Hoje é o Dia Internacional da Família

Em 1993 a ONU (Organização Mundial das Nações Unidas) estabeleceu o 15 de maio como ‘Dia Internacional da Família’. Segundo a ONU, a data  visa destacar:

  • A importância da família na estrutura do núcleo familiare o seu relevo na base da educação infantil;
  • Reforçar a mensagem de união, amor, respeito e compreensão necessárias para o bom relacionamento de todos os elementos que compõem a família;
  • Chamar a atenção da população para a importância da família como núcleo vital da sociedade e para seus direitos e responsabilidades;
  • Sensibilizar e promover o conhecimento relacionado com as questões sociais, econômicas e demográficas que afetam a família.

Embora seja uma data civil, o tema da família é muito importante para a Igreja e para cada um de nós, católicos. Tanto que a Igreja promove eventos a nível paroquial diocesanos, nacionais e internacionais voltados ao tema da família. Neste ano acontecerá o X Encontro Mundial do Papa com as Famílias  em Roma, de 22 a 26 de junho.

O Vicariato de Roma e o Pontifício Conselho para os Leigos, a Família e a Vida, em preparação para essa grande festa, estão lançando vídeos de catequese familiar e testemunhos de fé de famílias. Neste Dia Internacional da Família, vale a pena conferir um destes testemunhos.

[vc_video link=”https://youtu.be/CK71slKyiXU” align=”center”]

Fontes:

Imagem: Prefeitura da Granja/CE

Informações e vídeo de: Vatican News

Como falar sobre Deus com crianças e adolescentes?

 

Mayra Montoya Petry – Segunda, 25 de abril, foi um dia muito especial em que  recordamos o dia da Primeira Comunhão do nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich. A primeira comunhão é o encontro de amor com Cristo, que precisa ser preparado desde muito cedo pelos pais. Podemos refletir no seguinte: como falar de Deus com as crianças em cada idade?

Nós, pais, somos os principais responsáveis pela educação dos filhos na fé: é muito importante transmiti-la e adapta-la à idade das crianças. E, nesse sentido, uma das primeiras atitudes que precisamos despertar na criança é a confiança em Deus.

Fazer orações não somente nos momentos de angústia, mas na vida cotidiana do lar. Isso ajudará a despertar o sentimento que somos todos: filhos de Deus.

Assim sendo, quero, de uma forma prática e simples, com uma divisão didática, que possamos refletir juntos sobre ações que podem contribuir para apresentar a figura de Deus em cada momento do desenvolvimento humano.

 

De 0 a 3 anos

Desde o ventre a criança já sente a presença de Deus em sua família. Nessa faixa etária, esse amor pode ser passado por meio de atos como, por exemplo: no berço do bebê ter uma medalha do anjo da guarda ou no quarto um cantinho especial com uma imagem de Maria (aqui em casa minha filha ganhou uma imagem da MTA um dia antes de seu nascimento, que a acompanhou desde o hospital e encontra-se no seu quarto).

Ao ninar seu filho, por que não utilizar uma música religiosa? Aqui em casa era sempre: Mãezinha do Céu. Em datas como Natal, Páscoa e outras ocasiões cristãs, durante o ano, contar histórias simples sobre a vida de Jesus e de Maria.

 

Dos 3 aos 6 anos

Já podemos ir ensinando as orações da fé cristã, mas muito além de saber a oração “decorada”, é essencial fazer com que a criança adquira um diálogo simples e espontâneo com seu Pai Deus, com Jesus e com Maria.

É muito importante incentivá-los a rezar todos os dias, ao acordar e antes de dormir. Nessa idade já podemos ensinar a criança a expressar os sentimentos religiosos, como ajoelhar-se, fazer o sinal da cruz ou beijar o crucifixo.

A criança também começa, nessa fase, a compreender o valor da Missa. Isso ajudará seu filho a entender a importância da Eucaristia.

 

Dos 6 aos 10 anos

Essa é a etapa na qual os pais precisam ser os primeiros catequistas dos seus filhos. É o momento em que os pais podem conquistar de vez o amor da criança a Deus, assim como se manter presente e adquirir aquele amor profundo à sua religião.

É também a idade da razão, momento que devemos continuar a dar bons exemplos, firmar sua formação religiosa, preparar para a primeira confissão e a primeira comunhão, ajudar a formar sua consciência em relação às virtudes humanas e sociais.

