”

Cardeal Dom Sergio da Rocha / Arcebispo de São Salvador da Bahia, Primaz do Brasil – Andar na moda, adquirindo e consumindo os últimos lançamentos do mercado, torna-se frequentemente o sentido da vida para muitos. A moda não se reduz ao modo de se vestir, embora nele se expresse com particular intensidade. Abrange produtos, costumes e gostos que tendem a se impor e a se padronizar com os modernos recursos de marketing no mundo globalizado. A moda pode se tornar uma espécie de poder que controla e manipula a vida das pessoas e exclui os que não se submetem aos seus padrões. Por isso, muitos já se referiram a uma espécie de “ditadura da moda”, com suas várias facetas.

O modo de vestir-se e de calçar, de comer e beber, de divertir-se, de decidir qual filme assistir ou qual música ouvir, é facilmente marcado pela última moda. As “modas” passam porque não são capazes de saciar a sede de sentido para a vida e de verdadeira felicidade. A equação entre consumir e ser feliz tem alimentado o consumismo, que na prática se revela incapaz de assegurar a felicidade prometida pela aquisição e consumo de bens. É natural que aqueles que vivem em sociedade compartilhem ideias e costumes do próprio contexto histórico e cultural, o que é um fator importante de identidade. Contudo, quando a moda se impõe, especialmente, aliada ao consumo desenfreado, as pessoas acabam perdendo suas notas essenciais, a própria identidade, a liberdade, a capacidade de pensar e discernir criticamente. Arrasta consigo o atrofiamento da singularidade da pessoa humana, obscurecendo o que faz dela “imagem e semelhança” de Deus.

Os modismos favorecem a despersonalização, a perda ou fragmentação da identidade. Um dos aspectos mais fortes da ditadura da moda é a ditadura da beleza ou do corpo perfeito, concebido segundo um padrão estético ideal, objeto de intenso marketing. Tal padrão tem tornado infeliz muita gente que não consegue alcançá-lo, especialmente, adolescentes e jovens que dele se distanciam e, por isso, chegam a entrar em crise, mas até mesmo pessoas idosas que não se dispõem a assumir serenamente as marcas do tempo. O modo como alguém vê a si próprio tem consequências enormes na própria vida. Há quem se avalia e dirige os seus passos unicamente em função do que os outros pensam e dizem a seu respeito, principalmente, sobre a sua aparência física e não a partir de uma justa visão de si mesmo. A ditadura da moda se revela fortemente como ditadura da beleza corporal ideal. O justo cuidado com a aparência pode ser um fator de autoestima e bem-estar psicológico. O excesso no cuidado estético tende a produzir pessoas infelizes, com baixa estima de si.

É importante, hoje, resgatar a simplicidade de viver e o cultivo da beleza que permanece e se fortalece com o passar da idade, deixando-se conduzir por Deus, aquele que permanece enquanto a moda passa.

*Artigo publicado no jornal A Tarde, em 30 de janeiro de 2022.

Foto: pixabay.com

Fonte: Vatican News

Santuários sob bandeira preta no Rio Grande do Sul

Karen Bueno – Pela primeira vez, desde o início da pandemia, todo o estado do Rio Grande do Sul foi classificado em bandeira preta, devido ao agravamento do número de casos. A medida começou a valer no último sábado, dia 27 de fevereiro, e todas as regiões tiveram de se adaptar aos protocolos determinados pelo governo do estado. A Família de Schoenstatt nos conta como estão vivendo este período a partir de alguns Santuários Filiais:

 

Tabor Maria Cor Ecclesiae

Na capital do Rio Grande do Sul, os meios de comunicação tornaram-se, mais uma vez, os protagonistas: “O Movimento de Schoenstatt da Arquidiocese de Porto Alegre, seguindo todas as orientações do arcebispo metropolitano, também precisou passar por reformulações e restrições. Schoenstatt, em sua singularidade, reforçou suas orações em Família nos Santuários Lares e possibilitou, por meio da tecnologia, momentos de muita integração nas transmissões diárias de terço, santas missas, reflexões, depoimentos e palestras virtuais”, conta a presidente do Conselho local, Cristina Jaenish Rosa.

O isolamento, no entanto, não impediu a vinculação: “A distância do Santuário, das missas presenciais, dos amigos, das assessoras, dos encontros na Casa Tabor, das inúmeras confraternizações, dos grupos de estudo nos mostram a necessidade da confiança e da entrega ao bom Deus. Precisamos fortalecer nossa fé, confiar na Divina Providência e oferecer todo sacrifício ao Capital de Graças. As amizades verdadeiras foram ainda mais fortalecidas e a entrega de muitas pessoas possibilitou que o Movimento continuasse vivo e pulsante, trazendo conforto e abrigo espiritual para muitas pessoas que necessitam de auxílio”.

 

Tabor Porta do Céu

Em Frederico Westphalen, uma das preocupações é a manutenção física do Centro de Schoenstatt: “O que nos está prejudicando realmente é manter a parte física do Santuário, porque toda casa tem despesas e ali não é diferente. Mesmo não tendo visitação, a gente mantém os guardiões, porque é uma propriedade razoavelmente grande. A gente tem um pequeno bazar que nos ajuda nas despesas, mas, sem visitação, não temos venda alguma”, conta César Augusto Mendes, presidente da Sociedade Mariana de Schoenstatt, o órgão que cuida das finanças do Santuário.

E, mesmo com a bandeira preta, diz ele, “as pessoas ainda vêm buscar o aconchego do lar na casa da Mãe de Deus. E a Mãe acolhe a todos. A gente não obriga as pessoas a irem embora, mas orientamos para não permanecerem muito tempo no local”.

