As Irmãs de Maria celebram 50 anos da Província de Atibaia, São Paulo

 

Ir M Nilza P. da Silva – As Irmãs de Maria de Schoenstatt celebraram os 50 anos da Província Schoenstatt-Tabor, com a sede junto ao Santuário da Mãe e Rainha, Tabor da Permanente Presença do Pai, em Atibaia/SP, no Brasil.

A celebração do jubileu foi marcada por uma missa festiva, no dia 10 de junho, presidida por Dom Sérgio Aparecido Colombo, bispo da Diocese de Bragança Paulista, que em sua homilia destacou o jubileu como um tempo de profunda gratidão, renovação interior e envio missionário.

Inspirado pela passagem de Jeremias 29,11 (Eu bem sei os planos que tenho para vocês) o bispo sublinhou a fidelidade de Deus na história da Província e os frutos da perseverança das Irmãs ao longo das décadas. Expressou grande alegria, afirmando que “tudo é, foi e será graça e bondade de Deus. Sabemos que deste Santuário jorram graças sobre graças, pela intercessão da Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt.”

Dom Sérgio também destacou a providência divina ao poder celebrar os 50 anos da província justamente no ano centenário da diocese.

 

Bênção Apostólica do Papa Leão XIV

Durante a celebração, Ir. M. Silvia Regina Formagio, superiora provincial, apresenta uma mensagem com a bênção apostólica do Papa Leão XIV por esta ocasião, que foi lida por Dom Sérgio. A Irmã expressa sua gratidão pelos “50 anos vividos intensamente, nos quais experimentamos a presença de Deus e agradecemos pelas possibilidades que ele nos oferece para cumprirmos a missão que ele mesmo nos deu, por meio da Mãe e Rainha de Schoenstatt.”

O jubileu é celebrado no dia que completam 90 anos da chegada das primeiras missionárias enviadas de Schoenstatt, na Alemanha, ao Brasil. “Celebrar o jubileu desperta em nosso coração uma profunda gratidão a Deus Trindade por tudo o que recebemos ao longo destes anos,” diz a superiora provincial.

Impacto social e pastoral

Atualmente, a Província Schoenstatt-Tabor é composta por 132 Irmãs, que atuam em diversas áreas profissionais e pastorais, como educação e saúde. Por meio da Campanha da Mãe Peregrina, elas colaboram com 153 dioceses na evangelização das famílias, crianças, enfermos e presídios. A província é um desmembramento da Província Tabor, com sede em Santa Maria/RS, a fim de otimizar a presença e o serviço à Igreja, com o carisma do fundador, Pe. José Kentenich.

O nome “Schoenstatt-Tabor” expressa a missão de levar a experiência da Aliança de Amor com a Mãe e Rainha de Schoenstatt, como meio de viver em Cristo, como filhos amados e heroicos do Pai, pois, como disse o Papa Leão XIV, em sua primeira saudação: “Nossa Mãe, Maria, quer sempre caminhar conosco, estar perto, ajudar-nos com a sua intercessão e o seu amor.”

Fonte: schoenstatt.com

10 de junho: 90 anos da chegada das primeiras Irmãs de Maria ao Brasil

 

Karen Bueno – Hoje a Família de Schoenstatt brasileira celebra 9 décadas desde a chegada das primeiras 12 Irmãs de Maria ao Brasil. Praticamente, com elas, chegava Schoenstatt à nossa pátria. E até podemos dizer que podemos iniciar nossa preparação para os centenário de Schoenstatt no Brasil. Pois 10 anos passam rápido!

Há 90 anos

No dia 12 de maio de 1935, em Schoenstatt, aconteceu a solenidade de envio das 12 Irmãs Missionárias, do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, enviadas para a América. Elas partiram em um mar de incertezas, com poucos itens pessoais na mala e sabendo que certamente não veriam mais suas famílias; mas também partiram com uma grande medida de entusiasmo e uma confiança sem fim na Mãe de Deus: MHC! (Mater Habebit Curam – A Mãe cuidará!)

