Neste domingo: quem visitar um idoso recebe indulgência

Com a celebração do II Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que é celebrado neste domingo, dia 24 de julho de 2022, pessoas de todo o mundo podem alcançar Indulgência Plenária, ao seguirem alguns passos.

Segundo o decreto da Penitenciária Apostólica, é concedida Indulgência Plenária, “sob as habituais condições – confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice – aos avós, aos idosos e a todos os fiéis que, motivados por um autêntico espírito de penitência e caridade, participarem no dia 25 de julho de 2021, Primeiro Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, da solene celebração que o Papa Francisco presidirá na Basílica de São Pedro ou então das diversas funções que ocorrerão em todo o mundo”.

A Indulgência Plenária será concedida também “nesse mesmo dia, aos fiéis que dedicarem tempo para visitar, em presença ou virtualmente, os irmãos idosos necessitados ou em dificuldade, como os doentes, os abandonados, os deficientes e outros”.

Poderão também obter a Indulgência Plenária, os idosos doentes e todos os que, impossibilitados de saírem de casa por grave motivo, unirem-se espiritualmente às funções sagradas do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, através dos meios televisivos e radiofônicos, mas também pelos novos meios de comunicação social.

Veja no vídeo o que são as indulgências plenárias:

 

Fonte: schenstatt.org.br

Por que suspender um Processo de Beatificação é interessante?

 

O bispo diocesano suspende, por enquanto, o Processo de Beatificação do Padre José Kentenich.

A decisão publicada pelo bispo diocesano de Tréveris/Alemanha, Dom Stephan Ackermann, no dia 03 de maio de 2022, de suspender temporariamente o Processo de Beatificação em curso do Padre Kentenich, vem como uma interessante perspectiva na avaliação do Processo.

Um Processo de Beatificação/Canonização de um fiel da Igreja busca resgatar todos os acontecimentos e fatos relacionados com a vida do caso em curso. Isso faz parte de todos os Processos de Beatificação/Canonização na Igreja.

A suspensão do seguimento em curso, pelo Bispo – pois em nível diocesano ele é o responsável de orientar os trabalhos – abre a possibilidade de buscar, comparar diferentes documentos, buscar dialogar com outras ciências, sem estar atrelado ao “sigilo de informações” de quem está conduzindo um Processo de Beatificação. Um Processo de Beatificação, uma vez em curso, vai chegando a determinados graus nos quais se pede sigilo; seja na busca de dados da vida de quem está sendo proposto para a Beatificação, como também no caso de investigação de possíveis milagres, e outros, entra nessa esfera do sigilo.

A suspensão faz com que se tire o Processo dessa esfera do sigilo e se possa estudar, comparar, buscar um veredicto mais completo e contextualizado dos fatos. Pois, como sabemos, não se podia ter acesso a muitos documentos da época do exílio do Pe. Kentenich que estavam nos arquivos do Vaticano. Agora é possível. Com isso, facilitam-se as comparações e contextualizações. Ademais, todos os documentos no processo saem da esfera de sigilo e as comissões constituídas ou a serem constituídas podem ter acessos a esses documentos sem restrições. Concluindo este quesito: Isso facilita às equipes e o retrabalhar o Processo.

O bispo Dom Stephan Ackermann comenta que ele pessoalmente não estará à frente deste tema. Isso não quer dizer que não está interessado no caso; mas sim que ele não tem a responsabilidade de estar à frente na montagem de equipes, supervisão, etc. E sim, ao tirar da sua esfera, facilita um trabalho interdisciplinar para a avaliação de todos esses materiais por comissões independentes, como ele mesmo sugere; e que isso, esclarece e contextualiza os fatos abordados, neste caso das acusações, como também fatos que o próprio Pe. Kentenich pedia esclarecimento para a Igreja. Isso enriquece todas as partes interessadas no caso; inclusive quem acusa, pois traz respostas sem tirar dos contextos. Como canta o adágio: “Texto fora de contexto, tem pretexto!” Ao incluir uma equipe interdisciplinar analisará os acontecimentos não somente desde uma perspectiva histórica, mas também em um conjunto científico mais amplo, que ajudará a formar o contexto. E é isso que interessa a todos.

