Como você conheceu Schoenstatt?

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Estamos no primeiro mês de 2026. Recomeçamos nossas atividades (muitos ainda em férias).

Perguntamo-nos: como conhecemos o Movimento de Schoenstatt?

 

José Engling conheceu Schoenstatt no seminário, durante o início do Movimento Apostólico. Ele conta:

“Schoenstatt me atraiu duplamente, atrai-me o cálido Santuário da Congregação. Demasiado bonita é a recordação do tempo passado e, não em último lugar, daquele dia único (em que pôde fazer uma breve visita ao Santuário Original durante a guerra) [1]”.

 

João Luiz Pozzobon conheceu Schoenstatt a partir das visitas do Pai e Fundador ao Brasil e das palestras dos Padres Palotinos. Ele recorda:

“Quando começaram aqueles retiros e conferências, não conhecia Schoenstatt, nem sabia de sua existência. Os pregadores começaram a explicar-nos tudo de maneira muito clara. Algo realmente vital foi entender a missão do Fundador (Pe. Kentenich). […] Pude compreender que eu, também, tinha que fazer despertar o heroísmo [2]”.

 

E você?

Recordar o primeiro amor faz reacender a chama que impulsiona a dar tudo por um ideal. O Papa Francisco afirma: “… a memória é muito importante para recordar a graça recebida. Com efeito, se nós afastamos esse entusiasmo que vem da memória do primeiro amor, esse entusiasmo que vem do primeiro amor, chega aquele grande perigo para os cristãos: a tibieza. E os cristãos tíbios estão ali, parados; e sim, são cristãos, mas perderam a memória do primeiro amor, perderam o entusiasmo [3]”.

Quanta alegria havia em seu coração quando selou a Aliança de Amor? Quantos momentos, histórias, episódios foram vividos como Família de Schoenstatt? Tudo isso vale a pena ser recordado com gratidão, para renovar com grande ardor o amor e o entusiasmo pela missão.

Desta forma, as metas e os projetos para o futuro estarão alicerçados sobre a certeza de um amor maior.

 

Referências

[1] HANNAPPEL, Paulo M. José Engling Nosso Irmão Maior. Sociedade Mãe Rainha, 1ª edição. Santa Maria/RS: 2010.
[2] URIBURU, Esteban J. Heroi Hoje, Não Amanha. Instituto Secular dos Padres de Schoenstatt, 1ª edição. Santa Maria/RS.
[3] Missa na Casa Santa Marta, sexta-feira, 30 de janeiro de 2015: clique para ler.

 

Fonte: schoenstatt.org.br

A Aliança de Amor e o sacramento do Batismo

 

Karen Bueno / Ir. M. Nilza P. da Silva – Amanhã celebraremos a festa do Batismo do Senhor. Por isso, vale a pena refletir sobre o sacramento do Batismo e o coração da nossa espiritualidade: a Aliança de Amor.

A Aliança de Amor com Maria, em Schoenstatt, é uma renovação e aprofundamento da Aliança batismal, uma nova forma de se viver o Batismo. Por isso, ela necessita e quer ajudar que o consagrado viva, em primeiro lugar, seus compromissos de batizado. Quando a Mãe de Deus exige um comprovado amor a ela, a santificação pessoal, a forte exigência sobre si mesmo, o fiel e fidelíssimo cumprimento do dever, uma zelosa vida de oração e muitas contribuições ao Capital de Graças, essas seis exigências significam viver bem o Batismo.

Pe. José Kentenich afirma: “O Espírito de fé nos diz que a aliança batismal contém três elementos essenciais: desprendimento de si mesmo, entrega e disponibilidade. O cristão é separado do mundo, deixa de pertencer a si mesmo, já não é senhor de si próprio, por isso, não pode fazer tudo o que quer. Pertence ao Senhor, a quem se entregou. Foi por ele aceito e unido a sua pessoa. Desta aliança com Cristo e com a Trindade surgem muitas consequências e exigências para a parte humana” [1].

 

 

Pelo Batismo o cristão recebe uma vida nova e o presente de ser chamado filho de Deus, isso é causa de grande alegria, mas também implica imensa responsabilidade. O selo de “batizado” pede uma atitude de “batizado”, virtudes e ações que precisam ser cultivadas ao longo da vida como resposta de gratidão ao incomparável presente de ser filho do Pai Eterno.

