Papa Francisco: A pena de morte é inadmissível

O Vaticano publicou nesta quinta-feira, 2 de agosto, a nova redação do Catecismo da Igreja Católica (n. 2267), sobre a “pena de morte”. Neste parágrafo o Papa Francisco coloca – no livro que expressa toda a doutrina e a fé da Igreja Católica – que a pena de morte é inadmissível.

O novo Rescrito do Papa, ou seja, a decisão papal sobre a questão da pena de morte, assim está escrito no parágrafo 2267:

“Durante muito tempo, o recurso à pena de morte, por parte da legítima autoridade, era considerada, depois de um processo regular, como uma resposta adequada à gravidade de alguns delitos e um meio aceitável, ainda que extremo, para a tutela do bem comum”.

No entanto, hoje, torna-se cada vez mais viva a consciência de que a dignidade da pessoa não fica privada, apesar de cometer crimes gravíssimos. Além do mais, difunde-se uma nova compreensão do sentido das sanções penais por parte do Estado. Enfim, foram desenvolvidos sistemas de detenção mais eficazes, que garantem a indispensável defesa dos cidadãos, sem tirar, ao mesmo tempo e definitivamente, a possibilidade do réu de se redimir.

Por isso, a Igreja ensina, no Novo Catecismo, à luz do Evangelho, que “a pena de morte é inadmissível, porque atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa, e se compromete, com determinação, em prol da sua abolição no mundo inteiro”.

Com informações de vaticannews.va

Foto: Homenagem no Memorial da Guerra do Vietnã em Washington. Por Pablo Martinez Monsivais AP, via El País

Fonte: schoenstatt.org.br

Tomar o pulso do tempo: Conselhos do Papa ao Movimento

No Dia do Papa, 29 de junho, recordamos algumas frases do Papa Francisco dirigidas à Família de Schoenstatt:

 

Pe. Kentenich

– “[…] O Pe. Kentenich o expressava muito bem quando dizia que havia de estar ‘com o ouvido no coração de Deus e a mão no pulso do tempo’. Aqui estão os dois pilares de uma autentica vida espiritual”.

– Sobre o carisma do Pe. Kentenich: “tomar o pulso do tempo”, da realidade, das pessoas. Não há que ter medo à realidade. Há que tomar a realidade como ela vem, como o goleiro quando chutam a bola e dali, dali, de onde vem, trata de agarrá-la. Ali nos espera o Senhor, ali ele se comunica e se revela a nós. O diálogo com Deus na oração nos leva também a escutar sua voz nas pessoas e nas situações que nos rodeiam.

– “A mim, me impressionou que o Diretor Geral de vocês tenha feito referência à incompreensão que teve que padecer o Pe. Kentenich e a rejeição. Isso é sinal de que um cristão vai adiante. Quando o Senhor o faz passar a prova da rejeição. Porque é o sinal dos Profetas, os falsos profetas nunca foram rejeitados, porque diziam aos reis ou às pessoas o que queriam escutar. Assim que tudo era “ah, que lindo”, não? E nada mais. Não. A rejeição, não é? Aqui está a perseverança”.

– “A graça de Deus necessita somente de uma única pessoa para realizar grandes coisas na Igreja e no mundo. Isto nos ensina a história do modesto Santuário mariano de Schoenstatt que deu o nome a um Movimento de espiritualidade difundido no mundo inteiro”.

 

Maria

– “Maria é Mãe porque gera Jesus e nos ajuda, com a força do Espírito Santo, a que Jesus nasça e cresça em nós. É ela que continuamente nos dá vida. É Mãe da igreja. É maternidade”.

– “Não temos o direito – e se o fazemos estamos equivocados – de ter psicologia de órfãos. Ou seja, o cristão não tem direito ‘de ser órfão’. Tem Mãe. Temos Mãe”.

– “Uma Igreja sem Maria é um orfanato. Então Ela educa, ajuda-nos a crescer, acompanha-nos, toca as consciências”.

