Ir M Elena Lugo: Uma lição sobre o sagrado significado de uma vida humana

Ir. M. Emily Kenkel – Em 9 de janeiro, faleceu a Ir M Elena Lugo, membro das Irmãs de Maria de Schoenstatt, aos 85 anos de idade, após quatro semanas de uma dolorosa, mas rápida degradação de seu corpo devido a um câncer já em fase de metástase. Totalmente consciente e claramente convencida de que a vida é o foco de todos os cuidados, ela adotou os procedimentos típicos que todo paciente deveria receber em sua situação. Dessa forma, ela deu a seus alunos uma última lição sobre bioética. Ela possibilitou que os médicos do hospital “servissem à vida humana na singularidade particular da pessoa”¹ que eles estão tratando – uma mensagem que ela transmitiu inúmeras vezes ao longo de sua vida.

Durante uma curta, mas intensa batalha contra o câncer, ela deu uma palestra impactante sobre o valor sagrado da vida humana.

Ir M Elena Lugo este também em Santa Maria duas vezes, nas suas atividades em prol da dignidade da vida.

Uma jovem doutura

Elena Lugo nasceu em San Juan, Porto Rico, no dia 28 de junho de 1938. Era filha única de seus dedicados pais, que reconheceram seus dons intelectuais desde cedo e a incentivaram nos estudos. Em 1961, Elena obteve um diploma de bacharel em Teologia com especialização em Sociologia e Psicologia. Ela fez pós-graduação na Universidade de Georgetown, em Washington, D.C., EUA, onde concluiu seu doutorado em Filosofia.

 A surpreendente reviravolta

Por mais de 27 anos, ela trabalhou como professora de Filosofia na Universidade de Porto Rico, em Mayagüez. Foi aqui que a Dra. Elena Lugo conheceu Schoenstatt por meio de sua colega, a Ir. M. Paulette Baumgardt, que estava ensinando alemão na universidade nesse mesmo período. Depois de passar alguns dias com os alunos da Ir. M. Paulette na Áustria e na Alemanha, no verão de 1975, Elena estendeu suas viagens pela Europa para se juntar a um grupo de peregrinos americanos em Schoenstatt, seis dos quais estavam se preparando para entrar na comunidade das Irmãs de Maria de Schoenstatt naquele outono em Wisconsin. A experiência da peregrinação foi decisiva para a Dra. Elena Lugo. Em uma reviravolta surpreendente, ela reconheceu e aceitou sua vocação enquanto ainda estava em Schoenstatt. Elena solicitou a admissão ao postulantado e foi admitida, apesar da considerável diferença de idade entre ela e suas nove irmãs de curso e apesar dos desafios profissionais que enfrentou para manter seu cargo de professora enquanto ainda participava dos tempos de formação necessários.

Ela começou o postulantado em 1º de setembro de 1975, em Madison, Wisconsin, aos 37 anos de idade, e recebeu a veste de Irmã de Maria de Schoenstatt em 13 de março de 1976. Totalmente dedicada à sua vocação de filha da Mãe de Deus, a Ir. M. Elena logo retornou ao seu cargo de professora universitária em Porto Rico. Em 27 de junho de 1984, ela fez sua consagração perpétua como membro da comunidade.

Inspiração na Imaculada

Sua vocação como Irmã de Maria de Schoenstatt floresceu enquanto ela continuava a incorporar a visão do Padre Kentenich sobre a pessoa humana e a comunidade em seu campo de atuação. Acima de tudo, seu amor profundo e pessoal pela Imaculada como o conceito original de Deus da pessoa humana brilhou em sua pessoa e em seu trabalho. Isso foi mais do que o amor por uma ideia – foi o amor transformador pela Mãe de Deus que se tornou evidente no modo de ser nobre e elevado da Irmã M. Elena, até o fim de sua vida.

