Esta foto é muito cara para a Família de Schoenstatt: a audiência de nosso Pai e Fundador, Padre José Kentenich, com São Paulo VI, em 22 de dezembro de 1965, dois dias antes de seu retorno a Schoenstatt. E esta cena nos vem a mente por que, hoje, a Igreja celebra a memória deste grande ‘Santo Padre’, Paulo VI, canonizado em 2018 pelo Papa Francisco.

 

Quem foi Paulo VI?

Giovanni Battista Montini nasceu na Lombardia (Itália), em 26 de setembro de 1897, e faleceu em Castel Gandolfo, em 6 de agosto de 1978, após um pontificado de 15 anos iniciado em 1963.

Em 29 de maio de 1920, aos 22 anos, foi ordenado sacerdote e enviado a Roma para estudar na Pontifícia Universidade Gregoriana, na Universidade de Roma La Sapienza e na Pontifícia Academia Eclesiástica.

Quatro anos depois, foi designado para o escritório da Secretaria de Estado, onde permaneceu por 30 anos.

No dia 1ºde novembro de 1954, aos 57 anos, foi nomeado arcebispo de Milão e, em 15 de dezembro de 1958, São João XXIII o nomeou cardeal.

Em 1963, com a morte de São João XXIII, o então cardeal Montini foi eleito papa no dia 21 de junho, tomando o nome Paulo VI e dizendo ao mundo que continuaria com o trabalho de seu predecessor.

Devoto de Maria, publicou três encíclicas marianas (a mais conhecida e marcante é Marialis Cultus) e expressou seu carinho pela Virgem Maria sob o título de Nossa Senhora Aparecida em 1967, quando enviou uma rosa de ouro para a Basílica de Aparecida. O presente foi dado em função do jubileu de 250 anos do encontro da Imagem nas águas do Rio Paraíba.

Paulo VI também promoveu importantes diálogos com o mundo. Foi o primeiro Papa a viajar de avião e também o primeiro a visitar os cinco continentes. Foi o primeiro Papa a conversar com o líder da Igreja Anglicana e o primeiro, depois de muitos séculos, a conversar com dirigentes das diversas Igrejas Ortodoxas do Oriente.

Paulo VI publicou 12 exortações apostólicas e sete encíclicas. Entre as mais conhecidas estão Evangelii Nuntiandi, sobre a evangelização, e Humanae Vitae, sobre o controle da natalidade, que se tornou de referência para a Igreja Católica nas questões sobre aborto, esterilização e métodos contraceptivos.

 

São Paulo VI e o Padre Kentenich

Certamente, São Paulo VI é recordado pela Família de Schoenstatt como o Papa do retorno do Pai e Fundador do exílio e seu retorno a Schoenstatt, depois de 14 longos anos em Milwaukee, nos Estados Unidos. Talvez menos conhecidas, mas muito significativas, são suas palavras na audiência geral de 8 de abril de 1970, menos de dois anos após a morte do Padre Kentenich, saudando um grupo de peregrinos alemães.

“Queridos filhos e filhas! Sobre a pedra sepulcral de um destacado sacerdote e pastor de almas alemão, estão escritas palavras que foram expressão de sua personalidade e conteúdo de sua vida abençoada: ‘Dilexit Ecclesam’ – Ele amou a Igreja, As mesma palavras nós dirigimos a vós: Amai a Igreja! Nestes tempos agitados permanecei fiéis ao magistério da Igreja e ao sucessor de São Pedro. E assim, também vossa vida se tornará rica e plena de sentido”.*

Que a memória de São Paulo VI nos ajude a, como Família de Schoenstatt, recordar e viver a herança do Pai e Fundador.

 

* Engelbert Monnerjahn – Padre José Kentenich: uma vida pela Igreja, 294.

Com informações de: acidigital.com