nem sempre é aconselhável silenciar educadamente.

Tradução: s-ms.org

Fonte: schoenstatt.org.br

“Temos que amar os mais pobres com o amor mais caloroso” (Ir. M. Emilie Engel)

As Irmãs de Maria de Schoenstatt, em Koblenz-Metternich (Alemanha), guardam o túmulo da irmã M. Emilie Engel, empenham-se por sua beatificação e levam adiante sua herança espiritual.

Neste sentido, a irmã Theres-Marie Meyer relata:

“Temos que amar os mais pobres com o amor mais caloroso”.

Essa frase de Ir. M. Emilie nos motivou a dizer “sim” muitos anos atrás, quando o “Tafel Koblenz” perguntou à ‘Casa Providentia’ se poderíamos fornecer um espaço para seu trabalho.

O “Tafel Koblenz” (organização semelhante ao ‘Mesa Brasil’) coleta alimentos ainda em bom estado, mas que não são mais utilizados no varejo e devem ser destruídos. Os voluntários passam adiante: para famílias, pessoas solteiras (mães ou pais solteiros), bem como para refugiados na cidade e arredores que estão em situação de emergência existencial.

Atualmente, 60 voluntários da associação “Tafel Koblenz e.V.” coletam cerca de 1.000 toneladas de alimentos por ano em supermercados, padarias e produtores de alimentos. (Fonte: https://www.tafel-koblenz.info)

Enquanto isso, são já várias salas e também parte de nosso armazém que foram usadas pelo “Tafel Koblenz”. A Crise da Covid 19, de certa forma, colocou a nós, Irmãs de Maria em Metternich’, a pergunta sobre como lidar com esta situação no tempo da pandemia.

 

Como as pessoas que dependem de receber comida podem ser cuidadas ainda mais?

Houve uma breve pausa e, em seguida, um ajuste rápido e flexível à situação. Enquanto muitas ‘mesas’ na Alemanha tiveram que interromper temporariamente seus serviços, mentes criativas do “Tafel Koblenz” criaram algo. Sob um trabalho adicional substancial e em conformidade com todos os regulamentos de higiene, cerca de 100 porções domésticas foram embaladas diariamente (veja a foto) e oferecidas de forma criativa aos mais pobres nos pontos de entrega. Porque os mais pobres, em particular, são frequentemente severamente afetados pelas limitações da pandemia.

 

Apesar da crise da Covid 19, o trabalho continua

A questão para nós era: como podemos, Irmãs de Maria, apoiar esse trabalho sem pôr em risco nossas irmãs? Uma boa solução foi encontrada em conversa com os funcionários do conselho. Permitimos que “Tafel Koblenz” continue seu trabalho no prédio do jardim, que também possui um armazém frigorífico. O conselho é ajudado e continuamos protegidas. Assim, pudemos amar os “mais pobres, com o amor mais caloroso” novamente, tanto quanto pudemos.

Gostaríamos de agradecer aos muitos voluntários de ‘Tafel’ que servem cerca de 3.000 pessoas em Coblença e arredores.

Fonte: Irmãs de Maria de Schoenstatt Internacional

Imagem de capa: Cathopic

Hoje, 4 de julho, Terço e Missa na Capela Tabor

Neste sábado, 4 de julho, teremos novamente a oração do terço e a Santa Missa, aberta ao público, na Capela Tabor.

Seguindo as  orientações da arquidiocese de Santa Maria, será seguido o seguintes protocolo:

  • Os participantes deverão usar máscaras.
  • Será oferecido álcool gel a todos os participantes já na entrada da capela.
  • O público não poderá passar de um terço da capacidade normal da capela, ou seja, no máximo 50 participantes, que deverão manter-se numa distância segura uns dos outros durante a celebração.
  • As Irmãs de Maria se comprometem a cuidar de uma boa higienização do ambiente antes e após a celebração.

A Santa Missa, como também o terço à partir das 17h20min, serão transmitidos ao vivo pelo canal do Santuário Tabor no Youtube  e também pelo Facebook.

Já o Santuário Tabor está aberto ao público, para oração individual, diariamente, das 9h às 12h e das 14h às 18h. Também, para isso, é exigido o uso de máscara.

Com fé, rezemos e façamos a nossa parte para vencermos a pandemia e ajudarmos o nosso povo a sair deste momento de incerteza.