A suspensão, por enquanto, o Sr. Bispo Ackermann deixa claro que não é emissão de juízo sobre o Padre Kentenich. O que significa isso? Significa que ele não está tomando nenhuma posição definitiva sobre o caso. Tem várias perguntas em aberto e a suspensão facilita o caminho para buscar essas respostas.

Esta decisão abre caminhos novos e interessantes para conhecermos mais a personalidade e obra do Fundador da Família de Schoenstatt com perguntas que talvez nunca teríamos feito.

Pe. Vandemir J. Meister.
Diretor Nacional do Movimento Apostólico de Schoenstatt.
Londrina, 03 de maio de 2022.

 

Fonte: schoenstatt.org.br

Uma coletânea de cantos online para a Família de Schoenstatt

Quantas vezes não estamos procurando a melodia, letra ou cifra ‘daquele canto’ para o encontro do Ramo ou da Família de Schoenstatt local? Agora temos uma página aqui na capa do site do Santuário Tabor onde encontramos uma coletânea de cantos, com a possibilidade de escutar ou baixar as melodias, textos, cifras para violão e, em alguns casos, também de partituras.

Este é o início de um projeto. A medida que sejam coletados mais cantos, serão adicionados à coletânea.

Importante: a qualidade é a melhor possível, mas não foi o objetivo ter lindas músicas para executar, mas um instrumento pedagógico para ajudar os músicos e voluntários que ajudam nos encontros da Família de Schoenstatt.

Quer acessar a página? Basta clicar na imagem abaixo. Sugestões, pedidos ou contribuições, podem ser enviados ao email do site: santuariotabor.informa@gmail.com

A oração do Papa na consagração da Rússia e da Ucrânia a Maria

Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, recorremos a Vós nesta hora de tribulação. Vós sois Mãe, amais-nos e conheceis-nos: de quanto temos no coração, nada Vos é oculto. Mãe de misericórdia, muitas vezes experimentamos a vossa ternura providente, a vossa presença que faz voltar a paz, porque sempre nos guiais para Jesus, Príncipe da paz.

Mas perdemos o caminho da paz. Esquecemos a lição das tragédias do século passado, o sacrifício de milhões de mortos nas guerras mundiais. Descuidamos os compromissos assumidos como Comunidade das Nações e estamos a atraiçoar os sonhos de paz dos povos e as esperanças dos jovens. Adoecemos de ganância, fechamo-nos em interesses nacionalistas, deixamo-nos ressequir pela indiferença e paralisar pelo egoísmo. Preferimos ignorar Deus, conviver com as nossas falsidades, alimentar a agressividade, suprimir vidas e acumular armas, esquecendo-nos que somos guardiões do nosso próximo e da própria casa comum. Dilaceramos com a guerra o jardim da Terra, ferimos com o pecado o coração do nosso Pai, que nos quer irmãos e irmãs. Tornamo-nos indiferentes a todos e a tudo, exceto a nós mesmos. E, com vergonha, dizemos: perdoai-nos, Senhor!

Na miséria do pecado, das nossas fadigas e fragilidades, no mistério de iniquidade do mal e da guerra, Vós, Mãe Santa, lembrai-nos que Deus não nos abandona, mas continua a olhar-nos com amor, desejoso de nos perdoar e levantar novamente. Foi Ele que Vos deu a nós e colocou no vosso Imaculado Coração um refúgio para a Igreja e para a humanidade. Por bondade divina, estais connosco e conduzis-nos com ternura mesmo nos transes mais apertados da história.

Por isso recorremos a Vós, batemos à porta do vosso Coração, nós os vossos queridos filhos que não Vos cansais de visitar em todo o tempo e convidar à conversão. Nesta hora escura, vinde socorrer-nos e consolar-nos. Repeti a cada um de nós: «Não estou porventura aqui Eu, que sou tua mãe?» Vós sabeis como desfazer os emaranhados do nosso coração e desatar os nós do nosso tempo. Repomos a nossa confiança em Vós. Temos a certeza de que Vós, especialmente no momento da prova, não desprezais as nossas súplicas e vindes em nosso auxílio.

