“100 Mulheres nos 100 Anos”

Ir. M. Nilza P. da Silva – Certa vez, numa conversa com alguns membros das Comunidades Femininas da Obra de Schoenstatt, sobre as dificuldades enfrentadas no decorrer dos anos, alguém perguntou ao Pe. José Kentenich, se ele fundaria novamente uma comunidade feminina e sua resposta foi que, se durante toda a sua vida, ele conseguisse ajudar a educar apenas uma pequena imagem de Maria, já valeria a pena ter fundado todo o Ramo Feminino, na diversidade de comunidades que compõem a Família Internacional de Schoenstatt.

Hoje, encerra-se o ano centenário da presença feminina em Schoenstatt

Mas, como perpetuar todas as graças recebidas nele? Como agradecer o suficiente por todas as bênçãos dos 100 anos de nossa história? Como cantar devidamente a bondade de Deus para conosco? Como ajudar para que cada vez mais mulheres encontrem a grande dádiva que Deus oferece ao mundo por meio de Schoenstatt? Como ajudar cada vez mais mulheres encontrarem o sentido de suas vidas?

Vamos apresentar cem histórias de vida em um site!

Nesse dia centenário, as redes digitais se tornam melhores, pois em um espaço seu Deus glorificado por sua atuação amorosa em cem vidas. Entre e percorra os caminhos de Deus, para educar cem imagens de Maria: www.frauenprofile-schoenstatt.com

O site mostra que nos últimos cem anos, de um pequeno começo se tornou um movimento mundial. Mulheres com muitos estilos de vida, de muitas culturas, mulheres de todas as idades se empenham aqui como uma força poderosa na luta por um mundo melhor. O que nos une é a Aliança de Amor com Maria, a mulher forte que escreveu a história mundial ao dizer sim aos planos de Deus. O que nos inspira são os impulsos do Pe. Kentenich, que colocou novos acentos no movimento feminino.

A partir dos Santuários de Schoenstatt, Maria forma mulheres que dão um rosto ao futuro.

Deixe-se inspirar por 100 mulheres e pela impressionante variedade de facetas de se viver a própria vocação como mulher em Schoenstatt:

Nesse dia 8 de dezembro, às 16h30 (12h30 no Brasil) será celebrada uma missa, de ação de graças, na Igreja da Adoração, no Monte Schoenstatt/Alemanha. Agradeceremos ao Deus Trino, à Mãe e Rainha de Schoenstatt e ao nosso Fundador, Pe. José Kentenich, pelos frutuosos 100 anos do Ramo feminino, entregando 100 rosas.

Una-se a nós! Acompanhe a celebração pelo canal do Schoenstatt TV.

Fonte: schoenstatt.org.br

As mulheres em Schoenstatt: Ir. M. Custódia Lovércio

 

Luciene Maria Rozin Cremasco Marques de Lima – A presença da mulher na Obra internacional de Schoenstatt tem um profundo paralelo com a presença de Maria na Obra da Redenção, como fiel colaboradora de Cristo. Desde 1920, Schoenstatt conta com milhares de mulheres que doaram suas vidas como consagradas, leigas, mães e esposas à serviço da Obra. São inúmeros testemunhos de mulheres que, seguindo o ideal de Maria, a mulher por excelência, se consumiram como luz nas diversas comunidades da Obra.

Refletindo sobre a Coluna Feminina de Schoenstatt, sobre seu centenário, sobre a geração fundadora, chegamos à Ir. Maria Custódia Loercio. Uma mulher brasileira, não muito conhecida talvez, mas que, como pequena semente, cresceu junto ao canteiro de nossa Mãe Celestial no Santuário de Schoenstatt. Vamos conhecer mais sobre esta mulher forte e destemida que, identificando-se com os ideais de Schoenstatt, consagrou sua vida na comunidade das Irmãs de Maria e tornou-se uma fiel seguidora de Cristo a serviço da missão.

Quem é ela?

Philomena Lovércio (nome de batismo), nasceu em 14 de novembro de 1925, em Potirendaba/SP, e faleceu no dia 10 de outubro de 1982, em Santa Maria/RS.

Foi a primeira vocação brasileira para o Instituto das Irmãs de Maria. Aos nove anos ela já expressava, à sua família, a vontade de consagrar-se. Nasceu em Potirendaba, porém, quando era muito jovem, sua família estabeleceu-se em Londrina/PR, bem próximo ao Colégio Mãe de Deus, onde estudou e conheceu Schoenstatt. No dia 1 de dezembro de 1943 aconteceu sua vestição e recebeu o nome que escolhera para a vida consagrada: Maria Custódia.

A jovem irmã conheceu o Pe. José Kentenich, vivenciou nele um Pai e com muito entusiasmo levou seu carisma a muitas comunidades de Schoenstatt. Dedicou-se bastante à educação de grupos schoenstattianos, foi mestra de cursos do Instituto das Irmãs de Maria e assessora do 1º Curso da União Feminina do Brasil.

Missionária em Portugal

Em 1975 foi enviada como missionária a Portugal. Seguindo o pedido do Pe. Kentenich, ela se predispôs a enfrentar as dificuldades de um novo início em outras margens. Aceitou essa designação com espírito de sacrifício e profunda consciência de missão, pois amava e trabalhava muito para seu país.

Quando foi construído o Santuário de Aveiro, em Portugal, as pessoas presentes começaram a escolher o que queriam ser ou representar naquele Santuário: uns queriam ser a porta, outros a janela… Ela escolheu ser o altar do sacrifício. Como que numa entrega total, aceita pelo Bom Deus, pouco tempo depois começou a sua enfermidade, cirurgia e cuidados.

Quem foi ela para mim?

Em 1980 Ir. M. Custódia retornou ao Brasil, particularmente a Santa Maria/RS. Neste mesmo ano, foi visitar sua família em Londrina, participou de um almoço festivo, repleto de muita alegria pela sua presença.

Foi quando a conheci melhor, ela me levou pelas instalações do Colégio Mãe de Deus e me apresentou às Irmãs responsáveis pelo Movimento de Schoenstatt em Londrina: Ir. M. Ane Gonçalves e Ir. M. Isabel Machado. No ano seguinte ingressei na Jufem (Juventude Feminina) e Schoenstatt nunca mais saiu de mim e nem eu de Schoenstatt. Hoje estou na Liga de Mães de Curitiba/PR.

Ir. M. Custódia era minha tia avó, irmã da minha avó materna. Em 1982, meses antes de falecer, ela nos escreveu uma carta, na verdade ela ditou essas palavras, pois estava muito debilitada: “Por meio desta carta venho fazer-lhe uma vista especial, para comunicar-lhes que Deus também me visitou especialmente, com uma doença (…) Mas eu aceito isto como vontade de Deus e estou aproveitando esta nova fase de minha vida para me preparar bem para o céu”.

