São José e o onomástico de José Engling e o Padre José Kentenich

 

Em alguns países, por tradição, as pessoas são saudadas e celebram, de maneira especial, o dia do santo que tem o seu nome, é o dia do seu “onomástico”. Dessa forma, o dia de São José, 19 de março, é também a data do onomástico de dois “Josés” fundamentais na história de Schoenstatt, ambos em ano jubilar de morte: o Padre José Kentenich e José Engling.

O Pai e Fundador diz que “a festa de hoje nos recorda não apenas a nossa missão, à luz da missão de São José, mas nos quer dá-la nova e mais profundamente como participação da missão de Jesus”.

E, falando sobre a missão de São José, que também é a nossa, Padre Kentenich diz que: “Ele devia estar intimamente unido a ambos (Jesus e a Maria); devia trazê-los, unidos, em seu coração, de modo semelhante como um pai traz sua esposa e filhos em seu coração”. A tarefa apostólica de São José, segundo o Pai e Fundador, é marcada pela frase: “‘José, levanta-te, toma o Menino e sua Mãe!’ (Mt 2, 13). Portanto, leva-o para fora, leva-o para os povos”.

 

Leva-o para os povos!

Em 1916, José Engling queria aprofundar o amor à Mãe de Deus e a Jesus, então “lembrou-se que o mês de março era dedicado ao seu padroeiro, São José, e logo decidiu dedicar-lhe a cada dia uma oração, a fim de pedir-lhe uma união mais íntima com Nossa Senhora”. Engling levou consigo esse amor à Mãe e ao Filho pelas trincheiras e por todos os desafios da guerra. Fez, assim, que mais pessoas chegassem à Maria e a Jesus e, da mesma forma, fez que a Mãe e o Menino, a partir do Santuário, chegassem a muitas pessoas.

Padre Kentenich, como Pai e Profeta, dedicou a vida a anunciar as glórias de Maria e a levar sua imagem ao mundo. Frutos de sua missão são os mais de 200 Santuários Filiais espalhados pelo mundo e milhões de famílias que hoje recebem ‘o Menino e sua Mãe’.

A mesma incumbência o Fundador deixa a cada um de seus filhos hoje: “Eis nossa grande tarefa, minha querida Família de Schoenstatt, que nunca podemos esquecer neste tempo atual tão confuso, confuso na Europa, confuso no mundo inteiro… Não devemos somente cuidar que Cristo seja conhecido pelos pagãos. Não, não! ‘Toma o Menino e sua Mãe!’ Devemos levar Jesus e Maria em santa bi-unidade por toda a parte onde temos alguma tarefa a cumprir”.

 

 

 

Referências

O Fundador nos fala, vol I – Conferências e alocuções para as Mães e a Família de Schoenstatt
Heroi de duas Espadas. Olivo Cesca.

O amor de um aluno ao seu mestre

Ir M Paula Taís Vogt – Estamos em novembro, quando recordamos o nascimento de nosso Pai e Fundador, o Padre José Kentenich. Também estamos no Ano João Pozzobon. E nos perguntamos: como o Servo de Deus João Luiz Pozzobon estava vinculado ao Fundador do Movimento de Schoenstatt?

Para João Pozzobon, o Padre Kentenich não era uma pessoa distante, que simplesmente governava a Obra Internacional de Schoenstatt. O ‘Sr. Padre José’, como costumava escrever, era seu pai, um pai próximo e verdadeiramente presente em seus pensamentos, palavras e ações.

 

O Pequeno Aluno do Padre Kentenich

João Luiz Pozzobon, matriculou-se na Escola de Maria, cujo professor e mestre, foi um instrumento apto e decisivo no Reino de Schoenstatt: Padre José Kentenich. Como um genuíno e autêntico aluno, permaneceu fiel a origem, aos ensinamentos de seu educador. Procurou espelhar-se na vida dos heróis, educados no Santuário, na Escola de Maria, com a pedagogia de Schoenstatt.

” …. Desde que eu entendi, fiquei sempre ligado à fonte original, imaginando esses heróis e o Fundador … Então eu me sentia assim como um pequeno aluno, um aluninho junto com o Fundador, o Padre Kentenich, e junto com esses heróis”[1]

 Seu amor ao local de origem e ao Fundador, o transportava à Schoenstatt: “Diariamente me colocava no lugar original, como um aluno do Padre Kentenich, ao lado dos estudantes, para poder viver a espiritualidade que o Senhor Padre pregou aos seus seminaristas. ”[2]

Como “pequeno aluninho”, não girou em torno de seus próprios interesses e ambições, mas colocou-se como pequeno aprendiz, sob a orientação e educação de nosso Pai e Fundador. Referindo-se a ele disse: “É a pura verdade que todos devem crer: um santo instrumento enviado por Maria. Tudo o que ele quiser, e tudo o que exigir, é Maria quem quer. ”[3]