Naquele dia, o Pe. José Kentenich presidiu o envio e foi muito franco com elas; ele não prometeu um futuro calmo e confortável, mas adiantou aquilo que seria fundamental na missão: dar a própria vida.

“Queremos ser semente da MTA. Semear é algo de grande, mas talvez seja maior ainda: lançar-se a si mesmo como semente, semente dum novo mundo. O mundo deve tornar-se, mais e mais, Schoenstatt. Este há de ser o sentido de nossa aspiração e de nossas lutas aqui na terra”, disse o Fundador (fonte: crônica das Irmãs de Maria).

O Capital de Graças esteve em primeiro plano

A viagem durou cerca de um mês, até atracar no porto de Santos/SP, em 10 de junho. De lá, as 12 Irmãs pioneiras viajaram até seu primeiro destino, a cidade de Jacarezinho/PR, onde residiram nos primeiros anos.

Quer saber como a Família de Schoenstatt celebou os 90 anos da chegada das Irmãs pioneiras? CLIQUE AQUI

Lendo a crônica, encontram-se muitas experiências concretas do que significou, para elas, ser semente e dar a própria vida: fome e frio, condições precárias de sobrevivência, dificuldades de comunicação pelo idioma novo… O começo da história de Schoenstatt no Brasil passou por muita entrega, confiança e ousadia.

A Ir. M. Emanuele Seyfried conta:

“O Pai e Fundador mostrou-nos a importância da MTA e nos levou, lentamente, à compreensão da grande importância de nossa missão no Brasil e para o Brasil. Numa dessas meditações, ele nos disse: ‘Quando uma coisa se torna difícil, eu a dou para a Mãe de Deus. Isto agora deve tornar-se realidade. Agora, preciso aprender a solucionar as dificuldades com a palavra mágica: MATER HABEBIT CURAM!’
Assim o Fundador despertou em nós um grande amor à missão e firme vontade de sacrificar tudo para a MTA, para que ela pudesse conquistar novas terras no Brasil. Nossa fé prática na Providência expressava-se no MHC. Esta fé era profundamente mariana. A Mãe cuidará de tudo, se nós enchermos o Capital de Graças com as nossas contribuições. Por isso, por muito tempo, o Capital de Graças esteve no primeiro plano, em nossa aspiração. Estávamos bem conscientes de que o fundamento de Schoenstatt no Brasil seria o Capital de Graças. E nós, como geração fundadora, devíamos enchê-lo. O Senhor Padre [Pe. Kentenich] sempre nos dizia: Onde se começa algo novo para Schoenstatt, sempre se começa pelo Capital de Graças. E nós, brasileiras, devíamos fundá-lo para o Brasil”.

Quem será uma nova semente?

Quando viajamos ao passado, as histórias não são recordadas pelo sentimento de nostalgia, mas para trazer luz e iluminar os novos tempos. Sendo assim, o que você leva de mensagem deste capítulo da história? Para alguns, pode ser o espírito aventureiro e desbravador de sair em busca de novos mundos; para outros, pode ser a confiança heroica, a filialidade de se entregar aos planos do Pai sempre; ou então a arte de entregar tudo ao Capital de Graças, sabendo que sua vida pode ser maior do que você pode imaginar. Para quem pertence ao Movimento, certamente fica o anseio de levar Schoenstatt para todos os lugares aonde for, lançando-se como semente no trabalho, na família, nos encontros e desencontros da vida.

Seja qual for a lição que se pode aprender, no cerne está sempre a fé prática na Divina Providência, pois os sonhos de Deus para cada um representam uma aventura em oceanos desconhecidos, que levam sempre de volta ao seu amor.

As Representações da Santíssima Trindade nas obras da Ir M Senira Biscaro

Amanhã celebramos o maior mistério da nossa fé: a Santíssima Trindade. Nestes mais de dois milênios de cristianismo, muitos teólogos se ocuparam com este mistério, buscando entendê-lo e explicá-lo.

