Papa: rezemos pelo fim da pena de morte no mundo

Na intenção de oração para setembro, no vídeo da Rede Mundial de Oração do Papa, o Pontífice aborda o tema da abolição da pena de morte, uma ação que “não oferece justiça às vítimas, mas encoraja a vingança”, afirma ele, ao acrescentar que “a pena de morte é inadmissível”. Por isso, conclama todos a rezar pelo fim dessa prática que ainda é aplicada em 55 países.

A posição da Igreja sobre a pena de morte

De João Paulo II a Bento XVI, os Pontífices pronunciaram-se fortemente contra o uso da pena de morte pelos governos nas últimas décadas. O Papa Francisco foi mais longe ao aprovar em 2018 um novo parágrafo do Catecismo condenando claramente a pena de morte e expressando o compromisso da Igreja na sua total abolição.

“Do ponto de vista jurídico, a pena de morte já não é necessária. A sociedade pode reprimir eficazmente o crime sem privar definitivamente o infrator da possibilidade de redimir-se. Sempre, em toda condenação, deve haver uma janela de esperança. A pena de morte não oferece justiça às vítimas, mas encoraja a vingança. E impede qualquer possibilidade de se desfazer um possível erro judicial. Por outro lado, moralmente a pena de morte é inadequada; ela destrói o dom mais importante que recebemos: a vida.”

No vídeo deste mês, que chega num momento marcado por notícias de sentenças de morte e execuções em várias partes do mundo, o Papa faz o apelo não só aos cristãos, mas a todas as pessoas de boa vontade.

“Não esqueçamos que, até ao último momento, uma pessoa pode converter-se e pode mudar. E, à luz do Evangelho, a pena de morte é inadmissível. O mandamento ‘não matarás’ refere-se tanto ao inocente como ao culpado. Apelo, pois, a todas as pessoas de boa vontade para que se mobilizem pelo fim da pena de morte em todo o mundo.”

[vc_video link=”https://vihttps://youtu.be/GhvCNK1VXc4″ align=”center”]

Fonte: Vatican News

Mensagem do Papa Francisco para o II Dia Mundial dos Avós e do Idosos

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA O II DIA MUNDIAL DOS AVÓS E DOS IDOSOS

(XVII domingo do Tempo Comum – 24 de julho de 2022)

Caríssima, caríssimo!

O versículo 15 do Salmo 92 – «dão fruto mesmo na velhice » – é uma boa notícia, um verdadeiro «evangelho» que podemos, por ocasião do II Dia Mundial dos Avós e Idosos, anunciar ao mundo. O mesmo vai contracorrente relativamente àquilo que o mundo pensa desta idade da vida e também ao comportamento resignado de alguns de nós, idosos, que caminhamos com pouca esperança e sem nada mais esperar do futuro.

Muitas pessoas têm medo da velhice. Consideram-na uma espécie de doença, com a qual é melhor evitar qualquer tipo de contacto: os idosos não nos dizem respeito – pensam elas – e é conveniente que estejam o mais longe possível, talvez juntos uns com os outros, em estruturas que cuidem deles e nos livrem da obrigação de nos ocuparmos das suas penas. É a «cultura do descarte»: aquela mentalidade que, enquanto nos faz sentir diversos dos mais frágeis e alheios à sua fragilidade, permite-nos imaginar caminhos separados entre «nós» e «eles». Mas, na realidade, uma vida longa – ensina a Sagrada Escritura – é uma bênção, e os idosos não são proscritos de quem se deve estar à larga, mas sinais vivos da benevolência de Deus que efunde a vida em abundância. Bendita a casa que guarda um ancião! Bendita a família que honra os seus avós!

Com efeito, a velhice constitui uma estação que não é fácil de entender, mesmo para nós que já a vivemos. Embora chegue depois dum longo caminho, ninguém nos preparou para a enfrentar; parece quase apanhar-nos de surpresa. As sociedades mais desenvolvidas gastam muito para esta idade da vida, mas não ajudam a interpretá-la: proporcionam planos de assistência, mas não projetos de existência [1]. Por isso é difícil olhar para o futuro e individuar um horizonte para onde tender. Por um lado, somos tentados a exorcizar a velhice, escondendo as rugas e fingindo ser sempre jovens, por outro parece que nada mais se possa fazer senão viver desiludidos, resignados a não ter mais «frutos para dar».

O fim da atividade laboral e os filhos já autónomos fazem esmorecer os motivos pelos quais gastamos muitas das nossas energias. A consciência de que as forças declinam ou o aparecimento duma doença podem pôr em crise as nossas certezas. O mundo – com os seus ritmos acelerados, que sentimos dificuldade em acompanhar – parece não nos deixar alternativa, levando-nos a interiorizar a ideia do descarte. Assim se eleva para o céu esta súplica do Salmo: «Não me rejeites no tempo da velhice; não me abandones, quando já não tiver forças» (71, 9).

