É hoje: Maria, Rainha das Mulheres do Mundo Inteiro

 

Em ação de graças pelo Centenário da Lafs, todas as mulheres de Schoenstatt são convidadas a acompanharem a coroação internacional

Neste sábado, 8 de agosto, todas as mulheres da Obra de Schoenstatt estarão unidas internacionalmente para coroarem a Mãe de Deus sob o título de Rainha das Mulheres do Mundo Inteiro. A proposta foi lançada pela Lafs (Liga Apostólica Feminina de Schoenstatt), como ponto concreto de aspiração pelo Centenário do Ramo e de ingresso das mulheres no Movimento Apostólico de Schoenstatt.

A coroação acontece no Santuário Original, na Alemanha, e será transmitida online. Para este momento de graças a Lafs do Brasil preparou uma programação especial, para que todas as mulheres possam vivenciar juntas a corrente de vida da coroação, além de recordar a história da fundação dos ramos e comunidades da Coluna Feminina.

 

Programação:

11h – Momento com a Coluna Feminina e mulheres de Schoenstatt, no Brasil
Transmissão: Youtube / Facebook

11h30 – Coroação Internacional, direto de Schoenstatt, na Alemanha
Transmissão: Webcam / Youtube – baixe o rito em português e acompanhe junto

Para acompanhar a celebração, basta fazer o download do Rito de Coroação. Cada mulher pode preparar um símbolo ou coroa para este dia.

 

Oração de coroação

Querida Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, unidas a todas as Liguistas do mundo inteiro vimos com coração agradecido para oferecer-te de novo a coroa em nosso Santuário-lar como Rainha das Mulheres do Mundo Inteiro. Realizamos este ato em comunidade, mas também bem pessoalmente. Nós te pedimos, neste tempo turbulento, ajuda-nos a descobrir de novo o nosso ser mulher e a vivê-lo de modo genuinamente cristão e autêntico. Repousa teu olhar amoroso sobre nós. Tem misericórdia para com tudo aquilo que não foi bom, onde falhamos, onde fomos fracas. Suplica para nós a graça de recomeçar na Aliança de Amor, pois sabemos:
“Santidade consiste na coragem de começar cada dia de novo.” (J Kentenich)
Toma-nos pela mão e forma-nos mais e mais segundo a tua imagem, Rainha de nossos corações, Maria.
Queremos ver como tu, ouvir como tu, falar como tu, compreender como tu, perdoar como tu e, sobretudo, amar como tu!
Agradecemos todas as graças que nos foram concedidas e que pudemos partilhar com outros.
Mostra-nos caminhos para ser Maria no mundo hoje: em nosso local de trabalho, em nossa família, em nosso círculo de amizades, em nossa paróquia, com os vizinhos, em dias bons e em dias difíceis.
Mostra-nos, Rainha, onde a nossa atuação é necessária para ti.
Estamos prontas e queremos ousar um novo começo contigo, aqui e agora.
“No Santuário estamos reunidos.
Ali nossos corações ardem em amor
pela Mãe Três Vezes Admirável
que, por nós, quer construir teu Reino.” (J. Kentenich)
Silêncio
Contigo a vida é mais Maria!
Nós te oferecemos o nosso Santuário-lar como sala do trono.
Reina a partir dele através de nós e conosco.
Aceita esta coroa como agradecimento e súplica.
Estabelece-te em nosso Santuário-lar, em nosso Santuário-coração.
Sê tu a Rainha das Mulheres do Mundo Inteiro, justamente agora nestes tempos desafiantes.
Dispõe de nós como teus instrumentos para que possamos ser pontos de acesso (“hotspots marianos”) marianos, para levar ao mundo ondas de fé: ondas de abrigo, de transformação interior e de missão. Maria, torna-nos semelhantes a ti.
Cheias de alegria, gratidão, esperança e amor, queremos viver de forma genuína e autêntica o nosso ser cristão, nosso ser schoenstattiano. Queremos ser Tabernáculo vivo e tornar Cristo presente através de nós.
Mãe e Rainha,
Abre meus olhos para que eu possa ver o bom e o belo nas pessoas que encontro hoje, ajuda-me a ver os grãos de ouro no outro a fim de que o ouro da coroa brilhe de novo.
Abre meus ouvidos para os mais leves desejos de Deus hoje e ajuda-me a ouvir de modo certo e atencioso os meus irmãos para que as joias da minha coroa brilhem de novo.
Abre a minha boca a fim de que possa pronunciar hoje palavras de amor, de perdão e de estímulo. Ajuda-me a ser bondosa e misericordiosa como é digno de uma rainha.
Abre meu coração para que eu descubra a alegria de viver e a transmita às pessoas a fim de que a coroa brilhe.
Abençoa-nos em nosso caminho e ajuda-nos a viver mais e mais o nosso ideal ____________________
Ó minha Senhora…

Fonte: schoenstatt.org.br

As mulheres em Schoenstatt: Ir. M. Teresinha Gobbo

 

Ir. M. Angela Zam – Falar de Ir. M. Teresinha Gobbo é falar da missão de Schoenstatt, é falar da missão Tabor, é falar de alguém que se doou em confiança incondicional à missão que o próprio fundador, Pe. José Kentenich, lhe confiou em terras brasileiras.

