O que nos inspira no Pe. Kentenich?

 

Um dos momentos marcantes da festa jubilar realizada em Schoenstatt, nesse dia 15 de setembro, foi a celebração internacional na Igreja da Adoração.

Nesse momento, cerca de 1800 pessoas, de diversos países, renovaram seu compromisso com o fundador.

 

Testemunhos

Algumas pessoas partilharam palavras sobre sua relação pessoal com o Pai. O casal Biborka e Tamás Dabóczi, de Budapeste/Hungria, conta: “Quando conhecemos Schoenstatt, o modo de pensar do Pe. Kentenich nos fascinou. É moderno, profundo, radical, inspirador, incrivelmente multifacetado e dá respostas a muitas questões”.

A superiora provincial das Irmãs de Maria de Schoenstatt em Atibaia/SP, Ir. M. Sílvia Regina Formagio, também contou sobre a vinculação pessoal com o Pai: “O que sempre me cativou, em sua pessoa foi sua simplicidade, sua paternidade que todos experimentavam em sua presença. Ele nunca se distanciou das pessoas, pelo contrário, quem se aproximava dele, sentia-se aceito e acolhido por ele. Isto mudava a vida das pessoas. Assim também eu sempre me senti aceita e compreendida por ele”.

O jovem Andreas Becker, da Juventude Masculina de Schoenstatt da Diocese de Trier/Alemanha, diz: “Com o Pe. Kentenich, sou encorajado a não me sentir pequeno demais diante de Deus, mais a ir ao encontro DELE. Ele vivia uma profunda vinculação de amor com Deus, com a Mãe de Deus, e o amor que experimentava no Santuário ele o doava às pessoas. Ele traz Deus, que é amor, às pessoas e nos conduz à Mãe de Deus, para que também nós possamos viver esta vinculação de amor”.

 

Confira os testemunhos na íntegra

 

Impulso para o novo tempo

O superior geral dos Padres de Schoenstatt e coordenador da Presidência Geral da Obra de Schoenstatt, Pe. Juan Pablo Catoggio, deixou algumas palavras de impulso para a Família de Schoenstatt: “Sim, Pai, vamos contigo! Pai, nosso coração em teu coração, nosso pensar em teu pensar, nossa mão na tua mão! Como filhas e filhos maduros e adultos colocamo-nos uma vez mais inteiramente à tua disposição. Nós precisamos de ti e tu precisas de nós. Viva em nós e atue através de nós!”

 

Leia a mensagem do Pe. Juan Pablo Catoggio

Fonte: schoenstatt.org.br

Jubileu do Pai e Fundador na diocese de Santo Ângelo

Ir M Rosequiel Fávero – A Família de Schoenstatt de Santo Ângelo/RS, na região das Missões, se uniu aos schoenstattianos de todo o Brasil no tríduo e na celebração dos 50 anos da páscoa do Fundador, Padre José Kentenich. O ponto alto da celebração foi a Santa Missa de ação de graças, presidida pelo bispo diocesano, Dom Liro Meurer, na catedral ‘angelopolitana’ no sábado, 15 de setembro.

Em diversas paróquias e comunidades da diocese, integrantes do Movimento de Schoenstatt, de modo especial coordenadores e missionários da Mãe Peregrina, se reuniram para a realização do tríduo preparatório. Em Independência, os encontros foram junto ao lindo Santuário Paroquial. O mesmo fizeram as Mães de Schoenstatt de Roque Gonzales. Missionários da Mãe Peregrina de Cerro Largo se reuniram na igreja matriz Sagrada Família. Na cidade de Santo Ângelo, ao longo de três semanas, os encontros para o tríduo foram, cada vez, numa das três paróquias da cidade, iniciando na capelinha da Mãe Três Vezes Admirável junto à matriz da Paróquia Santo Antônio (primeira capela/oratório da Mãe e Rainha em terras missioneiras, inaugurada ainda em 1975).

Tríduo em Independência e Roque Gonzales/RS

Mais fotos do tríduo nas paróquias da diocese de Santo Ângelo

No final de semana de 15 e 16 de setembro, em todas as paróquias missioneiras onde Schoenstatt está presente, foi celebrado (com maior ou menor destaque) o jubileu de ouro do falecimento do Pai e Fundador. Na catedral São Anjo da Guarda, Dom Liro aceitou com alegria presidir a eucaristia com a Família de Schoenstatt. Na sua homilia, recordou brevemente a vida do Padre Kentenich e cumprimentou os schoenstattianos.

No encerramento da Missa, todos foram enviados com velas acesas na Lâmpada da Missão do Santuário: Schoenstatt em saída!

Celebrações em Cerro Largo/RS e São Luiz Gonzaga/RS

Mais fotos do 15 de setembro nas paróquias da diocese de Santo Ângelo e da Santa Missa na Catedral

Homilia do Pe. Alexandre Awi Mello na celebração jubilar em Schoenstatt

 

Homilia do Pe. Alexandre Awi Mello – 50 anos de morte do Padre Kentenich – Schoenstatt, 15/09/2018

“Todo grande homem é uma carta de Deus para o seu tempo, uma mensagem para os homens”. Exatamente 50 anos atrás, Dom [Heinrich] Tenhumberg aplicava estas palavras ao Padre Kentenich na missa de seus funerais. Uma carta escrita “não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em corações viventes” (2Cor 3, 1-3). “O livro da sua vida é o nosso livro de Deus”. Mas, o mais interessante daquela inesquecível homilia – embora eu ainda não tivesse nascido – é que o pregador aplicou essas palavras de São Paulo não apenas ao livro da vida do Pai, mas para nós, para o livro da nossa vida: somos a carta de apresentação do Pai! “O que a Igreja dirá alguma vez sobre nosso Pai e Fundador”,dizia o pregador, “se decide em nossa vida, se decide em como lemos essa carta que Deus nos escreveu e como a respondemos”.

Portanto, creio que a nossa reflexão hoje deveria centrar-se na Família do Pai, desafiada por São João Paulo II a “canonizá-lo” com a nossa vida, pois “o carisma dos fundadores é uma experiência suscitada pelo Espírito, que é transmitida a seus discípulos, para que estes a vivam, a guardem, a aprofundem e a desenvolvam constantemente, na comunhão da Igreja e para o bem da Igreja” (20/9/1985). Ou seja, o Pai só vive hoje e viverá no futuro se nós vivermos seu carisma, se nós “o tiramos de sua tumba” com nossa vida.

