Apresentar os filhos à Mãe de Deus: Uma atitude de PAI

 

O Santuário da Vila Mariana, em São Paulo/SP, recebeu no dia 20 de julho o seu mais novo peregrino: aos dois dias de vida, Tiago Balsanelli foi apresentado à Mãe de Deus, logo após sair da maternidade. O bebê, que nasceu no dia de renovação da Aliança de Amor, 18 de julho, é filho do presidente do Conselho Local da Família de Schoenstatt da Vila Mariana, Alexandre Balsanelli, e de Alessandra Balsanelli, casal da Liga de Famílias de Schoenstatt.

Nas vésperas do Dia dos Pai e da Semana Nacional da Família, eles nos contam sobre esse gesto de consagrar os filhos:

 

Na semana que comemoramos o Dia dos Pais, somos convidados a escrever sobre a importância da apresentação dos filhos aos cuidados de nossa querida Mãe e Rainha. Este tema é de fundamental importância e enaltece a vocação do ser Pai num mundo que vive a crise da paternidade de maneira profunda e intensa.

Nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, nos ensina que o Pai tem um papel primordial na família. Cabe a ele mostrar o rosto amoroso do bom Deus aos seus filhos para que eles sejam caracteres firmes, livres e sacerdotais.

Neste sentindo, desde que começamos a participar do Movimento Apostólico de Schoenstatt, aprendemos com nossos amigos e irmãos da Liga de Famílias Marcos e Cassiane Weizenmann sobre a importância de apresentar os filhos à Mãe e Rainha. Em uma de nossas reuniões, eles nos contaram a experiência que tiveram com seus filhos, destacando que quando saíram da maternidade, a primeira atitude que realizaram foi passar no Santuário Tabor da Confiança Vitoriosa no Pai para realizarem tal gesto. Ficamos comovidos com este ato e, desde que Laura, nossa primogênita, nasceu, copiamos esta atitude, que se repetiu com Rafaela e agora com o Tiago, nascido no último dia 18 de julho de 2020.

A princípio parece que somos irresponsáveis, pois, no contexto de pandemia, sair da maternidade e não ir direto para casa pode soar como algo imaturo. Porém, nesta peregrinação queremos dizer à nossa Mãe e Rainha de Schoenstatt, presente no Santuário em seu trono de graças junto ao seu filho Jesus, MUITO OBRIGADO. Obrigado pela confiança em nós depositada para sermos pais, obrigado pelo nascimento de nosso novo filho, obrigado pela saúde e principalmente a ti CONFIAMOS toda EDUCAÇÃO de nossas crianças. Seja para nós modelo e guia. Queremos ser iguais a José e Maria para nossos filhos. Sem ti nada podemos e não conseguiremos transformá-los em pessoas melhores. Além disto, dizemos ao Tiago: seja o SANTUÁRIO tua casa, o quintal onde tu aprenderás muitas coisas.

Desta forma, estamos dividindo nossa responsabilidade pela EDUCAÇÃO de nossas crianças e queremos fazer isto a vida inteira e não apenas na saída da maternidade. Sempre apresentar nossos filhos para que a MTA seja a GRANDE EDUCADORA na escola da vida para criarmos cada vez mais o homem novo na nova comunidade. Feliz Dia dos Pais!

 

*OBS: O Santuário da Vila Mariana continua fechado para visitas presenciais. Para saber mais informações, acesse os meios de comunicação: site / Facebook / Instagram

 

Fonte: schoenstatt.org.br

Sempre namorados: Cultivando o primeiro amor

 

Romulo e Márcia Romanato – Embora cursamos juntos o Colégio, foi no último ano que os nossos corações dispararam e os nossos olhares foram trocados com maior intensidade, culminando no início de namoro, justamente na nossa Festa de Formatura, uma semana antes do Natal de 1981. No ano seguinte, cada um foi cursar sua Faculdade e nos víamos, praticamente, nos finais de semana.

Desde aquele 19 de dezembro de 1981, se passaram mais de 37 anos. Namoramos 7 (nos casamos em 1989) e completamos, portanto, 30 anos de casados no último mês de março. Somos pais da Gabriela (que se casou com o Eduardo) e da Giovanna (que namora o Alexandre).

É uma vida, que tem passado muito rapidamente… Voando, na verdade. Dá a impressão que foi ontem. Se tivéssemos que viver tudo novamente, com certeza, faríamos tudo de novo e melhor. Se amar é fazer o outro feliz, podemos dizer que somos plenamente felizes.

Qual o segredo?

Sempre nos perguntam: mas qual o segredo? Nesses 30 anos de casados: trabalhamos juntos há 20 anos; desde o casamento, participamos desde sempre ativamente da Igreja; ou seja, ficamos juntos quase 24 horas por dia. E continuamos casados…. aliás… ainda somos (e)namorados. Sermos casados é o estado jurídico, mas sermos enamorados é o estado emocional. Nos curtimos muito e gostamos de ficar um perto do outro. Fazemos um bem danado um ao outro. Rimos muito de nós mesmos. Chegamos muito mais longe do que poderíamos imaginar, talvez porque nunca fizemos planos, nunca guardamos dinheiro. Na verdade, nunca nos preocupamos com o amanhã. Pode parecer até irresponsabilidade, mas não é. Vivemos naturalmente assim: Trabalhamos e deixamos Deus cuidar.

