
Ir Jéssica Maria Gassen / Ir M Rosequiel Fávero – O Tríduo em preparação à celebração dos 50 anos de falecimento de nosso Pai e Fundador foi uma vivência especial para a Família de Schoenstatt em Santa Maria, que vale a pena ser lembrada. Cada noite, alguém que vivenciou o Padre Kentenich pessoalmente deu um testemunho, criando uma atmosfera sagrada de família, pronta para acolher o dia jubilar.
Uma das realidades sentidas na Família de Schoenstatt e reafirmadas durante o Ano Padre Kentenich que encerrou no último dia 15 é o fato que temos ainda poucas pessoas que conheceram e conviveram com nosso Pai e Fundador. Ao mesmo tempo atestamos que é possível conhecê-lo e amá-lo na sua ‘nova maneira de ser’, desde que partiu para a eternidade. É o que prova a geração atual de schoenstatteanos que assume a missão das gerações passadas com pedido “Dá-nos de seu fogo. Dá-nos de seu espirito de Fundador”!
É uma grande alegria quando se encontra ainda alguém que possa testemunhar: ‘eu vivenciei pessoalmente o Pai e Fundador’. A Família de Schoenstatt de Santa Maria/RS é, de certa forma, privilegiada, pois ainda tem em suas fileiras tais pessoas. Por isso, o tríduo que preparou imediatamente o jubileu de 50 anos da Páscoa do Padre Kentenich junto ao Santuário Tabor esteve centrado nestes depoimentos. O ‘clima de Pai’ que se formou entre os schoenstatteanos do ‘coração do Rio Grande’ ao longo destes três dias e que encontrou seu ápice nas celebrações de 15 de setembro mostraram que foi a escolha certa.
O início…
Na primeira noite do Tríduo, 12 de setembro, as dirigentes da Liga de Doentes foram responsáveis pela introdução, que já apontou para o tema da noite: Padre Kentenich, o Fundador! Uma vela foi trazida e colocada junto à foto do seu túmulo, expressão que a ‘Luz do Pai e Fundador’ continua a luzir nos seus filhos.
O primeiro a dar seu testemunho foi o Sr Ernesto Brandstaetter, dos Irmãos de Maria de Schoenstatt. Ele conheceu nosso Pai e Fundador quando do seu retorno de Roma, em 1965, fazendo parte do grupo que foi ao seu encontro no aeroporto. E teve a graça de estar em Schoenstatt no dia da morte e no sepultamento do Padre Kentenich e de poder ajoelhar-se junto de seu corpo tombado, logo após seu falecimento, na antiga sacristia da Igreja da Adoração.
O que lhe impressionou neste momento? “Ver nosso Pai ali no chão, como expressão da sua liberdade interior, de sua entrega livre e incondicional à vontade de Deus e à Família de Schoenstatt”.
Fotos da primeira noite do Tríduo (Família de Schoenstatt de Santa Maria)
Seguir um profeta.
Este foi o tema que guiou o segundo dia do tríduo que foi conduzido pela Liga de Mães. Como Família de Schoenstatt queremos seguir um profeta mariano, que recebeu de Deus um carisma especial. Seguir um profeta que nos apresenta Maria como nosso caminho, como nossa Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável que a partir do Santuário, atrai nossos corações e nos conduz a Deus.
Irmã Maria da Graça Sales Henriques, nesta noite, compartilhou as vivências que teve quando noviça em Schoenstatt, com nosso Pai e Fundador, após seu regresso do Exílio em 24 de dezembro de 1965. Algumas vezes ela repetiu as palavras: “Nosso Pai e Fundador, conseguia ler nas almas o que se passava com aqueles que a ele se confiavam… Ele acertava o que precisávamos ouvir…”
Recordou também as palavras ditas pelo Padre Kentenich em 1965 e que expressam seu carisma profético e sua confiança inabalável na condução de Deus através de Maria: a Mãe de Deus colocava agora novamente a Família nas suas mãos a fim de que ele a formasse e depois partisse para a eternidade e continuasse a partir dali a cuidar da Obra de uma forma nova.
À luz desta promessa do Fundador, transmitiu sua experiência da fidelidade do Padre Kentenich à missão que recebeu, sua fidelidade em continuar a conduzir sua Obra e cada filho de Schoenstatt.
Hoje, cada um de nós é convidado a cultivar o contato e união espiritual com ele e a fidelidade aos seus ensinamentos, assim como a abertura atenta a toda a condução que lhes oferece através das circunstância e pessoas, de modo concreto, através da espiritualidade que assumimos em Schoenstatt.