Incentivar a participação na catequese e nos grupos de vida da Igreja e do Movimento de Schoenstatt, como nas Apóstolas de Maria e nos Pioneiros de Schoenstatt.

 

Adolescentes

Continuar orientando a vida de oração, ajudar a usar responsavelmente a liberdade, ressaltar a necessidade e o valor de ajudar os outros, ensinar seu filho a descobrir o valor de uma boa amizade e, principalmente, manter a amizade com Deus, Jesus e Maria – os heróis de Schoenstatt podem ajudar nessa etapa, como inspirações de vida.

Na adolescência, ter modelos é fundamental para o crescimento na fé. Grupos de vida, como a Juventude Feminina e a Juventude Masculina, ajudam a florescer o que foi cultivado desde pequenos – mas não se esqueça de que você é o maior responsável pelo desenvolver espiritual do seu filho em todas as faixas etárias.

“Perguntem-se: nossos filhos, mais tarde, também poderão dizer que a casa em que nasceram e foram educados é o lugarzinho que mais os aproximou do céu?” (Pe. José Kentenich)[1]

 

[1] KENTENICH, Pe. José. Às Segundas-feiras ao Anoitecer – Diálogos com famílias, vol 3. Reflexo do Pai. Palestras para casais em Milwaukee. Sociedade Mãe e Rainha, Santa Maria/RS, 2010. Texto de 4 de setembro de 1956.

Foto: Julieide Simões Valderrama

Fonte: schoenstatt.org.br

Família Aymerich: nos momentos de oração Deus torna a missão fecunda

Familia Aymerich

Vaticano – O Dicastério para os Leigos, a família e a vida publica uma série de vídeos sobre a vida familiar, numa edição em forma de diálogo entre as famílias e o Papa Francisco. Nessa décima edição, o diálogo com o Papa é do casal Rosa e Edu, da Obra de Famílias de Schoenstatt, em Costa Rica.

“O carinho numa família é muito importante”, diz o Santo Padre

“Na família não há apenas marido e mulher, filhos, porque Jesus mora no matrimônio. O Senhor vive na família real e concreta, se expressa nos gestos de amor. Gestos concretos entre marido e mulher, entre pais e filhos. O carinho numa família é muito importante”. Com estas palavras, o Santo Padre convida-nos a reconhecer a presença de Jesus na vida quotidiana da nossa família, no décimo e último vídeo que o apresenta o Papa Francisco, junto com uma família espanhola.

Este vídeo refere-se ao capítulo nove da Exortação Apostólica Amoris Laetitia: “A espiritualidade conjugal e familiar”. A acompanhar as palavras do Santo Padre está o testemunho da família Aymerich, agora missionários na Costa Rica. Testemunham a fidelidade aos um momentos de oração familiar no seu dia: «Precisamente porque ao longo de nossa história experimentamos inúmeras vezes nossa própria pequenez e irrelevância, estamos conscientes de que através desses momentos de oração Deus torna a Missão fecunda».

Redescobrir o valor e a beleza da família

Os “10 vídeos de Amoris Laetitia” contam os capítulos da Exortação e o Santo Padre, com a ajuda de imagens e testemunhos de algumas famílias de diferentes partes do mundo, nos convida a caminhar juntos para redescobrir o valor e a beleza da família.

Cada vídeo é acompanhado por um subsídio para ser utilizado de maneira flexível tanto pelas famílias quanto pelas diversas realidades eclesiais (dioceses, paróquias, comunidades).

Este recurso pastoral é uma iniciativa do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, em colaboração com o Dicastério para a Comunicação, para o Ano “Família Amoris Laetitia”.

Os dois dicastérios publicarão, até o final de fevereiro, um “Especial Amoris Laetitia” que reunirá todos os vídeos e subsídios no final da série.

Fonte: Dicasterio para leigos, família e vida e schoenstatt.com

 

Carta do Papa aos esposos: Jesus está presente no barco do matrimônio

Recém casados na Audiência Geral na Sala Pauklo VI

Neste domingo 26 de dezembro, Festa da Sagrada Família de Nazaré, o Santo Padre envia uma Carta a todas as famílias do mundo, por ocasião do “Ano da Família Amoris Laetitia”, que teve início dia 19 de março 2021.

Naquela data a Igreja celebrava cinco anos da publicação da Exortação Apostólica “Amoris Laetitia” sobre a beleza e a alegria do amor familiar. Naquele mesmo dia, o Papa Francisco inaugurou o “Ano da Família”, que se concluirá em 26 de junho de 2022, por ocasião do X Encontro Mundial das Famílias em Roma.