Santina Rosa (seu nome de batismo) nasceu numa família profundamente cristã, em 20 de julho de 1922 em Pejuçara, pequena cidade no interior de Rio Grande do Sul. Numa missão popular, através do Pe. Celestino Trevisan, decide-se a consagrar sua vida inteiramente a Deus, indo morar em Santa Maria/RS juntamente com outras jovens que desejavam formar uma “comunidade nova e apostólica”. Em 1943 conhece as Irmãs de Maria que visitavam pela primeira vez Santa Maria e se decide a partir com elas para Londrina/PR, ingressando no primeiro noviciado realizado no Brasil.

Ir. M. Teresinha, deixou seu coração se inflamar por Jesus, consumindo-se pela missão de anunciar e edificar Schoenstatt no Brasil. Seu grande modelo foi a Mãe de Deus, como a mulher forte aos pés da cruz, a consorte e auxiliar de Cristo.

Sua alegria foi imensa ao saber que o Pe. José Kentenich, que há pouco (1945) saíra do campo de concentração de Dachau, em março de 1947 viria ao Brasil. Ao encontrar-se com ele, Pe. Kentenich descobriu que em Ir. M. Teresinha Deus havia presenteado muitas aptidões, tanto de empatia, quanto de inteligência. Por isso, em 1949 ele deposita nela a sua esperança e confiança ao entregar-lhe a responsabilidade de edificar Schoenstatt em terras brasileiras. Tarefa essa que desempenhou com muita dedicação. Por onde passou, deixou profundas marcas de entrega e doação pela missão a ela confiada, formando e conduzindo muitas pessoas à Aliança de Amor com a MTA.

 

Ir. M. Teresinha também foi instrumento para colaborar com o nascimento da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt. Em 1950, no âmbito de uma ação apostólica do Movimento de Schoenstatt, ela confiou a João Luiz Pozzobon uma imagem grande da MTA para ser levada às famílias, para que rezassem o terço e, assim, se preparassem para a proclamação do dogma da assunção de Maria ao céu, proclamado em 1º de novembro daquele ano. Este fato a ligou para sempre à Campanha da Mãe Peregrina, tanto que João Pozzobon, 30 anos mais tarde, ao devolver a imagem para as Irmãs de Maria, quis entregá-la, de volta, nas mãos dela.

Nos anos difíceis no tempo do exílio do fundador (1951 – 1965), Ir. M. Teresinha, foi o forte esteio que, com o coração em Deus e a mão no pulso do tempo, conseguiu levar adiante a missão que recebera do Pe. Kentenich, encorajando a todos os que estavam próximos dela. Chegou a ser também “exilada” pelo bispo diocesano, que exigiu que ela fosse transferida para fora da Diocese de Santa Maria.

Algumas marcas de sua personalidade eram a alegria contagiante, clareza de princípios e capacidade de empatizar e compreender o sofrimento alheio. Na sua tarefa se destacou pela formação do verdadeiro ser feminino. Muitas das mulheres formadas por ela destacam a nobreza e o ser da pequena Maria que a caracterizava, por meio do ensinamento não somente teórico, mas também prático, como por exemplo: organizar a casa, a escolha do look adequado à faixa etária, a diferença no comportar-se como mulher casada, solteira ou consagrada, etc…

Para este ano centenário das mulheres em Schoenstatt, Ir. M. Teresinha reflete diante de todas nós as virtudes da beleza e da grandeza que toda a mulher traz dentro de si: o de ser filha que se consome pela missão recebida de Deus e o da maternidade física ou espiritual, da mulher que traz ao mundo a ternura de Deus manifestada na delicadeza das pequenas coisas que embelezam e encantam o mundo em que vivemos.

Fonte: schoenstatt.org.br

Um agosto ‘centenário’ vai começar

Agosto de 2020, apesar da pandemia da covid-19, que parou o mundo inteiro, trará um centenário muito especial para a Família de Schoenstatt: 100 anos da entrada das mulheres no Movimento.

Fundado em 1914, originalmente com um grupo de seminaristas palotinos, o Movimento de Schoenstatt teve a fundação da primeira organização externa ao seminário em 1919, com jovens estudantes universitários que tinham sido soldados durante a primeira Gerra Mundial. Já no ano seguinte, ingressaram as primeiras mulheres, que fundaram a Liga Apostólica Feminina e a União Apostólica Feminina. Destas comunidades nasceram comunidades de vida consagrada (os Institutos das Irmãs de Maria de Schoenstatt e o Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt; as Uniões Apostólicas de Senhoras casadas – Mães de Schoenstatt – e solteiras), as Ligas Apostólicas (Mães, Juventude, mulheres solteiras), além das mulheres pertencentes à Obra de Famílias de Schoenstatt, à Campanha da Mãe Peregrina e todas as atividades apostólicas do círculo de peregrinos dos Santuários de Schoenstatt.

Que seja agosto de 2020 um mês de louvor a Deus por tudo o que – pelas mãos de Maria – foi operado em Schoenstatt e na Igreja pelas mulheres que assumiram a Aliança de Amor com a MTA, em seu Santuário.