 

Aliança de Amor

– “E Aliança significa solidariedade. Significa criação de vínculos. Hoje em dia estamos vivendo nesta cultura do provisório, que é uma cultura de destruição de vínculos”.

– “Quando celebramos a Eucaristia, celebramos a renovação da Aliança. Não só mimeticamente, mas de uma maneira muito profunda, muito real. É a mesma presença de Deus que renova a Aliança conosco”.

– “E vindo Jesus, ele que nos pede para renovar a Aliança. Ele mesmo participa dessa renovação na Eucaristia”.

 

Referências:

Encontro do Papa com os Padres de Schoenstatt (03/09/2015): clique
Encontro do Papa com o Movimento no centenário da Aliança (26/10/2014): clique e clique

Fonte: schoenstatt.org.br

Papa: a Igreja é mulher e mãe, como Maria

Cidade do Vaticano – Hoje, 21 de maio, a igreja celebra pela primeira vez a memória de ‘Maria, Mãe de Igreja’, instituída pelo Papa Francisco. Na sua Missa diária, celebrada na capela da casa Santa Maria, em Roma, o Santo Padre ressaltou na sua homilia que nos Evangelhos, Maria sempre é indicada como “Mãe de Jesus”, não “a Senhora” ou “a viúva de José”: a sua maternidade percorre toda a Sagrada Escritura, desde a Anunciação até o fim.

“A Igreja é feminina”, “é mãe” e quando falta esta identidade ela se torna “uma associação beneficente ou um time de futebol”; quando “é uma Igreja masculina”, infelizmente se torna “uma Igreja de solteirões”, “incapaz de amor, incapaz de fecundidade”.

Foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada nesta segunda-feira (21/05), na capela da Casa Santa Marta, dia em que a Igreja recorda a Beata Virgem Maria, Mãe da Igreja. Esta memória é celebrada pela primeira vez, este ano, após a publicação em 3 de março passado, do decreto “Ecclesia Mater” da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

O Papa Francisco quis que esta memória fosse celebrada na segunda-feira depois de Pentecostes para “favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos pastores, nos religiosos e fiéis, como também a genuína piedade mariana”.

 

A Igreja é feminina

Na homilia, o Santo Padre ressaltou que nos Evangelhos, Maria sempre é indicada como “Mãe de Jesus”, não “a Senhora” ou “a viúva de José”: a sua maternidade percorre toda a Sagrada Escritura, desde a Anunciação até o fim. Uma especificidade que os Padres da Igreja entenderam rapidamente, bem que alcança e cinge a Igreja.

“A Igreja é feminina, porque é igreja, esposa: é feminina. É mãe, dá à luz. Esposa e mãe. E os Padres vão além e dizem: ‘A sua alma também é esposa de Cristo e mãe’. Nessa atitude de Maria, que é Mãe da Igreja, neste comportamento podemos entender essa dimensão feminina da Igreja que, quando não existe, a Igreja perde a verdadeira identidade e se torna uma associação beneficente ou um time de futebol ou qualquer outra coisa, mas não a Igreja.”

Somente uma Igreja feminina poderá ter “comportamentos de fecundidade”, segundo as intenções de Deus, que “quis nascer de uma mulher para nos ensinar este caminho de mulher”.

 

Não a uma Igreja de solteirões

“O importante é que a Igreja seja mulher, que tenha esta atitude de esposa e mãe. Quando nos esquecemos disso, é uma Igreja masculina, sem esta dimensão, e se torna tristemente uma Igreja de solteirões, que vivem no isolamento, incapazes de amor, incapazes de fecundidade. Sem a mulher, a Igreja não vai adiante, porque ela é mulher. Esta atitude de mulher vem de Maria, porque Jesus quis assim.”

 

A ternura de uma mãe

Uma das virtudes que mais distingue uma mulher, observou o Papa Francisco, é a ternura, como Maria que “deu à luz seu filho primogênito, o enfaixou e o colocou numa manjedoura”: cuidar, com mansidão e humildade são as qualidades fortes das mães”.