O que de fato não abrimos mão é do respeito um ao outro, cuidar do outro e viver pelo outro. Jamais como cobrança, mas, de fato, de um jeito muito natural. Voltar sempre ao primeiro amor, eis o objetivo, a meta e o segredo. Aquele amor primeiro é invencível diante das dificuldades que o mundo possa apresentar. Aquele primeiro amor é a força vitoriosa diante de qualquer provação.

Olhar as fotos antigas de namoro e o álbum de casamento faz um grande bem aos dois, porque ali está a nossa essência, ali está a nossa força.

Quer um conselho? Saia de casa com ela, sua esposa, saia com ele, seu marido, como saíam no tempo de namorados, curtam momentos a dois, respeitando, logicamente, o tempo dos filhos. Namore, desenferruje. Aos homens: Lembre-se de como se esforçou para conquistá-la. Para as mulheres: Lembre-se de como se arrumava para esperar o namorado. Se cuidem, inclusive da aparência. É tudo para ele e tudo para ela. Não se arrume para os outros, mas, sim, se arrume e se cuide para o outro. Entenderam? Então, façam! Coragem! Você consegue, mesmo com os quilinhos a mais que o tempo nos traz.

 

 

Logicamente tem um detalhe que não pode passar desapercebido: no início do texto escrevemos que desde sempre participamos da vida na Igreja e desses 30 anos, 20 são em Schoenstatt, fortalecidos pela Aliança de Amor que selamos com nossa Mãe querida. Diante de tantos desafios e de tantos perigos, não tem como enfrentar o mundo sozinhos. Temos uma grande aliada, temos uma pedagogia que nos fortaleceu e fortalece muito. Temos o Santuário, do qual irradiam muitas graças, especialmente o abrigo espiritual, a graça da transformação e do ardor apostólico. Essa fonte está em nossa casa, através do nosso Santuário Lar, está na União de Famílias de Schoenstatt, Comunidade a que pertencemos. Guerrear no mundo sem o exército celeste, da qual a Mãe é a Rainha, é ficar vulnerável. Não tem como arriscar, porque estamos falando de uma família, no caso a nossa.

Nesses dias, recebemos da Ir. M. Isabel Machado, que trabalha atualmente na Alemanha, um texto que nosso Pai e Fundador escreveu, em 1958, e diz tudo o que um marido e uma esposa jamais podem esquecer:

“Quando nos ajoelhamos, como casal, diante do altar, também dissemos: Não quero aceitar a ninguém senão a este homem, a ninguém senão a esta mulher. Foi uma decisão clara. Rejeitamos todos os outros homens e todas as outras mulheres. Conheço apenas UMA mulher, a quem pertenço completamente; apenas UM homem, a quem me entrego completamente… Escolhemo-nos um ao outro. Outros homens podem ser mais poderosos, mais ricos, mais eficientes. Eu só conheço UM homem. Outras mulheres podem ser mais bonitas, mais charmosas, mais adoráveis – só conheço UMA mulher. Nós dois nos pertencemos mutuamente até o fim da vida. Parece tão simples e, no entanto, é algo extraordinariamente grande” (Pe. José Kentenich, 16.06.1958)

Olha que nosso Pai e Fundador não foi casado e nunca namorou, mas conseguiu adentrar a alma dos enamorados.

Portanto: Faça o simples de modo extraordinário, então, fará naturalmente o extraordinário de uma maneira muito simples.

Vale a pena! Tenham certeza disso!

O mundo precisa de muitos testemunhos, de que amor esponsal tudo cura, tudo pode.

 

* Contribuição da União de Famílias de Schoenstatt

 

Fotos: Andrew Welch, via unsplash.com / Arquivo pessoal, Marcia e Romulo Romanato

A comunicação familiar na quarentena e sempre

Simone Ribeiro Cabral Fuzaro – Agora que já ultrapassamos os 40 dias de isolamento social, em muitas casas estão presentes o estresse, o desânimo, a irritação. Já estamos vivendo um longo período num clima de preocupação com a saúde, de ansiedade e de espaço compartilhado sempre com os mesmos: nossa família mais próxima.

É importante que estejamos especialmente atentos à nossa comunicação com os demais, afinal, comunicação é fundamental ao convívio saudável. Comunicamos com os olhares, gestos, sorrisos, palavras, atos, silêncios e, quando tensos, o que comunicamos pode ser muito “prejudicial” ao bom convívio familiar.

Existem algumas orientações que podem nos ajudar neste momento: em primeiro lugar, é importante lembrar que todos estamos numa situação difícil e, por isso, mais sujeitos à irritabilidade aumentada, especialmente as crianças; que nenhum de nós controla os sentimentos provocados por essa situação e seus desdobramentos, mas que identificá-los e compreendê-los é muito importante; que a família é o nosso bem mais precioso e, por isso, não podemos deixar que o “vírus da discórdia” entre em nossos lares.

A fim de manter um ambiente bom, com uma comunicação construtiva e saudável, eis algumas dicas:

1. Ter clareza do objetivo. O que queremos comunicar e para quê.

2. Identificar o que é essencial e o que não vale a pena tratar. Se o objetivo for construir relações sólidas, harmônicas e felizes, precisamos identificar o que vai contribuir com isso e o que simplesmente vai ter o papel de reclamação, podendo magoar e prejudicar a relação. Faz parte do crescimento pessoal e da maturidade aprender a relevar o que não é essencial. O convívio familiar é uma excelente oportunidade de amadurecimento pessoal em todas as idades.