Mas o mesmo Salmo, que repassa a presença do Senhor nas diversas estações da existência, convida-nos a continuar a esperar: chegada a velhice e os cabelos brancos, o Senhor continuará a dar-nos a vida e não deixará que sejamos oprimidos pelo mal. Confiando n’Ele, encontraremos a força para multiplicar o louvor (cf. Sal 71, 14-20) e descobriremos que envelhecer não é apenas a deterioração natural do corpo ou a passagem inevitável do tempo, mas também o dom duma vida longa. Envelhecer não é uma condenação, mas uma bênção!

Por isso, devemos vigiar sobre nós mesmos e aprender a viver uma velhice ativa, inclusive do ponto de vista espiritual, cultivando a nossa vida interior através da leitura assídua da Palavra de Deus, da oração diária, do recurso habitual aos Sacramentos e da participação na Liturgia. E, a par da relação com Deus, cultivemos as relações com os outros: antes de mais nada, com a família, os filhos, os netos, a quem havemos de oferecer o nosso afeto cheio de solicitude; bem como as pessoas pobres e atribuladas, das quais nos façamos próximo com a ajuda concreta e a oração. Tudo isto ajudará a não nos sentirmos meros espetadores no teatro do mundo, não nos limitarmos a olhar da sacada, a ficar à janela. Ao contrário, apurando os nossos sentidos para reconhecerem a presença do Senhor [2], seremos como uma «oliveira verdejante na casa de Deus» ( Sal 52, 10), poderemos ser uma bênção para quem vive junto de nós.

A velhice não é um tempo inútil, no qual a pessoa deva pôr-se de lado recolhendo os remos para dentro do barco, mas uma estação para continuar a dar fruto: há uma nova missão, que nos espera, convidando-nos a voltar os olhos para o futuro. «A nossa sensibilidade especial de idosos, da idade anciã às atenções, pensamentos e afetos que nos tornam humanos deve voltar a ser uma vocação para muitos. E será uma escolha de amor dos idosos para com as novas gerações» [3]. É o nosso contributo para a  revolução da ternura [4], uma revolução espiritual e desarmada da qual vos convido, queridos avós e idosos, a fazer-vos protagonistas.

O mundo vive um período de dura provação, marcado primeiro pela tempestade inesperada e furiosa da pandemia, depois por uma guerra que fere a paz e o desenvolvimento à escala mundial. Não é por acaso que a guerra tenha voltado à Europa no momento em que está a desaparecer a geração que a viveu no século passado. E estas grandes crises correm o risco de nos tornar insensíveis ao facto de que existem outras «epidemias» e outras formas generalizadas de violência que ameaçam a família humana e a nossa casa comum.

Perante tudo isto, temos necessidade duma mudança profunda, duma conversão, que desmilitarize os corações, permitindo a cada um reconhecer no outro um irmão. E nós, avós e idosos, temos uma grande responsabilidade: ensinar às mulheres e aos homens do nosso tempo a contemplar os outros com o mesmo olhar compreensivo e terno que temos para com os nossos netos. Aprimoramos a nossa humanidade ao cuidar do próximo e, hoje, podemos ser mestres dum modo de viver pacífico e atento aos mais frágeis. A nossa atitude poderá, talvez, ser confundida com fraqueza ou servilismo, mas serão os mansos – não os agressivos e prevaricadores – que herdarão a terra (cf. Mt 5, 5).

Um dos frutos que somos chamados a produzir é o de guardar o mundo. «Todos nos sentamos nos joelhos dos avós, que nos tiveram ao colo» [5]; mas hoje é o momento de colocar sobre os nossos joelhos – com a ajuda concreta ou mesmo só com a oração –, juntamente com os nossos netos, muitos outros assustados que ainda não conhecemos e que talvez fujam da guerra ou sofram por causa dela. Guardemos no nosso coração – como fazia São José, pai terno e solícito – os pequeninos da Ucrânia, do Afeganistão, do Sudão do Sul…

Muitos de nós maturaram uma consciência sábia e humilde, de que o mundo tanto precisa: não nos salvamos sozinhos, a felicidade é um pão que se come juntos. Testemunhemo-lo àqueles que se iludem de encontrar realização pessoal e sucesso na contraposição. Todos o podem fazer, mesmo os mais frágeis: até mesmo o deixarmo-nos cuidar – muitas vezes por pessoas que provêm doutros países – é uma maneira de dizer que é não só possível mas também necessário vivermos juntos.

Neste nosso mundo, queridas avós e queridos avôs, queridas idosas e queridos idosos, estamos chamados a ser artífices da  revolução da ternura! Façamo-lo aprendendo a usar cada vez mais e melhor o instrumento mais precioso e apropriado que temos para a nossa idade: a oração. «Tornemo-nos, também nós, um pouco poetas da oração: adquiramos o gosto de procurar palavras que nos são próprias, voltando a apoderar-nos daquelas que a Palavra de Deus nos ensina» [6]. A nossa imploração confiante pode fazer muito: é capaz de acompanhar o grito de dor de quem sofre e pode contribuir para mudar os corações. Podemos ser «o “grupo coral” permanente dum grande santuário espiritual, onde a oração de súplica e o canto de louvor sustentam a comunidade que trabalha e luta no campo da vida» [7].