Direitos e deveres do batismo

O Catecismo da Igreja Católica ensina: “Feito membro da Igreja, o batizado não pertence mais a si mesmo, mas àquele que morreu e ressuscitou por nós. Logo, é chamado a submeter-se aos outros, a servi-los na comunhão da Igreja, a ser obediente e dócil aos chefes da Igreja e a considerá-los com respeito e afeição. Assim como o Batismo é fonte de responsabilidade e de deveres, o batizado também goza de direitos dentro da Igreja: de receber os sacramentos, de ser alimentado com a Palavra de Deus e de ser sustentado pelos outros auxílios espirituais da Igreja. Tornados filhos de Deus pela regeneração batismal, os batizados são obrigados a professar diante dos homens a fé que pela Igreja receberam de Deus e a participar da atividade apostólica e missionária do povo de Deus” (1269-70).

A alegria de viver como batizados

As “promessas e exigências” do Batismo são fontes de alegria, pois nos ajudam a libertar-nos do que nos prende ao mal. Estas incluem renunciar ao pecado e viver a fé católica, que tem seus pontos fundamentais resumidos na oração do Credo, tudo isso pelo grande presente e a alegria da vida eterna. É verdade que não é um desafio simples, requer coragem e ousadia marcadas por um grande amor. Mas, é fonte de alegria, pois nisso se baseia a relação com Deus, na troca mútua presentes de amor.

Como Cristo, sempre em saída!

Ser batizado e selar a Aliança de Amor requer o empenho alegre para ser um homem novo que cria, por seu ser, uma nova comunidade. Deus confia a cada batizado – e isso é mais forte para aqueles que se consagraram à Maria – a missão de ser um outro Cristo para o mundo, transparecendo a misericórdia do Pai e formando, em todos os lugares, uma cultura de Aliança. A Mãe de Deus, em seu Santuário nos educa como esses missionários da Aliança, sempre em saída.

 

 

[1] Eu pertenço à Mãe e ela me pertence – Preparação para a Aliança de Amor. 2º Encontro

Fonte: schoenstatt.org.br

Por que os Santuários de Schoenstatt têm uma talha (ânfora)?

 

Karen Bueno/Ir M Rosequiel Fávero – A maioria dos Santuários Filiais de Schoenstatt possui uma talha (ou ânfora), esta peça que parece um jarro e fica na frente do altar, na parte central. Ao longo do mês ela vai se enchendo com papeis e bilhetes colocados por muitas pessoas que visitam a Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt.

O que significa este símbolo?

Este símbolo remete à leitura bíblica das Bodas de Caná, quando Jesus transforma a água em vinho: “Ora, achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham cada qual duas ou três medidas. Jesus ordena-lhes: ‘Enchei as talhas de água’. Eles encheram-nas até em cima” (Jo 2, 1-11).

Qual a relação da talha com o Santuário?

Assim como a água é essencial para os seres vivos, o Capital de Graças é alimento para a vida espiritual de Schoenstatt. O Capital de Graças reúne as ofertas pessoais de todos que entregam seus sacrifícios e alegrias, especialmente de autoeducação, daqueles que desejam ser um santo do dia a dia.

 

Essas ofertas pessoais ao Capital de Graças, quando unidas ao sacrifício de Cristo, têm um imenso valor. Aquilo que colocamos na talha são os presentes de amor entregues ao Capital de Graças de Nossa Senhora, a fim de que ela os distribua àqueles que necessitam. Capital de Graças é o nome dado ao “tesouro” que a Mãe distribui a partir do Santuário.

O que são os bilhetes e papéis colocados na talha?

Ao longo do mês, os membros do Movimento de Schoenstatt vão anotando suas contribuições ao Capital de Graças em cadernetas ou papéis avulsos, para controlar o crescimento espiritual. Esses papéis, que registram o esforço de cada um por uma vida de santidade, são então entregues na talha.

À exemplo do que aconteceu em Caná, os dons imperfeitos de cada um são unidos aos dons perfeitos de Cristo para que o milagre aconteça: Jesus transforma a água das nossas ofertas em bom vinho e a Mãe e Rainha o distribui do Santuário.

Geralmente, quando chega o dia 18, esses papéis são queimados na Taça de José Engling, como símbolo de os todos os sacrifícios elevados ao céu.