Uma formatura diante do Santuário Lar

 

Na casa da Maria Clara Marramarco Lovato, em Santa Maria/RS, uma luz brilha diariamente como um sinal de esperança. É a luz que ilumina o Santuário Lar da Unidade. No último mês de maio, a Maria Clara formou-se em Medicina e foi justamente ali, diante do Santuário Lar, que ela tornou-se médica.

A formatura online, antecipada por conta da atual pandemia, foi uma experiência que evidenciou a importância do Santuário Lar na vida das famílias. Veja abaixo o que ela nos conta:

O dia da formatura é um momento muito esperado por todos os que ingressam no ensino superior, e para mim não era diferente.

Iniciei o curso de Medicina na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em 2014, ano do jubileu de Schoenstatt, e após trancar um semestre para fazer o Schoenstatt Zeit (programa para a Juventude Feminina lá em Schoenstatt). Iria me formar em agosto deste ano, até que a pandemia iniciou…

Foram de fato seis anos de muitos desafios e mudanças. Durante este período todo tive muitas definições e funções diferentes do “lar” para mim. Sendo da Juventude Feminina de Santa Maria e filha de uma família da União de Famílias, o Santuário Lar aqui de casa sempre foi um ponto de encontro para mim. Encontro comigo mesma, com Deus, com a Mãe e com a minha família.

Quantos não foram os dias em que acordei, ainda noite, e, descendo as escadas para sair para um plantão, encontrei a única luz da casa a brilhar: a vela do Santuário Lar. Ela mal iluminava o rosto da Mãe e eu pude tantas vezes fitar os seus olhos e entregar os pacientes que iria encontrar, os colegas e todas as decisões que me deparava. Muitos dias, depois de jornadas, às vezes de mais de 48h seguidas de estágio no Hospital Universitário, sem ninguém em casa ou todos dormindo, eu chegava e logo a me receber estavam a Mãe, seu Filho e o Pai e Fundador. No silêncio a Mãe me acolhia.

Foi ali que chorei os fracassos, as perdas que naturalmente acontecem na minha profissão, rezei pedindo pelas aprovações. Ali tantas vezes encontrei também meus pais rezando por mim, ou me esperando quando dizia que ia chegar algum horário e por ficar presa nos compromissos voltava mais tarde.

O Santuário Lar é o coração da minha casa e o lugar que simboliza, para mim especialmente, a graça do abrigo espiritual.

Bom, com todas as mudanças ocorridas em razão da pandemia da COVID-19, decidimos, juntamente com a Reitoria, adiantar nossa formatura, para poder somar esforços aos profissionais da saúde no enfrentamento desta doença. Terminaríamos toda carga horária no fim de maio e com essa decisão tivemos que fazer em abril as horas de 2 meses em 1 só. Com a graça de Deus eu e meus 58 colegas terminamos todo o previsto e nossa formatura foi marcada para dia 7 de maio. Aí veio a surpresa: a UFSM decidiu que faria sua primeira formatura totalmente online, por videoconferência.

Não tive dúvidas de onde queria estar: junto ao nosso Santuário Lar, com os grandes merecedores dessa conquista. Afinal, minha vocação é para Deus. De manhã cedo, junto ao nosso Santuário Lar da Unidade montamos o “cenário” com computador e microfone. Meus pais, irmãos e meu namorado acompanharam juntos.

Não foi em um palco, diante de muitas pessoas. Foi, ao contrário, no aconchego do meu lar, no lugar que a Providência Divina me deu a graça de estar! Foi aos pés da Cruz e daquela mesma Luz que me iluminou todos os dias em que saía de casa para mais um dia de trabalho. Considero uma graça muito especial, pois quantas pessoas puderam ter essa experiência?
Muitos estavam chateados de não ter o seu momento especial, eu, por outro lado, vejo que foi muito mais significativo dessa forma. A bondade infinita de Deus não quis separar nem este momento da minha vida de Si, me afirmando mais uma vez que a vocação de médica é estar a seu dispor para servir os irmãos.

Antes, saía do Santuário Lar para a faculdade. Neste dia, pude sair definitivamente da faculdade e voltar enfim ao meu Santuário, de onde Deus há de me enviar para onde for do seu agrado.

