Os livros: Uma parte importante da vida em Aliança

 

Alessandra Veras – Hoje queremos trazer uma reflexão acerca de uma data comemorativa que pode passar despercebida para muitos: o Dia Nacional do Livro. Este objeto, que é sagrado para alguns, leva conhecimento e informação para outros e é a porta de entrada para tantos lugares.

O dia 29 de outubro foi escolhido por ser, também, a data do aniversário da Biblioteca Nacional, localizada no Rio de Janeiro.

O livro passou por diversos formatos ao longo do tempo, sendo escrito em papiro, que era feito do caule de uma planta, e pergaminho, feito de pele de animais e mais resistente. Mas, a grande inovação foi na Idade Média, quando Guttenberg criou a prensa, com letras e símbolos esculpidos em metal, e pôde imprimir a Bíblia pela primeira vez. A técnica foi se espalhando por todo o mundo, evoluindo e chegando ao que temos hoje. Os livros, no Brasil, eram trazidos da Europa, com a corte portuguesa, e só pelas décadas de 1930 e 1940 é que a indústria editorial surge por aqui.

Na história, o livro também foi símbolo de poder, em que os mais poderosos detinham o conhecimento e subjulgavam os mais simples, impedindo-os de crescer no aprendizado e na autonomia. Hoje, é possível perceber um movimento contrário, em que se quer privilegiar o acesso à informação e ao conhecimento, por meio de diversas iniciativas de setores públicos e privados, para todos. E, segundo Castrillón (2011, p.20) precisamos estar convictos “[…] de que ler pode ser um meio para melhorar as condições de vida e as possibilidades de ser, de estar e de atuar no mundo.”

Mas e o que tudo isso tem a ver com nossa vida de Aliança?

O acesso aos livros nos faz enxergar diversas perspectivas e nos colocam em contato com outras realidades. Ao ler, adquirimos informações que poderão nos auxiliar a olhar para o próximo de outra forma, além de permitir que sejamos sensíveis às necessidades dele. A leitura permite que, entendendo que existem outras formas de se olhar o mundo, possamos atuar de modo mais efetivo em nossas comunidades.

Pensando na história de nosso Movimento, se não fossem os registros feitos à mão, datilografados, das transcrições de palestras e dos diários pessoais, não teríamos acesso à tanta riqueza. Para que a Aliança de Amor chegasse a tantos lugares, foi preciso que alguém registrasse essas informações e pudéssemos estudá-las para aprofundar neste tema. Em nossa formação, enquanto schoenstattianos, os livros possuem um valor importantíssimo, pois é por meio deles que conseguimos entender os pensamentos de nosso Fundador, o contexto histórico em que Schoenstatt nasceu, além de descobrirmos e nos inspirarmos na vida de nossos heróis. E, tudo isso, nos permite levar o Evangelho e a Mãe de Deus para todos os que encontramos.

E não podemos deixar de mencionar que, ao sermos um Movimento de educação, de autoeducação, podemos cultivar o hábito da leitura em nossas vidas. Ler é hábito, ninguém nasce leitor, mas podemos cultivar pequenas atitudes que aumentem nosso gosto pela leitura.

É importante que você encontre um tema que goste de ler, para que a curiosidade de saber o que vem a seguir seja motivo para continuar. Mas, se o que começou a ler não está fluindo, tudo bem você parar e começar outra coisa.

Você pode, ainda, estabelecer uma meta de leitura. Por exemplo, determinar se lerá um capítulo por dia ou uma determinada quantidade de páginas; pode estabelecer um prazo para sua leitura e dividir o número de páginas do livro pela quantidade de dias; ou, ainda, estabelecer um tempo de leitura diário. Lembre-se: a leitura deve ser prazerosa, trazer a sensação de bem-estar, aumentar seu conhecimento.

 

 

E não se pode falar em livros sem citar alguns títulos que nos estimulem à leitura.
Para conhecer mais sobre o nosso Movimento, leia “150 perguntas sobre Schoenstatt”, no formato de perguntas e respostas que nos ajudam a compreender mais sobre nossa história, espiritualidade etc.

Temos também “Documentos de Schoenstatt”, para compreendermos e aprofundarmos nossa vida de Aliança e entendermos a origem.

Em “Gertraud von Bullion: Serviam: uma resposta de amor”, conheceremos mais sobre a vida desta heroína que abriu os caminhos para a entrada das mulheres em Schoenstatt.

Não podemos esquecer da biografia de nosso Pai e Fundador, “Pe. José Kentenich: uma vida pela Igreja”, em que aprendemos sobre sua vida e caminhada ao longo dos anos, bem como suas alegrias e dificuldades pelo caminho.