 Pioneira da Bioética

Com o tempo, seu trabalho se tornou reconhecido na Igreja. Ela foi pioneira em vários fóruns para ensinar a interação entre tecnologia, política, economia, preocupações sociais e cuidados pessoais, ensinando, por exemplo, uma ética centrada na pessoa para engenheiros e uma bioética centrada na pessoa para estudantes de Medicina. Por iniciativa dela, o recém-fundado Centro de Filosofia em sua Função Interdisciplinar (CEPHIF), em Porto Rico, promoveu uma série de simpósios sobre ética médica e convocou congressos interamericanos, com participantes de 24 nações das Américas do Norte, Central e do Sul. Posteriormente, o CEPHIF se tornou o Centro de Filosofia e História da Ciência e Tecnologia e, finalmente, o Centro de Ética das Profissões. A Dra. Elena Lugo também foi uma das fundadoras da Federação Porto-riquenha de Bioética e uma de suas ex-presidentes.

João Paulo II a nomeou para a Academia para a Vida

Em 2002, a Dra. Lugo foi nomeada para a Pontifícia Academia para a Vida, inaugurada pelo Papa São João Paulo II. Ela fez viagens regulares a Roma, especialmente nos anos seguintes, para ajudar o Magistério a instruir os fiéis sobre assuntos frequentemente difíceis e controversos relacionados à vida humana, à sexualidade e à procriação.

Desde sua aposentadoria do corpo docente da Universidade de Porto Rico em Mayagüez, no ano de 2003, começou a colaborar como consultora em bioética e como presidente fundadora da Comissão de Bioética Padre José Kentenich para a Argentina e Porto Rico.

 

Inspirada no Padre José Kentenich

Ela contribuiu de várias formas para o desenvolvimento do Movimento de Schoenstatt em Porto Rico e nos Estados Unidos, e estabeleceu o Instituto Pedagógico Padre José Kentenich, que recebeu o reconhecimento da Conferência Episcopal de Porto Rico. Nos últimos anos, ela contribuiu para a pesquisa da Causa Kentenich com dedicação leal. Era uma alegria sincera para a Ir. M. Elena ajudar outras pessoas a compreenderem o modo de pensar de nosso fundador em questões que afetam a sociedade moderna. Uma dessas questões, por exemplo, pode ser vista em suas próprias palavras e ensinamentos: “Uma assistência médica saudável que leva em conta a singularidade do paciente, um tipo de relacionamento de aliança que gera empatia e confiança”². Por meio de sua atitude, no final de sua vida e em uma condição vulnerável, ela deu ao corpo docente de medicina – seus próprios alunos – a chance de trazer a teoria da bioética para a vida prática.

Agradecemos ao Pai Celestial pelo dom da vida da Dra. Ir. M. Elena e por sua total dedicação à sua missão e vocação como Irmã de Maria de Schoenstatt e como professora, ensinando o valor da pessoa e da vida humana.

 

[1] Cf. Dr. Elena Lugo, Bioética clínica personalista: el aporte del padre José Kentenich, 2011.
[2] Cf. Ibid.

 

 

Fonte: Irmãs de Maria de Schoenstatt

25 anos de fidelidade: dom precioso

Ir M Rosangela de Souza – Nosso Pai e Fundador confessou, mais do que uma vez, que nada o comovia tanto como a fidelidade genuína e comprovada. Passados 25 anos da nossa Incorporação ao Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, compreendemos melhor esta afirmação, pois a fidelidade é um dom precioso que recebemos de Deus. Ele é aquele que permanece eternamente fiel e é por sua graça que, apesar de nossa fraqueza humana, também nós podemos permanecer fiéis à nossa vocação.

Somos um grupo de 5 Irmãs, unidas pelo mesmo ideal e missão como uma pequena família dentro de nossa grande Família de Irmãs. Ao longo destes 25 anos, pudemos experimentar o amor de Deus que nos conduz por meio de nossa Família e é este amor que sustenta nossa fidelidade, que desperta em nós uma sincera gratidão pela graça da vocação e da perseverança.