Fotos da segunda noite do Tríduo (Família de Schoenstatt de Santa Maria)
Diante do Pai
À véspera do grande 15 de setembro, novamente reunidos na Capela Tabor, como Família de Schoenstatt para o terceiro dia do tríduo, refletimos sobre o tema Conhecer um Pai, que foi conduzido pela União de Famílias e complementado com o testemunho do casal Marilene e Olindo Toaldo, que em 1966 foram até Schoenstatt para conhecer pessoalmente o Pai e Fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt.
Com muito entusiasmo destacaram alguns pontos que marcaram o encontro deles com o Padre Kentenich:
“Sua alegria. Todos os que se aproximavam dele, sentiam a alegria que o Pai e Fundador irradiava. Ele estava sempre rodeado de pessoas e procurava alegrar com uma palavra, um gesto, uma piada ou brincadeira. Gostava de fazer todos rirem.
Acolhida, dedicação e cuidado de um pai. O Pai e Fundador se dedicava de modo especial à cada um. Nos dias em que estivemos em Schoenstatt, o Pai e Fundador dedicou todo o seu tempo para estar conosco, inteiramente, como se não estivesse mais nada para fazer.
O que também nos impressionou muito foi a preocupação do Pai com os gastos que estávamos tendo com a viagem e hospedagem. Ele nos perguntou se tínhamos que pagar a hospedagem e ele mesmo o fez.
Antes de irmos embora recebemos de suas mãos dois presentes. Um era uma garrafa de vinho, que com certeza havia ganhado de alguém, e o outro era dois terços. Ao entregar-nos, disse que o vinho era sinal de seu cuidado material para conosco e os terços era sinal do seu cuidado espiritual. Esta atitude despertou mais ainda em nós a consciência da grandeza de seu coração e de sua missão paternal. Antes de retornarmos para o Brasil pedimos ainda que se fosso possível, escrevesse algo atrás das imagens da MTA que levamos e queríamos presentear aos casais do nosso grupo em Santa Maria, e o Pai, com toda a dedicação e amor, sentou-se e escreveu em cada imagem uma frase do Rumo ao Céu”.
Fotos da terceira noite do Tríduo (Família de Schoenstatt de Santa Maria)
Fechando com ‘chave de ouro’

Recordando o que o Sr. Ernesto falou no primeiro dia do tríduo, que no velório do Pai e Fundador, formaram uma fila para entrar na Igreja da Adoração e que as pessoas se ajoelhavam diante de seu túmulo, os presentes foram convidados a fazer o mesmo na Capela Tabor. Ao som dos sinos da Igreja da Adoração, se colocaram em fila para ajoelhar-se por um momento junto à foto do túmulo do Pai e Fundador, onde foi colocada uma réplica do tapete que está na Capela do Fundador, em Schoenstatt. Em silêncio, cada um pode renovar o compromisso de levar adiante a missão do Pai. Este foi o ponto culminante do tríduo em preparação para o dia 15 de setembro. É inexplicável a atmosfera de céu, de oração e silêncio que se formou com este ato.
Alguns testemunhos expressam o que as vivências do Tríduo significaram para a Família de Schoenstatt de Santa Maria:
“Mais uma noite de graças! O Pai e Fundador convida sempre a conhecermos nossa história pessoal, da nossa família, da nossa terra, da Igreja, de Schoenstatt, pois conhecer é amar”.
“Ontem, ao sair da Capela, fui direto para casa. Foi uma emoção. Eu quis continuar em silêncio para conservar esta atmosfera que se criou de encontro com o Pai. Fiquei muito comovida com a sacralidade deste momento que tivemos!”
“Uma alegre gratidão à Ir. Maria da Graça que nos brindou com seu eloquente testemunho, tornando vivo o passado, como uma mensagem para o presente e para o futuro”.
“O 3° dia do Tríduo foi sensacional. Cantamos…ouvimos um texto muito bem preparado… tocou no fundo dos nossos corações …conhecemos um pouquinho mais sobre nosso Pai e fundador. O casal Toaldo nos deixou muito emocionados com tantos relatos dos dias que tiveram a graça de estar com o Padre Kentenich”.
“A noite de hoje também foi uma vivência incrível! Sentimo-nos exatamente unidos ao Padre José Kentenich. Parabéns a todos que prepararam esta linda vivência”!