Já a Família de Schoenstatt se reveza em pequenos grupos para transmissão: “O Santuário hoje está fechado para peregrinos, mas em determinadas situações a gente mantém ele aberto. Abrimos para grupos como o Terço dos Homens, a Liga de Famílias, a Juventude, uma vez por semana, em grupo reduzido, para fazerem transmissões de dentro do Santuário. Então, a vinculação continua. As pessoas também mantem essa vinculação à Mãe de Deus por meio do Santuário Lar. Seguimos vinculados à Maria, ao Santuário, vinculados ao Pai e Fundador, para que tenhamos força e dignidade, coragem e sabedoria para superar essas dificuldades”, diz o César.

 

Santuário Tabor

Em Santa Maria, o Santuário está também com portas fechadas, mas a Família de Schoenstatt recebeu algumas sugestões sobre como visitá-lo espiritualmente. Partilhamos essas sugestões aqui, para todos do Brasil que também não podem visitar os Santuários presencialmente neste momento:

“Podemos visitar sempre o Santuário espiritualmente! Diante de um quadro da Mãe e Rainha, da sua imagem peregrina, até diante de uma medalha (nos ensinava o Fundador do Movimento de Schoenstatt, Pe. José Kentenich), podemos concentrar-nos, silenciar o coração e nos colocarmos diante do altar da Mãe e Rainha no Santuário. Muitas pessoas dizem que se imaginam entrando no pátio do Santuário, subindo as escadas, abrindo a porta… Até tem um lugar fixo para ‘ajoelhar’ e rezar junto da Mãe. O importante é a real intenção com que alguém peregrina ao Santuário.
As mídias sociais (Youtube e Facebook) também podem nos ajudar a peregrinar. E é possível escrever diariamente para as Irmãs Adoradoras, confiando a elas nossas intenções de oração”. (santuariotabor.org.br)

 

Para enviar suas intenções de oração: clique aqui

Fonte: schoenstatt.org.br

Algumas lições de José Engling para o isolamento social

Bernardete Ponce – Queria pedir licença para partilhar com vocês uma experiência pessoal. Nesses dias tenho feito algumas reflexões para entender o plano de Deus com essa pandemia que vem acometendo grande parte do mundo. Deus, eu acredito, está no controle, está permitindo tudo isso e, então, quero descobrir o que ele espera de mim pessoalmente nesse momento e em qual sentido ele deseja a minha transformação e o meu crescimento interior por meio disso tudo. Convido cada um, cada irmão na Aliança de Amor, a também fazer essa reflexão.

Preparando um material de formação para a União de Famílias de Schoenstatt, busquei um livro que fala sobre a vida de José Engling (o livro “Herói de Duas Espadas”), que me permitiu uma profunda reflexão para o período que estamos vivendo.

 

José Engling e o isolamento social

José Engling, quando vivia no seminário, em Schoenstatt, teve de ficar sozinho por um certo período. Na Páscoa de 1916, todos os seminaristas tiveram permissão para passar as férias em casa, por causa das dificuldades de alimentação no seminário. Para Engling, porém, uma viagem tão longa não compensava, devido aos gastos e à condição econômica limitada de sua família. Ele, por isso, decidiu permanecer em Schoenstatt, pois essa seria uma boa oportunidade para estar a sós consigo mesmo.

Certa manhã, quando José Engling saiu para caminhar, sentiu que a primavera poderia partilhar com ele um segredo e então, no seu coração, captou a mensagem: “Hoje é primeiro de maio. É por isso que os bosques e os prados andam nessa atividade febril. Cada qual se esmera em preparar à sua Rainha as mais belas homenagens com perfumes e flores. Não quer você também associar-se a esse preito da natureza?”

Engling voltou para casa, tomou o caderno e escreveu: “Flores de maio do jardim de meu coração, oferecidas à Rainha de Maio em seu mês de 1916. Mãe, a ti seja consagrado o jardinzinho de meu coração; para ti quero plantar e cultivar”.

Ou seja, foi num momento em que ele se encontrava a sós que surgiu essa corrente de vida tão rica, que até hoje nós imitamos: as Flores de Maio.

 

Visitas espirituais ao Santuário

Durante o período que serviu como soldado, na guerra, José Engling permaneceu afastado fisicamente de Santuário e poucas vezes pode visitá-lo. Mesmo assim, ele “viajava” até lá espiritualmente todos os dias, como conta, numa carta, ao Pe. José Kentenich: “Há alguns dias, quando as granadas caíam à direita e à esquerda, perto de mim, eu, como de costume, rezava à Mãezinha, e em espírito transladava-me à nossa Capelinha. Então sentia-me tão unido a ela como nunca em minha vida. Tão doce e amável parecia-me sua presença, que não experimentava o menor temor diante das granadas. Era um estado de tanta felicidade que eu teria gostado de permanecer nele para sempre. Como é bela e sublime, como é amorosa e inspira confiança a nossa querida Mater Ter Admirabilis. Muitas vezes sinto uma grande saudade do nosso Santuário, do senhor e dos queridos congregados” (20/05).

José queria tornar-se santo sob a proteção de Maria e pôr-se ao seu serviço. Não apenas sua pessoa, mas também seu trabalho cotidiano devia ser consagrado a Ela. Neste sentido, compôs uma oração, pela qual oferecia seu dia à Mãe Três Vezes Admirável. De certo, o dia presente lhe exigiria duros sacrifícios: trabalho de escavação, cansaço paralisador, fome, ataques imprevistos, corridas cheias de perigos e a maior responsabilidade no posto de sinais. Tudo devia ser uma ininterrupta contribuição ao Capital de Graças.