Era realmente um sim para Deus, pois se tratava de uma filha de Schoenstatt muito atuante e cheia de projetos. Mais da sua carta: “Ele está sempre conosco, seja na hora de alegria ou de dor, e queremos ver também este acontecimento como algo que vem do seu amor e espera de nós uma RESPOSTA de amor, um Sim-Pai filial e amoroso”.

Hoje esta é a família da Ir. M. Custódia: irmão, sobrinhos, sobrinhas, sobrinhos netos, sobrinhos bisnetos, sobrinhos tataranetos:

 

 

Esta foi uma de nossas reuniões bianuais, quando sempre há uma foto ou uma lembrança desta nossa tia – importante referência para os Loercio e para as mulheres de Schoenstatt.

 

O que seu exemplo traz para nós, mulheres de Schoenstatt?

Quanta sabedoria e quanta entrega vemos em sua vida. Ela nos deixa um legado de mulher schoenstattiana que realizou a vontade de Deus. Quando tinha saúde trabalhou convictamente pela Obra e quando adoeceu seguiu trabalhando e apresentando novos caminhos.

Como mulheres de Schoenstatt, neste ano jubilar podemos aprender muito com Ir. M. Custódia. Ela tornou-se um Santuário vivo, a ponto de fazer a oferta de sua vida à serviço da missão. Na vivência com os familiares tinha um olhar muito pessoal e bondoso para cada um. Ir. M. Custódia também representa a coragem de avançar para novas margens, deixar o comodismo e ir além de si mesma. Como ela, cada mulher é convidada a ser o altar sacrifical que faz Cristo presente no mundo, seja na família, no trabalho, na educação dos filhos ou na vida consagrada.

 

Texto de Luciene Maria Rozin Cremasco Marques de Lima, da Liga de Mães de Schoenstatt, Curitiba/PR
Contribuições da Ir. M. Jacinta Donati, Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt, Londrina/PR

As mulheres em Schoenstatt: Helena Kühr

 

Ir. M. Nelly Mendes – No ano centenário das mulheres em Schoenstatt, conheça mais sobre aquela que foi co-fundadora da Obra de Famílias

Sophie Helene Keespe nasceu em 7 de fevereiro de 1891, em Attendorn, Alema-nha. Seus pais eram Anna Keespe e Joseph Keespe. Há relatos de que o pai era um comerciante em At-tendorn, mas também agente imobiliário ou um fazendeiro. Helena era professora graduada e também poetisa – há um livro com seus poemas, guardado até hoje. Casou-se em 1922 com Fritz Kühr e eles não puderam ter filhos.

Em janeiro de 1938, Helena veio ao Brasil conhecer as terras que compraram em Rolândia/PR. Durante sua estada no país, soube que os nazistas invadiram a Áustria, que seu marido fora preso por eles e que, por isso, ela não deveria voltar mais para lá.

Helena Kühr fica sem rumo, completamente abalada. Em Londrina/PR, numa estação de trem, encontra uma Irmã de Maria que a conhecia quando estagiaram juntas numa escola na Alemanha. Descobriu du-rante a guerra que seu marido estava vivo e que fora levado ao campo de concentração de Dachau.

Helena Kühr vai para Rolândia e inicia a construção da primeira casa de madeira, que mais tarde torna-se uma fazenda. Ela, que era professora, teve muita dificuldade para trabalhar no campo, sozinha e distante de sua terra natal, mas fez um trabalho admirável nessas terras. Viveu grande solidão e desejo de reen-contrar seu querido esposo Kühr – ele, enquanto isso, estava preso com o Pe. José Kentenich em Dachau e ambos se tornavam grandes amigos.

Em 1947, o Pe. José Kentenich chega ao Brasil pela primeira vez e visita a Sra. Helena – o Dr. Kühr ainda não conseguira vir ao país.

Após a chegada do Dr. Kühr ao Brasil, o casal viveu juntos somente por mais três anos, pois ele sofria com câncer e faleceu em 1950. Ambos se tornaram, unidos ao Pe. Kentenich, os co-fundadores do Instituto de Famílias de Schoenstatt e os pioneiros na Obra de Famílias.

A Sra. Helena mudou-se para São Paulo/SP e lá faleceu no dia 13 de dezembro de 1973. Helene e Friedrich foram sepultados em locais distantes, mas os restos mortais de ambos foram transladados ao Santuário de Schoenstatt de Londrina e estão presentes no Monumento aos Heróis. A intenção é que ambos per-maneçam juntos, mesmo após a morte, inspirando novas famílias a partir de seu exemplo.

Amor conjugal

Fritz e Helena Kühr deram um exemplo de casal, em que o amor mútuo foi uma profunda realidade du-rante toda a vida. Especialmente nos anos da separação, o seu estar espiritualmente um no outro e um com o outro foi uma fonte de graça para poderem sobreviver (Fritz no Campo de Concentração de Da-chau e Helena no Brasil – 10 anos longe um do outro). O amor mútuo foi provado definitivamente quan-do, em 1950, se teve a certeza da doença terminal de Friedrich Kühr.

Como uma grande inspiração para as mulheres, vemos em Helena a tradução da palavra resiliência. Ela soube adaptar-se de maneira extraordinária às diversas realidades que viveu. Seja acompanhando seu marido em eventos importantes na Áustria (ele foi secretário geral no Ministério do Trabalho), seja cui-dando da terra e conduzindo uma fazenda no Brasil, mostrou-se uma mulher forte e determinada. Vale ressaltar que a cidade de Rolândia, quando ela chegou, era ainda um local de mata nativa e uma pequena vila, sem muitos recursos.

A Sra. Mathilde Schlommer, de Rolândia/PR, foi aluna da Sra. Helena quando era pequena e conviveu com ela por cerca de dez anos. Assim nos conta: “Ela era uma pessoa extremamente humana, era muito dócil, uma senhora carinhosa, que nos recebia com guloseimas. Era uma pessoa alegre, sempre de bom humor, ela jamais demonstrou momentos de tristeza, de depressão, de impotência, de fracasso. Ela foi em frente até onde Deus permitiu forças. Tornou-se também uma grande amiga, uma grande companheira, que sempre nos auxiliou em todos os momentos. Nós temos lembranças gratificantes dessa grande mulher, porque ela certamente tinha uma missão a cumprir, que era a continuação [da missão] do Dr. Fritz, de unir as famílias, de passar aquele amor, as boas-vindas para todos aqueles que iam à fazenda”.

Fonte: schoenstatt.org.br

O que aspiram as esposas schoenstattianas?