“Uma Igreja que é mãe segue o caminho da ternura. Conhece a linguagem da sabedoria do carinho, do silêncio, do olhar cheio de compaixão, que tem gosto de silêncio. E, também, uma alma, uma pessoa que vive essa pertença à Igreja, sabendo que também é mãe, deve seguir o mesmo caminho: uma pessoa afável, terna, sorridente e cheia de amor”.

Fonte: vatican-news

Papa Francisco lança hoje a Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate

Cidade do Vaticano – Os desafios de ser santos no mundo atual. Em sua Exortação Apostólica ‘Gaudete et Exsultate’, o Papa dá indicações sobre como viver a santidade – um chamado que é para todos – em um mundo que apresenta tantos desafios à fé. Mas Francisco começa o documento, falando sobre o espírito de alegria.

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Nós nos tornamos santos vivendo as bem-aventuranças, o caminho principal porque “contra a corrente” em relação à direção do mundo. O chamado à santidade é para todos, porque a Igreja sempre ensinou que é um chamado universal e possível a qualquer um, como demonstrado pelos muitos santos “da porta ao lado”.

A vida de santidade está assim intimamente ligada à vida de misericórdia, “a chave para o céu”. Portanto, santo é aquele que sabe comover-se e mover-se para ajudar os miseráveis e curar as misérias. Quem esquiva-se das “elucubrações” de velhas heresias sempre atuais e quem, entre outras coisas, em um mundo “acelerado” e agressivo “é capaz de viver com alegria e senso de humor.”

Não é um “tratado”, mas um convite

É precisamente o espírito de alegria que o Papa Francisco escolhe colocar na abertura de sua última Exortação Apostólica. (Para ler a exortação clicar no link ao lado.)

O título “Gaudete et Exsultate”, “Alegrai-vos e exultai,” repete as palavras que Jesus dirige “aos que são perseguidos ou humilhados por causa dele”.

Nos cinco capítulos e 44 páginas do documento, o Papa segue a linha de seu magistério mais profundo, a Igreja próxima à “carne de Cristo sofredor.”

Os 177 parágrafos não são – adverte –  “um tratado sobre a santidade, com muitas definições e distinções”, mas uma maneira de “fazer ressoar mais uma vez o chamado à santidade”, indicando “os seus riscos,  desafios e oportunidades”(n. 2).

A classe média da santidade

Antes de mostrar o que fazer para se tornar santos, o  Papa Francisco se detém no primeiro capítulo sobre o “chamado à santidade” e reafirma: há um caminho de perfeição para cada um e não faz sentido desencorajar-se  contemplando “modelos de santidade que lhe parecem inatingíveis” ou procurando  “imitar algo que não foi pensado para ele”. (n. 11).

“Os santos, que já chegaram à presença de Deus” nos “protegem, amparam e acompanham” (n. 4), afirma o Papa. Mas, acrescenta, a santidade a que Deus nos chama, irá crescendo com “pequenos gestos” (n. 16 ) cotidianos, tantas vezes testemunhados por “aqueles que vivem próximos de nós”, a “classe média de santidade” (n. 7).

Razão como um Deus

No segundo capítulo, o Papa estigmatiza aqueles que define como “dois inimigos sutis da santidade”, já várias vezes objeto de reflexão, entre outros, nas missas na Santa Marta, na Evangelii gaudium, bem como no recente documento da Doutrina da Fé, Placuit Deo.

Trata-se de “gnosticismo” e “pelagianismo”,  duas heresias que surgiram nos primeiros séculos do cristianismo, mas continuam a ser de alarmante atualidade (n.35).

O gnosticismo – observa – é uma autocelebração de “uma mente sem encarnação, incapaz de tocar a carne sofredora de Cristo nos outros, engessada numa enciclopédia de abstrações”.

Para o Papa, trata-se de uma “vaidosa superficialidade”, que pretende “reduzir o ensinamento de Jesus a uma lógica fria e dura que procura dominar tudo”. E ao desencarnar o mistério, preferem – como disse em uma missa na Santa Marta – “um Deus sem Cristo, um Cristo sem Igreja, uma Igreja sem povo “(nn. 37-39).