Deste modo o Dia Mundial dos Avós e Idosos é uma oportunidade para dizer mais uma vez, com alegria, que a Igreja quer fazer festa juntamente com aqueles que o Senhor – como diz a Bíblia – «saciou com longos dias» (Sal 91, 16). Celebremo-la juntos! Convido-vos a anunciar este Dia nas vossas paróquias e comunidades, a visitar os idosos mais abandonados, em casa ou nas residências onde estão hospedados. Procuremos que ninguém viva este dia na solidão. Ter alguém para cuidar pode mudar a orientação dos dias de quem já não espera nada de bom do futuro; e dum primeiro encontro pode nascer uma nova amizade. A visita aos idosos abandonados é uma obra de misericórdia do nosso tempo!

Peçamos a Nossa Senhora, Mãe da Ternura, que faça de todos nós dignos artífices da revolução da ternura para, juntos, libertarmos o mundo da sombra da solidão e do demónio da guerra.

A todos vós e aos vossos entes queridos, chegue a minha Bênção, com a certeza da minha afetuosa proximidade. E, por favor, não vos esqueçais de rezar por mim!

Roma, São João de Latrão, na festa dos Santos Apóstolos Filipe e Tiago, 3 de maio de 2022.

FRANCISCO

 


 

[1] Cf. Francisco,  Catequese sobre a velhice: 1. A graça do tempo e a aliança das idades da vida (23 de fevereiro de 2022).

[2] Cf. Francisco,  Catequese sobre a velhice: 5. Fidelidade à visita de Deus para a geração seguinte (30 de março de 2022).

[3] Francisco,  Catequese sobre a Velhice: 3. A velhice, recurso para a juventude incauta (16 de março de 2022).

[4] Cf. Francisco,  Catequese sobre São José: 8. São José, pai na ternura (19 de janeiro de 2022).

[5] Francisco, Homilia na Missa do I Dia Mundial dos Avós e Idosos (25 de julho de 2021).

[6] Francisco,  Catequese sobre a família: 7. Os avós (11 de março de 2015).

[7] Ibidem.

Fonte: vatican.va

Intenção do Papa para este mês: rezar pelos idosos

Andressa Collet – No vídeo de intenção de oração que Francisco confia a toda a Igreja para este mês de julho, o convite para rezar pelos idosos, para que a experiência e a sabedoria deles ajudem os jovens a olhar para o futuro com esperança. A mensagem do Pontífice reforça a catequese sobre a velhice dos últimos três meses da Audiência Geral, assim como antecipa a celebração do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos de 24 de julho.

“Não podemos falar da família sem falar da importância que os idosos têm entre nós.”Assim Francisco começa “O Vídeo do Papa” de julho, divulgado na tarde desta quinta-feira (30) com a intenção de oração que Francisco confia a toda a Igreja Católica através da Rede Mundial de Oração do Papa. Neste mês, e falando em primeira pessoa, o Pontífice pede para rezarmos especialmente pelos idosos, uma geração numerosa. Nas últimas décadas, o número de pessoas com mais de 65 anos de idade tem crescido de forma constante. O envelhecimento dessa população afeta particularmente os países mais desenvolvidos, onde 25% dos idosos vivem sozinhos. No vídeo, feito em colaboração com o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida e a Fundação Alberto Sordi, o Papa inclusive se lamenta:

Nunca fomos tão numerosos na história da humanidade, mas não sabemos como viver esta nova etapa da vida: para a velhice há muitos planos de assistência, mas poucos projetos de vida. Os mais velhos têm frequentemente uma sensibilidade especial para o cuidado, para a reflexão e o afeto. Somos, ou podemos nos tornar, mestres da ternura. E quanto! Precisamos, neste mundo habituado à guerra, de uma verdadeira revolução da ternura.

 

Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

Já o cardeal Kevin Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, ao falar sobre a missão dos idosos no mundo e na Igreja, comenta sobre a tomada de consciência sugerida por Francisco sobre a relevância dos idosos na vida das sociedades e das comunidades que deve ser feita “não esporadicamente, mas estruturalmente, com um cuidado pastoral ordinário”. Assim, continua o purpurado, “não se trata de confrontar uma emergência, mas de lançar as bases para uma pastoral de longo prazo que nos envolverá durante décadas. Além de reafirmar a importância de combater a cultura do descarte, o Papa parece também querer oferecer pontos de referência àqueles que experimentam um desconcerto por se verem com a idade avançada. Foi por isso que quis estabelecer um Dia Mundial a ser celebrado todos os anos e marcar a época litúrgica: dizer que a Igreja está próxima dos idosos”.