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” vai começar

Agosto de 2020, apesar da pandemia da covid-19, que parou o mundo inteiro, trará um centenário muito especial para a Família de Schoenstatt: 100 anos da entrada das mulheres no Movimento.

Fundado em 1914, originalmente com um grupo de seminaristas palotinos, o Movimento de Schoenstatt teve a fundação da primeira organização externa ao seminário em 1919, com jovens estudantes universitários que tinham sido soldados durante a primeira Gerra Mundial. Já no ano seguinte, ingressaram as primeiras mulheres, que fundaram a Liga Apostólica Feminina e a União Apostólica Feminina. Destas comunidades nasceram comunidades de vida consagrada (os Institutos das Irmãs de Maria de Schoenstatt e o Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt; as Uniões Apostólicas de Senhoras casadas – Mães de Schoenstatt – e solteiras), as Ligas Apostólicas (Mães, Juventude, mulheres solteiras), além das mulheres pertencentes à Obra de Famílias de Schoenstatt, à Campanha da Mãe Peregrina e todas as atividades apostólicas do círculo de peregrinos dos Santuários de Schoenstatt.

Que seja agosto de 2020 um mês de louvor a Deus por tudo o que – pelas mãos de Maria – foi operado em Schoenstatt e na Igreja pelas mulheres que assumiram a Aliança de Amor com a MTA, em seu Santuário.

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Por meu estilo: ser + Maria!

No ano em que comemoramos 100 anos das mulheres no Movimento de Schoenstatt diversas atividades estão sendo realizadas neste sentido. Desta vez, a Liga Feminina de Schoenstatt junto ao Santuário Maria Cor Ecclesiae, de Porto Alegre, convida a todos para o Encontro On-line com o tema: Por meu estilo ser + Maria.

O que Maria tem a nos ensinar HOJE sobre estilo e beleza? A consultora de marketing e personal stylist Renata Crespo vai falar sobre este tema, para todos aqueles que se interessarem e estiverem na live no Facebook do Santuário.

Aguardamos vocês!
Sábado, 01 de agosto às 18h no canal do  Santuário de Schoenstatt de Porto Alegre  no Youtube  e na página do mesmo no Facebook.

Um convite especial para as mulheres

 

Celebrando os 100 anos das mulheres em Schoenstatt, a Coluna Feminina proclama Maria Rainha das Mulheres do Mundo Inteiro

Jaqueline Montoya – Em 2020 o Movimento Apostólico de Schoenstatt recorda o centenário de ingresso das mulheres na Obra, com a fundação da Liga Apostólica Feminina de Schoenstatt (Lafs) no mês de agosto. Visando celebrar esta data internacionalmente, a Coluna Feminina é convidada a se unir, no dia 8 de agosto, às 11h30 min (horário do Brasil), para um ato solene: a coroação da Mãe de Deus como Rainha das Mulheres do Mundo Inteiro.

A coroação acontece em Schoenstatt, na Alemanha, e será transmitida online pela webcam e pelo Youtube do Santuário Original. No Brasil, a Lafs acompanha de perto a celebração jubilar e convida todas as mulheres a se unirem neste momento histórico.

“Anos jubilares são anos de graças, anos de renovação, e queremos celebrar isso juntas, em nível mundial. Unidas espiritualmente em Schoenstatt, num só coração, poderemos proclamar nossa Mãe, como Rainha das Mulheres do Mundo Inteiro. Por isso, como Liga Apostólica Feminina, convidamos toda a Coluna Feminina para se unir a nós nesta importante coroação”, afirma a assessora da lafs no regional Sudeste, Ir. M. Diná Batista.

No Brasil

Além da coroação em Schoenstatt, no Brasil haverá um evento online a partir das 11 horas, para que todas as mulheres possam vivenciar juntas a corrente de vida da coroação, além de recordar a história da fundação dos ramos e comunidades da Coluna Feminina. Fique atento, em breve divulgaremos o canal de acesso.

Novena Internacional

Como preparação para coroação, a Lafs realiza a partir de 30 de julho a novena internacional, com reflexões do Pe. José Kentenich sobre a mulher. O documento já está disponível para download, mas também haverá postagens nas redes sociais com os principais tópicos de cada dia. Como ato concreto, todas as mulheres são convidadas a rezar diariamente, ao longo da preparação para coroação, a oração:

“Torna-nos semelhantes à tua imagem,
como tu, passemos pela vida:
fortes e dignos, simples e bondosos,
espalhando amor, paz e alegria.
Em nós percorre o nosso tempo,
prepara-o para Cristo”
(Pe. Kentenich, Rumo ao Céu, nº609)

“Pedimos, por esta coroação, que a Mãe de Schoenstatt nos ensine a ousar, começar de novo, hoje, aqui e agora. Desta forma podemos tornar Cristo presente. Esta é a nossa dádiva jubilar!”, reitera Ir. M. Diná.