Estes são apenas alguns exemplos entre muitos, pois há muita riqueza em nossa literatura. Boas leituras!

 

Referências

CASTRILLÓN, Silvia. O direito de ler. In: CASTRILLÓN, Silvia. O direito de ler e de escrever. São Paulo: Editora Pulo do Gato, 2011. p. 14-30.

CRB-8. 29 de outubro – Dia Nacional do Livro. 2018. Disponível em: http://www.crb8.org.br/29-de-outubro-dia-nacional-do-livro/. Acesso em: 20 out. 2020.

FRANCO, Gyullia. 29 de outubro – Dia Nacional do Livro. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-nacional-livro.htm. Acesso em: 20 out. 2020.

 

Fonte: schoenstatt.org.br

Sacramentos online ou presenciais?

 

Juliana Gelatti Lovato – Enquanto os números relacionados à epidemia de Covid-19 finalmente começam a baixar de forma mais ampla pelo Brasil, as restrições às reuniões públicas estão diminuindo e, com isso, mesmo naqueles locais onde as Missas e demais eventos paroquiais ficaram totalmente suspensos, as portas estão se reabrindo.

Com essa situação inédita para todos nós, popularizaram-se as celebrações transmitidas pela internet. Mas, será que ela tem o mesmo valor que a presença física na Igreja, durante a celebração da Eucaristia? Qual o momento de retornar à vida paroquial? O que levar em conta neste retorno, quando ficamos muito tempo sem participar? Fizemos essas perguntas ao Pe. Rodrigo Cabrera, que é membro do Instituto dos Sacerdotes Diocesanos de Schoenstatt e pároco da paróquia Santo Antônio de Pádua, em Silveira Martins, Arquidiocese de Santa Maria/RS. Vejamos o que ele orienta:

 

Em muitos locais do Brasil, as missas com público e demais sacramentos ficaram suspensos por vários meses. O que é importante levar em conta no retorno à Santa Missa? Para poder comungar, devo esperar uma oportunidade para confessar antes?

                Pe. Rodrigo Cabrera

Pe. Rodrigo – A primeira coisa importante para levar em conta no retorno à Santa Missa é nós termos muita consciência de que a Santa Missa é o sacrifício incruento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, não se trata apenas de “rezar”, que muitos podem dizer: “Ah, mas eu posso rezar em casa”, porque quando estamos falando da Santa Missa, estamos falando do holocausto de Cristo, seu sacrifício trazido para nós no dia de hoje. O sacerdote que oferece esse sacrifício traz para nós aquele momento da Sexta-feira Santa em que Jesus se entrega em sacrifício a Deus Pai, pela nossa Salvação. Então, participar da Santa Missa é participar desse sacrifício, obtendo as graças provenientes dele. É por isso que nós não podemos protelar exageradamente a nossa ausência na Santa Missa, porque nós precisamos participar do sacrifício de Cristo na Cruz, queremos participar, queremos estar em comunhão, em comum-união com este sacrifício e, na primeira oportunidade que pudermos retornar à Santa Missa, devemos retornar. Com os cuidados  necessários, mas não podemos relaxar nisso, expandindo exageradamente este tempo sem a Santa Missa.

Em relação à Comunhão, a Igreja nos ensina que, se a nossa consciência nos acusa de algum pecado mortal, nós devemos confessar antes de nos aproximarmos da Eucaristia. Agora, se realmente não há a possibilidade de realizar uma confissão, ou porque não encontramos um sacerdote, ou porque o sacerdote não está disponível, ou porque no lugar onde nós vivemos é uma comunidade distante, onde não temos a presença do sacerdote, nem ele terá condições de atender as confissões, nós podemos fazer um ato de contrição perfeito, que é o desejo sincero e verdadeiro de pedir perdão a Deus, com o propósito de confessar o mais rápido possível. Fazer o ato de contrição de confessar na primeira oportunidade que tivermos, com o sacerdote.

 

Quando não for possível a confissão com um sacerdote, qual o melhor caminho aos fiéis?

Pe. Rodrigo – Se a pessoa terá a Santa Missa num lugar onde ela [a missa] não é frequente, e o padre não tem condições de ouvir a confissão, então a pessoa faz o ato de contrição perfeito e comunga. Caso contrário, ela ficaria sem a comunhão três meses, quatro meses, seis meses talvez… então ela faz o ato de contrição perfeito e comunga. E, na primeira oportunidade que ela tiver, ela vai confessar. Agora, é diferente se nós estamos em uma paróquia onde tem a missa todos os domingos, vários horários no domingo, e onde é possível confessar-se. Nesse caso, devemos procurar o padre durante a semana, ou antes da missa, e fazer o possível para confessar antes de comungar.