“… eu, como esposa, o que aprecio no meu marido? De novo trata-se de Cristo! Vendo-nos todos como imagens de Cristo, não deve surgir uma profunda e respeitosa, uma maravilhosa e amorosa doação mútua?” (Pe. José Kentenich) [1]

Maria Roseli Frige Ruelli/ Gláucia Maria Berti Girotto – Pe. José Kentenich, fundador de Schoenstatt, percebia em cada mulher a imagem de Maria, portadora de riquezas espirituais e dotes peculiares, sem os quais nenhuma família poderia ser completa e feliz. Para as esposas schoenstattianas, essa é também sua “receita”: olhar para Maria.

De 4 a 8 de setembro de 1950 aconteceu um curso de retiro direcionado a dirigentes da Liga das Mães de Schoenstatt [2]. Dentre várias reflexões, o Pe. Kentenich falou sobre o papel da mulher enquanto esposa.

Como é a esposa schoenstattiana?

Pe. Kentenich salientava que a esposa deveria ser a sacerdotisa do lar, o coração da família e a garantia do espírito religioso no ambiente familiar [3]. Também advertia que, antes de ser exigente com o esposo, para ter uma vida familiar ideal, a esposa deveria ser exigente consigo mesma [4].

Para este objetivo ser alcançado, Pe. Kentenich sugeria o cultivo da vida interior, no espírito da filialidade. A filialidade – ser filha diante de Deus – precisa, segundo ele, ser resgatada em todas as esposas. “Devemos aceitar a vida diária com todas as suas aflições assim como Deus no-las preparou…Sem a oração, com o tempo isto é impossível”, disse ele [5].

Toda mulher deve ser despertada para viver a filialidade diante de Deus, base de todo o desenvolvimento da personalidade. A Filialidade é o fundamento para a relação da pessoa com ela mesma, com Deus e com os outros. A filialidade cultivada e educada, como fruto da graça batismal, gera uma espontaneidade nobre e singela que, num primeiro momento, pode ser vista como “infantilismo”, mas que, em Aliança com Maria, na escola do Santuário, se transforma em maternidade madura, desprendida de si, que se doa em amor e generosidade aos demais, seja na família, no grupo a que pertence ou na comunidade eclesial.

Nas palavras do Fundador, dirigidas às mães: “Para mim o essencial é a serviçalidade vigorosa, o desinteresse, a maternidade… Existimos para doarmo-nos sempre de maneira nobre, para presentear tudo o que possuímos: nossa inteligência, vontade, nosso coração e nossas mãos…” [6]

Também nas conversas com casais do Movimento, Pe. Kentenich refletia sobre o papel do homem e da mulher no matrimônio. Ele mostrou-se exigente com os maridos e dedicou horas de reflexão sobre o papel deles (tudo isso você encontra na coleção “Às Segundas-feiras ao Anoitecer”). Com as mulheres ele também é exigente e diz certa vez: “A esposa, por sua vez, procure sempre agradar ao marido. Importa, também agora, recordar os tempos do primeiro amor. Como a jovem comportou-se diante do rapaz! Bem… tenho de saber, como mulher, como agradar ao marido, com que vestido, com que modo de me comportar […] Precisamos aprender a procurar fazer feliz o outro em primeiro lugar. Na prática quer dizer: mais fortemente passar do eu para o tu. […] Ter o cuidado que o amor sempre possa crescer, crescer como foi no tempo do noivado”. [7]

Em Schoenstatt, ser esposa é dom e missão!

(Foto: cathopic.com)

É dom de Deus, que colocou na mulher as suas perfeições femininas e a fez filha, esposa e mãe; Ela é igual ao homem em dignidade, porém, diferente em seu modo de ser e pensar, de forma que um complementa e enriquece o outro.

Em Schoenstatt, cada esposa descobre a sua missão pessoal, seu ideal de vida, aquilo que Deus sonhou para ela desde a eternidade. Ser uma esposa schoenstattiana significa possuir consciência de missão, ter um perfil mariano que conduz à plenitude de vida interior e a ser portadora de Cristo e Maria aos demais.

Por isso, “tudo o que é pequeno combina conosco” [8]: ou seja, as pequenas atitudes e os pequenos gestos feitos com amor são a maior motivação em tudo o que fazemos. São eles que levam às atitudes e aos atos grandiosos.

O perfume de Nazaré

Na Carta do Papa João Paulo II às mulheres, no ano de 1995, ele escreve: “A Igreja vê, em Maria, a máxima expressão do “gênio feminino” e encontra nela uma fonte incessante de inspiração. Maria definiu-se a “Serva do Senhor (cf. Lc 1,38). É por obediência à Palavra de Deus que Ela acolheu a sua vocação privilegiada, mas nada fácil, de esposa e mãe da família de Nazaré. Pondo-se a serviço de Deus, Ela colocou-Se também a serviço dos homens” [9]. Dessa forma, a esposa deve assumir-se Serva como Maria. A serva que se realiza na entrega pelo outro, sabendo que através de seu sacrifício e renúncia ela irá aproximar sua família de Nossa Mãe e de Jesus.

Jesus disse: “Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos” (Mt 20,28). É missão da esposa: buscar encarnar estas palavras do Mestre e pela doação de seus dons, ela deve ser a ponte que conduz sua família a Jesus. Com isso, todas as suas atitudes devem estar revestidas deste objetivo.

Os gestos, as atitudes e as palavras da esposa, ou seja, todas as tarefas que ela desempenha, dentro e fora do lar, devem ter esta intenção. Pelo seu “Ser” e “Atuar” a esposa pode ser um bom instrumento para a transformação de toda a sua família.

Pedimos a Nossa Mãe Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt que acompanhe as esposas nesta bela missão e as transforme em “Pequenas Marias”. Assim, seus lares poderão respirar a verdadeira alegria, aquela alegria de Deus que habitava em Nazaré.

 

*Contribuição da União Apostólica de Mães de Schoenstatt

Foto em destaque: Gloria Diez Duralde e Lucas Sagué Leblic

 

Referências:

[1] KENTENICH, Pe. José. Às Segundas-feiras ao Anoitecer, vol. 20 – tomo II. 20 de março de 1961

[2] Nessa ocasião, ao final desse retiro, foi fundada a comunidade da União de Mães

[3] KENTENICH, Pe. José. O Fundador nos Fala, página 21

[4] KENTENICH, Pe. José. O Fundador nos Fala, página 43

[5] KENTENICH, Pe. José. O Fundador nos Fala,página 68

[6] KENTENICH, Pe. José. O Fundador nos Fala, página 65

[7] KENTENICH, Pe. José. Às Segundas-feiras ao Anoitecer, vol. 20 – tomo I. 13 de fevereiro de 1961

[8] KENTENICH, Pe. José. O Fundador nos Fala, página 64

[9] JOÃO PAULO II. Carta às Mulheres. 29 de junho de 1995

 

Fonte: schoenstatt.org.br

Coluna Feminina: Mulheres educadas à sombra do Santuário

Sra. Raquel Esther Padilla – A antropologia bíblica da criação humana afirma que há a igualdade fundamental do homem e da mulher, pois ambos foram criados à imagem e semelhança de Deus, por isso, igual dignidade. Cada um é reflexo de uma parte de Deus e precisa complementar-se com o outro. Tais diferenças correspondem ao plano criador de Deus e não constituem meros resultados da evolução cultural.