 

Por que alguns dizem ‘talha’ e outros ânfora?

Os dois nomes estão corretos e podem ser usados.

A palavra talha se refere diretamente ao texto do evangelho de São João nas Bodas de Caná (no início deste texto). Normalmente são jarros de barro sem alças, com ou sem tampa. Ainda hoje as talhas são muito usadas no armazenamento do vinho ou como filtros de água.

A palavra Ânfora remete a um vaso grego (muito usado como peça de ornamentação), geralmente em barro, com duas alças. Este é um estilo de vaso muito usado nos Santuários de Schoenstatt, assim que muitas pessoas falam da ‘ânfora do Capital de Graças’.

 

 

Fonte: schoenstatt.org.br

 

 

 

O que significa Servus Mariae Nunquam Peribit?

Karen Bueno – Quem entra num Santuário de Schoenstatt, mal bate os olhos e logo se depara com a frase que envolve a imagem da Mãe e Rainha: Servus Mariae Nunquam Peribit. Traduzindo do latim, essa expressão quer dizer que um servo de Maria jamais perecerá.

 

Mas, por que ela está ali? Quem a colocou?

A escolha da frase foi feita pelo jovem Fritz Esser, que era congregado da primeira geração da Obra de Schoenstatt. Originalmente ele esculpiu uma moldura em madeira para o Santuário Original com essa frase. Seu desejo era presentear a Mãe de Deus, ornamentar o Santuário e afirmar algo que experimentara em muitas ocasiões: a Mãe jamais abandona seus filhos.

Assim, em 1919, essa moldura foi colocada no Santuário de Schoenstatt.

 

Na história da Igreja

A “origem do lema ‘Servus Mariae nunquam peribit’ tem uma longa tradição católica que remonta, pelo menos, a Santo Anselmo de Canterbury (1033-1109) e tem Santo Afonso Ligório (1696-1787) como especial propagador. Existem provas do seu uso em Schoenstatt em 1916 na variante Servus Maria non peribit. A expressão mais categórica nunquam (nunca) aparece já em abril de 1917 numa carta escrita por Max Brunner”. Com essa frase, “Esser preferiu esculpir um lema que lhe era muito querido”. [1]

A inscrição: SERVUS MARIAE NUNQUAM PERIBIT traz a convicção de uma jovem vida e de toda a Congregação Mariana. Presumivelmente, essa moldura foi anexada ao quadro no 5º aniversário da Congregação Mariana, no domingo de 27 de abril de 1919.

 

O que nos diz o Pe. Kentenich?

Num encontro com casais, em Milwaukee/EUA, ele aponta:

“Olhem o que está escrito por cima do arco, na Capelinha… É o seguinte: Servus Mariae nunquam peribit. De qual Maria se trata? Da Mãe de Deus, que se estabeleceu aqui, para educar as pessoas a partir daqui e colocar, através delas, um mundo novo aos pés de Cristo.
Aquele escrito significa, portanto, que na arca [em Schoenstatt] seremos, sobretudo, preservados da destruição de nossa alma. O primeiro significado das palavras “Servus Mariae nunquam peribit” é este. Porém, a Mãe de Deus não se contenta em preservar do pecado grave os que se consagram a ela no Santuário. […] não se trata apenas de preservar nossa alma, nosso caráter, mas também de sermos educados a um ideal, ao ideal da santidade no meio do mundo, a fim de nos capacitarmos para sermos pais e mães de uma nova sociedade”. [2]

          

                                           A imagem da MTA com a primeira moldura luminosa feita por Esser

A moldura

Até 1934, a moldura esculpida por Fritz Esser permaneceu no Santuário Original. Mas o calor constante das lâmpadas contribuiu para que ela se desgastasse e teve de ser refeita em madeira. Mais tarde essa peça foi fundida em metais (1947) e reconquistada pelo Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt, mas as palavras permanecem as mesmas – e adornam agora a imagem da MTA em todos os Santuários de Schoenstatt do mundo, nos diversos países.

 

 

Referências

[1] NIEHAUS, Pe. Jonathan. Herois de Fogo, A Fundação de Schoenstatt

[2] KENTENICH, Padre José. Às Segundas-feiras ao Anoitecer, Diálogos com famílias, vol 21 – Nossa vida à luz da fé. Sociedade Mãe e Rainha, Santa Maria/RS. Conferência de 22 de maio de 1961.