Enquanto a inteligência humana é pequena demais para entender o mistério de Deus, a arte cristã procurou expressar em imagens o que as palavras não o podem.

Nos Santuários de Schoenstatt há também um conjunto de símbolos que representam a Trindade: a cruz (acima do tabernáculo), o Símbolo de Deus Pai (também é símbolo da Santíssima Trindade) acima do quadro da MTA e o Espírito Santo, bem acima do altar, como se estivesse ‘pairando’ sobre o recinto sagrado do presbitério (local bem na frente, onde ficam o altar e trono da Mãe e Rainha).

Cada Santuário de Schoenstatt tem formas variadas para estes símbolos, mas eles sempre estão presentes.

                                                                              Santuário Tabor

 

Em Santa Maria, encontramos nas capelas das Irmãs de Maria sempre uma representação da Santíssima Trindade no conjunto artístico do altar. Todas são obra da Ir M Senira Biscaro (falecida em 2015), que dedicou sua vida à arte sacra, especialmente na missão de traduzir em símbolos a espiritualidade de Schoenstatt.

A mais famosa destas obras é a Capela Tabor, com seu lindo altar. Nele vemos uma cruz transfigurada pela luz do Tabor, com Cristo, o Filho amado do Pai, que volve seu olhar para o conjunto dos símbolos do Espírito Santo e de Deus Pai.

 

‘Do outro lado da avenida’ está o Centro Mariano, centro do Movimento de Schoenstatt e local de acolhida dos peregrinos do Santuário Tabor. Na sua Capela está uma linda representação da Trindade. Nela vemos Cristo também transfigurado pela luz do Tabor, representado como Rei coroado e sacerdote. No alto, a mão do Pai envia o Espírito Santo.

 

Mesmo depois do falecimento de Ir M Senira, a Metalarte Padre José Kentenich continua produzindo objetos de arte sacra, especialmente com a espiritualidade de Schoenstatt.

 

 

Há 80 anos chegavam as Irmãs de Maria à Santa Maria

Ir M Rosequiel Fávero – Hoje, 20 de março, faz 80 anos que as Irmãs de Maria de Schoenstatt se estabeleceram em Santa Maria, no coração do Rio Grande do Sul.

As primeiras Irmãs de Maria vindas da Alemanha chegaram ao Brasil em junho de 1935, se estabelecendo em Jacarezinho, interior do Paraná. Pouco tempo depois, algumas delas fundaram a primeira escola na recém iniciada cidade de Londrina, na época um vilarejo no meio da floresta. Somente 10 anos mais tarde chegaram ao Rio Grande do Sul, numa viagem que, na época, levada 3 dias e 3 noites num trem.

Em busca de vocações

Porque as Irmãs de Maria vieram para Santa Maria? Foram convidadas pelos Padres Palotinos, especialmente pelos irmãos Pe. Máximo e Pe. Celestino Trevisan. Pe. Máximo estivera em Schoenstatt/Alemanha e ficara tocado pelo Santuário e tudo que viu. Entusiasmou seu irmão, já considerado um grande pregador popular, para trazer as Irmãs de Maria para o Rio Grande do Sul e para construir uma Casa de Retiros, semelhante a que ele conheceu em Schoenstatt.

Um fator influenciou a decisão das Irmãs de empreenderem uma viagem tão longa: no Rio Grande do Sul os Padres Palotinos teriam já um grupo de moças, prontas para ingressar no instituto das Irmãs e haveriam mais, vindas especialmente das boas famílias católicas entre os imigrantes italianos. De fato, as Irmãs encontraram um belo grupo de jovens vocacionadas que tiveram sua vestição no final de 1945. E a atual ‘Casa Provincial’ junto ao Santuário Tabor teve seus primórdios com a inauguração da ‘Casa do Noviciado’, em outubro de 1945.

O que as Irmãs de Maria encontraram em Santa Maria?