Adoradores da vontade

O neo-pelagianismo é, segundo Francisco, outro erro gerado pelo gnosticismo. A ser objeto de adoração aqui não é mais a mente humana, mas o “esforço pessoal”, uma vontade sem humildade que “sente-se superior aos outros por cumprir determinadas normas” ou por ser fiel “a um certo estilo católico” (n. 49).

“A obsessão pela lei”, “o fascínio de exibir conquistas sociais e políticas”, ou “a ostentação no cuidado da liturgia, da doutrina e do prestígio da Igreja” são para o Papa, entre outros, alguns traços típicos de cristãos que “não se deixam guiar pelo Espírito no caminho do amor”. (n. 57 ).

Francisco, por outro lado, lembra que é sempre o dom da graça que ultrapassa “as capacidades da inteligência e as forças da vontade humana” (n. 54). Às vezes, constata, “complicamos o Evangelho e tornamo-nos escravos de um esquema”. (Nº 59)

Oito caminhos de santidade

Além de todas as “teorias sobre o que é santidade”, existem as Bem-aventuranças. Francisco coloca-as no centro do terceiro capítulo, afirmando que com este discurso Jesus “explicou, com toda a simplicidade, o que é ser santo” (n. 63).

O Papa as repassa uma a uma. Da pobreza de coração – que também significa austeridade da vida (n. 70) – ao reagir “com humilde mansidão” em um mundo onde se combate em todos os lugares. (n. 74).

Da “coragem” de deixar-se “traspassar” pela dor dos outros e ter “compaixão” por eles – enquanto ” o mundano ignora, olha para o lado” (nn 75-76.) – à sede de justiça.

“A realidade mostra-nos como é fácil entrar nas súcias da  corrupção, fazer parte desta política diária do “dou para que me deem”, onde tudo é negócio. E quantos sofrem por causa das injustiças, quantos ficam assistindo, impotentes, como outros se revezam para repartir o bolo da vida”. (nn. 78-79).

Do “olhar e agir com misericórdia”, o que significa ajudar os outros “e até mesmo perdoar” (nn. 81-82), “manter o coração limpo de tudo o que mancha o amor” por Deus e o próximo, isto é santidade. (n.86).

E finalmente, do “semear a paz” e “amizade social” com “serenidade, criatividade, sensibilidade e destreza” – conscientes da dificuldade de lançar pontes entre pessoas diferentes (nn. 88-89) – ao aceitar também as perseguições, porque hoje a coerência às Bem-aventuranças “pode ser mal vista, suspeita, ridicularizada” e, no entanto, não se pode esperar, para viver o Evangelho, que tudo à nossa volta seja favorável” (n. 91).

A grande regra do comportamento

Uma dessas bem-aventuranças, “Bem-aventurados os misericordiosos”, contém para Francisco “a grande regra de comportamento” dos cristãos, aquela descrita por Mateus no capítulo 25 do “Juízo Final”.

Esta página, reitera, demonstra que “ser santo não significa revirar os olhos num suposto êxtase” (n. 96), mas viver Deus por meio do amor aos últimos.

Infelizmente, observa o Papa, existem ideologias que “mutilam o Evangelho”. Por um lado, cristãos sem um relacionamento com Deus, que transformam o cristianismo “numa espécie de ONG, privando-o daquela espiritualidade irradiante” vivida por São Francisco de Assis, São Vicente de Paulo, Santa Teresa de Calcutá. (nº 100).

Por outro, aqueles que “suspeitam do compromisso social dos outros”, considerando-o como se fosse algo de superficial, mundano, secularizado, imamentista, “comunista ou populista”, ou “o relativizam” em nome de uma determinada ética.

Aqui o Papa reafirma que “a defesa do inocente nascituro, por exemplo, deve ser clara, firme e apaixonada, porque neste caso está em jogo a dignidade da vida humana, sempre sagrada” (n. 101).