3. Escolher o momento adequado. Falar impulsivamente, no calor de sentimentos negativos, raramente surte bons efeitos. Neste momento, o melhor a fazer é calar, esperar o tempo necessário para recobrar a serenidade e, aí sim, identificar o que vale a pena dizer e como dizer para alcançar o objetivo. Essa prudência nos ajudará a evitar palavras duras, que possam criar barreiras difíceis de transpor

4. Expressar sentimentos, evitar acusações. Gera conexão dizer, por exemplo: “Eu me sinto triste quando isso acontece”. Ao contrário, falas acusatórias constroem muros e iniciam o movimento de busca de culpados, o que nunca traz benefícios às relações.

5. Cuidar dos gestos, atitudes e expressões faciais. A fala é normalmente responsável somente por 30% daquilo que comunicamos, sendo que os outros 70% acontecem por força do conjunto de expressões que manifestamos com nosso rosto, corpo, entonação e silêncio. Uma frase conhecida do filósofo Ralph Waldo Emerson diz: “O que você faz fala tão alto que não consigo escutar o que você diz”. E não é mesmo verdade que muitos mal-entendidos surgem pela incoerência entre o conteúdo dito e o modo de se expressar? Às vezes por uma argumentação irônica, um sorriso, um olhar de desabono.

6. Certificar-se de que a mensagem foi compreendida. Especialmente em relação aos filhos, é importante verificar se entenderam o que pretendíamos dizer, pedindo que nos digam o que entenderam, se forem crianças, e que expressem como estão se sentindo, se forem maiores.

7. Tratar os assuntos com bom humor. Todos temos nossas dificuldades e limitações; tratar, portanto, com bom humor nossos deslizes e os dos demais pode ser uma excelente saída para manter o ambiente mais amável.

8. Pedir desculpas. Somos humanos e estamos numa situação absolutamente inusitada: eventualmente podemos ser agressivos ou inadequados. O melhor a fazer quando isso acontece é, com humildade, pedir desculpas e recomeçar. No relacionamento familiar, é muito importante a luta por oferecer o melhor de nós e que grande exemplo e entrega é reconhecer nossos erros e nos desculpar por eles.

A família é composta de seres únicos, irrepetíveis, com diferentes temperamentos e modos de ser, e, por isso, o conhecimento mútuo é uma grande riqueza e um enorme desafio. Estabelecer uma boa comunicação requer dedicação, mas traz benefícios que valem a pena em qualquer circunstância!

 

Fonte: texto divulgado no jornal O São Paulo, edição 3297, de 13 a 19 de maio de 2020. O jornal é um semanário da Arquidiocese de São Paulo e publicado em schoenstatt.org.br

Foto: il ragazzo em cathopic

Hoje é Dia Internacional da Família

 

Guilherme e Ana Paula Paiva – Em 1993, reconhecendo a importância da família como célula básica da sociedade, a Organização das Nações Unidas instituiu o Dia Internacional das Famílias. A intenção da celebração é a conscientização a respeito do papel determinante da família no progresso da civilização e também da preservação da Humanidade.

Em geral, a cada 15 de maio, o secretário-geral da ONU emite uma manifestação pública em que analisa os diversos problemas enfrentados pelas famílias e também possibilidades de solução, como, por exemplo, a relação família-trabalho e seu equilíbrio, a inclusão social dentro da família, o relacionamento e amparo entre jovens e idosos da mesma família, o uso excessivo de tecnologia e consumo e seus reflexos, os níveis de alfabetismo, controle de doenças que atingem a infância e os mais necessitados, entre outros.

Para nós, católicos, a consideração pelas Nações Unidas da Família como sendo a força motriz da sociedade humana, é um lembrete de que também nós, em nosso dia a dia, devemos nos conscientizar a respeito de nossa própria força e importância.

Não obstante todas as tentativas de flexibilizar o conceito de família e de destruí-la enquanto considerada essencial no plano salvífico de Deus, nosso papel é o de colocá-la em evidência: pela alegria que temos em vivenciar nossa vocação familiar à sombra de nosso Santuário.

A Obra Familiar de Schoenstatt possui o importante papel de fornecer a toda a Obra o acolhimento e o espírito familiar, que naturalmente portamos, e nosso carisma igualmente presenteia essa beleza que é ser família a todos a quem encontramos. A alegria e gratidão que emana de nós, nosso empenho pela santificação do lar e dos filhos, a riqueza de cada vocação original dentro da Obra de Famílias é nosso presente a toda Igreja.

Por quantas vezes nos deparamos com ataques às famílias? Quantas vezes nos encontramos angustiados ao presenciar tentativas claras de destruição? Sabemos que são muitas essas oportunidades. Mas, hoje queremos nos fazer outra pergunta:

  •  Como temos testemunhado a beleza da vocação matrimonial? Carregamos grilhões pesados da dura rotina com os filhos, de cansaço e dificuldades, ou estampamos o sorrido sereno de quem abandona os cuidados dos seus a Deus, experimentando nossa vocação com alegria e magnanimidade?
  •  Nossa vida faz boa propaganda do “ser família” ou passamos nosso tempo livre com os amigos ressaltando como o casamento é um fardo, como o cônjuge tem defeitos e como as nossas noites de sono nunca mais foram as mesmas após os filhos?