Ser homem e ser mulher são duas maneiras de ser que impregnam até o mais profundo da forma de pensar, sentir, agir. Isso é a vontade de Deus: “Criados à imagem do Deus único, dotados duma idêntica alma racional, todos os homens têm a mesma natureza e a mesma origem. Resgatados pelo sacrifício de Cristo, todos são chamados a participar da mesma bem-aventurança divina. Todos gozam, portanto, de igual dignidade” (1934). “Cada um dos dois sexos é, com igual dignidade, embora de modo diferente, imagem do poder e da ternura de Deus” (2335) [1].

Onde está a diferença?

O modo do ser do homem e da mulher se diferenciam por maior ou menor acentuação dos valores que possuem e que vivem com intensidades diferentes. A complementação de um com o outro é importante não só para o desenvolvimento do ser humano, senão também para a sociedade e a cultura.

Vivemos num mundo unilateralmente masculinizado, onde o valor supremo é a eficácia e o trabalho. Isso pode tornar o mundo mais frio, impessoal, utilitarista. Urge a presença da mulher para que contribua com os valores do coração, fazendo o mundo mais humano. Para isso precisamos de mulheres verdadeiramente femininas, como Maria, a mulher plena.

Quais são alguns dos traços femininos que a mulher necessita cultivar em forma harmônica, deixando-se complementar e equilibrar com os valores masculinos?

  • A mulher se aproxima da realidade com o coração, atento a um pensar sensibilizado, conhecedor dos gestos fundamentais, descobre o que não aparece, aquilo que é mínimo, a sustância íntima das coisas,
  • Seu espírito está cheio de generosidade, compreensão e serviço desinteressado,
  • Profunda capacidade de comunicar-se, de expressar seus sentimentos,
  • É criadora de vínculos e possui grande capacidade de contato pessoal.
  • Para a mulher os detalhes são importantes
  • A mulher capta a realidade mais por intuição, tem uma visão de conjunto mais prática e orientada para a vida. Integra e relaciona as verdades parciais.
  • Ela pensa e raciocina com o coração.
  • A mulher prefere estabilidade e segurança,
  • A imaginação da mulher é muito viva, sabe de muitas formas dizer a mesma coisa, sua imaginação está ligada à fantasia, às ideias, às suposições e emoções.
  • A mulher possui uma grande sensibilidade às situações e pessoas

Para que esta imagem da mulher possa estar presente no mundo, em nossa cultura, a mulher deve educar-se para formar nela seu caráter próprio de seu ser e da sua missão: virgem, mãe e esposa. O ideal de mulher é um ideal mariano. Maria foi educada e se educou para realizar o ideal, a missão que Deus lhe deu.

Se a mulher está em contato com Maria, não só pode contemplar e conhecer o que deve ser, senão que Maria a molda na imagem querida por Deus.

A mulher está chamada a salvar, em nossa cultura, os nossos valores femininos.

Pela sua tendência à vida e às pessoas, deve desenvolver ao máximo sua capacidade de criar vínculos pessoais, integrar, unir e harmonizar, personalizando todas as suas manifestações e atividades. Está chamada a resgatar o humano lutando pela falta de comunicação, da solidão e do impessoal.

Uma exigência de sua autoeducação é no campo afetivo, para superar o perigo da sensibilidade desordenada, do capricho, das intrigas, do subjetivismo, do egocentrismo e superficialidade. Educar-se para chegar a um equilíbrio e maturidade, a um equilíbrio de sua personalidade.

Também precisa autoeducar-se sobre sua imaginação, que muitas vezes não a deixa ver a realidade com objetividade, que ofusca a verdade, para, assim, ela poder colocar em ordem seus pensamentos e sentimentos.

Outro aspecto para se educar é saber o momento oportuno de falar ou guardar silêncio. Muitas vezes deverá guardar as coisas no silêncio de seu coração para poder primeiro elaborar interiormente os acontecimentos.

Servir desinteressadamente, silenciosamente, sem fazer notar o favor que faz, sem esperar ser reconhecida é outro ponto.

A vocação de protagonista da mulher está avaliada pela presença das mulheres que, com suas opções livres, decidiram o curso de toda humanidade: Eva e Maria.

Ser Maria é o grande ideal da mulher, fazendo-se cada dia mais concreta a afirmação de São Bernardo de Claraval: “O homem não será redimido sem a mulher”. Esta afirmação tem validade permanente, ainda mais nos dias de hoje.

A mulher em cujo rosto brilha os traços de Maria é uma benção para o mundo.

 

* Contribuição do Instituto Secular Nossa Senhora de Schoenstatt

 

[1] Catecismo da Igreja Católica

Foto: Nazaolmedo, via cathopic.com

Fonte: schoenstatt.org.br

 

Um dia de gratidão da Lafs em Santa Cruz do Sul

Ir M Angela Zam – O dia 20 de agosto de 2020 foi especial para a Liga Apostólica Feminina de Schoenstatt (Lafs) da Diocese de Santa Cruz do Sul. Integrantes do Ramos se uniram a toda a Família de Schoenstatt, para elevar um hino de louvor e gratidão pelo ingresso das mulheres, há cem anos (1920), no então jovem Movimento de Schoenstatt. Representadas por Gertraud Von Bullion naquele início, durante um século as mulheres escreveram uma história pautada pelas bênçãos da Mãe e Rainha, cuja imagem querem resplandecer, expresso no lema deste centenário: Contigo (Mãe) a vida é mais Maria!

Neste tempo de pandemia foi preciso se adequar a novas formas de celebração, por isso as Liguistas dos Regionais Sul e Nordeste se preparam com uma novena online, onde cada local pode preparar um dia, momento este muito enriquecedor, pois além de rezar juntas, puderam se conhecer e peregrinar aos vários Santuários do Regional Sul e Nordeste.

O dia jubilar em Santa Cruz do Sul foi celebrado com uma Santa Missa na Catedral São João Batista, que também foi transmitida pelas redes sociais. O pároco, Pe. Roni Fengler, acolheu a todos e motivou a elevar a gratidão a Deus por essa história tão abençoada. No final da Santa Missa a Mãe recebeu uma coroa de flores, expressão de gratidão e confiança vitoriosa da Lafs em seu poder intercessor.