Recentemente, uma Irmã de Maria me fez notar a beleza simbólica do túmulo de São Bonifácio na Catedral de Fulda. A obra de Johann Neudecker, de 1710, apresenta o “Apóstolo dos Alemães” saindo do túmulo, ajudado por dois anjinhos. Não sei se esta era a intenção do autor, mas nossa interpretação – quando interpretamos “em família” o resultado é sempre melhor – é que o túmulo não pode conter a grandeza do santo e os anjos o ajudavam a “sair da tumba”, a irromper novamente no mundo que tanto necessita de seu carisma. Aplicamos, então, a imagem do santo ao nosso Fundador. E, embora não sejamos “anjinhos”, vimos a nós mesmos, seus filhos, naquelas figuras, como aqueles que colaboram para que a força de seu carisma irrompa na Igreja. O Pai necessita de mediadores, de transparentes que o “desenterrem”, o “mostrem vivo”, o encarnem e o transmitam ao mundo.

Mas o que queremos desenterrar? O que necessitamos transmitir ao mundo hoje? Dom Tenhumberg nos falou de três capítulos do livro da vida do Pai: a mensagem do Deus da Vida, a Aliança de Amor com a Mãe Três Vezes Admirável e a consciência da missão de Schoenstatt para o tempo atual. Esses capítulos se referem ao que chamamos de tríplice mensagem de Schoenstatt, características essenciais de nosso carisma, nosso dom e tarefa, nossa contribuição fundamental, base de todas as outras contribuições. Conscientes de nossa missão, em Aliança com Maria, fiz o exercício de escutar o Deus da Vida, e me atrevo hoje a continuar extraindo ao menos outros três capítulos da carta que Cristo escreveu no coração do Padre Kentenich por meio do Espírito Santo. Da tarefa que tenho hoje, os vejo como contribuições valiosas para a Igreja e para a época atual, em tempos de Papa Francisco. Seguramente esta carta tem muitos outros capítulos, mas como não posso estender-me muito, tive que selecionar. Para que depois o possam recordar melhor, os três capítulos – em espanhol (e em latim) – começam com “P”: pedagogia, piedade, paternidade (paedagogia, pietas, paternitas). Os três devem ser lidos a partir da Aliança com Maria: pedagogia mariana, piedade mariana, paternidade (e maternidade) mariana. Eu devo ser sintético, mas talvez aqui haja pistas para continuar aprofundando.

  •  Paedagogia (Pedagogia):

A pedagogia Kentenichiana pode contribuir muito para levar adiante as intuições pastorais do Papa Francisco. Muitos movimentos são ricos em espiritualidade e espírito missionário, mas poucos têm uma pedagogia tão rica e concreta como a nossa. Ante a crise de identidade que vive o homem, Papa Francisco insiste na missão pessoal de cada um (“Eu sou uma missão neste mundo”, EG 273), o que chamamos “ideal pessoal”. Ante os dogmatismos, ele apoia uma pastoral de processos, o que chamamos “pedagogia de movimento”. Ante a crise de vínculos, propõe a cultura do encontro com Deus e o irmão, nossa “cultura da aliança” (como ele nos disse no jubileu), que vê a fé como relação viva de amor mais que como conhecimento doutrinal. O Papa, como nosso Fundador, aposta nas atitudes de confiança, liberdade, amor e respeito tão presentes em nossa pedagogia. Ante o relatório do visitador, o Pai afirmou que o pedagógico era o nível em que Schoenstatt “queria ser julgado e valorizado desde o início”. Esta era e continua sendo nossa contribuição e nossa originalidade. Ainda mais se pensarmos no “toque” mariano dessa pedagogia. Maria como “Educadora” é uma perspectiva original tanto para correntes pedagógicas como para os movimentos de espiritualidade.

 

  •  Pietas (Piedade)

Nossa piedade não é um “pietismo”, mas uma piedade instrumental, mariana e popular. Os movimentos marianos muitas vezes são identificados na Igreja como “devocionistas”, “conservadores” e, inclusive, como sendo “de direita”. Seria um erro grave “catalogar” Schoenstatt desta forma. Nosso Marianismo é profético, como o de Maria no Magnificat, é instrumento para a “revolução da ternura” mariana, como ensina o Papa Francisco. Nosso marianismo é ativo, pedagógico, transformador de corações e de estruturas. Nossa piedade mariana é instrumental, isto é, é missionária (como espera o Papa de uma “Igreja da Saída”, EG 20-24). Nosso marianismo também é popular. Esta foi a grande “jogada” do Padre Kentenich nos anos 30! Maria vive no povo! (Recentemente tive a graça de concluir um estudo de doutorado sobre a piedade popular mariana.) Poucos movimentos são tão conscientes da “força evangelizadora de piedade popular” (EG 122-126) como o nosso. Nossa origem é um Santuário mariano! Nascemos para ser “especialistas em pastoral de santuário”, em peregrinações, em símbolos e expressões populares. Por um humilde “pequeno aluno” de Kentenich, o brasileiro João Pozzobon, Deus suscitou a Campanha da Mãe Peregrina, que tem uma força pastoral e popular incrível. Assim como Francisco, Kentenich também desconfiou de certos setores intelectualistas na Igreja, que não têm sensibilidade para evangelizar a partir da fé do povo, de seu sensus fidelium (como, por exemplo, ante algumas correntes do movimento litúrgico), considerando-a uma fé de “segunda categoria”: “Nós, o povo católico simples, não temos nos deixado confundir na batalha travada pela piedade popular mariana. Nosso sadio sentimento católico conservou a posição de Maria (em nossa fé) “(12/13/1964). Hoje segue diminuindo a valorização do popular e do mariano na Igreja. Isso é grave. Acredito que desde nosso carisma podemos ajudar a salvar a piedade popular e mariana.