Mesmo a acolhida dos migrantes – que alguns católicos,  observa, gostariam que fosse menos importante do que a bioética – é um dever de todo cristão, porque em todo estrangeiro existe Cristo, e “não se trata da invenção de um Papa, nem de um delírio passageiro” (n. 103).

“Gastar-se” nas obras de misericórdia

Assim, observou que “gozar a vida” como nos convida a fazer o “consumismo hedonista”, é o oposto do desejar dar glórias a Deus, que pede para nos “gastarmos” nas obras de misericórdia (nn. 107-108).

No quarto capítulo, Francisco repassa as características “indispensáveis” para entender o estilo de vida da santidade: “perseverança, paciência e mansidão”, “alegria e senso de humor”, “audácia e fervor”.

O caminho da santidade vivido como caminho “em comunidade” e “em constante oração”, que chega à “contemplação”, não entendida como “evasão que nega o mundo que nos rodeia” (nn. 110-152).

Luta vigilante e inteligente

E porque, prossegue, a vida cristã é uma luta “constante” contra a “mentalidade mundana” que “nos engana, atordoa e torna medíocres” (n. 159).

O Papa conclui no quinto capítulo convidando ao “combate” contra o “Maligno que, escreve ele, não é “um mito”, mas” um ser pessoal que nos atormenta” (n. 160-161).

“Quem não quiser reconhecê-lo, ver-se-á exposto ao fracasso ou à mediocridade”. As suas maquinações, indica, devem ser contrastadas com a “vigilância”, usando as “armas poderosas” da oração, a adoração eucarística, os Sacramentos e com uma vida permeada pela caridade (n. 162).

Importante, continua Francisco, é também o “discernimento”, particularmente em uma época “que oferece enormes possibilidades de ação e distração” – das viagens, ao tempo livre, ao uso descontrolado da tecnologia – “que não deixam espaços vazios onde ressoa a voz de Deus “. Francisco pede cuidados especiais para os jovens, muitas vezes “expostos a um constante zapping”, em mundos virtuais distantes da realidade (n. 167).

“Não se faz discernimento para descobrir o que mais podemos derivar dessa vida, mas para reconhecer como podemos cumprir melhor a missão que nos foi confiada no Batismo.” (174)

Fonte: Vatican News

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Papa institui a Memória de Maria “Mãe da Igreja” no calendário litúrgico

Cidade do Vaticano – Com um Decreto publicado este sábado, 03 de março, pela Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos, o Papa Francisco determinou a inscrição da Memória da “Bem-aventurada Virgem, Mãe da Igreja” no Calendário Romano Geral. Esta memória será celebrada todos os anos na Segunda-feira depois de Pentecostes.

O motivo da celebração está brevemente descrito no Decreto “Ecclesia Mater”: favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos Pastores, nos religiosos e nos fiéis, como, também, da genuína piedade mariana.

“Esta celebração ajudará a lembrar que a vida cristã, para crescer, deve ser ancorada no mistério da Cruz, na oblação de Cristo no convite eucarístico e na Virgem oferente, Mãe do Redentor e dos redimidos”, lê-se ainda no Decreto, assinado pelo Prefeito do Dicastério, o Card. Robert Sarah.

De acordo com o Decreto, onde a celebração da bem-aventurada Virgem Maria, por norma do direito particular aprovado, já se celebra num dia diferente com grau litúrgico mais elevado, pode continuar a ser celebrada desse modo.

“Considerando a importância do mistério da maternidade espiritual de Maria, que na espera do Espírito no Pentecostes (cf. Act 1, 14), nunca mais parou de ocupar-se e de curar maternalmente da Igreja peregrina no tempo, o Papa Francisco estabeleceu que na Segunda-feira depois do Pentecostes, a Memória de Maria Mãe da Igreja seja obrigatória para toda a Igreja de Rito Romano”, comentou o Card. Sarah.