De fato, o pedido de oração pelos idosos neste mês de julho reforça a celebração do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos que acontece em 24 de julho em Roma e em todas as dioceses do mundo, como recorda o próprio Pontífice:

“Temos aqui uma grande responsabilidade para com as novas gerações.  Lembremo-nos: os avós e os idosos são o pão que alimenta as nossas vidas, são a sabedoria oculta de um povo, e é por isso que devem ser celebrados, e estabeleci um dia dedicado a eles.”

Uma missão vital para os idosos

O Pe. Frédéric Fornos, diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, ao comentar sobre a intenção de oração do Papa, recorda como é importante quando os avós ou os idosos partilham conosco a própria experiência de vida e fé, a sabedoria e esperança: como Francisco nos recordou na sua catequese sobre a velhice nos últimos três meses na Audiência Geral, afirma o diretor, “o pacto entre as gerações, entre os idosos e os jovens, é uma bênção para a sociedade”. Mas, como lembra Ciro Intino, “para que essa dinâmica virtuosa se torne realidade, devem ser ativadas sinergias entre redes familiares, amigos, prestadores de cuidados e estruturas sociais públicas e privadas”.

E num contexto de um mundo com muitas feridas, Francisco volta a destacar o papel fundamental da geração mais velha, tanto num dos tuítes desta quinta-feira (30), quando afirma que os idosos “representam as raízes e a memória de um povo”, como ao findar a mensagem em vídeo, dizendo:

“Rezemos pelos idosos, para que se tornem mestres da ternura, para que a sua experiência e sabedoria ajudem os mais jovens a olhar para o futuro com esperança e responsabilidade.”

[vc_video link=”https://youtu.be/Rl4cBDetSxU”]

Fonte: Vatican News

Papa: amor familiar é caminho para a santidade!

Bianca Fraccalvieri – Antes de se despedir dos fiéis na Praça São Pedro (neste domingo), o pensamento do Papa foi para as famílias, que se preparam para participar a partir de quarta-feira do seu X Encontro Mundial.

O evento será realizado em Roma e contemporaneamente em todo o mundo, por isso Francisco agradece aos bispos, párocos e agentes da pastoral familiar que convocaram as famílias para momentos de reflexão, celebração e festa.

“Agradeço sobretudo aos esposos e às famílias que darão testemunho do amor familiar como vocação e caminho de santidade. Bom encontro!”

Em Roma, o eventoserá realizado em duas modalidades paralelas: o Festival das Famílias e o Congresso Teológico-Pastoral, ambos na Sala Paulo VI.

Do Brasil, serão cerca de 30 participantes. Dois casais farão palestras: André e Karina Parreira, na quinta-feira, que falarão sobre “amor em família: maravilhoso e frágil”. E na sexta, Fabíola Goulart e Gustavo Huguenin falarão sobre “mídias sociais como ambiente para nossos filhos”.

A missa com o Papa Francisco está programada para a tarde de sábado, na Praça São Pedro, a partir das 17h15 hora local, 12h15 no horário de Brasília. O evento será transmitido ao vivo (pelocanal do Vatican News), com comentários em português.

Fotos: cathopic.com

Fonte: Vatican News

Papa: rezemos pelas famílias para que vivam o amor com gestos concretos

O vídeo do Papa para o mês de junho foi divulgado nesta quinta-feira (2) com a intenção de oração que Francisco confia à Igreja. O Pontífice reza “pelas famílias cristãs de todo o mundo para que, com gestos concretos, vivam a gratuidade do amor e a santidade na vida quotidiana”.

Entre outros, diz o Papa:

“A família é o lugar onde aprendemos a viver juntos, a conviver com os mais novos e os mais velhos. E, ao estarmos unidos, jovens, idosos, adultos, crianças, ao estarmos unidos nas diferenças, evangelizamos com o nosso exemplo de vida.”

“É claro que não existe a família perfeita. Há sempre um ‘mas’. Mas tudo bem. Não devemos ter medo dos erros; devemos aprender com eles para podermos avançar. Não esqueçamos que Deus está conosco: na família, no bairro, na cidade onde vivemos, Ele está conosco. E Ele se preocupa conosco, está sempre conosco no vaivém do barco agitado pelo mar: quando discutimos, quando sofremos, quando estamos felizes, o Senhor está lá, nos acompanha, ajuda, corrige.”

“O amor na família é um caminho pessoal de santidade para cada um de nós. Foi por isso que o escolhi como tema para o Encontro Mundial das Famílias deste mês. Rezemos pelas famílias cristãs de todo o mundo, por cada uma e por todas as famílias para que, com gestos concretos, vivam a gratuidade do amor e a santidade na vida quotidiana.”

[vc_video link=”https://youtu.be/FThC4cV8ZXA” align=”center”]

Fonte: Vatican News

O Papa rezará o terço a Nossa Senhora Rainha da Paz

Em um comunicado o Pontifício Conselho para a Promoção da nova Evangelização informa que o Papa Francisco rezará o Terço, na terça-feira, 31 de maio, às 18 horas diante da imagem de Nossa Senhora Regina Pacis na Basílica de Santa Maria Maior em Roma.