 

Amor conjugal

Em sua Carta aos esposos do mundo inteiro o Papa expressa sua estima e proximidade, sobretudo neste período tão especial em que vivemos. De fato, afirma que “sempre recorda das famílias em suas orações, sobretudo durante esta pandemia, que colocou todos a uma dura prova, de modo particular, os mais vulneráveis”. Este foi e continua sendo um momento de incerteza, solidão, perda de entes queridos.

Como Abraão deixou a sua terra, também os esposos devem se colocar a caminho, na companhia de Deus, obedientes ao chamado divino ao amor conjugal e à doação pessoal. O noivado já é uma saída da própria terra, porque pretende dos noivos um caminho a dois, que culmina com o casamento.

 

Aos filhos e leigos

O Papa chama a atenção dos esposos em relação aos filhos, sobretudo os mais novos, aos quais devem dar exemplo e testemunho de um amor vivo e fiel. Os jovens percebem o amor de Cristo presente no amor de seus pais. Os filhos são um dom e mudam a história da família; têm sede de amor, confiança e segurança. Os esposos educam os filhos, mas eles também os educam. Educar é acompanhar o processo de crescimento de seus filhos, quer na esfera educacional como espiritual.

Aqui, Francisco fala da identidade e missão dos leigos na Igreja e na sociedade, no trabalho e na família, na comunidade paroquial e diocesana, segundo seus carismas e vocações; exorta os esposos a colaborar no âmbito eclesial, de modo particular na Pastoral da Família, na tutela das igrejas domésticas, pois a família é a célula fundamental da sociedade!

 

Vocação matrimonial

O matrimônio tem a missão de guiar um barco instável, mas seguro, por meio dos sacramentos, em um mar, muitas vezes, em borrasca. Mas, como aconteceu com os discípulos no Mar da Galileia, o Mestre estava presente e as águas se acalmaram. Hoje, Jesus também está presente no barco do matrimônio, velando pelos esposos e filhos que, somente assim, poderão viver em paz, superar as desavenças e encontrar a solução de seus muitos problemas.

A fragilidade e impotência dos esposos encontram a âncora nas mãos do Senhor. Em uma tempestade, os apóstolos conseguiram reconhecer a realeza e a divindade de Jesus e aprender a confiar nele.

 

Tempo de pandemia

À luz destas reflexões, o Papa recorda algumas situações familiares neste tempo de pandemia: convivência, diálogo, preocupações, acolhimento, compreensão, dar as mãos, rezar juntos; expressa sua proximidade e afeto aos esposos que chegaram a uma ruptura, por desentendimentos e discussões. A eles pede para não se esquecerem do perdão, que cura todas as feridas. O amor humano é frágil e precisa do amor fiel de Jesus, com o qual construir a “casa sobre a rocha”.

Na conclusão da sua Carta, o Santo Padre se dirige, de modo especial, aos jovens que se preparam para o casamento, convidando-os a seguir o exemplo de São José, a manter sua confiança na Providência divina e a não hesitar em buscar ajuda em suas famílias, Igreja e paróquia. Dirige também uma saudação especial aos avós e idosos, que, no período de isolamento, mais sofreram por não poder ver seus netos e filhos. A família não pode prescindir dos avós, porque são a memória viva da humanidade.

Ao término da sua Carta, o Santo Padre invoca a proteção de São José neste Ano a ele dedicado, e de Nossa Senhora, para que acompanhem a vida conjugal. E conclui: “Esposos, não deixem que vos roubem a alegria e a esperança, mas vivam intensamente a sua vocação matrimonial e a missão que Jesus lhes confiou, perseverando na oração e na “fração do pão”.

 

Foto: Recém casados na Audiência Geral na Sala Pauklo VI  (Vatican Media)

Fonte: Vatican News

Intenção de oração do Papa: a beleza do matrimônio!

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Todos os meses o Papa lança um vídeo com o pedido que se reze numa determinada intenção. Em junho o Papa Francisco peque que rezemos pelos jovens que se preparam para o matrimônio com o apoio de uma comunidade cristã, para que cresçam no amor, com generosidade, fidelidade e paciência.