Assim fizestes em Caná da Galileia, quando apressastes a hora da intervenção de Jesus e introduzistes no mundo o seu primeiro sinal. Quando a festa se mudara em tristeza, dissestes-Lhe: «Não têm vinho!» (Jo 2, 3). Ó Mãe, repeti-o mais uma vez a Deus, porque hoje esgotamos o vinho da esperança, desvaneceu-se a alegria, diluiu-se a fraternidade. Perdemos a humanidade, malbaratamos a paz. Tornamo-nos capazes de toda a violência e destruição. Temos necessidade urgente da vossa intervenção materna.

Por isso acolhei, ó Mãe, esta nossa súplica:

Vós, estrela do mar, não nos deixeis naufragar na tempestade da guerra;

Vós, arca da nova aliança, inspirai projetos e caminhos de reconciliação;

Vós, «terra do Céu», trazei de volta ao mundo a concórdia de Deus;

Apagai o ódio, acalmai a vingança, ensinai-nos o perdão;

Libertai-nos da guerra, preservai o mundo da ameaça nuclear;

Rainha do Rosário, despertai em nós a necessidade de rezar e amar;

Rainha da família humana, mostrai aos povos o caminho da fraternidade;

Rainha da paz, alcançai a paz para o mundo.

O vosso pranto, ó Mãe, comova os nossos corações endurecidos. As lágrimas, que por nós derramastes, façam reflorescer este vale que o nosso ódio secou. E, enquanto o rumor das armas não se cala, que a vossa oração nos predisponha para a paz. As vossas mãos maternas acariciem quantos sofrem e fogem sob o peso das bombas. O vosso abraço materno console quantos são obrigados a deixar as suas casas e o seu país. Que o vosso doloroso Coração nos mova à compaixão e estimule a abrir as portas e cuidar da humanidade ferida e descartada.

 Santa Mãe de Deus, enquanto estáveis ao pé da cruz, Jesus, ao ver o discípulo junto de Vós, disse-Vos: «Eis o teu filho!» (Jo 19, 26). Assim Vos confiou cada um de nós. Depois disse ao discípulo, a cada um de nós: «Eis a tua mãe!» (19, 27). Mãe, agora queremos acolher-Vos na nossa vida e na nossa história. Nesta hora, a humanidade, exausta e transtornada, está ao pé da cruz convosco. E tem necessidade de se confiar a Vós, de se consagrar a Cristo por vosso intermédio. O povo ucraniano e o povo russo, que Vos veneram com amor, recorrem a Vós, enquanto o vosso Coração palpita por eles e por todos os povos ceifados pela guerra, a fome, a injustiça e a miséria.

Por isso nós, ó Mãe de Deus e nossa, solenemente confiamos e consagramos ao vosso Imaculado Coração nós mesmos, a Igreja e a humanidade inteira, de modo especial a Rússia e a Ucrânia. Acolhei este nosso ato que realizamos com confiança e amor, fazei que cesse a guerra, providenciai ao mundo a paz. O sim que brotou do vosso Coração abriu as portas da história ao Príncipe da Paz; confiamos que mais uma vez, por meio do vosso Coração, virá a paz. Assim a Vós consagramos o futuro da família humana inteira, as necessidades e os anseios dos povos, as angústias e as esperanças do mundo.

Por vosso intermédio, derrame-se sobre a Terra a Misericórdia divina e o doce palpitar da paz volte a marcar as nossas jornadas. Mulher do sim, sobre Quem desceu o Espírito Santo, trazei de volta ao nosso meio a harmonia de Deus. Dessedentai a aridez do nosso coração, Vós que «sois fonte viva de esperança». Tecestes a humanidade para Jesus, fazei de nós artesãos de comunhão. Caminhastes pelas nossas estradas, guiai-nos pelas sendas da paz. Amen.

Fonte: Vatican News

Foto: Schoenstatt International Communication Office 2014

Presença feminina na Igreja: Para quê? Onde? Por quê?

 

Ir. M. Fátima Dotto – Neste Dia Internacional da Mulher vale a pena refletir sobre a presença feminina na Igreja.