Germano Arendes, do Instituto dos Irmãos de Maria de Schoenstatt, que conheceu João Pozzobon muito bem, testemunhou: “Para ele o nosso Pai e Fundador era um homem de Deus, um profeta. Sabemos dos primeiros encontros pessoais que teve, entre os anos 1947 e 1952. Foram encontros bem breves, em que ele participava quando o Pai Fundador esteve aqui em Santa Maria. E quando foi falar com ele, antes de um destes encontros, dizendo que tinha um compromisso de rezar o terço nas famílias, o Pai Fundador recomendou que o lugar dele era lá fora, com o povo que o esperava. ”

Grande e forte foi a vinculação entre o “aluninho” João e o mestre Kentenich. Mesmo quando nosso Pai e Fundador estava no ‘exílio’, em Milwaukee/EUA, João Pozzobon não deixava de enviar relatórios de suas atividades pastorais. Pedia para uma Irmã de Maria, Ir. M. Judite Lauer, traduzi-los para o alemão. E um detalhe importante, sempre assinava as cartas ajoelhado, devido o respeito e a estima para com o Padre Kentenich. Isso testemunhou Ir M Judite anos mais tarde.

  

O Pequeno Cirineu

 João Pozzobon, nunca imaginou a Campanha separada de Schoenstatt e do Fundador. Tanto é que procurou viver unido a ele, oferecendo-se como ‘pequeno Cirineu’ do Padre Kentenich:

(…) Sr. Padre, ofereci minha vida para o desenvolvimento da obra da Mãe Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt (e) se for para mais agradar o Pai do Céu, farei como o Cirineu, ajudarei a carregar o peso que lhe foi confiado. ” (19.04.1952)

Não caminhou ao lado de nosso Pai e Fundador, mas com ele percorreu o caminho, através da Aliança de Amor com Maria. João estava decidido, plenamente convencido e disposto a fazer qualquer sacrifício pelo Fundador.

“Sr. Padre [José Kentenich eu quis] ajudar defender para que sua obra se tornasse sempre mais conhecida e amada para ajudar a Santa Igreja a desenvolver um apostolado na transformação das almas. ” (Santa Maria, 17.12.1968.) [4]

 

E o que fez concretamente como ‘pequeno Cirineu’?

Empenhou-se pelo Pai e Fundador. Por exemplo, em 1952, quando João fica sabendo que o Pe. Kentenich viria a Santa Maria, “oferece uma semana de comunhão e Missa, orações e sacrifícios, em uma palavra, tudo o que seja possível fazer, ele entrega para o Capital de Graças. ”

“ Tudo o que faço será por suas intenções, recordando tudo quanto fez por mim e por todos. ” [5]

Suportou duas hérnias inguinais, como oferecimento para o Capital de Graças, pelo retorno do Padre Kentenich do exílio. Não quis operar para oferecer pelo seu Pai e educador, até que ele não tivesse retornado a Schoenstatt.

Depois da morte do Fundador, empenhou-se pela sua beatificação. Além distribuir novenas e até escrever ao Papa Paulo VI pedindo a beatificação do Padre Kentenich, ofereceu muitas contribuições para o Capital de Graças nestas intenções. Criativamente, procurou maneiras de oferecer seus pequenos e grandes sacrifícios em prol do seu mestre e educador. Por exemplo, devido as suas dificuldades físicas (o cansaço das pernas e a crescente perda da visão), precisava de apoio para caminhar. Em outubro de 1982, encontrou um galho de árvore que o transformou em um bastão. E escreveu:

“ Andar com o bastão é um oferecimento à Mãe e Rainha por seu fiel instrumento, Pe. Kentenich e por sua beatificação. ” [6]

O amor de João Pozzobon ao Padre Kentenich criou raízes profundas, que nenhum vento, tempestade alguma conseguiu afetar. Mas sim, a fortificou em seu coração através da Campanha da Mãe Peregrina.

Ele foi o fiel “aluninho” do Padre Kentenich e, hoje, pode ser nosso professor na arte da santidade da vida diária e na vinculação ao Fundador.

 

Referências:

[1] Uriburu, 140 Km com a Virgem, 25

[2] Uriburu, Herói Hoje, Não Amanhã, 162

[3] Uriburu, Herói Hoje, Não Amanhã, 50

[4] Arquivos da Causa de Beatificação – [ADJLP/629-004/ ITCA]

[5] Peregrino e Missionero de Maria, 93.

[6] Uriburu, 140 Km com a Virgem, 174

 

Pe. Kentenich é celebrado em Roma

A Família de Schoenstatt se uniu às autoridades da Igreja nessa terça-feira, 13 de novembro, para celebrar o Ano Pe. Kentenich em Roma. A Santa Missa foi presidida pelo Cardeal Kevin Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, e concelebrada por Dom Ignácio Sanna, arcebispo de Oristano, pelo Pe. Alexandre Awi Mello e mais 20 sacerdotes de 12 países. Essa solenidade realizou-se na igreja Santa Maria del’anima, que fica na Piazza Navona.

A celebração recorda os 50 anos de falecimento do Pe. José Kentenich e, para ela, foram convidados cardeais, bispos e padres do Vaticano, assim como membros e representantes de outros Movimentos e dirigentes da Família de Schoenstatt. A igreja Santa Maria del’anima (ou Igreja de Nossa Senhora da Alma), por herança, é a igreja nacional da Alemanha em Roma.