Evidentemente, pensando na pedagogia de Schoenstatt, nosso Fundador, Pe. José Kentenich, teve lindos sonhos para a Obra Familiar. A grandeza da co-criação do mundo através do dom da fecundidade e da educação dos filhos, a expressão atualizada da Sagrada Família de Nazaré, a vivência da Aliança de Amor no seio da relação conjugal, o heroísmo que se demonstra em uma vida ascética em meio às panelas, filhos, trabalhos, rotinas familiares, realmente nos devem dar um sadio orgulho pela missão tão especialíssima que possuímos: sim, somos a célula básica que suporta toda a Humanidade e é em nosso seio, vivenciado à sombra do Santuário, que se decidirão os destinos do mundo.

Fonte: schoenstatt.org.br

Vida em família: quem faz as tarefas de casa?

Guilherme e Ana Paula Paiva – Nossa casa é parte importante de quem somos. Não apenas a casa espiritual, ou o santuário do coração, mas a nossa casa física, com suas originalidades, estética, disposição e utilização dos cômodos… tudo isso reflete o perfil de nossa família e para o quê damos mais importância ou temos como prioridade.

Quando o Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, nos pede que levemos Maria para nossas casas e lhe demos um local de honra em nossos lares, ele também se refere à importância de que nossa casa física seja ordenada, tendo a Sagrada Família de Nazaré como centro.

A ordem é, portanto, uma virtude de suma importância para aplicar na organização do lar. Não se trata, contudo, dos exageros: não se trata de ter mais (a decoração mais sofisticada, os alimentos mais caros sobre a mesa, etc) ou de expressar o mais caro, imponente, elegante (e nunca bagunçado / ou sempre silencioso e solene como uma catedral) – não se trata, sobremaneira, de expressar o ter, que pode desembocar, se não houver cuidado, não na vivência da virtude, mas no defeito – também caótico – da vaidade e da luxúria.

A ordem, antes disso, se demonstra no experimentar o cuidado do lar – que remete, a propósito de curiosidade, às lareiras gregas, que guardavam o fogo sagrado dos deuses e que era o centro das residências de então. E se nossa casa é lar, é porque o que mais amamos e cuidamos está em seu centro. Poderíamos até nos perguntar: hoje, é a televisão que ocupa o centro de nossos lares ou nossos santuários? (e nos referimos a ele dentro das possibilidades concretas de cada família, evidentemente).

Nosso Pai e Fundador trata do tema da ordem a partir da dimensão dos vínculos. Santo, para nosso fundador, é aquele que busca uma vinculação sadia, harmoniosa e muitas vezes heroica, com Deus, com as pessoas, consigo mesmo e também com as coisas e, portanto, com a própria casa física. Podemos refletir, então, como estamos vivenciando esses vínculos em nossa vida concreta: como é a divisão de tarefas em nossa casa? Como ordenamos nossa vida a partir do que materialmente portamos? Os serviços domésticos são ocasião de exercitar nossa busca pela santidade familiar?

Sabemos que, na atualidade, a divisão de tarefas entre pais e mães e homens e mulheres passou por uma ressignificação, especialmente a partir da entrada da mulher no mundo do trabalho. A mulher, portanto, não é a única a gerir a organização da casa e nem confere, sozinha, atenção e afeto aos filhos, e, por sua vez, ao homem não cabe somente o provimento material e financeiro, mas também uma paternidade presente e partícipe nas ordenações da casa.

O que não foi e nunca será ressignificado pela cultura é, contudo, a essência pensada por Deus para cada um de nós. A mulher, embora não realize (e nem precise!) as atividades práticas sozinha, é o coração do lar – é dela que emana o senso de familiaridade, o espírito de sacrifício, o sentimento de acolhida e de harmonia. A mulher é força para dentro, como lembra Pe. José Kentenich, ao passo que o homem é a força para fora – é dele o ímpeto por cuidado e proteção, pelos desafios, pelo aprendizado da ousadia e da firmeza. As essências masculina e feminina são determinantes para a vivência harmoniosa dos sonhos de Deus para a família, portanto, e ainda que as formas e arranjos mudem, o ideal por detrás permanece o mesmo.

Como é possível notar, somos complementares – homem e mulher, pai e mãe – e essa complementariedade pode ficar muito clara na gestão familiar da casa, dos bens e na educação dos filhos. Nesse sentido, o diálogo do casal e da família (com os filhos) é extremamente proveitoso para fecundar bons vínculos domésticos. É a partir dele que encontramos acordos e combinados conforme a possibilidade concreta de cada um, colocando à disposição de todos (da família) nossas potencialidades e incluindo nossos filhos no processo educativo de cuidado e vínculo com o que temos. Aos pais cabe, portanto, a construção do diálogo, da harmonia e do vínculo e aos filhos o aprendizado (sempre vivenciado) e a participação ativa (conforme a idade) de cuidar com carinho do que Deus nos presenteou.

 

Contribuição do Instituto de Famílias de Schoenstatt

Foto: Felix Prado, via unsplash.com

Publicado em: schoenstatt.org.br

Missão em casal: Levar um ao outro para o céu

 

Flávia Ghelardi – Muitos casais hoje se afastam do sacramento do matrimônio não encontrando razão alguma para se casarem na Igreja. E muitos outros só casam na Igreja por causa da festa, ou do sonho de entrar na igreja de véu e grinalda. Mas afinal, qual é a importância para um casal receber esse sacramento?