 

⇒ Mais informações sobre o jubileu – clique aqui

Fonte: schoenstatt.org.br

Charlotte Holubars nos ensina sobre confiança e coerência

Sra. Ana Christina Melquiades – O conselho local do município de Heusweiler, na Alemanha, escolheu recentemente o nome de Charlotte Holubars para uma de suas ruas. O “caminho Charlotte Holubars faz memória a uma professora que foi vítima da ditadura nazista”, diz o subtítulo do jornal Saarbruecker Zeitung.

Mas, quem é esta mulher?

Charlotte, mais conhecida como “Lotte”, fez parte da União Feminina e posteriormente se tornou uma das co-fundadoras do Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt, junto com outras Senhoras e o Pe. José Kentenich. Professora e schoenstattiana, Lotte foi morta no campo de concentração de Ravensbrück e é citada como um dos nomes no livro da “Martirologia Alemã”, pesquisado e compilado pela Arquidiocese de Colônia, a pedido de São João Paulo II (acesse aqui).

Vocação missionária

“Quero servir a Mãe de Deus como instrumento. Quero cuidar, proteger Jesus em mim e nos demais.
Quero ser uma verdadeira portadora de Cristo, que leve Cristo aos demais. E eu mesma quero personificar o estilo Mariano de mulher e ensiná-lo aos demais” (Lotte Holubars, pensamentos sobre seu ideal pessoal).

Lotte Holubars nasceu em 12 de outubro de 1883 em Stiegau, na Silésia/Polônia. Quando criança, perdeu sua mãe e era muito próxima de seu pai. Lotte estudou para ser professora e após a graduação conseguiu um emprego na área. Como professora novata, sempre chamou muita atenção por sua maneira de falar e por sua elegância, sua forma jovial e alegre de conduzir as aulas. Seu amor pelos alunos e a compreensão que demonstrava fizeram com que ela rapidamente conquistasse o carinho e a confiança deles.

Seu desejo, cultivado há muito tempo, era entrar numa comunidade missionária e ir em missão. Mas era necessário, para isso, que um médico emitisse um certificado de saúde. No entanto, a médica consultada não pôde emitir tal certificado, pois seu estado de saúde não permitia o trabalho na missão. Este foi um golpe duro para Lotte, porém, anos mais tarde ela pode reconhecer nisso a condução da Divina Providência que a queria em outros caminhos.

Um encontro determinante

Em uma de suas viagens a Frankenstein, encontrou-se com o Pe. José Kentenich na casa dos Padres Palotinos e pôde conversar com ele. Durante esta conversa, ela percebeu como Deus havia tocado os desejos mais íntimos de seu coração e como Ele queria apontar-lhe um novo modo de vida através de Schoenstatt.

Nas semanas seguintes, Lotte viajou para Schoenstatt e participou de uma jornada para a União Apostólica, ministrada pelo Pe. Kentenich. Desta forma ela foi introduzida à espiritualidade de Schoenstatt e também foi recebida na União Feminina. O Pe. Kentenich tornou-se seu diretor espiritual. Com outras irmãs da União, formou o primeiro curso, o curso MTA, e em 1929 fez sua consagração perpétua.

Lotte esteve ativamente envolvida no desenvolvimento da União Feminina em direção à formação do Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt, já que a aspiração à “ordem no meio mundo” – assim foi formulada no início – correspondia ao seu ser mais profundo. Em outubro de 1938, por sugestão do nosso Pai, foram redigidas as primeiras Constituições do Instituto e Lotte colabora ativamente nesta tarefa.

Atividades apostólicas

Sua atividade apostólica cresce cada dia mais, há vida em seu apartamento. À tarde chegam grupos de jovens, aos quais ela conduz à juventude de Schoenstatt e com os quais viaja uma vez a Schoenstatt. O campo apostólico em que trabalhava não se limitava à escola, mas as crianças e suas mães podiam ir até ela a qualquer momento, com todas as suas necessidades, tanto materiais, como familiares e espirituais.

Em 1935 ela juntou-se à Federação das Mulheres do Nacional-socialismo, onde foi líder de treinamento. Porém, logo percebeu que o Nacional-socialismo, com sua postura antirreligiosa, não correspondia ao objetivo de seus esforços, por isso deixou a Federação e um grande número de mulheres locais seguiram seu exemplo.

Entrega por inteiro

18 de Outubro de 1939 foi um dia muito importante para Lotte. A Família de Schoenstatt neste dia dava um passo essencial em sua espiritualidade: selava a Carta Branca, expressão de uma entrega maior a Deus e aos seus desígnios. A vida desde a Carta Branca ajudou Lotte a olhar e aceitar os difíceis acontecimentos que estavam por vir. Depois que o Pe. Kentenich foi levado prisioneiro para o campo de concentração de Dachau, Lotte disse em uma conversa: “Deus deve tirar de nós tudo o que precisa, para salvar ao Pai”. Ainda não suspeitava o quanto Deus levou a sério este oferecimento!