 

Respondendo aos desafios e mudanças do nosso tempo

 

 

Com cerca de 150 participantes, a celebração foi organizada pela Coordenação Internacional do Movimento Apostólico de Schoenstatt e pelo Secretariado Internacional pela canonização do Pai e Fundador. Embaixadores e autoridades da Santa Sé, representantes de outros movimentos eclesiais e associações, membros dos vários ramos da Família de Schoenstatt na Itália estavam presentes.

A conclusão do Ano Pe. Kentenich, no coração da Igreja, foi uma boa ocasião para tornar o fundador ainda mais conhecido e seu carisma mais presente nas esferas romana e italiana. Sua vida e Obra hoje são consideradas um tesouro precioso para a Igreja. “Sim, acreditamos que, por meio do Pe. Kentenich, Deus nos confiou um carisma para contribuir com a missão evangelizadora da Igreja hoje. O Pe. Kentenich queria que se escrevesse apenas duas palavras em sua lápide: ‘Dilexit ecclesiam’. Ele amava a Igreja. Esse é o nosso legado e compromisso. Unidos na Aliança de Amor com Maria, queremos servir fielmente a Igreja e ajudar a responder aos desafios e profundas mudanças culturais do nosso tempo”, com essas palavras o Pe. Eduardo Aguirre, postulador geral da Causa de Canonização do Pe. Kentenich, cumprimentou os presentes no início da celebração.

 

Um presente para a Igreja

 

 

O Cardeal Farrell elogiou a contribuição do Pe. Kentenich para a Igreja do seu tempo. Sua homilia foi um verdadeiro compêndio sobre a vida do Pe. Kentenich. Ele fez um convite a todos os presentes para conhecerem o Pai e Fundador de Schoenstatt e deu um impulso a se entusiasmarem com suas ideias e propostas pedagógicas. Ao descrever os eventos mais importantes da vida do Pe. Kentenich, o Cardeal enfatizou sua contribuição à Igreja de seu tempo, o que também é verdade para nós hoje.

No final da celebração, todos os presentes se consagraram a Maria e se comprometeram a, com a Mãe Três Vezes Admirável, “construir, de acordo com o que o Pai nos ensinou, uma história de amor filial, livre e total diante de Cristo, o verdadeiro e o único Senhor do tempo e da história”.

Após a cerimônia, todos foram convidados para uma recepção na grande sala da biblioteca do Instituto Anima.

 

Com informações de schoenstatt.de, por Pamela Fabiano

Fonte: schoenstatt.org.br

Vereadora entrega Moção de Congratulação pelos 50 anos de falecimento do Padre Kentenich

Durante a reunião do Conselho da Família de Schoenstatt da arquidiocese de Santa Maria, na noite de 6 de novembro, aconteceu a entrega da ‘Moção de Congratulação’ da Câmara de Vereadores de Santa Maria, pelos 50 anos da Páscoa de nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich.

O momento foi a conclusão do evento ocorrido em 6 de setembro, quando a Família de Schoenstatt ocupou a Tribuna Livre na Câmara dos Vereadores para apresentar o Ano Pe Kentenich e sua importância para Santa Maria. Na mesma oportunidade, a vereadora ‘Professora Celita’ propôs aos seus colegas a entrega da moção, que foi aprovada por unanimidade.

Na noite de 6 de novembro, a própria vereadora fez a entrega da moção às mãos de Carolina Saraiva Flores, que com seu marido Gabriel (ausente nesta noite) preside o Conselho Diocesano. Na oportunidade, a vereadora afirmou da sua alegria em poder colaborar para que o Pe. Kentenich seja mais conhecido pela comunidade Santa-mariense.

Foto: Márcia M. de Faria

Um ano inteiro à espera desse dia

 

Tadeu e Rosany Ramos – A Diocese de Crato/CE viveu um grande momento no dia 30 de setembro: a celebração jubilar do Ano dedicado ao Pai e Fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt, o Pe. José Kentenich.

Durante todo o ano a Diocese se preparou para essa celebração, especialmente com uma peregrinação da Imagem Auxiliar Diocesana da Mãe e Rainha e do ícone do Pe. Kentenich por todas as 55 paróquias da Diocese de Crato. Tudo isso culminou com a grande celebração dos 50 anos da volta ao Lar Eterno do Pe. José Kentenich, realizada na cidade de Juazeiro do Norte/CE.

 

Descobrir um Pai

A Celebração começou com a concentração dos missionários e missionárias da Campanha da Mãe Peregrina na Capela do Socorro – local onde está sepultado o Pe. Cícero Romão Batista, patriarca de Juazeiro do Norte. No pátio da Capela do Socorro a vida do Pe. Kentenich é recordada pelo assistente eclesiástico do Movimento de Schoenstatt na Diocese, o Pe. José Ricardo de Barros Sales. As Irmãs de Maria também falaram algumas palavras: Ir. M. Raquel Mainardi, responsável pelo Secretariado de Beatificação do Pe. José Kentenich no Santuário Tabor, que conheceu o Pai e Fundador pessoalmente, contou sobre a emoção de estar em Juazeiro do Norte como romeira, demonstrando todo o encanto com a fé do povo do cariri; e a Ir. M. Cassiana Jänisch, assessora da Campanha da Mãe Peregrina nos estados do Ceará e do Piauí, também falou da emoção que estava sentindo ao vivenciar um pouco do que aconteceu na peregrinação das imagens pela Diocese.