 

A missa à distância

Também era impossível, para Engling, participar da missa com regularidade, por causa da guerra – então ele o fazia à distância:

“Em seguida assistia espiritualmente à Missa. Em Schoenstatt e em muitos outros lugares se estaria celebrando àquela hora. Para unir-se mais estreitamente ao santo sacrifício, fazia a comunhão espiritual. No sacrifício incruento da cruz encontrara a expressão mais perfeita de seu ideal pessoal: ‘Tudo para todos’. Já em Schoenstatt ele se preocupara em fazer da Missa e Comunhão o centro e a culminância de seu dia”.

Durante as Missas, transportava-se ao Santuário de Schoenstatt; assim realizava simultaneamente sua peregrinação espiritual. Na realidade, ele vivia mais no Santuário do que na frente de batalha e era isto que lhe dava, nas horas de maior perigo, a tranquilidade interior e aquele sangue-frio que tanto surpreendia os companheiros.

Ele também cultivava a íntima união com o Cristo eucarístico durante as suas duas “horas de guarda”, uma pela manhã e outra pela tarde. Assim passava ele seu dia em união com Jesus crucificado e tinha a força e a coragem necessárias para sacrificar-se pelos outros. Para manter sempre vivo este espírito de sacrifício, propôs-se fazer diariamente um ato de renúncia, num ponto que mais lhe custasse.

Engling desconhecia o conceito “não ter tempo”. De tarde, recolhia-se por 15 minutos para a leitura espiritual. Nas últimas semanas fizera-a em meio ao estrondar das granadas e ao zunir dos estilhaços. Ao longo das solitárias horas de observação, nas caminhadas levando mensagens ou quando buscava comida, rezava o terço. O dia culminava com o exame de consciência, a oração da noite, as marcações no Horário Espiritual e o ato de contrição perfeita. E, pela última vez no dia, peregrinava em pensamento a Schoenstatt, a fim de pedir a bênção ao confessor, Pe. Kentenich, conforme haviam combinado.

 

Como ele conseguia tudo isso?

Se José conseguia manter-se mergulhado neste divino isolamento, repleto de Deus, não era isso devido unicamente ao esforço de sua vontade, mas principalmente à riqueza de uma vida interior dirigida pela Graça.

Que nós possamos aproveitar este tempo em que estamos isolados para um mergulho no amor de Deus. Que a experiência do isolamento seja para nós motivo de encontro. Que a experiência em nossa Igreja Doméstica fortaleça os vínculos com os nossos e com o céu. Que saibamos entender o que realmente importa para, depois que tudo passar, pautemos nossa vida em novos e renovados valores.

 

*Citações retiradas do livro Herói de Duas Espadas, por Olivo Cesca, editado pelo Instituto Secular dos Padres de Schoenstatt, 3ª edição.

Fonte: schoenstatt.org.br

Aliança de Amor e o primeiro satélite 100% brasileiro

Karen Bueno – Daqui a 10 dias será lançado no espaço, em 28 de fevereiro, o primeiro satélite 100% brasileiro. O “Amazônia-1” foi desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e é um satélite de observação da terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil. Sua missão principal será observar e monitorar o desmatamento, especialmente na região amazônica. Após anos de trabalho e centenas de pessoas envolvidas, este satélite será lançado a partir da base de Sriharikota, na Índia.

A equipe brasileira que finaliza o projeto já está, desde dezembro, trabalhando na Índia, nas últimas operações para o lançamento. Entre eles está o Marcelo Petry, da Liga de Famílias de Schoenstatt de Atibaia/SP, que é físico e trabalha no Inpe. Marcelo atualmente se prepara para selar a Aliança de Amor com a Mãe e Rainha e é casado com a Mayra Montoya Petry. Abaixo, em entrevista direta da Índia, ele conta como o desenvolvimento desse satélite está ajudando-o, também, na preparação para a Aliança de Amor e o que podemos esperar dessa nova tecnologia a serviço do nosso país:

Qual é o seu trabalho, em que você atua exatamente?

Trabalho no INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e atuo na área de controle térmico de satélites. De uma maneira simplificada, pode-se dizer que meu trabalho é manter a temperatura de equipamentos que fazem parte de um satélite, dentro da faixa especificada de temperatura, nem muito quente e nem muito frio.

 

                             Esta imagem da MTA acompanha o Marcelo em seus trabalhos na Índia

 

Qual seu envolvimento no projeto Amazônia 1?

Faço parte do subsistema de controle térmico, onde temos um primeiro segmento que é o de análise computacional e arquitetura do projeto térmico e um segundo segmento que é o de desenvolvimento físico e implementação da solução proposta, sendo que eu sou responsável pela equipe que trabalha com o segundo segmento. Essa equipe é responsável por desenvolver e fabricar os MLIs (um tipo de cobertor espacial) que recobrem o satélite, também aplicamos outros dispositivos de controle térmico, como fitas, tintas, aquecedores, espalhadores de calor, dentre outros.

 

Há quanto tempo vocês estão trabalhando nele e em que fase estão atualmente?

Trabalhamos há 6 anos e estamos nos preparando para o lançamento que deve ocorrer no dia 28 de fevereiro na base de lançamento de SHAR, em Sriharikota, na Índia.

 

Existe algo que você aprendeu no Movimento de Schoenstatt e que utiliza em seu trabalho? Pode nos contar?

“Nada sem vós, Nada sem nós!”

É esse ensinamento que carrego no meu dia a dia. Ela sempre me lembra que a responsabilidade de agir é minha, mas que devo orientar essa ação de acordo com princípios cristãos.