 

(Foto: Marcia Kazumi)

 

Quando o sacramento da Penitência estiver disponível, é necessário confessar as faltas às missas?

Pe. Rodrigo – Toda a falta que é deliberada, ou seja, que não há um motivo grave para que a gente falte à Missa, ela deve ser confessada, sim. Por exemplo: “Eu não fui à missa porque eu tive preguiça, ou porque eu quis ficar olhando jogo de futebol, ou porque eu estava indisposto, mas eu poderia ter ido à missa, eu sei que eu poderia ter ido, mas eu não fui”, então isso deve ser motivo de confissão. Agora, neste caso da pandemia, em que as pessoas não puderam ir à Missa porque as igrejas estavam fechadas, ou porque os padres não celebraram publicamente, não é um pecado da pessoa. Ela faltou à missa por um motivo exterior, maior do que a sua vontade. Ou, se a pessoa está doente e não pode ir à Santa Missa, ela quer ir, mas tem um motivo que a impede, aí não é pecado. É pecado quando a pessoa delibera: eu poderia ir à missa e hoje eu escolhi não ir. Isso sim deve ser confessado.

 

Por quanto tempo ficou (ou se ainda está) liberado o preceito do domingo?

Pe. Rodrigo – Muitas dioceses, muitos bispos, acabaram dando orientações muito diversas a respeito da suspensão do preceito dominical. Mas o que vale é que se cumpra o preceito do domingo. Como eu disse, se há a impossibilidade de ir à Santa Missa no domingo, nós compensamos, de certa forma, a nossa falta à Santa Missa assistindo à televisão, pelas redes sociais. Mas isso não cumpre o preceito. Só que a culpa de não cumprir o preceito não é nossa, pois estávamos impossibilitados de participar. Por isso que, existindo a possibilidade de participar da Santa Missa, deve-se participar. Só somos atenuados disso se há uma verdadeira impossibilidade.

Nós devemos demonstrar nosso amor a Deus, nossa confiança em Deus, participando da Santa Missa, pois nós continuamos vivendo, mesmo que tenhamos que tomar alguns cuidados, por um determinado tempo, a vida continua, e nós devemos então fazer todo o esforço para participar da Santa Missa. Assim como nós necessariamente temos que frequentar outros lugares da sociedade, não estamos completamente isolados nem encerrados dentro de casa, da mesma forma, participar da Santa Missa, ir à Igreja.

Devemos ter em mente o mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas e, por amor a Deus, nos dedicarmos e nos esforçarmos em participar da Santa Missa. E não agora nos contentarmos com missas online, por redes sociais ou pela televisão. Mesmo que possam nos ajudar, não se compara e, óbvio, não é a mesma coisa, não tem o mesmo efeito, do que participar da Santa Missa presencialmente. Então devemos ir forçando um pouco, no sentido de nos esforçarmos, fazendo um esforço de vencer o medo, de vencer os receios e voltar a participar da Santa Missa. Não podemos, agora, ficar indeterminadamente, com a missa transmitida pelas redes sociais.

 

(Foto de destaque e esta: Julieide Simões)

Fonte: schoenstatt.org.br

Como serão os Congressos de Outubro este ano?

Novos formatos, novas experiências, inovação e flexibilidade são palavras que podem traduzir os Congressos de Outubro no Brasil em 2020. Os quatro regionais do Movimento – Sul, Paraná, Sudeste e Nordeste – definiram modelos inéditos para realizar este encontro anual tão importante para a Família de Schoenstatt, veja abaixo:

 

Regional Sul: Entre o virtual e o presencial

O Congresso, no Regional Sul, fará uma experiência mista entre o virtual e o presencial. Como assim? No dia 24, à tarde, as lideranças do Movimento se reunirão presencialmente nos Santuários aos quais estão vinculadas, seguindo os protocolos de segurança. Desses locais, em pequenos grupos, todos entrarão em rede, num grande encontro virtual.

Falando sobre os temas centrais desse Congresso, o Pe. Clodoaldo Kamimura acentua: “Aqui no regional Sul, através do caminho da sinodalidade, descobrimos experiências comuns em nossas dioceses. Acreditamos que a expressão ‘Família Tabor’ sintetiza todas essas experiências. Por isso, ‘rumo aos 75 anos do ideal Tabor’ e mais intensamente ‘vinculados ao Pe. Kentenich’, queremos não apenas construir uma ‘casa’, senão um ‘lar’ onde cultivamos nossas ‘raízes’, nossa ‘solidariedade’, nossa ‘união’. Só assim é possível sermos um ‘Schoenstatt em saída’ em forma acentuada. ‘Se as portas de nossas casas se fecham, abrimos então as janelas [Windows] para estarmos presentes no mundo’”.