“Mãe, torna-nos semelhantes à tua imagem, como tu passemos pela vida fortes e dignos, simples e bondosos, espalhando amor, paz e alegria. Em nós percorre o nosso tempo, prepara-o para Cristo” (Padre José Kentenich – RC 609).

Mais fotos (Ir M Angela Zam)

As mulheres em Schoenstatt: Tudo começou assim…

 

Ir. M. Nilza Pereira da Silva – Você consegue imaginar a Obra de Schoenstatt sem a presença das mulheres? Tente imaginar como seria: sem as famílias, sem as mães, sem a Jufem e a Lafs, sem as Irmãs de Maria, as Senhoras de Schoenstatt e as unionistas. Pois é, até 1920 era assim: Schoenstatt era um Movimento só masculino. Também não existiam os Ramos da Liga Apostólica, apenas a União Masculina.

Para entender bem essa história é preciso localizar-se na época! A fundação do Movimento Apostólico de Schoenstatt foi em 18 de outubro de 1914, dentro do seminário e no meio da I Guerra Mundial. Apenas dois meses depois, alguns congregados já foram convocados como soldados, seguidos por vários outros. Foram 4 anos de guerra, sim QUATRO (1914-1918), e a Obra estava apenas nascendo! Se só de pensar nisso já é assustador, imagine viver essa realidade?!

Mas, nada de melancolia! O que havia mesmo entre os nossos primeiros schoenstattianos era muito entusiasmo! “A congregação tinha a sua própria vida e os rapazes estavam ansiosos por avançar” [1], escreve o Pe. Niehaus. Lembremo-nos de que, durante a Guerra, havia um intenso serviço de Marketing e os alemães eram entusiasmados para pegar nas armas e defender a pátria. Os congregados iam para os campos de batalha também incendiados de amor à Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt e conquistavam muitos para ajudá-los na renovação do mundo por meio das contribuições ao Capital de Graças.

 

Cantando num coral

Gertraud von Bullion

Quem pensa que na guerra só havia trincheiras e bombas está muito enganado! Os soldados tinham muitas outras atividades. Por exemplo, havia a capelania católica, com padres em vários fronts, responsáveis pelas missas e sacramentos aos soldados e vítimas das batalhas. Tinha até um coral. Sabem quem era a regente do coral? A jovem enfermeira voluntária Gertraud von Bullion. O congregado schoenstattiano Franz Xaver Salzhuber cantava no coral dela e… Bingo! Isso mesmo! Em 1917, ele se tornou amigo da enfermeira e a conquistou para os ideais de Schoenstatt.

O que? Em 1917? Mas em 2020 vamos celebrar o centenário da presença das mulheres em Schoenstatt! Como se explica isso?

Precisamos desvendar um pouco mais sobre a história. Assim como a jovem Gertraud, 26 anos, também outras mulheres foram conquistadas para os ideais de Schoenstatt. Elas faziam parte da Organização Externa – um grupo de peregrinos bem fiéis, mas que não pertenciam a algum ramo do Movimento. Quando a Guerra terminou, Gertraud foi até Schoenstatt e pediu para fazer oficialmente parte do Movimento. Mas… teve que esperar até 1920.

A história está interessante até aqui, mas, antes de continuar, vamos falar um pouco sobre a mulher na história do mundo, nesse mesmo período.

 

A força feminina na reconstrução!

Quando terminou a I Guerra Mundial, a Alemanha foi derrotada, a sociedade tornara-se apática, desiludida, sem esperança, sem perspectiva. Era muita pobreza, muita família desintegrada, sem escolas, universidades, sem bibliotecas e igrejas: tudo tinha que ser reconstruído. E sabe por quem? Em grande parte, pelas mulheres, porque o número de homens mortos na guerra era muito grande e outro imenso número de homens tornara-se enfermos ou inválidos. Se essa situação, de um lado, desanimava, de outro, despertava para o heroísmo – e disso Schoenstatt entendia bem!

Nas nações europeias, enquanto as mulheres se empenham pela reconstrução de seus países, elas conquistam também muito de seus direitos na sociedade, como, por exemplo, o direito ao voto nas eleições políticas, e surge a cultura de uma nova beleza feminina, como existe até hoje, na escolha das vestes, na maquiagem etc.

A Igreja acompanha tudo isso, pois, como escreve o Papa Francisco: “Uma Igreja viva pode reagir prestando atenção às legítimas reivindicações das mulheres, que pedem maior justiça e igualdade; pode repassar a história e reconhecer uma longa trama de autoritarismo por parte dos homens, de sujeição, de várias formas de escravidão, abusos e violência machista. Com este olhar, poderá fazer suas aquelas reclamações de direitos e dará, convictamente, a sua contribuição para uma maior reciprocidade entre homens e mulheres, embora não concorde com tudo o que propõem alguns grupos feministas” [2]

A Mãe de Deus ajuda na reconstrução!

Conhecedora de tudo o que viria, já em 1917 Maria aparece em Fátima, e quer ajudar seus filhos na reconstrução do mundo. Ela indica que o caminho para isso é a oração do terço, em família, a oração e o sacrifício oferecidos a Deus. Quem ela escolhe para levar sua mensagem ao mundo? Uma mulher adolescente. Isso mesmo, estamos falando da pequena Lúcia – pois seus primos Francisco e Jacinta faleceram logo (na foto, Lúcia está de pé, com sua prima Santa Jacinta Marto). Em 1920, com apenas 13 anos, ela luta para que as mensagens de Fátima alcancem o mundo todo.

⇒ Preste atenção: Não estamos diminuindo o valor e a atuação masculina. Cada um tem seu papel na história. Mas, estamos vendo a participação da mulher e o contexto em que surgem os ramos femininos na Obra de Schoenstatt.

Para ajudar a construir uma nova sociedade, Maria quer mais, ela quer educar mulheres que sejam suas imagens vivas, por isso, voltemos para a história de Schoenstatt. Abrem-se as cortinas e continua o próximo episódio.

 

As mulheres entram para o Movimento Apostólico de Schoenstatt

Sabe por que Gertraud e outras mulheres tiveram que esperar de 1918 até 1920? O motivo é o seguinte: pelas regras dos palotinos, naquele período, assim como em toda a Igreja, um padre só podia dedicar-se à pastoral feminina a partir dos seus 35 anos de idade. Então, o Pai e Fundador, que ainda não tinha essa idade, obediente como sempre foi, encaminhava as moças que queriam participar do Movimento de Schoenstatt para a orientação de seu superior, o Pe. Michael Kolb. Enquanto isso, ele preparava a Obra para a inclusão das mulheres.