 

 

O Pe. José Kentenich comparava a conquista do espaço (quando foram enviadas as primeiras naves pelos russos e depois pelos americanos) com a Aliança de Amor: “Verdade é que, pela Aliança de Amor, somos lançados no espaço”. “Introduzimo-nos na nave espacial do coração da Mãe de Deus!” [1], diz ele. Você está se preparando para selar a Aliança de Amor e, de tudo o que já viu nesse processo de estudo, também dos encontros da Liga de Famílias, por que acredita que o Pe. Kentenich faz essa comparação? Você consegue compreender a Aliança como aquela cápsula que te leva ao espaço?

Quando lançado ao espaço, o astronauta deixa de ter um lugar onde possa tocar, se segurar e assim fica a flutuar no espaço, por sua vez, a Aliança de Amor nos desvincula de uma vida excessivamente materialista, o que muitas vezes pode gerar a mesma sensação de falta de vínculo. No caso do astronauta, ele sana essa necessidade se vinculando ao traje espacial ou a uma espaçonave maior e, assim, sua sobrevivência é garantida; no caso do schoenstattiano, a nave é o coração da Mãe de Deus. Assim como a espaçonave, o coração da Mãe nos dá a proteção para a jornada, mas a responsabilidade da navegação é nossa.

 

Falamos, em Schoenstatt, que o mundo interior e o mundo exterior (microcosmo e macrocosmo) devem se desenvolver em harmonia. Os avanços tecnológicos têm que estar unidos com os avanços espirituais interiores. Há algo no desenvolvimento do Amazônia 1 que te ajuda nesse processo de crescimento interior?

Devido ao esforço necessário, o próprio processo de trabalho para se construir um satélite acaba influenciando como nos relacionamos com nosso entorno. Como as dificuldades são muitas, acaba ocorrendo diversas oportunidades para exercitar a resiliência, parcimônia e até mesmo a empatia pelo próximo. Muitas vezes é preciso perseverar muito para atingir o objetivo almejado, não podendo se valer de atalhos ou desvios durante a jornada, o que torna a jornada fatigante para todos os envolvidos. Quando isso ocorre, devemos lembrar que há um objetivo em comum e que precisamos sobrepujar as barreiras encontradas, independente da natureza das mesmas, pois se não o fizermos, acabamos por falhar…

 

Foguete PSLV que será usado na missão C51, aquela que colocará o Amazonia-1 em órbita (Foto: ISRO – Indian Space Research Organisation)

 

Para que esse satélite é desenvolvido, qual sua função? Que benefícios trará ao Brasil?

O AMZ-1 é um satélite que permite o registro fotográfico da superfície do planeta, usualmente classificado como satélite de sensoriamento remoto. Ele foi desenvolvido para observar e monitorar o desmatamento da região amazônica. Para realizar essa tarefa, o AMZ-1 fotografa uma região da floresta, armazena as imagens em seu computador de bordo e, assim que ele se comunicar com uma de suas antenas receptoras que estão instaladas nas unidades do INPE, ele envia as imagens para que os pesquisadores possam processar elas digitalmente e assim gerar dados sobre o desmatamento da floresta. Mas também podem ser geradas imagens para o controle de queimadas, monitoramento de crescimento urbano, áreas agrícolas, recursos hídricos, dentre outros.

Quanto aos benefícios, podemos abordar eles de duas formas uma direta e outra transversal. Os benefícios diretos estão ligados à própria operação do AMZ-1, que é a obtenção de imagens que reforçarão a disponibilidade e frequência de informações para os pesquisadores gerarem dados que, por sua vez, podem ser utilizados por órgãos como o Ibama. Já os benefícios transversais podem ser identificados como a validação da plataforma multimissão (PMM), que, se fizermos uma analogia com uma carreta, ela seria o cavalo mecânico e o módulo de carga útil do satélite seria o semi-reboque, que é onde estão os equipamentos que realizam a missão do satélite. Outro ponto a ser observado é a geração de empregos qualificados na indústria nacional e o aumento da capacidade tecnocientífica dos institutos envolvidos, o que nos habilita a almejar realizar projetos mais complexos, que venham a atender as necessidades da sociedade.

 

* O satélite será lançado pela missão PSLV-C51 da ISRO, às 10h24min, no horário local da Índia (às 1h54min no Brasil). As informações atualizadas e fotos estão na página Missão Amazônia-1 do Facebook

 

[1] Pe. José Kentenich. Às Segundas-feiras ao Anoitecer, vol 21 – Nossa vida à luz da fé

Fonte: schoenstatt.org.br

Um Carnaval para transfigurar a nossa realidade

Ana Paula Paiva – Não é muito comum falarmos sobre isso, mas o carnaval não é, ontologicamente, uma festa pagã. Às vezes é difícil conceber essa realidade, em especial porque o carnaval atual extrapola qualquer carga simbólica e descamba na vulgaridade e em festas puramente instintivas.

Mas na essência, o carnaval tem origem na preparação para o início da quaresma, que se manifesta como um tempo de penitência, jejum e oração. Evidentemente, o feriado de carnaval não é uma festa litúrgica, mas reconhecer que sua origem não é manifestadamente contrária a fé católica, pode nos ajudar a nos posicionar bem.

Ora, vivenciar o carnaval como preparação para a quaresma é refletir como as alegrias fazem parte da vida, como podem ser experimentadas de maneira saudável e, mesmo assim, reconhecer que jamais, nenhum acontecimento desse mundo nos fará alcançar a verdadeira Alegria que é Cristo, que aguarda nossa conversão sincera, e que concede à Sua Igreja um tempo propício para tal.

A festa de carnaval marca, portanto, o início do tempo litúrgico para a preparação para a Páscoa (que concretamente começa no dia seguinte). Foram os povos e suas culturas que, inadequadamente, passaram a ter no Carnaval a última oportunidade de prazer, e daí os excessos perniciosos da ‘despedida’ do mundo. Mas em si mesmo, o carnaval só nos oportuniza reconhecer que se inicia um tempo litúrgico importantíssimo, e uma oportunidade de santificação imperdível.