Após as palavras das Irmãs de Maria, iniciou-se a caminhada para a Basílica de Nossa Senhora das Dores, onde aconteceu a Celebração Eucarística, presidida pelo Pe. Ricardo e concelebrada pelo Pe. Cícero José da Silva, pároco da Basílica.

 

Unidos ao profeta

O Pe. Ricardo acentuou que o bispo diocesano, Dom Gilberto Pastana, estava em plena comunhão com todo o Movimento de Schoenstatt e que não poderia participar, devido a outro compromisso, mas que estava em sintonia com a Família de Schoenstatt da Diocese de Crato.

Na sua homilia, Pe. Ricardo ressaltou que “é bom estarmos aqui, reunidos na casa da Mãe de Deus e encerrarmos o ano do Pai diante de duas mesas sagradas: a mesa da Palavra e a mesa da Sagrada Eucaristia”. E que, depois de sua missão de profeta, de sacerdote, de viver a santidade, o Pe. Kentenich retornou à casa do Pai no dia 15 de setembro de 1968, dia de Nossa Senhora das Dores. Pe. Ricardo frisou que cada um tem origem e destino divinos: viemos de Deus e a Ele retornaremos. E diz que a vida do Pe. Kentenich foi um verdadeiro exemplo de santidade, de sacerdócio, de profeta e de Pai para toda a Família de Schoenstatt e toda a Igreja.

Unidos em um só coração, a Família de Schoenstatt rendeu graças a Deus por todas as bênçãos que foram derramadas, em toda a Diocese de Crato, na vivência do Ano do Pai e Fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt.

 

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Fonte: schoenstatt.org.br

Um encontro com o Pai e Fundador em ‘três etapas’

Ir Jéssica Maria Gassen / Ir M Rosequiel Fávero – O Tríduo em preparação à celebração dos 50 anos de falecimento de nosso Pai e Fundador foi uma vivência especial para a Família de Schoenstatt em Santa Maria, que vale a pena ser lembrada. Cada noite, alguém que vivenciou o Padre Kentenich pessoalmente deu um testemunho, criando uma atmosfera sagrada de família, pronta para acolher o dia jubilar.

Uma das realidades sentidas na Família de Schoenstatt e reafirmadas durante o Ano Padre Kentenich que encerrou no último dia 15 é o fato que temos ainda poucas pessoas que conheceram e conviveram com nosso Pai e Fundador. Ao mesmo tempo atestamos que é possível conhecê-lo e amá-lo na sua ‘nova maneira de ser’, desde que partiu para a eternidade. É o que prova a geração atual de schoenstatteanos que assume a missão das gerações passadas com pedido “Dá-nos de seu fogo. Dá-nos de seu espirito de Fundador”!

É uma grande alegria quando se encontra ainda alguém que possa testemunhar: ‘eu vivenciei pessoalmente o Pai e Fundador’. A Família de Schoenstatt de Santa Maria/RS é, de certa forma, privilegiada, pois ainda tem em suas fileiras tais pessoas. Por isso, o tríduo que preparou imediatamente o jubileu de 50 anos da Páscoa do Padre Kentenich junto ao Santuário Tabor esteve centrado nestes depoimentos. O ‘clima de Pai’ que se formou entre os schoenstatteanos do ‘coração do Rio Grande’ ao longo destes três dias e que encontrou seu ápice nas celebrações de 15 de setembro mostraram que foi a escolha certa.

 

O início…

Na primeira noite do Tríduo, 12 de setembro, as dirigentes da Liga de Doentes foram responsáveis pela introdução, que já apontou para o tema da noite: Padre Kentenich, o Fundador! Uma vela foi trazida e colocada junto à foto do seu túmulo, expressão que a ‘Luz do Pai e Fundador’ continua a luzir nos seus filhos.

O primeiro a dar seu testemunho foi o Sr Ernesto Brandstaetter, dos Irmãos de Maria de Schoenstatt. Ele conheceu nosso Pai e Fundador quando do seu retorno de Roma, em 1965, fazendo parte do grupo que foi ao seu encontro no aeroporto. E teve a graça de estar em Schoenstatt no dia da morte e no sepultamento do Padre Kentenich e de poder ajoelhar-se junto de seu corpo tombado, logo após seu falecimento, na antiga sacristia da Igreja da Adoração.

O que lhe impressionou neste momento? “Ver nosso Pai ali no chão, como expressão da sua liberdade interior, de sua entrega livre e incondicional à vontade de Deus e à Família de Schoenstatt”.

Fotos da primeira noite do Tríduo (Família de Schoenstatt de Santa Maria)

 

Seguir um profeta.

Este foi o tema que guiou o segundo dia do tríduo que foi conduzido pela Liga de Mães. Como Família de Schoenstatt queremos seguir um profeta mariano, que recebeu de Deus um carisma especial. Seguir um profeta que nos apresenta Maria como nosso caminho, como nossa Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável que a partir do Santuário, atrai nossos corações e nos conduz a Deus.