Segundo a definição dos Conselhos Diocesanos do Movimento, neste regional eles desejam ser “uma ‘família’ que não vive fechada em si mesma neste tempo de crise, mas que, com os desafios do tempo, entra no ‘crie’ ‘novos modelos’ para ‘estar no mundo’; enfim, uma ‘família’ ou ‘um Tabor’ ‘sem fronteiras’, carregando consigo a atitude da esperança e da confiança”.

 

Regional Paraná: Vídeo Conferência aberta

Duas noites de transmissão pelo Youtube marcarão o Congresso de Outubro no Regional Paraná, nos dias 23 e 24. “O nosso objetivo é de que seja, em função da pandemia, um Congresso aberto para todas as pessoas da Família de Schoenstatt do Paraná. Os assessores do regional, avaliando a caminhada da Família nesse tempo, viram que o Congresso deveria trazer algumas pitadas de encorajamento, de força, de entusiasmo para este tempo da pandemia. E é por isso que será desenvolvido o tema: A terra dos vínculos é a nossa casa”, diz o Pe. Vandemir J. Meister.

Na noite de sexta-feira, a partir das 20 horas, haverá adoração nos cinco Santuários do Paraná, transmitida ao vivo, e depois o encerramento com a benção. No sábado, às 19 horas, inicia a abertura e, em seguida, um casal vai expor o tema central do Congresso: “A terra dos vínculos é a nossa casa”. No final da conferência a juventude de Schoenstatt de Cornélio Procópio/PR apresenta um teatro sobre o tema.

“A pandemia levou a nos perguntarmos como estão as nossas relações pessoais. A dimensão humana foi muito tocada, no sentido do cuidado pelo outro. Ao mesmo tempo, a gente se sentiu como que distantes um do outro, porque os espaços de encontro, de reuniões e de partilha foram restringidos ao máximo. Isso criou essa necessidade do contato humano. A importância dos vínculos se sobressaiu nesse espaço de carência. E agora, o tempo da pandemia nos trouxe um olhar para dentro da família, para rever, potencializar e buscar espaços humanos e vitais dentro da própria casa. Isso tudo será abordado no Congresso”, explica o Pe. Vandemir. A transmissão será pelo canal do Santuário de Londrina.

 

Regional Sudeste: Uma sala de reflexão online

O dia de Congresso para o Regional Sudeste, que abrange Santuários em quatro estados, será 24 de outubro, com programação durante todo o sábado. Os líderes, dirigentes e representantes dos ramos, comunidades e apostolados da Obra vão se reunir numa sala online, tendo como tema central a frase: “Nosso mundo de vínculos em tempos de crise”. A programação inclui uma retrospectiva, a parte formativa sobre o tema do Congresso, trabalhos em grupo e um debate final com os conteúdos estudados. A Santa Missa de encerramento será transmitida do Santuário da Vila Mariana, que completou 50 anos em 2020.

Queremos, diz o Pe. Afonso Wosny, “mergulhar na pedagogia e espiritualidade dos vínculos pessoais em suas diferentes dimensões: no vínculo consigo mesmo, com o próximo, com o mundo sobrenatural, com a Igreja, com Schoenstatt, com a realidade, enfim, na multiplicidade dos vínculos que Deus suscita. Vamos descobrir juntos, em maior profundidade, o tesouro dos vínculos! Que eles sejam a nossa ‘âncora’ segura para enfrentar os desafios da atualidade”.

 

Regional Nordeste: Encontro Virtual em Família

A proposta do Regional Nordeste é promover um Encontro Virtual para toda a Família de Schoenstatt desta região. As transmissões serão nos dias 22, 23 e 24 de outubro, sempre das 20 às 21 horas. O encontro será concluído com a missa no Santuário de Olinda e Recife/PE no domingo, dia 25, às 9 horas. As transmissões serão pelo Facebook e Youtube do Santuário Tabor da Nova Evangelização.

Foto: Viviane Guariente

Fonte: schoenstatt.org.br

Vamos levar a Aliança de Amor também à nossa mesa?

