
Na manhã de 20 de maio de 1945, domingo e solenidade de Pentencostes, o entorno do Santuário Original, em Schoenstatt/Alemanha, ‘fervilhava’ de alegria (como se pode notar na foto histórica acima). Depois de mais de três anos de prisão pelo nazismo, que o tinha levado até o Campo de Concentração de Dachau, o Fundador do Movimento de Schoenstatt, Padre José Kentenich, retornava para a ‘sua Família’.
Nas suas primeiras palavras de saudação, Padre Kentenich já deu o tom que caracterizaria a data para os tempos vindouros: “Propriamente, nada mais deveríamos fazer que ficar em silêncio, um ao lado do outro, e meditar na bondade, no amor e na misericórdia de Deus, ou melhor, no próprio Deus bondoso, amoroso e misericordioso”.* Gratidão pela preservação de sua vida, apesar dos grandes perigos que passou; gratidão pela proteção experimentada no local Schoenstatt, que passou ileso, embora locais vizinhos tenham sido destruídos por bombardeios: mas acima de tudo, gratridão por todo o deselvonvimento espiritual da Familia de Schoenstatt e tudo o que Deus fez crescer em Schoenstatt neste tempo.

Herança do tempo de Dachau
A gratidão nos leva ao reconhecimento do operar de Deus na Obra de Schoenstatt no tempo da prisão do Padre Kentenich durante o tempo do Nazismo.
A Fundação do Institudo dos Irmãos de Maria de Schoenstatt e da Obra de Famílias de Schoenstatt, em 16 de julho de 1942, é somente um dos frutos do tempo em que o Padre Kentenich esteve preso. Preciosos documentos, ditados pelo Fundador, cujas palavras foram anotadas a lápis em pequenos pedaços de papel, que hoje fazem parte dos ‘tesouros’ da espiritualidade de Schoenstatt. Todo o livro ‘Rumo ao Céu’ faz parte desta herança, os textos sobre a ‘espiritualidade de instrumento’ e também o 3º Documento de Fundação.

Um hino de gratidão
Em 2 de fevereiro de 1942, Padre Kentenich compôs o “Hino de Gratidão”, já convicto de que voltaria são e salvo do campo de concentração. Desde esse dia, o Pai e Fundador solicitou às Irmãs de Maria que rezassem esta oração diariamente, até sua volta. Quando em 20 de maio de 1945 isso aconteceu, tornou-se este hino o cântico da vitória.
Que possamos renovar nossa gratidão por este dia e por tudo o que Deus opera na vida de cada um e em todas as comunicades de Schoenstatt, rezando:
Hino de Gratidão
Caíram as algemas! Da terra sagrada de Schoenstatt se elevem todas as vozes, em jubiloso hino de gratidão…
A desgraça que o poder e a astúcia de Satanás tramaram, o olhar do Pai transformou em nossa maior felicidade… Assim, hoje estamos estreitamente unidos, fundidos no amor de Deus… para que surjam homens novos, livres e fortes aqui na terra que, nas alegrias e dificuldades, procedam como Cristo… Podes enviar até os confins do mundo, os que hoje por ti se empenham, para completar teu Reino aqui na terra.
Maria, recebe esta oferenda em tuas mãos fiéis de Mãe, para que, até o fim da vida, não cesse este hino de gratidão. Amém. (Rumo ao Céu, 612 a 625)
*Padre Kentenich – Uma vida pela Igreja, Engelbert Monnerjahn, pág 172
Primeira foto: s-ms.org (irmãs de Maria de Schoenstatt)