Irmã Maria da Graça Sales Henriques, nesta noite, compartilhou as vivências que teve quando noviça em Schoenstatt, com nosso Pai e Fundador, após seu regresso do Exílio em 24 de dezembro de 1965. Algumas vezes ela repetiu as palavras: “Nosso Pai e Fundador, conseguia ler nas almas o que se passava com aqueles que a ele se confiavam… Ele acertava o que precisávamos ouvir…”

Recordou também as palavras ditas pelo Padre Kentenich em 1965 e que expressam seu carisma profético e sua confiança inabalável na condução de Deus através de Maria: a Mãe de Deus colocava agora novamente a Família nas suas mãos a fim de que ele a formasse e depois partisse para a eternidade e continuasse a partir dali a cuidar da Obra de uma forma nova. 

À luz desta promessa do Fundador, transmitiu sua experiência da fidelidade do Padre Kentenich à missão que recebeu, sua fidelidade em continuar a conduzir sua Obra e cada filho de Schoenstatt.

Hoje, cada um de nós é convidado a cultivar o contato e união espiritual com ele e a fidelidade aos seus ensinamentos, assim como a abertura atenta a toda a condução que lhes oferece através das circunstância e pessoas, de modo concreto, através da espiritualidade que assumimos em Schoenstatt.

Fotos da segunda noite do Tríduo (Família de Schoenstatt de Santa Maria)

 

Diante do Pai

À véspera do grande 15 de setembro, novamente reunidos na Capela Tabor, como Família de Schoenstatt para o terceiro dia do tríduo, refletimos sobre o tema Conhecer um Pai, que foi conduzido pela União de Famílias e complementado com o testemunho do casal Marilene e Olindo Toaldo, que em 1966 foram até Schoenstatt para conhecer pessoalmente o Pai e Fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt.

Com muito entusiasmo destacaram alguns pontos que marcaram o encontro deles com o Padre Kentenich:

“Sua alegria. Todos os que se aproximavam dele, sentiam a alegria que o Pai e Fundador irradiava. Ele estava sempre rodeado de pessoas e procurava alegrar com uma palavra, um gesto, uma piada ou brincadeira. Gostava de fazer todos rirem.

Acolhida, dedicação e cuidado de um pai. O Pai e Fundador se dedicava de modo especial à cada um. Nos dias em que estivemos em Schoenstatt, o Pai e Fundador dedicou todo o seu tempo para estar conosco, inteiramente, como se não estivesse mais nada para fazer.

O que também nos impressionou muito foi a preocupação do Pai com os gastos que estávamos tendo com a viagem e hospedagem. Ele nos perguntou se tínhamos que pagar a hospedagem e ele mesmo o fez.

Antes de irmos embora recebemos de suas mãos dois presentes. Um era uma garrafa de vinho, que com certeza havia ganhado de alguém, e o outro era dois terços. Ao entregar-nos, disse que o vinho era sinal de seu cuidado material para conosco e os terços era sinal do seu cuidado espiritual. Esta atitude despertou mais ainda em nós a consciência da grandeza de seu coração e de sua missão paternal. Antes de retornarmos para o Brasil pedimos ainda que se fosso possível, escrevesse algo atrás das imagens da MTA que levamos e queríamos presentear aos casais do nosso grupo em Santa Maria, e o Pai, com toda a dedicação e amor, sentou-se e escreveu em cada imagem uma frase do Rumo ao Céu”.

Fotos da terceira noite do Tríduo (Família de Schoenstatt de Santa Maria)

 

Fechando com ‘chave de ouro’

Recordando o que o Sr. Ernesto falou no primeiro dia do tríduo, que no velório do Pai e Fundador, formaram uma fila para entrar na Igreja da Adoração e que as pessoas se ajoelhavam diante de seu túmulo, os presentes foram convidados a fazer o mesmo na Capela Tabor. Ao som dos sinos da Igreja da Adoração, se colocaram em fila para ajoelhar-se por um momento junto à foto do túmulo do Pai e Fundador, onde foi colocada uma réplica do tapete que está na Capela do Fundador, em Schoenstatt. Em silêncio, cada um pode renovar o compromisso de levar adiante a missão do Pai. Este foi o ponto culminante do tríduo em preparação para o dia 15 de setembro. É inexplicável a atmosfera de céu, de oração e silêncio que se formou com este ato.

Alguns testemunhos expressam o que as vivências do Tríduo significaram para a Família de Schoenstatt de Santa Maria:

“Mais uma noite de graças! O Pai e Fundador convida sempre a conhecermos nossa história pessoal, da nossa família, da nossa terra, da Igreja, de Schoenstatt, pois conhecer é amar”. 

“Ontem, ao sair da Capela, fui direto para casa. Foi uma emoção. Eu quis continuar em silêncio para conservar esta atmosfera que se criou de encontro com o Pai. Fiquei muito comovida com a sacralidade deste momento que tivemos!”

“Uma alegre gratidão à Ir. Maria da Graça que nos brindou com seu eloquente testemunho, tornando vivo o passado, como uma mensagem para o presente e para o futuro”.