“O corpo, de fato, e só ele, é capaz de tornar visível o que é invisível: o espiritual e o divino. Foi criado para transferir para a realidade visível do mundo o mistério oculto desde a eternidade em Deus, e assim ser sinal d’Ele” (São João Paulo II – TdC 19:4)

Suellen Figueiredo – Sempre ouvimos dizer que nosso corpo é templo do Espírito Santo! E diante desta afirmação muitas vezes não levamos em consideração um importante aspecto para manutenção do nosso corpo: a alimentação.

Hoje, é celebrado o “Dia Mundial da Alimentação”, esta data comemorada em mais de 150 países no mundo tem por objetivo alertar a sociedade sobre a importância de uma alimentação saudável, como também lembrar os problemas sociais relacionados à carência desta alimentação. E, apesar de parecer ser um assunto que “todo mundo sabe”, a grande maioria das pessoas hoje, no mundo, apresenta ao menos um tipo de carência relacionada à alimentação.

Ter uma alimentação adequada é o primeiro passo para garantir o bom funcionamento do nosso corpo. Muitos dos problemas de saúde que adquirimos ao longo da vida poderiam ser evitados com uma alimentação saudável. Desde o nosso sono ao nosso humor, tudo está ligado à alimentação; nossos vínculos sociais são muitas vezes construídos em torno de uma mesa.

Aliança e alimentação saudável

Quando ouvimos que a autoeducação pode nos ajudar em toda nossa vida, muitas vezes não pensamos de forma biológica. Como schoenstattianos, podemos usar a nossa Aliança de Amor para nos auxiliar também neste aspecto. Onde? Dentro do nosso Horário Espiritual! Por que não adicionar ao tópico “vinculação comigo mesmo (a)” um propósito para melhorar algo em nossa alimentação?

Mas como? Algumas dicas que podem nos ajudar:

Aquela dificuldade de deixar de tomar refrigerante…
A criança que não quer comer legumes…
O baixo consumo de água…

Tudo pode ser educado através da nossa Aliança de Amor!

Outro propósito que podemos incluir no nosso dia à dia em família é o cuidado com o desperdício de alimentos. Alguns dados do IBGE estimam que, no Brasil, cerca de 7 milhões de pessoas encontram-se em estado de “insegurança alimentar grave”. No mundo, esse número pode chegar à 805 milhões de pessoas em estado de subnutrição. Vivemos em meio à uma pandemia que tem levado milhares de pessoas a entrarem na linha de pobreza, o que pode aumentar ainda mais esses números.

Nós temos um papel importante para mudar esse cenário, que possamos levar a nossa Aliança de Amor também às nossas mesas, cuidando da nossa saúde e da saúde daqueles que nos são confiados.

⇒ Leia a Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Alimentação 2020

Foto: pixabay.com

Fonte: schoenstatt.org.br

 

Hoje: neo-sacerdote Everton Pasche celebra junto ao Santuário Tabor

Ontem, festa de Nossa Senhora Aparecida, o Diácono Everton Pairé Pasche foi ordenado sacerdote na arquidiocese de Santa Maria. A celebração foi na paróquia Santo Antônio de Pádua, em Silveira Martins.

Pe. Everton, que já selou sua Aliança de Amor com a MTA, celebrará hoje, 13 de outubro, às 18h, na Capela Tabor. A Santa Missa pará parte da novena em preparação aos 106 anos da fundação do Movimento de Schoenstatt e será transmitida ao vivo pelas mídias do Santuário: Facebook e Youtube.

Participe, curta e compartilhe esta boa notícia!

18 de outubro: um milhão de crianças rezam o terço pela paz!

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No próximo domingo, 18 de outubro, 80 países irão participar da campanha de oração da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre intitulada “Um Milhão de Crianças Rezam o Terço pela Paz”. O Papa Francisco, ao final do Angelus, encorajou a participação na manifestação mundial que vai rezar “especialmente pelas situações críticas causadas pela pandemia”.

“No próximo domingo, 18 de outubro, a ‘Fundação Ajuda à Igreja que Sofre’ promove a iniciativa ‘Pela unidade e a paz, um milhão de crianças rezam o terço’. Encorajo esta bela manifestação que envolve as crianças de todo o mundo, que rezarão especialmente pelas situações críticas causadas pela pandemia.”

 

Por que 18 de outubro?

A data de 18 de outubro foi escolhida porque, além do mês ser tradicionalmente do rosário, o dia 18 é a Festa de São Lucas Evangelista. Segundo a tradição, ele está perto de Nossa Senhora, a Mãe de Deus. O convite é extensivo às paróquias, às catequistas e às famílias. E já que a iniciativa acontece de domingo, escolas, creches e professores poderão participar na segunda-feira sucessiva, 19 de outubro.