BAUER, G. M. Servus Mariae nunquam peribit! – Breve histórico da imagem da Mãe de Deus e da sua moldura luminosa no Santuário de Schoenstatt. Publicado pelo Instituto Secular dos Irmãos de Maria de Schoenstatt, Santa Maria/RS, 1978.

Fonte: schoenstatt.org.br

Conheça o Hino de Coroação da Mãe e Rainha

Para a primeira coroação solene da Mãe e Rainha no Santuário Original, em 10 de dezembro de 1939, há 86 anos, a Ir. Mirian Bleyle compôs o hino “Do céu és Soberana”, que posteriormente foi traduzido ao português. Ouça, abaixo, as duas primeiras estrofes deste hino:

 

 

Do céu és Soberana
Ir. Mirian Bleyle / Chr. Ertel

Do céu és Soberana, Rainha universal!
De perto e longe vimos a este trono real
Coroa e cetro damos a ti e em teu louvor,
palpitam nossas almas,
em Schoenstatt, lar de amor!

Que o sol és mais luzente, a fulgurar nos céus;
Tu és o grande signo que o mundo leva a Deus.
Volvemos almas e olhos à luz do teu olhar.
Se ameaça o negro inferno, não havemos de fraquejar.

Que tudo estremeça, estamos bem aqui;
pois tu nos aceitaste e consagraste a ti.
Vem Mãe, no Santuário teus filhos acolher,
que a ti seremos sempre fiéis até morrer.

Vençamos, pois, morramos!
Vençamos, pois, com fé!
Teu reino e ideal coroa sempre estarão de pé.
Ó Salve sim Rainha, Senhora, Mãe sem par!
Veremos o teu reino o tempo senhorear.

Fonte: schoenstatt.org.br

Tu és nossa Mãe e RAINHA

Karen Bueno – Em 10 de dezembro de 1939, há exatos 86 anos, a Mãe Três Vezes Admirável recebeu em sua fronte a coroa no Santuário Original, essa que está presente até hoje. Nesse dia a Família de Schoenstatt acompanhou a solenidade junto ao Pai e Fundador e ele coroou a Mãe de Deus, dando-lhe o poder total sobre a história e o futuro da Obra. A partir daí surgiu uma corrente de coroação que é traço característico do Movimento Apostólico de Schoenstatt.

A primeira coroa oferecida à MTA no Santuário Original, no início da Obra, era feita de madeira e a Mãe foi coroada como Rainha dos Apóstolos. Em 1939, quando se completavam os 25 anos da Aliança de Amor, a Família de Schoenstatt ofereceu a nova coroa à Maria – a que está em sua fronte no Santuário hoje – dando-lhe o título de Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt.

A coroação em 1939 é um ato de gratidão pelos 25 anos do Movimento e também um sinal de confiança no poder régio da Mãe, pois nessa época inicia-se a Segunda Guerra Mundial. A intenção era oferecer essa coroa no dia 18 de outubro, data da fundação de Schoenstatt, mas, como o Pai e Fundador estava na Suíça, a cerimônia é adiada para 10 de dezembro.

Por que em Schoenstatt se coroa tanto?

Desse dia em diante, tem início uma corrente de coroação na Obra de Schoenstatt, pelo mundo todo, que se estende até hoje. Pe. Kentenich conduz muitas conferências, nas quais explica a importância de se coroar Maria: “Que significa coroar a Mãe de Deus? Com isso não queremos dizer que ela é Rainha do mundo porque nós a coroamos, mas nós a coroamos porque ela é Rainha. Portanto, estamos ante um dever de coroação”.

 

 

Ir. M. Lúbia Bonfante* diz que é possível citar pelo menos quatro elementos que motivaram a corrente de coroação na Família de Schoenstatt:

A vida do Fundador: A primeira e mais importante motivação provém, sem dúvida, do próprio Pai e Fundador. Tudo o que surgiu em Schoenstatt, de uma forma ou de outra, passou por seu coração, é expressão de sua própria vida e de sua sabedoria pedagógica. Ele afirmou muitas vezes: “Schoenstatt é meu eu ampliado”.