Um bom exemplo de como viver adequadamente o carnaval pode ser encontrado nas Missões Familiares (este ano estão acontecendo de modo presencial e virtual no Regional Paraná) de nossa Obra de Schoenstatt. Ao invés de apregoar que toda alegria do carnaval enaltece o mal e o inferno, com os pecados, passa-se todo o feriado refletindo sobre a grandeza do amor de Deus, que é Ele sim, a verdadeira e única alegria, insuperável e verdadeira.

O lema de nossa Obra também parece ser bem conveniente nesse aspecto: Podemos transfigurar a nossa realidade. Podemos ser instrumentos de uma nova cultura. Podemos, com nossa vida de fé e apostolado (silencioso e humilde) iluminar a escuridão dos tempos e manifestar a Glória do Cristo Tabor. O carnaval (como tudo) é mais uma chance.

Assim, para efeito de nossa meditação pessoal, pouco importa que os governos estaduais tenham desistido das festas de carnaval, devido à pandemia. A nossa atitude de meditar sobre nossa limitação, finitude e conversão, como nos lembra a quarta-feira de cinzas, segue pertinente e salutar.

E exatamente por isso devemos bradar, ainda nesse tempo desafiador: Sim, temos carnaval. E teremos quarta de cinzas, e sim, teremos – graças ao Bom Deus e Sua infinita misericórdia – a oportunidade de ter uma quaresma que nos aproxima mais da verdadeira Alegria de Deus.

Fotos: Cleiton Correa

Fonte: schoenstatt.org.br

Viver em Aliança e vencer o extremismo!

Cada pessoa precisa de expressões concretas de amor, de ter alguém ao seu lado, que o olhe com ternura e o ajude em coisas cotidianas. Numa audiência, o Papa Francisco fala que os aparelhos ajudam na comunicação, mas, a ternura é exclusiva de corações humanos: “Eles podem fazer muitas coisas, mas não podem fazer uma coisa: dar ternura. A ternura é o sinal da presença de Jesus, é aproximar-se do próximo… para ajudar, sacrificar-se pelo outro.” [1]

É urgente promovermos uma Cultura de Aliança, de acolhida ao outro, pertencemos todos uns aos outros como humanidade. Se não cuidarmos uns dos outros, não haverá amanhã. “Não há alienação pior do que experimentar que não se tem raízes, não se pertence a ninguém… um povo dará frutos e será capaz de gerar o amanhã apenas na medida em que dá vida a relações de pertença entre os seus membros” [2], afirma o Papa.

Vinculações pessoais reais, ainda que por meios virtuais

Quando se trata do uso da internet, relacionamentos e vínculos pessoais são temas que sempre estão em alta, tanto nas conversas pessoais como nos estudos científicos. Percebe-se que a sensação de ser oculto nas interações pela internet faz com que muitas pessoas se tornem agressivas.

Os algoritmos das redes sociais possibilitam o isolamento em bolhas, nas quais só temos contato com pessoas que pensam como nós e excluímos totalmente os que têm opiniões diferentes.

O extremismo gera violências

O pensamento extremista é sempre estreito e manipulador, não cria vínculos sadios. Em um mundo com possibilidade quase infinita de obter informações e de cada um expressar suas ideias, é um paradoxo tanta estreiteza de pensamento no campo político (e em tantos outros), em achar que não existe outra possibilidade de posicionamento a não ser estar na extrema direita ou na extrema esquerda. Quanta intolerância, divisões, relacionamentos agressivos, sem respeito fraterno ou para com autoridades, sem abertura para acolher o que outros pensam, por achar que só a minha visão política é perfeita e não há algo de bom no que fazem os que não pertencem à minha bolha.

Em sua carta Fratelii Tutti, o Papa Francisco diz: “Usa-se hoje, em muitos países, o mecanismo político de atormentar, exagerar e polarizar… nega-se a outros o direito de existir e pensar e, para isso, recorre-se à estratégia de ridicularizá-los, insinuar suspeitas sobre eles e reprimi-los. Não se acolhe a sua parte da verdade, os seus valores, e assim a sociedade empobrece-se e acaba reduzida à prepotência do mais forte”

O sociólogo Zygmunt Bauman diz que, na sociedade líquida, o mal também se torna líquido e as pessoas agem de modo agressivo, como se fosse normal negar ao diferente o direito de existir [3]. Dessa forma, todos os que “pertencem a outro grupo” são tratados como inferiores e inimigos.

Usemos os meios para gerar unidade

“A internet não é responsável por essa onda contemporânea de populismo ou de governos ultraconservadores”[4], diz Pierre Levy, o filósofo da Cibercultura. Ele lembra que as mídias são neutras e podem ser usadas para a unidade e a paz. Mas, assim como o nazismo usou a rádio para manipular opiniões e implantar a extrema ditadura, também hoje pessoas extremistas usam a internet para impor suas ideologias de direita ou de esquerda – e tem muita gente achando que essas são as duas únicas possibilidades de governar, preparando um futuro muito trágico, se não houver personalidades livres, capazes de parar essa corrente.

O Papa Francisco enfatiza que o relacionamento virtual complementa, mas não substitui os encontros pessoais. Ele escreve: “Como seria bom se, enquanto descobrimos novos planetas longínquos, também descobríssemos as necessidades do irmão e da irmã que orbitam ao nosso redor!” [5]

O amor transfigura a realidade

Nossa Aliança de Amor com a Mãe de Deus se comprova, amadurece e aprofunda nas provas diárias de amor ao próximo, também quando esse próximo pensa o contrário do que eu penso. Quantos irmãos nossos precisam de cuidados. Muitas vezes o discurso violento e o extremismo na opinião são expressões de medo e busca de defesa de quem está inseguro e com medo. O ferido à beira do caminho, como Jesus narra na parábola do bom samaritano, pode se encontrar dentro de nossa casa ou no grupo do aplicativo e a prática das pequenas virtudes são os cuidados que podemos oferecer-lhes diariamente.