 

No dia 20 de janeiro, dia especial para toda a Família de Schoenstatt, no qual recordamos a decisão do Padre Kentenich de aceitar livremente ser conduzido ao campo de concentração de Dachau, pudemos celebrar no Santuário Tabor, em Santa Maria, nosso jubileu de prata da primeira Incorporação. Pe Gabriel W. Umfinama Ntenda, da comunidade dos Padres Guanelianos, missionário da República do Congo no Brasil, presidiu a Santa Missa. Com muita alegria este jovem sacerdote com apenas 3 anos de ordenação estimulou-nos a permanecermos fiéis à nossa vocação, com as palavras:

“Celebrando este jubileu, certamente vocês têm um bom motivo para se alegrar e se considerarem felizes hoje: vocês resistiram, contra todas as probabilidades, por 25 anos de serviço ao Senhor! Vocês merecem nossos calorosos e sinceros parabéns. Porém, esses parabéns não significam que vocês completaram a missão! Se as parabenizamos hoje é para encorajá-las a seguir em frente! Nossos votos expressam nossa alegria, nossa admiração e nossa gratidão diante de tão grande exemplo de fidelidade, paciência e perseverança”.

O que sustenta a nossa fidelidade?

Ir. Maria Aparecida – São 25 anos desde que prometemos fidelidade a Jesus, prometemos fidelidade à nossa Família de Irmãs, são 25 anos desde que somos membros de nosso Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt e, nestes 25 anos, experimentamos cada dia a graça de Deus que nos sustenta, que nos carrega, o amor da Mãe e o amor fraterno de uma bela Família que nos ama e nos apoia.

Ir. Mariluci – Um outro aspecto que sustenta a nossa fidelidade é a Aliança de Amor com a Mãe de Deus no Santuário, a nossa vinculação ao Santuário, a presença de Jesus ali no Santuário, que sempre de novo é a fonte onde buscamos forças para nos sustentar e fazermos esta caminhada com fidelidade.

Ir. M. Lisane – E de igual forma este vínculo entre nós. É tão lindo a gente se reencontrar, termos os tempos de formação juntas e nos apoiarmos ao longo desta caminhada por meio do diálogo… momentos de reflexão, de oração e também enfrentando os obstáculos do dia a dia… Algo que nos dá muita força é também espelhar-nos em pessoas que são exemplos de fé, de doação, de entrega. Faz uma diferença bem grande em nossa vida, termos em quem nos espelhar, coirmãs que se doaram por inteiro e que se realizaram plenamente na vocação. A vida de oração é aquele fermento, é aquela lenha que colocamos no fogo para manter acesa a chama da fidelidade.

Ir. M. Olindina – Realmente nós formamos uma Família, como nosso Pai e Fundador pensou para nós, e dentro desta Família encontramos um lar na Mãe de Deus, no Santuário, um lar no coração de cada uma (das coirmãs). Em nosso Instituto, temos todas as graças e também as alegrias naturais e sobrenaturais. Aqui podemos nos realizar e sermos felizes como filhas de nossa Família de Irmãs.

Ir. M. Rosangela – Sobretudo é o amor a Cristo que sustenta nossa vocação, a ele nós nos consagramos por meio da nossa Família. O amor a Cristo, o amor ao carisma de nosso Pai e Fundador, que somos chamadas a seguir e a viver neste tempo presente no meio do mundo. O amor à missão: estamos no meio do mundo e ali temos a grande missão de ser verdadeiros reflexos de Maria, de ser esta presença viva de Maria, que prepara o mundo para Cristo. O amor à missão nos sustenta e nos dá forças no dia a dia. A nossa vocação é um chamado pessoal, mas nós nos sustentamos mutuamente. Uma reza pela outra, ajuda a carregar as dificuldades e os desafios. E assim, como Irmãs de Maria, temos uma vida plena e feliz!

 

Aquele que nos chamou é fiel!

Aquele que nos chamou é também aquele que sustenta a nossa vocação e nos dá forças para a missão. Agradecemos a Deus que nunca retirou de nós a sua graça, agradecemos à nossa Família que confia em nós e nos oferece tudo o que necessitamos para permanecermos fiéis ao chamado de Deus.

Durante estes 25 anos, pudemos atuar em diversas tarefas a serviço de nossa Família, da Obra de Schoenstatt e da Igreja. Hoje, sentimo-nos novamente enviadas para levar a luz de Cristo ao mundo, na força da Aliança de Amor, como vivas imagens de Maria.

Por isso, repetimos o nosso sim com alegria e prontidão: “Eis-me aqui!”.