A coroação de 1935: Esta coroação é muito marcante e inspiradora para a Obra, pois é justamente aí que a MTA recebe, pela primeira vez, uma coroa em sua fronte no Santuário Original.

O ideal Regina Ter Admirabilis: Um curso de Irmãs de Maria escolhe seu ideal em 1938: “Filia Regina”. Elas são as primeiras do Instituto a coroar a Mãe de Deus como Rainha, e procuram ornamentar todas as imagens da MTA com uma singela coroa. O Fundador se alegra com a proposta e promete a esse curso ajudá-lo a difundir essa corrente em toda Família de Schoenstatt.

2ª Guerra Mundial e jubileu da Obra: A situação política da Alemanha nos 25 anos da Obra de Schoenstatt é outro aspecto que fortaleceu a corrente de coroações. Com a perseguição nazista, a Família temia o pior para Schoenstatt. Coroar Nossa Senhora significa reconhecer o seu poder de Rainha sobre toda a Obra e expressar a confiança sem reservas em seu cuidado maternal – e ela realmente se mostrou uma Rainha para Schoenstatt neste período de dificuldades.

Veja alguns exemplos históricos de coroação no Movimento de Schoenstatt:

– 2 de julho de 1942: Pe. Kentenich e os prisioneiros no Campo de Concentração de Dachau coroam a Mãe como Rainha do Campo de Concentração e Mãe do Pão – nessa época muitos prisioneiros morriam pela grande fome ali.

– 18 de outubro de 1946: Pe. Kentenich e a Família de Schoenstatt coroam MTA como Rainha do Mundo.

– 20 de agosto de 1949: No Brasil, Pe. Kentenich coroa Maria como Rainha da Filialidade Heroica no Santuário de Santa Maria/RS.

– 10 de setembro de 1955: Diác. João Luiz Pozzobon coroa sua imagem como Rainha da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt.

– 20 de outubro de 1974: A Família Internacional de Schoenstatt coroa a Mãe, na Igreja da Adoração, como Vencedora Três Vezes Admirável.

– 15 de setembro de 1994: Cardeal Camillo Ruini coroa a Mãe como Coração da Igreja no Santuário de Roma.

 

 

Rezemos para nossa Rainha:

Rainha eu creio em vosso poder;
Ó Mãe Admirável, eu creio sem ver.
Vossa soberania vitoriosa me dá
Alento e confiança que não falhará.
Eu vos amo, ó Mãe, que sempre me amais,
Eu vos amo também quando nada me dais.
Aumentai a minha fé, a confiança e o ardor.
Em tudo me dai conhecer o vosso amor. Amém!

 

*BONFANTE, Ir. M. Lúbia. Coroar por quê?. 2ª edição. Santa Maria/RS: Editora Pallotti, 2014, pág. 29.

Fonte: schoenstatt.org.br

A Aliança de Amor é o coração do Movimento

 

Ir. Adriane Maria Andrade Barbosa – Chegamos à metade de outubro, mês da Alianç, da Fundação de Schoenstatt.

A Aliança de Amor é o coração do Movimento, sua fonte da vitalidade espiritual e fecundidade. A Aliança de Amor é o nosso carisma! Tudo se concentra no Santuário. Aí a Mãe de Deus atua como educadora daquela ‘nova personalidade’ de que a Igreja tão urgentemente necessita. Aí Maria, a Mãe e Rainha Três Vezes Admirável, estabeleceu seu ‘ateliê’ de educadora; aí ela acolhe e transforma seus filhos e, a partir daí, ela os envia como apóstolos ao mundo’.

Pela Aliança de Amor com Maria somos por ela educados de maneira que possamos rezar: ‘Torna-nos semelhantes à tua imagem… em nós, percorre o nosso tempo, prepara-o para Cristo.’ (Rumo ao Céu, 609)

A celebração do dia de fundação oferece, a cada um de nós, uma ocasião para recordar com gratidão as estações de nossa longa história, mantendo viva a memória da origem. É na origem que se manifesta a essência mais profunda, a plena beleza do carisma do qual o Movimento surgiu e que se renova continuamente.