Muito embora a Casa do Noviciado já estivesse em construção, as duas primeiras Irmãs que chegaram a Santa Maria, Ir M Norberta Schulte e Ir M Emmanuele Seigried, encontraram um grupo de moças muito dedicadas e apostólicas, morando numa antiga casa perto da igreja matriz da paróquia Nossa Senhora das Dores. Uma casa velha e pequena, na qual faltava muito do que era necessário. Com espírito de fundação, jovens e Irmãs enfrentaram as dificuldades deste início, trabalhando elas mesmas, muitas vezes, na construção da Casa do Noviciado.

Encontraram também corações acolhedores, que amavam a Mãe de Deus. Numa das atividades para apresentar as Irmãs à comunidade e também para angariar fundos para a construção da casa, elas foram convidadas a visitar cada dia a casa de uma família, levando um quadro da Mãe e Rainha, para rezar e cantar com as pessoas. Ir M Norberta conta: “Domingo passado o nosso vigário já fez uma grande divulgação na igreja e proclamou as visitas domiciliares com a imagem da MTA. (…) Depois da MIssa, as pessoas correram à sacristia para inscrever-se para a visitas de Nossa Senhora. Em pouco minutos os 30 dias estavam preenchidos e muitos ficaram sentidos que não tiveram chance de receber a visita da Mãe. Pediram para continuar em outubro e consentimos“.

Em 7 de outubro a Casa do Noviciado foi inaugurada. Embora felizes por tudo o que a Mãe e Rainha já havia operado em Santa Maria, nem de longe as Irmãs imaginavam o que estava por vir: as visitas de nosso Pai e Fundador, Padre José Kentenich, o Santuário Tabor, a Campanha da Mãe Peregrina, o crescimento do Movimento… que tornaram de Santa Maria conhecida na Família de Schoenstatt do Brasil e no mundo inteiro.

 

Ir M Cacilda Sonego partiu para a eternidade

 

Na véspera do primeiro Dia da Aliança de 2025, Ano Santo e ano dos 75 anos da Campanha da Mãe Peregrina, Deus chamou para junto de si, na idade de quase 88 anos, a Ir. M. Cacilda Sônego. Essa notícia surpreendeu as suas coirmãs, pois apesar das limitações de saúde que a prenderam a um leito de enferma nos últimos anos, até o dia anterior ao seu falecimento, Ir. M. Cacilda não apresentava sinais de que a sua caminhada de vida estava chegando ao fim, vida essa, feita oferta à Mãe e Rainha, como dádiva da Aliança de Amor.
Ir. M. Cacilda nasceu a 9 de fevereiro de 1937, na Colônia Borges, Município de Restinga Seca, Arquidiocese de Santa Maria/RS. Como era costume nas famílias da época, ajudava desde criança nos afazeres da casa e da lavoura. Recebeu uma boa educação nas verdades da fé e já como adolescente manifestou o desejo de consagrar sua vida a Deus. Aos 20 anos chegou a Santa Maria para realizar esse desejo. Dois anos mais tarde, com suas Irmãs de curso ingressou no Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt e consagrou-se à Mãe de Deus, a grande Discípula do Senhor.

47 anos na enfermagem

A maior parte de sua vida, Ir. M. Cacilda atuou na enfermagem: em Londrina e Ribeirão Claro/Paraná; em Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Santa Vitória do Palmar e em Caxias do Sul/Rio Grande do Sul. Certa vez, numa entrevista, ela disse: “Eu gosto muito da enfermagem, de cuidar do paciente como um todo. Não apenas a parte física, mas também a parte espiritual. Muitos diziam: a gente sente a diferença quando são vocês que atendem. Mas a religiosa tem de ser mais dedicada.” – “Para nós, o paciente sempre foi o mesmo, pobre ou rico. É preciso cuidar dele da mesma forma. E eu gostava de cuidar das pessoas que estão ali, indefesas, dependendo da gente. Sempre dizia para as funcionárias: ‘Vocês têm de cuidar deles como vocês gostariam de ser tratadas, como se estivessem no lugar deles. As pessoas precisam de atenção.’ Às vezes eu encontrava uma pessoa e ela dizia: ‘Irmã, a senhora cuidou de mim’. Eu ficava orgulhosa em ouvir isso”.
As Irmãs também ajudavam na paróquia, a catedral de Caxias do Sul. Durante alguns anos, o atual Arcebispo de Santa Maria, Dom Leomar Brustolin, foi pároco da Catedral e estimava muito a Irmã M. Cacilda. Dom Leomar admirava nela o espírito apostólico e sacrifical. Certa vez, durante uma semana missionária, um grupo de pessoas visitou as casas das famílias e Ir. M. Cacilda ao acessar uma escada se machucou. Foi fazer exames, mas logo a seguir voltou para continuar o trabalho e não deixou perceber a dor que sentia. Estava sempre pronta a ajudar quando podia.