 

Fonte: s-ms.org

Há 90 anos chegaram à África as primeiras missionárias de Schoenstatt

Ir. Ann-Marie Nicholas – Há 90 anos, o primeiro grupo de Irmãs de Maria de Schoenstatt chegou à África. As sete pioneiras levaram a nossa espiritualidade para o continente, abrindo as portas para as graças da Mãe e Rainha em solo Africano. Foi o primeiro grupo de missionárias enviadas para fora da Europa.

 

Irmã Melitta ingressou na comunidade das Irmãs de Maria de Schoenstatt em agosto de 1930. Como parte do seu processo de discernimento, ela manifestou ao Padre José Kentenich o desejo de trabalhar nos países de missão. Ele assegurou-lhe que ela teria permissão para ir se uma porta se abrisse para que as Irmãs fossem a um país de missão. Em 1932, durante a época do Natal, o Padre Kentenich informou-a que estavam em curso negociações para dirigir uma estação missionária na África e que ela faria parte do primeiro grupo a viajar para lá, caso isso se concretizasse.

Descobrindo a vontade de Deus

Em 1932, à medida que os Nacional-Socialistas ganhavam poder na Alemanha e a situação política se tornava mais perigosa, o Padre Kentenich procurou formas de salvaguardar a missão de Schoenstatt. Ao mesmo tempo, Mons. Vogel pôs-se em contato com ele, pois estava procurando Irmãs para servir na África do Sul. Pe. Kentenich também tinha uma boa ligação com o Bispo Henneman, da Cidade do Cabo, que também estava interessado em acolher Irmãs na sua diocese. Confiando na Divina providência, o Pe. Kentenich enviou oficialmente o primeiro grupo de sete Irmãs para África no dia 17 de dezembro de 1933.

Confiando no MHC

A decisão do Padre Kentenich e a disponibilidade das Irmãs foram corajosas. As Irmãs que se aventuraram por uma terra desconhecida eram jovens e inexperientes. Elas também acreditavam que nunca mais voltariam à sua terra natal. A comunidade das Irmãs de Maria tinha sido fundada apenas sete anos antes e ainda estava em desenvolvimento.

O Padre Kentenich e as Irmãs confiaram na Aliança de Amor com Nossa Senhora. Antes de partirem, ele lembrou às missionárias que acreditassem que “Mater habebit curam” (A Mãe cuida) pode fazer milagres. As Irmãs chegaram a imprimir as letras MHC em seus baús de madeira para lembrá-las desta realidade. As suas últimas palavras às Irmãs, antes da sua partida de Schoenstatt para de Rotterdam, foram:

“Filha, não te esqueças de tua Mãe. E então se tornará realidade: ‘Servus Mariae nunquam peribit’” (21 de dezembro de 1933)

Quatro semanas em alto mar

No dia 23 de dezembro, o primeiro grupo de missionárias, Irmãs M. Liberia, M. Melanie, M. Irmine, M. Roswitha, M. Melitta, M. Tarzisia e M. Rosalie, partiram de Rotterdam para a África do Sul, viajando de barco a vapor. A jornada de aventura durou quase quatro semanas.

E com grande alegria chegaram ao primeiro porto de parada na África do Sul, na Cidade do Cabo, em 18 de janeiro de 1934. Autorizadas a deixar o navio, foram naquela noite em busca de uma Igreja Católica. Elas visitaram várias igrejas, mas nenhuma era católica. Na manhã seguinte, juntamente com um grupo de Irmãs Dominicanas que tinham viajado da Inglaterra, elas encontraram uma Igreja Católica e puderam participar da sua primeira Santa Missa na África do Sul. Mais tarde naquela manhã, usaram suas poucas palavras em inglês para procurar o Bispo Henneman. Depois de um alegre encontro, as Irmãs voltaram ao barco a vapor para se prepararem para a partida da tarde para East London.