Um Aliança missionária

Temos, pois, motivo para agradecer à Providência divina que, pela Aliança de Amor, doou a toda a Igreja, o Santuário. Quem teria pensado que, naquele 18 de outubro de 1914, surgiria um Movimento tão extraordinário! “Schoenstatt traz para a Igreja um significativo dinamismo missionário. Quantas iniciativas de evangelização […] quantos podem testemunhar que no Santuário, sua vida mudou! Quantos jovens encontraram em Schoenstatt a alegria da fé e a beleza do cristianismo! Quanto potencial missionário foi despertado e colocado a serviço da Igreja, a partir da Aliança de Amor.” [1]

Vivendo a Filialidade heroica podemos oferecer esse dinamismo missionário à toda a Igreja do Brasil e mais além.

 

[1] Cf. Cardeal Stanisław Ryłko. Saudação e introdução na abertura do Jubileu Centenário da Fundação, Schoenstatt, 18 de outubro de 2013: texto integral

Fonte: schoenstatt.org.br

Mês da Aliança e o Capital de Graças

Karen Bueno – Estamos em outrubro, mês da Aliança de Amor! Símbolos e expressões adiquirem uma importância especial. Uma destas expressões é ‘Capital de Graças! Ela tem sua origem ainda no primeiro ano após a Fundação de Moviento, que aconteceu em 18 de outubro de 1914.

Como sinal concreto das ofertas de amor à Maria e do empenho pela missão, os seminaristas colocaram uma caixa de papelão sobre o altar do Santuário Original, onde estavam escritos, em papeizinhos, alguns propósitos a serem cumpridos (cuidado com o vestuário e os sapatos, atenção com a higiene, silêncio nas filas, posição correta na capela, entre outros); cada um retira um papel com o compromisso de cumprir aquela tarefa em prova de amor à Mãe de Deus e responsabilidade pela missão.

Quando os jovens começaram a contribuir com o Capital de Graças?

As contribuições ao Capital de Graças vêm desde a fundação de Schoenstatt, como relata Olivo Cesca: “Um ideal polarizava agora as energias daqueles corações. Sabiam finalmente porque viviam e qual o sentido de sua luta. Nada deviam desperdiçar. Até o menor trabalho, a oração mais simples, o sacrifício por menor que fosse, passando pelas mãos de Nossa Senhora, se transformavam em graças. Entre eles começou uma santa competição. Não que fizessem coisas excepcionais. Seguiam vivendo sua vida costumeira na casa velha, desconfortável e fria. A diferença é que faziam tudo com mais vontade. […] Não que andassem com caras de ‘beatos’. Pelo contrário, seguiam praticando seus esportes alvoroçados, com muita alegria e muita garra. Se alguém alegava sentir-se indisposto, era convidado a jogar para o Capital de Graças” (Herois de Duas Espadas, pág. 61 e 62).

Passando o dia 18 de outubro de 1914, os jovens começam a assimilar as promessas e exigências da Aliança de Amor e a contribuir com a Mãe de Deus. Porém, o nome “Capital de Graças” e sua representação concreta surge apenas em maio de 1915.

Mas afinal, o que é Capital de Graças?

Schoenstatt surge por meio da iniciativa divina, que inspira uma ação humana: convidar a Mãe de Deus a habitar em um determinado lugar – a Capelinha do Vale de Schoenstatt – e distribuir dali dons e graças em abundância.Mas, para que isso de fato aconteça, aqueles que a convidam se comprometem a oferecer muitos sacrifícios de autoeducação, sendo ‘santos modernos’. A Aliança de Amor é real enquanto cada um dos contraentes (a Mãe de Deus e os jovens, e atualmente cada um que tenha selado essa Aliança) cumprir o seu papel.

Para saber mais: O que é o Capital de Graças?

A MTA espera sua contribuição

O tempo passou e Deus é fiel a si mesmo. A condição para que a Capelinha de São Miguel se torne um Santuário da Mãe e Rainha depende das mesmas exigências da Aliança de Amor, como em outubro de 1914. A Mãe e Rainha permanece nos Santuários – filiais, lares, paroquiais, corações – enquanto houver pessoas que ali lhe ofereçam sacrifícios de autossantificação, ou seja, muitas contribuições ao Capital de Graças.

Padre Kentenich, em sua Pedagogia, dá dicas valiosas de como ser um santo na vida diária. Ferramentas como o horário espiritual e o ideal pessoal são uma grande ajuda e permitem observar de perto como está a colaboração com o Capital de Graças e o crescimento interior, basta estar disposto a utilizá-las.