Em comunicado, a fundação lembra que o material para a campanha de oração está disponível em 27 línguas, entre elas, o português, mas também o árabe e vários idiomas africanos, visto que é prevista uma participação extensiva de 80 países de todos os continentes. O site oficial da campanha mundial oferece um kit especial para download com guia de oração, páginas para colorir e orientações sobre como rezar o rosário.

 

O início da campanha

Essa campanha de oração do terço começou no ano de 2005, num santuário em Caracas, na Venezuela, quando foi lembrada uma promessa de São Pio de Pietrelcina: “quando um milhão de crianças rezarem o terço, o mundo irá mudar”. Desde 2005, então, ganhou o apoio da Fundação Pontifícia que organiza o evento em nível mundial há 2 anos, ao fornecer o material para a oração mariana destinado a paróquias, grupos de crianças e famílias.

Fonte: Vatican-news

Faleceu Pe. Arnaldo Giuliani

Faleceu na madrugada do último domingo, o sacerdote palotino Arnaldo Giuliani, aos 87 anos de idade. Pe. Arnaldo era vigário na Paróquia Nossa Senhora das Dores e capelão do Hospital de Caridade Dr Astrogildo de Azevedo (HCAA), em Santa Maria/RS, desde 2010. Era muito dedicado a esta missão e estimado por todos os que trabalhavam com ele. Como capelão no HCAA, levava esperança aos enfermos. Todos os dias, visitava os pacientes, não apenas para catequizar, mas para levar alegria.

Natural de Cachoeira do Sul, foi ordenado sacerdote em 1963. Como seminarista e jovem sacerdote teve contato com a espiritualidade de Schoenstatt, selando sua Aliança de Amor com a MTA e entregando sua vida como ‘Carta Branca’ em suas mãos.

Nestes últimos anos em Santa Maria foi incansável no serviço sacerdotal junto ao Santuário Tabor e às comunidades do Movimento de Schoenstatt, sempre que solicitado. A MTA, com certeza, já preparou um lugar para ele no céu.

O velório aconteceu até às 15h de domingo, na igreja matriz da paróquia Nossa Senhora das Dores e o sepultamento foi em Vale Vêneto, no cemitério dos Padres Palotinos.

Muito além do futebol: Pai terrestre, o reflexo de Deus Pai

Flávio e Maria Ângela Kolberg – “A paternidade do pai terrestre, em primeiro lugar, é expressão da paternidade de Deus. Em segundo lugar, é um meio para gravar no filho a paternidade de Deus. Finalmente, em terceiro lugar, é, também, uma contínua proteção da imagem do pai, da imagem do pai celeste, para os filhos, no decorrer de toda sua vida” [1] (Pe. José Kentenich).

Pe. José Kentenich foi um dos primeiros a perceber que a desvalorização da figura do pai terrestre, em andamento, traria sérias consequências para a sociedade e a Igreja. Esse lento e sistemático enfraquecimento da figura paterna terrestre poderia, no futuro, esfriar ou até apagar do coração do homem a figura amorosa de Deus como um pai que nos ama como a “pupila de seus olhos”.

Deus deu ao Pe. José Kentenich dons específicos para realizar uma missão muito especial, a de revelar-nos Deus como um pai amoroso, que quer se fazer presente em nossas vidas, que tem todo o perfeito cuidado conosco: Ele é nosso Pai!

Para qual time seu filho torce?

Por isso, falar sobre a paternidade terrestre é crucial neste momento. Famílias estão esfaceladas quer pela ausência física do pai, quer pela imagem fraca de pai que damos aos nossos filhos. Isso nos faz lembrar quando nosso filho era pequeno e queríamos muito que ele torcesse pelo mesmo time de futebol que torcíamos. Não queríamos correr o risco que ele torcesse pelo time rival. Uma coisa tão banal, mas que nos causou empenho e dedicação – e hoje podemos dizer que deu resultado. Esse empenho ocasionou uma enorme ligação entre pai e filho. Hoje, ele caminha pelas próprias pernas e torce sozinho, mesmo quando não estamos presentes.

Bobagem tudo isso! Talvez sim, muito provavelmente sim, mas nosso ponto é: como é que dedicamos tanto tempo a coisas que não são essenciais e levamos de uma maneira “light” as que são realmente vitais e que acarretam a salvação de nossos filhos?! Comprar a camiseta do time com o nome dele ou o do melhor jogador escrito nas costas, levar a jogos, comprar a pipoca e o cachorro quente durante a partida para que a experiência de estar no campo assistindo ao time do coração fosse a mais maravilhosa do mundo, e que ficasse impressa na sua mente para sempre. E ficou…

Não há problema algum nos pais quererem que os filhos partilhem dos mesmos gostos, afinal são uma família. É saudável termos momentos assim, pois fortalecem os vínculos familiares. Mas esses mesmos vínculos deveriam estar também nas questões de cunho espiritual. Por que não utilizamos os mesmos métodos e empenho nas coisas relacionadas à vida espiritual de nossos filhos?

