
Juliana Dorigo – As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira deixaram marcas profundas em Ubá/MG. De acordo com as autoridades locais, em apenas três horas, foram registrados 170 milímetros de precipitação. O Rio Ubá subiu quase oito metros, invadiu casas, arrastou pontes, derrubou prédios e espalhou um rastro de dor pela cidade.
Sete vidas foram perdidas. Quatro pessoas seguem desaparecidas. Por onde a água passou, ficaram a lama, o silêncio pesado e o desafio de recomeçar. E foi justamente nesse cenário de devastação que um detalhe tocou o coração de muitos.
Na casa de Aparecida Guiducci, missionária da Mãe Peregrina dos Enfermos, a enchente entrou com força. A lama cobriu o chão, tomou os cômodos, alcançou móveis e lembranças. Mas, entre marcas de perda e destruição, a imagem da Mãe Peregrina permaneceu intacta. De pé.
A presença da Mãe tornou-se sinal de esperança para um povo ferido. Quando tudo parece desmoronar, Ela permanece. Quando as forças humanas se mostram limitadas, o amor materno recorda que não estamos sozinhos, mesmo em meio à dor.
Fonte: schoenstatt.org.br