Fonte: schoenstatt.org.br

Sacerdote de Schoenstatt é nomeado bispo

 

O Pe. Jorge Esteban González, membro da União dos Sacerdotes Diocesanos de Schoenstatt, foi nomeado pelo Santo Padre, Papa Francisco, como Bispo Auxiliar da Arquidiocese de La Prata. A cidade de La Prata é a capital da província de Buenos Aires, na Argentina.

O Pe. González é natural de La Plata, tem 53 anos, atualmente é pró-vigário geral do Arcebispado e reitor e pároco da Catedral Arquidiocesana. O arcebispo de La Plata, de quem o Pe. González será bispo auxiliar, é Dom Víctor Manuel Fernández, que também conta com outro auxiliar, Dom Alberto Germán Bochatey OSA.

O arcebispo de La Plata, Dom Víctor Manuel Fernández, agradeceu ao Papa Francisco a nomeação do Pe. Jorge González como bispo auxiliar da arquidiocese. Em carta à comunidade, ele expressou sua alegria por este compromisso: “Quem o conhece sabe de sua entrega, trabalho árdua, alegria, bom gosto e fervor evangelizador, pelo qual, sem dúvida, enriquecerá nossa arquidiocese com sua contribuição, assim como fez por muitos anos em sua paróquia de City Bell”, disse o bispo Fernández.

Dados biográficos de Pe. Jorge Esteban González

Nasceu em 20 de junho de 1966, em La Plata. Em 5 de março de 1984, ingressou no Seminário Maior “San José” em La Plata, onde concluiu seus estudos em Filosofia, Teologia e Ciências da Educação e Religião. Em 7 de dezembro de 1992, foi ordenado sacerdote na catedral de La Plata por Dom Carlos Galán, arcebispo de La Plata.

De 1992 a 1994, foi secretário particular do arcebispo Galán e, durante os anos de 1992 e 1993, vigário paroquial de Nossa Senhora das Dores, na Catedral da Imaculada Conceição. De 1994 a 1997, foi vigário paroquial de Nossa Senhora das Mercês, na cidade de La Plata.

Durante alguns anos, atuou como professor e formador no Seminário Maior San José, onde foi diretor do corpo docente em 1997 e 1998.

De 1995 a 1998, foi presidente da Comissão Arquidiocesana para a Comunicação Social.

Enviado para completar seus estudos, em 2001 ele alcançou a licenciatura em Teologia Espiritual na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

Em seu retorno ao país, foi nomeado pastor do Imaculado Coração de Maria, na localidade de City Bell, onde permaneceu até 2019.

De 2002 a 2008, foi consultor do Conselho Arquidiocesano da Ação Católica e de 2006 a 2012 secretário e membro do Conselho Presbiteral e decano da Zona Norte.

Atualmente é reitor e pároco da igreja catedral, pró-vigário geral da arquidiocese e membro do Conselho Presbiteral. Ele também ocupa o cargo de diretor da Formação Permanente do Clero e professor do Seminário Maior San José.

Ela é membro da União dos Sacerdotes Diocesanos de Schoenstatt e, de 2007 a 2018, foi assessor nacional da Juventude Feminina de Schoenstatt na Argentina.

Informações: Agência AICA, Argentina

Site internacional de Schoenstatt é lançado em português

Seja bem-vindo a este novo espaço digital!

Agora o site internacional do Movimento Apostólico de Schoenstatt conta com uma versão também no idioma português. Esta plataforma, lançada recentemente, é um meio de comunicação oficial do Movimento e reúne a vida de Schoenstatt ao redor do mundo.

No site você encontra detalhes sobre as ações concretas e a espiritualidade de Schoenstatt, notícias e atualizações, acesso às redes sociais e pode, também, acessar a “janela virtual” para o Santuário Original da Mãe e Rainha Três Vezes Admirável.

O site oficial de Schoenstatt foi lançado no Dia Mundial das Comunicações Sociais, 24 de maio de 2020, nas versões em inglês e espanhol. Atualmente ele conta com traduções também em alemão e português. Ele é editado por uma Comissão para a Comunicação, montada pela Presidência Internacional da Obra de Schoenstatt. Para saber mais, clique aqui.

Acesse agora: schoenstatt.com em português

A crise mundial e o heroísmo de dizer: Preciso de ajuda!