 

  •  Paternitas (paternidade)

Acredito que é uma das contribuições mais conscientes do nosso carisma. A experiência que faltou na infância do Pai se tornou sua missão de vida, transmitida à sua Família espiritual. Sadia paternidade que desperta sadia filialidade. O pai (e a mãe) no plano natural é transparente do Pai (e da Mãe) celestial. Não se trata só da paternidade do Padre Kentenich, mas também de nossa paternidade e da capacidade de ver nos seres humanos a paternidade do Pai (Deus, Kentenich); trata-se de nossa filialidade diante de Deus e seus representantes humanos. Esta foi a luta do Pai, que lhe custou 14 anos de exílio. Um pensar, amar e viver orgânico, que compreenda e viva a harmonia do organismo natural e sobrenatural de vinculações querido por Deus. Estamos dispostos a lutar por isso? Hoje, em muitas partes, a Igreja vive uma crise causada por abusos cometidos por pastores, que fracassaram em sua missão paternal. Em outras palavras, a crise de abuso é uma crise de paternidade. Além disso, algumas ideologias que a sociedade atual tenta nos impor – como ideologia de gênero, por exemplo – surgem de uma miopia antropológica, que distorce o plano de Deus para o homem, a mulher, a família e não compreende o papel do pai e da mãe, nem a importância de ser filhos. Mais do que nunca, o Espírito quer presentear hoje para a Igreja dons de paternidade, maternidade e filialidade, dons de família, que – graças à Mãe e a ação do Espírito – são abundantes em nosso Movimento.

 

Pedagogia, piedade e paternidade. Três capítulos da carta que Cristo, pelo Espírito, gravou no coração do Pai, e quer gravar a sangue e fogo em nossos corações como filhos de Kentenich. Esta carta está escrita para hoje, para ser lida e vivida neste convulsionado tempo social e eclesial. Por isso, se me permitem abusar um pouco mais da sua paciência, não queria concluir essa reflexão sem falar do contexto em que devemos ler e ser essa “carta de apresentação” do Padre Kentenich: a Igreja nos tempos do Papa Francisco. E mencionar, assim, com que atitude creio que devemos entregar essas contribuições, que a Igreja e o mundo esperam de nós.

A Igreja vive um tempo de reforma, a pedido dos mesmos cardeais no último conclave. Francisco fala de “uma inadiável renovação eclesial” (EG 27-33). No entanto, as maiores oposições à reforma vem de dentro da própria Igreja, seja pelos pecados que cometemos e pela dificuldade em enfrentá-los (como ante o tema dos abusos, por exemplo), seja pela resistência a uma pastoral “em saída”, dirigida ao homem de hoje, que – sem negar de forma alguma os princípios dogmáticos e o ideal cristão – se ocupa da vida real, a partir da misericórdia e do amor evangélicos ensinados por Jesus (como no caso dos divorciados ou migrantes, por exemplo). (Soube, por exemplo, de uma comunidade religiosa que rezava para que o pontificado atual fosse breve…)

Aqueles que viveram o funeral do Pai se recordarão certamente também das reformas provocadas pelo Concílio Vaticano II e do conturbado período pós-conciliar. Naquele momento, atento às vozes do tempo, o Padre Kentenich não pôde deixar de se pronunciar e dar critérios que permanecem hoje válidos em tempos de renovação eclesial. Cito apenas a reflexão que ele fez em uma homilia, de 15 de novembro de 1964, quando o Concílio não havia sequer terminado. Tipificando, ele identifica “no concílio e também no âmbito geral da Igreja, a existência de uma tendência progressista e de outra conservadora”. Os progressistas diziam que “o que foi mudado é muito pouco” e os conservadores não entendiam “para que tantas mudanças!”, pois “o antigo era bom o suficiente; o que fez meus pais e meus avós felizes também pode me fazer feliz “, alegavam. O Padre Kentenich respeita as opiniões das duas correntes, mas sua posição não é nem progressiva nem conservadora. Eu a defino como “eclesial”, ou, mais claramente ainda, como “integral”.

“Se a Igreja quer voltar a ser a alma do mundo de hoje, ser forma vital, princípio vital do mundo de hoje, então no fundo não pode ser só uma relíquia de antiquíssimas concepções, que correspondiam bem àquela época, mas que praticamente nada têm a dizer ao homem atual. Devemos aceitar as mudanças em benefício da grande missão da Igreja e também em benefício da missão que cada um tem em particular. Devemos atualizar a Igreja, enquanto esta tem hoje uma missão” (PK, 15/11/1964).

Em face das polarizações – conservadores vs. progressistas, direita vs. esquerda, moral da vida / “pró-vida” e “pró-família” vs. moral social / “pró-pobre” e “Doutrina pró-social da Igreja”, rigorismo vs. laxismo, Ratzinger vs. Francisco – a sabedoria cristã busca “equilíbrio” (“in medio virtus”), visto que os extremismos tendem a uma visão distorcida da realidade, que superestima algumas coisas e subestima outras. O pensamento cristão, integral, Kentenichiano e orgânico, procura um equilíbrio ponderado antes das polarizações, busca que as tensões sejam criadoras e não destrutivas. E, de fato, assim nosso Movimento é visto por muitos na Igreja universal. Mas não se trata de um equilíbrio neutro, um centro “morno” (que o Senhor “vomitaria” segundo o Apocalipse 3, 15-16), apático, não comprometida com intenções válidas de ambos os extremos, mas uma integralidade capaz de abraçar com perseverança e coragem (com hypomoné e parresia, diria Francisco) o desejo de bem e verdade que existe em ambos os lados. Uma integralidade que respeita certas “unilateralidades orgânicas”, mas as vê sempre dentro do todo, do organismo completo, em tensão criadora. O equilíbrio está no centro não porque descarta os polos, mas porque abrange os dois lados, com aquele “e” orgânico (et-et), católico, que o Pai nos ensinou. Por isso o adjetivo “integral” é tão importante para a Doutrina Social da Igreja. (Coincidentemente, os seguidores fiéis de Kentenich, nos duros tempos de luta, foram chamados de “integrais”).

Creio que o Pai espera de nós, seus filhos, essa postura integral, equilibrada, que colabora na “conversão pastoral” à qual convoca o Papa Francisco e oferece à Igreja o carisma do Pai: a Fé Prática, a Aliança com Maria, a consciência de missão, vividas em múltiplas dimensões de nossa vida, mas, em particular, pelo cultivo da paternidade, da piedade e da pedagogia marianas.