Portanto, na conclusão do mês mariano, o Papa Francisco deseja oferecer um sinal de esperança ao mundo, que sofre pelo conflito na Ucrânia, e se encontra profundamente ferido pela violência dos muitos cenários de guerra em várias partes do mundo.

Rainha da Paz

A imagem de Nossa Senhora Rainha da Paz foi encomendada por Bento XV, ao escultor Guido Galli, para pedir à Virgem Maria o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918. Nossa Senhora está representada com o braço esquerdo levantado como um sinal para ordenar o fim da guerra, enquanto que com o direito ela segura o Menino Jesus, pronto para soltar o ramo de oliveira simbolizando a paz. As flores são esculpidas na base, simbolizando o desabrochar da vida com o retorno da paz. É tradição que os fiéis coloquem pequenos bilhetes escritos à mão com intenções de oração aos pés da Virgem. O Papa colocará uma coroa de flores aos pés da estátua antes de dirigir sua oração a Nossa Senhora e deixar sua intenção particular.

A oração

Várias pessoas estarão presentes para apoiar a oração do Papa representando o Povo de Deus. Estarão os meninos e meninas e jovens que receberam sua Primeira Comunhão e a Crisma nas últimas semanas, escoteiros, famílias da Comunidade Ucraniana de Roma, representantes da Juventude Ardente Mariana (GAM), membros do Corpo de Gendarmaria do Vaticano e da Pontifícia Guarda Suíça, e as três paróquias de Roma intituladas à Nossa Senhora Rainha da Paz, juntamente com membros da Cúria Romana. Como sinal de proximidade com os mais envolvidos na dinâmica desses trágicos eventos foram convidados a rezar as dezenas do Rosário, uma família ucraniana, pessoas relacionadas à vítimas de guerra e um grupo de capelães militares com suas respectivas corporações.

Santuários e Catedrais que participam

Outro sinal importante é o envolvimento de santuários internacionais de todo o mundo junto com algumas Catedrais localizadas em países ainda em guerra ou com forte instabilidade política que causa numerosos episódios de violência. Estes santuários rezarão o Terço ao mesmo tempo que o Santo Padre e serão ligados via streaming à transmissão ao vivo a partir de Roma. Estarão em conexão com o Papa:

Santuário da Mãe de Deus (Zarvanytsia) na Ucrânia; Catedral de Sayidat al-Najat (Nossa Senhora da Salvação) no Iraque; Catedral de Nossa Senhora da Paz na Síria; Catedral de Maria Rainha da Arábia no Bahrein. Junto com estes, os Santuários Internacionais: Santuário de Nossa Senhora da Paz e Boa Viagem; Santuário Internacional de Jesus Salvador e Mãe Maria; Santuário de Jasna Góra; Santuário Internacional dos Mártires Coreanos; Santa Casa de Loreto; Santíssima Virgem do Santo Rosário; Santuário Internacional Nossa Senhora de Knock; Santíssima Virgem do Rosário; Nossa Senhora Rainha da Paz; Nossa Senhora de Guadalupe; Nossa Senhora de Lourdes.

Todos os fiéis em todas as partes do mundo são convidados a apoiar o Papa Francisco na oração à Rainha da Paz. A oração será transmitida ao vivo nos canais oficiais da Santa Sé, todas as redes católicas do mundo estarão conectadas.

Fotos: cathopic.com

Fonre: Vatican News

Intenção de oração do Papa para maio: ‘Pela fé dos jovens’.

Andressa Collet – Na intenção de oração para maio, mês especialmente dedicado à devoção mariana, o Papa Francisco encoraja os jovens a ouvir como a Virgem Maria e a escutar as palavras dos avós. Na mensagem, o Pontífice também faz um apelo à coragem de se entregar ao serviço dos outros.

“Ao falar sobre a família, quero começar por me dirigir primeiro aos jovens”, inicia Francisco na mensagem em vídeo do mês de maio com a intenção de oração que o Pontífice confia à Igreja Católica através da Rede Mundial de Oração do Papa. Ele pede para rezar pela fé dos jovens e cita Maria como modelo para poder se identificar na “coragem, escuta e dedicação ao serviço”:

“Ela foi corajosa e determinada em dizer ‘sim’ ao Senhor. Vocês, os jovens que querem construir algo novo, um mundo melhor, sigam o seu exemplo, arrisquem-se. Não se esqueçam que para seguir Maria precisam discernir e descobrir o que Jesus quer de vocês, e não o que vocês pensam que podem fazer.”

A importância de ouvir os avós

E, nesse discernimento, alerta o Papa, além do exemplo de Maria, “é muito útil escutar as palavras dos avós”. Francisco novamente fala da importância em encontrar na mensagem dos avós “uma sabedoria” que irá levar os jovens para questões que vão além do momento atual, dando “uma visão geral das preocupações”.