Será verdade o que alguns dizem, que os jovens não se querem casar, especialmente nestes tempos tão difíceis?
Casar e partilhar a vida é algo maravilhoso.
É uma viagem trabalhosa, por vezes difícil, chegando mesmo a ser conflituosa, mas vale a pena animar-se. E nesta viagem de toda a vida, a esposa e o esposo não estão sozinhos; Jesus acompanha-os.
O casamento não é apenas um ato “social”; é uma vocação que nasce do coração, é uma decisão consciente para toda a vida, que exige uma preparação específica.
Por favor, nunca se esqueçam disto. Deus tem um sonho para nós, o amor, e pede-nos que o tornemos nosso.
Façamos nosso o amor que é o sonho de Deus.
E rezemos pelos jovens que se preparam para o matrimônio com o apoio de uma comunidade cristã, para que cresçam no amor, com generosidade, fidelidade e paciência. Porque para amar é preciso muita paciência. Mas vale a pena, não é mesmo?

Fonte: thepopovideo.org

O Amor na família: vocação e caminho da santidade

A Diocese de Roma e o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida apresentam a oração oficial do X Encontro Mundial das Famílias que será realizado em Roma de 22 a 26 de junho de 2022. A hashtag oficial já está pronta: #WMOF2022.

O cardeal Farrell, prefeito do Dicastério, comentou a notícia, afirmando que “orar é um modo de mergulhar no ano Amoris Laetitia e na preparação do evento de Roma”. “Tantas famílias e tantas comunidades”, prosseguiu, “há muito esperavam poder-se encaminhar, ainda que espiritualmente, a Roma. A oração poderá acompanhá-las e ajudá-las a acolher a mensagem do encontro”.

“A oração estará ao centro do caminho de preparação, guiando os trabalhos e inspirando reflexões para discernir, à luz da fé, entre os novos desafios que a pandemia tem trazido às comunidades eclesiais com relação às famílias”, acrescenta o cardeal-vigário Angelo De Donatis. Por esta razão, “convido todos a preparar-se a este evento de graça que a Igreja de Roma tem a alegria de sediar, dirigindo ao Senhor esta oração, cada qual no íntimo da sua própria família, juntamente com a sua comunidade paroquial e diocesana”.

 

O amor na família: vocação e caminho de santidade

Pai Santo,
estamos aqui diante de Ti
para louvar-Te e agradecer-Te
pelo grande dom da família.

Nós Te pedimos pelas famílias
consagradas no sacramento do matrimônio,
para que possam redescobrir
todos os dias a graça recebida
e, como pequenas Igrejas domésticas,
saibam testemunhar a Tua Presença
e o amor com o qual Cristo ama a Igreja.

Nós Te pedimos pelas famílias
que passam por dificuldades e sofrimentos,
doença ou por problemas que só Tu conheces:
que Tu as sustentes e as tornes conscientes
do caminho de santificação ao qual as chamas,
para que possam experimentar a Tua infinita misericórdia
e encontrar novos caminhos para crescer no amor.

Nós Te pedimos pelas crianças e jovens,
para que possam encontrar-Te
e responder com alegria à vocação que planejaste para eles;
por seus pais e avós,
para que sejam conscientes
de serem sinal da paternidade e maternidade de Deus
no cuidado dos filhos que, na carne e no espírito,
Tu confias a eles;
pela experiência de fraternidade
que a família pode dar ao mundo.

Senhor, concede que cada família
possa viver a própria vocação à santidade na Igreja
como um chamado para ser protagonista da evangelização,
a serviço da vida e da paz,
em comunhão com os sacerdotes e em cada estado de vida.

Abençoa o Encontro Mundial das Famílias.
Amém.

 

Oração oficial para o X Encontro Mundial das Famílias em 22-26 de junho de 2022

A oração, escrita para o X Encontro Mundial das Famílias, provém de uma profunda gratidão para com o Pai Celeste pelo grande dom da família, lugar privilegiado das relações de amor. A sua principal inspiração foi o tema escolhido pelo Papa Francisco para o Encontro: “Amor em família: vocação e caminho da santidade”. A oração é concebida como uma ferramenta pastoral: ela pode ser recitada já nas paróquias, nas comunidades, em casa, para preparar-se  para o evento internacional do próximo ano.