Reflitamos sobre o que diz nosso Pai e Fundador: “O ponto de vista pelo qual seremos julgados é o amor ao próximo… No rosto dos que me rodeiam vejo os traços de Deus Pai, os traços de Cristo e da Mãe de Deus. Aqui se abre todo um mundo que devemos conquistar novamente… é preciso esforçar-se para formar família em toda parte, a fim de que o homem tenha novamente capacidade de vínculos.”[6]

Ser FAMÍLIA Tabor é nossa identidade e nossa missão!

 

*Este texto é um recorte e uma síntese da palestra do Congresso de Outubro do Regional Sudeste de 2020

 

Referências:

[1] http://www.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2020/documents/papa-francesco_20200930_udienza-generale.html

[1] http://www.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2018/september/documents/papa-francesco_20180925_autorita-tallinn-estonia.html

[3] In: “Mal líquido – Vivendo num mundo sem alternativas”, Ed. Zahar

[4] https://www.fronteiras.com/videos/internet-e-responsabilidade-politica

[5] https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-10/papa-francisco-conversao-ecologica-ponti-academia-ciencias.html

[6] Pe. Kentenich em: “Que se faça o homem novo”

Uma empresa de química industrial coroa a Mãe e Rainha

 

Julieide Simões / Karen Bueno – Uma celebração solene, em ação de graças, foi realizada no dia 20 de janeiro de 2021 na sede da empresa Biocane Química Industrial, em Piracicaba/SP. A missa reuniu colaboradores e marcou os 16 anos de fundação da indústria. Durante a solenidade foi dedicada uma homenagem especial à Mãe e Rainha de Schoenstatt. Ela está presente na empresa Biocane por meio de uma Ermida inaugurada há três anos e, nesta missa, recebeu a coroa e o cetro em sinal de gratidão.

A Santa Missa foi presidida pelo Pe. José Geraldo Campos Penido, da Igreja Santa Rosa de Lima, de Piracicaba. Os presentes entregaram o cetro e coroaram a MTA como Rainha da Providência, dos Dons e Instrumentos de Deus!

 

Uma Ermida em uma empresa?

O Sr. Edson Mikus, sócio da Biocane, pertence à Família de Schoenstatt de Araraquara/SP desde 2004: “Em 30 de novembro de 2007, eu e minha esposa Gisele selamos nossa Aliança de Amor com a Mãe. Quando completei 10 anos de Aliança de Amor, comentei com a assessora do Movimento que gostaria de oferecer, à Mãe, uma Ermida em minha empresa, similar às Ermidas que descerramos durante a Missão Mariana que realizamos. Como em 10 de janeiro de 2018 estaria fazendo também 10 anos que já estávamos em nossa sede própria, no Distrito Industrial Uninorte, em Piracicaba, escolhemos esse dia para fazer a Santa Missa e descerrarmos a Ermida. Desde então, passamos a celebrar a Santa Missa em nossa empresa anualmente: 2018, 2019, 2020 e 2021”.

Ter a presença da Mãe de Deus, diz o Edson, faz muita diferença na realidade da empresa, não somente para eles: “Não apenas nós que estamos no dia a dia na empresa, temos a graça da presença de nossa Mãe e Rainha em nosso ambiente de trabalho, como também todas as pessoas que nos visitam, fornecedores, clientes, prestadores de serviço, familiares, etc. A Ermida fica nos jardins, bem na entrada da empresa, assim, a Mãe recebe e acolhe todos que chegam. Diante dos tantos desafios que vivemos, temos a certeza da proteção da Mãe em todos os momentos, entregando cada acontecimento em suas mãos e confiando na Providência Divina, que nada acontece em nossas vidas sem o olhar e o cuidado de Deus”.

 

Ela é a grande missionária

 

Cerca de 25 pessoas estiveram presentes na missa de coroação e uma estrutura foi especialmente preparada, nos jardins da sede da Biocane, para a celebração. A Santa Missa iniciou às 15 horas e os comentários e as leituras foram feitos pelos próprios colaboradores, assim como toda preparação da liturgia. No ofertório, o cetro e a coroa, a serem ofertados à Mãe de Deus, são entregues ao altar.

Edson comenta sobre a relação dos funcionários com a Mãe e Rainha: “Todos têm a Ermida como parte da empresa, incluindo um cuidado especial também e para fazerem suas orações. Receberam a Ermida com muito carinho e emoção quando descerramos em 2018. Na Biocane, vários colaboradores já conheciam e tinham alguma vivência em Schoenstatt, seja recebendo a visita da Mãe Peregrina em suas residências ou mesmo visitando o Santuário Paroquial da Mãe (Rainha dos Apóstolos) na Igreja São Judas Tadeu, em Piracicaba. Temos uma colaboradora que já integrou um grupo da Jufem (Juventude Feminina de Schoenstatt) e outra que, em 2019, convidei para participar de nossa vivência do ‘Natal Ao Vivo’, no Santuário de Araraquara. Outro detalhe é que boa parte deles já visitou o Santuário em Araraquara, especialmente quando vistamos alguns clientes e passamos por Araraquara, onde eu resido, para irmos juntos”.