 

 

Uma sugestão médica alternativa, mas eficaz

Muitas famílias chegam ao meu consultório de pediatria completamente desestruturadas, perdidas pelos mais variados motivos: separação, brigas pela guarda dos filhos – e estes ficando um dia em cada casa, sem ter o porto seguro de um lar cristão. Sempre que possível, tento dialogar e por várias vezes consegui que alguns deles fossem até ao Santuário para fazer a consagração a Nossa Senhora, e muitos retornam dizendo que ficaram emocionados neste momento no Santuário.

Pais presentes, fortes, verdadeiros transparentes de Deus Pai é o que nós mais precisamos neste momento. Fortes, não apenas fisicamente, mas espiritualmente, dando testemunho a seus filhos do caminho certo a percorrer para bem realizar a vontade de DEUS. Comprar a camiseta, levar ao campo de futebol, jogar bola juntos, comprar a pipoca gostosa e o DVD das vitórias do time e assistir juntos, não esquecendo da bandeira, tudo isso é bom, e saudável! Paremos para pensar se temos o mesmo empenho com a vida espiritual dos nossos filhos!

Pe. José Kentenich viveu da Fé Prática na Divina Providência. Mostrou no decorrer de toda sua vida que Deus e sua Mãe eram pessoas presentes e ensinou a nós, Família de Schoenstatt, a vivermos assim. Procurou o Deus na vida diária, cotidiana, nos pequenos e grandes acontecimentos de sua vida. Assim devemos fazer e ensinar aos nossos filhos. Esse é o maior legado que podemos, como pais, dar a eles. Se Deus for presente no nosso dia a dia, ele será presente na vida deles também.

“Teu ser e tua vida repercutem neles”

Uma igreja do sul dos Estados Unidos realizou uma pesquisa muito interessante e chegou às seguintes conclusões: se a criança for a primeira a se converter na família, há 2% de probabilidade que a família se converta também; se a mãe for a primeira, a probabilidade de conversão da família sobe para 17%; mas se o pai for o primeiro, o número é estarrecedor: 93% de probabilidade que a família se converta também [2].

O testemunho cristão de um pai muda a realidade de sua família. Você, pai católico, é chamado a viver sua fé no seu dia a dia através de suas escolhas, de sua maneira de falar, de agir, do tempo que você dá a Deus em sua vida.

Deus nos chamou para vivermos nossa fidelidade a Ele. Sejamos sal da terra, luz do mundo como Jesus nos pede, só assim seremos pais como Deus nos pede que sejamos e estaremos revelando aos nossos filhos o maior tesouro que eles podem ter em suas vidas: sentirem-se filhos amados por Deus.

 

Referências:

[1] A Nova Imagem do Pai – Conferência do Pe. José Kentenich aos homens, Schoenstatt – 18/junho/1966

[2] Fonte: A Importância do Ministério com Homens nas Igrejas Evangélicas, Vilson Trindade Monteiro -> link: https://pt.scribd.com/doc/52423038/A-IMPORTANCIA-DO-MINISTERIO-COM-HOMENS-NAS-IGREJAS-EVANGELICAS-FINAL

Foto de capa: Ronny Sison, via unsplash.com

Fonte: schoenstatt.org.br

Cuidar da casa comum dentro de casa

Maria Eduarda Garcia – Em tempos de distanciamento social, muito se fala sobre “ficar em casa”. Hoje, que tal refletir um pouco sobre o cuidado com a casa comum? O convite foi feito algumas vezes ao longo da história e, de forma especial, em 2015 na Encíclica Laudato Si escrita pelo Papa Francisco. Em nossa reflexão, será pontuado como o cuidado com o planeta é reflexo de uma vida cristã.