Ninguém casa para ser infeliz, isso é fato mais do que evidente. Mas, o que é necessário para sermos felizes? Só existe um caminho para a verdadeira felicidade, aquela que completa o nosso coração e nos deixa extasiados, mesmo se estivermos passando pelas maiores dificuldades e sofrimentos. A única maneira de sermos realmente felizes é se descobrirmos e buscarmos viver o ideal para o qual Deus nos criou. Se não buscarmos cumprir nossa missão, a razão pela qual fomos criados e existimos, não encontraremos nunca a felicidade. Poderemos até ter muitos prazeres, mas felicidade real não.

Tendo isso em mente, o autor Gregory Popcak afirma que só existe uma única razão para se casar que garante uma vida longa de felicidade e torna o casamento relevante e que se os noivos não tiverem isso em mente, é melhor nem casar mesmo. Mais do que amor e companheirismo, a função real do matrimônio cristão é para marido e mulher se ajudarem mutuamente a se tornarem as pessoas que Deus os criou para serem.

A real dignidade do matrimônio cristão vem da promessa de passar cada dia de suas vidas descobrindo e realizando suas identidades em Cristo. Em outras palavras, o casamento é trilhar o caminho para o céu com um companheiro.

Por meio do matrimônio, Deus dá a cada um de nós uma responsabilidade sagrada: preparar seu esposo, sua esposa para passar a eternidade no céu com Ele. Deus diz a cada pessoa que se casa na Igreja: “Eu estou escolhendo você para ter um papel central na santificação de seu esposo, de sua esposa. Ele ou ela talvez não consiga se santificar sem você. Certifique-se de que seu esposo, sua esposa se santifique com você”.

Essa responsabilidade não deveria ser surpresa para você, porque a santificação é o trabalho principal de qualquer sacramento. Quando você se casa na Igreja, você está reconhecendo que daquele dia até o dia da sua morte, Deus te fez responsável, abaixo apenas do trabalho salvador de Jesus Cristo e do livre arbítrio de seu cônjuge, de ver que seu marido ou sua esposa se torne a pessoa que Deus o(a) criou para ser. E você está reconhecendo que você sinceramente acredita que tem uma chance melhor, com seu cônjuge do que sem ele ou ela, de se tornar tudo o que Deus pretende que você seja.

Porém, Deus não nos dá essa grande responsabilidade e nos abandona para nos virarmos sozinhos. Aí é que vem a grande ajuda do sacramento do matrimônio. O sacramento que recebemos no dia do casamento nos dá todas as forças necessárias para cumprirmos essa missão. Esse sacramento tem o poder de santificar o vínculo entre marido e mulher e, assim, ajudar a cada um dos cônjuges a se santificar também.

Sempre que estivermos passando por alguma dificuldade no matrimônio devemos recorrer ao sacramento do matrimônio, às graças que recebemos e continuamos a receber todos os dias de nossa vida de casados. Na prática, devemos lembrar em nossas orações do sacramento que recebemos, pedindo a Deus que pela força desse sacramento, envie as graças necessárias para superarmos as crises que enfrentamos.

Outra forma de lembrar que temos direito a essas graças é renovarmos, ao menos por ocasião do aniversário de casamento, as promessas que fizemos diante do altar. Falar novamente ao esposo, à esposa: “Eu te recebo por minha esposa, por meu esposo e te prometo ser fiel, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te e respeitando-te todos os dias de minha vida”.

Assim, quando alguém perguntar “por que casar?”, você pode responder que o sacramento do matrimônio é a forma pela qual Deus quer dar a você uma pessoa que ficará responsável por toda sua vida a ajudá-lo a ser realmente feliz, a cumprir a sua missão aqui na terra para um dia poder gozar da alegria eterna no Céu. Quer razão melhor?

Fonte: schoenstatt.org.br

+ Jesus + Natal: Para celebrar em família

 

Kleriston e Vanessa de Azevedo Silva – Iniciamos o tempo do Advento, pelo qual somos convidados a colocar-nos na atitude de espera de alguém que virá. Este tempo deverá ser, para nós, um tempo de preparação, de espera pela Alegria prometida, aquele que renova todas as coisas e que, de uma maneira muito própria, quer renovar o meu coração.

Ele é a verdadeira luz que brilhou para o mundo que jazia nas trevas do pecado. Ele veio para nos salvar e tornar-nos participantes da sua vida divina. Trouxe-nos a alegria e a esperança da libertação; por isso celebramos o seu nascimento!

O nosso tempo, tão marcado pela visão capitalista de consumo, tende a desviar o centro de interesses do mistério que celebramos, o nascimento do Filho de Deus, do Emanuel, que assumiu a nossa natureza humana e veio ao mundo para nos salvar.

Mesmo assim, o espírito natalino ganha força e nos corações surge algo diferente: o desejo de paz, de partilhar algo, de ajudar quem mais precisa, de visitar os doentes… e tantas iniciativas nobres que são despertadas neste tempo. Mesmo não tendo um caminho de fé, muitas pessoas são contagiadas por esta atmosfera e o bem acontece.

Tanto mais, nós podemos aproveitar as oportunidades do Advento para promover atividades que tenham por fim anunciar Jesus e criar, nos ambientes em que estamos, oportunidades para que as pessoas que convivem conosco, quer seja no ambiente profissional ou familiar, tenham a possibilidade de viver o verdadeiro Natal e encontrarem-se com Jesus. É o tempo favorável para se propor vivências que falem do mistério mais profundo do Natal, o nascimento de Jesus. Podemos aproveitar o rico simbolismo deste tempo para criar atmosfera que marquem os nossos encontros de final de ano.