“É do amor vivido em família que nasce a vocação de cada filho; é o amor provado entre as paredes de casa que abre os primeiros passos do caminho de santidade – acrescentou o cardenal Farrell –.  A experiência da oração introduz-nos ao sentido profundo e salvífico das relações na vida quotidiana. Os binômios família e vocação, bem como família e santidade, mostram que as relações familiares têm uma importância fundamental para gerar o amor. Numa época caracterizada por provações e dificuldades, onde a família vive e enfrenta desafios e desgastes, falar de santidade familiar pode parecer algo anacrônico ou inapropriado. Daí percebe-se a importância que exerce a arma da oração para viver em plenitude o Sacramento nupcial. A relação com Deus, de fato, permite aos cônjuges cristãos reavivar todos os dias a Graça recebida que os sustenta nos trabalhos e nas lutas quotidianas. A nossa vida pode sempre ser um caminho de santidade pessoal, conjugal ou familiar, ou seja, um caminho para crescer no amor do outro. Cada componente da família, seja ele criança, jovem, pai ou avô, é chamado a descobrir em si um chamado à santidade. Nesse sentido, a família pode tornar-se expressão do “rosto mais belo da Igreja” (GE 9). Revela-se, assim, a fecundidade de uma leitura cruzada de Amoris laetitia e de Gaudete et Exsultate, que o Papa Francisco nos propõe no tema do encontro para compreender plenamente a vocação da família”.

“Os esposos cristãos – concluiu o cardeal De Donatis – seguindo os passos de ilustres santos e beatos, e sustentados pela sua intercessão, são convidados a percorrer juntos o seu próprio caminho de santidade. Seguindo o modelo dos pais de Santa Teresinha de Lisieux, ou do casal Beltrame Quattrocchi, são chamados a viver com fé as dolorosas provações da vida e a ver-se imprimir, na tela do seu amor, a presença fiel de Cristo. A partir do impulso de esperança gerado pelo amor fiel de Deus, nasce o desejo de anunciar o Seu amor e transformar a família no “caminho da Igreja” (AL 69), lugar onde se alimentam novas vocações”.

Foto: Il Ragazzo, em cathopic.com

Fonte: www.laityfamilylife.va

Vamos “transfigurar” nossas famílias?

 

Rafael e Vanessa Costa Melquiades – O ano de 2021 chegou e com ele muitos desafios para enfrentar. “Este é o momento para sonhar grande, para repensar nossas prioridades: o que valorizamos, o que queremos, o que buscamos –, nos comprometermos com as pequenas coisas e para transformar em realidade o que sonhamos”, diz o Papa Francisco no livro “Vamos sonhar juntos: O caminho para um futuro melhor”, lançado no dia primeiro de dezembro de 2020.

Eu e minha família, somos nós os protagonistas para transfigurar a realidade que vivemos. Mas, qual realidade vivemos hoje?

Além da crise visível gerada pelo vírus (Covid-19), há muitas outras mazelas que encontramos diariamente: a fome, a violência, frutos do contexto cultural onde Deus está ausente. Os cristãos estão em uma atmosfera de apostasia silenciosa e por isso há que recuperar com urgência a cultura cristã e o próprio sentido de Deus.

O Pe. José Kentenich nos dá respostas de como transformar a realidade que vivemos. Em 21 de abril de1947, em Londrina/PR, o Pe. Kentenich proclama solenemente que o Tabor é o ideal do nosso país, o Pai e Fundador diz: “Nós nos decidimos pela Ideal Tabor: a Mãe De Deus quer revelar aqui suas glórias. Sua glória consiste em fazer com que Cristo possa subir novamente ao trono”. E ele continua: “Somos convocados como instrumentos escolhidos para levar o mundo ao coração de Jesus e o salvar…Quem foi chamada a restituir Cristo ao mundo? A Portadora de Cristo. Nós precisamos mostrá-la ao mundo…A Mãe de Deus quer utilizar-nos como instrumentos”.

Estas palavras do Fundador nos impulsionam, devemos nos guiar pelo ideal Tabor e “levar ao mundo o coração de Jesus e fazer com que Cristo esteja novamente no trono”. Devemos saber que a família é a primeira escola das virtudes sociais de que a sociedade tem necessidade, portanto, temos de colocar Deus nas nossas atividades diárias. Damos algumas dicas para transfigurar hoje nossa realidade:

  • Estar em estado de graça. Se aproximar de Deus implica, necessariamente, em se afastar do mal. Não há como contemplar a intimidade com Deus, um vínculo sadio e orgânico com Deus, no pecado e no vício. E é por isso que temos que fugir do pecado, especialmente mortal. Por isso temos de ter nossa rotina de confissão, de sacramento, da Eucaristia;
  • Cultive o amor e a devoção à Mãe de Deus. O Santuário Lar é nosso refúgio para onde tudo converge. Reze diariamente o terço em família (muitos desconhecem que se confere uma indulgência plenária se o terço for rezado em família);
  • Faça pequenas ofertas ao Capital de Graças ao longo do dia. Faça pequenos oferecimentos a Jesus e a Maria e não se esqueça de fazer orações ao longo do dia (inclusive com os filhos: oração da manhã, da noite, antes das refeições, no caminho para a escola, etc);
    Vá a missa todos os domingos em família (inclusive com os filhos pequenos). Se possível, vá a missa ao meio de semana para o encontro com nosso Senhor Jesus Cristo;
  • Organize momentos de lazer em família, essa é uma forma de demonstrar amor pelo cônjuge e pelos filhos – isso também é evangelizar. Assistam filmes que transmitam valores e virtudes cristãs;
  • Viva em plenitude as datas importantes da Igreja, aproveite os tempos litúrgicos para catequisar os filhos e mostrar os valores que a Igreja de Cristo nos apresenta.

Enfim, transfigurar a realidade hoje é viver o ideal Tabor hoje. É estarmos firmes na fé no Cristo transfigurado, pois nele está a salvação, a bem-aventurança, a luz, o amor de Deus sem limites. É por meio da fé em Cristo que conseguiremos ser famílias alegres e confiantes, semeadoras de esperança hoje.

 

* Contribuição do Instituto de Famílias de Schoenstatt

Fonte: schoenstatt.org.br

 

Um para o outro: 4 “R” para cultivar os vínculos do casal

Luiz e Mity Shiroma – Muitos casais em Schoenstatt utilizam o que chamamos de os “4R” (rezar, reencantar, revisar e renovar) – uma metodologia schoenstattiana que tem por objetivo ajudar a manter vivo o amor conjugal, o diálogo com Deus e a Mãe, unindo a fé com a vida cotidiana. Quais são os 4 Rs, qual sua importância e como aplicá-los na vida prática?

Somos casados há 30 anos e participamos da Liga de Famílias de Londrina/PR desde 1991, no ano em que nasceu nosso primeiro filho. No início, fomos atraídos a participar de um grupo de casais para construir com base sólida a nossa família a partir do sacramento do matrimônio, motivados pela insegurança e inexperiência como pais.
Se no início o nosso objetivo se resumia na formação da nossa família, no passar dos anos fomos descobrindo muitos valores e ensinamentos para a formação do “homem novo” e reconhecendo as dimensões do ser humano integral.

Dentre tantos ensinamentos inspirados na Pedagogia do Pe. Kentenich, tivemos nosso primeiro contato com a metodologia dos 4Rs em um encontro regional da Liga de Famílias no Regional Paraná. Vimos quão importante era cultivar o nosso matrimônio a partir de uma metodologia baseada em fortalecer a relação afetiva entre o casal.

 

Cultivando o primeiro amor

 

                                                          (Foto: schoenstattararaquara.com.br)

 

Com o passar dos anos, alguns detalhes essenciais que se acendem no namoro vão se perdendo ao longo dos anos depois do casamento. Muitos fatores, não menos importantes, influenciam para que isso aconteça, como a chegada dos filhos, dedicação ao trabalho, aos compromissos sociais, etc. De repente, o casal vai perdendo a intimidade e passa a se comunicar superficialmente, apenas sobre o trivial, esquecendo do sentimento de afeto e carinho que os atraiu um ao outro.

Os 4 Rs nos ensinam como cultivar a vida afetiva e realizar a comunhão dos corações, seguindo um processo que coloca Deus no centro da nossa relação, a importância de viver o matrimônio marcado pelo sacramento, em união à força sobrenatural através da oração. São eles:

  • 1º Rezar todos os dias juntos.
    Uma sistemática que exige organização e planejamento.
  • 2º Reencantar nos propõe um encontro semanal, com data, horário e local, alguma atividade para se divertir juntos, como ir ao cinema ou um jantar a dois. A cada semana, um propõe o que fazer de acordo com o gosto do outro.
  • 3º Renovar, marcar a cada mês, um encontro para conversar sobre o mês que passou e planejar o mês seguinte. Inicia com uma oração para invocar a presença do Espírito Santo e faz-se anotações em um caderno as experiências vividas no mês, discernir os acontecimentos e entender as provações, conversar sobre o propósito pessoal e do casal. Um momento rico de troca e ajuda mútua.
  • 4º Revisar é levantar os pontos mais importantes vividos no ano: alegrias, cruzes, preocupações e também avaliar o projeto do ano. Nesse momento é importante traçar metas para o ano seguinte, e à luz da Fé Prática na Divina Providência, vislumbrar que planos Deus tem para nós.