Chegada ao seu lugar de missão: Cathcart e Queenstown

Em 23 de janeiro, chegaram em East London e foram recebidas por três Padres Palotinos que as levaram de carro a Stutterheim. Passaram a noite no convento das Irmãs Dominicanas, onde foi tirada a primeira foto das nossas Irmãs na África do Sul. Com grande entusiasmo, as pioneiras finalmente chegaram a Cathcart, onde cinco delas começariam o trabalho na escola missionária, na paróquia e na clínica de saúde da região.

O povo de Cathcart deu-lhes as boas-vindas com uma refeição festiva. Já naquela tarde, duas das Irmãs, Ir. M. Irmine e Ir. Melitta, viajaram para Queenstown, onde assumiriam as suas novas tarefas na casa do Bispo e como Irmãs paroquiais.

Primeira foto na África

Uma surpresa: A Mãe foi a primeira a chegar à África

As Irmãs se viram com muito pouco depois que se mudaram para sua nova casa e perceberam que muito trabalho precisava ser feito. No entanto, elas também descobriram a alegria gratificante de ajudar os outros e conduzi-los a Deus.

Uma das grandes alegrias para elas foi que, ao chegarem a Stutterheim, descobriram uma grande imagem da MTA na capela da casa dos Padres. Nossa Senhora tinha viajado antes delas para a África do Sul! Durante a sua missão na África, elas experimentaram continuamente que Nossa Senhora se preocupa, tal como o Padre Kentenich lhes dissera antes de partirem: “A Mãe cuida – Mater habebit curam”.

Semente de missionários para o mundo

Somos gratos às sete Irmãs pioneiras que corajosamente chegaram à África do Sul para ajudar a divulgar a missão de Schoenstatt no mundo. Hoje temos Irmãs trabalhando na África do Sul, Burundi e Quênia e ajudando o Movimento de Schoenstatt no Zimbábue, na Tanzânia e na Nigéria. Da África do Sul, as nossas Irmãs foram enviadas para a Escócia, Inglaterra e Irlanda, bem como para o Texas, para ajudar a construir Schoenstatt nos países de língua inglesa. Muitos dos desafios diferem dos de 90 anos atrás, mas continuamos a confiar no MHC e a experimentar o cuidado constante de Nossa Senhora.

 

Publicado em: schoenstatt.com

Irmãs de Maria em formação junto ao Santuário Tabor

No último final de semana (13 e 14), podia-se ver muitas Irmãs de Maria junto ao Santuário Tabor, bem mais do que se está acostumado a ver. Por que? Elas reuniram-se em formação com palestras, estudos, e oração. “Foi um final de semana rico em reflexões e partilha entre as Irmãs que participaram presencialmente e também as que, por não poderem vir, participaram online”, explicou a superiora provincial, Ir M Lillian Goerck.

A celebração dos 75 anos da coroação da Rainha da Fililidade Heroica ainda neste ano e o a preparação para o centenário de fundação do Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt esteve no centro das atenções. “Nas nossas reflexões vimos como o tema da Fililidade Heroica é atual, também em vista dos 75 anos do terceiro Marco da história do Movimento de Schoenstatt, em 31 de maio.” E sobre a preparação para o centenário do Instituto, Ir M Lillian completa: “Como comunidade internacional começamos a nos preparar para este centenário há seis anos. Nosso Pai e Fundador, o Padre José Kentenich, nos ensinou que as graças da celebração de um jubileu também depende da sua preparação. No espírito do ‘Nada sem vós, nada sem nós’ estamos nos esforçando em fazer a nossa parte.”

Irmãs de Maria: para anunciar Schoenstatt é preciso formação e oração

22 Irmãs de Marias, assessoras do Movimento de Schoenstatt nos Regionais Tabor e Sol do Tabor estiveram reunidas no Centro Mariano, em Santa Maria, para 5 dias intensos de formação.

“Para servir a Obra de Schoenstatt, como é nossa missão, é preciso dedicar tempo à formação, para penetrarmos sempre mais no pensamento do nosso Fundador, o Padre José Kentenich, e refletirmos como Schoenstatt pode melhor servir à Igreja e à sociedade atual”, afirma Ir M Claudete Rauen, responsável pela assim chamada ‘Assistência Dinâmica’, composta pelas Irmãs de Maria da Província Tabor, com sede em Santa Maria, que assumem como tarefa principal o trabalho com o Movimento de Schoenstatt nos Regionais Tabor e Sol do Tabor.