No entanto, os jovens também precisam ser mais escutados. “Precisamos criar mais espaços onde a voz dos jovens possa ser ouvida”, Francisco escreve na exortação Christus vivit. Esse pedido do Pontífice já foi acolhido em 2019 pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, ao criar um organismo internacional para representar os jovens a fim de encorajar a participação e a corresponsabilidade nas Igrejas particulares. E é precisamente em colaboração com esse dicastério que o Vídeo do Papa de maio foi produzido: o primeiro de uma série de três, com intenções de oração que serão dedicadas à família, em junho, e aos idosos, em julho.

Maria e a JMJ Lisboa

O exemplo de Maria para os jovens, indicado pelo Papa Francisco no vídeo, é sublinhado pelo Padre João Chagas, responsável pelo Setor Jovens do Dicastério para os Leigos, Família e Vida, ao lembrar que “o tema da próxima Jornada Mundial da Juventude, a JMJ Lisboa 2023, será mariano: ‘Maria levantou-se e partiu apressadamente’ (Lc 1, 39). Toda a viagem de preparação para este evento é um convite aos jovens para se erguerem e ajudarem o mundo a fazê-lo. Na sua última mensagem aos jovens, o Santo Padre fez o seguinte convite: ‘ajudemo-nos mutuamente a erguer-nos juntos, e neste momento histórico difícil seremos profetas de novos tempos, cheios de esperança. Que a Virgem Maria interceda por nós’ (Papa Francisco, Mensagem para a XXXVI JMJ)”.

[vc_video link=”https://youtu.be/mSWedsLqBD8″ align=”center”]

Fonte: Vatican News

”.

Andressa Collet – Na intenção de oração para maio, mês especialmente dedicado à devoção mariana, o Papa Francisco encoraja os jovens a ouvir como a Virgem Maria e a escutar as palavras dos avós. Na mensagem, o Pontífice também faz um apelo à coragem de se entregar ao serviço dos outros.

“Ao falar sobre a família, quero começar por me dirigir primeiro aos jovens”, inicia Francisco na mensagem em vídeo do mês de maio com a intenção de oração que o Pontífice confia à Igreja Católica através da Rede Mundial de Oração do Papa. Ele pede para rezar pela fé dos jovens e cita Maria como modelo para poder se identificar na “coragem, escuta e dedicação ao serviço”:

“Ela foi corajosa e determinada em dizer ‘sim’ ao Senhor. Vocês, os jovens que querem construir algo novo, um mundo melhor, sigam o seu exemplo, arrisquem-se. Não se esqueçam que para seguir Maria precisam discernir e descobrir o que Jesus quer de vocês, e não o que vocês pensam que podem fazer.”

A importância de ouvir os avós

E, nesse discernimento, alerta o Papa, além do exemplo de Maria, “é muito útil escutar as palavras dos avós”. Francisco novamente fala da importância em encontrar na mensagem dos avós “uma sabedoria” que irá levar os jovens para questões que vão além do momento atual, dando “uma visão geral das preocupações”.

No entanto, os jovens também precisam ser mais escutados. “Precisamos criar mais espaços onde a voz dos jovens possa ser ouvida”, Francisco escreve na exortação Christus vivit. Esse pedido do Pontífice já foi acolhido em 2019 pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, ao criar um organismo internacional para representar os jovens a fim de encorajar a participação e a corresponsabilidade nas Igrejas particulares. E é precisamente em colaboração com esse dicastério que o Vídeo do Papa de maio foi produzido: o primeiro de uma série de três, com intenções de oração que serão dedicadas à família, em junho, e aos idosos, em julho.

Maria e a JMJ Lisboa

O exemplo de Maria para os jovens, indicado pelo Papa Francisco no vídeo, é sublinhado pelo Padre João Chagas, responsável pelo Setor Jovens do Dicastério para os Leigos, Família e Vida, ao lembrar que “o tema da próxima Jornada Mundial da Juventude, a JMJ Lisboa 2023, será mariano: ‘Maria levantou-se e partiu apressadamente’ (Lc 1, 39). Toda a viagem de preparação para este evento é um convite aos jovens para se erguerem e ajudarem o mundo a fazê-lo. Na sua última mensagem aos jovens, o Santo Padre fez o seguinte convite: ‘ajudemo-nos mutuamente a erguer-nos juntos, e neste momento histórico difícil seremos profetas de novos tempos, cheios de esperança. Que a Virgem Maria interceda por nós’ (Papa Francisco, Mensagem para a XXXVI JMJ)”.

[vc_video link=”https://youtu.be/mSWedsLqBD8″ align=”center”]

Fonte: Vatican News

A oração do Papa na consagração da Rússia e da Ucrânia a Maria

Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, recorremos a Vós nesta hora de tribulação. Vós sois Mãe, amais-nos e conheceis-nos: de quanto temos no coração, nada Vos é oculto. Mãe de misericórdia, muitas vezes experimentamos a vossa ternura providente, a vossa presença que faz voltar a paz, porque sempre nos guiais para Jesus, Príncipe da paz.