Para preparar o Natal em família

No início deste Advento o Papa Francisco surpreendeu-nos com a Carta Apostólica “Admirável Sinal”. Nela, ele chama a atenção de todos nós exatamente sobre uma destas vivências de Natal que é a montagem do presépio.

“Com esta Carta, quero apoiar a tradição bonita das nossas famílias prepararem o Presépio, nos dias que antecedem o Natal, e também o costume de o armarem nos lugares de trabalho, nas escolas, nos hospitais, nos estabelecimentos prisionais, nas praças… Trata-se verdadeiramente de um exercício de imaginação criativa, que recorre aos mais variados materiais para produzir, em miniatura, obras-primas de beleza. Aprende-se em criança, quando o pai e a mãe, juntamente com os avós, transmitem este gracioso costume, que encerra uma rica espiritualidade popular. Almejo que esta prática nunca desapareça; mais, espero que a mesma, onde porventura tenha caído em desuso, possa se redescobrir e revitalizar”. [1]

Outro bom exercício familiar em preparação à vinda do Senhor é a vivência, o envolvimento familiar na compreensão e construção da Coroa do Advento e na sua liturgia. A família reúne-se em torno daquela guirlanda enfeitada nos quatro domingos do tempo do Advento. A cada semana uma vela é acesa, lê-se uma passagem bíblica própria deste período litúrgico, medita-se, canta-se, reza-se e então encerra-se o momento.

O próprio gesto de presentear pode ser aproveitado no sentido de dar conteúdo e significado ligando-o com o nascimento de Jesus. Ao invés de ir à loja comprar algo, porque não aproveitar para criar, por exemplo, um cartão ou alguma coisa que realmente tenha significado para a pessoa? Também podemos aproveitar as celebrações de final de ano para promover gestos concretos de caridade que enchem de sentido a festa do Natal. Um deles é o de oferecer presentes para Jesus. Na celebração familiar ou de algum grupo, ao invés da troca de presentes, leva-se algo para oferecer às pessoas carentes ou às instituições de caridade.

Não podemos esquecer de aproveitar a ceia de natal, o momento em que, muitas vezes, pessoas que não possuem um caminho de fé estão reunidas em nossa casa. Nessa ocasião podemos oferecer-lhes um momento de oração junto ao presépio e agradecer pela vinda de Jesus.

Com relação ao presépio, o nosso Papa diz: “Não é importante a forma como se arma o Presépio; pode ser sempre igual ou modificá-la cada ano. O que conta é que fale à nossa vida” [2]. Existem muitas formas de preparar o Natal, mas, o importante é que toque a vida, a nossa vida e a vida das pessoas que convivem conosco.

 

* Contribuição da Liga de Famílias de Schoenstatt do Regional Nordeste

 

[1] Carta Apostólica ADMIRABILE SIGNUM, Papa Francisco

[2] Carta Apostólica ADMIRABILE SIGNUM, Papa Francisco

 

Fonte: schoenstatt.org.br

O papel do pai na família

 

Sidônio e Claudia Lopes – Alguém já nasceu sabendo ser pai? O seio de uma família é o melhor lugar para se aprender. Cada pequena tarefa do dia a dia se torna uma grande oportunidade. O dia é repleto de pequenas lições que nos ensinam aos poucos e não podemos descartar nenhuma dessas lições. Se as pratico com a verdadeira “consciência de autoridade paterna”, tornam-se decisivas para a conquista, consolidação e manutenção da minha missão de pai.

Nos dias 18 de janeiro e 15 de fevereiro de 1953, no recolhimento com as famílias, em Milwaukee/EUA, o Pe. José Kentenich aborda com muita clareza o papel do pai na família, baseando-se no “Princípio de Pai”:

“Meus filhos devem aprender de mim, pai, a serem corajosos. A vida, mais tarde, exige coragem. Não deve ser brincadeira. Mas também uma vigorosa obediência e seguimento à minha autoridade e não a qualquer tipo de lei” [1]

Vejam bem! O perfeito entendimento do sentido da autoridade pode simplificar tudo! Daí nos vem a pergunta: “O que significa autoridade paterna?” e a resposta do Fundador: “O pai deve educar os filhos, não apenas gerá-los e alimentá-los. O pai deve ocupar o posto central no processo educativo”.

Para ocupar realmente o centro no processo educativo, preciso da seguinte convicção: “Estou aqui como pai, revestido da autoridade de Deus”. Isto não será fácil se eu, naturalmente, não viver de tal forma que o filho possa ver em mim um reflexo de Deus Pai.

 

Afinal, no que implica “viver de tal forma que o filho possa ver em mim um reflexo de Deus Pai”?

Implica na consciência de que devo educá-lo permanentemente e “não apenas gerá-lo e alimentá-lo”. Implica que a cada choro dos filhos, dor de barriga, febre ou fome no meio da noite – devo estar presente; entre o silêncio de cansaço e o silêncio de dor e desconforto; nas trocas de fraldas, nas tarefas escolares, nos passeios, nas tarefas comuns de uma casa – devo estar presente; nos castigos, nas broncas, nas conversas, na adolescência e na vida adulta dos filhos – devo estar presente; nos momentos de oração, de tristezas, de angústias, de alegrias e de sacrifícios – devo estar presente; e em tudo o que imaginarmos como tarefas de pai numa família, inclusive as tarefas de esposo, devo estar presente. No final do dia a única certeza que terei é de estar esgotado, sem as minhas forças e com a última gota de meu sangue… É este o grande mistério do amor de Cristo.