Hoje a Igreja necessita que sigamos “desenterrando” o Padre Kentenich, que o ajudemos a permanecer “em saída”. Nós só faremos isso se o encarnarmos em nossa vida. Nós, como Família, juntos, como os dois anjinhos da tumba de São Bonifácio. Como nos recordava o Pe. Juan Pablo Catoggio no início deste ano jubilar: “Kentenich é mais do que todos nós e nos supera, ninguém o esgota. Somente todos juntos podemos e devemos fazer presente todo o rosto completo, toda sua figura em plenitude” (15/09/2017). Tive a graça de viver essa experiência nos vários anos como Diretor do Movimento no Brasil. Uma experiência que recordo com alegria e nostalgia, e que me serve muito para o meu atual trabalho.

Quis a Providência que, 50 anos após a morte do Pai, seu filho, um filho seu, um filho da Aliança de Amor com Maria, fosse chamado em um dia 31 de maio – o dia da proclamação da nossa missão como Família – para servir à Igreja no novo “Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida”, criado pelo Papa Francisco como parte da reforma da Cúria Romana. Creio que é por esse motivo que me convidaram para falar-lhes e vocês tiveram que aguentar essa longa homilia hoje. Com “medo e tremor”, há um ano comecei meu trabalho. É um Dicastério que tem “tudo a ver” com Schoenstatt, porque é o lugar onde a Igreja universal acompanha os movimentos eclesiais e as associações internacionais de fiéis, acompanha a formação de líderes leigos para a Igreja e a sociedade, mostrando a solicitude especial da Igreja pelas famílias e a juventude. Como podem ver, todos são temas muito “nossos”. E por isso conto com suas orações e agradeço a colaboração de toda a Família de Schoenstatt.

Como estamos em Família, queria compartilhar com vocês algumas das minhas primeiras impressões. Devo dizer que, trabalhando no Dicastério, fiquei impressionado com a riqueza dos carismas na Igreja, o entusiasmo de tantas comunidades, novas e antigas, e o ardor de tantos missionários, leigos e religiosos. Eu tenho – e acredito que, como Movimento, temos – muito a aprender com os outros carismas dentro da Igreja. Mas percebo também o lugar e a importância de Schoenstatt – isto é, do carisma do Pai – como complemento fundamental para a Igreja e a sociedade de hoje.

Sigamos trabalhando juntos. A federatividade de Schoenstatt, querida pelo Pai, é única na Igreja. E creio que, internamente, é o principal desafio que devemos enfrentar e a condição para que possamos dar nossa contribuição. “Somos como as pequenas pedras de um mosaico, que só juntas mostram o todo”, nos dizia o Pe. Juan Pablo. “O grande desafio é que nos abramos uns aos outros, que intercambiemos a vida, que trabalhemos juntos, que vivamos solidariedade efetiva, cultura de aliança. O mosaico é como um difícil e exigente enigma que devemos montar. Só assim representamos integralmente o Padre Kentenich” (15/09/2017). Creio sinceramente que esse mosaico com a face do Pai é a capa, a capa do livro de nossas vidas. Sim, da vida de todos nós, porque Deus desde sempre nos pensou juntos, como um único livro! Só assim a vida do Pai – o livro de sua vida – viverá na Igreja para que seu carisma de Fundador – sua pedagogia, sua piedade, sua paternidade marianas – contribua para a transformação do homem e do mundo de hoje. Continuemos escrevendo juntos este livro para que a imagem do Pai possa aparecer cada vez mais viva e clara nos próximos 50 anos de nossa história.

Pe. Alexandre Awi Mello, ISch

Fonte: schoenstatt.org.br

Dá-nos de seu espírito de Fundador!

Equipe de Comunicadores de Schoenstatt do Brasil – As mãos seguram a caneta que desliza criativa sobre o papel. No rosto, a expressão serena e confiante de que muitas coisas podem ser ainda projetadas. No sorriso discreto, a confiança filial que é sua marca singular…

Ao olhar esse papel em branco, muitas coisas vêm à mente sobre o que ele poderia estar escrevendo. Bem, não há como saber ao certo, o fato é que hoje, aqui e agora ele conta com nossas mãos para continuar a escrever essa história, fundados nos seus princípios, mas de modo criativo e não como meros repetidores.

50 anos se passaram desde o dia 15 de setembro de 1968, quando a Família de Schoenstatt se deparou com a notícia dura e, ao mesmo tempo, esperançosa:  faleceu o Pe. José Kentenich. A partir daí, já não se podia mais contar com sua presença terrena de Pai e educador, mas todos os filhos teriam a graça de tê-lo sempre presente, em uma grande comunhão espiritual.

Neste 15 de setembro de 2018, sua caneta está agora nas mãos de cada filho de Schoenstatt. Que palavras e expressões utilizaremos? Como serão os capítulos seguintes dessa história? “Esse é um desafio fascinante, por assim dizer, que Deus põe em nossas mãos. Todo fundador depende de seus filhos espirituais. Ele, por assim dizer, tem as mãos atadas, porque somos nós que o fazemos presente, que levamos seu carisma, partindo da convicção de que esse carisma não é apenas uma questão pessoal, mas é um presente de Deus para a Igreja, um presente do qual eu participo e essa é minha vocação. O fundador necessita de mim – hoje, eu sou seus braços, suas mãos, sua voz – não para levá-lo adiante, mas para levar adiante o presente que Deus oferece ao mundo por meio dele”, afirma a Ir. M. Elizabet Parodi, do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, pesquisadora da relação entre os fundadores e suas fundações.

Segundo indicam estudos, a Família de Schoenstatt – assim como outras fundações – vive um período importante de transição, ao alcançar os 50 anos da morte do fundador; é um momento ‘divisor de águas’. Depende dessa geração a vinculação ou o distanciamento do fundador e seu carisma. Por isso, este é um momento tão importante. Cabe a esta geração garantir que a pessoa e o carisma do Pe. Kentenich permaneçam vivos e ajudem a Igreja em sua grande missão evangelizadora, em sua missão de configurar a cultura em todo o mundo.

 

E como se faz isso?