Em outubro de 1942, Lotte visita suas crianças em Saarland. Logo após seu retorno a Schoenstatt, a Gestapo chegou e levou-a até Coblença para um interrogatório e para um registro domiciliar na cadeia do Carmelo. Agora começam os dias difíceis de interrogatório. Após algumas horas, Lotte retorna à sua cela completamente rendida. Ela pega o terço e reza: “Que por nós suou sangue”. Jesus também foi feito prisioneiro, injustamente acusado, cuspido, escarnecido, condenado à morte. Como ela ansiava por tornar-se como Cristo! Agora é oferecida a ele a possibilidade a preço de muito sofrimento. Ela não recusa – ela se esforça diariamente pela entrega perfeita ao Crucificado. Ela está convencida de que a Mãe Dolorosa também a acompanhará no seu caminho de cruz, em sua via sacra, com amor e ajudando-a. Os interrogatórios estão finalmente encerrados. Lotte recebe sua sentença com calma e serenidade, é mantida como prisioneira.

Charllote renova repetidamente sua consagração a Maria e medita sobre a frase: “Mãe, desejo com alegria abraçar o desprezo como uma participação no sofrimento de Cristo”. Seu comportamento logo chamou a atenção das autoridades prisionais que, após algum tempo, a levaram para a cela das mulheres prisioneiras que se destacavam por seu mau comportamento, esperando que Lotte tivesse uma boa influência sobre elas. Isso significava que o amor cristão estava sendo derramado através de seu instrumento sobre os marginalizados.

Após longos meses na prisão de Coblença, Lotte foi transportada para o campo de concentração de Ravensbrück. Ela permaneceu firme em sua oferta heroica, como expressa em sua consagração, mesmo nas circunstâncias mais difíceis.

“Se Deus quiser! Ele conduz tudo corretamente”

Depois de algum tempo Lotte ficou gravemente doente, ela estava sofrendo de câncer em sua última fase. Sentia sua força desvanecer. Um último e duro sacrifício ainda estava diante dela: nenhum sacerdote a acompanharia na sua última hora, não lhe seria dada a Unção dos Enfermos, seu corpo não seria colocado sobre a terra. Por detrás dos pinheiros fumeava o crematório. Também a isso deu seu fiat! O martírio de Lotte foi consumado no dia 8 de novembro de 1944.

O capelão da prisão dá seu testemunho sobre Charlotte: “Senhora Holubars é para mim aquela ‘mulier fortis’, assim como é descrita, nas suas características essenciais, na epístola da missa correspondente às ‘mulheres santas que não foram mártires’. Sua cela, na medida do possível, de acordo com as circunstâncias, chamou a atenção por sua limpeza e formosura… Não notei nela depressão alguma, não ouvi de seus lábios nenhuma queixa sobre sua desgraça e durante os longos meses não houve tempo em que ela tivesse perdido a compostura; eu a vi calma, serena, muitas vezes até com um sorriso. Quando lhe perguntei sobre o futuro, sua resposta imediata, calma e natural foi: ‘Se Deus quiser, Ele conduz tudo corretamente’. Através de muitas conversas que tive com ela pude perceber, sem que ela o mencionasse explicitamente, que toda a sua meditação e seu desejo era dirigido a Schoenstatt e à sua Obra; que todo o seu sacrifício e sua solidão eram levados como um sacrifício que ela oferecia ao Senhor por Schoenstatt, para que fosse mantido, e muito especialmente pelo “motor” espiritual da Obra, o Pe. Kentenich, para que pudesse regressar novamente a Schoenstatt desde o cativeiro. Estou convencido de que juntamente com as orações dos Padres e das Irmãs de Schoenstatt, justamente o sacrifício oferecido pela Senhora Holubars foi a súplica que contribuiu para a proteção visível do Pe. Kentenich, que esteve preso por tanto tempo em Dachau, e que o devolveu são e salvo à comunidade de Schoenstatt”.

Foto: frauen-von-schoenstatt.de

Fonte: schoenstatt.org.br

Uma história singular de coroação e fidelidade

Karen Bueno – Você já foi a Schoenstatt ou viu fotos da Capela do Fundador? Estamos falando do local onde o Pe. José Kentenich está sepultado, na antiga sacristia da Igreja da Adoração. Neste dia 27 de julho trazemos uma curiosidade talvez nova sobre esse lugar especial.

Naturalmente que há ali, posicionada ao lado da cruz, uma imagem da Mãe e Rainha. Este quadro foi coroado, no ano seguinte à morte do fundador, pelos Institutos femininos de Schoenstatt.

A Mãe e Rainha recebeu a coroa como um sinal de unidade e fidelidade à pessoa e ao carisma do Pai e Fundador: “Um grande e importante acontecimento foi a coroação da Mãe de Deus […] pelos dois Institutos femininos – Irmãs de Maria e Senhoras de Schoenstatt – na Capela do Fundador, no dia 27 de julho de 1969. A coroação devia expressar o Cor unum in Patre e aprofundar mais ainda a união no Pai”, registra a crônica das Irmãs de Maria.

As duas comunidades se prepararam desde o dia 8 de julho. Duas Irmãs confeccionaram a coroa e a moldura do quadro da MTA para a Capela.

Unidas ao Pai

Muitas Irmãs de Maria e cerca de 200 Senhoras de Schoenstatt participaram da solenidade de coroação e da Santa Missa, na Igreja da Adoração, presidida pelo Pe. Alexander Menningen. As Senhoras de Schoenstatt estavam em seu período de Capítulo Geral na época.