 

 

Pais protagonistas

Essas verdades são, hoje em dia, muito importantes para todos nós. Geralmente é a mãe quem ocupa acentuadamente o centro da educação dos filhos, quase como se o pai não existisse. O pai, como a “cabeça da família”, segundo a ordem objetiva do ser, não pode ser visto apenas como um provedor de pão dentro da família. “Em Nazaré não foi assim!”, dizia o Pe. Kentenich.

É evidente que a autoridade paterna pode ser deturpada. Assim, conscientes dos “Princípios do pai”, devemos atentar para não falharmos: pela rudeza (exagerada selvageria) ou pelo sentimentalismo (frouxidão).

 

Sidônio e Júlia

Pedalando sem rodinhas

A experiência de quando aprendemos a andar de bicicleta talvez sirva como uma boa ilustração para colorir os “princípios de pai”. Segue o breve relato partilhado na internet por uma filha:

“… Não lembro quanto tempo se passou nessa fase das rodinhas, mas sei que quando decidi retirá-las meu pai estava lá mais uma vez, pegou a chave de fenda (lembro até do formato e tamanho que ela tinha) e depois de alguns minutos a bicicleta estava lá me esperando. Mesmo estando segura da minha decisão, fiquei com medo de cair, me machucar, dos meus amigos rirem de mim… Mas meu pai segurou firme na parte de trás do banco e disse que eu podia pedalar que ele estaria ali. Ele me ajudou a pegar o equilíbrio ideal e quando notou que podia me soltar, soltou. Quando me dei conta estava pedalando sozinha e sem rodinhas. Na hora eu não tinha noção da importância desse dia para mim, mas hoje eu sei e aproveito esse momento para agradecer ao meu pai pelo apoio que tive…” [2]

O que observamos neste relato é que a filha lembrará, por toda a vida, da presença marcante do pai naquele importante momento de sua vida, vinculando em seu coração uma superação do medo.

 

Contador de histórias

A essas alturas, minha esposa Claudia e eu resolvemos ler esse texto para nossas filhas e perguntamos se elas gostariam de testemunhar algum momento. Júlia, nossa filha mais nova, relatou:

“Lembro quando meu pai, todas as noites, lia uma história diferente para mim e para minha irmã. Se não eram história de livros, ele inventava na hora e contava com vontade, incorporava os personagens, mudava a voz, era talentoso. Acho que na época eu não valorizava tanto, mas hoje sinto saudades e só tenho a agradecer por esses momentos deliciosos com meu pai” (relato da Júlia)

Veio-me à lembrança: “Quantas dessas noites eu preferia já estar descansando…”. Não me arrependo! Se apesar dos meus afazeres e da fadiga, como pai, eu procurar estar presente na vida dos meus filhos, então hei de ver como todos seremos felizes em casa. Amaremos nossos filhos apaixonadamente.

A minha maior alegria será poder constatar meus filhos dispostos a enfrentar o mundo com ousadia e orientados pela obediência! Essa é minha grande tarefa como pai! Termino com a seguinte reflexão: O que já fiz nesse sentido em favor dos meus filhos?

 

Luísa e Júlia, outubro de 2008

 

*Contribuição da União Apostólica de Famílias de Schoenstatt

 

[1] KENTENICH, Pe. José. Família Serviço à Vida, vol 1. pág 50

[2] Fonte: blog.tricae.com.br

 

Fonte: schoenstatt.org.br

Sempre namorados: Cultivando o primeiro amor

Embora cursamos juntos o Colégio, foi no último ano que os nossos corações dispararam e os nossos olhares foram trocados com maior intensidade, culminando no início de namoro, justamente na nossa Festa de Formatura, uma semana antes do Natal de 1981. No ano seguinte, cada um foi cursar sua Faculdade e nos víamos, praticamente, nos finais de semana.

Desde aquele 19 de dezembro de 1981, se passaram mais de 37 anos. Namoramos 7 (nos casamos em 1989) e completamos, portanto, 30 anos de casados no último mês de março. Somos pais da Gabriela (que se casou com o Eduardo) e da Giovanna (que namora o Alexandre).

É uma vida, que tem passado muito rapidamente… Voando, na verdade. Dá a impressão que foi ontem. Se tivéssemos que viver tudo novamente, com certeza, faríamos tudo de novo e melhor. Se amar é fazer o outro feliz, podemos dizer que somos plenamente felizes.

 

Qual o segredo?

Sempre nos perguntam: mas qual o segredo? Nesses 30 anos de casados: trabalhamos juntos há 20 anos; desde o casamento, participamos desde sempre ativamente da Igreja; ou seja, ficamos juntos quase 24 horas por dia. E continuamos casados…. aliás… ainda somos (e)namorados. Sermos casados é o estado jurídico, mas sermos enamorados é o estado emocional. Nos curtimos muito e gostamos de ficar um perto do outro. Fazemos um bem danado um ao outro. Rimos muito de nós mesmos. Chegamos muito mais longe do que poderíamos imaginar, talvez porque nunca fizemos planos, nunca guardamos dinheiro. Na verdade, nunca nos preocupamos com o amanhã. Pode parecer até irresponsabilidade, mas não é. Vivemos naturalmente assim: Trabalhamos e deixamos Deus cuidar.