“O 3° dia do Tríduo foi sensacional. Cantamos…ouvimos um texto muito bem preparado… tocou no fundo dos nossos corações …conhecemos um pouquinho mais sobre nosso Pai e fundador. O casal Toaldo nos deixou muito emocionados com tantos relatos dos dias que tiveram a graça de estar com o Padre Kentenich”.

“A noite de hoje também foi uma vivência incrível! Sentimo-nos exatamente unidos ao Padre José Kentenich. Parabéns a todos que prepararam esta linda vivência”!

 

Final de semana jubilar em Santa Cruz do Sul

Ir M Ana Paula Engelmann – Em Santa Cruz do Sul/RS, o jubileu dos 50 anos de falecimento do Padre Kentenich foi um ‘final de semana foi repleto de graças jubilares’! No sábado, a Família de Schoenstatt se reuniu junto ao Santuário Immaculata Dilexit Ecclesiam para um ‘tarde com o Pai e Fundador’. No domingo à noite, o encontro foi na Catedral São João Batista, para uma Santa Missa festiva presidida pelo bispo diocesano, Dom Aloísio Dilli.

No início da tarde de sábado, 15/09, um grupo de 5 mães selou sua Aliança Filial com nosso Pai e Fundador. Foi um momento tocante na vida delas, mas também de todos que estavam participando. Cada uma se dirigia ao Pai e rezava: “Pai, meu pensamento no teu pensamento, minha mão na tua mão, meu coração no teu coração. Podes contar comigo, permanecerei fiel a Schoenstatt até a morte.” Assim, se colocaram à disposição do Pai neste novo início de nossa história.

Em seguida aconteceu a Santa Missa presidida pelo Padre Hilário Gonçalves. Após a celebração, todos foram em procissão até o Santuário, onde um casal selou sua Aliança de Amor e, neste dia Jubilar, ingressou nas fileiras de Schoenstatt. Toda Liga de Famílias de Santa Cruz do Sul rezou junto com eles a “nova” oração nacional da Liga de Famílias.

Dando sequência a programação, foi feita uma bonita vivência recordando o 15 de setembro de 1968 e a irrupção do Espírito Santo na Família de Schoenstatt. A vivência foi finalizada diante da estátua do Pai e Fundador, onde cada um assinou o seu nome numa folha, simbolizando a sua entrega e disponibilidade ao Pai. O primeiro dia da festa foi encerrado com um bonito e alegre coquetel para celebrar!

O auge do Jubileu foi a Santa Missa na Catedral São João Batista, no domingo, presidida por Dom Aloisio. Toda liturgia foi muito solene, com coroinhas, incenso, procissão de entrada com as bandeiras dos Ramos. Preparando este dia, foi criado um grupo de cantos: “Cantores do Padre Kentenich”, formado por integrantes dos Ramos das Famílias, Mães, Apóstolas de Maria, Pioneiros, Liga Feminina, Liga dos Homens, Juventude Feminina e Irmãs de Maria.

Na homilia, o Bispo fez uma saudação à Família de Schoenstatt, adaptando muito bem a liturgia com a festa. Entre outros disse: “Quem é Jesus para nós? Também Padre Kentenich teve que responder a esta pergunta. E qual foi a sua resposta? A partir de suas reflexões nós somos convocados a viver uma profunda Aliança com Maria e por ela a Jesus, a Deus… assim nos colocamos atrás de Jesus como seus discípulos. Quem sela uma Aliança se compromete com a pessoa que selou Aliança e o segue com fidelidade… assim vivemos o apelo da Igreja hoje: Schoenstatt em Saída, Igreja em saída, Igreja que testemunha através de sua vida, em todos os ambientes…” –  e concluiu nos impulsionando com a frase do Papa São João Paulo II – ‘Canonizai-o vós mesmos’ o que o Papa queria dizer com isso? Levai uma vida santa, de discípulos do Senhor e então ele será canonizado, e então seu testemunho de vida vai atingir também a todos nós, por isso hoje estamos felizes com esta celebração…”!

Para a apresentação das oferendas foi levado por uma família ao altar, o pão e vinho e os filhos levaram 50 rosas brancas e amarelas, símbolo dos 50 anos da volta do nosso Pai e Fundador ao lar eterno.

Assim a Família de Schoenstatt de Santa Crus do Sul celebrou o Jubileu de nosso Pai! Que ele possa estar sempre mais presente a atuante em cada filho de Schoenstatt e que nossa vida de Aliança de Amor contribua com a sua canonização!

Mais fotos (Gabriela Goerck)

Ele está junto de nós!

Ir M Helena Dal Molin – O encerramento do Ano Padre Kentenich junto ao Santuário Tabor foi uma experiência de família, já muito bem preparada pelo tríduo de testemunhos sobre o Pai e Fundador, que antecedeu ao dia Jubilar. A celebração foi em conjunto com os participantes do Congresso dos Amigos do Padre Kentenich (e também dos ‘amiguinhos’), promovido pelo Secretariado Padre Kentenich.