Servir a Schoenstatt na saúde e na doença

Ao despedir-se da sua querida profissão, Ir. M. Cacilda dedicou-se com alegria à Obra de Schoenstatt em Santa Maria: no Centro Mariano (casa do Movimento de Schoenstatt), junto ao Santuário Tabor e na Casa Provincial. Uma alegria especial para ela foi pertencer, mesmo que por pouco tempo, à filial das Irmãs Adoradoras. Sentia-se feliz porque neste tempo, como fiel discípula do Senhor, podia passar mais tempo junto do seu Mestre, oculto no Santíssimo Sacramento. Já na filial das Irmãs idosas, os últimos anos de sua vida foram de uma contínua oferta para o Capital de Graças, pois já não conseguia caminhar. Esta situação, porém, não lhe tirou a alegria, seu sorriso e seu espírito de oração.
Que sua vida seja penhor por muitas vocações para a Igreja e para a Obra de Schoenstatt que, como ela, queiram seguir os passos do Mestre.

 

Foto: Jean Pimentel / Agência RBS

Faleceu Ir M Roseli Romanzini

 

Na manhã de hoje, sábado anterior ao primeiro domingo de Advento, depois de uma árdua luta com o câncer durante nove anos, vividos num visível espírito de fé, Ir M Roseli Romanzini acolheu o chamado de Deus para o lar eterno. Às 7h de amanhã, na Capela Tabor, haverá a Missa de corpo presente e, em seguida, o seu sepultamento no cemitério das Irmãs de Maria.

Recordando o exemplo de vida da Ir M Roseli, as Irmãs de Maria da Província Tabor, partilham:

 

Brilhais como luzeiro no mundo! (Fl 2,15)

 

Com estas palavras podemos descrever o ser e a vida da Ir. M. Roseli. Por um tempo Deus a presenteou à nossa comunidade e hoje, com dor, mas com profunda gratidão a devolvemos a Ele, o eterno Criador e Doador da vida.

Ir. M. Roseli Romanzini nasceu a 10 de dezembro de 1975 em Liberato Salzano, R/S. Filha de Etelvino e Ivanir Romanzini, tem três irmãos, a Helizabete, a Dioneia e o Elias.

Ingressou em nosso Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt no dia 26 de novembro de 1994, selou a sua Aliança de Amor no dia 2 de fevereiro de 1995 e no dia 31 de maio de 2003 a sua consagração perpétua.

Ainda antes de ingressar na nossa comunidade, como jovem candidata, trabalhou em nossa oficina de arte sacra, a Metalarte. Descobriu e desdobrou o seu talento artístico e passo a passo, foi adquirindo segurança e desenvolvendo criativamente um rico trabalho, que se tornou concreto nas inúmeras obras que realizou.

 

 

Por mais de 30 anos ela se dedicou a arte sacra e a sua maior alegria era produzir os elementos em metal dos santuários de Schoenstatt. Neste ano ela ainda terminou as peças para os santuários de Corrientes e San Juan (Argentina), do primeiro Santuário no Congo (África) e para o santuário de Maringá, recém-inaugurado.

Os seus últimos trabalhos, realizado já com muito esforço devido ao agravamento da enfermidade, foram a coroa para o santuário Mater Ecclesiae de Roma e a coroa para a imagem de Nossa Senhora Medianeira quando da proclamação e solene coroação como “Rainha do Povo Gaúcho”. Serviu muitas paróquias, dioceses e comunidades religiosas na restauração de imagens e peças sagradas, consciente de que assim colaborava na missão de Schoenstatt para a Igreja.