A preparação para a entrega do cetro e da coroa foi realizada com um tríduo, seguindo esses temas:

– 1º Dia – 18/01/2021: A Aliança de Amor com a Mãe e Rainha,
– 2º Dia – 19/01/2021: Nosso trabalho é um caminho de santidade,
– 3º Dia – 20/01/2021: Rainha da Providência, dos Dons e Instrumentos de Deus.

A coroa e o cetro foram abençoados e enviados do Santuário de Araraquara. O momento solene da entrega, registrado com todos reunidos ao redor da Ermida, foi marcado pela frase: “Ela é a Grande Missionária, Ela realizará milagres!”.

 

A MTA é parte da história da empresa

 

 

“Aquilo que muitas vezes poderíamos caracterizar como ‘meras coincidências’, nossa fé e convicção filial nos direcionam para a certeza da Providência Divina atuando, nos capacitando como instrumentos, nos orientando, nos instruindo, dando discernimento e sempre nos conduzindo”, diz Edson Mikus.

Ele comprova essa fala em sua história pessoal com a Mãe e Rainha, que está também ligada ao desenvolvimento da empresa. Em 2004, Edson passava por um processo de transição profissional, deixando uma carreira de 18 anos como funcionário em empresas químicas para abrir seu próprio empreendimento. A primeira tentativa, no entanto, não deu certo e trouxe dias difíceis, de preocupações e incertezas. Foi exatamente nesse momento que ele se dirigiu, pela primeira vez, ao Santuário Morada da Alegria Vitoriosa, em Araraquara. Os acontecimentos e o acolhimento divino no Santuário da Mãe foram de suma importância para uma renovação pessoal. Ali tinha início a transformação interior, incluindo a transformação na própria forma de empreender. Isso foi, segundo ele, fundamental na estruturação e formatação da identidade da Biocane, que viria nascer oficialmente em janeiro de 2005.

Mais fotos da missa

Fonte: schoenstatt.org.br

 

Novos assessores do Movimento em 2021

A Central Nacional de Assessores do Movimento no Brasil, como acontece anualmente, passa por uma fase de transferências e novas nomeações. Confira abaixo os assessores que foram transferidos ou nomeados para novas tarefas:

 

Regional Nordeste

Pe. Afonso Wosny: diretor da Central Regional de Assessores; assessor regional da Liga de Famílias

Ir. Mirian Fuck: assessora local da Liga das Mães de Salvador/BA

Ir. Glória Maria de Melo Leite: assessora local da Jufem de Salvador/BA; assessora da Liga Feminina e da Jufem da Diocese de Crato/CE

Ir. M. Cassiana Jänisch: assessora da Campanha da Mãe Peregrina, Liga das Mães e Liga de Famílias da Diocese de Crato/CE

 

Regional Sudeste

Pe. José Fernando Bonini: diretor da Central Regional de Assessores

Pe. Marcelo Aravena: assessor regional da Liga de Famílias

Pe. Gustavo Hanna Crespo: assessor regional do Jumas

Pe. Pedro Cabello: assessor local da Liga de Famílias de Caieiras/SP

Ir. M. Gislaine Lourenço: assessora local em Araraquara/SP e área abrangente do Santuário Tabor Morada da Alegria Vitoriosa

Ir. M. Franciane Castelani: responsável pelo Secretariado da beatificação do Pe. Kentenich e Ir. M. Emilie, de Atibaia/SP

Ir. M. Nelly Mendes: auxilia no Secretariado da Mãe Peregrina em Atibaia/SP

Sra. Raquel Padilla: assessora da Campanha da Mãe Peregrina de Caieiras/SP

 

Regional Paraná

Pe. Clodoaldo Kamimura: assessor regional do Jumas

Ir. M. Patrícia Lemes: assessora regional da Liga das Mães e da Liga de Famílias

Ir. M. Jacinta Donati: assessora regional da Jufem e da Liga Feminina; assessora local em Londrina/PR

Ir. M. Marcia Carmo da Silva: Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt e pastoral do Santuário em Londrina/PR

 

Regional Sul

Ir. M. Neiva Pavlak: assessora da Liga de Famílias e do grupo de namorados, no Santuário de Porto Alegre/RS

Ir. Marialice Almeida: Campanha da Mãe Peregrina em quatro Dioceses: Porto Alegre/RS, Monte Negro/RS, Novo Hamburgo/RS e Osório/RS

Ir. M. Flávia Atarão: assessora da Liga das Mães, da Jufem, dos Guardas Nobres do Santuário, das Apóstolas de Maria no Santuário de Porto Alegre/RS

Ir. M. Denise Mendes Ternes: assessora da Lafs, no Santuário de Porto Alegre/RS

Ir. M. Ângela Zam: assessora da Liga de Famílias, Liga das Mães e Liga Feminina, em Santa Cruz do Sul/RS

Ir. M. Cristiane Batalin: assessora da Jufem e das Apóstolas, em Santa Cruz do Sul/RS

Ir. M. Rosequiel Fávero: assessora da Campanha da Mãe Peregrina, em Santa Cruz do Sul/RS

Ir. M. Daniele Ramos: assessora da Jufem, em Santa Maria/RS

 

O que é a Central de Assessores?

A Central é o órgão que reúne os assessores do Movimento Apostólico de Schoenstatt em nível regional e/ou nacional. “Tem função inspiradora e é responsável pelo cultivo de espírito nos ramos da Liga Apostólica e no Movimento Popular e de Peregrinos, visando torná-los aptos para amar e servir a Igreja e edificar, assim, uma nova ordem social cristã” [1]

A Central é formada, fundamentalmente, pelos membros das comunidades (Uniões e Institutos) da Obra de Schoenstatt que foram colocados à disposição para a animação dos ramos da Liga Apostólica e do Movimento Popular e de Peregrinos (Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt e Terço dos Homens Mãe Rainha). Para saber mais, clique aqui.