Mas perdemos o caminho da paz. Esquecemos a lição das tragédias do século passado, o sacrifício de milhões de mortos nas guerras mundiais. Descuidamos os compromissos assumidos como Comunidade das Nações e estamos a atraiçoar os sonhos de paz dos povos e as esperanças dos jovens. Adoecemos de ganância, fechamo-nos em interesses nacionalistas, deixamo-nos ressequir pela indiferença e paralisar pelo egoísmo. Preferimos ignorar Deus, conviver com as nossas falsidades, alimentar a agressividade, suprimir vidas e acumular armas, esquecendo-nos que somos guardiões do nosso próximo e da própria casa comum. Dilaceramos com a guerra o jardim da Terra, ferimos com o pecado o coração do nosso Pai, que nos quer irmãos e irmãs. Tornamo-nos indiferentes a todos e a tudo, exceto a nós mesmos. E, com vergonha, dizemos: perdoai-nos, Senhor!

Na miséria do pecado, das nossas fadigas e fragilidades, no mistério de iniquidade do mal e da guerra, Vós, Mãe Santa, lembrai-nos que Deus não nos abandona, mas continua a olhar-nos com amor, desejoso de nos perdoar e levantar novamente. Foi Ele que Vos deu a nós e colocou no vosso Imaculado Coração um refúgio para a Igreja e para a humanidade. Por bondade divina, estais connosco e conduzis-nos com ternura mesmo nos transes mais apertados da história.

Por isso recorremos a Vós, batemos à porta do vosso Coração, nós os vossos queridos filhos que não Vos cansais de visitar em todo o tempo e convidar à conversão. Nesta hora escura, vinde socorrer-nos e consolar-nos. Repeti a cada um de nós: «Não estou porventura aqui Eu, que sou tua mãe?» Vós sabeis como desfazer os emaranhados do nosso coração e desatar os nós do nosso tempo. Repomos a nossa confiança em Vós. Temos a certeza de que Vós, especialmente no momento da prova, não desprezais as nossas súplicas e vindes em nosso auxílio.

Assim fizestes em Caná da Galileia, quando apressastes a hora da intervenção de Jesus e introduzistes no mundo o seu primeiro sinal. Quando a festa se mudara em tristeza, dissestes-Lhe: «Não têm vinho!» (Jo 2, 3). Ó Mãe, repeti-o mais uma vez a Deus, porque hoje esgotamos o vinho da esperança, desvaneceu-se a alegria, diluiu-se a fraternidade. Perdemos a humanidade, malbaratamos a paz. Tornamo-nos capazes de toda a violência e destruição. Temos necessidade urgente da vossa intervenção materna.

Por isso acolhei, ó Mãe, esta nossa súplica:

Vós, estrela do mar, não nos deixeis naufragar na tempestade da guerra;

Vós, arca da nova aliança, inspirai projetos e caminhos de reconciliação;

Vós, «terra do Céu», trazei de volta ao mundo a concórdia de Deus;

Apagai o ódio, acalmai a vingança, ensinai-nos o perdão;

Libertai-nos da guerra, preservai o mundo da ameaça nuclear;

Rainha do Rosário, despertai em nós a necessidade de rezar e amar;

Rainha da família humana, mostrai aos povos o caminho da fraternidade;

Rainha da paz, alcançai a paz para o mundo.

O vosso pranto, ó Mãe, comova os nossos corações endurecidos. As lágrimas, que por nós derramastes, façam reflorescer este vale que o nosso ódio secou. E, enquanto o rumor das armas não se cala, que a vossa oração nos predisponha para a paz. As vossas mãos maternas acariciem quantos sofrem e fogem sob o peso das bombas. O vosso abraço materno console quantos são obrigados a deixar as suas casas e o seu país. Que o vosso doloroso Coração nos mova à compaixão e estimule a abrir as portas e cuidar da humanidade ferida e descartada.

 Santa Mãe de Deus, enquanto estáveis ao pé da cruz, Jesus, ao ver o discípulo junto de Vós, disse-Vos: «Eis o teu filho!» (Jo 19, 26). Assim Vos confiou cada um de nós. Depois disse ao discípulo, a cada um de nós: «Eis a tua mãe!» (19, 27). Mãe, agora queremos acolher-Vos na nossa vida e na nossa história. Nesta hora, a humanidade, exausta e transtornada, está ao pé da cruz convosco. E tem necessidade de se confiar a Vós, de se consagrar a Cristo por vosso intermédio. O povo ucraniano e o povo russo, que Vos veneram com amor, recorrem a Vós, enquanto o vosso Coração palpita por eles e por todos os povos ceifados pela guerra, a fome, a injustiça e a miséria.