Ao iniciar a Carta Apostólica Mulieris Dignitatem, João Paulo II expressa que “a dignidade da mulher e sua vocação – objeto constante de reflexão humana e cristã – têm assumido, em anos recentes, um relevo todo especial” [1].

Tal afirmação remete ao apreço singular que a Igreja dedica à mulher, vendo-a como ser querido por Deus e dotado de uma missão toda especial para a humanidade e a Igreja.

A mensagem final do Concilio Vaticano II, ressalta ainda, de modo mais evidente, o sentido eclesial da mulher: “Mas a hora vem, a hora chegou, em que a vocação da mulher se realiza em plenitude, a hora em que a mulher adquire no mundo uma influência, um alcance, um poder jamais alcançados até agora. Por isso, no momento em que humanidade conhece uma mudança tão profunda, as mulheres iluminadas do espírito do Evangelho, tanto podem ajudar para que a humanidade não decaia” [2].

Diferentes papeis, igual dignidade

A Igreja é fiel ao plano de Deus e age ciente da igual dignidade do homem e da mulher. Ela tem diante de si a palavra do Criador: “E os criou homem e mulher, criou à sua imagem e semelhança”. (cf. Ge.1, 27)

A Igreja tem presente a originalidade pessoal do homem e da mulher e abraça a verdade sobre a dignidade e vocação de cada um. As diferenças no ser não causam diferenças no valor. Desde o início da humanidade a figura da mulher exerce um papel decisivo na história. A primeira mulher, Eva, levou a humanidade à perdição, mas após o pecado Deus realiza seu plano de salvação e escolhe outra mulher para resgatar a dignidade e ser o protótipo do ser humano assim como Deus pensou e criou. “No início da Nova aliança, que deve ser eterna e irrevogável, está a mulher, a Virgem de Nazaré” [3]. Ela é o caminho pelo qual Cristo, o Redentor do homem, vem ao mundo. Em Jesus Cristo fomos salvos e a questão do valor entre homem e mulher foi superado. São Paulo afirma: “Todos vós sois um só em Cristo Jesus” (Gl 3, 28).

 

 

Maria é figura da Igreja

A Igreja ilumina a missão da mulher na pessoa de Maria. A missão de Maria, como Mãe de Cristo, se transforma em missão para a Igreja e é em Maria que a mulher encontra o ideal de sua tarefa eclesial. O documento conciliar Lumen Gentium diz que “Maria é figura da Igreja”. Nela encerra-se o mistério da Igreja, o próprio Cristo e todos os que ele redimiu com seu sangue e morte na cruz. Maria, Virgem e Mãe é imagem da Igreja que acolhe maternalmente todos os filhos e tem a incumbência de guardar e transmitir a fé em Cristo de modo íntegro e puro. Em Maria, a mulher encontra a realização plena do ser feminino. O Papa Bento XVI apresenta na carta Encíclica Deus Caritas est, a beleza da atitude feminina de Maria: “Maria é grande, precisamente porque não quer fazer-se grande a si mesma, mas engrandecer a Deus. Ela é humilde: não deseja ser mais nada senão a serva do Senhor. (cf Lc, 1,38, 48). Sabe que contribui para a salvação do mundo, não realizando uma sua obra, mas apenas colocando-se totalmente à disposição das iniciativas de Deus. É uma mulher de esperança: só porque crê nas promessas de Deus e espera a salvação de Israel é que o anjo pode vir ter com ela e chamá-la para o serviço decisivo de tais promessas. É uma mulher de fé: “Feliz de ti, que acreditaste”, diz-lhe Isabel (cf Lc 1, 45) O Magnificat – um retrato, por assim dizer, da sua alma – é inteiramente tecido com fios da Sagrada Escritura, com fios tirados da Palavra de Deus. …Enfim, Maria é uma mulher que ama. E como poderia ser de outro modo? Enquanto crente que na fé pensa com os pensamentos de Deus e quer com a vontade de Deus, ela não pode ser senão uma mulher que ama” [4].