Ela era inteiramente realizada na sua vocação como Irmã de Maria, na sua consagração à Deus e a Mãe Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt. Na comunidade a experimentamos como uma pessoa positiva, inteiramente doada e preocupada com o bem-estar do próximo. Totalmente disponível estava pronta a ajudar e a servir com generosidade.

 

 

Era portadora de uma alegria natural e de um sorriso cativante. No hospital, mesmo sentindo muita dor, acolhia e saudava todas as visitas com o eu sorriso.

Consciente da sua missão de ser o “coração do Reino do Pai”, como um vivo capital de graças empenhou e sacrificou a sua vida pela Igreja, por Schoenstatt, pela nossa Família de Irmãs e pela sua família natural.

Cada vida vivida em fidelidade é semente de novas vocações. Assim vemos também a oferta de Ir M Roseli, e pedimos a Deus que seu sorriso e serviço desinteressado se multiplique em jovens que acolham o chamado de Deus e se consagrem a serviço de Schoenstatt e da Igreja.

 

 

 

Irmãs de Maria: 98 anos de fundação

Ir. M. Rosequiel Fávero – Hoje, há 98 anos, foi fundado o 1º Instituto Secular da Obra de Schoenstatt: as Irmãs de Maria.

O Movimento de Schoenstatt foi fundado em 1914, com a participação dos jovens seminaristas palotinos. Estes, como soldados na Primeira Guerra Mundial, conquistaram outros jovens, que em 1919 fundaram a União Apostólica de Schoenstatt, primeira comunidade da Obra de Schoenstatt. No ano seguinte as mulheres ingressaram no Movimento, fundando a União e a Liga Apostólica Feminina.

O Movimento de Schoenstatt cresceu rapidamente, assim que ainda nos anos 20 começou a se cogitar entre as integrantes da União Apostólica Feminina a necessidade de uma nova fundação que se dedicasse a tempo integral para Schoenstatt. Entre as dirigentes da União foi dialogado sobre como seria esta comunidade, sobre seu traje uniforme e sobre seu nome: deveriam se chamar ‘Irmãs de Maria’.

Assim, em 1º de outubro de 1926, um ousado grupo de 6 ‘unionistas’, sob a direção do Fundador, Padre José Kentenich, se colocou à disposição da MTA para o nascimento do Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt. Hoje, o instituto possui cerca de 1800 Irmãs, de 42 nações e está presente em 29 países.

 

 

As 12 primeiras Irmãs de Maria a vir para o Brasil chegaram em 1935 e se fixaram no interior do Paraná, em Jacarezinho. Em 1945 chegaram em Santa Maria/RS, onde foi fundada a sede da primeira província brasileira. Hoje, existem duas províncias no Brasil, com sedes em Santa Maria/RS e Atibaia/SP.

Para saber mais sobre as Irmãs de Maria pode-se acessar o site internacional do instituto. Sobre a atuação das Irmãs de Maria em e a partir de Santa Maria CLIQUE AQUI.

 

As Irmãs de Maria convidam para um momento mariano de oração

 

Hoje estamos no último sábado do mês dedicado a querida Mãe de Deus. E as Irmãs de Maria que vivem junto ao Santuário Tabor convidam a todos para um momento especial de oração: o ofício da Imaculada Conceição.

História do Ofício da Imaculada Conceição

O Ofício da Imaculada Conceição foi escrito originalmente em latim no século XV, pelo monge franciscano Bernardino de Bustis, na Itália. Aprovado pelo Papa Inocêncio XI em 1678, sendo enriquecido pelo Papa Pio IX em 1876, anos depois dele ter definido como Dogma de fé a doutrina da Imaculada Conceição na Bula “Ineffabilis Deus”, em 8 de dezembro de 1854.