 

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo IBGE na última quinta-feira (28 de maio) indicou que a taxa de desemprego no país subiu para 12,6% no trimestre. O saldo negativo foi resultado de 598.596 admissões e 1.459.099 demissões ao longo do último mês [1]. Mesmo sem saber sobre esses dados, você provavelmente conhece alguém que recentemente foi demitido do emprego. É uma realidade presente em todo o país.

Vivemos um tempo de crise e de novos desafios. A vida de muitas famílias virou de “cabeça para baixo” de uma hora para a outra e diversas pessoas seguem em busca de se reinventar e se reconstruir nesta “escola da pandemia”, que é, na verdade, uma escola da Divina Providência.

Para muitas pessoas e famílias é difícil lidar com a situação de vulnerabilidade a que foram expostas. O desemprego, as dificuldades de relacionamento, a carência de bens materiais… O que fazer? Que atitude tomar? Abaixo a psicóloga Camila Moreira, da Juventude Feminina de Schoenstatt, de São Paulo/SP, traz algumas reflexões sobre isso:

 

“Pedir ajuda”, o que essa simples ideia me remete? É uma frase pequena, poucas palavras, mas que pode assustar muita gente. Essa frase pode simbolizar, para alguns, um sinônimo de fracasso, humilhação, incapacidade, entre tantos outros sentimentos ruins. Cada vez mais queremos ter e mostrar para o outro a nossa independência, autossuficiência, quereremos ter tudo no controle, mas nem sempre nossos planos saem como imaginávamos.

Ter um conhecimento sobre si e tentar entender o porquê existe aquele sentimento relacionado a pedir ajuda, é o primeiro passo para evoluir. Às vezes criamos ideais que não condizem com os nossos pensamentos, então muitas vezes é necessário desmistificar aquele sentimento. Pe. José Kentenich nos deixou o ensinamento da autoeducação, pela qual conseguimos identificar nossas forças e, a partir disso, entender que ninguém vai tirá-las de nós; mas, quando descobrimos nossos pontos fortes, percebemos que também temos nossas fraquezas e limitações e que são nesses casos que precisamos de ajuda.

A nossa vida como um espelho

Temos o costume de ver a atitude do outro como um espelho, pensamos que as pessoas reagem da mesma maneira que nós reagiríamos em determinadas situações. Mas, por outro lado, temos a tendência de ter um olhar mais delicado, mais fraternal com o outro e, muitas vezes, conosco mesmos o olhar é sempre mais duro e mais severo. Sobre o tema que estamos tratando, veja um exemplo de como esse olhar é incoerente:

1) Quando alguém te pede ajuda, o que você pensa sobre essa pessoa? Você pensa que ela fracassou, que está se humilhando? Provavelmente não! Vemos nisso um gesto de humildade e, até mesmo, de grandeza em muitos casos.
2) Por outro lado, o que você sente quando pensa em pedir ajuda a alguém?
– Quer saber o que a pessoa vai pensar sobre você? Basta retornar à primeira pergunta.

Pedir ajuda para o outro é um ato de autocuidado, pois conseguimos entender qual é o nosso limite. Isso porque muitas vezes o fardo fica pesado demais para carregarmos sozinhos. Nas crises, conseguimos enxergar atitudes de compaixão vindas do outro, um fortalecimento das relações. Tudo bem demonstrar que precisamos ser acolhidos pelo outro. A partir do momento em que você consegue pedir ajuda, aceite-a de coração.

Qual pessoa você confiaria para te ajudar?

Em relação aos vínculos, podemos dizer que criar uma rede de apoio é importante em todos os sentidos. Importante saber em quem se pode confiar, saber a quem podemos pedir essa ajuda – e a recíproca também vai existir, já que você estará ali para ajudar quando puder. Se permita tentar pedir essa ajuda e não desanime caso a resposta seja um “não”; tente um outro momento, para outra pessoa – às vezes a mesma pessoa que disse um não está com dificuldades também. Aceitar e pedir ajuda é um ato muito bonito de humildade, com ele não queremos demonstrar nossas limitações, mas mostrar a nossa força, a confiança que existe em nós, pois permitimos que o outro cuide daquela parte que precisamos.