Portanto, Maria é figura e modelo para toda a mulher, seja jovem ou não. Quem segue seus passos encontra a felicidade e a realização mais plena do seu ser. A nobre vocação da mulher na Igreja é uma presença terna e acolhedora, própria da alma feminina, que serve e realiza sua missão na doação e fidelidade. Ela torna mais belo e vivencial o caráter maternal da Igreja, como Mãe e Mestra. Testemunha desta nobre vocação é a incansável dedicação de tantas mulheres nas diversas pastorais, na liturgia, nas obras sociais, nas missões e tantos outros setores onde se pode constatar: o que seria de tantas comunidades, do nosso povo, sem a presença e atuação de mulheres consagradas ao serviço do Senhor e da humanidade. A beleza da vocação da mulher como “alma” e portadora de vida, não é uma resposta à quem pensa que a mulher precisa receber a ordenação sacerdotal para sentir-se realizada na sua missão eclesial? Ou a quem diz que a mulher está excluída do serviço na Igreja? Trata-se de uma missão própria, não de direitos, mas do carisma de colaborar na Igreja de forma feminina. Cabe à mulher ocupar o seu lugar, que é único, e ser para o mundo sinal da bondade e da ternura de Deus.

A humanidade necessita da presença feminina para ser mais feliz e viver com maior intensidade a união com Deus. Com o Papa Francisco afirmamos que “sem a mulher não há harmonia no mundo” [5].

 

* Contribuição do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, Província Tabor, Santa Maria/RS

 

Referências

[1] João Paulo II, Carta apostólica Mulieris Dignitatem, Introdução

[2] Mensagem do Concílio às mulheres (8 de dezembro de 1965) AAS 38 (1966) 13-14

[3] João Paulo II, Carta apostólica Mulieris Dignitatem, 11

[4] Bento XVI, Carta encíclica Deus Caritas est, 41

[5] Papa Francisco, Meditações matutinas na Santa Missa celebrada na capela da Casa Santa Marta. Quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Foto destacada: Schoenstatt International Communication Office 2014

Fonte: schoenstatt.org.br

O empoderamento da mulher

 

Ir. M. Ana Paula Ramos Hyppólito – “O empoderamento feminino chegou ao seu auge. Todas as mulheres estão buscando se conhecer melhor e se desconstruir dos antigos tabus”. Frases como esta acima invadem a internet e as redes sociais, como slogan do feminismo.

Olhamos e escutamos o que tem se falado a respeito, mas, como schoenstattianos, temos uma posição frente a isso? Vale a pena iniciar uma reflexão sobre a ideia, o conteúdo, sobre o que tem por trás do empoderamento para depois tirarmos nossas conclusões.

“Empoderamento” é um neologismo criado pelo pedagogo Paulo Freire, que tem origem no termo inglês “empowerment”. O significado original fala de delegação de poder, de emancipação e de fortalecimento de alguém ou de um grupo.

A palavra é atraente pela ideia de se conquistar o poder, mas ela traz também algumas opiniões divergentes: “Contudo, podemos observar que o termo empoderamento traz em si algo de artificial e inadequado, pois, se eu sou ‘empoderada’, significa que alguém me concedeu poder e me fez poderosa. Trata-se, portanto, de algo externo e não intrínseco que nasce da essência do ser feminino” [1].

É preciso recordar que cada ser humano tem valor por ser criado por Deus à sua imagem e semelhança. Não preciso dar valor ou poder ao outro, pois Deus mesmo já lhe presenteou. O que precisamos é reconhecer e valorizar a força que há em cada homem e em cada mulher. Reconhecer o poder da mulher não significa desconsiderar o poder masculino. Ambos são complementares.

As mulheres em Schoenstatt

O Pe. José Kentenich sempre acreditou no grande poder que tem a mulher, já pelo fato de que tanto o pecado como a salvação entraram no mundo por uma mulher.

Eva foi a protagonista da desobediência e da queda de nossos primeiros pais; e Maria foi aquela que, por seu “sim” obediente e seu desejo de ser inteira e unicamente serva, trouxe ao mundo Jesus, a Salvação da humanidade. Ela, a pequena serva do Senhor, se tornou a mulher mais poderosa, a “onipotência suplicante”, aquela que mais tem poder diante do trono de Deus.