Até hoje este tema nos fascina e nos inspira quando levamos para os grupos em formação, pois é uma ferramenta prática, objetiva, apesar de exigir muita perseverança e autoeducação. Os 4 Rs nos ajudam a manter a chama acesa do amor e fidelidade. Isso é uma grande bênção em nossas vidas. Reencantar a chama do amor matrimonial a cada dia, a cada semana, a cada mês e a cada ano é preciso!

 

* Contribuição da Liga de Famílias de Schoenstatt do Regional Paraná

 

Foto destacada: unsplash.com

Fonte: schoenstatt.org.br

Como viver a Aliança de Amor em família?

 

As exigências da Aliança aplicadas à vida das famílias

Flavia e Reinaldo Tiepo – “Está é a grande missão da família: deixar lugar a Jesus que vem, acolher Jesus na família, na pessoa dos filhos, do marido, da esposa, dos avós… Jesus está aí. É preciso acolhê-lo ali, para que cresça espiritualmente naquela família” (Papa Francisco) [1]

 

Tua Aliança, nossa missão!

“O matrimônio é uma união profundíssima e permanente de amor e de vida, em primeiro lugar uma união de amor” [2] – e isso significa uma conquista diária do outro. Não se trata de excluir-se do mundo, mas de cultivar o ideal de família integrado no cotidiano. E só é possível viver esse alto ideal matrimonial se confiarmos à nossa Mãe e Rainha a nossa educação para o amor.

Pe. José Kentenich compreende que a Aliança de Amor entre os cônjuges é a mais bela expressão do seu amor a Deus e a Maria. Quem pratica, dessa forma, a Aliança de Amor e a vida conjugal em todas as suas matizes concebe-a como verdadeiro caminho à efetiva santidade [3].

Mas, muitos de nós vão pensar: “É tão difícil!”. “São propósitos muito elevados”. Esse pensar também acontece em nosso dia a dia. Por isso, é uma luta diária não nos tornarmos “famílias massificadas”. E a Aliança de Amor é o nosso sustento e fortaleza para sermos “Famílias do céu aqui na terra”.

 

 

Provai primeiro

“Não vos preocupeis com a realização de vosso desejo. Ego diligentes me diligo. Amo aos que me amam. Provai primeiro que realmente me amais e tomais a sério os vossos propósitos. Agora tendes a melhor ocasião para demonstrá-lo” [4]

Maria é nossa Mãe. Verdadeira, real e espiritual! Ela nos ama! Hoje, vivemos a cultura do descartável e isso inclui até mesmo o “sentir”. O amor foi banalizado e muitos não conseguem expressar o amor e nem sentir que são amados. Deixe-se guiar por nossa Mãe! Ela não te decepcionará. É necessário desenvolver as virtudes de Maria no dia a dia. E, assim, ela te auxiliará a cultivar, em sua casa, a vida sobrenatural, a vida da graça.

Mas, atenção: a Mãe e Rainha não se contenta com palavras bonitas e sentimentos piedosos passageiros. Ela exige atos: “É realmente tudo por Maria, com Maria, em Maria, para Maria”, diz São Luis Maria Grignion.

 

Armadura e espada

“Esta santificação exijo de vós. Ela é a armadura que deveis revestir, a espada com a qual deveis lutar para alcançar os vossos desejos” [5]

Essa exigência da Aliança de Amor, na família, indica como viver, na prática, a nossa santidade do dia a dia e a nossa Aliança. Para vivermos a santidade é necessário nos conhecermos a nós mesmos e ao outro. Você deve sempre ser instrumento de santificação e não de tropeço. Isso exige muito amor. Não é no momento de tensão que vamos conversar sobre situações conflituosas. É difícil, mas é um exercício para os dois. Outro ponto importante é a questão da “organicidade”. Muitas vezes não respeitamos essas diferenças e vem a imposição de um sobre o outro. Assim, não existe ajuda mútua para a santificação. O amor constrói pontes e não impõe barreiras. Não significa ficar estagnado para não ter de enfrentar suas fraquezas e desafios.