Na homilia, o Pe. Menningen falou sobre três pensamentos centrais: estar unido ao Fundador a partir desse gesto; Os dois Institutos femininos coroam juntos; A coroação se realiza na Capela do Fundador.

Depois da oração de coroação, as duas superioras gerais dos Institutos, Ir. M. Emanuele Seyfried e a Sra. Gertrud Gramlich, levaram juntas a imagem da MTA – que antes estava ao lado do altar, na Igreja da Adoração – para a Capela do Fundador. As duas superioras, então, coroaram a Mãe de Deus, em nome das suas comunidades.

A União Apostólica

Cinco anos depois, em 28 de julho de 1974 – ano jubilar de 60 anos de fundação de Schoenstatt – os Institutos renovaram a coroação e a União Feminina se uniu a este ato. Na homilia deste dia, o Pe. Menningen disse que, visivelmente, o Pai pretende realizar duas coisas com este acontecimento: uma nova florescência da vivência filial do fundador entre seus filhos e uma crescente solidariedade na coluna feminina.

Em 2020, no jubileu das mulheres…

Passados 51 anos, Schoenstatt vive um ano especial dedicado às mulheres em 2020. Desse gesto de confiança e unidade no Pai, muita vida e muita riqueza se desenvolveram, como se pode ver nas centelhas de luz que continuam brilhando entre os ramos femininos.

No jubileu das mulheres, a Coluna Feminina como um todo pode se tornar a coroa viva do Pai. Ou seja, a santidade das mulheres atuais se torna a coroa – o testemunho – de santidade do Fundador. Cada mulher pode dizer novamente a ele: “Pai, minha vida te coroa!”

“Tão intimamente estou ligado aos meus, que sempre nos sentimos como unidade: eu vivo e me sustento de sua santidade, por eles estou pronto a morrer com alegria. (470)
Se nos assemelharmos a Cristo no ser e na vida, podemos dar-nos mutuamente as mãos; a piedade de cada um reverte em bênçãos para todos, pelo sangue de Jesus. (489)
Esta santificação é parte do apostolado e ajuda a inflamar o zelo pelas almas. É um vínculo forte e indestrutível que nos mantém unidos no mundo inteiro (492)”
(Rumo ao Céu)

 

 

* Com anotações da crônica do Instituto das Irmãs de Maria

Fotos: Ir. M. Nilza P. da Silva

Fonte: schoenstatt.org.br

Uma vida de liberdade e magnanimidade

 

Valda Perez – “As primeiras testemunhas da Ressurreição são as mulheres. E isto é bonito” [1] Em Schoenstatt também temos uma bonita história da presença feminina.

Estamos nos aproximando do jubileu de 100 anos das mulheres no Movimento Apostólico de Schoenstatt. E, se pensamos na Coluna Feminina de Schoenstatt, logo nos vem à mente o nome de Gertraud von Bullion. Ela tornou-se a semente da Coluna Feminina e co-fundadora da Comunidade da União Apostólica Feminina de Schoenstatt, uma Comunidade de leigas consagradas que vivem no meio do mundo e se une as demais Comunidades e Ramos que pertencem ao Movimento Apostólico de Schoenstatt e à Igreja.

Apesar de pertencer a uma família nobre, Gertraud escolheu servir como enfermeira de guerra, atendendo aos soldados feridos
Apesar de pertencer a uma família nobre, Gertraud escolheu servir como enfermeira de guerra, atendendo aos soldados feridos

Esta jovem chamada Gertraud viveu apenas 38 anos. Era uma condessa de personalidade simples, nobre, bondosa, mas de temperamento forte e determinado, sendo que sempre lutou pelo que acreditava ser a vontade de Deus para sua vida e para aqueles que Deus colocou em seu caminho.

Conheceu Schoenstatt e seus objetivos por meio de um jovem soldado durante a guerra. Logo nos primeiros contatos com Schoenstatt, descobriu a sua missão e isso impulsionava o seu coração a algo novo. No início teve que insistir muito e bater várias vezes na porta de Schoenstatt, até que esta se abriu.

Sobre isso, o Pe. José Kentenich, fundador do Movimento, nos conta:

“Agora vejamos somente alguns tópicos da história primitiva do Movimento Feminino. Começa com o teólogo Salzhuber. Quem leu com atenção a biografia da Condessa Gertraud sabe que foi ele quem a conduziu para Schoenstatt. Gertraud gostaria de receber direção espiritual e escreveu-me uma carta muito longa. Encontrava-me ainda na situação para a qual me propusera firmemente: só me ocuparei com a orientação de mulheres quando completar 35 anos [2]. Tive uma iniciativa acertada… Pensei que o Provincial poderia assumir a direção espiritual. Dirigi-me ao Pe. Kolb. Ele consentiu e assumiu a direção espiritual de Gertraud. Este foi o primeiro momento da história do Movimento Feminino…” (palestra em 1940, sobre o início da história das mulheres em Schoenstatt) [3].