Por isso nós, ó Mãe de Deus e nossa, solenemente confiamos e consagramos ao vosso Imaculado Coração nós mesmos, a Igreja e a humanidade inteira, de modo especial a Rússia e a Ucrânia. Acolhei este nosso ato que realizamos com confiança e amor, fazei que cesse a guerra, providenciai ao mundo a paz. O sim que brotou do vosso Coração abriu as portas da história ao Príncipe da Paz; confiamos que mais uma vez, por meio do vosso Coração, virá a paz. Assim a Vós consagramos o futuro da família humana inteira, as necessidades e os anseios dos povos, as angústias e as esperanças do mundo.

Por vosso intermédio, derrame-se sobre a Terra a Misericórdia divina e o doce palpitar da paz volte a marcar as nossas jornadas. Mulher do sim, sobre Quem desceu o Espírito Santo, trazei de volta ao nosso meio a harmonia de Deus. Dessedentai a aridez do nosso coração, Vós que «sois fonte viva de esperança». Tecestes a humanidade para Jesus, fazei de nós artesãos de comunhão. Caminhastes pelas nossas estradas, guiai-nos pelas sendas da paz. Amen.

Fonte: Vatican News

Foto: Schoenstatt International Communication Office 2014

Em 25 de março, o Papa consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria

“Na sexta-feira, 25 de março, durante a Celebração da Penitência que presidirá às 17h na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria. O mesmo ato será realizado, no mesmo dia, em Fátima pelo esmoleiro do Papa, cardeal Konrad Krajewski, enviado do Santo Padre.”

A notícia foi dada, numa nota, pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. O dia da Festa da Anunciação do Senhor foi escolhido para a consagração.

Nossa Senhora, na aparição de 13 de julho de 1917, em Fátima, pediu a consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração, afirmando que, se este pedido não fosse atendido, a Rússia espalharia “seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja”. “Os bons”, acrescentou, “serão martirizados, o Santo Padre sofrerá muito, várias nações serão destruídas”. Depois das aparições de Fátima houve vários atos de consagração ao Imaculado Coração de Maria: Pio XII, em 31 de outubro de 1942, consagrou o mundo inteiro, e em 7 de julho de 1952, consagrou os povos da Rússia ao Imaculado Coração de Maria na Carta Apostólica Sacro vergente anno:

Assim como há alguns anos atrás consagramos o mundo ao Imaculado Coração da Virgem Mãe de Deus, agora, de forma muito especial, consagramos todos os povos da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.

Paulo VI, em 21 de novembro de 1964, renovou a consagração da Rússia ao Imaculado Coração na presença dos Padres do Concílio Vaticano II. O Papa João Paulo II compôs uma oração para o que definiu de “Ato de entrega” a ser celebrado na Basílica de Santa Maria Maior em 7 de junho de 1981, Solenidade de Pentecostes. Este é o texto:

Ó Mãe dos homens e dos povos, Tu conheces todos os seus sofrimentos e as suas esperanças, Tu sentes maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas que abalam o mundo, acolhe o nosso clamor no Espírito Santo diretamente ao teu coração e abraça com o amor de Mãe e de Serva do Senhor aqueles que esperam mais este abraço, junto com aqueles que cuja entrega Tu também esperas de modo particular. Tomai sob a tua proteção materna toda a família humana que, com carinho afetuoso, a Ti, ó mãe, nós confiamos. Que se aproxime para todos o tempo da paz e da liberdade, o tempo da verdade, da justiça e da esperança.

Depois, para responder mais plenamente aos pedidos de Nossa Senhora, quis explicitar durante o Ano Santo da Redenção o ato de entrega de 7 de Junho de 1981, repetido em Fátima a 13 de maio de 1982. Em memória do Fiat pronunciado por Maria no momento da Anunciação, em 25 de março de 1984, na Praça São Pedro, em união espiritual com todos os bispos do mundo, previamente “convocados”, João Paulo II confiou todos os povos ao Imaculado Coração de Maria:

E por isso, ó Mãe dos homens e dos povos, Tu que conheces todos os seus sofrimentos e todas as suas esperanças, Tu que sentes maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas, que abalam o mundo contemporâneo, acolhe o nosso grito que, movido pelo Espírito Santo, dirigimos diretamente ao teu Coração: abraça com amor de Mãe e Serva do Senhor, este nosso mundo humano, que Te confiamos e consagramos, cheio de inquietude pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos. De modo especial Te confiamos e consagramos aqueles homens e nações que têm necessidade particular desta entrega e consagração.

Em junho do ano 2000, a Santa Sé revelou a terceira parte do segredo de Fátima e o então arcebispo Tarcisio Bertone, secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, sublinhou que irmã Lúcia, numa carta de 1989, tinha confirmado pessoalmente que este ato de consagração solene e universal correspondia ao que Nossa Senhora queria: “Sim, foi feito”, escreveu a vidente, “como Nossa Senhora havia pedido, em 25 de março de 1984”.

Fonte: Vatican News

Foto: cathopic.com