A maioria das Irmãs inicia neste sábado seu retiro anual, junto com dezenas de coirmãs, o que conferirá um ambiente especialmente recolhido e de oração junto ao Santuário. “Este tempo de retiro é muito importante para nossa vida como Irmã de Maria e também como assessora no Movimento de Schoenstatt”, afirma Ir M Eliane Cunha. “E é providencial que o retiro venha logo após a nossa semana de formação. O que refletimos será agora colocado na oração e no coração de nossa Mãe e Rainha”, completa.

Ir Maria Iracema Müller: uma missionária de Schoenstatt parte para a eternidade

Ir M Rosequiel Fávero – Na véspera das grandes celebrações dos 75 anos do Santuário Tabor, 20 de abril, Deus chamou para junto de si a Ir Maria Iracema Müller, na idade de 84 anos.

Irmã Maria Iracema tinha alegria porque seu nascimento, 4 de outubro de 1938, coincidia com a data de falecimento de José Engling. Ela nasceu em Selbach, então município de Passo Fundo/RS. Quando tinha 12 anos de idade, seus pais mudaram-se para o Paraná e se estabeleceram no município de Rolândia. Irmã Maria Iracema foi matriculada no colégio Mãe de Deus, em Londrina, onde conheceu as Irmãs de Maria, em cujo instituto ingressou em 1960.

Era uma irmã com um forte temperamento e entusiasmada pela missão de Schoenstatt. A maior parte de sua vida esteve empenhada na construção do Movimento de Schoenstatt no Rio Grande do Sul, Paraná, Nordeste do Brasil, em Portugal e na África do Sul.

Missionária em Portugal e África do Sul

No final de 1975, juntamente com duas coirmãs, foi para Portugal, iniciando lá a missão das Irmãs de Maria. Nestes anos em que atuou em Portugal, ela ajudou a edificar o Movimento de Schoenstatt de Aveiro, formou círculos da Mãe Peregrina e ajudou na construção do Santuário Matris Ecclesiae, em Aveiro. Algumas vezes, viajou à África do Sul para dar assistência ao Movimento de Schoenstatt de língua portuguesa junto aos Santuários de Schoenstatt, na Cidade do Cabo e em Johannesburgo, para onde levou também a Mãe Peregrina.

Tudo por Schoenstatt e sua missão

Em fevereiro de 1990, retornou para o Brasil onde atuou por alguns anos na formação das Irmãs, voltando em seguida a trabalhar no Movimento de Schoenstatt no Rio Grande do Sul e no Nordeste. Era conhecida pelo seu entusiasmo e seu sorriso, mesmo que para defender princípios não media esforços e nem palavras.

Nos últimos anos, já na filial das Irmãs idosas, em Santa Maria, sofreu com os limites de idade e de doença. Mas sempre se manteve muito atenta aos acontecimentos do mundo, especialmente da sua querida Família de Schoenstatt.

Suas forças decaíram rapidamente nas últimas semanas, consumindo-se até o fim como uma vela diante do sacrário.

Às 14h30min desta quinta-feira, 21 de abril, será celebrada a Missa de corpo presente e sem seguida Ir. Maria Iracema será sepultada no cemitério das Irmãs de Maria junto da Casa Provincial, em Santa Maria.