Como schoenstattianos, temos instrumentos que nos auxiliam nessa jornada, como, por exemplo, o horário espiritual. Quando temos autoconhecimento, colocamos propósitos em nossas vidas e tentamos, a cada dia, lutar para conseguirmos ser melhores. Podemos incluir alguns pontos concretos no horário espiritual que ajudam a cultivar essa consciência de pequenez e da necessidade de ajuda dos demais. E ainda temos a Mãe de Deus como nossa educadora, para que possamos nos inspirar e nos espelhar em suas virtudes; queremos sempre ser reflexo de Maria. Sabemos que se desprender do orgulho e praticar a humildade é um desafio, mas a filialidade heroica nos ensina a entender nossa pequenez diante Deus, a confiar cegamente em seus planos.

Quando aceitamos a ajuda de alguém, ao invés de nos sentirmos fracassados, humilhados e incapazes, nos sentimos amados, confiantes e amparados, pois a pessoa que ajuda está estimulada a fazer isso por um sentimento que a guia, o amor, e esse sentimento só pode nos trazer coisas boas. Pedir ajuda é tão enriquecedor quanto ajudar. Que possamos cada vez mais, inspirados na pequenez de Maria, viver a filialidade heroica e buscar a santidade.

 

[1] https://www.infomoney.com.br/economia/taxa-de-desemprego-sobe-para-126-em-abril-e-atinge-128-milhoes-aponta-ibge/

Fonte: schoenstatt.org.br

Cantos de Schoenstatt e diversos nas plataformas digitais

Com certeza, muitas pessoas dentro e fora do Movimento de Schoenstatt conhecem as Irmãs Paula Maria Graminho e M. Eliane Cunha. Ir Paula Maria atua no Centro de Formação Som e Arte e colabora em muitas atividades da Família de Schoenstatt de Santa Maria/RS. Ir M Eliane é Assessora Regional da Jufem (Regional Sul) e também Assessora do Movimento de Schoenstatt em Frederico Westphalen/RS, onde reside. Elas têm uma ‘novidade’ para partilhar com todos os que apreciam música sacra e religiosa (e também ‘schoenstattiana’).

“Incentivadas por pessoas do Movimento que conhecem e cantam nossas composições, nos adentramos em um novo desafio: lançar nossos cantos em plataformas digitais para chegar a um número maior de pessoas e, àqueles que gostam de ajudar – nos em nossa missão evangelizadora através da música, terem oportunidade de adquirir este material, sendo que a produção de CDs já está “saindo de moda”.

Assim, apresentamos a vocês as plataformas onde podem encontrar nossos cantos e poderem depois levar para seus momentos celebrativos, de oração, de vivências.

A primeira coletânea é de cantos marianos e vamos seguir colocando nas plataformas nossas composições. Agradecemos a todos os que nos incentivam e também vão poder ter este acesso ao material que o Espírito Santo nos inspira a compor.”

 

Basta clicar nos símbolos abaixo e conhecer os álbuns das duas.

É hoje! Não perca: o Concerto está de volta!

 

“Foi lindo. Passamos uma tarde maravilhosa com toda a Família de Schoenstatt pelo mundo”.

“Temos uma linda Família espalhada no mundo. O céu ficou alegre com o concerto. Aguardo o próximo”.

Esses são alguns comentários, nas redes sociais, sobre o Concerto Internacional promovido pelo Movimento Apostólico de Schoenstatt no último domingo, 24 de maio. A apresentação reuniu músicos de mais de 30 países, apresentando composições schoenstattianas das mais variadas.

Durante a transmissão, no entanto, a internet deixou os organizadores “na mão”. Caiu e não voltou pelo resto da tarde. Mas, “a apresentação estava linda, eu queria continuar assistindo”, escreveram os espectadores conectados.

Para aqueles que ficaram com “gosto de ‘quero mais’”, ou para os curiosos que não puderam acompanhar a transmissão, vem aí uma nova oportunidade. Com um pedido de desculpas pelas falhas técnicas inesperadas, os organizadores trazem uma nova apresentação.

Hoje, quarta-feira, 27 de maio de 2020, o concerto será apresentado novamente e, dessa vez, por inteiro. A partir das 15 horas (horário do Brasil) todos poderão conhecer músicas e culturas diversas e ter mais uma oportunidade de se reunir como Família Internacional.

Fique atento aos meios de comunicação do Movimento Internacional e participe!

Transmissão via Facebook / YouTube pelos canais de Schoenstatt International