O que de fato não abrimos mão é do respeito um ao outro, cuidar do outro e viver pelo outro. Jamais como cobrança, mas, de fato, de um jeito muito natural. Voltar sempre ao primeiro amor, eis o objetivo, a meta e o segredo. Aquele amor primeiro é invencível diante das dificuldades que o mundo possa apresentar. Aquele primeiro amor é a força vitoriosa diante de qualquer provação.

 

Olhar as fotos antigas de namoro e o álbum de casamento faz um grande bem aos dois, porque ali está a nossa essência, ali está a nossa força.

 

Quer um conselho? Saia de casa com ela, sua esposa, saia com ele, seu marido, como saíam no tempo de namorados, curtam momentos a dois, respeitando, logicamente, o tempo dos filhos. Namore, desenferruje. Aos homens: Lembre-se de como se esforçou para conquistá-la. Para as mulheres: Lembre-se de como se arrumava para esperar o namorado. Se cuidem, inclusive da aparência. É tudo para ele e tudo para ela. Não se arrume para os outros, mas, sim, se arrume e se cuide para o outro. Entenderam? Então, façam! Coragem! Você consegue, mesmo com os quilinhos a mais que o tempo nos traz.

Logicamente tem um detalhe que não pode passar desapercebido: no início do texto escrevemos que desde sempre participamos da vida na Igreja e desses 30 anos, 20 são em Schoenstatt, fortalecidos pela Aliança de Amor que selamos com nossa Mãe querida. Diante de tantos desafios e de tantos perigos, não tem como enfrentar o mundo sozinhos. Temos uma grande aliada, temos uma pedagogia que nos fortaleceu e fortalece muito. Temos o Santuário, do qual irradiam muitas graças, especialmente o abrigo espiritual, a graça da transformação e do ardor apostólico. Essa fonte está em nossa casa, através do nosso Santuário Lar, está na União de Famílias de Schoenstatt, Comunidade a que pertencemos. Guerrear no mundo sem o exército celeste, da qual a Mãe é a Rainha, é ficar vulnerável. Não tem como arriscar, porque estamos falando de uma família, no caso a nossa.

Nesses dias, recebemos da Ir. M. Isabel Machado, que trabalha atualmente na Alemanha, um texto que nosso Pai e Fundador escreveu, em 1958, e diz tudo o que um marido e uma esposa jamais podem esquecer:

“Quando nos ajoelhamos, como casal, diante do altar, também dissemos: Não quero aceitar a ninguém senão a este homem, a ninguém senão a esta mulher. Foi uma decisão clara. Rejeitamos todos os outros homens e todas as outras mulheres. Conheço apenas UMA mulher, a quem pertenço completamente; apenas UM homem, a quem me entrego completamente… Escolhemo-nos um ao outro. Outros homens podem ser mais poderosos, mais ricos, mais eficientes. Eu só conheço UM homem. Outras mulheres podem ser mais bonitas, mais charmosas, mais adoráveis – só conheço UMA mulher. Nós dois nos pertencemos mutuamente até o fim da vida. Parece tão simples e, no entanto, é algo extraordinariamente grande”  (Pe. José Kentenich, 16.06.1958)

 

Olha que nosso Pai e Fundador não foi casado e nunca namorou, mas conseguiu adentrar a alma dos enamorados.

Portanto: Faça o simples de modo extraordinário, então, fará naturalmente o extraordinário de uma maneira muito simples.

Vale a pena! Tenham certeza disso!

O mundo precisa de muitos testemunhos, de que amor esponsal tudo cura, tudo pode.

 

Romulo e Márcia Romanato

União de Famílias de Schoenstatt.

Divulgado o tema do Encontro Mundial das Famílias

 

“Amor familiar: vocação e caminho de santidade”: este é o tema escolhido pelo Papa Francisco para o próximo Encontro Mundial das Famílias, que se realizará em Roma, de 23 a 27 de junho de 2021.

“No quinto aniversário da Exortação apostólica Amoris Laetitia e há três anos da promulgação da Exortação apostólica Gaudete et Exsultate, esse encontro pretende ressaltar o amor familiar como vocação e caminho de santidade a fim de entender e partilhar o sentido profundo e salvífico das relações familiares na vida cotidiana”, ressalta a nota do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, divulgada nesta sexta-feira, 17 de maio.

“Para esse fim, o Encontro Mundial das Famílias propõe reler a Amoris Laetitia à luz do chamado à santidade da Gaudete et Exsultate”.

Fidelidade e perseverança

Segundo o texto do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, “o amor conjugal e familiar revela o dom precioso do viver juntos, alimentando a comunhão e prevenindo a cultura do individualismo, do consumo e do descarte: «A experiência estética do amor exprime-se naquele olhar que contempla o outro como fim em si mesmo» (Amoris Laetitia 128) e ao mesmo tempo reconhece a outra pessoa em sua identidade familiar sagrada, como marido, mulher, pai, mãe, filho/a, avô/ó”.

“Ao dar forma à experiência concreta do amor, matrimônio e família manifestam o valor elevado das relações humanas, na partilha das alegrias e fadigas, e no desempenho da vida cotidiana, orientando as pessoas ao encontro com Deus. Esse caminho, quando vivido com fidelidade e perseverança, fortalece o amor e realiza a vocação à santidade, própria de cada pessoa, que se concretiza nas relações conjugais e familiares”.

“Nesse sentido, a vida familiar cristã é vocação e caminho de santidade, expressão do «rosto mais belo da Igreja»”, conclui a nota do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

 

Fonte: vaticannews.va/pt e publicado em schoenstatt.org.br