Renovação da Aliança e 25 anos de vida consagrada

Adriana Folle e Ir. M. Eliane Cunha – Integrando a tradicional celebração da Aliança de Amor, no domingo, 18 de setembro, aconteceu também o Jubileu de 25 anos de vida consagrada da Ir. M. Rosangela de Souza e da Ir. M. Lisane Gossler, na Tenda do Padre Kentenich, junto ao Santuário Tabor Porta do Céu, em Frederico Westphalen/RS.
Na presença de um grande número de pessoas, o Bispo Diocesano, Dom Antonio Carlos Rossi Keller, presidiu a Santa Missa, que foi concelebrada pelo Pe. Wagner Faria Souza, vigário paroquial de Rodeio Bonito. Em sua Homilia, D.Antônio que frisou que a “fiidelidade diária forma a fidelidade de uma vida“, destacando também a fé e devoção das Irmãs nesta bela caminhada de vida consagrada e voltada a Deus. Ele ainda citou o nosso Fundador, Padre José Kentenich, sobre a Vocação Religiosa em Schoenstatt e as palavras de São João Paulo II dirigida às Irmãs de Maria por ocasião do Jubileu de diamante da comunidade. Ao final da celebração a Família de Schoenstatt fez uma homenagem às Irmãs jubilares com belas palavras de gratidão e um lindo buquê de lírios para cada uma.
Por sua vez, as homenageadas agradeceram a todos que a incentivaram a seguir este belo caminho, família, amigos e conhecidos e, também, as Irmãs de Maria, pelos ensinamentos e cumplicidade nesta linda causa, e, como presente pelo jubileu de 25 anos de sua Vestição, pediram orações pelas vocações religiosas consagradas em Schoenstatt. Que as famílias possam rezar para que suas filhas também possam sentir esse chamado de entrega total a Deus.
Todos então seguiram ao Santuário e renovaram sua Aliança de Amor. Com a bênção solene do Senhor bispo encerrou – se a celebração.

Mais fotos  (Elisandra Dalmedico Piovesan)

Irmãs de Maria de Schoenstatt – 5ª parte

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Neste mês vocacional, estamos conhecendo um pouco mais o Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt.

Hoje vemos a 5ª parte deste documentário feito pela Ir Glória Maria Melo, auxiliada por dois jovens da Juventude de Schoenstatt da diocese de Frederico Westphalen, Ariel Stival e Mayara Oliveira.

Fundado em 1926 pelo Padre José Kentenich, o Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt está presente em todos os continentes. Vê seu ideal em ser ‘Maria’ para o mundo, vivendo a espiritualidade do Movimento Apostólico de Schoenstatt. Colaborando com o Movimento na grande missão da renovação religioso-moral do mundo.

Irmãs de Maria de Schoenstatt – 4ª parte

Neste mês vocacional, todos os sábados, estamos conhecendo um pouco mais das Irmãs de Maria de Schoenstatt.

Hoje temos a quarta parte do documentário sobre as Irmãs de Maria de Schoenstatt feito pela Ir Glória Maria Melo, auxiliada por dois jovens da Juventude de Schoenstatt da diocese de Frederico Westphalen, Ariel Stival e Mayara Oliveira.

Fundado em 1926 pelo Padre José Kentenich, o Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt está presente em todos os continentes. Vê seu ideal em ser ‘Maria’ para o mundo, vivendo a espiritualidade do Movimento Apostólico de Schoenstatt. Colaborando com o Movimento na grande missão da renovação religioso-moral do mundo.

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Renovação da Aliança e 25 anos de vida consagrada em Santo Ângelo

Luciane Volpatto Rodrigues / Ir M Rosequiel Fávero – No último dia 18, neste mês vocacional, a Santa Missa de Renovação da Aliança de Amor junto ao Santuário Tupãcirendá foi especial para a Família de Schoenstatt da diocese de Santo Ângelo. Quando foram celebrados os 25 anos de vida consagrada das Irmãs de Schoenstatt, Irmã Maria Aparecida Gehn e Mariluci Cavalin, naturais da nossa cidade Missioneira.
A bela celebração foi realizada na Tenda dos Peregrinos, presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Liro Vendelino Meurer, e concelebrada pelos padres Cenir Luís Sturm, de Catuípe, e Flávio Inácio Heck, da Paróquia Sagrada Família, de Santo Ângelo.
Com alegria, além da Família de Schoenstatt presente, a celebração também contou com a participação dos familiares e amigos das Irmãs, além de um grupo da Paróquia Santo Antônio, de Catuípe, que vieram compartilhar esse momento especial.
Os cantos da celebração estiveram sob a responsabilidade das Irmãs de Maria presentes, com a Ir M Eliane Cunha no violão, assessora do Movimento de Schoenstatt missioneiro.
Houve também a benção e envio de uma imagem peregrina da Mãe Rainha, por Dom Liro, que peregrinará pelo comércio da cidade de Santo Ângelo.