Palavras do Pai: “Em 1917, uma senhora já havia se interessado, a condessa Gertraud de Bullion. Ela era conhecida do Frater Salzhuber e me pediu para aceitar a sua orientação pessoal. Eu, porém, tinha o firme propósito de não me dedicar à orientação pastoral de mulheres, antes de completar 35 anos de idade. Por isso, eu a encaminhei para outra pessoa…Eu sempre procurava tatear os planos de Deus” [3]

 

                                             Primeiro grupo da Juventude Feminina de Schoenstatt

Lembra-se que em 1919 aconteceu a fundação da União Apostólica, com o Congresso de Hoerde? Pois é, menos de três meses depois, em 6 de novembro de 1919, o Pe. Kentenich escreve ao dirigente da União (lembrando que eram apenas homens) que ele queria algo mais amplo do que a União [4]. A mulheres captam e realizam esse desejo de nosso Pai, formando o primeiro grupo da Liga Apostólica de Schoenstatt.

Dois meses antes de completar seus 35 anos, em 20 agosto de 1920, ele acolhe as primeiras mulheres no Movimento, formando, assim, a Liga Apostólica Feminina de Schoenstatt. Elas não ficam atrás dos ramos masculinos na aspiração e, em 8 de dezembro do mesmo ano, Gertraud faz sua consagração, como Unionista, consolidando a presença feminina na Obra de Schoenstatt. Um ano depois já havia 11 grupos de mulheres, em várias cidades. Em 1926, funda-se o Instituto das Irmãs de Maria, em 1931 a Juventude Feminina entra na história e os ramos femininos não param de crescer em números.

 

 

Deus precisa da mulher para a renovação do mundo, por meio de Schoenstatt. Homem e mulher, cada um segundo a essência do seu ser, precisam atuar juntos, nem acima e nem abaixo um do outro. Nada colabora tanto para o crescimento do outro como o fato de cada um ser o que de fato se é, respeitando e valorizando as diferenças. Sem diferenças, não há complementariedade.

  • Em que consiste realmente a essência do ser feminino?
  • Como ser bem sucedida profissionalmente, sem deixar de lado a ternura, a pureza e autenticidade feminina?
  • O que define uma mulher autenticamente schoenstattiana?

 

Fonte: Planner da Juventude Feminina de Schoenstatt

 

Referências:

[1] Pe. Niehaus, Herois de Fogo, p. 144 (ed Portugal)

[2] Cristo Vive, 42

[3] https://www.s-ms.org/pt-br/2018/06/15/vos-sois-a-minha-carta-03/

[4] Engelbert Monnerjahn, Pe. José Kentenich, Uma Vida pela Igreja, p. 64

 

Publicado em: schoenstatt.org.br

Por meu estilo Ser + Maria

Márcia Kazumi – Amanhã, 20 de agosto, o Movimento Apostólico de Schoenstatt comemora 100 anos do ingresso das mulheres em suas fileiras. No âmbito deste jubileu foi promovido, junto ao Santuário Maria Cor Ecclesiae, de Porto Alegre, no dia 01 de agosto, um Encontro on-line com a Renata Crespo, Consultora de Marketing e Personal Stylist que pertence à Liga Feminina de Schoenstatt (Lafs) com o tema: Por meu estilo Ser + Maria – O que Maria tem a nos ensinar HOJE sobre estilo e beleza?

Renata iniciou apresentando-se como profissional e contando um pouco de sua história no Movimento de Schoenstatt. Selou a sua Aliança de Amor com Maria em 2014 e desde então não saiu mais do Santuário, participando ativamente no grupo, sempre fiel à Aliança de Amor.

O Encontro se deu de uma forma descontraída com transmissão pela fanpage do Facebook e no canal do YouTube do Santuário de Schoenstatt de Porto Alegre, de forma interativa com internautas de vários locais do Brasil e de outros países.

O bate papo foi indicado não só para as pessoas do Santuário, foi uma conversa aberta para todos, não só para as mulheres, como também para homens e para todos que veem em Maria um exemplo e uma inspiração de mulher.

Para abordar o tema central do encontro: Por meu estilo Ser + Maria – O que Maria tem a nos ensinar HOJE sobre estilo e beleza? “Renata apresentou às mulheres a beleza e a alegria de ser Maria e viver como Maria hoje. Desenvolveu sua brilhante reflexão partindo dos pilares que considera fundamental para a mulher viver seu ideal: servir, fertilidade, Fiat (sim) e beleza. Que como mulheres possamos ser e agir sempre mais como Maria.” – destacou Ir. Maria Aparecida Gehm, assessora da Lafs em Porto Alegre. “Maria é ideal que desde o início brilhou diante da coluna feminina. É o nosso grande modelo. Como ela queremos amar e servir a Jesus em tudo o que fazemos”, Completou Ir Maria Aparecida.

Na sua live, Renata apresentou quatro pilares do estilo mariano. O primeiro pilar, é o cultivo da filialidade diante de Deus Pai, fundamento da espiritualidade mariana. Maria, a autêntica filha que se coloca a serviço do Senhor, que “dá o sim de completa entrega de maneira voluntária e livre.” No segundo pilar, a fertilidade, como a maternidade biológica, através do Sacramento do Matrimônio ou maternidade espiritual, como as Irmãs de Maria. Maternidades diferentes com a profundidade da vivência da filialidade tanto no plano biológico como no plano espiritual. No terceiro pilar, o Fiat (sim em latim), destacou que o “Sim” de Maria como completa a entrega de maneira voluntária e livre.

Renata afirmou: “Nós schoenstattianos, que estudamos a espiritualidade de Schoenstatt temos claro esse exemplo de liberdade e esse exemplo de entrega voluntária em vários aspectos. O Padre Kentenich fala sobre liberdade e é algo forte no Movimento. Por que isso é tão forte entre nós? É porque nós somos um movimento mariano e nos entregamos de forma livre e voluntária. A primeira entrega de Maria foi através de seu sim, voluntário e livre.”

A beleza é o quarto pilar que só vai existir com a abordagem dos pilares anteriores. “O Pe. Kentenich fala que as mulheres tem um sentido para minúcias e delicadezas e isso é muito próprio do feminino, com certeza muito próprio de Maria.”

Sobre a dignidade da mulher destacou os cuidados da beleza do corpo, não só física, mas também a beleza espiritual – onde está a importância extraordinária do mundo feminino. Fiel à Aliança de Amor, discorreu sobre moda e estilo moldada à figura da Mãe de Deus, da Mãe educadora, fazendo um paralelo com a pedagogia do Padre Kentenich, destacando a autenticidade, veracidade e dignidade no ser e no agir.