Há muitas formas, mas, talvez, a mais direta e eficiente é o fazer-se filho. Porque, desse modo seu carisma torna-se nossa vivência pessoal e impregna toda a nossa vida e nossas ações. Garantimos sua presença e seu carisma permitindo que ele seja nosso Pai: meu Pai, seu Pai. Assim!

O ser paternal já está inscrito no coração dele e, antes que possamos ou consigamos chamá-lo de Pai, de sua boca já sai um sorriso que diz: Filho! Filha!

Dom Heinrich Tenhumberg salientava que o Pe. Kentenich “permitia que o chamasse de pai, aceitava-o somente na consciência de que procuravam e desejavam ver nele um transparente da bondade divina”.

A Ir. M. Petra Schnuerer, que foi secretária do fundador, nos diz: “Sejam muito simples diante de nosso Pai e Fundador, porque somos uma Família diferente das demais fundações. O Pai é Pai para sempre, para todos, não somente para aqueles que viviam em sua época. É seu Pai, é meu Pai e vai ser Pai dos que vivam 50 anos mais tarde, a única coisa que temos de fazer é nos abrirmos a ele, falar-lhe, olhar sua foto… Assim, tratem de ser muito singelos diante de nosso Fundador”.

 

Duas metas para uma mesma missão

Nossa geração se confronta com dois desafios cruciais para este jubileu de ouro, que se complementam mutuamente:

– O primeiro é garantir a vinculação ao fundador, ter o ouvido próximo ao seu coração para desvendar o mistério divino que ali habita. Só assim será possível cumprir a missão original que o Espírito Santo quer realizar na Igreja e no mundo por meio de Schoenstatt.

– Outra missão é abrir-se ao mundo e à realidade, sem perder a originalidade e a força do carisma do Fundador. Pois, como diz o Papa Francisco, “o carisma não se conserva tendo-o guardado; tem que abri-lo e deixar que saia, para que entre em contato com a realidade, com as pessoas, com suas inquietações e seus problemas. E assim, neste encontro fecundo com a realidade, o carisma cresce, se renova e também a realidade se transforma, se transfigura pela força espiritual que esse carisma leva consigo”.

Esses dois aspectos caminham juntos e torna mais bonita, livre e alegre a missão de escrever as novas linhas da história. Sem dúvidas, há muitos desafios, dúvidas e incertezas pelo caminho. Mas, não o trilhamos sozinhos. Duas coisas são certas: Temos uma Aliança de Amor com a Mãe e sua presença no Santuário;  o Pai coloca sua mão sobre a nossa e ajuda a continuar a história, basta ser filho, pedir e confiar no seu auxílio.

 

Com o Pai e Fundador rumo à Romaria ao Santuário Tabor Porta do Céu

Ir M Rosequiel Fávero – A Família de Schoenstatt de Frederico Westphalen se prepara para, unida aos schoenstattianos do mundo inteiro, render louvor a Deus pela pessoa e missão do Fundador, Padre José Kentenich, pela passagem dos 50 anos do seu falecimento. A celebração começa com a Santa Missa na Catedral Santo Antônio às 16h 30 min. Em seguida, os schoenstattianos vão em carreata até o Santuário, onde serão inaugurados a Sala Padre Kentenich e o Monumento dos Heróis, dádivas preparadas material e espiritualmente para este dia festivo.

A celebração deste jubileu, na diocese de Frederico Westphalen, foi unida à Romaria ao Santuário Tabor Porta do Céu, que se realizará em 30 de setembro, esta iluminada pelo Ano Padre Kentenich.

Assim a celebração de 15 de setembro será o terceiro dia do tríduo preparatório, que teve início em 1º de setembro. A configuração deste primeiro dia esteve a cargo da Liga de Famílias. Além de uma bela reflexão sobre Pai e Fundador, foi passado entre os presentes um livro de oferecimentos, onde cada um pôde escrever o que está oferecendo pela beatificação do Padre Kentenich.

O segundo dia do tríduo foi configurado pela Juventude de Schoenstatt no feriado de 7 de setembro. Os jovens refletiram sobre o Padre Kentenich como Pai Profeta, cuja imagem teve um lugar de destaque na ‘Tenda Padre Kentenich’, onde se realizou o encontro.

Inicia o Tríduo em Santa Maria/RS

Ir M Olindina Margote / Ir M Rosequiel Fávero – Na noite de 12 de setembro, quando a liturgia recorda o santo Nome de Maria, a Família de Schoenstatt de Santa Maria reuniu-se na Capela Tabor para o primeiro dia do tríduo preparatório para a celebração dos 50 anos do falecimento de nosso Pai e Fundador.

A oração introdutória, preparada pelas dirigentes da Liga de Doentes que foram responsáveis pela primeira noite do tríduo, já apontou para o tema da noite: Padre Kentenich, o Fundador! Uma vela foi trazida e colocada junto à foto do seu túmulo, como símbolo do pedido que fazemos na oração do Ano Padre Kentenich: “Dá-nos de seu fogo, dá-nos de seu espírito de Fundador’.

A Família de Schoenstatt que vive junto ao Santuário Tabor é muito privilegiada, pois ainda possui em suas fileiras pessoas que conheceram o Padre Kentenich. Por isso, as noites do tríduo terão como ‘coração’ testemunhos destas pessoas, principalmente de como viveram o 15 de setembro de 1968.

O primeiro a dar seu testemunho foi o Sr Ernesto Brandstaetter, dos Irmãos de Maria de Schoenstatt. Ele teve a graça de estar em Schoenstatt no dia da morte e no sepultamento do Padre Kentenich e de poder ajoelhar-se junto de seu corpo tombado na antiga sacristia da Igreja da Adoração.

Segundo o testemunho do Sr Ernesto, lhe impressionou ver nosso Pai ali no chão, como expressão da sua liberdade interior, de sua entrega livre e incondicional à vontade de Deus. “Apesar da dor, o ambiente era de paz”.

Os participantes ficaram muito tocados e se alegraram com esta primeira noite. Ir Maria da Graça Salles Henriques dará o testemunho na segunda noite, com a coordenação da Liga de Mães. O enfoque será sobre o caráter de ‘Profeta’ no Padre Kentenich.

Na sexta-feira, 14 de setembro, com o enfoque sobre o Padre Kentenich como ‘Pai’, o casal Olindo e Marilene Toaldo falarão de sua experiência com o Fundador e da vivência de terem selado sua Aliança de Amor, há 50 anos, no dia do sepultamento do Padre Kentenich.