“O homem não é remido sem a mulher. Veem a importância que o bom Deus deu à mulher na história do mundo?” [2] (Pe. José Kentenich)

Maria tornou-se poderosa por muitos motivos: por sua pureza, por seu amor a Deus, pela filialidade e, principalmente, pelo serviço.

Na história da Igreja, um número incontável de mulheres seguiu o exemplo da Mãe de Deus, em sua atitude de serva. Um exemplo eloquente é Santa Benedita da Cruz (Edith Stein), com sua visão tão clara sobre a mulher e seu testemunho de vida. Em Schoenstatt, muitas mulheres percorrem esse caminho da verdadeira liberdade, encontrando seu valor pessoal e seu grande poder na atitude de serviçalidade desprendida de si.

Exemplo de Gertraud von Bullion

Gertraud von Bullion, a primeira mulher a ingressar no Movimento Apostólico de Schoenstatt, há quase cem anos, era uma condessa, nascida para governar, mas decide-se pelo servir. Este servir, não é prejuízo para ela, mas o seu caminho de autorrealização no amor a Deus e ao próximo. Uma condessa, dotada de grande talento musical e com capacidade de liderança, decide-se pela ajuda materna e fraterna, como enfermeira da Cruz Vermelha na Primeira Guerra Mundial, em enfermarias repletas e numa lavandaria de hospital, serviço que lhe faz contrair o bacilo fatal duma doença incurável.

Uma condessa, que participa na vida social da sua classe: gosta de teatro e concertos, joga tênis, faz viagens. Contudo, opta pela vida consagrada a Deus no meio do mundo, no espírito dos conselhos evangélicos. Decide-se por uma vida de amor e de imitação de Cristo, conduzida pela mão da Mãe de Deus na comunidade da União Apostólica Feminina de Schoenstatt. Como primeira mulher neste novo Movimento religioso, ela torna-se cofundadora e coformadora.

O Serviam (quero servir) de filha de Maria e o Non serviam (não quero servir) são os dois filhos deste mundo a enfrentarem-se entre si, (…) como sim e não a Deus.

Gertraud, condessa von Bullion, viveu só 38 anos, um curto espaço de tempo para lutar pela realização duma divisa de ressonância de eternidade. Ela queria servir principalmente com o exemplo. Com seu testemunho, ela é um estímulo para todas as mulheres em Schoenstatt, consagradas, solteiras, casadas ou viúvas, pois desenvolveu em si as características de filha, mãe e serva, às quais toda mulher que aspira à santidade está chamada a encarnar.

Educar para a serviçalidade

Como mulheres, sempre temos outros aos nossos cuidados, seja na família ou na profissão. É nossa tarefa educar quem se confia a nós a esta atitude de serviçalidade, começando por nós mesmas. Muitas vezes, sentimos que a “Eva” em nós não morre e deseja dominar, ela não quer servir, mas ter a última palavra, ter razão em tudo, quer deixar-se servir pelos outros. Estejamos atentas e rezemos para que o espírito da grande Serva do Senhor impregne nosso ser e nos coloquemos a serviço, também os mais escondidos e que ninguém valoriza hoje em dia, pois sabemos para que estamos neste mundo.

Independentemente de qual seja a nossa profissão, que possamos exercê-la com verdadeiro espírito de serviço, colaborando com os colegas, trabalhando bem em equipe, valorizando os talentos e capacidades dos outros, partilhando conhecimentos, deixando-nos ensinar pelos outros.

Lembro-me de uma jovem da Jufem que estando na Universidade, na hora do almoço, oferecia primeiro o prato para quem estava atrás dela na fila. Esse gesto tão simples não passou despercebido, assim outros jovens começaram a seguir seu exemplo.

Nossa vida é feita de pequenos gestos de amor e serviço, que possamos praticá-los e assim adquirir verdadeira liberdade interior e verdadeiro poder, pois quem serve, reina.

 

Referências:

[1] SALA, Elena Arreguy. Empoderamento Feminino. Disponível em: https://www.comshalom.org/empoderamento-feminino/ (acessado em 22/08/2019)

[2] KENTENICH, Pe. José. Eu saúdo os lírios! Palestras para a Juventude Feminina de Schoenstatt no Brasil. Secretariado da Jufem, 2014, 1ª edição. Santa Maria/RS, 15 de agosto de 1949.