Vamos contar nossa experiência em família. Em nossa casa, quando sabemos que o assunto é difícil e são necessárias decisões importantes ou até falar sobre os “defeitos” um do outro, fazemos essa conversa em frente ao nosso Santuário Lar e convidamos a Mãe de Deus para participar. E, durante os momentos mais acalorados, falamos com Ela em voz alta em uma verdadeira discussão em família. Muitas vezes até o nosso Pai e Fundador entra na nossa conversa. Mas, assim, conseguimos esgotar tudo o que tira a harmonia de nossa casa e impede a santificação de nossa família. Nem todos os problemas são resolvidos, mas somamos forças para continuar nossos propósitos de família.

 

Muitas contribuições

“Trazei-me muitas contribuições para o Capital de Graças. Pelo fiel e fidelíssimo cumprimento do dever…” [6]

Oferecer contribuições ao Capital de Graças, em família, é um exercício de amor que pode envolver a todos: filhos, parentes, quem vem a nossa casa e até vizinhos. O Capital de Graças gera vida e amor em nosso Santuário Lar. Nos ensina a confiança na Divina Providência quando depositamos nosso “desespero e pranto” dos problemas do nosso dia a dia. Nos capacita a sermos misericordiosos, pois, na entrega de nossas misérias humanas, percebemos que Deus nos ama e quer que nos tornemos uma família melhor.

 

Família – Igreja doméstica

“… e uma zelosa vida de oração” [7]

É conhecida a expressão “Família que reza unida, permanece unida”. “A oração reforça a estabilidade e a solidez espiritual da família, ajudando a fazer com que esta participe da ‘fortaleza’ de Deus” [8]. A família é a Igreja doméstica e nela precisa ser cultivada a vida de oração. À medida em que família se relaciona com Deus pela oração, mais seus membros se tornam unidos e fortalecidos para enfrentar todas as dificuldades do dia a dia.

Viver em Aliança na família é apoiar-se no lema: “fazemos tudo por amor, pelo amor e para o amor” [9]. Ou seja, não podemos descansar até nossa Aliança “se tornar fundamento, meta fundamental, norma fundamental e forma fundamental” [10] para nós e toda nossa família. Esse é nosso principal apostolado e nossa principal fonte de graças.

 

Referências

[1] PAPA FRANCISCO. Audiência Geral, 17 de dezembro de 2014, disponível em: w2.vatican.va

[2] KENTENICH, Pe. José. Às segundas-feiras ao anoitecer – dialogando com famílias. Volume 20, tomo 2: O amor conjugal como caminho à santidade. Trecho retirado da introdução.

[3] AMRHEIN, Ir. M. Mattia. Introdução em: Às segundas-feiras ao anoitecer – dialogando com famílias. Volume 20, Tomo 2

[4] KENTENICH, Pe. José. Documento de Fundação de Schoenstatt. 18 de outubro de 1914

[5] KENTENICH, Pe. José. Documento de Fundação de Schoenstatt. 18 de outubro de 1914

[6] Idem

[7] Ibidem

[8] SÃO JOÃO PAULO II. Carta às Famílias, Gratissimam Sane, 1994. Disponível em: w2.vatican.va

[9] KENTENICH, Pe. José. 16 de junho de 1968. Disponível em: Tua Aliança Nossa Missão, Textos escolhidos do Padre José Kentenich sobre a Aliança de Amor. Editor Peter Wolf.  Sociedade Mãe e Rainha. 1ª edição, 2014.

[10] Idem

Fonte: schoenstatt.org.br

Semana da Família 2020: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor”

Sempre começando no Dia dos Pais, a Igreja no Brasil celebra a Semana da Família, que – neste ano – será de 9 a 15 de agosto.

Com o tema “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24,15), a Semana Nacional da Família de 2020 quer valorizar e refletir o protagonismo da igreja doméstica. Mais do que nunca, a evangelização que ocorre dentro de nossas casas demonstra sua importância para a continuação do trabalho da Igreja.

Criada em 1992, a Semana Nacional da Família é um evento anual e integra o calendário das paróquias e comunidades de todo o Brasil, de forma especial na segunda semana do mês dedicado às vocações. Neste ano, em virtude das restrições provocadas pela pandemia, a maioria dos encontros deverão ocorrer de maneira virtual.

Rezemos especialmente pelas famílias nesta semana. Procuremos participar das atividades em nossas dioceses, paróquias e Santuários da Mãe e Rainha.

Uma sugestão: todos os dias, às 18h, o terço no Santuário Tabor será rezado pelas famílias e transmitido pelas redes sociais do Santuário (Facebook e Youtube).