 

Foi então trazido para o Brasil pelos portugueses se tornando quase um patrimônio de fé do povo brasileiro. Uma antiga tradição diz que Nossa Senhora se ajoelha no Céu quando alguém na terra reza o Ofício. Mesmo sendo uma oração considerada longa, muitas pessoas rezam diariamente e outras escolhem o dia de sábado para louvar Nossa Senhora. O certo é, que os textos e cada uma das louvações feitas a Mãe de Deus, são baseados nas referências da Sagrada Escritura. Cada uma das expressões encontradas como: “velo de Gedeão”, “estrela de Jacó”, “trono de Salomão”, “torre de Davi” e tantas outras, fazem uma alegoria, uma comparação com Nossa Senhora.

Transmissão ao vivo deste momento de oração a partir das 19h45min pelo canal do Santuário Tabor no Youtube.

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Atenção: Centro das Irmãs de Maria em Burundi está sem eletricidade. Podemos ajudar?

Ir M Lizette Seitzer – Ao sul do Centro de Schoenstatt de Mutumba, em Burundi, houve um grande deslizamento de terra no vale do rio Kirassa, em 19 de abril de 2024. Depois que a terra começou a ceder, no final da tarde de sexta-feira, as pessoas tentaram apressadamente deixar suas casas e se colocar em segurança. Ao escurecer, ocorreu o deslizamento de terra, matando uma criança e fazendo com que 2.485 pessoas perdessem todos os seus pertences.

375 casas foram destruídas e 500 hectares de terras plantadas se perderam. Ao mesmo tempo, 12 novas casas do Projeto Kirassa também foram completamente destruídas. A usina hidrelétrica da estação missionária dirigida pelas Irmãs de Maria de Schoenstatt, cuja turbina fornecia eletricidade à estação, também foi afetada.

A turbina está enterrada e inutilizável

A extensão total do desastre ficou evidente na manhã seguinte. A colina no lado sul do rio Kirassa deslizou e bloqueou todo o percurso do rio. A terra que desceu da colina enterrou completamente a turbina hidráulica e o primeiro poste da linha de energia. A estrada para a turbina, que desde 1978 fornecia eletricidade não apenas para a estação missionária das Irmãs, mas também para toda a comunidade da colina, todas as escolas, o centro de saúde, a oficina de artesanato, a paróquia e as casas das famílias, não é mais transitável. Depois que a água começou a recuar, o rio encontrou outro caminho.

 

Buscam-se novas formas de fornecimento de eletricidade, especialmente para o centro de saúde

A população da área ao redor do Centro de Schoenstatt é carente. Muitos perderam tudo devido ao deslizamento de terra. Eles estão buscando ajuda das Irmãs de várias maneiras.

Para as Irmãs de Maria, é de importância central manter o centro de saúde funcionando para atender as pessoas de toda a região. A comunidade é grata por ter conseguido combustível para o gerador de emergência, no dia seguinte ao deslizamento de terra, para que os equipamentos mais necessários pudessem ser utilizados no centro de saúde, pelo menos temporariamente, e para que haja luz disponível em uma emergência. Entretanto, como o diesel e a gasolina são difíceis de obter e muito caros no Burundi, as necessidades de energia não podem ser atendidas, a longo prazo, por um gerador.

 

 

“Agora estamos pensando em como podemos continuar”, diz a superiora local das Irmãs de Maria. “Há muito tempo estamos tentando obter, do estado, uma conexão com a estação de energia que fica um pouco mais remota, em Kabezi, mas até agora sem sucesso. Faremos novos pedidos”.

Entretanto, como o Burundi não tem eletricidade suficiente de maneira geral, e mesmo na capital Bujumbura há repetidos cortes de energia, uma conexão com Kabezi provavelmente não seria uma solução segura. Portanto, as Irmãs agora querem se esforçar para instalar um sistema fotovoltaico (energia solar).

 

Oportunidade para ajudar

As Irmãs de Maria de Mutumba precisam de toda a ajuda possível para fornecer auxílio emergencial às famílias afetadas e para restaurar o fornecimento de energia.