Às 18h todos já estavam reunidos no auditório do Centro Mariano, na expectativa da apresentação dos ‘Amiguinhos do Padre Kentenich’, que deveria abrir a noite jubilar. Este foi o segundo ano que se voltou a fazer um encontro com crianças, paralelo ao Congresso dos Amigos do Padre Kentenich, retomando uma feliz experiência dos anos 90. Mais de 40 crianças entre os 5 e 11 anos participaram, na sua maioria alunos e ex-alunos da Escola de Educação Infantil Jardim de Maria.

Com a originalidade e criatividade própria das crianças, apresentaram o livro recentemente publicado pela escola, ‘A estrela de José’, contando com música e teatro a história do Padre Kentenich e do Santuário. Como disse uma participante da plateia: “Foi simplesmente encantador”.

À apresentação das crianças, seguiu a Santa Missa solene jubilar, presidida pelo Pe. Vandemir Meister. Concelebraram os padres palotinos Clésio Facco, Moacir Piovesan e Salvador Leandro Barbosa.

Momento marcante foi procissão das oferendas, onde foram entregues todas as dádivas preparadas para este 15 de setembro. A Família de Schoenstatt de Santa Maria ofereceu um livro de ‘presentes espirituais’ ao Pai e Fundador. Este livro permaneceu no Santuário durante todo o Ano Padre Kentenich e nele foram registradas todas as orações e iniciativas apostólicas em prol da beatificação do Pai e Fundador (por exemplo, 4.909 terços e 3.800 mensagens e imagens do Padre Kentenich divulgadas conscientemente no Face e Whatsapp). Um grupo de Nova Prata ofertou um ramalhete de 50 rosas e participantes do Congresso dos Amigos do Padre Kentenich de diversos locais trouxeram símbolos de sua aspiração para este dia.

Após a Santa Missa, aproveitando uma ‘trégua’ dada pelo clima chuvoso que assolou Santa Maria durante o dia, todos foram em procissão ao Santuário, onde cada Ramo pode renovar seu compromisso de fidelidade com o Pai.

Este dia tão esperado foi concluído com fogos de artifício e o aleluia de Haendel, acompanhado do repique festivo do sino do Santuário. Um clima de alegria que acompanhou a singela confraternização após a Missa.

No semblante de todos, a alegria da certeza: pode até fazer 50 anos que o Pai e Fundador partiu, mas ele está ‘mais do que nunca’ junto da sua Família!

Mais fotos (Ir M Ivanir Castro – Ir Jessica Maria Gassen)

Encerrado o Ano Padre Kentenich em Frederico Westphalen/RS

Ir M Elisa Görck – A Família de Schoenstatt da Diocese de Frederico Westphalen, no festivo 15 de setembro, se reuniu na Catedral de Santo Antônio para a celebração jubilar, que se realizou em três momentos distintos: Na santa missa, às 16h30min; pela inauguração do Monumento do Heróis e pela inauguração da Sala Padre Kentenich, estes últimos, junto ao Santuário Tabor Porta do Céu.

Com a catedral repleta de fiéis a Família de Schoenstatt se reuniu para render louvor e gratidão a Deus Trino pela vida abençoada do Padre Kentenich e, ao mesmo tempo, para rezar pela sua beatificação.

Os dirigentes diocesanos, levando a Mãe Peregrina Auxiliar Diocesana, e as bandeiras dos Ramos acompanharam a procissão de entrada.

O presidente da celebração, Pe. Leonir Fainello, em sua homilia, mostrou a trajetória do Pai e Fundador nas vésperas de sua partida para a eternidade. Chamou-nos a atenção sobre o encontro que ele teve com a juventude feminina (Jufem), após seu regresso da França. Frisou por duas vezes as palavras que o Pe. Kentenich disse a este grupo: “Que elas tinham olhos brilhantes”!

Pe. Leonir, ao dirigir-se a Jufem presente, falou que estas palavras ‘respingam’ sobre elas até hoje e que deveriam levar esse legado às futuras gerações.

Na sua reflexão também se mostrou tocado pelo fato da morte do Padre Kentenich ter acontecido, minutos após a celebração eucarística. Neste contexto falou da importância da Santa Missa para ele e para cada um de nós.

No ofertório, foram levados ao altar a ânfora, o livro dos oferecimentos para o Ano Padre Kentenich (veja matéria sobre o assunto), o pão e o vinho, simbolizando o empenho de todos os schoenstatteanos pela causa de beatificação do Pai e Fundador.

No final da Missa, todos seguiram em carreata ao Santuário, onde foram recebidos com o toque festivo do sino. Diante de nossa Mãe e Rainha foi iniciado o segundo momento celebrativo deste dia.

A segunda parada foi diante do Monumento dos Heróis, conquistado pela Jufem. Numa oração, fizeram a oferta do seu presente à Mãe Três Vezes Admirável e ao Pai e Fundador.

O Monumento dos Heróis foi a concretização de um ano de aspiração e estudo. Após estudarem a vida dos heróis de Schoenstatt, as jovens decidiram colocar no Monumento o nome de cinco deles: José Engling, Ir. M. Emilie Engel, Bárbara Kast, Regininha e João Luiz Pozzobon. Igualmente foram colocadas as cruzes negras e o globo encimado da cruz.