Mais fotos  (Ir Jéssica Maria Gassen)

Inicia a semana jubilar: Acompanhe as transmissões

 

Nesse sábado, 15 de setembro, a Obra Internacional de Schoenstatt recorda os 50 anos de falecimento do seu fundador. Com alegria e gratidão pelo presente da vida do Pe. José Kentenich, em Schoenstatt haverá uma celebração internacional, ao redor do Santuário Original.

Todos que estão distantes e desejam participar, podem acompanhar ao vivo essas festividades pelo canal Schoenstatt TV.

Confira os horários de transmissão, segundo o horário de Brasília:

 

15 de setembro de 2018

2h (madrugada – horário de Brasília) – Missa jubilar do falecimento do Pe. José Kentenich, presidida por Dom Michael Gerber, na Igreja da Adoração

5h30min (horário de Brasília) – Santa Missa jubilar do falecimento do Pe. José Kentenich, presidida pelo arcebispo emérito Dom Robert Zollitsch e sermão do Pe. Alexandre Awi Mello

11h30min (horário de Brasília) – Celebração Internacional do 50º aniversário da morte do Pe. José Kentenich (pré-programa a partir das 11 horas)

 

16 de setembro de 2018

5h00 (horário de Brasília) – Missa festiva, presidida pelo Cardeal Reinhard Marx, presidente da Conferência Episcopal Alemã, na Igreja dos Peregrinos

 

Para assistir

Para acompanhara a transmissão acesse: schoenstatt-tv.de/PT/ e clique em “Livestream”

 

Roteiro para acompanhar

A celebração em Schoenstatt, das 11h às 12h30 (horário de Brasília), será traduzida simultaneamente em espanhol, inglês e português.

Clique para baixar o roteiro em português e acompanhar a celebração

Fonte: schoenstatt.org.br

Um filme como presente para o jubileu

Trad. Ir. M.Isabel Machado – Ir. Francine-Marie Cooper estuda design de comunicação, na Universidade de Ciências Aplicadas de Aachen/Alemanha, e fez um filme para o 50º aniversário da morte do Pe. José Kentenich.

O título de seu filme é “O Pioneiro”. O que a senhora quis dizer com isso?

Ir. Francine-Marie: Numa vida tão profunda e repleta, como a do Pe. Kentenich, não é fácil escolher um único aspecto. No pensamento de “Pioneiro” – que, aliás, o próprio Pe. Kentenich utilizou – encontrei uma boa imagem do que ele experimentou em sua vida e, conscientemente, colocou em movimento.

Ele viveu em um tempo marcado pela agitação, também na Igreja. O homem do século XX buscava autodeterminação, liberdade, autenticidade… Pe. Kentenich não viu isso como algo negativo, pelo contrário. Como estudante, ele mesmo havia experimentado as lutas do homem moderno e encontrou uma resposta na pessoa da Mãe de Deus, Maria. No relacionamento com ela, em Aliança com ela, ele descobriu um novo caminho para as pessoas de nosso tempo, uma caminhada diária de fé. Ele nos precedeu: Deus o usou como um “Pioneiro”. Primeiro, ele percorrei esse caminho e, assim, ele pode abrir caminhos para outros. Em sua educação e em sua fundação, ele seguiu caminhos que antes eram desconhecidos na Igreja. Penso, por exemplo, na fundação das primeiras comunidades de Schoenstatt, como institutos seculares, antes que houvesse qualquer lugar jurídico para elas na Igreja.

Seja na infância, ou mais tarde como professor e diretor espiritual, seja no conflito com o nacional-socialismo ou mesmo nas dificuldades com a Igreja, o que o levou ao seu exílio em Milwau-kee/EUA: Ele sempre permaneceu fiel à sua missão e seguiu, corajosamente, o caminho de Deus.

Com certeza, escolher quais aspectos mostrar em uma vida tão dinâmica é também uma grande responsabilidade. A senhora ficou preocupada com isso?

Sim, a vida do Pe. Kentenich oferece uma riqueza enorme para ser pesquisada. Na fase de elaborar o projeto do filme, isso já me deu muito trabalho. Em um momento, durante o processo, meu professor me fez perceber que com esse filme eu iria influenciar como outras pessoas iriam ver o Pe. Kentenich. Em si, isso é claro, porque, com todo tipo de interpretação criativa de uma pessoa ou outra coisa, se influencia a forma como o público passa a ver essa imagem. Por isso, essa afirmação me tocou profundamente. Mas, devo dizer que, justamente nessa situação, pude novamente aprender com o Pe. Kentenich. O segredo de sua paz interior em todas as situações foi a Aliança de Amor.

Desde o início do trabalho, eu também disse a Nossa Senhora: Atrevo-me a assumir este projeto, mas você tem a responsabilidade que fique bom. E ela realmente cuidou… O “fio vermelho” do filme ficou claro, muito rápido: “Ele abre novos caminhos”. Contudo, eu não sabia como exata-mente seria isso. Há tantos aspectos que foram formados por décadas, conceitos e conteúdos que, no início, não são tão fáceis de entender.

Minha própria experiência me ajudou nestas reflexões, para explicar Schoenstatt aos outros. Procurei sempre seguir o caminho que o próprio Pe. Kentenich trilhou, começando com sua experiência de consagração a Maria, no orfanato, passando por suas dúvidas e dificuldades, na juventude, até as observações que ele fez no Seminário: como também seus alunos, pela vinculação a Maria, tiveram respostas para as questões da vida.

Seu caminho é para mim a chave para entender Schoenstatt e a Aliança de Amor. Trata-se de um relacionamento muito pessoal, uma união que valoriza e leva a sério a pessoa. Resumindo: eu queria mostrar como o Pe. Kentenich chegou à Aliança de Amor, em 18 de outubro de 1914, e como essa Aliança cunhou a sua vida.

A mim interessava a propagação de Schoenstatt e como o Padre Kentenich usava todas as oportunidades para cumprir sua missão, quer ele estivesse ele em Schoenstatt, em Dachau ou no exílio. Também era importante para mim que sua atuação não terminou em 15 de setembro de 1968. Quase no final do filme há um testemunho do Pe. Menningen, que colaborou (fielmente) com o Pe. Kentenich. Ele explica: O Pai e Fundador continua a viver em nosso meio! Essa também é a nossa experiência, como Família de Schoenstatt, e a minha experiência pessoal.