De forma concreta, o Pontífice detalha a relação pessoal que existe com o planeta e a necessidade gritante de entender as dores que o violam, pontuando desde o desmatamento até o acesso à água. A Laudato Si apresenta um frutífero conteúdo. É importante ler um trechinho:

“O Patriarca Bartolomeu tem-se referido particularmente à necessidade de cada um se arrepender do próprio modo de maltratar o planeta, porque «todos, na medida em que causamos pequenos danos ecológicos», somos chamados a reconhecer « a nossa contribuição – pequena ou grande – para a desfiguração e destruição do ambiente” (LS 8,2015)

Ao entender como, de alguma forma, todos são responsáveis pelo nosso planeta, ficam algumas perguntas: é fácil lembrar de quantos copos descartáveis você usou no último mês? Quantas sacolas plásticas trouxe do supermercado? Na sua casa, o lixo reciclável tem destinação correta? Os restos de alimento que por vezes sobram vão para o lixo comum? Se alguma dessas respostas foi muito complicada, esse texto tem um convite especial para você. Que tal aproveitar o tempo em casa e começar uma ação concreta de cuidado com a casa comum?

Ainda na Encíclica, o Papa diz que é necessário passar do consumo ao sacrifício, do desperdício à capacidade de partilha. Isso significa que precisamos aprender a doar, não simplesmente renunciar. Quem vivencia um horário espiritual pode entender de forma prática o que se propõe aqui: o cuidado com o outro como uma forma de cuidado com a casa comum. A Laudato Si explica que:

“À cultura do descarte, que afeta tanto os seres humanos excluídos como as coisas que se convertem rapidamente em lixo. Note-se, por exemplo, como a maior parte do papel produzido se desperdiça sem ser reciclado. Custa-nos a reconhecer que o funcionamento dos ecossistemas naturais é exemplar: as plantas sintetizam substâncias nutritivas que alimentam os herbívoros; estes, por sua vez, alimentam os carnívoros que fornecem significativas quantidades de resíduos orgânicos, que dão origem a uma nova geração de vegetais. Ao contrário, o sistema industrial, no final do ciclo de produção e consumo, não desenvolveu a capacidade de absorver e reutilizar resíduos e escórias” (LS 22, 2015).

Combater a cultura do descarte é necessário para quem decide viver de forma orgânica. No cotidiano, existem diversas oportunidades em que se pode escolher cuidar de nossa casa comum. A exemplo de São Francisco, que propôs uma ecologia integral e vivida com autenticidade, é possível cuidar da casa comum ainda que de dentro da sua casa!

 

Referências:

DOS BISPOS, ASSEMBLEIA ESPECIAL DO SÍNODO. Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral. Instrumentum laboris para a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região pan-amazônica. Brasília: Edições CNBB, 2019.

FRANCISCO, Papa. Laudato si’. Edizioni piemme, 2015.

 

Foto: Artur Lysyuk, via unsplash.com

 

Fonte: jufem.com.br

Quem conhece o CEFASOL?

Neste tempo de pandemia, nossos olhares e atenção se voltam – e com razão – para os mais pobres. Talvez nem todos os schoenstattianos ou simpatizantes do Movimento de Schoenstatt conheçam a obra social CEFASOL, o Centro de Referência Familiar Recanto do Sol, localizado no bairro Camobi, na cidade de Santa Maria/RS.

Fundado em 2008 pelas Irmãs de Maria de Schoenstatt, tem matriculado cerca de 100 crianças de 6 a 12 anos, no contra turno escolar. Desde o ano passado, a Escola Jardim de Maria, também das Irmãs de Maria, uniu forças com o Cefasol e abriu uma turma de pré-escola para 20 crianças carentes.

Diariamente, as crianças recebem duas refeições, participam de atividades lúdicas e de apoio pedagógico (oficinas de dança, canto, instrumentos musicais, teatro…). Além disso, recebem atendimento odontológico, fisioterapêutico, psicológico e do Serviço Social. Para manter-se, o Cefasol conta com a colaboração de voluntários, parcerias, convênios, projetos sociais e a ajuda da comunidade.

Por conta da pandemia, as crianças mal começaram o ano letivo e não puderam mais vir. No vídeo abaixo, a Ir M Mathilde Mang, conta como tem sido o trabalho no Cefasol.

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Surgiu a vontade de ajudar?

O Cefasol depende da ajuda de corações generosos para continuar ajudando as mais de 90 famílias que atende (algumas das 120 crianças atendidas pelo Cefasol e Escola Jardim de Maria são irmãos). São muitas as pessoas e as instituições (empresas, grupos de dança, de estudo…) que doam cestas básicas, itens de higiene, roupas…

Como ajudar?

Aqui no site do Santuário Tabor tem uma página dedicada ao Cefasol . Vale a pena dar uma olhada! Para saber como ajudar basta clicar aqui e ver como todas as possibilidades.

Para doar alimentos ou itens de higiene, neste tempo de pandemia, pode se fazer contato direto com a Ir M Mathilde, que atualmente coordena o Cefasol (55 98428-9587).