Schoenstatt deixou de ser apenas um sonho, uma ideia predileta do Padre Kentenich, porque os primeiros herois ofereceram tudo que podiam, até mesmo a vida, pela Aliança de Amor. Hoje, cada um que selou a Aliança é responsável por levar esta Obra para o novo século, dando a vida por ela. É preciso haver sempre “água na talha”, a fim de que Jesus transforme em vinho da graça. A Mãe espera por isso, do Santuário ela quer atingir o mundo todo com seus dons e graças, mas para isso necessita da contribuição de cada, um por menor que seja, para formar uma terra santa do Pai.

Fonte: schoenstatt.org.br

Chegou outubro: O que trazemos nas mãos?

 

Karen Bueno – “Há alguns dias veio ao Santuário um senhor de Montevideo/Uruguai com um grande ramo de flores. Perguntei-lhe por que vinha até aqui. Como resposta disse-me que queria selar a Aliança de Amor com a Mãe Três Vezes Admirável. Neste senhor vejo-vos simbolizados e a milhares de pessoas que, no decorrer dos tempos, peregrinarão a este Santuário. Todos trazem os seus ramos de flores, não vêm com as mãos vazias, as suas mãos estão cheias, pois toda a Aliança pressupõe dois contraentes. E cada um dos dois trará algo”.

O Pe. José Kentenich contou essa história quando ele visitava o Uruguai, em 1948. Ainda falando sobre o presente das flores, ele continuou dizendo: “Todos os que estamos aqui deveríamos saber-nos unidos pelo vínculo da Aliança de Amor; quase diria que deveríamos ser nós mesmos ‘o ramo de flores’ para a Mãe de Deus. (…) Para terminar, pensemos uma vez mais no ramo de flores. O ramo espiritual que oferecemos a Maria deveria estar formado por uma confiança grande e invencível, pelo profundo anseio de estar acolhido em Deus, pela disponibilidade para sermos transformados interiormente e pelo sério esforço por sermos defensores das coisas boas e nobres” [1].

Chega a hora de pensar em nossas “flores”

Chegamos ao mês de outubro que, no “dicionário de Schoenstatt”, é sinônimo de Aliança e sinônimo de missão – não é um erro gramatical, é a resposta que a vida traz. Quando inicia outubro, o Horário Espiritual ganha “pontinhos” especiais para aprofundar e celebrar a Aliança de Amor: para ser missionário.

As simbólicas flores, que o Pe. Kentenich fala na história, são todos os presentes de amor conquistados e colocados no Capital de Graças. Nessa reflexão, o Fundador lista três presentes especiais que poderiam ser ofertados à Mãe de Deus: confiança, disponibilidade para deixar-se transformar e sério esforço para defender/viver as coisas boas. Mas, os presentes de outubro podem ir muito além desses três exemplos.

O Padre Kentenich pergunta a cada um de nós: quais são as tuas contribuições especiais para o Capital de Graças neste Mês da Aliança?

 

 

“O apostolado do ser é o mais importante”

Fazer Cristo presente, seja onde estivermos, é a nossa meta e o presente precioso para este mês de outubro: “Nós, católicos, temos de tornar Cristo presente desta forma perfeita e de a testemunhar mais com a vida do que com as palavras. Por isso, não procuramos como antes puxar os outros para nós, mas temos mais respeito pela totalidade da pessoa. Como será então o apostolado? É como antes dizíamos: o apostolado da plenitude religiosa vivida no plano do ser. Dar testemunho de tudo com o ser, com a vida! […] Eu tenho, portanto, que viver. Transmito a minha vida. Também o posso fazer com a palavra, mas o apostolado do ser é o mais importante” [2].

 

[1]  Pe. Kentenich, Nueva Helvecia, 1948

[2] De: J. Kentenich, Conferência em Roma, 17.11.1965. Livro: Tua Aliança, Nossa Missão – Pe. Peter Wolf

Foto destacada: Ir M Nanci Meister

Fonte: schoenstatt.org.br

É como se nos falasse pela boca do Arcanjo…

 

Karen Bueno – Se você um dia selou a Aliança de Amor com a Mãe e Rainha, certamente leu e estudou o Documento de Fundação de Schoenstatt. Nele está registrada a origem de toda a nossa Obra Internacional. Num dos trechos mais importantes deste texto, São Miguel (por indicação do Fundador, Pe. José Kentenich) torna-se o porta-voz das promessas e exigências da Aliança de Amor:

“Parece-me como se neste momento, aqui, nesta antiga Capelinha de São Miguel, Nossa Senhora nos falasse pela boca do santo Arcanjo…” [1]

 

São Miguel está presente desde o início

Como se sabe, a capelinha – que se tornou o Santuário Original de Schoenstatt – era consagrada a São Miguel. O Pe. Michael Kolb, superior provincial do Pallottinos, cedeu esse espaço para que os jovens da Congregação Mariana tivessem um lugar próprio para os seus encontros. Ele cedeu, em grande parte, por sua devoção a São Miguel, como conta neste trecho:

“[Pe. Kentenich] queria que a Congregação Mariana tivesse um lugar onde os jovens se sentissem os únicos donos e senhores. E por essa razão veio fazer-me a proposta de que a capela de São Miguel lhe fosse cedida para esse fim.
Mas este local também inspirava algumas objeções, devido à sua localização (por ser tão isolada) e especialmente devido ao estado de degradação em que estava. Há muito tempo que não era arrumada e recentemente tinha sido usada para guardar ferramentas. Já alguém tinha mencionado… demoli-la, hipótese que eu prontamente rejeitei devido à minha devoção ao meu santo protetor [São Miguel].
Assim, quando esta nova ideia foi apresentada para mim, era difícil dizer não. Na verdade, era até certa honra para o meu santo protetor”. [2]

 

 

Como chegou a primeira imagem de São Miguel ao Santuário?

Às vésperas da fundação de Schoenstatt, no dia 29 de setembro de 1914, na festa de São Miguel, o Pe. Kolb doou uma estátua de São Miguel como presente pelo novo projeto. Foi atribuído um lugar de honra para esta imagem, bem à frente, acima do altar.

No ano seguinte, em abril de 1915, a estátua foi mudada do centro do altar de madeira para o seu lugar atual, à esquerda, quando se colocou a imagem da MTA no Santuário. O Pe. Kentenich relata numa carta: “No pouco tempo em que estiveste fora, a nossa pequena capela tem mudado de aspecto. O São Miguel teve de ceder o lugar a uma linda imagem de Nossa Senhora com o Menino, um presente do Padre Huggle. Foi-lhe dado [ao São Miguel] um pedestal do lado esquerdo do altar, onde reina como guardião do Santíssimo Sacramento”. [3]

Infelizmente a imagem original de São Miguel, em gesso, teve um fim repentino em 25 de agosto de 1984, quando caiu o prego que prendia a peanha que a sustentava e ela se despedaçou no chão. Porém, um artista palotino conseguiu construir uma réplica extremamente fiel que se encontra no lugar da original desde o fim de outubro de 1985. Uma pequena diferença entre a antiga e a nova imagem de São Miguel é a cor: a armadura e a lança da primeira versão eram completamente brancas, agora são pintadas de prata e dourado.

 

É como se nos falasse…

Como porta-voz da Aliança, a imagem de São Miguel recorda sempre as palavras da fundação e o compromisso selado com a Mãe e Rainha de Schoenstatt:

“Não vos preocupeis com a realização do vosso desejo. Ego diligentes me diligo. Amo aos que me amam. Provai primeiro que realmente me amais e tomais a sério os vossos propósitos. Agora tendes a melhor ocasião para demonstrá-lo Conforme o plano da Divina Providência a grande guerra europeia é meio extraordinariamente proveitoso na obra de vossa santificação. Esta santificação exijo de vós. Ela é a armadura a vos revestir, a espada com a qual deveis libertar vossa pátria de seus poderosos inimigos, colocando-a na vanguarda do mundo antigo”. [4]

 

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Referências e fontes de pesquisa:

[1] Documento de Fundação de Schoenstatt

[2] Padre Kolb, em HUG (Texto), p. 39. Livro: Herois de Fogo, Pe. Jonathan Niehaus

[3] Kentenich, carta a um dos congregados (provavelmente Ferdinand Kastner), 12 de maio de 1915, cf. KASTNER, p. 336. Livro: Herois de Fogo, Pe. Jonathan Niehaus

[4] Documento de Fundação de Schoenstatt

 

Foto: Karen Bueno

Fonte: schoenstatt.org.br