A qual gênero pertence o filme? Qual público a senhora quer atingir com ele?

O filme é um “docudrama”: um documentário composto de material original da época, de relatos de testemunhas oculares e material de gravação, mas, também contém cenas interpretadas por atores. O filme deve ser fácil de entender, ser informativo e ágil. Foi feito, principalmente, para a Casa Padre Kentenich e destina-se a ser uma introdução às visitas na casa, para as pessoas que chegam e, talvez, nem sequer saibam algo sobre Schoenstatt. O público alvo secundário são também os schoenstattianos que querem se aprofundar mais na vida do nosso Fundador.

O que a tocou particularmente durante a produção do filme?

Tocou-me, especialmente, o entusiasmo dos participantes, tanta benevolência e disponibilidade – isso realmente me tocou. Especialmente no que dizia respeito aos schoenstattianos, pude sentir: este não é meu projeto, mas, é um projeto da Família de Schoenstatt, um presente para nosso Fundador neste ano comemorativo. Para as cenas da Fundação e das salas de aula, encontramos os atores na Juventude Masculina de Schoenstatt. Mas, a maioria dos atores não conhecia Schoenstatt antes e se introduziram maravilhosamente em seus papéis.

Meu professor de cinema, desde o início, achou emocionante a vida do Pe. Kentenich. Ele havia me dito anteriormente que não tinha fé. Foi uma experiência para mim como, ao longo do tempo, ele encontrou seu caminho para o Pe. Kentenich. No final do projeto, ele me disse que tinha muito em comum com esse homem. Há muitas coisas no filme que ele mesmo experimentou ou que se tornaram importantes para sua vida. Ele disse que, com isso, conheceu um novo lado da Igreja. Até agora a Igreja tem sido, para ele, principalmente uma espécie de “aparelho de controle”, no qual se diz de cima o que se deve fazer e o que deixar de fazer. Era novo para o meu professor a Igreja que olha para a pessoa, para o individual, para aquilo que está nele e o que ele tem para dar.

O ator que interpretou o Pe. Kentenich, em Dachau, era meu professor. Ao elaborar as cenas de Dachau, imediatamente ele me veio à mente, porque combinava com a sua aparência. Ele aceitou imediatamente. Depois que ele se informou, pelas redes sociais, quem era o Pe. Kentenich, ele me escreveu em um e-mail: “O Pe. Kentenich era uma pessoa muito boa, foi o que pesquisei. Meu papel é importante para mim. ” E durante as filmagens, ele enfatizou que era uma honra para ele poder desempenhar esse papel.

Na sua experiência atual, Pe. Kentenich ainda pode ser entendido hoje, nesse tempo em que os conceitos da fé tendem a desmoronar?

Sim! Para mim, isso foi confirmado por este filme. É claro que há muito conteúdo que, talvez, pareça ser muito piedoso. Mas, o que está por trás disso é uma experiência de vida. Estou falando de uma pessoa que tinha uma preocupação – crescer na fé, também na fé no bem e no grande que existe no ser humano. Deus foi o objetivo de sua vida. Não um “deus em geral”, mas um Deus muito pessoal, um Pai. Ele queria trazer essa realidade para mais perto das pessoas. Na minha opinião, a mensagem de Schoenstatt responde ao anseio original do ser humano, de ser amado e de encontrar alguém que necessita dele. A liberdade e o respeito que Deus tem pela liberdade do homem desempenham um papel importante aqui.

Qual é a mensagem do seu filme?

Talvez a melhor maneira de expressar isso seja com uma declaração da Irmã M. Petra, que por algum tempo foi secretária do Pe. Kentenich durante seu exílio. Ela lhe disse que ele não era um schoenstattiano. Claro, ele ficou um pouco surpreso com isso. Sua resposta: “O senhor não é um schoenstattiano, o senhor é Schoenstatt“. Não se pode pensar a história de Schoenstatt sem o Fundador. Isso é verdade também hoje. Uma linda palavra do meu professor acerta bem nesse ponto: Ele me disse que durante o filme surgiram algumas perguntas para ele. Ele teria se perguntado como a obra continuava e se o Fundador teria um sucessor. Mas, depois, ele percebeu que o Fundador não partiu, de um modo diferente, ele continua a conduzir a sua obra. Esta a-firmação de uma pessoa que não finge acreditar em algo me deixou muito feliz! Se as pessoas puderem levar isso como reconhecimento, então, o filme valeu a pena. Minha intenção é ajudar as pessoas a entrarem em contato com o Pe. Kentenich. Isso só é possível se você acreditar: Ele está presente, ele se interessa por mim.

Sob seu ponto de vista, o que o Padre Kentenich tem a nos dizer hoje?

O central para mim é a Aliança de Amor. Pe. Kentenich diz: “É possível alicerçar toda a vida na Aliança de Amor!”. É uma questão do coração, quem possui o coração de uma pessoa possui a pessoa inteira. Trata-se do reconhecimento e da experiência da dignidade humana. Deus não nos força a fazer nada. Ele nos oferece uma Aliança. Ele quer trabalhar conosco e por meio de nós. Para Ele não é importante apenas que nos ajoelhemos piedosamente na Igreja, mas que construamos juntos com Ele um mundo melhor, ali no lugar em que vivemos, com nosso caminho individual, com nossas habilidades e possibilidades.

Esta é uma extraordinária vocação! Não é suficiente que a minha fé tenha algo a me dizer só no domingo, no horário da Missa. Deus quer nos encontrar o tempo todo e Ele precisa de nós o tempo todo, Ele continua escrevendo a história por meio de nós.

Numa época em que a fé, em muitos lugares, se tornou uma espécie de leite desnatado, é preciso a “nata” de uma profunda experiência de Deus. O sentimento não é antiquado, convicção não é algo “empoeirado”. A Aliança de Amor é uma “Mestra” maravilhosa para a autenticidade.

  •  O filme “O Pioneiro” será lançado no dia 15 de setembro, às 14h30min, no auditório da Casa Pe. Kentenich, em Schoenstatt/Alemanha. Por enquanto, ele está somente em alemão.