Conta para doação:
Missionszentrale Vallendar,
Liga Bank eG,
IBAN DE10 7509 0300 0000 0589 20,
BIC GENODEF1M05,
Senha: Erdrutsch Mutumba

Contato através do Centro Missionário das Irmãs de Maria de Schoenstatt: sr.mariana@schoenstaetter-marienschwestern.org

 

ATENÇÃO: Possibilidade de ajudar com uma doação po pix que será encaminhada pelas Irmãs de Maria do Brasil para suas coirmãs em Burundi:

Chave pix – celular: 55 984230742

Fonte e fotos: schoenstatt.com

 

Faleceu em Santa Maria Ir M Therezinha

 

Ir M Rosequiel Fávero – Na véspera do Dia da Aliança de março, o Pai celeste veio buscar para junto de si sua filha, Ir M Therezinha Gobbo, do Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt. Neste mesmo dia, com suas Irmãs de curso, em Atibaia/SP, celebraria o jubileu de 60 anos de pertença à Família das Irmãs de Maria. Ir M Therezinha chegou a viajar para São Paulo, para antes de celebrar o jubileu ainda encontrar-se com seus familiares. Não sentindo-se bem, preferiu retornar a Santa Maria. Uma forte pneumonia consumiu suas forças, assim que ontem, 17 de março, partiu para celebrar eternamente a Aliança de Amor com a Mãe e Rainha e o Pai celestial.

Irmã M. Terezinha nasceu no dia 29 de setembro de 1939, em São Paulo, Brasil. Como ela mesma testemunhava, teve a graça de, com seus irmãos, crescer numa família católica. Um irmão tornou-se Sacerdote da Arquidiocese de São Paulo.

Em 1961 tomou a decisão de tornar-se Irmã de Maria de Schoenstatt, ingressando no ano seguinte no postulantado, em Santa Maria/RS. Em maio de 1962 realizou seu desejo de se consagrar à Mãe de Deus como Irmã de Maria.

Viveu sua entrega a Deus e a seus filhos em diversas tarefas e lugares, algumas vezes na tarefa de superiora de uma filial das Irmãs de Maria. Também nesta função teve a oportunidade de desdobrar sua alma generosa e maternal. Tinha muitos dons que expressava na costura, culinária, nos trabalhos manuais e especialmente na forma como acolhia a todos os que lhe procuravam.

 

 

Boa parte de sua vida de consagração a Deus foi consumida em atividades de promoção social em Santa Cruz do Sul/RS, em Cachoeirinha/RS e em Porto Alegre, onde, com suas coirmãs, se empenhava pelos idosos internados no asilo SPANN.

Em todas essas tarefas manifestava seu ardor missionário e apostólico pela missão do Movimento de Schoenstatt. Foi este ardor que a fez aceitar o desafio de, aos 74 anos, aceitar uma transferência para Florianópolis/SC, e participar da busca da Família de Schoenstatt local por um lugar para o futuro Santuário de Schoenstatt de Santa Catarina. Neste sentido se expressou Gládis Kuhn, da Liga de Mãe de Schoenstatt de São José/SC: “Ir M Therezinha foi muito importante para o nosso Santuário de Santa Catarina, um exemplo de simplicidade e fé na Divina Providência… seu sorriso é inconfundível”.

 

 

Dois anos depois, em 2015, retornou à Casa Provincial, em Santa Maria. Com sua simpatia habitual acolheu todos os que chegavam à lojinha do Santuário ou à cantina São José, onde também vendia as trufas que mesmo fabricava.

Em março de 2021, sentindo suas limitações de saúde, pediu ser transferida para a filial das irmãs idosas, onde continuou servindo com amor e alegria.

As Irmãs de Maria rendem louvor a Deus pela pessoa da Ir M Therezinha, por tudo que por seu ser e atuar, ela presenteou à comunidade e a todos onde, como instrumento de Maria, foi empenhada. Também convidam para a Missa de exéquias, neste Dia da Aliança, às 15h30min, na Capela Tabor.