Renata finalizou a live agradecendo e lembrou: “Por meu estilo Ser + Maria – significa que a gente honre essa coroa da dignidade que Maria coloca na gente.”

E concluiu com a frase do Padre Kentenich: “Maria está na nossa frente como o mais perfeito modelo da mulher livre, autêntica e veraz, como coroa de toda a perfeição feminina. Ela estimula a ostentar-nos em nossa fronte régia a coroa de filhos de Deus e a profunda veracidade que compenetrou todo o seu ser.”

 

Para assistir a live pelo Facebook ou no YouTube

Mais fotos (Márcia Kazumi)

Final de semana jubilar para as mulheres de Schoenstatt

 

Jaqueline Montoya – Tomar banho, arrumar o cabelo, colocar uma roupa solene, abrir o aplicativo do celular (ou ligar o notebook!), copiar o link da reunião, colar e: esse é novo normal! Foi assim, que desde a noite de sexta-feira, 7 de agosto, a Liga Apostólica Feminina de Schoenstatt (Lafs) vivenciou o seu final de semana jubilar. Celebrar 100 anos de história em meio à pandemia exigiu mudanças nas rotinas e necessidade de se reinventar, mas também permitiu vantagens: como acompanhar diretamente do Santuário Original as celebrações.

Vigília Jubilar e Noite de Oração

A programação Jubilar previa um encontro internacional em Schoenstatt, com uma delegação brasileira já pronta para embarcar. Com as mudanças de planos, a Liga Internacional teve que adiar o encontro para 2021, mas as principais celebrações foram realizadas e transmitidas via internet. Então, na sexta-feira (7/8), tudo teve início na parte da tarde com a Vigília Jubilar, direto da Alemanha.

Como muitas não poderia acompanhar a vigília da Alemanha, às 20h20 a Lafs realizou sua Vigília nacional. Com direito a muitos balões e clima de festa, a Lafs Guarapuava foi a grande anfitrião da noite, que terminou com adoração, seguida de hora de guarda feita individualmente pelos locais.

Como destacaram as liguistas de Guarapuava, “são 100 anos da Liga Apostólica Feminina! Somos filha jubilares, é festa, é alegria, fomos escolhidas para vivenciar esse momento e não poderíamos comemorar de outra forma, senão em uma vigília. Somos Tabernáculos vivos, portadoras de Cristo”.

 

 

Missa Jubilar

Depois de uma noite de vigília e oração, a Lafs acompanhou a Celebração Jubilar, transmitida da Alemanha, a partir das 6h no Brasil. Pe. Antonio Bracht presidiu este momento. Durante a homilia, aprofundou o lema do centenário – Contigo a vida é mais Maria – e deixou palavras de gratidão pela fidelidade das primeiras. “Essa beleza interior, refletida na vida de tantas mulheres nos faz perceber que a vida é mais Maria, porque despertou mais beleza na vida das pessoas. A vida é mais bela em Maria, se torna programa. Somos chamados a viver a vida de Maria em Belém, na maternidade de tantas mulheres. A vida de Maria em Nazaré, na mais bela comunidade do amor que é a família. A vida de Maria em Caná, pela silenciosa antecipação característica da mulher, respondendo às necessidades dos filhos, assegurando a alegria da vida. A vida de Maria no Gólgota: a força do amor que carrega o sofrimento e aprende a lutar contra todo tipo de discriminação e diminuição. Vida que é mais Maria, mais digna na dignidade de Maria e assim mais fecunda. (…) Hoje queremos manifestar nossa gratidão a Deus pela fidelidade de tantas mulheres, por sua entrega e pela riqueza que souberam levar ao mundo feminino”, disse.

Coroação: Rainha das Mulheres do Mundo Inteiro

O centenário da Lafs marca também o centenário das mulheres em Schoenstatt. Com isso toda Coluna Feminina e mulheres dos demais ramos e Institutos da Obra foram convidadas para participar das festividades. Internacionalmente, a Lafs coroou a Mãe de Deus como Rainha das Mulheres do Mundo Inteiro.

O evento teve uma prévia brasileira, com apresentação dos ramos da Coluna Feminina e do lema que impulsionou o centenário. Na sequência, todas as mulheres puderam acompanhar direto do Santuário Original o rito de coroação.

“Coroar a Mãe de Deus como Rainha das Mulheres foi realmente muito especial e emocionante. É um marco para a história da Lafs, como também para toda a Coluna Feminina. Aqui em Cornélio Procópio/PR também não foi diferente. Reunimos todas as dirigentes da Liga para coroarmos nosso Santuário Lar da sala de reuniões, que nunca havia sido coroado e foi muito importante, pois ali gerações da Lafs Cornélio se reuniram para coroar nossa amada Mãe de Deus”, conta Jéssica Romano.

Através da coroação da Mãe de Deus como Rainha das Mulheres do Mundo Inteiro, a Lafs quer reafirmar a imagem da Mãe como exemplo de mulher nobre, digna e autêntica, que passou pela vida cumprindo a vontade do Pai. Como rezaram no rito de coroação, elas também querem encarnar estes ideias em seu dia a dia, em todo o mundo. “O jubileu nos convida a suplicar uma nova graça apostólica e a renovação do nosso ser mulher. Os anseios que temos como mulheres são universais e, por isso, queremos nos fortalecer mutuamente, de modo consciente e, juntas, de Santuário-coração a Santuário-coração, de país a país”.

100 anos das mulheres em Schoenstatt - Celebração Internacional

 

Além da coroação, o rito marcou a entrega dos nomes das liguistas dos diversos países, que foram colocados no Tabernáculo do Santuário Original. Joana Teixeira, da Lafs Londrina/PR, comentou a respeito das festividades “foram momentos de profunda graça e bênçãos jubilares: a missa presidida pelo Pe. Antônio Bracht, com as representantes das Comunidades Femininas de Schoenstatt, na Igreja da adoração; a vivência de Coroação no Santuário Original; a colocação da placa com os nomes de todas as liguistas de Schoenstatt no Tabernáculo do Santuário Original… tudo foi muito emocionante”.

E a festa continua!

Apesar das celebrações internacionais terem acontecido neste final de semana, a Lafs comemora seu centenário no dia 20 de agosto. Para marcar a data o ramo realiza mais um encontro virtual, para celebrarem unidas o dia da fundação.

 

Clique aqui e veja as fotos da participação do Brasil

 

Assista aqui:

♥ Pré-celebração no Brasil

♥ Missa Internacional (Igreja da Adoração)

♥ Coroação Internacional (Santuário Original)

Fonte: schoenstatt.org.br

“Olhe para Ir. M. Emanuele!”