Foto: schoenstatt.de

Fonte: schoenstatt.org.br

O Ano do Padre Kentenich na Câmara de Vereadores de Santa Maria/RS

Na abertura da sessão de 6 de setembro, os vereadores de Santa Maria/RS foram informados sobre o Ano Padre Kentenich e a importância de Schoenstatt e seu Fundador para a cidade ‘Coração do Rio Grande do Sul’. No final, por sugestão da vereadora ‘Professora Celita’, foi colocada em votação e aprovada uma moção de homenagem à data jubilar.

No dia anterior, numa reunião da equipe diretiva da Liga de Mães, a dirigente diocesana, Evanir Ghromann, relatou que quando a vereadora ‘Professora Celita’ participou de uma celebração do Dia da Aliança organizado pela Liga de Mães, ficou sensibilizada pelo propósito de, neste Ano Padre Kentenich, ajudar para que o Pai e Fundador seja mais conhecido. Algumas das Mães de Schoenstatt, suas amigas, lhe perguntaram se ela poderia fazer algo. Há algumas semanas ela fez contato e avisou: “chegou a hora de tornar o Padre Kentenich conhecido na Câmara de Vereadores”.

Por sua sugestão, o Movimento de Schoenstatt assumiu os 15 minutos da ‘Tribuna Livre’ do dia 6 de setembro, espaço aberto pela Câmara de Vereadores santa-mariense para entidades locais informarem sobre questões importantes para a cidade. Ir M Rosequiel Fávero assumiu esta tarefa na manhã de 6 de setembro e sobre o Ano do Padre Kentenich e sobre como a atuação do Fundador do Movimento de Schoenstatt ajuda a tornar conhecida Santa Maria.

“Durante estas cinco décadas desde a sua morte, muitas pessoas, vindas de diversas partes do Brasil e também do exterior, vem trilhar os ‘passos do Fundador’ aqui em Santa Maria, que estão no Santuário Tabor e seus arredores”, explicou Ir M Rosequiel, e “Sempre que peregrinos vêm à nossa cidade para conhecer o iniciador da Campanha da Mãe Peregrina, o Servo de Deus João Luiz Pozzobon, necessariamente, encontram-se também com o Fundador, tão querido por ele. Muitas das palestras e textos escritos pelo Padre Kentenich, publicados no mundo inteiro e em diversos idiomas, tem a observação: conferência feita em Santa Maria/RS – Brasil”.

Por isso, Ir M Rosequiel concluiu que “estes fatos fazem com que ‘Santa Maria’, dentro do Movimento de Schoenstatt e no que se refere a ele, tenha se tornado um conceito, uma referência muito conhecida”. E que, portanto, se justifica falar sobre o Ano Padre Kentenich neste local (a Câmara de Vereadores) tão importante para a cidade.

Concluída a Tribuna Livre, a vereadora ‘Professora Celita’ defendeu em plenário que fosse votada uma moção de congratulação com o Movimento de Schoenstatt pela celebração dos 50 anos de falecimento de seu fundador, o que foi acatado por unanimidade.

Um pequeno grupo da Família de Schoenstatt, composto especialmente por Irmãs de Maria e Liga de Mães, acompanharam com atenção e alegria o pequeno ato realizado, na certeza que ele colaborou para que nosso Pai e Fundador fosse ainda mais conhecido na publicidade da sociedade santa-mariense.

No final não poderia faltar a foto de conjunto com os vereadores e os integrantes do Movimento de Schoenstatt. Alguns vereadores ainda vinham contar suas experiências com a Mãe e Rainha e com o Servo de Deus João Pozzobon, e de como tinham se alegrado em ver Schoenstatt na ‘Casa do Povo’ e que haviam aprendido algo mais neste dia.

Neste tempo em que o ambiente político brasileiro precisa mais do que nunca das luzes do Espírito Santo, o breve espaço de tempo que nosso Pai e Fundador pode ocupar espaço no plenário da Câmara de Vereadores de Santa Maria certamente foi um sinal de que Schoenstatt tem muito a dar para que também neste meio se faça ‘a Nova Terra Mariana’.

Para ler a colocação de Ir M Rosequiel na íntegra, clicar aqui.

Fotos: Câmara de Vereadores de Santa Maria

Família de Schoenstatt de Rodeio Bonito/RS conquista imagem do Pai e Fundador

O ano de 2018 tornou-se especial para os Schoenstatianos, Ano Padre Kentenich, pois se busca especialmente a beatificação do Pai e Fundador após cinquenta anos de sua partida para a eternidade. Seu exemplo de vida ao seguir Jesus, orientado pela Mãe Rainha Admirável, nos dá a confiança de ver no Pai e Profeta um caminho para o verdadeiro amor.

Nesta caminhada apostólica, a Liga de Famílias de Rodeio Bonito/RS, com todo o Ramo na Diocese de Frederico Westphalen, uniu-se na conquista espiritual da Sala do Padre Kentenich junto ao Santuário Tabor Porta do Céu pelo lema: “Unidos ao Pai e Profeta, por uma nova terra mariana”.

Sob o mesmo olhar e espírito, a comunidade rodeiens, através da Liga das Famílias, dos Missionários da Mãe Peregrina e Jufem, conquistou a imagem do Pai e Fundador (Foto) aspirando às virtudes do Padre Kentenich: obediência, fidelidade e oração, fraternidade, confiança, acolhimento, fé prática, pureza, oração e gratidão.

E, para aprofundar ainda mais e melhor, o caminho de sua Beatificação, esta comunidade realizou uma novena revivendo seus passos, ensinamentos, ações, angústias e grande desejo de aproximar a Mãe de seus filhos, com nove encontros intercalados nos grupos de famílias e no dia da Renovação da Aliança de Amor, reunindo seus fiéis seguidores Schoenstatianos.

Mãe Admirável, oh Mãe Peregrina, que o Padre José Kentenich seja beatificado, que sua visão seja a nossa visão e que na força da Aliança de Amor, surja um novo homem e um novo mundo. Desta forma poderemos viver com maior intensidade as suas palavras: “A reconquista da atitude filial é e será sempre a maior felicidade da humanidade de hoje, porque possibilita a atuação de Deus”.