Fonte: schoenstatt.org.br

Convite para rezar o terço no Dia da Mulher

8 de março é uma data especial – Dia Internacional da Mulher. Para marcar este dia e homenagear todas as mulheres do mundo, a Família de Schoenstatt de Frederico Westphalen convida a todos a rezar o terço, dia 8, às 19 horas.
A força da oração ajudará a fortalecer este público, que tanto faz pelo Movimento de Schoenstatt e a Igreja, e para termos um mundo melhor.
O terço será feito de maneira presencial no Santuário Tabor Porta do Céu, de Frederico Westphalen/RS, mas poderá ser acompanhado ao vivo pela sua página do Facebook.

Para acessar a página e acompanar ao vivo o terço CLICAR AQUI.

“Nunca mais!”, os apelos dos Papas contra a guerra

“Nunca mais a guerra! A paz deve guiar o destino dos povos e de toda a humanidade”. Desde o grito de Paulo VI na ONU, em 4 de outubro de 1965, à advertência de João Paulo II aos jovens no Angelus de 16 de março de 2003, “Nunca mais a guerra”, até as palavras de Francisco, na audiência de 23 de março de 2022: “Jesus nos ensinou que à diabólica insensatez da violência se responde com as armas de Deus, a oração e o jejum”. Um vídeo com os apelos dos Pontífices contra a guerra.

Assista e compartilhe esta mensagem pela paz!

[vc_video link=”https://youtu.be/lQRXXD6k-8g” align=”center”]

Fonte: Vatican News

Foto de capa: pixabay.com

Santa Maria se prepara para os 75 anos da primeira visita do Padre Kentenich

 A Família de Schoenstatt de Santa Maria convida a todos para participarem das celebrações dos 75 anos da primeira visita do Padre Kentenich em nossa Pátria.

Em 16 de março de 1947 ele pisou o solo brasileiro pela primeira vez, em Recife/PE, e em 18 de março foi acolhido em Santa Maria, onde veio encontrar as Irmãs de Maria, a quem tinha enviado em missão para as terras brasileiras em 1935.

As celebrações serão no domingo, 20 de março, iniciando às 10h e terminando às 15h. Haverá possibilidade de encomendar o almoço pelo valor de R$ 30,00. Reservas até 17 de março pelos telefones (55) 3221 6114 ou (55) 9 81002712. Participe!

 

O Papa convoca Dia de Oração e Jejum pela paz

Em 2 de março, Quarta-feira de Cinzas

“Peço a todas as partes envolvidas para que se abstenham de qualquer ação que possa causar ainda mais sofrimento às populações, desestabilizando a convivência entre as nações e desacreditando o direito internacional”. Dessa maneira o Papa Francisco falou sobre a situação na Ucrânia, no final da última Audiência Geral (23 de fevereiro), apelando pela paz.

“Tenho uma grande tristeza em meu coração com o agravamento da situação na Ucrânia. Apesar dos esforços diplomáticos das últimas semanas, cenários cada vez mais alarmantes estão se abrindo. Como eu, muitas pessoas ao redor do mundo estão experimentando angústia e preocupação. Mais uma vez, a paz de todos está ameaçada por interesses de parte. Gostaria de apelar aos responsáveis políticos para que façam um sério exame de consciência diante de Deus, que é o Deus da paz e não da guerra, o Pai de todos, não apenas de alguns, que quer que sejamos irmãos e não inimigos. Peço a todas as partes envolvidas que se abstenham de qualquer ação que possa causar ainda mais sofrimento às populações, desestabilizando a convivência entre as nações e desacreditando o direito internacional”.

E o Papa Francisco fez um apelo a todos, crentes e não crentes:

“Jesus nos ensinou que à insistência diabólica, à diabólica insensatez da violência se responde com as armas de Deus: com a oração e o jejum. Convido a todos a fazerem no próximo 2 de março, Quarta-feira de Cinzas, um dia de jejum pela paz. Encorajo, de modo especial os crentes a se dedicarem intensamente à oração e ao jejum naquele dia. Que a Rainha da Paz preserve o mundo da loucura da guerra”.

Fonte: vaticannews.va