                        

Ir. M. Daniele Ramos – Neste ano em que celebramos 100 anos da chegada das mulheres em Schoenstatt, somos convidados(as) pelo próprio Fundador a voltar nosso olhar à pessoa de Ir. M. Emanuele Seyfried: “um caso preclaro de sabedoria feminina”, “extraordinariamente nobre, extraordinariamente distinta, extraordinariamente delicada”. Assim se expressou o Pe. José Kentenich por ocasião de sua eleição como Superiora Geral das Irmãs de Maria de Schoenstatt no ano de 1967.

Também um sacerdote da comunidade dos Padres de Schoenstatt testemunhou a seu respeito: “Ela foi uma mulher extraordinária, que encarnou de modo excelente os valores femininos que Schoenstatt visa dar ao mundo” [1].

Apenas esses breves relatos sobre a pessoa extraordinária que foi Ir. M. Emanuele bastariam para convencer-nos de que sua personalidade tem muito a nos dizer neste jubileu centenário das mulheres em Schoenstatt. Mas, seguindo a orientação do Pe. José Kentenich, olhemos um pouquinho mais a fundo este modelo de Mulher que, com orgulho, o Fundador pôde oferecer à Igreja:

Uma das pioneiras no Brasil

Ir. M. Emanuele, Elisabeth Seyfried, nasceu em Rottweil, Alemanha, em 19 de abril de 1905. Ingressou no Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt no dia 1º de julho de 1932 e logo a seguir, apenas três anos depois, aceitou o convite a ser missionária em terras brasileiras. Foi uma das 12 pioneiras enviadas pelo Fundador a edificar Schoenstatt no Brasil, chegando a 10 de junho de 1935 em sua “nova” pátria, o Brasil.

Atuou como mestra de diversos cursos de Noviciado e Terciado até ser nomeada, pelo Fundador, superiora provincial da Província Tabor (até então única Província no Brasil), com sede em Santa Maria/RS, no ano de 1950.

Ir. M. Emanuele permaneceu superiora provincial durante 17 anos, até ser nomeada Superiora Geral de nossa Família de Irmãs, motivo que levou ao retornar a sua pátria natal, Alemanha.

Qual seu segredo?

À exemplo de Maria, a Mãe das Dores, se destacou por sua fortaleza, fidelidade e ampla maternidade espiritual nos difíceis anos pelo qual passou a Obra de Schoenstatt no período do Exílio do Fundador. Foi conselheira, guia espiritual e arrimo para muitas pessoas, inclusive para seminaristas e sacerdotes neste período crítico em que Schoenstatt no Brasil esteve verdadeiramente à sombra da gloriosa Cruz do Senhor.

Ir. M. Emanuel foi uma filha fidelíssima à pessoa e ao carisma do Fundador, o Pe. José Kentenich. Desde o início esteve profundamente vinculada a ele e, por isso, soube agir em todas as situações e conduzir a Família das Irmãs e a Família de Schoenstatt brasileira em fidelidade ao carisma e à “mens fundatoris”, ao pensar do Fundador.

O Pe. Hernán Alessandri [2], cujo processo de beatificação está em andamento no Chile, testemunha sobre ela: “Todos os que entravam em contato com Ir. M. Emanuele sentiam-se abrigados. Nós o experimentamos nos difíceis anos de 1959 e 1960 no Brasil. Ela era o polo tranquilo. Junto dela, cada um de nós sentia-se abrigado, valorizado e animado. Nem mesmo o bispo local, que por certo, não era a favor de Schoenstatt, pôde se furtar a esta influência. Ir. M. Emanuele sabia interpretar os processos vitais e conquistar as pessoas, justamente porque vivia profundamente ancorada em Deus” [3].

A mulher forte, quem vai encontrá-la? (Pr 31, 10)

Também o Pe. Jaime Ochagavia, do Chile, testemunhou: “… Ir. M.Emanuele era uma pessoa que não queria forçar ninguém com o que dizia, queria somente oferecer, entregar, doar. Eu diria que, com essa delicadeza feminina, com este tato, ela não vinha impor, mas oferecer algo e oferecia com muito respeito, com muita delicadeza. E eu diria que irradiava o respeito, irradiava delicadeza, simplicidade.

A simplicidade dela é confiança. A confiança no Pai e Fundador, na Mãe, no Santuário, a confiança em Deus. Não era uma confiança baseada em outras capacidades ou provas. A confiança total que a Mãe triunfa, de que a Mãe vai triunfar. Era isso que ela irradiava.

Sua pessoa era transparente. (…) Era uma pessoa com uma atitude muito clara sobre a verdade. O que é verdade é verdade; o que não é verdade, não é verdade. (…) Porém, com muito respeito e sem pressionar. Uma pessoa que busca profundamente a verdade.

(…) Por outro lado, eu diria, uma pessoa muito prudente! Que possuía uma mística verdadeira, prudente, respeitosa, delicada, simples, atenciosa. (…) Todas as pessoas que a conheceram um pouco, que a escutaram, pensam que é santa; e não somente santa, mas uma santa muito especial. É um modelo, modelo de mulher schoenstattiana, modelo de Irmã de Maria de Schoenstatt. Um modelo!” [4]

Também o Sr. Germano Arendes, superior dos Irmãos de Maria no Brasil no período do exílio do Fundador testemunha: “Quando a Sagrada Escritura pergunta: ‘a mulher forte, quem vai encontrá-la?’ eu diria que isso se aplica a Ir. M. Emanuele. Portanto, uma grande mulher…” [5]

Como vemos, na personalidade de Ir. M. Emanuele refulgiu a imagem ideal da autêntica mulher mariana como o Pe. José Kentenich desejou presentear à Igreja e responder, assim, às grandes crises de nossa época, em particular, em torno da mulher.

Peçamos que a Mãe de Deus, a partir de seus Santuários de Schoenstatt, continue formando grandes mulheres para a renovação religioso-moral do mundo. Para isso, todos(as) nós queremos empenhar-nos rezando com o Pai e Fundador a singela oração do Rumo ao céu : “Torna-nos semelhantes à tua imagem, como tu passemos pela vida. Fortes e dignos(as), simples e bondosos, espalhando amor, paz e alegria. Em nós percorre o nosso tempo, prepara-o para Cristo” (RC 609).

 

Referências:

[1] Padre Hernán Alessandri

[2] Da Comunidade dos Padres de Schoesntatt, + 18.12.2007

[3] Extraído do livro Coração Missionário, biografia de Irmã M. Emanuele Seyfried

[4] Extraído do DVD Testemunho do Pe. Jaime Ochagavia – Chile (Arquivo das Irmãs de Maria de Schoenstatt)

[5] Extraído do livro Coração Missionário, biografia de Irmã M. Emanuele Seyfried

 

Fotos: Irmãs de Maria de Schoenstatt, arquivo Província Tabor

Fonte: schoenstatt.org.br