Diante do Monumento foram lidas sínteses da vida dos cinco escolhidos. As jovens presentes, em nome de toda a Jufem da diocese de Frederico Westphalen se dispuseram a, como eles, seguir o caminho da santidade.

A terceira parada foi a Sala Padre Kentenich, onde foi feita uma breve explicação sobre como surgiu a ideia da conquista e sobre a importância deste local. É um presente da Liga de Famílias da diocese de Frederico Westphalen.

Uma reflexão motivou os presentes a unirem-se à Família internacional de Schoenstatt e ao Pai e Fundador, assumindo novamente o compromisso de levar sua Obra e carisma ao futuro. Este momento foi finalizado recebendo pela bênção do Padre Kentenich (ouvida no gravador) e a recepção de uma lembrança ao passar pela Sala.

Com esta celebração jubilar, a Jufem iniciou o seu retiro diocesano e o Jumas de Frederico fez sua vivência de encerramento deste ano do Pai e um dos seus grupos selou a sua Aliança filial junto no Pai, na recém-inaugurada Sala Padre Kentenich.

Isso mostra o quanto o Pai e Fundador está vivo e presente no coração dos seus filhos espirituais.

Mais fotos (Ariel Stival e Volmir Froner)

Celebração Jubilar em Porto Alegre

Júlio Machado / Ir M Áurea Dotto / Ir M Rosequiel Fávero – A Família de Schoenstatt Porto Alegre celebrou festivamente o 15 de setembro com uma Santa Missa presidida pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre, Dom Leomar Brisolin. Antes da celebração, cada comunidade do Movimento de Schoenstatt pode prestar sua homenagem e entrega ao Pai e Fundador.

Dá-me de teu fogo Dá-me de seu espírito de fundador! Esta foi a grande motivação de viver e celebrar 50 anos do retorno ao lar eterno do Pe. José Kentenich. Durante um ano, desde 15 de setembro de 2017, até 15 de setembro de 2018, a Família de Schoenstatt no mundo inteiro aprofundou, refletiu, comentou e celebrou o legado, o pensamento e o carisma do fundador de Schoenstatt. Não foi diferente na Arquidiocese de Porto Alegre.

No Santuário Maria Coração da Igreja, no último dia 15, a celebração iniciou com uma sensível homenagem ao Pe. Kentenich por todos os Ramos da Obra de Schoenstatt. Corações felizes, com flores e dádivas de gratidão, aproximaram-se do quadro do Pai e Fundador para felicitá-lo. Grupo após grupo, em número de 12 Ramos: Ligas, Uniões, Institutos, Guardas Nobres do Santuário, Juventude Masculina e Feminina, Campanha da Mãe Peregrina, sacerdotes e seminaristas, expressaram sua gratidão, prometeram fidelidade e se ofertaram em penhor pela fecundidade da Obra de Schoenstatt nos futuros 50 anos. A homenagem seguiu com a celebração da Santa Missa festiva por Dom Leomar Brustolin e concelebrada pelos padres Paulo Inácio Labres (Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Assunção) e Heitor Morschel (da União dos Padres de Schoenstatt e Diretor Arquidiocesano do Movimento Apostólico de Schoenstatt).

No início da celebração, ao acolher Dom Leomar e manifestar a alegria de tê-lo em meio à Família de Schoenstatt da capital gaúcha, Pe. Heitor chamou a atenção para o quão significativo era a sua presença nesta celebração: “Em mais de 60 países, hoje, ao longo do dia, a Família de Schoenstatt celebra este jubileu que foi preparado com muita seriedade. E o Senhor é a presença da Igreja neste momento tão importante para nós”.

Em sua homilia, foi a vez de Dom Leomar expressar sua alegria de poder celebrar com a Família de Schoenstatt os 50 anos da Páscoa do Padre Kentenich. Recordou a frase que ele mesmo quis que estivesse no seu sepulcro: “Dilexit Ecclesiam – Ele amou a Igreja. Como é importante e atual o amor à Igreja, principalmente nesta época de tantas críticas, tantos escândalos. É preciso amar a Igreja como o Padre Kentenich amou”, afirmou Dom Leomar.

Também a dimensão missionária do carisma do Pai e Fundador foi lembrada por Dom Leomar. Recordando que Porto Alegre é considerada a segunda capital mais secularizada da América Latina (só perde para Montevideo), enfatizou a necessidade de sermos todos portadores de fé e esperança. “Schoenstatt em saída! Acho que significa partilhar o carisma que o Padre Kentenich recebeu de Deus e presenteou a sua família! Nós que estamos aqui, ao sairmos, levar mais esperança, mais vida para esta sociedade doente. Confiamos a Maria esta intenção e peçamos que o Padre Kentenich interceda por nós”.

No encerramento da celebração, todos saíram em procissão até o pátio do Santuário, formando uma grande corrente, abraçando a estátua do Padre Kentenich e renovando a Aliança de Amor com a Mãe de Deus. Ao toque festivo do sino do Santuário, todos receberam das mãos do fundador o envio para viver seu carisma por mais 50 anos.

Um dia tão especial precisava ser celebrado também em família com uma alegre confraternização e muitas (e lindas) fotos junto à estátua do Pai e Fundador.

Mais fotos (Márcia Kazumi)