“O desejo é que esta celebração, agora para toda a Igreja, recorde a todos os discípulos de Cristo que, se queremos crescer e enchermo-nos do amor de Deus, é preciso enraizar a nossa vida sobre três realidades: na Cruz, na Hóstia e na Virgem – Crux, Hostia et Virgo. Estes são os três mistérios que Deus deu ao mundo para estruturar, fecundar, santificar a nossa vida interior e para nos conduzir a Jesus Cristo. São três mistérios a contemplar no silêncio.”

Para ler o decreto na íntegra: Decreto sobre a Memória de Maria, Mãe da Igreja

Foto: Rádio Vaticano

Fonte: VaticanNews

Dia de Jejum e Oração: O que eu posso fazer pela paz?

Karen Bueno – O Papa Francisco convocou, para esta sexta-feira, 23 de fevereiro, um dia de jejum e oração pela paz. Mas, além de jejuar e rezar, ele pede também gestos concretos nessa direção, para que cada pessoa se questione em sua consciência: O que eu posso fazer pela paz?

Seguindo na mesma linha, um dos objetivos específicos da Campanha da Fraternidade este ano é “valorizar a família e a escola como espaços de convivência fraterna, de educação para a paz e de testemunho do amor e do perdão”. Em outras palavras, cultivar os gestos de paz desde o seio da família, da escola, do trabalho, do dia a dia, pois “a paz deve estar primeiro nos espíritos, para poder verificar-se depois nos acontecimentos”.

O texto-base da Campanha ainda salienta: “Em tempos que a paz está ameaçada, é preciso observar criticamente a realidade com olhar de quem acredita na superação por meio da fraternidade. A superação da violência se torna, assim, um sinal do amor que Deus nutre pelo ser humano criado para ser irmão e não rival. Como cristãos, somos chamados a construir o Reino da verdade e da graça, da justiça, do amor e da paz, pois somos todos irmãos”.

O jejum como instrumento de paz

O pedido do Papa por jejum e oração é um passo importante na conquista da paz.

O Pe. José Kentenich recordava, aos jovens congregados, as palavras de Jesus: “Se não fizerem penitência, perecereis! (Lc 13, 3). Essas palavras de Nosso Senhor aplicam-se a todos, aplicam-se a nós também. O mandamento de fazer penitência é um mandamento divino do qual ninguém nos pode dispensar, nem o Papa. A Igreja concretiza mais este mandamento na Quaresma pela prática do jejum e da abstinência. Desta forma, a penitência tornou-se um preceito da Igreja…” [1].

Nesse sentido, o Pai e Fundador convida a substituir a palavra “penitência” por “autoeducação”, acentuando a missão pedagógica de Schoenstatt. Com esses gestos de entrega ao Capital de Graças, a Mãe de Deus vai formando seus filhos para serem protagonistas da paz em todos os ambientes.

Unidos à Igreja, ao Papa, a todos os cristãos, colocamos hoje, a partir dos Santuários, uma intenção especial pela paz, com um pedido particular pelas populações da República Democrática do Congo e do Sudão do Sul.

O anseio de construir, no Brasil, a nova terra mariana também passa por esse caminho de sacrifícios e entrega pela paz. “A construção de uma nova terra mariana exige, da nossa parte, muito heroísmo. Herói é aquele que consagra sua vida a uma grande tarefa. Precisamos de novas forças, de um novo protagonismo e de um aprofundado espírito de sacrifício, capaz de se consumir totalmente pela missão. Só um filho heroico do Pai do Céu será capaz de vencer, vivendo o heroísmo da fé, da esperança e do amor em todas as circunstâncias da sua vida” [2].

 

Mais sobre a Campanha da Fraternidade

 

[1] Livro: Heróis de Fogo, Pe. Jonathan Niehaus
[2] Carta da Central Nacional de Assessores sobre o lema do ano.

Fonte: schoenstatt.org.br[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_video link=”https://www.youtube.com/watch?time_continue=48&v=fdYNElDdo7c” el_width=”70″][/vc_column][/vc_row]