Esta atitude de prudência do Pe. Kentenich nos mostra como sempre foi atencioso e respeitoso na condução de sua Obra. Ele sempre deu especial importância ao cultivo da autonomia interior e da consciência de responsabilidade, visando sempre que sua comunidade estivesse unida, não tanto pelo vínculo obrigatório dos votos, mas muito mais pelo espírito de amor.

No décimo aniversário da primeira consagração na União, do dia 8 de dezembro de 1920, o Pe. José Kentenich disse: “Esta quase infinita fecundidade do ramo feminino de Schoenstatt deve-se em primeiro lugar àquelas que, pela sua modesta grandeza feminina, literalmente se consumiram. Estou a pensar sobretudo em Gertraud von Bullion…Cheio de respeito me curvo perante a sua grandeza”.

Gertraud nasceu em 11 de setembro de 1891, em Wuerzburg/ Alemanha, e faleceu em 11 de junho de 1930

Gertraud realmente era uma mulher, como disse o Pe. Kentenich, de muita grandeza. Grandeza no falar, no agir, no vestir, no lidar com as pessoas… Ela tinha uma maternidade que envolvia a todos. Em Gertraud também se destacavam a disposição para a luta corajosa e seu ser feminino delicado e nobre. Sua paixão sempre foi a União Apostólica e considerava como sua tarefa unir, animar, e repartir com todos o seu vibrante zelo apostólico. Suas metas sempre foram elevadas e até hoje ela nos encanta com suas atitudes, como, por exemplo, sua fé, alegria, serviçalidade, seu desprendimento, generosidade, confiança, disponibilidade e também era autêntica, livre e magnânima… quem nos dera sermos assim nos dias atuais!

Ela era uma pessoa que não apresentava medo e não se intimidava com nada, o que ela tinha era respeito por tudo e por todos e ia sempre em busca dos seus ideais. E a submissão era algo que passava longe dela.

Gertraud, com o radicalismo que lhe era peculiar, lutou para que as mulheres participassem de Schoenstatt obtendo primeiro o acesso à Liga e logo em seguida ingressando na União.

Logo no primeiro encontro para mulheres, em agosto de 1921, sabemos que foi visível, neste encontro, sua alegria por ter encontrado finalmente outras mulheres que, com ela, quisessem trilhar o caminho da espiritualidade de Schoenstatt. Com sua liderança nata, neste encontro assumiu a direção, dirigiu as orações e ensaiou os cânticos, sempre com muita liberdade e autonomia.

Como instrumento da Mãe Três Vezes Admirável sempre empregou toda a sua força na renovação religiosa-moral do mundo, tendo em vista a transformação mariana do mundo em Cristo, segundo os objetivos de Schoenstatt, por meio da vivência de seu ideal pessoal: “Senhora, Mãe. Todo o meu amor para o teu Jesus, toda a minha força para as almas como teu instrumento!”

Gertraud, animada pelo amor à Mãe de Deus, deixou-se conduzir pela fé prática na Divina Providência sendo um exemplo atual para santidade na vida diária. Com sua autonomia e pelo seu ardente amor à liberdade e na magnânima entrega filial a Deus Pai, vemos que se enquadra e é um exemplo de mulher para a Igreja hoje.

O jornal “Semanário Dominical Católico da Diocese de Augsburg”, no dia 23 de julho de 1933, editou um artigo sob o título: Os novos santos vivem entre nós. Neste artigo lemos:

“Serviam”, eu quero servir, este foi o lema de uma condessa com fama de santidade, que viveu aqui entre nós, em Augsburg. Sua vida foi singela e silenciosa, porém, fecunda e cheia de méritos.” [4]

 

 

Referências

[1] Papa Francisco, Audiência Geral na Praça de São Pedro, quarta-feira, 3 de abril de 2013

[2] Segundo as regras da comunidade dos Pallottinos, os sacerdotes somente poderiam dedicar-se ao acompanhamento pastoral de mulheres após eles completarem 35 anos de idade. O Pe. Kentenich conhecia e respeitava essa regra, justamente por isso o Movimento de Schoenstatt começou apenas com homens e, somente mais tarde, as mulheres foram ingressando aos poucos. É também por esse motivo que o Pe. Kentenich direciona as mulheres interessadas a ingressar no Movimento, como é o caso de Gertraud, a serem acompanhadas pelo superior dos pallottinos, o Pe. Kolb, no início da Coluna Feminina de Schoenstatt.

[3] Gertraud von Bullion – Publicação União Apostólica Feminina de Schoenstatt – Tradução Pe. Gilberto Cavani

[4] Gertraud von Bullion – De suas cartas e escritos – 1ª Parte

 

Fonte: schoenstatt.org.br

 

A fidelidade e ousadia na vida de Eugenia Mahringer

                       

Sra. Ana Christina Melquiades – Hoje celebramos 32 anos do falecimento de Eugênia Mahringer, faleceu no dia 14 de julho de 1988. Uma grande personalidade da nossa história de Schoenstatt, especialmente na fundação da Juventude Feminina e do Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt. Neste ano que celebramos os 100 anos da entrada das mulheres em Schoenstatt, queremos voltar nosso olhar para sua vida de entrega incondicional a Schoenstatt e ao Fundador.