 

[1] Estatuto da Central Nacional e Regional de Assessores, preâmbulo, n. 2

Foto: Encontro anual da Central Nacional de Assessores de 2018

Fonte: schoenstatt.org.br

Domingo da Palavra de Deus: apesar de tudo, Ele está sempre conosco

Bianca Fraccalvieri / Cidade do Vaticano – Por que ter um Domingo da Palavra de Deus? A essa pergunta responde o Padre Antonio Hofmeister, que trabalha da Seção de Língua Portuguesa da Secretaria de Estado do Vaticano.

O Papa Francisco instituiu o III Domingo do Tempo Comum como o Domingo da Palavra de Deus, “mas isso não significa que os outros não sejam”, explica o sacerdote gaúcho.

Esta festa, afirma ele, “é para recordar, sobretudo, que a Palavra de Deus para nós é uma pessoa: Jesus Cristo, a Palavra que se fez carne e habitou entre nós”.

“A Igreja nos ensina que essa revelação de Deus através da sua Palavra nós a encontramos na tradição, mas também na Escritura, na Bíblia. A importância deste testemunho da Sagrada Escritura para a vida de cada cristão: isso é o que nós celebramos de modo ainda mais especial neste Domingo.”

Este ano, esta comemoração se reveste de um significado ainda maior, vivida em tempos de coronavírus:

“Com as limitações todas que a pandemia nos impõe, num tempo em que nós buscamos alguma espécie de conforto, de explicação, de auxílio, nós encontramos com certeza este apoio, esta luz no meio das trevas  – que pode parecer esta pandemia – na Palavra de Deus, que nos orienta, que nos indica o caminho, que nos mostra que apesar de tudo, Ele está sempre conosco, como Ele prometeu.”

Foto: Jesus Rodrigo em Cathopic.com

Do que temos medo nesta Pandemia?

Rosângela Marramarco Lovato – Iniciamos 2021 ainda sob o furor de uma Pandemia, que se arrastou por todo 2020 e parece não ter data para terminar. Vivemos o distanciamento social, o uso da máscara, do álcool gel. Nosso convívio fraterno com amigos, vizinhos, nossa Comunidade de fé e, em alguns casos, até com familiares próximos, ficou apenas na saudade, nas fotos antigas. Alguns perderam pessoas da família, amigos, conhecidos, pacientes, de Covid-19 e de tantas outras causas. Sim, as pessoas morreram. E elas morrem todos os dias. Porque a morte faz parte da vida. E é o único acontecimento do qual temos absoluta certeza desde que nascemos – Vamos morrer!

Mas parece que a partir do ano passado as pessoas começaram a pensar nisso?! E se apavoraram! Somos imortais? Meu filho, meu esposo, meu neto, minha mãe, minha tia, minha sobrinha, minha melhor amiga, meu colega pode morrer? Pode, a qualquer momento, e não apenas de Covid! Não sabemos o dia nem a hora. E durante todo o ano foi assim. Nossa! Perdi tantos amigos, pais de amigos, uma tia, padres conhecidos, de outras causas que não Covid e, há 3 semanas, 1 colega de Covid. Tantos se recuperaram e estão se recuperando, desta e de outras doenças. Até uma nora grávida está passando pela doença. Tive medo? Sim, tive. Mas não a ponto de paralisar a vida e os relacionamentos. O trabalho diário com a doença e a saúde certamente nos prepara mais para a morte, mas o medo que tive, realmente, foi o de morrer sem o acesso aos Sacramentos. Porque estes, por um período, nos foram tirados.

Morrer em pecado, em pecado mortal, morrer para a Vida Eterna, longe de Deus pela Eternidade. Este é o nosso MEDO? Este deveria ser o nosso principal medo. Nosso corpo está sujeito a padecer de tantas doenças que podem surgir tão agudamente apesar de nossos cuidados. Mas e nossa alma imortal? Ela não está doente? Estamos cuidando da nossa alma, do espírito que anima nosso corpo e nos recorda que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus?! Estamos cuidando da nossa vida sacramental? Alguns talvez estejam novamente impedidos do acesso à ela. Mas quando podemos, temos coragem de ir, ou ficamos comodamente na frente da TV achando que isto é o suficiente?

O que fizemos da nossa vida em 2020? O que acrescentamos à nossa biografia neste período? Medo?

Muitos falaram em reinventar-se, novo normal…mas o que de fato vivemos e testemunhamos como bons católicos? Nossa fé num Deus que nos Ama desde sempre, desde antes de nossa concepção e que tem um Plano de Amor para nossa vida? Que somos objeto de seu Amor infinito, que não nos é dado por algum merecimento, mas por pura misericórdia. O nosso Deus sabe bem, qual o dia da nossa morte. E isto nos basta.

Para navegar nesta tempestade atual, Jesus nos pergunta, como aos apóstolos? Por que este medo, gente de pouca fé? (Mateus 8,26). E o que diria a cada de um de nós, nosso Fundador Pe. Kentenich? Tenham medo? Escondam-se? Não comunguem? Não confessem? Podem se contaminar na missa? Ao abraçar sua mãe ou seu pai idoso? Certamente esta não seria a atitude de um homem de Deus que enfrentou o Campo de Concentração de cabeça erguida e trabalhou para o Reino de Deus dentro do inferno de Dachau. Nem dele, nem de uma miríade de santos e mártires que enriquecem nossa Igreja Católica Apostólica Romana há mais de 2000 anos. Pedimos que eles rezem por nós e conosco ao Bom Deus para que possamos viver sem medo e morrer com a dignidade de Filhos de Deus e fazendo de nossa história pessoal uma caminhada Rumo ao Céu!

Fonte: schoenstatt.org.br