Em ocasião do seu funeral, no dia 18 de julho de 1988, nos diz o Pe. Walter Jakel sobre Eugênia Mahringer:

“O encontro em sua juventude com o Fundador da Família de Schoenstatt, Pe. José Kentenich, talvez pertença à parte mais importante de sua existência e marcou toda sua vida futura. Ela seguiu o Fundador em íntima união com ele, desde os primórdios da Família de Schoenstatt em desenvolvimento. Deve ter sido significativo que o próprio Fundador a tenha chamado para ser a primeira líder do “Reino da Juventude” (Pe. Walter Jakel, 18 de julho de 1988)

Nessa ocasião o Pe. Kentenich disse-lhe no Santuário Original: “Sei em quem pus minha confiança!” (2 Tim 1,12). Estas palavras tiveram grande eco no seu coração. Eugenia começou a formar grupos de juventude e conquistou outras jovens professoras para que pudessem fazer o mesmo onde trabalhavam, organizava muitas jornadas em Schoenstatt.

Pouco a pouco Eugênia foi entendo a centralidade de Schoenstatt. No dia 1º de abril de 1932, ela faz sua consagração na União Feminina e se consagrou com o ideal “Portadora de Cristo”. Isso marcou profundamente sua vida: um amor apaixonado por Cristo e a Eucaristia intimamente unido a Maria.

Neste tempo o nazismo continuava sua atuação em toda Alemanha, principalmente no ataque à Igreja, aos sacerdotes e religiosas. Os leigos passam a ter um papel fundamental de testemunho de fé no meio do mundo. Esta ideia encheu o coração de muitas jovens e também de Eugênia, “uma ordem no meio do mundo”. Eugenia trabalhou intensamente e no silêncio por esta ideia, chegou a ser uma grande colaboradora na fundação do Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt. Depois da volta de nosso Pai e Fundador de Dachau, se dá a constituição deste Instituto, em 1946. Eugênia esteve durante 30 anos como superiora da Região de Stuttgart das Senhoras de Schoenstatt.

 

Em sua vida vemos resplandecer o ideal:

“Em união com o Fundador, entrega indivisa a Cristo”. Assim ela acompanhou o Fundador em seu caminho e descobriu a razão última do exílio do Pe. Kentenich. Ao estudar seus escritos, Eugenia descobriu a missão do 31 de Maio. Sabemos o que isto significava. Para uma lutadora, como era ela, isso significava lutar por sua liberdade” (Pe. Walter Jakel, 18 de julho de 1988)

Como região, as Senhoras de Schoenstatt entregaram como oferta o Santuário que queriam construir em Stuttgart, pediram à Mãe que colocasse todos os obstáculos para a liberação de nosso Pai e Fundador do exílio, sobre seus ombros e sobre o Santuário que queriam construir.

Como região de Stuttgart assim rezavam e pediam: “Mãe coloca todas as dificuldades que obstaculizam o retorno do nosso Pai sobre este Santuário, aparta todos os impedimentos que se opõem ao seu regresso e coloca-os sobre nossos ombros e sobre nosso propósito de construir”.

Nossa Mãe levou a sério esta entrega: o Santuário de Stuttgart demorou 14 anos para ser construído. Este ato chamou-se Paralelo Unidade Bellavista-Stuttgart.

Quando retorna do exílio, o Fundador disse à Eugenia: “Seu Santuário fez história antes de ser construído. Deve ser o Santuário do Retorno e da Vitória, da Vitória da Mãe sobre todos os poderes anti-divinos”.

No ano de 1965, de Roma, o Fundador enviou a Cruz da Unidade original a este Santuário como um presente de gratidão por esta entrega e fidelidade. O Pai havia retornado, a vitória havia chegado, mas o Santuário ainda não existia. Na verdade, todas as dificuldades, mesmo em sua forma exterior, foram colocadas neste Santuário como uma contribuição para a libertação do Pai e Fundador. O Santuário de Stuttgart foi abençoado no dia 14 de setembro de 1969, demorou 14 anos para ser construído, viveu as 14 estações da Via Sacra unido aos 14 anos do exílio do Pai.

“Se eu pudesse sintetizar em uma frase como vejo a pessoa de Eugenia Mahringer, como queremos manter sua memória, como temos nela um exemplo, também um exemplo no lutar e se esforçar, um exemplo em dominar as paixões que perturbam o coração que deveria ser purificados para estar perto de Deus, se eu pudesse dizer tudo em uma frase, então me vem à mente: Eugenia Mahringer lutou toda sua vida por Schoenstatt, por nosso Pai, pela Igreja. “Ao vencedor darei coroa da vida”. Confiamos que isto será cumprido, que ela receberá a coroa da vida, da esperança e da confiança no Eterno. Que seu ideal do Curso “Spes” (Esperança) se realize, que ela possa contemplar a glória do céu, que ela também receba uma coroa da Mãe de Deus; de nosso Pai. É isto que queremos implorar e dar com o mesmo fervor nossa vida pela missão. Amém. (Pe. Walter Jakel, 18 de julho de 1988)

Fonte: schoenstatt.org.br